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O Poder Da Fé A Partir Do Grupo

938.02Pergunta: O que é fé no trabalho espiritual durante o período de preparação?

Resposta: Não estamos falando de pessoas comuns, das massas. A sociedade da qual posso receber influência é o nosso grupo.

O que é a fé antes do Machsom para nós? Rabash escreve em seus artigos que, antes do Machsom, existe fé nos livros e naqueles que os escreveram, os sábios. Essas coisas chegam a uma pessoa somente por meio de um grupo. Ou seja, a “lavagem cerebral” do grupo cria em mim um conhecimento que eu não conquisto de fato, mas, como uma força externa me controla, ela o apresenta como um fato.

Vemos isso nas massas, lá fora, e também devemos aproveitar isso aqui dentro. Ou seja, se decidirmos falar de Baal HaSulam, Rabash, ARI e Rashbi como pessoas que são nossos mestres, nos guiando adiante, e o que eles disseram é sagrado para nós e está acima de tudo, o grupo deve me influenciar com isso, para que o poder que eu receba disso seja chamado de fé.

Eu mesmo ainda não alcancei isso com meus cinco sentidos de forma que se torne um fato para mim. Não cheguei ao fim do processo de correção, ao ponto de poder afirmar que tudo é para o bem e que o Criador só faz o bem. Tudo isso não passa de palavras para mim.

Mas, como pertenço a um grupo, recebo essa informação deles de uma forma que transforma palavras em fatos para mim. O poder que transforma isso em fatos se chama fé. Assim, em vez de conhecimento, em vez de conquista, eu uso o poder da fé.

Digamos que eu tenha uma xícara de chá à minha frente e esteja disposto a pagar dez shekels por ela. Da mesma forma, pelo poder da fé, posso estar disposto a pagar dez shekels por algo que não vejo nem conheço. Por exemplo, me oferecem um copo de cerveja, mas eu não sei nada sobre cerveja; dizem-me que é muito boa, e eu acredito neles, então pagarei dez shekels por ela.

Acredito tanto nisso que daria um milhão, daria minha vida inteira para alcançar esse objetivo. Tudo depende da força da fé que recebo do grupo. Ou seja, a fé substitui o conhecimento.

Quando estou abaixo do Machsom, não tenho outra força para alcançar o objetivo. Embora eu não sinta esse objetivo, não o veja nem o ouça, somente o poder da fé que recebo de meus amigos pode me ajudar. Nada mais pode servir como força motriz para mim.

Da Lição Diária de Cabalá 09/06/26, Rabash, “O Homem é Recompensado com Retidão e Paz através da Torá”

O Resultado Da Influência De Duas Forças

963.5Pergunta: Você diz que a situação em Israel depende de nós. Mas, por mais que eu tente me concentrar nesse pensamento, não consigo sentir que essa responsabilidade realmente recaia sobre mim. Aparentemente, me falta força da fé?

Resposta: Isso pode ocorrer tanto como resultado de uma força positiva, a força da fé vinda de cima, quanto devido à influência de uma força negativa vinda de baixo, a sensação de que não há outra saída. Uma das duas. A pessoa perceberá que nada mais pode ser feito, que ninguém tem uma ideia clara de como sair da situação criada. Enquanto isso, os problemas continuam a crescer indefinidamente; as coisas pioram cada vez mais.

Portanto, na medida do possível, a pessoa encontra forças na Torá, mas, caso contrário, essa decisão surge do desespero por se encontrar num impasse absoluto! Nem mesmo tirar a própria vida resolverá esses problemas. Ainda enfrentaremos a eternidade: nossos problemas não terminarão com a chegada da morte; eles estão além dessa transição!

Veremos esse muro não apenas do nosso mundo; veremos que ele se ergue até mesmo no mundo superior e nos separa da solução do problema. Pois nossa existência não se limita a este mundo, e uma bala na têmpora não é, de forma alguma, a solução para todos os problemas.

Uma pessoa também sentirá todos esses problemas além da vida neste mundo, ela os perceberá em sua forma eterna e espiritual. Vida e morte não são conceitos tão significativos, e uma pessoa chegará a sentir algo muito maior.

Da Lição Diária de Cabalá 07/06/26, Rabash, “Quais são os momentos de oração e gratidão no trabalho?”

O Resultado Da Mistura Dos Vasos

219.02“Estas são as gerações de Noé. Noé era um homem justo. Ele era íntegro em sua geração. Noé andava com Deus.”

Rashi interpreta, para ensiná-lo que as gerações dos justos são, antes de tudo, gerações de boas ações. Rashi explica por que diz: “Estas são as gerações de Noé”. Deveria ter dito os nomes de seus filhos, ou seja, Sem, Cam e Jafé. E por que diz: “Estas são as gerações de Noé. Noé era um homem justo?” Ele explica que é porque as gerações dos justos são, antes de tudo, gerações de boas ações (Rabash, “Estas São as Gerações de Noé”).

O que se entende por linhagem ou descendência? Em primeiro lugar, Noé era um “homem justo, íntegro em sua geração” em seu grau, e ele “andava com Deus”, ou seja, com as qualidades do Criador, as qualidades de Bina.  “Íntegro”, “justo” e “Deus” referem-se a Bina.

“Noé” significa um vaso de doação, um estágio de preparação, enquanto “Abraão” representa aquele que já trabalha com os vasos de recepção. Primeiro, adquirimos os vasos de doação, as qualidades do Criador, e então, por meio dessas qualidades, corrigimos as qualidades do ser criado. Tal é o processo.

Para levar a criação a esse estado, foi necessário misturar os vasos de recepção com os vasos de doação. O Criador teve que entrar na criação, se inserir nela e transformá-la.

O ser criado, partindo de um estado de plenitude, força, inteligência, capacidade de realizar coisas e controle da própria vida, passa a se sentir como um vaso quebrado, com tudo misturado. Em cada ação e cada pensamento, sente-se dividido entre duas partes opostas que lutam dentro de si, uma prevalecendo e depois a outra.

Quando uma pessoa atinge esse estado, ela não se sente mais forte ou justa. Pelo contrário, começa a sentir que pode iniciar o trabalho de correção justamente a partir dessa mistura de recepção e doação.

À medida que acumula experiência, ela percebe que não passa de um vaso e não possui poder próprio. Somente se receber dons vindos do alto é que receberá a ajuda e o apoio necessários para fazer algo com a sua natureza.

Então percebe que não há conexão entre ela e o desejo de doar, nenhuma conexão com as forças do Criador. Dessa forma, ela chega a um estado em que começa a odiar seus próprios vasos e a amar aquilo que está acima dela, acima do Machsom.

Isso continua até que o sentimento se torne tão intenso que ela realmente não consegue existir sem receber as qualidades de doação em vez de suas próprias qualidades. Então, ela recebe força do alto para fazer um Tzimtzum (restrição) em suas próprias qualidades e começar a adquirir as qualidades de doação.

Da Lição Diária de Cabalá 01/06/26, Rabash, “Estas São as Gerações de Noé”

Então O Mundo Deixará De Pressioná-lo

963.5Nós esperamos que mudanças positivas aconteçam externamente. Mas elas não vão acontecer! Precisamos chegar à conclusão de que mudanças para melhor só podem ocorrer se mudarmos a desde dentro. Só então começaremos a retratar o mundo da maneira como queremos vê-lo! É isso que precisamos fazer.

Pergunta: Nossa natureza retrata o mundo atual? Nosso egoísmo retrata o mundo?

Resposta: Sim

Comentário: Você deve estar desfrutando a si mesmo, mas eu não. Este é o meu estado agora.

Minha Resposta: O egoísmo completou seu desenvolvimento. Ele lhe mostra o mundo inteiro em que você existe. Isso é tudo o que ele pode lhe dar. No fim, ele o oprimirá e o esmagará a ponto de você não conseguir mais existir neste mundo. Você se sentirá muito mal, enjoado, com medo, desconfortável, em outras palavras, de todas as formas possíveis.

Isso serve apenas para que você entenda que não há mais mudanças a serem feitas externamente. Passamos por todos os estágios do nosso desenvolvimento egoísta; chegamos a um ponto em que o próximo passo é simplesmente nos massacrarmos uns aos outros. É isso, não há mais nada.

Pergunta: O que devo dizer ao meu egoísmo agora que entendi que ele descreveu o quadro completo para mim?

Resposta: Você deveria dizer que o egoísmo está certo, que cumpriu seu papel; levou você ao estado de completa decepção, onde precisa entender que não deve viver dentro desse paradigma. Não deve!

O que você deve fazer? Você precisa se corrigir e então o mundo também se corrigirá. Esse é um método totalmente diferente.

Comentário: Não devo corrigir o mundo, mas sim corrigir a mim mesmo…

Minha Resposta: Você deve corrigir o mundo corrigindo a si mesmo.

Comentário: Sim, isso não é fácil!

Minha Resposta: Não é fácil, mas este é um bom momento na história, em que realmente precisamos mudar a fonte do nosso desenvolvimento, o sistema, o método do nosso desenvolvimento. Nosso desenvolvimento dependerá não de romper com a natureza que nos cerca, mas de como mudaremos a nós mesmos. Como resultado, o mundo mudará.

Pergunta: Você continua dizendo: “Mude a si mesmo”. O que exatamente você quer dizer com “mudar a si mesmo”?

Resposta: É simples: preciso mudar minha atitude negativa em relação a tudo que me cerca, passando de uma atitude exploradora e egoísta para uma atitude bondosa e altruísta.

Comentário: Uma atitude calorosa e gentil.

Minha Resposta: Sim. Então começarei a ver o mundo de forma diferente. Começarei a enxergar através dele um sistema de governo diferente.

Pergunta: E de que eu tirarei prazer? Afinal, é o ser humano que sente prazer.

Resposta: Vou me conectar com este mundo, alcançar sua eternidade, infinito, perfeição, algo que não vejo agora porque olho com meus olhos limitados e egoístas.

Isto é o que nos espera.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 15/05/26

O Mais Importante É Aderir Ao Criador

293.2Cada um de nós pertence a um grupo regido por diversas leis e acordos. A quais deles sou obrigado a me anular e quais devo analisar criticamente, possivelmente rejeitar, ou exigir que sejam alterados? Afinal, se eu não me relacionar com eles dessa maneira, o grupo não poderá me influenciar.

Se eu entrar em um grupo sem oferecer resistência, não sentirei nenhum impacto. A influência só é sentida quando uma força surge e transforma algo. Qualquer bom produto é gerado como resultado da ação de uma força sobre outra. Quanto maiores forem essas forças e mais forte for a oposição entre elas, maior será o benefício e o resultado. Então, como devo me relacionar com o grupo agora?

Em primeiro lugar, é fundamental o envolvimento pleno, tanto da mente quanto do coração. A abordagem aqui é clara e precisa: em hipótese alguma posso alterar algo que tenha sido aceito pelo grupo sem o consentimento dos demais. Sou obrigado a participar de tudo o que o grupo exige de mim. Mesmo que eu seja “emocionalmente incapaz” de fazê-lo e não concorde com algo, devo participar junto com todos os outros; caso contrário, não se pode chamar isso de participação no grupo.

Ao mesmo tempo, tenho a obrigação de analisar criticamente a situação, formular minhas propostas, apresentá-las a todo o grupo e tentar convencer a todos de que estou certo. Essa abordagem também é comum na sociedade em geral: no Knesset ou em qualquer parlamento, as leis são, em geral, autoevidentes. Não há necessidade de agir “acima da razão”.

Só existe uma coisa que deve ser feita acima da razão: a intenção de se alinhar com a força superior. Disso não se pode desviar. A adesão ao Criador é o princípio primordial. Qualquer outra coisa, antes de ser acrescentada, deve ser examinada quanto à sua conformidade com este princípio fundamental e, com base nos resultados, deve-se decidir se é benéfica para nós ou não.

Da Lição Diária de Cabalá 01/06/26, Rabash, “Estas São as Gerações de Noé”

Como Podemos Determinar A “Verdade” E A “Falsidade”?

293.1Pergunta: Você diz: “Ame o seu próximo como a si mesmo”. Mas digamos que eu não ouça você. Como posso perceber que é exatamente por esse caminho que devo trilhar?

Resposta: Você vai bater o nariz nesses portões e perceberá que não pode haver outro caminho! Além desses portões não há nada, apenas o vazio.

Pergunta: Será que foi isso que os grandes Cabalistas escreveram, que você caminha ao longo do muro e não encontra nenhum portão? De repente, no momento em que está exausto de tanto andar, você vê o portão. E descobre que ele sempre esteve lá.

Resposta: Sim.

Pergunta: E eu não vi?

Resposta: Não.

Pergunta: Por que eu precisava ver isso? Estava lá o tempo todo; realmente estava!

Resposta: Você não sente decepção.

Pergunta: Devo me decepcionar com tudo?

Resposta: Absolutamente, com tudo! De modo que só resta uma coisa: Dvekut (adesão espiritual) e fraternidade. Não sabemos o que é isso. Continuamos usando substitutos e paliativos, mas então sentiremos.

Pergunta: Você pode ao menos dar uma pista? É claro que, se não sentirmos, não conseguiremos ouvi-lo. Mas o que você quer dizer com “fraternidade”?

Resposta: A fraternidade ocorre quando todos existimos em um único desejo e intenção, em completa fusão, com todos conectados uns aos outros. E retornamos ao sistema chamado “Adão”, como uma única pessoa em um só corpo com um só coração. Este é o verdadeiro futuro.

É isto que deve estar diante de nós! É assim que este futuro deve se apresentar para mim: como um estado óbvio, alcançável e necessário.

Pergunta: Você acabou de pintar o que inevitavelmente nos tornamos depois de todas as nossas andanças e decepções?

Resposta: É precisamente por isso que são necessários — para chegar a esse estado.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 15/04/26