Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Ocultação Simples Antes Do Encontro Com Faraó

Dr. Michael LaitmanA diferença entre a ocultação dupla e a ocultação simples é muito grande. É uma fase que dura um longo período de tempo, até mesmo anos. No passado, os Cabalistas precisavam de um tempo ainda mais longo.

A diferença aqui é que na ocultação dupla a pessoa não sabe com certeza, nem mesmo aproximadamente, o que é a doação, mas só fala dela quando repete o que está escrito sobre ela nos livros. Assim, isso é muito difícil para ela, uma vez que todos estes termos são artificiais.

Nós vemos isso em sua conversa, mas ela deve fazer como uma criança que, no meio tempo, imita os adultos e brinca com bonecas e carros. Isto é assim, até que ela atinge o estado onde a Luz superior doa a ela, e torna-se suficiente para começar a sentir o valor da doação.

Ela começa a descrever a si mesma, em sua imaginação, o que é a doação, como ela sai de si mesma em relação aos outros e se perde lá, como ela começa a senti-los e não a si mesma. Isto ainda não é “nós”, ou seja, que estou em conexão com os outros. Em vez disso, ela deixa de sentir a si e sente apenas o que é externo a ela. Não é possível transmitir essa sensação com palavras, mas esta começa a ser compreendida dentro da pessoa.

Isto se chama “atingir a ocultação simples”. Então, ela começa a exigir a revelação da doação. Agora ela entende que a doação chega apenas com a ajuda da Luz que reforma. Na transição da ocultação dupla para a ocultação simples ela vê que tudo é realizado através da força superior e que só ela pode despertar essa força através de todos os tipos de ações, mas não mais do que isso.

Aqui, a exigência amadurece nela, que ela deve ter a força superior que irá produzir dentro de si a qualidade de doação. Nós estamos neste estado agora, antes do Congresso no deserto, antes da reunião com o Faraó e a saída do Egito.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 12/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

O Fenômeno Da Luz

Dr. Michael LaitmanQuando nós falamos sobre a Luz, nós nos referimos ao fenômeno que ocorre no desejo. Isso significa que eu quero fazer o bem a alguém sem quaisquer considerações pessoais de benefício próprio. Quanto mais eu me analiso, mais eu vejo que realmente não tenho vontade de benefício pessoal. Esta é a Luz: É como se algum espírito estivesse vestido em mim e eu quisesse dar, amar os outros, e querer apenas o bem-estar dos outros, porque com isso eu agrado o Criador.

Quando eu trabalho num grupo, eu atraio a Luz que Reforma que constrói no meu “corpo” (no meu desejo) o fenômeno chamado Luz. Assim, a Luz circundante (Ohr Makif) influencia o desejo para que ele possa sentir o fenômeno da Luz internamente.

Pergunta: De onde vem a Ohr Makif?

Resposta: Ela vem de um nível superior. Eu não posso recebê-la dentro de mim e por isso ela me “cerca” e prepara o meu desejo, meu vaso, a fim de entrar nele mais tarde. Esta Luz também está dentro de mim, mas eu não a sinto ainda. É como se ela estivesse agindo à distância: Algo amadurece em mim, mas eu sinto isso indiretamente, de acordo com os resultados.

De uma forma ou de outra, tudo está dentro da pessoa: todas as luzes e todos os mundos, incluindo o mundo de Ein Sof (Infinito).

Pergunta: Para sentir isso, eu tenho que trabalhar em grupo?

Resposta: Você tem que seguir o conselho dos Cabalistas, que chamamos de “fé dos sábios”, e realizar as suas recomendações. Você é levado ao grupo pelo Alto, e começa a trabalhar nele, mesmo sem questionar nada. Só mais tarde é que a questão do livre arbítrio surge, quando você entende o que está acontecendo e pode encontrar o caminho de volta e perceber: “Então é isso que eu deveria fazer! Eu deveria amar os amigos…”.

Você se aproxima do trabalho mútuo e, partir de um “círculo de estudo”, você se torna um todo, adquire um só coração e um só pensamento, faz grandes esforços coletivos e age na frente um do outro, a fim de evocar a deficiência nos amigos e aumentar a grandeza do Criador aos seus olhos.

Então, as pessoas descobrem “o campo que o Criador abençoou”. Elas não vagam no campo como os filhos de Jacó, mas sim adquirem a força de José, que os une e os leva através da terra do Egito à Terra de Israel. Este é todo o nosso trabalho, onde começa o nosso livre arbítrio.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 12/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Encontrando O Centro Do Círculo

Dr. Michael LaitmanNosso trabalho é perpétuo. A Luz superior está num estado de repouso absoluto, e seu repouso está constantemente nos empurrando para a meta. O mesmo ocorre conosco: se estamos constantemente “pressionando o pedal do acelerador” desejando a meta, estamos num estado de repouso, porque não há mais do que isso e eu só atuo numa direção.

Aqui nós podemos discutir, mas eu estou agindo contra o meu desejo egoísta, que constantemente me confunde.

Ainda assim, se você tentar mantiver a direção certa, com a ajuda do grupo e dos livros, você está pelo menos perto de repousar.

Na verdade, isso é apenas um problema psicológico. Se nós decidimos, se determinamos o que é mais importante para nós e não desviamos a nossa atenção para outra coisa, se vamos direto à meta, à adesão com o Criador, e adicionamos tudo o que podemos inferir do estudo, do professor, dos livros, o grupo, e da disseminação disso, nós nos trancamos no alvo e só temos que manter o rumo certo.

Para fazer isso, todos devem estar conectados. Só então você pode escolher a meta, porque você realmente não a conhece, e ela é alcançada a partir do centro do grupo. Onde está o centro? Você é quem atrai a mira na vista. Você passa através dos círculos à medida que seu diâmetro fica cada vez menor, e em cada círculo é melhor você começar a conhecer o Criador e Suas ações e, finalmente, você encontra o centro: e encontra-O.

Hoje, nós temos que trabalhar em vários planos:

1. Todos os amigos são iguais, não há grandes ou pequenos.
2. Todos devem fazer o seu melhor e agir diante dos outros e lhes mostrar o quanto quer amá-los. Os amigos devem ver apenas este anseio por cada um. Devemos sempre dar o exemplo a todos, para que ninguém seja capaz de impedir uma atitude de igualdade para com os outros. Esta é a nossa obrigação.
3. Fazemos tudo isso de propósito, para que possamos ser capazes de nos conectar, e na conexão entre nós, descobrir o amor: o amor condicional primeiro e depois o amor absoluto, até chegarmos ao fim da correção, o Gmar Tikkun.

Todo o processo ocorre no grupo. Não há para onde fugir: você tem um lugar para a realização, você tem amigos que anseiam a mesma coisa, e você tem a inclinação ao mal, que realmente nos ajuda a olhar constantemente para o centro do círculo. Nós temos tudo que precisamos e devemos nos apoiar de forma mútua, superando constantemente os obstáculos, como se diz: “O amor cobre todos os pecados”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/02/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

O Que Significa Unir-se Com O Criador?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa unir-se com o Criador?

Resposta: Com a ajuda dos amigos e do estudo, devido à Luz circundante, eu alcanço a aspiração pelo Criador, o desejo de doar a Ele, de estar em doação, desconectado de mim mesmo, para que não haja mais o meu “eu”, e eu estou inteiramente nesta qualidade de doação. Então, eu descubro que me tornei semelhante a Ele, porque Ele é o próprio desejo de doar, não um corpo, objeto ou entidade.

Assim, o Criador começa a aparecer para mim cada vez mais como a qualidade de doação da força que rege o Universo. Quando eu subo acima de mim mesmo e saio de mim, eu descubro que, em essência, sou uma força, um desejo, a própria aspiração. Então, eu perco o sentimento do meu corpo e sinto que há apenas dois desejos mútuos: o Dele e o meu.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 9/02/12, Shamati # 16

A Ponta Do Fio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Os Cabalistas estão me falando sobre a qualidade de doação, mas eu não a sinto. Eu nem sequer tenho a ponta do fio…

Resposta: Quando você experimenta a necessidade de doar, você conesegue entender o que é a doação. Tente doar a seus amigos e você verá que você não quer isso. A partir disso você vai entender como seria se você possuísse a qualidade de doação. Então, você vai começar a adivinhar o que lhe falta.

O raciocínio é o seguinte: eu quero alcançar a união com meus amigos. Eles estão unidos entre si, enquanto eu estou separado deles. Honestamente, eu não quero essa união, sou incapaz de fazer isso e continuo me esquecendo disso. O brilho do meu desejo se apaga. Eu só posso revivê-lo quando estou com meus amigos, quando eu me conecto a eles, mesmo por causa da vergonha.

Eu me aproximo deles, trabalho no grupo e começo a entender o quanto preciso de amor. Os esboços de meus esforços gradualmente retratam uma imagem da doação. Eu penso sobre seus benefícios e dessa forma eu formo um vaso, um desejo. Talvez ele ainda seja irreal e somente preliminar. No entanto, com cada esforço eu atraio a Luz superior, que é construída de acordo com meus desejos. Ela vem da perfeição, da Eternidade, até a própria quebra, a esse mundo. Talvez como uma criança eu jogue um jogo de adivinhação, mas a Luz está fazendo o seu trabalho. Isso torna possível para mim me mover em direção à doação.

Adeus Ao Egito

Dr. Michael LaitmanNós temos que passar por uma grande quantidade de problemas para, no final, alcançarmos “o Rei do Egito morreu”. Depois, começam “muitos dias”, onde temos que realizar muitos atos para revelar a correta exigência dentro de nós. Se nós simplesmente “gritamos pela falta de vontade de trabalhar”, isso não é chamado “suspiro pelo trabalho”.

Se nós não recebemos prazer pelo trabalho, nós devemos gradualmente discernir: o que significa “O Rei do Egito morreu?”. Por que estamos trabalhando e para quem? Nós discernimos isso gradualmente, até percebermos que existe outro rei e que devemos sair do Egito a fim de sermos trabalhadores do Criador, isto é, trabalhar para doar.

No entanto, como posso fazer isso, se aqui no Egito tudo é tão simples? Sou construído de tal maneira que sinto prazer no momento em que realizo determinado ato ou faço um esforço de pensamento. Embora inicialmente eu achava que desejava doar, foi com a intenção “para receber”. Eu doo, mas é assim que eu recebo prazer, quando me identifico com meu desejo egoísta.

No entanto, quando o Rei do Egito morre, é uma grande ajuda do Alto, que nos permite nos separar dele. Na verdade, ele agora está morto; estou livre dele. Eu não queria isso, mas ele me deixou. Meu ego foi separado dele.

Eu não sei o que fazer; eu não tenho mais ninguém para quem trabalhar. Eu choro e fico parado. Eu sempre gostei muito dele, e agora eu fiquei sem nenhum prazer na vida. Como vou encontrar prazer? Em que desejo, pensamento ou intenção vou ser capaz de sentir? Eu começo a procurar.

Eu costumava trabalhar doando para receber, mas agora vou ter que procurar outra coisa e, inevitavelmente, através de golpes, eu irei alcançar a doação a fim de doar. Eu penso comigo mesmo: se eu não tenho os vasos nos quais possa encontrar prazer, eu posso ser capaz de obter prazer de outra pessoa.

Eu olho para alguém: ele sente prazer, enquanto eu não tenho vitalidade. É por isso que eu o invejo e quero me juntar a ele, para desfrutar o seu prazer. Talvez dessa maneira, pelo menos eu irei receber alguma satisfação. É assim que começamos a ver o que está a nossa volta. Eu não consigo mais desfrutar sozinho quando trabalho dentro do meu “Egito”, como antes.

No entanto, se eu doar para o ambiente e causar-lhe prazer, eu vou ser capaz de me juntar a eles e desfrutar junto com eles; mesmo se eu me juntar com a intenção de receber algo dessa maneira, isso ainda é chamado de doar ao ambiente. Isso já é chamado de Lo Lishma (não em Seu nome). Eu doo a eles e quero que eles tenham a bondade, já que eu vou me identificar com eles e me juntar a eles, para que eu possa encontrar a bondade dentro deles. Esse já é um estado avançado.

Existem diferentes estágios de aproximar-se da saída do Egito. Alguns já perceberam que agem para tirar proveito do egoísmo e, mais tarde, alcançar Lishma, e há outros que não percebem que, entretanto só agem em busca de prazer. No entanto, não importa o quê, estamos avançando.

Eu já tenho a direção: eu entendo que eu devo me juntar com o grupo que está saindo do Egito. Na verdade, eu não recebo prazer da vida simples. No entanto, se eu me juntar a eles, então lá, dentro deles, em nossa união, eu vou encontrar o prazer e revelar minha vida espiritual única. Isso já é um passo para a salvação: há um propósito em me separar do egoísmo. Afinal, o Egito já está morto e isso é suficiente. Se a pessoa sente que deve doar ao grupo e revelar a força coletiva nele chamada Criador, se ela quer ser incluída nela de modo que também receba alguma coisa, isso já é chamado de Lo Lishma (um desejo egoísta pela espiritualidade).

Existem várias formas e níveis em cada um, em momentos diferentes, mas isso já dá a direção até que concluamos a luta, os dez golpes, que ajudam a pessoa a se separar do Egito para sempre e sentir a vida no Egito como escuridão.

O último golpe é a morte dos primogênitos, que nos mostra que nada vai se originar dessa situação para nós, nada vai “nascer” dela. Então, já está totalmente claro para a pessoa que este estado não pode produzir qualquer resultado. Quando cada primogênito no Egito morre, ela concorda em fugir.

Todos os estados de que fala a Torá acontecem em nosso desejo de receber. Golpe após golpe: ou o Faraó triunfa, ou o Criador triunfa e “Moises” vê como tudo isso acontece dentro dele e quais são os valores que ele dá ao desejo de receber e ao desejo de doar. Isso permanece assim até que ele vê a escuridão nessa situação, e fica sem outra escolha a não ser escapar através da escuridão para o desejo de doar, somente para ver algum sinal de Luz à frente. É assim que ele escapa do Egito. Isso é o que deve acontecer na pessoa que está preparada para se juntar à sociedade, mesmo que ela chegue a fim de encontrar meios de subsistência nesta sociedade e satisfação egoísta: isso já é chamado de Lo Lishma.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 05/02/12, Shamati #159

Reflexão Útil Sobre Um Prato De Sopa

Dr. Michael LaitmanA aspiração é algo que vai além do desejo comum. O desejo é dado de Cima. Ele se torna revelado dentro de mim e eu começo a querer alguma coisa. Digamos que um desejo de comer sopa surgiu dentro de mim. Eu percebo este desejo e me satisfaço. Meu “eu” está totalmente ausente aqui. O desejo tornou-se simplesmente revelado e ele se realiza.

A aspiração chama-se algo que não se origina do meu desejo por satisfação que agora é dado a mim, mas sim, é um desejo adicional de dar prazer aoAnfitrião que me deu esta sopa. Este desejo adicional surge acima da satisfação. Afinal, Ele também me deu esse desejo pela sopa. Eu quero mostrar que eu quero essa sopa porque Ele a está dando para mim. Isso é chamado de aspiração.

Eu percebo que recebi o desejo do Criador e que a satisfação também vem Dele; tudo isso serve para criar uma conexão entre nós. No entanto, eu não quero receber essa satisfação de forma direta. Eu concordo em receber somente por causa da minha atitude para com o Anfitrião. Eu faço uma restrição à plenitude que Ele me traz, mas isto também é terrível, porque é como afastar o Anfitrião. No entanto, eu estou indo em Sua direção com a finalidade de me elevar e utilizar esta satisfação, mas apenas porque ela vem Dele.

Eu revelo a aspiração pela sopa e o desejo da sopa em si, que vem do Criador. Eu só faço isso depois da minha decisão de receber em prol Dele. Isso significa revelar “o ponto inicial da letra Yod”, a cabeça de HaVaYaH, Keter.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/01/12, Escritos do Baal HaSulam

Clamar Do Vazio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como nós podemos nos proteger no momento da revelação do Criador se nossas Reshimot (genes informacionais) e desejos mudam e estão sendo renovados a cada nível?

Resposta: Isso é verdade, mas não devemos ignorar o princípio inicial que indica que a única coisa que temos a fazer é trabalhar em nossos desejos e pedidos; o resultado vai vir de Cima. Não faz diferença se enfrentamos mil situações confusas. Tudo o que fazemos é preparar um desejo para cada estado.

Há total confusão a nossa volta; não conseguimos traçar conexões internas e não entendemos nada. Nós não precisamos entender: tudo o que temos a fazer é desejar. Nós não somos obrigados a compreender a situação e reunir fragmentos de toda a imagem numa só. Nossa tarefa é querer conectá-los com a ajuda da Luz que reforma. Quanto mais confusão houver, melhor.

Se nós consideramos o nosso trabalho de forma incorreta, parece que não avançamos. Ficamos cada vez mais confusos e frustrados; ao olhar para trás, nós ficamos assustados com os eventos dos últimos anos, e ao olhar para frente, não vemos sequer um lampejo de esperança. Uma vez, o Rabash me disse: “Se no momento em que você deixar a lição você não sentir um vazio maior do que no dia anterior, isso significa que a lição foi mal sucedida”.

A lição deve terminar com a sensação de que não temos nada. “O que eu faço?”. Eu clamo. Meu clamor deve ressoar.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 26/01/12, “Estudo das Dez Sefirot

Penetrando O Amor Através Das Barricadas Do Ódio

Dr. Michael LaitmanSe eu sinto indiferença para com os amigos e nada me perturba, é um sinal de que eu não comecei a descobrir o ódio e, certamente, não amo. No entanto, se eu já me sinto repelido por eles, isso é influência da Luz superior que está brilhando em mim para me mostrar o meu mal, o meu ego.

Nem todos estão prontos para este tipo de trabalho: é possível que uma pessoa possa se conectar com outras e se sentir bem; é agradável, é interessante ir para o deserto com todos, com todos os abraços, e ela não senti nenhum ódio. O ódio só pode ser revelado pela Luz que as reforma.

Você se surpreende que esta é a maneira como Ela lhe reforma? Sim, este é o caminho para Ele.

É importante não se desesperar que você tenha descoberto o ódio que repele você. Não grite: “Onde está o meu avanço? Que tipo de recompensa é essa para os meus esforços?”.

Se você continuar, apesar de tudo, se você desejar se conectar com os amigos, porque não há outra escolha e os Cabalistas o aconselham a fazê-lo, se você se anular, então você vai entender que é possível chegar à doação e à revelação do Criador somente através da conexão. Mas você vê que sozinho você não pode se conectar e percebe que essa conexão só é possível com a ajuda da Luz Circundante.

O ódio em relação aos amigos também vem da Luz, mas isso acontece sem o nosso pedido. É a revelação do mal. Para corrigi-lo, a pessoa deve se relacionar com a força superior propositadamente e pedir para que Ela seja revelada de modo que tenha a oportunidade de se conectar com os outros.

Há muitas subidas e descidas, decepções, e um longo período de impotência neste caminho, quando você não consegue se anular ou se transformar de qualquer maneira. Nós somos propositadamente esgotados desta forma até que finalmente a Luz de Cima vem para nos ajudar, e começamos a apreciar os amigos. Aqui, você também deve verificar se você os aprecia sem nenhuma razão, ou se você os aprecia porque você aprecia o Criador.

Israel, a Torá e o Criador devem sempre ser unidos num só, e isso lhe dirige na direção certa. Israel (você) é cheio de ódio; a Torá (a Luz superior) reforma você, ajudando-lhe a construir o amor em cima do ódio. Depois, na linha média, quando você se conecta corretamente à direita e à esquerda, você revela o Criador e tudo se funde num só.

Este é o foco do nosso trabalho.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/12/11, Escritos do Rabash

De Suas Ações Lhe Conheceremos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” o Baal HaSulam diz que uma pessoa pode escravizar e forçar a si mesma a manter as 612 Mitzvot. O que significa isso? Qual é a ação que ele fala?

Resposta: Depois que a pessoa revela seus 612 desejos em todos os 125 níveis de seu desejo, em todas as formas e incorporações, ela tenta trabalhar neles com a intenção de doar. Este esforço reside em pedir uma Masach (tela), que ela recebe e com a qual tenta doar. Então, a pessoa preenche todos os desejos dos outros que são revelados a ela.

Graças a esta correção, ela atinge o 613º desejo, o desejo final de amar, que é a incorporação de todos os outros desejos. O desejo geral e abrangente é revelado à pessoa, não como um dos 613, mas como a combinação de todos eles, o vaso espiritual completo, um desejo totalmente novo e desconhecido que não pode ser alcançado de outra forma. Nele a pessoa descobre o Criador.

Ela vê o grande vaso, que ela preencheu quando agiu com a intenção de doar e que ela tratou como o Criador. Então, de repente, a pessoa entende o Criador, não suas ações, mas o próprio Criador. Porque está escrito: “De Suas ações Lhe Conheceremos”. Agora, a pessoa compreende não só a bondade com a qual o Criador preenche todos nós, mas o próprio Criador.

Nós não sabemos o que é isso. Não é sobre a atitude do Criador para conosco, mas o próprio Criador, em sua forma pura, sem levar em conta nós. Eu alcancei uma equivalência de forma com Ele. Agora, eu vejo o que significa doar, e com estas ações alcanço o estado Dele, eu atinjo a metade superior de Keter.

Isto é o que o Criador quer de sua criatura. Toda a criação existe para este pico lá em cima. Aqui é onde eu alcanço o Criador desconectado da criação.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabalá 30/01/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot