Cabalá Em Cinco Minutos
Comentário: Você diz que a história não tem nada a ver com a espiritualidade.
Minha Resposta: Eu nunca tive um interesse particular por história e detestava a matéria na escola. O único aspecto que acabou me interessando foi quando comecei a entender a história sob a perspectiva do desenvolvimento do egoísmo humano, a força que determina tudo. Mas não é isso que se ensina na escola.
Por exemplo, o egoísmo humano levou as pessoas a inventarem o arado, o que permitiu que uma pessoa, por meio de seu próprio trabalho, alimentasse não apenas a si mesma, mas também outras dez a vinte pessoas. Como resultado, as fazendas se expandiram, as aldeias cresceram e as cidades surgiram. Depois vieram as invenções da forja, do forno e muitas outras coisas.
Cada vez que o egoísmo humano inventa algo, acaba por ter um impacto profundo na psicologia, na sociologia, na política, na reestruturação da sociedade e em outros aspectos da vida.
O que me interessa é a interconexão do nosso crescimento egoísta em todas as suas manifestações na cultura, ciência, tecnologia, psicologia humana, vida familiar, assentamentos urbanos e assim por diante. Quando tudo isso é visto como um sistema unificado — por que as coisas acontecem de uma forma ou de outra, decorrente de uma causa ou outra — então se torna verdadeiramente fascinante.
Começa-se a enxergar um quadro fechado dentro do qual existe apenas um parâmetro mutável: o egoísmo. Isso dá origem a uma enorme variedade de expressões. De repente, surge a imprensa. Novos instrumentos musicais substituem os antigos. Canções medievais dão lugar a novas formas de música.
As pessoas começaram a viver de forma diferente. Para ouvir música, era preciso ir ao teatro. Não existiam gravadores naquela época, e as pessoas sabiam que precisavam chegar ao teatro em um horário específico para ouvir sua ária favorita. Então, de repente, tudo mudou. Essa abordagem da história era o que me interessava.
Por que as descobertas geográficas começaram a ocorrer repentinamente? Por que alguns países entraram em declínio enquanto outros prosperaram?
Quando você observa essa dinâmica se desenrolando em níveis completamente diferentes e percebe que existe apenas um parâmetro que a impulsiona — o egoísmo — isso lhe ensina tudo.
Antes de mais nada, ensina que a causa reside apenas no ego. Portanto, devo dominá-lo, trabalhar somente com ele e não dar atenção a mais nada. Nada além do egoísmo pode mudar. Ele muda tudo.
Mas quem pode mudar isso? Quem criou isso, afinal? De onde veio?
Existe um parâmetro chamado luz que criou o egoísmo. Ela sustenta, aumenta, diminui e desenvolve o egoísmo. Portanto, de alguma forma, preciso influenciar a luz. Quando ela brilha com mais intensidade, o egoísmo cresce; quando brilha com menos intensidade, o egoísmo diminui e desaparece.
Como posso alcançar a luz? Não posso alcançá-la diretamente; ela é uma substância completamente separada de mim.
No entanto, é possível influenciá-la. Existe uma espécie de diafragma que se abre e se fecha, regulando a quantidade de luz que incide sobre o meu egoísmo. E o que é esse diafragma? É uma conexão com outros como eu, doação e amor.
Não importa se você realmente os ama ou se dedica genuinamente a eles. Se você deseja atrair a influência da luz para si, tente de alguma forma — mesmo que artificialmente, mesmo que apenas um pouco — aproximar-se dessa conexão com os outros. É por isso que nos reunimos em um grupo onde todos fazemos a mesma pergunta: Como podemos atrair a influência da luz para nós?
É muito simples. Vamos começar a nos unir, conversar uns com os outros, inspirar uns aos outros, encorajar e impulsionar uns aos outros nessa direção, e a luz começará a brilhar sobre nós com mais intensidade. O egoísmo dentro de nós começará a se agitar. Isso provocará mudanças cada vez maiores, e começaremos a correr, a avançar. É só isso.
Se pudéssemos explicar tudo dessa forma simples e bonita para outras pessoas, para nossos filhos e para nós mesmos, então… Veja bem, leva cinco minutos para contar a história toda.
Depois disso, não há mais problema. Basta continuar atraindo a luz superior por meio de uma união cada vez maior entre amigos que compartilham o mesmo objetivo de atrair a influência da luz sobre si mesmos.
Para quê? Queremos evoluir. Queremos ascender. Queremos acelerar o nosso processo. Não queremos permanecer neste processo lento e angustiante que apenas desgasta os nossos nervos. Mais um dia se passa, e mais outro, enquanto permanecemos numa terrível depressão, numa espécie de sono sem fim.
É só isso. Reúnam-se, façam um esforço, inspirem-se na luz superior e sigam em frente.
Pergunta: E onde tudo isso vai parar?
Resposta: Atraia luz suficiente de cima, não apenas para desenvolver ainda mais o seu egoísmo, mas para transformá-lo e torná-lo semelhante à própria luz. Então você cruzará a barreira do potencial e ascenderá ao próximo nível, assim como um elétron, sob a influência de um fóton, salta para uma órbita mais alta.
DeKabTV, “Eu Recebi uma Chamada. Cabalá em 5 Minutos”, 10/11/10