O Grupo Em Vez Do Criador

938.01Enquanto o Criador não nos for revelado, tomamos o grupo como fator determinante e o utilizamos em seu lugar. Eu entro no grupo e decido que a opinião dele se aplicará a mim como se o Criador tivesse sido revelado.

Então, recebo força do grupo, o poder da autoridade sobre mim. Portanto, preparo-me deliberadamente para a conexão com o grupo, a fim de me dissolver nele, para que ele comece a me governar e me dê uma sensação da grandeza do Criador.

Entro deliberadamente no grupo e o posiciono em relação a mim mesmo de forma que os amigos virem de cabeça para baixo, transformando todos os meus pensamentos e desejos, dando-me, efetivamente, uma nova mentalidade.

Mas este trabalho não termina com um simples ato de fechar os olhos e me entregar ao grupo, e pronto. É um processo meticuloso que continua a cada instante. Nisso reside a sua dificuldade.

Aqui, deve haver uma decisão que parta de mim. Isso se chama esforço. Consiste em ir contra o desejo que tenho e construir isso com plena consciência, sem fechar os olhos. Todo o sucesso reside nisso.

Se uma pessoa conseguir, metodicamente, permitir que seu “cérebro seja lavado” em relação a essa ideia abstrata que ela detesta, verá que os céus se abrirão e, juntamente com as crescentes dificuldades, entrará cada vez mais em ocultação até chegar à revelação.

Assim, o esforço reside na livre escolha do grupo, e isso parece terrível, ninguém quer isso, mas devemos escolher a cada instante e usar essa escolha para posicionar o grupo de forma que ele “lave meu cérebro” precisamente com a ideia de que o Criador é grande e deve governar sobre mim.

Isso não pode ser feito diretamente com o Criador, porque simplesmente usaríamos nosso desejo de receber e nunca seríamos capazes de realizar isso como fazemos com o grupo. No grupo, eu me esforço contra o meu desejo, subjugo minha natureza e estou pronto para me anular, para me perder dentro dele.

Da Lição Diária de Cabalá 07/03/26, Rabash, “O que é, ‘Não há nada que não tenha lugar’, na Obra?”