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Conecte Seus Desejos Ao Criador

268.02Como acelerar a transição entre estados? Simplesmente deixando claro em cada situação que todas as circunstâncias dependem de mim. Este é um método psicológico muito simples.

Estou enfrentando algum tipo de problema, um diferente a cada vez, então preciso identificar meu desejo e esclarecer quais aspectos dependem de mim e quais não; o que está ao meu alcance e o que não está, como realizar esse desejo e entender exatamente o que preciso dele.

Se realizei uma análise correta e esclareci meu estado, devo concluir que um desejo se revelou em mim em sua forma natural. Mas eu, por minha vez, devo conectar esse desejo ao Criador. Essa é precisamente a nossa tarefa.

Ao conectar meu desejo ao Criador, a intenção correta flui sobre ele, e agora posso usá-lo adequadamente. Combino desejo e intenção, e assim completo a obra.

O Criador me dotou de um desejo, eu dei a esse desejo uma intenção, e agora estamos interagindo, aderindo e nos conectando com Ele. Isso é tudo.

Pergunta: Em termos simples, devo conectar todos os meus desejos ao Criador?

Resposta: Se você soubesse exatamente qual é o seu desejo, se soubesse quem é o Criador, quais são os Seus atributos e pudesse conectar o seu desejo a Ele, não haveria problema. No entanto, primeiro você precisa descobrir quem é o Criador, o que significa vincular desejos a Ele, ou seja, o significado intrínseco dessa ação.

Não basta perceber que o desejo vem do Criador. Devemos também investigar e analisar esse desejo: por que me foi dado, o que eu quero dele e o que o Criador quer, etc. Como resultado, por meio dessa cadeia analítica, minha intenção se torna clara — minha atitude em relação ao que recebi Dele.

Da Lição Diária de Cabalá 14/05/26, Rabash, “O que significa ‘Se uma mulher insemina primeiro, ela dá à luz um menino’ na Obra?”

Força Externa: Seja Do Criador Ou Do Grupo

938.04Pergunta: O que significa o processo de aquisição de um Kli?

Resposta: Adquirir um Kli é o processo no qual você determina a atitude correta em relação à espiritualidade: como eu a imagino, como estou sintonizado na frequência espiritual, como estou preparado para me desconectar deste mundo a fim de me dedicar completamente à espiritualidade.

Isso é o que se chama de “construir um Kli para a espiritualidade”. Um Kli é um desejo.

Pergunta: Então devemos lutar contra cada novo obstáculo?

Resposta: Não, não podemos lutar contra todos os obstáculos. Se agora estou em estado de desespero, como posso me alegrar? Não posso. Bem, posso se me forçar, por exemplo, a dançar. No entanto, isso produzirá apenas um efeito de curto prazo. Portanto, o verdadeiro progresso só pode ser alcançado através do grupo. Trabalhando nele, adquiro e integro Kelim adicionais a mim mesmo.

Pergunta: Então, quando o próximo obstáculo surgir, devo dizer a mim mesmo que essa manifestação de força vinda do alto é um anjo?

Resposta: É desejável imaginar que é um anjo que está atrapalhando você, e não você mesmo. Assim, conseguiremos nos forçar a lutar contra essa força externa. Depois, ainda assim, nos esqueceremos dela. Afinal, esse anjo é mais esperto que nós, nos confunde e simplesmente esquecemos. No fim, nada restará para você além de trabalhar em grupo. Escute! É exatamente assim que será!

Pergunta: Mas e se esse estado durar por tempo indeterminado?

Resposta: Imagine o melhor estado em que você gostaria de estar e trabalhe para que o grupo também deseje isso. Muito simples. Não precisa ser nada muito inteligente!

Pergunta: Mas por que uma pessoa não pode passar por todos esses estados?

Resposta: Porque esses estados são ela. Ela não pode se superar. Para isso, ela precisa de uma força externa que a transforme. E essa força externa pode ser o Criador ou o grupo. O grupo é o Criador, mas somente essa força está em nossa dimensão.

Da Lição Diária de Cabalá 20/05/26, Rabash, “A Diferença entre Caridade e Doação”

Um Homem Diante De Um Criador

927Pergunta: Os Cabalistas observam o mandamento “Honra teu pai e tua mãe”?

Resposta: A Cabalá confere à pessoa um status extremamente especial. Ela a ensina a se colocar diante do Criador. Existe um Criador e existe a criação. Além desses dois elementos, não há realmente nada; tudo está contido dentro da pessoa.

Uma única pessoa se apresenta diante de um único Criador. E todas essas definições — pai, pais, amigos, vizinhos, esposa, filhos, país, universo, mundos — estão todas dentro de uma pessoa conectada ao Criador.

Portanto, quando falamos de trabalho interior, não nos referimos a corpos biológicos, nem mesmo aos pais que lhe deram a vida, ou a parentes, amigos, etc. Somente segundo o espírito, somente segundo a conexão com o Criador, é que se formam conexões com o resto da criação. Não olhamos mais para os corpos, mas para as definições interiores (Avhanot) em termos de espiritualidade.

Por exemplo, “pai” e “mãe” (Aba ve Ima) são os Partzufim superiores (corpos espirituais). Como está escrito: “E deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se apegará à sua mulher”, em termos espirituais, isto significa a revelação de um novo Chisaron (deficiência). Com este Chisaron, a pessoa volta-se para o Criador.

Da Lição Diária de Cabalá 20/05/2026 , Rabash, “A Diferença entre Caridade e Doação”

O Que É A Nossa Vida?

209Pergunta: Por favor, diga-me, o que é a nossa vida?

Resposta: Nossa vida é uma forma de existência de matéria à base de proteínas.

Pergunta: Mas mesmo assim…?

Resposta: Ainda assim, desta vida, absorvemos seus Reshimot (registros espirituais), memórias e impressões, e continuamos. Uma enorme quantidade de minúsculos grãos de egoísmo, ou seja, desejos corrompidos criados pelo Criador, passa gradualmente por purificação, correção e conexão.

Comentário: Então, esses pequenos egoísmos (de 7 a 8 bilhões deles) vivem suas vidas precisamente para chegar a isso, como você disse.

Minha Resposta: Inferno, purgatório e paraíso. Como nas obras de Dante.

O inferno é a sensação e a percepção do próprio egoísmo, da própria natureza vil e tudo o que se possa dizer sobre isso. O purgatório é quando a pessoa tenta corrigi-lo, purificá-lo. E o paraíso é quando a pessoa coloca esse egoísmo a serviço dos outros.

Estas são as três etapas pelas quais devemos passar.

Pergunta: Então, ao longo da vida, uma pessoa caminha em direção a esse terceiro e último estágio?

Resposta: Sim. Portanto, se as pessoas entenderem o que são esses três estágios — inferno, purgatório e paraíso — ou seja, a conquista da consciência do próprio egoísmo, sua correção e seu uso adequado, tudo estará bem. Devemos tentar.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 20/04/26

Durante A Oração

239Pergunta: Como uma pessoa deve se preparar e se orientar durante a oração?

Resposta: Na Introdução ao Estudo das Dez Sefirot (TES), Baal HaSulam escreve que, durante a oração, a pessoa deve se concentrar em apenas uma coisa: desejar que aquilo que estuda nos livros Cabalísticos seja revelado dentro de si, esforçar-se para conhecer e se conectar com o material estudado.

Mas se o assunto for tão distante que a pessoa não consiga ver como ele se relaciona com o que está acontecendo em sua alma, então ela deve considerá-lo um remédio.

Como está escrito: “Eu criei a inclinação ao mal, eu criei a Torá como um tempero”. E também está escrito: “Cura todas as doenças”. Ela me dará o que é necessário para o meu progresso; virá como um remédio, como uma ajuda do Alto.

Pergunta: Como evitar esquecer isso durante as aulas?

Resposta: Se você sofre de uma doença, você não se esquece dela. Às vezes, pacientes com câncer vêm me consultar; eles não se esquecem da doença nem por um instante. Estão dispostos a seguir qualquer instrução, da manhã à noite, para serem curados. Sem dúvida, eles estão dispostos e não se esquecem.

Portanto, tudo depende do reconhecimento da importância do objetivo e do grau de sofrimento. E a importância vem, mais uma vez, do grupo. Somente o grupo pode aumentar a importância do objetivo, a importância da espiritualidade, dentro de você.

Da Lição Diária de Cabalá 20/05/26, Rabash, “A Diferença entre Caridade e Doação”