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Questões Sobre A Fé Acima Da Razão

281.02Pergunta: O conhecimento é diferente da sensação?

Resposta: O conhecimento é definido como a obtenção clara nos meios de recepção. Fé acima da razão significa que não vou alcançar esse conhecimento nos meus meios de recepção; esse não é o meu objetivo. O objetivo é alcançar a equivalência de forma, a adesão à fé acima da razão, acima dos meios de recepção.

Pergunta: O egoísmo faz parte do processo de correção?

Resposta: O ego não faz parte do processo e não é o processo em si; ele é a força pela qual construo meu processo de correção. Posso permanecer no nível de desejar estar no lugar do Criador, governar em Seu lugar, ou posso chegar à compreensão de que devo ser semelhante ao Criador, adquirir Suas qualidades e então governar em Seu lugar. Mas “em Seu lugar” não significa “contra Ele”.

Pergunta: Qual deve ser a medida da fé acima da razão?

Resposta: A medida da fé acima da razão deve aplicar-se à totalidade da razão de uma pessoa. Todos os vasos de recepção devem ser cobertos pelos vasos de doação, pela qualidade de doação, por Binah.

Pergunta: O que significa “ama o Senhor teu Deus”?

Resposta: Alcançar o estado de “ama o Senhor teu Deus” significa que eu corrigi todo o meu conhecimento e todos os meus meios de recepção até o ponto em que alcancei completa equivalência com o Criador. Ou seja, pela fé acima da razão, adquiri meios e agora estou no estado de “ama o Senhor teu Deus”.

Pergunta: O que é a fé completa e como alguém pode alcançá-la?

Resposta: Existe a fé, e existe a fé completa. O que isso significa? A fé é chamada de qualidade de doação, que uma pessoa adquire de Binah. Se a pessoa atinge o pequeno estado de GE (Galgalta veEnaiym, doar em prol de doar), isso significa que adquiriu a força da fé. Se puder adicionar AHP a GE, receber em prol de doar, isso é chamado de fé completa, quando dentro da luz de Hassadim há a luz de Hochma.

Da Lição Diária de Cabalá 10/06/26, Rabash, “O que é acima da razão na obra?”

Esmola No Sentido Espiritual

628.4Pergunta: O que é a esmola (Tzedakah) no sentido espiritual? É o mesmo que no mundo material?

Resposta: Não sei o que é caridade no mundo material. Vinte vezes por dia alguém bate à minha porta pedindo esmola. Devo dar? É desagradável e constrangedor não dar, já que todos dão.

Existem vários cálculos envolvidos. Uma pessoa pensa: talvez valha a pena, porque terei a satisfação de ter dado. E às vezes isso acontece sem nenhum cálculo, simplesmente porque recebi uma educação que me obriga a agir dessa forma, e então eu dou. Isso também é uma espécie de cálculo: se eu não agir como fui educado para agir, me sentirei mal. Em outras palavras, é um hábito. É isso que significa dar esmola no mundo material.

Na espiritualidade, caridade é quando você é capaz de dar algo que lhe pertence sem receber nada em troca. Ou seja, se você fizer todos os cálculos possíveis e ficar claro que não receberá absolutamente nada em troca, ainda assim terá forças para dar? De onde viria essa força? Sabemos que qualquer ação realizada pelo desejo de receber requer “combustível”. E esse “combustível” torna possível a realização da ação. Essa é a natureza do nosso desejo de receber.

Imagine uma máquina que não se move a menos que você insira uma ficha. Aqui estamos falando de um cenário em que eu não dou absolutamente nada a ela, e mesmo assim ela consegue se mover. Isso é algo completamente imaginário, impossível de se concretizar.

No entanto, nos dizem que isso é possível. E o fato de não se poder receber nada em troca significa que o desejo que realiza essa ação realmente não recebe nada; caso contrário, não seria caridade, mas compra e venda.

Dou cinco shekels a um mendigo em caridade para que eu tenha saúde, para que eu alcance o mundo vindouro, para que as coisas corram bem para mim e para que eu sinta satisfação por ter feito uma doação hoje. As pessoas entram num ônibus e colocam um shekel numa caixa de caridade para que o ônibus não exploda.

Isso se chama caridade? É simplesmente um pagamento a uma força superior para que ela me proteja, como se eu dissesse ao Criador: “Veja, eu fiz uma doação e agora, enquanto estou neste ônibus, certifique-se de que nada me aconteça”. Isso é um contrato, não uma doação.

É claro que os vasos que recebem nada recebem; apenas os vasos que doam recebem. Em outras palavras, devo adquirir uma correção especial chamada “desejo de doar”, por meio da qual recebo uma retribuição, uma compensação, por ter praticado a caridade. E isso deve servir como “combustível”, porque sem isso eu não seria capaz de praticar a caridade.

Ou seja, na realidade, não existe ação que eu possa realizar sem receber alguma forma de retorno ou recompensa. Apenas a compensação que entra no desejo de receber é chamada de animalística, material, por amor à recepção, e não espiritual.

Mas se eu for capaz de dar e receber compensação com o desejo de doar, então considera-se que estou realizando um ato com o propósito de doar, praticando a caridade, ou seja, sem receber nada em troca.

Contudo, recebo força, uma forma de força, uma retribuição, dentro do desejo de doar. Mas o “combustível” que recebo ali serve ao mesmo propósito pelo qual fiz a caridade. Esse “combustível” me proporcionou a força para fazer caridade.

Da Lição Diária de Cabalá 09/06/26, Rabash, “O Homem é Recompensado com Retidão e Paz através da Torá”

Por Que Devemos Temer A Deus

222Pergunta: No final de Eclesiastes, está escrito: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: tema a Deus e guarde os Seus mandamentos, porque isso é tudo o que o homem deve fazer.”

Poderia explicar esses dois princípios? “Tema a Deus”. O que isso significa? Para uma pessoa, o medo geralmente é percebido como algo negativo.

Resposta: “Temer a Deus” significa: não deixe que seu egoísmo domine e o leve a cometer todos os tipos de ações desnecessárias. E “guardar os Seus mandamentos” significa: siga as Suas instruções.

Pergunta: Quais instruções?

Resposta: Essas instruções se aplicam ao nosso mundo, ao que vemos no nosso mundo. Construa um caminho normal para si mesmo, que possa seguir com calma. Não há necessidade de ficar constantemente agitando tudo. Não pense que está prestes a criar algo completamente novo.

Pergunta: Por favor, explique isso um pouco mais. Eu entendo o conceito de não tomar o que pertence aos outros e seguir meu próprio caminho. Mas o que significa seguir meu próprio caminho? Como eu sei qual é o meu caminho?

Resposta: Significa seguir o que lhe parece ser bom senso. Desenvolva-o e, com a sua ajuda, você trilhará o caminho correto na vida.

Pergunta: Será que o bom senso implica em relacionamentos normais e afetuosos com outras pessoas? Que deve haver amor, não algo excessivo, mas algo suficiente e genuíno?

Resposta: Sim.

Pergunta: Então, criar um círculo tão acolhedor ao nosso redor, isso faz sentido?

Resposta: Isso é senso comum.

Pergunta: Se uma pessoa segue essa abordagem, é isso que significa “Temer a Deus e guardar os Seus mandamentos”?

Resposta: Sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 27/05/26

Cabalá Em Cinco Minutos

630.2Comentário: Você diz que a história não tem nada a ver com a espiritualidade.

Minha Resposta: Eu nunca tive um interesse particular por história e detestava a matéria na escola. O único aspecto que acabou me interessando foi quando comecei a entender a história sob a perspectiva do desenvolvimento do egoísmo humano, a força que determina tudo. Mas não é isso que se ensina na escola.

Por exemplo, o egoísmo humano levou as pessoas a inventarem o arado, o que permitiu que uma pessoa, por meio de seu próprio trabalho, alimentasse não apenas a si mesma, mas também outras dez a vinte pessoas. Como resultado, as fazendas se expandiram, as aldeias cresceram e as cidades surgiram. Depois vieram as invenções da forja, do forno e muitas outras coisas.

Cada vez que o egoísmo humano inventa algo, acaba por ter um impacto profundo na psicologia, na sociologia, na política, na reestruturação da sociedade e em outros aspectos da vida.

O que me interessa é a interconexão do nosso crescimento egoísta em todas as suas manifestações na cultura, ciência, tecnologia, psicologia humana, vida familiar, assentamentos urbanos e assim por diante. Quando tudo isso é visto como um sistema unificado — por que as coisas acontecem de uma forma ou de outra, decorrente de uma causa ou outra — então se torna verdadeiramente fascinante.

Começa-se a enxergar um quadro fechado dentro do qual existe apenas um parâmetro mutável: o egoísmo. Isso dá origem a uma enorme variedade de expressões. De repente, surge a imprensa. Novos instrumentos musicais substituem os antigos. Canções medievais dão lugar a novas formas de música.

As pessoas começaram a viver de forma diferente. Para ouvir música, era preciso ir ao teatro. Não existiam gravadores naquela época, e as pessoas sabiam que precisavam chegar ao teatro em um horário específico para ouvir sua ária favorita. Então, de repente, tudo mudou. Essa abordagem da história era o que me interessava.

Por que as descobertas geográficas começaram a ocorrer repentinamente? Por que alguns países entraram em declínio enquanto outros prosperaram?

Quando você observa essa dinâmica se desenrolando em níveis completamente diferentes e percebe que existe apenas um parâmetro que a impulsiona — o egoísmo — isso lhe ensina tudo.

Antes de mais nada, ensina que a causa reside apenas no ego. Portanto, devo dominá-lo, trabalhar somente com ele e não dar atenção a mais nada. Nada além do egoísmo pode mudar. Ele muda tudo.

Mas quem pode mudar isso? Quem criou isso, afinal? De onde veio?

Existe um parâmetro chamado luz que criou o egoísmo. Ela sustenta, aumenta, diminui e desenvolve o egoísmo. Portanto, de alguma forma, preciso influenciar a luz. Quando ela brilha com mais intensidade, o egoísmo cresce; quando brilha com menos intensidade, o egoísmo diminui e desaparece.

Como posso alcançar a luz? Não posso alcançá-la diretamente; ela é uma substância completamente separada de mim.

No entanto, é possível influenciá-la. Existe uma espécie de diafragma que se abre e se fecha, regulando a quantidade de luz que incide sobre o meu egoísmo. E o que é esse diafragma? É uma conexão com outros como eu, doação e amor.

Não importa se você realmente os ama ou se dedica genuinamente a eles. Se você deseja atrair a influência da luz para si, tente de alguma forma — mesmo que artificialmente, mesmo que apenas um pouco — aproximar-se dessa conexão com os outros. É por isso que nos reunimos em um grupo onde todos fazemos a mesma pergunta: Como podemos atrair a influência da luz para nós?

É muito simples. Vamos começar a nos unir, conversar uns com os outros, inspirar uns aos outros, encorajar e impulsionar uns aos outros nessa direção, e a luz começará a brilhar sobre nós com mais intensidade. O egoísmo dentro de nós começará a se agitar. Isso provocará mudanças cada vez maiores, e começaremos a correr, a avançar. É só isso.

Se pudéssemos explicar tudo dessa forma simples e bonita para outras pessoas, para nossos filhos e para nós mesmos, então… Veja bem, leva cinco minutos para contar a história toda.

Depois disso, não há mais problema. Basta continuar atraindo a luz superior por meio de uma união cada vez maior entre amigos que compartilham o mesmo objetivo de atrair a influência da luz sobre si mesmos.

Para quê? Queremos evoluir. Queremos ascender. Queremos acelerar o nosso processo. Não queremos permanecer neste processo lento e angustiante que apenas desgasta os nossos nervos. Mais um dia se passa, e mais outro, enquanto permanecemos numa terrível depressão, numa espécie de sono sem fim.

É só isso. Reúnam-se, façam um esforço, inspirem-se na luz superior e sigam em frente.

Pergunta: E onde tudo isso vai parar?

Resposta: Atraia luz suficiente de cima, não apenas para desenvolver ainda mais o seu egoísmo, mas para transformá-lo e torná-lo semelhante à própria luz. Então você cruzará a barreira do potencial e ascenderá ao próximo nível, assim como um elétron, sob a influência de um fóton, salta para uma órbita mais alta.

DeKabTV,Eu Recebi uma Chamada. Cabalá em 5 Minutos”, 10/11/10

Se Houver Uma Conexão Com O Criador

249.03Quando o poder superior nos influencia de uma forma desagradável, ruim do ponto de vista dos nossos sentimentos, não sentimos espiritualidade e nos esquecemos da existência do Criador. Pensamos que isso acontece porque a dor turva a mente e, portanto, nos esquecemos de que tudo vem do Criador. Mas essa compreensão está incorreta.

O fato de o Criador se ocultar quando aparentemente nos faz coisas ruins não significa que o amaldiçoaremos, nos esqueceremos dele e simplesmente sofreremos. Por que Ele age dessa maneira?

Ele faz isso para que você corrija seus Kelim e os leve a um estado em que não importa mais se você se sente bem ou mal. O principal é que Ele não o abandona. Você não se preocupará mais se sente algo doce ou amargo, mas apenas com a verdade e a falsidade, se Ele está oculto ou revelado, se você sente Sua presença dentro de si ou não.

Então você começa a avaliar seu estado de acordo com a presença do Criador dentro de você. Se você sente uma conexão com Ele, o doce e o amargo deixam de importar.

Portanto, dizemos que o Criador nunca aparece como alguém que pratica o mal, porque quando Ele se revela, é impossível sentir-se mal. Mesmo que você sinta dor, ela é percebida como algo com um propósito.

Da Lição Diária de Cabalá 09/06/26, Rabash, “O Homem é Recompensado com Retidão e Paz através da Torá”

Em Direção À Meta Através De Descidas

599.02O ser humano é constituído pelo desejo de receber e, essencialmente, nada mais é do que uma célula sensorial; todo o intelecto, conhecimento e decisões derivam daquilo que ele sente.

Portanto, a pessoa só pode se aproximar da meta por meio de subidas e descidas. Ou seja, aproximar-se do Criador acontece por meio de descidas, por meio do distanciamento Dele.

Uma pessoa se distancia da espiritualidade, é repelida e percebe o quanto ela é oposta à meta; seu próprio mal lhe é revelado. Chamamos isso de reconhecimento do mal. A pessoa vê que não pode fazer nada sozinha e que é inadequada para a santidade. A partir de todas essas sensações, um estado finalmente amadurece dentro dela, no qual ela percebe que não tem escolha, que deve transcender a própria razão.

Como ela chega a tal estado? Somente após inúmeras quedas, uma após a outra, semelhante ao exemplo em O Estudo das Dez Sefirot do homem que se esforça para alcançar o palácio do Rei com todas as suas forças, enquanto guardas e sentinelas o empurram para trás, bloqueiam seu caminho, e ele rola montanha abaixo onde se ergue o palácio do Criador.

Mas, a cada queda, ele se levanta e retorna. É empurrado para trás com ainda mais força, e se levanta novamente, seguindo em frente com paciência e persistência. Por fim, através de todos esses conflitos e períodos de afastamento da espiritualidade, ele constrói dentro de si um desejo genuíno de alcançar a meta.

Sua busca apaixonada pela meta é o que, posteriormente, desencadeia um sentimento de rejeição. Sempre funciona assim — por meio de opostos. Ao ser rejeitado, ele desenvolve uma compreensão da importância da meta. Cada coisa dá origem ao seu oposto.

Portanto, se ela não tiver quedas profundas, agudas e devastadoras que tragam decepção e desespero, não será capaz de valorizar verdadeiramente a meta. Por outro lado, se não se esforçar o suficiente para alcançá-la, mesmo quando lhe parecer que só mais um pouco e a atingirá, apenas para cair repetidamente, não descobrirá o quanto está distante, de fato, dela.

Da Lição Diária de Cabalá 13/06/26, Rabash, “E o Senhor lhe apareceu nos carvalhos de Mamre”

Agindo De Acordo Com As Regras Do Grupo

938.03Se você perceber que algo no grupo não está alinhado com o objetivo, ou não leva à união com o Criador, analise cuidadosamente a situação ponto por ponto, busque citações, converse com seus colegas e leve o assunto ao grupo. Se o grupo perceber que isso pode levar a uma melhoria, aceitará a sugestão.

Devemos mostrar a todos, de forma clara e lógica, o que precisa ser melhorado e porquê, e sempre relacionar isso à necessidade de alcançar a adesão ao Criador, mas de uma forma simples e prática.

O que significa prático? Rabash escreve que as abstrações podem destruir o mundo inteiro. Abstração é uma forma não revestida de matéria. Não se pode dizer: “Você deve ser altruísta; quem não for altruísta deve ser expulso do grupo! Não há lugar aqui para o maior egoísta!”

Devemos seguir o caminho da forma revestida de matéria e agir somente de acordo com uma realidade que pode ser percebida e incorporada, e que define tudo para nós.

Está escrito que, assim como um burro anda de olhos vendados, você também deve fechar os olhos e andar. Como você pode fechar os olhos e ir? Só se o grupo puxar você. É claro que você não pode andar assim sozinho. Você ainda não sabe quais forças espirituais influenciam uma pessoa.

Eu sei disso por experiência própria. Houve momentos em que eu ficava sentado em casa e o Rabash ligava gritando: “Venha aqui!” Mas eu ficava sentado, soluçando ao telefone: “Não posso ir! Sinto uma força me impedindo”.

Portanto, devemos determinar antecipadamente como proceder. Uma pessoa não entra em um grupo sob a condição de aceitar algumas das leis do grupo, mas não outras, e assinar sob essa condição. Ela entra no grupo e assina tudo; entre os pontos há um que a autoriza a agir de acordo com as regras do grupo no que diz respeito à modificação de quaisquer pontos.

Da Lição Diária de Cabalá 01/06/26, Rabash, “Estas São as Gerações de Noé”

Ouça Somente A Si Mesmo

202.0Não olhe para os outros! De jeito nenhum. Você tem uma alma diferente; você não pode ser como eles e eles não podem ser como você. Portanto, preste menos atenção a todos os outros. Einstein teria conquistado alguma coisa se tivesse ficado olhando para os outros? É impossível! Você só deve ouvir a si mesmo. Mesmo que eu cometa um erro, este sou eu.

Pergunta: E se aplicássemos isso a uma pessoa comum, do dia a dia?

Resposta: O que significa ser comum? Todos podem ser extraordinários. Deixem que ouçam a si mesmos, que deem ouvidos à sua própria voz interior. Isto é o que eu posso fazer, isto é o que eu quero e isto é no que eu acredito. Não é contrário aos outros, mas vem de dentro de mim.

Preciso extrair o meu “eu” de dentro de mim. Aí você se sentirá muito confortável com isso, até mesmo com os erros.

Comentário: Estou tentando aplicar isso em mim agora, mas não é tão fácil!

Minha Resposta: Basta fechar os olhos e você estará sozinho! Mas estará consigo mesmo; ainda assim não estará fugindo de si mesmo. Isso é tudo.

Pergunta: E devo viver dessa maneira?

Resposta: Sim

Pergunta: Este é o seu conselho?

Resposta: Este é o meu conselho. Para concretizá-lo, você precisará criar um ambiente especial para si mesmo, e assim por diante. Mas, ainda assim, isso dependerá exclusivamente de você.

Comentário: Estou pensando na minha própria experiência. Se eu sinto que “isto é meu”, você diz que eu tenho que agarrar e pronto. Ora, eu já senti uma vez: “isto é meu”, com certeza eu já senti…

Minha Resposta: É isto que estou percebendo.

Comentário: E devo ir por este caminho? É isso mesmo! E no caminho haverá rajadas de vento e ondas…

Minha Resposta: Não importa; isso me aproximará ainda mais de mim mesmo.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 24/04/26

A Cabalá Pode Funcionar Com Outros Métodos?

281.01Pergunta: É possível combinar a Cabalá com a ioga ou outros métodos?

Resposta: Isso é impossível porque todos os outros métodos são opostos à Cabalá, já que não utilizam o desejo de receber para atingir o objetivo. Todos eles se baseiam na supressão dos Kelim (vasos), em vez de seu desenvolvimento. Assim como a Cabalá é um método de receber, esses outros métodos são métodos de “não receber”, sem exceção.

Receber o mínimo possível, alimentar-se apenas com comida vegana, pensar menos, respirar menos, desejar menos, seja o que for, apenas menos. Ou seja, o objetivo é rebaixar a pessoa do seu nível ao nível de um animal ou planta, ou mesmo a um nível inanimado.

A origem de tudo isso reside no antigo Egito, onde até mesmo os corpos dos mortos eram transformados em múmias que não se decompunham. Esses são todos métodos orientais. É claro que isso tem uma raiz espiritual. Há também uma justificativa em nível material.

Quando se oferece às massas uma ideologia baseada na afirmação de que é preciso reprimir os desejos para que tudo fique bem, ela imediatamente dá frutos. É aceita porque faz sentido para todos. Mas se, além da ideologia, adicionarmos um componente espiritual, se a conectarmos com algo que transcende a vida e a morte, e afirmarmos que a pessoa receberá recompensa eterna por isso, ela se tornará uma religião. Essa é uma força poderosa.

Mas, ao longo de milhares de anos, o ego humano evoluiu continuamente de geração em geração. Quer queiramos ou não, percebemos nosso egoísmo, o que leva ao chamado desenvolvimento da humanidade. Como resultado dos novos desejos que se manifestam em cada um de nós a cada ciclo, estamos constantemente buscando algo novo. Portanto, mesmo as nações que se comprometeram com a ideologia de reduzir o desejo chegam a um ponto em que não conseguem mais contê-lo.

Nada restará desses métodos ao longo de um século. As pessoas que viajam para a Índia hoje estão apenas de passagem. Ninguém consegue realmente aplicar seu método. Aqueles que conseguem se tornar animais primitivos. Não quero me estender muito sobre isso, mas esta é uma espécie de último suspiro contra o desenvolvimento. Somos incapazes de resistir ao processo de desenvolvimento impulsionado pelo desejo de receber. Em 10 ou 20 anos, tudo isso terá passado.

Aqueles que hoje conseguem escapar do sofrimento recorrendo a essas técnicas — desligar parte da mente, rebaixar-se a um nível muito baixo e encontrar verdadeira satisfação nisso — não são para nós. Essa é uma forma primitiva e subdesenvolvida.

No entanto, o mundo está se desenvolvendo muito rapidamente. Afinal, tudo isso é contra a natureza. Isso não é uma correção, mas uma fuga da correção. Não alcançaremos nada dessa forma, apenas algum tipo de consolo artificial temporário.

Da Lição Diária de Cabalá 10/06/26, Rabash, “O que está acima da razão na obra?”

Uma Conta Pessoal Com O Criador

231.04As regras do grupo mudam conforme o progresso do grupo. Se um grupo estabelece leis e regras artificiais para si mesmo, então ou atrasa o seu desenvolvimento por algum tempo, ou mais cedo ou mais tarde descobre que não consegue cumpri-las. A regra pode até permanecer escrita em algum lugar, mas quem realmente a segue?

Suponhamos que definimos algo, escrevemos e tudo parece maravilhoso, mas ninguém realmente precisa disso. Costumo dizer que examinar nossas leis internas é o mais importante, porque através disso a pessoa examina a si mesma. Ela deve se relacionar com as regras do grupo como se fossem suas próprias regras internas, estar em harmonia com elas e progredir junto com elas.

Isso não determina meu relacionamento com os membros do grupo; em vez disso, determina o relacionamento entre todas as minhas forças internas, sentimentos e desejos. Portanto, antes de tudo, devo vê-lo como um modelo de como quero me ver internamente. Não estamos falando dos meus relacionamentos com os amigos; naturalmente, nos adaptamos uns aos outros de qualquer forma. A carta deve ser, antes de tudo, interna. Não deve haver diferença entre a carta externa e a interna.

Em nosso mundo, depois que um país estabelece suas leis, ele também estabelece penalidades para quem as viola. Qual é o propósito dessas penalidades? Obrigar a pessoa a obedecer às leis.

No nosso caso, trata-se do que acontece a uma pessoa se ela não cumprir algo em sua conta pessoal com o Criador. Não podemos nem imaginar até que ponto as regras que estabelecemos dentro do grupo são aceitas “lá em cima”.

Baal HaSulam escreve sobre isso em “A Entrega da Torá”: o governo estabelecido pelo povo e o governo do Criador correspondem-se naturalmente. O que um grande grupo de pessoas determina torna-se, em certo sentido, uma lei do governo superior para elas.

Não leve isso tão ao pé da letra, falaremos mais sobre isso adiante. Quero apenas dizer que, ao tentar cumprir algumas de suas regras, mesmo que pareçam tolas ou insignificantes, vocês esclarecerão a carta mais rapidamente. Descobrirão o que é relevante para nós e o que não é, o que é mais importante e o que é menos importante.

Em última análise, seja trabalhando com a carta interna ou externa, seu objetivo é analisá-la e, assim, progredir. Como uma pessoa progride? Ela examina o grau em que se encontra: se é bom ou ruim, útil ou prejudicial, se é para seu próprio benefício ou para o benefício de alguém. Por meio desse exame, ela adquire uma compreensão mais clara de seu estado e da direção em que deve seguir.

Da Lição Diária de Cabalá 01/06/26, Rabash, “Estas São as Gerações de Noé”