Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Cada Ponto Do Círculo É Um Pico

Dr. Michael LaitmanPergunta: A parte superior dos Partzufim se veste uma em cima da outra, como os degraus de uma escada, onde há sempre um superior e um inferior. Será que a mesma estrutura existe no grupo, ou lá todos são iguais?

Resposta: No grupo nós vestimos um em cima do outro numa certa ordem, e finalmente todos nós formamos um círculo. Nós não precisamos pensar nisso. É uma estrutura pré-determinada que não pode mudar. Apenas as conexões entre nós mudam: com que intensidade é que cada um se conecta com os outros. Mas nós não podemos mudar a ordem de quem se conecta com quem ou toda a rede que é formada com a queda das almas após a quebra. Sua estrutura é determinada a partir de Malchut de Ein Sof.

Nós não mudamos nada na realidade! Nós só abrimos ou fechamos o fluxo da abundância da Luz, porque após a primeira restrição, isso depende de nossas intenções. Mas a estrutura do sistema nunca muda. Mesmo quando nós dizemos que certos Partzufim espirituais sobem ou descem, conectam-se e se separam, estamos apenas nos referindo à passagem da abundância da Luz e não como eles estão dispostos em relação uns com os outros na estrutura geral.

É como uma estrutura de ferro em que certas conexões podem ser quebradas, mas é impossível mudar a estrutura em si, porque tudo é construído de acordo com a escada dos níveis espirituais que se espalham de cima para baixo. Mesmo durante a quebra, a ordem exata, que determinou como as centelhas (as Luzes e os vasos) foram divididas, foi mantida. Assim como antes da quebra, a altura foi determinada pela intenção de doar, de modo que após a quebra é determinada pela intenção pelo meu ego, segundo uma ordem egoísta precisa. Isto significa que não só todo mundo é importante, mas é totalmente essencial!

No grupo existe “superior” e “inferior”: cada um é ao mesmo tempo superior e inferior em relação aos outros e, juntos, todos eles formam um círculo. Todo mundo está conectado a um feixe pela intenção de doar, embora ninguém seja igual ao outro. Talvez por isso, você será capaz de entender como cada um é diferente dos outros, e se há algo dentro dele que não existe em mais ninguém, e nisso ele é a cabeça para todos, é impossível substituir ou destruir um único atributo, porque então não haveria plenitude.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 23/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

O Diapasão Que Sempre Está Com Você

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como devemos sair da lição diária de Cabalá, a fim de continuarmos o trabalho interno durante o resto do dia?

Resposta: Eu recebo tudo de Cima e devo me preparar para o máximo esclarecimento independente. Cada estado deve ser dividido em duas partes. Por um lado, ele vem do Criador e eu não quero estragá-lo com os meus desejos, pensamentos e sentimentos. Por outro lado, eu entendo que não há nada para sentir exceto meus próprios vasos. Então, como eu faço isso?

A avaliação só pode ser feita de uma maneira: comparando um sentimento com outro, comparando uma intenção com outra. Para não ser tendencioso, eu devo sempre me ajustar de acordo com determinado padrão, de acordo com o grupo. Então, eu deveria fazer esforços para ser incorporado ao espírito geral do grupo, e em relação a ele, eu deveria verificar: eu me sinto bem ou me sinto mal, e como eu interpreto se é bom ou ruim de modo a avançar?

Eu sempre esclareço as coisas internamente, exigindo a Luz que reforma através do grupo, tentando esclarecer as coisas com a sua ajuda para que eu me sinta no estado oposto. A fim de fazer isso, eu preciso primeiro tentar justificar o Criador, mesmo que eu me sinta mal. Então, eu tento subir juntamente com a intenção ao bom estado, não por prazer, mas porque eu me assemelho ao Criador de acordo com a equivalência de forma. Afinal, Seu objetivo é fazer o bem às suas criaturas.

Então, eu termino o meu esclarecimento. É assim que isso acontece a cada vez.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 22/01/12, Shamati # 1

Noite: Prelúdio Para o Dia

Baal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”: No entanto, quando os problemas e trormentos se acumulam em grande medida, causam uma ocultação dupla, que os livros chamam de “ocultação dentro da ocultação”. Significa que, mesmo o posterior Dele é invisível.

A pessoa é um desejo de receber. Se ela encontra o poder para ascender acima do seu egoísmo, ela se torna equivalente ao Criador e em seguida, de acordo com a extensão da equivalência de forma, o Criador lhe é revelado como o bom e benevolente, como aquele que concede. Isto é porque uma pessoa que se eleva do seu desejo também se torna boa e benevolente. Primeiro Sua Providência lhe é revelada com base na recompensa e punição e mais tarde é revelado a ele como a Providência eterna.

Mas, se uma pessoa não pode manter-se acima do desejo egoísta em equivalência com o Criador, se ela não tem um Masach (tela) forte o suficiente e não consegue lidar com o prazer que aparece diante dela,  isso imediatamente se transforma na escuridão para ela. É assim que uma pessoa sente a ocultação. Não é vazio, e não é falta de conhecimento, mas sim um sentimento de algo que está escondido: Existe alguém lá fora, e eu posso distingui-lo das minhas qualidades corrompidas. Afinal, elas são opostas a Ele, e é por isso que eu sinto que Ele está escondido.

Assim, a ocultação é uma espécie de revelação. É dividida em duas partes: a ocultação e dissimulação dupla e única, mas em qualquer caso, não é o desapego total, como no nosso caso. Aqui tudo depende do Masach, na minha persistência em tentar me manter acima do meu desejo egoísta de resistir aos prazeres da doação, e não se relacionar aos prazeres da doação, mas para o atributo de doação. Tenho que me relacionar com a fonte, com o Criador, não porque eu sou realizado por Ele, mas por causa de sua qualidade.

Mas se há Estados com os quais eu não posso lidar com, eu entro em ocultação e isso me traz grande sofrimento. No entanto, estes são os sofrimentos da alma. Afinal, a ocultação refere-se a percepção espiritual. Isto não se refere ao nosso mundo “inconsciente” com suas necessidades “bestiais”, mas sim sofrimentos espirituais quando eu não posso agradar ao Criador. Aparecem grandes espaços vazios em mim que me causa grande dor e sofrimento, mas sei do que e porque e eu sofro.

Assim, com a ocultação, descobrimos vasos que nos avançam gradualmente para a revelação. Durante este período de preparação em segredo, devemos sempre tentar controlar: “O que me falta e por quê? Porque eu não sou similar ao Criador? Porque eu não tenho sucesso? O que mais devo fazer? O que significa e que truques que devo usar para ter sucesso? “Eu tenho que fazer grandes esforços que são desagradáveis, por um lado, mas agradável, do outro. Tudo depende da força da fé, na Luz de Hassadim, sobre o quanto eu quero me assemelhar com aquele que concede.

Em geral, é importante respeitar a ocultação e vê-la como uma fase vital no nosso desenvolvimento. Nós não vamos chegar a revelação antes de estudar a ocultação em profundidade em todos os sentidos possíveis. A ocultação, a sensação de escuridão, a noite, é o tempo para construir os vasos. Então chega o dia, que há a revelação das Luzes dentro desses vasos.

Afinal, a Luz não vem de fora. É o ocultamento que carrega. Em outras palavras, eu chego a uma correção que a ocultação anterior torna-se a Luz para mim. Primeiro eu sinto a ocultação em meu desejo, porque eu sou subordinado à intenção egoísta. Então eu começo a trabalhar e adquirir Masachim (telas), até eu adquirir o atributo da doação. Então eu paro imediatamente  de sentir a ocultação, a restrição e, em vez disso eu sinto o atributo da doação dentro de mim: eu me torno a pessoa que dá e eu estou cheio de prazer, parecido com o Criador. Esta é a Luz. Se trata de mim, não de algum lugar do lado de fora, mas é revelado dentro de mim e então eu sinto meu atributo corrigido.

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Da 3 ª parte da Lição Diária de Cabala de 19/1/12, “O Estudo das Dez Sefirot”

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Eu Quero A revelação do Criador?

A pessoa passa por fases de ocultação e revelação em seu caminho espiritual. No entanto, a ocultação não é uma coisa fácil. Quem está realmente escondido? Para onde Ele desapareceu e onde Ele está? Afinal, a ocultação é parte da revelação.

Se eu sentir que alguém está escondido, isso significa que eu o conheço, sei quem ele é e como ele deve ser revelado. Neste caso já temos alguma coisa para falar a respeito da ocultação: afinal, eu já tenho um entendimento, uma realização, um certo sentimento, mas eles são opostos a revelação.

Assim como pode ser atingido? Primeiro, eu tenho que entender que no momento estou separado em um estado de inconsciência. Então provavelmente eu tenho que sentir que algo está escondido de mim. Este já é um passo a frente. Então eu passo de uma ocultação dupla para uma ocultação única, seguida da revelação parcial e completa revelação.

Então, como faço para passar por todas essas fases? Tudo depende de como o Criador é revelado a mim. A questão é: Como posso apressar Sua revelação?

Ele quer ser revelado diante do ser criado, e também nós, no momento, parecemos querer revelá-Lo. Mas então descobrimos que nós realmente não queremos isso, porque para revelar o Criador é necessário revelar o atributo de doação que governa o mundo, e tornar-se aquele que totalmente doa. Isso significa que eu fico restrito, eu me perco e esqueço totalmente sobre mim mesmo. Meu “eu” deixa de existir. Eu não posso nem pensar sobre isso. Então, eu quero a revelação do Criador?

Aqui começamos a entender que não é assim tão simples, ela envolve coisas muito sérias, e elas estão todas escondidas dentro de uma pessoa. De acordo com a nossa natureza, nós odiamos a revelação do Criador. Afinal, está em contraste com os prazeres egoístas que nós queremos. Sua revelação gradual é retratada como algo terrível para mim: É como se eu governsse o mundo inteiro e, de repente, um monstro começa a cortar pedaços dele, uma peça atrás da outra, até que não haja mais nada e ele também me engole. Além do mais, eu tenho que concordar com isso, querer isso, e olhar para ele e implorar para ele diretamente.

Assim, vemos que a cadeia destes eventos não é revelada a nós  Temos que passar por um processo de preparação que não é simples. Primeiro eu gosto de revelações, que podem ser agradáveis ​​ou desagradáveis ​​para o meu egoísmo. Então eu tenho que adquirir uma sensação que está acima de egoísmo, e então eu vejo a imagem oposta, de que eu não estou mais sendo guiado por sentimentos de amargo e doce, mas pelos critérios de verdade e falso.

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Da terceira parte da Lição Diária de Cabala  19/1/12,”O Estudo das Dez Sefirot”

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A Tela É A Máxima Equivalência Com O Doador

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa que as Reshimot (genes informacionais) estão incorporadas na Masach (tela)?

Resposta: Após a primeira restrição (Tzimtzum Aleph), a Masach torna-se a parte principal do trabalho. A Masach é a minha única preocupação. É o lugar onde eu sempre sinto a mim mesmo. Tudo que não for a Masach é condição extra destinada a apoiar a Masach e determinar a sua forma, seu caráter e sua direção precisa.

A minha preocupação é me concentrar apenas na Masach. Não importa que desejos eu sinto, que Luz existe, ou o que está acontecendo em minha vida, porque a decisão foi feita de que de agora em diante, eu sempre tento me equivaler (ser parecido) ao Superior. A equivalência com o superior fornece a Masach.

Todas as outras condições, tanto externas como internas, quaisquer que sejam, acumulam e se concentram neste conceito chamado Masach. Eu só penso em como posso realizar a melhor e maior ação de todas as ações possíveis, a fim de me equivaler ao Criador, em qualquer estado.

O estado em si não me preocupa e não depende de mim. Nem o que eu sinto por dentro importa. Nada! A única coisa que importa é compreender que eu recebi isso Dele. Neste estado ao qual fui trazido, é importante realizar uma ação que me fará lembrar o Criador; isto é tudo.

Se ela está num estado de pequenez, num estado de grandeza, ou num estado intermediário entre os dois, não faz diferença, uma vez que tudo vem Dele. Eu concentro toda a minha atenção na Masach.

As Reshimot que são incorporadas na Masach são os dados com os quais eu trabalho. Esta é a informação sobre mim, sobre o doador, sobre o meu estado anterior e sobre o estado inferior, sobre tudo.

As Reshimot são os registros de todas as minhas impressões no passado e no futuro. Todos os dados são acumulados na Masach. Meu trabalho é explicitá-los, classificá-los de acordo com a prioridade, e agir de acordo com eles para me equivaler ao doador.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Tudo Se Resume Ao Conversor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando falamos sobre o mal, o que exatamente queremos dizer com o termo “mal?”.

Resposta: Eu descubro o Criador como a fonte do mal e, ao mesmo tempo, entendo que o vejo dessa forma por causa de minhas qualidades más. Então, eu entendo que tudo depende exatamente dos meus atributos.

Há três coisas diante de mim: o Criador, meu mal e o desejo. Eu posso pensar no Criador como o bom e benevolente? Afinal de contas, eu me sinto mal e vejo problemas e escuridão. Eu ainda determino que o bem está Acima e o mal está dentro de mim. A razão é que no meio há algo que converte o bem em mal.

Eu sinto em meus ossos que é isso que acontece. Eu sou feito desses três discernimentos, e eles estão no meu sentimento e na minha compreensão. Tal estado é chamado de “ocultação dupla”. Na espiritualidade é o nível mais distante do Criador, e tudo antes dele pertence ao nível bestial.

É importante lembrar que essas coisas já existem em mim: eu sinto o Criador como bom e benevolente, eu sinto o meu próprio mal e não consigo me livrar desse sentimento, e também entendo o fato de que eu corrompo a boa atitude do Criador quando eu a sinto como mal. Se eu anular esse mecanismo de converter o bem em mal, se o corrigir, eu certamente sentirei a bondade.

Então, surge uma pergunta. Qual é o objetivo: sentir-se bem ou não amaldiçoar o Criador? A partir daqui começa o esclarecimento: por que eu estava recebendo o sentimento mal? O que devo fazer com ele? Se eu anulá-lo, vou negar a mim mesmo a opção de ser corrigido. É por ser oposto à bondade do Criador que eu posso alcançar a Sua boa atitude para não amaldiçoá-Lo.

Isso significa que eu uso o mal no caminho para a bondade. Isso significa que agora, quando eu me sinto mal, na verdade é a meu favor, e isso é realmente o que é bom para mim? Então, o que estou corrigindo?

Pergunta: No final, eu entendo que não corrijo nada, e o principal, que eu estou muito longe de qualquer correção.

Resposta: É verdade, você se descobre mais e mais, e isso é muito bom. Isso já é um avanço.

Pergunta: Mas, ao mesmo tempo eu descubro que não tenho poder para mudar nada.

Resposta: Esta é a verdade, isso já é uma revelação: você revela que não pode corrigir nada, que você é todo mal e que você é um “trapo”. E isso é ótimo. Será que você desejaria sentir que era um herói?

Você descobre a verdade graças à Luz superior e você deve ser grato por isso. É assim que a adição da Luz revela o mal em você. Então, você vai para o grupo a fim de receber o poder de descobrir o seu mal mais qualitativamente do que antes. Primeiro você se sentiu mal, culpou o Criador e quis se livrar deste sentimento. Depois, você adquire a mente do grupo e percebe que não deve se livrar do mal, mas sim que ele deve ser transformado em bem.

Você entende que para isso você precisa mudar sua atitude e não o sentimento. Acontece que você tem que trabalhar em sua atitude para com aquele que parece estar a enviar-lhe o mal.

Então você dirige seus esforços para o “conversor”. Você trabalha com a intenção e os sentimentos mudam por si mesmos.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Morte: A Taxa Para O Desenvolvimento Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanO puro desejo sem intelecto representa uma forma original que é derivada da raiz. Se o desejo se esforça apenas em se manter sem outros desejos, ele é chamado de “inanimado”. Ele não muda, mas sempre quer por todos os meios preservar totalmente a sua existência do jeito que ela é, e sempre resiste a qualquer tipo de modificação. É por isso que é chamado de “morto”.

Por um lado, é a força mais poderosa que mantém a matéria inanimada em sua forma e como é inanimada, é mais forte do que qualquer outra coisa. Por outro lado, tem um déficit, porque não se desenvolve por completo, nem cria qualquer forma avançada!

A planta não possui tanta força por auto-preservação como a matéria inanimada; ela é mais fraca. Mas tem uma adição: ela é capaz de mudar! Ela se desenvolve, altera e cresce. Por outro lado, ela ainda não pode permanecer eterna; é por isso que “adquire” vida e morte.

Não há escolha, há um preço pela oportunidade de continuar a se desenvolver. Se você não possui firmeza de pedra, mas sim permite-se mudar, você vai de ponta a ponta, da vida à morte, não há outra opção. Em outras palavras, o nosso desenvolvimento acontece à custa da imortalidade.

Para uma pedra sem vida, a vida e a morte são iguais. Para uma planta, a vida e a morte são diferentes já que as plantas podem sentir a vida. Esta é a raiz de qualquer sensação, prazer e aflição, um contra o outro.

Os animais estão muito mais longe da natureza inanimada; eles passam por mudanças dramáticas e experimentam um enorme crescimento. Eles adquirem um intelecto superior que acompanha seus desejos; por isso, durante o processo de desenvolvimento, os animais adquirem formas diversas. Naturalmente, os animais são sujeitos a uma série de influências externas e internas. Em comparação com o níveil inanimado e até mesmo o nível vegetal, os animais têm uma organização muito mais complexa. É claro, os animais sentem sua mortalidade muito fortemente como a diferença entre a vida e a morte.

A capacidade adicional de usar o intelecto para a análise constitui uma distinção entre os seres humanos e animais. Em oposição a um animal, a pessoa desenvolveu-se na medida em que reconhece o “tempo” em seu cérebro: passado, presente e futuro. As pessoas podem aproximar o tempo, incluindo-o no desejo. De repente, nós começamos a invejar alguém que viveu há mil anos atrás ou alguém que vai nascer daqui a 200 anos.

Nós observamos que no nível humano, o intelecto aumenta o desejo. O trabalho do intelecto sobre o desejo está diretamente relacionado à Luz; na verdade, é o único trabalho que nós fazemos. Quanto mais trabalhamos no esclarecimento e expansão dos nossos desejos, mais avançados nos consideramos em relação ao nosso passado, os estados subdesenvolvidos: os subníveis inanimado, vegetal, animal e falante dentro do nível humano.

Naturalmente, os seres humanos sentem a vida e a morte, a Luz e as trevas, ainda mais fortemente. Nós nos tornamos mais dependentes, delicados, sensíveis e restritos. Mas este é o pagamento pelo nosso desenvolvimento.

No momento em que o nosso desenvolvimento nos níveis simples (inanimado, vegetativo, animal e falante) está completo, nós nos aproximamos do nível do Criador, onde ganhamos novos sentidos, um tipo diferente de inteligência e uma força alternativa de desenvolvimento, todos os três componentes juntos, os quais não tínhamos antes.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 06/01/12, O Zohar

Descubra A Bondade Do Criador, Não Seus Presentes

Dr. Michael LaitmanO Criador não se esconde de nós, mas sim, é o nosso ego que se esconde Dele. Nossa natureza oposta é que nos separa Dele. Então, como podemos tomar a forma do Criador? Como podemos alcançá-Lo de acordo com a lei de equivalência de forma? Como podemos descobri-Lo e descobrir que Ele está em nós?

Para isso, temos que executar determinadas ações. Quem realiza essas ações, nós ou Ele? Há provavelmente uma necessidade de cooperação aqui. Não podemos avançar sem a Luz superior. Ao nos “balançar”, Ele exige a nossa cooperação, que é chamada de “livre-arbítrio”. Esta cooperação é todo o nosso trabalho. Não há restrições aqui. Está aberto a todos e é implementado pelo estudo correto dos livros Cabalísticos.

Estas fontes podem ser o “elixir da vida” ou a “poção da morte”. Tudo depende de nossa abordagem.

• Se eu tenho a intenção de descobrir a minha inclinação ao mal e corrigi-la, eu posso ter sucesso, e a sabedoria da Cabalá será o “elixir da vida” para mim. Eu vou descobrir a “morte”, o meu ego, dentro de mim e vou querer corrigi-lo para vir à vida.
• Mas se eu estudo para atingir realizações egoístas, se estou buscando conhecimento, poder, respeito, controle, etc, então o estudo apenas reforça o egoísmo em mim e meu sucesso é oposto à doação e eu não estou sequer ciente disso. Tal estudo torna-se a “poção da morte”.

Assim, nós passamos por fases de ocultação do Criador. A ocultação é dividida em ocultação simples e dupla; a primeira revelação nos revela a governança como recompensa e punição e, depois, a revelação da Sua Providência eterna.

Na verdade tudo depende dos meus desejos, dos meus vasos. Com relação ao Criador, não há restrições. Ele não se esconde e não está oculto. São meus desejos, meus vasos, que O escondem, e se eu trabalho com eles corretamente, eles são gradualmente corrigidos, e de acordo com a sua correção, eu descubro o Criador. De uma forma ou de outra, eu sou aquele que O esconde de mim mesmo.

Em nosso mundo, nós também descobrimos muitos fenômenos que não notamos a princípio: diferentes tipos de alimentos, diferentes tipos de arte e cultura e diferentes tipos de animais. Estas coisas estavam lá o tempo todo, mas não para nós.

Com o tempo nós percebemos mais, graças ao nosso desenvolvimento emocional e intelectual sob a influência do ambiente, o que eleva a importância das coisas aos nossos olhos, evoca em nós a paixão, ambição e vaidade, e nos obriga a prestar atenção às coisas que eram totalmente sem importância para nós antes. Todo mundo diz que é importante; eu sou impressionado e entro nos desejos de outra pessoa. Isso é suficiente para eu me importar: eu descubro novos desejos, novos vasos, e saio da ocultação em relação a determinado fenômeno.

O mesmo ocorre quando se trata da sabedoria da Cabalá e do Criador. É o mesmo princípio aqui também: eu sou um egoísta e não me importo com nada, exceto minhas solicitações “bestiais” cotidianas. Então, se eu quiser algo mais sublime, eu tenho que entrar no ambiente certo que me estimule e me guie em direção a coisas maiores.

Portanto, tudo depende da correção dos meus desejos. Inicialmente, o fenômeno não existe para mim e está em ocultação completa. Então, eu começo a descobrir certo desejo, um anseio por ele, e depois a ocultação fica mais fraca, até que eu descubro algo novo.

No caminho espiritual eu olho para o Criador, mas não como uma fonte de prazeres; eu quero descobrir Sua atitude para comigo, porque Ele quer revelar que Ele é o bom e benevolente. A questão não está naquilo que eu recebo Dele, mas o que importa para Ele é que eu descobra sua atitude para comigo, para que eu possa ver a Sua bondade absoluta, ser impressionado por ela, e ser preenchido por esta atitude. Assim, Ele me “compra”.

Assim, todas as quatro fases de ocultação e revelação referem-se, na verdade, à boa e imutável atitude do Criador, que eu gradualmente revelarei de acordo com meus desejos. Quando eu descobro a boa atitude por parte Dele, eu vejo que ela já existia antes, só que eu não a sentia e compreendia por causa da minha corrupção.

Portanto, agora também, quando eu não vejo a bondade do Criador em tudo, eu tenho que avaliar a ocultação: mesmo se eu não prestar atenção em Sua bondade em certas coisas, pode ser que Ele esteja lá também. Talvez seja minha culpa que eu não veja a Sua bondade?

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

Nós Não O Entendemos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“: Na verdade, você deve saber que a razão da nossa grande distância do Criador… é por uma única razão, que se tornou a fonte de todo o tormento e sofrimento que sofremos, e por todos os pecados e erros que fracassamos…. Certamente, removendo esse motivo, estaremos imediatamente livres de qualquer tristeza e dor… E eu vos digo que a razão preliminar não é outra senão a “falta de compreensão em Sua providência sobre Suas criações”, que nós não O compreendemos corretamente.

Assim, nosso único problema é que nós não entendemos a liderança, Sua Providência. Então vamos entender!

Mas não, nós não queremos isso. Portanto, a coisa mais importante para nós é descobrir Sua Providência, descobrir a maneira como Ele nos trata, a conexão com Ele. Afinal, esta conexão tem uma forma, uma fórmula e um formato que nos permite localizá-Lo.

Trata-se da linha entre nós e a Luz de Ein Sof. A “Luz de Ein Sof ” é a atitude do Criador em relação a nós, que está acima de todos os círculos. Em outros mundos, é a linha que passa por todos os círculos até o ponto central.

Nós não podemos alcançar o Criador por nós mesmos, mas através dessa linha podemos construir, descobrir Sua atitude em relação a nós, e assim subirmos na escada espiritual. Finalmente, quando passamos por todos os níveis e atingimos o Gmar Tikkun (o fim da correção), preenchemos todo o nosso desejo com a Luz em todos os círculos. Este será o sinal de que depois de termos corrigido nossos desejos, sentiremos o Criador e O compreenderemos. Afinal de contas, nós revelamos apenas Ele.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 16/01/12, “O Estudo das Dez Sefirot

O Grupo Faz de Você um Herói

Carta #8 do Rabash: Reunir-se em um grupo esprimido de pessoas em um só lugar e sob uma orientação para suportar os ataques dos inimigos com o poder de superação, além de quaisquer limitações humanas ….

O poder de superação além de quaisquer limitações humanas, como isso é possível? Será que alguém realmente possuí tal poder? Além de limitações humanas, este já é o Criador!

Isso significa que apenas o poder do superior pode nos ajudar a subir, para resistir a esta condição e todos os inimigos internos (obviamente, isso não implica inimigos externos). Cada um de nós têm muitos pensamentos e desejos que nos confundem e não nos deixa nem por um momento. Precisamos lutar contra todos eles, o que é impossível fazer por conta própria, mas só pode ser feito por um poder além dos meios humanos, o poder do alto.

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