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O Poder Espiritual Das Fontes Autênticas

13.02O Livro do Zohar e o Estudo das Dez Sefirot (TES) são duas fontes verdadeiramente monumentais de poder espiritual. O Livro do Zohar, com o comentário Sulam (“Escada”), e o TES, que é um comentário sobre todos os escritos do ARI, são duas obras fundamentais.

É preciso dizer que estes não são meros livros, mas fontes que apresentam o próprio sistema espiritual. Portanto, quando eu os estudo, absorvo a luz deles e sua influência sobre mim.

Pergunta: Mas você os estuda como um Cabalista que já alcançou a percepção espiritual ?

Resposta: Não necessariamente. Não importa.

Mesmo as pessoas que não entendem nada do que estão lendo, ao lerem essas fontes e estudarem o sistema interno em que existem, atraem para si uma iluminação que as aproxima de níveis espirituais.

Até que ponto elas devem passar por esses graus e compreendê-los? Até o limite da capacidade de sua alma, até que alcancem o mundo do infinito e ocupem seu lugar lá, o lugar de onde desceram ao nível do nosso mundo.

De KabTV, Eu Recebi uma Chamada. Características da nossa Geração”, 30/09/10

O Ambiente É Uma Força Espiritual

938.07Pergunta: O que significa escolher o melhor ambiente quando a pessoa já alcançou um nível de realização espiritual?

Resposta: O ambiente não são as pessoas ao seu redor, mas sim uma expressão abstrata da atitude dos seus amigos em relação ao Criador. O ambiente não se senta à mesa como você; ele não está em nenhum lugar específico.

É a soma de suas intenções, aspirações, inclinações, expectativas e todos os seus esforços em direção ao objetivo. É do seu interesse que esses elementos sejam os mais amplos e fortes possíveis, para que você tenha a conexão mais sólida possível com essas intenções.

É uma força espiritual tanto agora quanto depois de você ter superado o Machsom. Acontece que agora ela está relativamente oculta para você. Você a imagina de alguma forma, e a cada vez surgem dúvidas diferentes e novas definições; às vezes você sabe o que é um grupo e como está conectado a ele, e outras vezes não. Depois do Machsom, ele assume uma forma mais distinta, consciente e clara. Contudo, o trabalho permanece o mesmo.

Portanto, mesmo agora, devemos imaginar com a maior precisão possível a sensação do ambiente. Não se trata de um, dois, três, vinte, cinquenta ou cem amigos com quem estudo, cujos nomes são fulano ou sicrano, que têm esta ou aquela aparência.

O ambiente é o que sustenta todas essas pessoas, uma espécie de força espiritual: uma aspiração, um anseio pelo Criador e uma persistência com que os amigos se agarram com unhas e dentes para não perderem um só instante em sua caminhada rumo ao objetivo. Se eles também desejam unir essas forças para o benefício de todos, isso se chama grupo.

Trata-se do espírito: que cada pessoa apoie a outra e que todos bebamos diretamente dessa fonte comum do espírito. Caso contrário, poderíamos ser bilhões, como os chineses, mas… O principal é o espírito dentro do grupo. É com isso que devemos nos preocupar e avaliar cada um de acordo com sua contribuição específica para isso.

Da Lição Diária de Cabalá 22/05/26, Rabash, Carta 59, 1962

Escolha O Melhor Ambiente

938.01Pergunta: De que forma o ambiente proporciona a uma pessoa uma aspiração em relação ao objetivo, em relação à qualidade de doação?

Resposta: O ambiente proporciona à pessoa tais deficiências (Hisronot) sem qualquer palavra, porque é exatamente isso que ele faz. Uma pessoa está conectada ao ambiente e, se este for adequado, ela certamente receberá dele uma sensação de preocupação, um sentimento de que perdeu a coisa mais importante.

Afinal, o desaparecimento da luz ainda não lhe traz um Hisaron. Ela deve sentir que perdeu a equivalência de forma com o ambiente.

Se o Criador desaparece, se a luz desaparece, então, em relação ao grupo, a pessoa deve sentir um Hisaron. O grupo serve como substituto do Criador para compensar a Sua ocultação.

Escolher o melhor ambiente significa que a pessoa deve se preocupar constantemente em garantir que seu grupo tenha a direção mais forte, correta e consistente em direção ao objetivo, e também que ela própria mantenha a maior conexão possível com o grupo.

Então, pode-se ter certeza de que, mesmo que a luz se afaste dela — e a luz deve desaparecer para revelar um novo Hisaron, um novo Reshimo, o inverso de um novo grau —, seu apoio, o grupo, a ajudará imediatamente a tomar consciência de seu estado.
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Da Lição Diária de Cabalá 22/05/26, Rabash, Carta 59

Definindo A Necessidade

231.01Em nosso trabalho, a definição de “necessidade” está em constante mudança, pois a pessoa deve discernir sua atitude em relação ao Criador em cada um dos desejos da alma.

Teoricamente, podemos dizer que nossa alma consiste em 620 desejos (órgãos); em cada um deles, devo determinar que o mais importante para mim é preencher cada desejo com o Criador, Sua presença, Sua sensação. Portanto, para cada desejo, sinto um novo obstáculo em diferentes situações e circunstâncias.

Ainda não sabemos como determinar de qual aspecto meu ou de qual parte da minha alma surgiram esses problemas e questionamentos. Cada um vivencia isso à sua maneira.

Existem obstáculos comuns a todos e obstáculos individuais para cada pessoa. No entanto, é por isso que os obstáculos estão em constante mudança, transformação e até mesmo retorno.

Da Lição Diária de Cabalá 20/05/26, Rabash, “A Diferença entre Caridade e Doação”

Para Onde Nos Leva A Escada Da Vida

519Pergunta: Para onde estou subindo ao me mover de um beco sem saída para outro?

Resposta: Eu subo para que esses degraus da ascensão criem em mim os desejos, as qualidades e as propriedades que me permitirão revelar o sentido da vida. Ele existe! É que eu não o vejo, não o sinto, não o percebo, nem sei como formulá-lo.

Como resultado dessas subidas, quando rastejo de degrau em degrau como uma criança pequena de quatro, tentando escalar, desenvolvo meu intelecto e meus sentimentos para compreender o significado dessa subida. De repente começo a entender, como se esse significado estivesse entre os degraus.

Pergunta: Existe um fim para esses degraus?

Resposta: Está em algum lugar muito distante. Na prática, não existe. E por que existiria se começo a sentir que esse processo em si é a vida?

A vida consiste precisamente em encontrar decepções a cada passo, na necessidade de encontrar forças e em ter uma aspiração precisa, um objetivo. Caso contrário, falta-lhe a motivação — o “para quê”, o “porquê” e o propósito, ou a capacidade de determinar o que constitui um objetivo correto ou uma decisão certa, e assim por diante.

Em outras palavras, à medida que você sobe esses degraus, começa a sentir que está crescendo e criando.

Pergunta: O que me motiva? É superar este beco sem saída ou me aproximar de algo?

Resposta: Não, você já nem deseja tanto alcançar um degrau final. Começa a sentir prazer no simples ato de percorrê-los. Entre os degraus, começa a sentir a sabedoria e a clareza inerentes a eles.

Pergunta: E começo a sentir essa governança?

Resposta: É exatamente isso que significa “Por meio de Tuas ações, eu Te conhecerei” (Mi maasecha hikarnucha) — que, a partir dos próprios degraus, de como eles foram criados para você e do fato de que você foi criado simultaneamente com eles, mas destinado a se elevar acima deles — a partir de tudo isso você começa a alcançar o Criador desses degraus. E isso é essencial.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 27/04/26