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“Qual É A Conexão Entre Corpo E Alma, E Quem Está Controlando Quem?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Qual É A Conexão Entre Corpo E Alma, E Quem Está Controlando Quem?

Corpo e alma não têm conexão. A alma existe por si mesma, e o mundo espiritual se revela a nós apenas se atingirmos uma alma.

Ao atingir uma alma, começamos a sentir uma nova realidade fora da limitação do nosso ego, que deseja constantemente se divertir por conta dos outros. Até atingirmos uma alma, entretanto, nosso ego é tudo o que conhecemos. Ele nos faz buscar a satisfação através de um prisma limitado de desejos – comida, sexo, família, dinheiro, honra, controle e conhecimento – e quando começamos a sentir prazer nesses desejos, o prazer diminui, o que nos faz querer buscar novos e diferentes tipos de satisfação do que antes.

Nossa forma egoísta de desenvolvimento nos leva a um impasse: começamos a sentir que gastamos mais energia tentando nos satisfazer do que nos sentindo realizados, e nesse estágio, questões fundamentais sobre nossas vidas despertam em nós: “Qual é o sentido de nossas vidas?”, “Porque estamos aqui?”, “Por que há tanto sofrimento no mundo?”, “De onde somos? Onde estamos agora? Para onde vamos?”, “O que é realidade?” e assim por diante.

Essas perguntas são nosso despertar espiritual inicial. Quanto mais queremos que elas sejam respondidas, mais buscamos por meio de vários métodos, ensinamentos, grupos e outros ambientes, até que finalmente cheguamos à sabedoria da Cabalá. A Cabalá descreve este processo como o despertar do “ponto no coração”, ou a chamada “semente da alma”.

Se você está procurando respostas para perguntas fundamentais sobre o sentido e o propósito da vida, é um sinal de que está procurando alcançar sua alma. A sabedoria da Cabalá foi concebida como um método que orienta a obtenção de nossa alma, enquanto estamos vivos em nossos corpos neste mundo. Quando alcançamos tal realização, percebemos e sentimos as profundezas da realidade, vendo as interconexões entre tudo o que existe e sabendo como agir de forma otimizada a cada momento para impactar positivamente nossa alma eterna.

Baseado em uma entrevista com o Cabalista Dr. Michael Laitman na Rádio Israelense, 103FM, em 5 de outubro de 2015. Escrito/editado por alunos do Dr. Laitman.

“Quais São Os Principais Sintomas Do Despertar Espiritual?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Quais São Os Principais Sintomas Do Despertar Espiritual?

Estamos evoluindo há milhares de anos e, a certa altura, começamos a despertar para questionamentos sobre o sentido e o propósito de nossas vidas. Eles são o primeiro despertar que recebemos para a espiritualidade e se tornam nossa preocupação principal quando começamos a nos elevar acima de nossa existência animada.

Ao contrário dos animais, nossos desejos evoluem de uma geração para a outra. Sentimos os desejos do próximo nível de evolução, e nossa sensação de vazio cresce constantemente, forçando-nos a buscar novos e diferentes tipos de satisfação ao que tínhamos anteriormente. Assim, gradualmente desenvolvemos uma questão cada vez mais pronunciada sobre o sentido da vida, que cada vez mais nos preocupa.

Ideias cada vez mais novas surgem em nós e desenvolvemos sistemas cada vez mais complexos como resultado de nossos crescentes desejos não realizados. A ciência também se desenvolve em relação às questões que temos em cada geração, e podemos ver a grande diferença entre a ciência de hoje e a ciência de alguns séculos atrás.

Além disso, a questão sobre o sentido e o propósito de nossas vidas se manifesta principalmente em certos indivíduos. Ao longo da história, fomos levados a fazer descobertas em diversas áreas, seja arte, música, literatura, poesia, ciência e tecnologia. Nossos desejos cresceram constantemente de acordo com uma escala que vai das meras necessidades de sobrevivência – comida, sexo e família – até os desejos sociais – dinheiro, honra, controle e conhecimento. De uma geração à outra, nossos desejos se tornam cada vez mais refinados.

De acordo com o grande Cabalista, o Ari (Rav Isaac Luria), a questão sobre o sentido e propósito da vida começou a surgir na humanidade como um todo no final da Idade Média e no início do Renascimento. As revoluções tecnológicas, científicas e culturais na Europa tornaram-se assim o gatilho para o surgimento de uma atitude totalmente nova em relação à vida e à religião. Muitas pessoas começaram a não mais temer ser não-religiosas e serem punidas por discordância, o que sinalizou que os desejos da humanidade cresceram para um novo nível onde a crença começou a falhar na nova demanda por provas que começou a evoluir.

No início da “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, o Cabalista Yehuda Ashlag (Baal HaSulam) escreveu:

Na verdade, se nos empenharmos em responder apenas a uma pergunta muito famosa, estou certo de que todas essas questões e dúvidas sobre se devemos estudar a sabedoria da Cabalá irão desaparecer do horizonte, e você olhará para o lugar delas para ver que se foram. Essa indignada pergunta é uma pergunta que todo o mundo faz, a saber: ‘Qual é o sentido da minha vida?’

Poderíamos dizer que tudo o que se desdobra no mundo hoje se deve ao fato de não termos encontrado uma resposta à pergunta sobre o sentido da vida. Podemos ver no que a humanidade se envolve e para onde leva o mundo, e tudo porque as pessoas não conseguem entender para que existem.

Em geral, desejamos arquivar a pergunta sobre o sentido e o propósito da vida e, em vez disso, nos envolver em prazeres muito mais imediatos e concretos, mantendo-nos ocupados para evitar fazer a pergunta. É que a pergunta, se a abordamos sem encontrar uma resposta, nos traz sofrimento existencial além do sofrimento que vivemos em relação à nossa sobrevivência diária.

No entanto, a razão pela qual Baal HaSulam discute o sentido da vida em sua “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” é porque ele quer mostrar como não precisamos ter objetivos elevados ou pensamentos especiais a fim de embarcar no caminho espiritual. Muito simplesmente, se nos sentimos mal e não sabemos porque estamos vivos, e essas questões continuam surgindo em nós nos fazendo sentir desconfortáveis, e que precisamos ter essas perguntas respondidas a fim de justificar nossa existência, então podemos começar a dar passos no caminho espiritual.

A sabedoria da Cabalá foi feita especificamente para responder à pergunta sobre o sentido e propósito da vida, e está aberta a todos, independentemente de idade, sexo, origem ou quaisquer outras diferenças aparentes.

Baseado em uma lição virtual em 31 de janeiro de 2016. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

“Qual É A Sensação De Vender Sua Alma?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Qual É A Sensação De Vender Sua Alma?

A natureza humana é o desejo de desfrutar e se divide em alguns níveis: desejos individuais de comida, sexo e família; desejos sociais de dinheiro, honra, controle e conhecimento; e um pequeno desejo de espiritualidade.

Nossa alma é onde sentimos satisfação.

Se nos dedicamos a satisfazer os desejos corpóreos de comida, sexo, família, dinheiro, honra, controle e conhecimento, experimentamos a realização transitória de tais desejos e, ao fazer isso, não alcançamos nenhuma alma eterna. Isso é considerado vender nossa alma a Satanás, pois a raiz hebraica para a palavra “Satanás” é “Hasata” (“diversão”), ou seja, que tais desejos nos desviam de alcançar nossa alma eterna.

Se, no entanto, nos dedicamos a cumprir nosso desejo espiritual, podemos alcançar e descobrir nossa alma eterna enquanto vivemos em nosso mundo.

Nosso desejo espiritual surge inicialmente como um desejo minúsculo entre nossos desejos corporais, que na Cabalá é chamado de “ponto no coração”. Esse desejo é sentido como um certo tipo de vazio e mal-estar, um sentimento de que nossos outros desejos não podem nos satisfazer inteiramente, e isso nos leva a questionar o sentido e o propósito de nossas vidas. Quanto mais forte sentimos esse desejo, mais atravessamos os ensinamentos e os ambientes até que finalmente encontramos um método para alcançar a alma enquanto estamos vivos neste mundo. A sabedoria da Cabalá é o método para a obtenção da alma. Está aberto a qualquer um, mas aqueles que desejam sinceramente descobrir o sentido da vida serão os que colherão o máximo benefício do método.

Baseado em uma lição virtual de 3 de abril de 2016. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

“Como Você Pode Acabar Com O Sofrimento Na Vida?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Como Você Pode Acabar com o Sofrimento na Vida?

Precisamos primeiro entender a fonte do sofrimento na vida e, então, podemos implementar um método para acabar com isso.

Para compreender a fonte do sofrimento, a sabedoria da Cabalá explica uma interação chave entre duas forças fundamentais na natureza: uma é uma força chamada “luz”, a força do amor, doação e conexão, também conhecida como “a força superior” e “o Criador” (“Boreh” em hebraico), que significa “venha e veja” (“Bo” e “Reh”), porque precisamos atingir essa força como uma percepção e sensação claras a fim de acreditar nela. Esta força inicial criou a segunda força: a criação, que também é chamada de “o ser criado” ou “o desejo de desfrutar” – uma falta de realização, oposta à força superior inicial.

A força superior desenvolve o desejo de desfrutar, fazendo-nos sentir como se precisássemos e desejássemos vários tipos diferentes de satisfação. Somos essencialmente feitos de um conjunto de desejos – comida, sexo, família, dinheiro, honra, controle e conhecimento – e cada um de nós sente uma necessidade instintiva de se realizar por meio desses desejos em graus diferentes.

Se deixamos de cumprir esses desejos, sofremos, e esse sofrimento se estende das sensações de vazio às de dor total, a última das quais pode até mesmo se tornar intolerável.

Os desejos por comida, sexo e família são instintos corporais naturais compartilhados por todos os animais. Em contraste, desejos por dinheiro, honra, controle e conhecimento são desejos sociais baseados na comparação do que temos em relação aos outros, e tais desejos são exclusivos dos humanos.

A fonte do sofrimento é, portanto, a incapacidade de satisfazer esses desejos. Em termos Cabalísticos, quando a luz (prazer/realização) não preenche o desejo, ele sofre, e o sofrimento pode ser intenso ou leve, de longo prazo ou momentâneo, coletivo ou individual.

Compreendendo que a falta de satisfação de nossos desejos é a fonte de nosso sofrimento, nos encontramos em uma corrida constante por satisfação. O problema é que nosso desejo de desfrutar só sabe desfrutar às custas dos outros e da natureza, e assim nos colocamos uns contra os outros em um cabo de guerra, cada um puxando para o seu canto. É por isso que qualquer tipo de satisfação que sentimos nesta configuração atual é apenas transitório, após o qual, mais uma vez, nos sentimos vazios e desejamos uma satisfação diferente repetidamente.

A solução para essa situação é inverter a direção pela qual nos satisfazemos. Se, em vez de desejar receber satisfação apenas para nós mesmos às custas dos outros, desenvolvêssemos um novo desejo – aquele em que desejamos o benefício dos outros – entraríamos em um novo nível de vida onde sentiríamos satisfação constante.

Imagem: Esquerda: A recepção direta do prazer (pleasure) no desejo (desire) leva à sua extinção. Direita: A intenção de beneficiar os outros redireciona o prazer, permitindo a realização contínua.

Nosso desejo de desfrutar apenas para o benefício pessoal limita e restringe imensamente nossa sensação de realização a momentos muito pequenos e transitórios, e na maioria das vezes sentimos vazio e sofrimento para nos empurrar para a busca da realização. Pelo contrário, o desejo de beneficiar os outros possui um potencial ilimitado de realização, porque ao almejar beneficiar os outros, entramos em equilíbrio com a força inicial de amor, doação e conexão que está no lado oposto da realidade, desejando doar exatamente assim.

A sabedoria da Cabalá é um método que nos ensina como passar por tal transição. “Cabalá” significa “recepção” em hebraico, porque nos ensina como receber a satisfação de uma forma que é finalmente adaptada à natureza, uma satisfação que não desaparece, mas que aumenta constantemente.

Por um lado, a Cabalá se tornou bastante popular, mas por outro lado, é uma sabedoria oculta, porque seus resultados são sentidos nas sensações e desejos de cada pessoa. No entanto, está aberta a todos e permite-nos compreender como trabalhar com os nossos desejos para receber a satisfação de forma ilimitada. Ao fazer isso, nos tornamos verdadeiramente felizes ao nos livrarmos do sofrimento em sua própria origem.

Baseado no “episódio 736 de Nova Vida: A Origem do Nosso Sofrimento” [28:27] em 23 de junho de 2016. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

“Como Podemos Atingir A Maturidade Espiritual?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Como Podemos Atingir A Maturidade Espiritual?

Uma pessoa espiritualmente madura é aquela que deixa de buscar o prazer voltado para si mesma e, em seu lugar, busca amor, doação e conexão positiva com os outros.

Da mesma forma, em nossa vida corpórea, como crianças, tudo o que sabemos é como receber prazer voltado para nós mesmos e corremos atrás de uma coisa divertida atrás da outra. Então, em um determinado estágio de maturidade corporal, quando nos tornamos adultos, temos que assumir um papel mais doador e responsável na sociedade, para trabalhar e contribuir socialmente de várias maneiras. No entanto, mesmo um adulto em nosso mundo, que trabalha e contribui para a sociedade, funciona de acordo com um desejo autodirecionado fundamental de desfrutar.

Alcançar a maturidade espiritual significa que invertemos o objetivo de nossos desejos de “para nosso próprio benefício” para “para o benefício dos outros”.

Ao fazer isso, cruzamos uma barreira entre o nosso mundo corporal e o mundo espiritual. A essência do nosso prazer, portanto, também muda: em vez de desfrutar passando de um prazer autodirecionado para o próximo entre os desejos por comida, sexo, família, dinheiro, honra, controle e conhecimento, nós desfrutamos de estar conectados ao propósito de nossa vida e fonte – a força espiritual de amor, doação e conexão que existe em perfeição eterna absoluta. Em outras palavras, maturidade espiritual significa viver em amor, doação e conexão positiva com os outros, não pelo prazer que isso nos traz, mas por nos conectarmos com a fonte de nossas vidas.

A maturidade espiritual, portanto, vem depois de estabelecer uma conexão e um grau de semelhança com a força espiritual de amor, doação e conexão. Ao fazer isso, nos elevamos acima do nível corporal da nossa vida, onde buscamos o prazer egoísta.

Se tirarmos um instantâneo da evolução humana para ver onde estamos atualmente em relação a tal maturidade espiritual, como humanidade, podemos ver que estamos em processo de transição para uma nova era onde não extraímos mais o mesmo tipo de desfrutar dos prazeres corpóreos como antigamente. Também não vemos mais uma imagem rosada à nossa frente. No passado, podíamos recorrer a diferentes sistemas para substituir os atuais. Isso não é mais o caso hoje, pois já podemos vislumbrar a falência das direções que tentamos. Simplesmente não esperamos mais a recepção de quaisquer novos prazeres especiais na vida.

Tal estado faz parte de nossa evolução natural: atingimos um limite em nosso desenvolvimento corpóreo e chegou a hora de fazer a transição para um novo paradigma espiritual. Em português claro, isso significa que encontramos cada vez menos satisfação em correr atrás de prazeres o tempo todo, a fim de perceber que a verdadeira realização em nossa era vindoura é, em vez disso, perseguir a fonte de todo prazer: a força espiritual de amor, doação e conexão. Além disso, se deixarmos de nos aplicar a esta transição por nossa própria vontade, vamos experimentar cada vez mais sensações negativas – insatisfação, vazio, depressão, solidão, estresse, ansiedade e outras formas de sofrimento – a fim de nos incitar a perceber a necessidade de amadurecer espiritualmente. Seremos simplesmente impedidos de desfrutar de qualquer coisa, e começaremos a fazer perguntas fundamentais sobre nossas vidas, como “Por que isso está acontecendo?”, “Qual é o sentido disto tudo?”, “Para que serve esta vida?”, “Por que existe tanto sofrimento neste mundo?” e “O que posso fazer sobre isso?”

Em outras palavras, começaremos a perguntar não sobre os prazeres em si, mas sobre sua origem. Quanto mais fazemos esse tipo de pergunta, mais seremos levados a buscar ambientes novos e diferentes daqueles em que nos engajamos até agora – aqueles que nos ajudarão a amadurecer espiritualmente.

Enquanto desfrutamos neste mundo, não perguntamos sobre a fonte do prazer. No entanto, assim que paramos de aproveitar a vida e também não vemos um objetivo futuro que nos atraia a desfrutar, no sentido de nos movermos em direção a algum objetivo digno à nossa frente, começamos a nos sentir como se estivéssemos imersos em um sério problema existencial. Começamos então a fazer perguntas fundamentais sobre o propósito e o sentido da vida, e não simplesmente como desfrutar enquanto estamos aqui.

Nessa conjuntura, começamos a entender que se quisermos aproveitar a vida, precisamos nos aproximar da fonte da vida, o que significa inverter o objetivo pelo qual desfrutamos de “para nosso próprio benefício” para “para o benefício dos outros”.

Baseado na Lição Diária de Cabalá em 30 de dezembro de 2020. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

“Como Você Entende A Maneira Como Sua Espiritualidade Fez Parte Da Sua Vida?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Como Você Entende A Maneira Como Sua Espiritualidade Tem Feito Parte De Sua Vida?

As pessoas no caminho espiritual sentem que seu dia a dia, tudo o que vivenciam, se encaixa nesse caminho.

Por exemplo, se você trabalha em um escritório por oito a dez horas por dia, entende que isso faz parte do seu trabalho espiritual. Se você tem a necessidade de progredir espiritualmente enquanto trabalha, então, a cada movimento seu, você deixa a energia espiritual passar por você. Tal abordagem é necessária para alcançar as correções espirituais, ou seja, a obtenção de uma intenção de amar e doar acima do desejo inato de receber.

A miríade de interações deste mundo nos é dada para que possamos influenciar uns aos outros com energia espiritual. Portanto, se abordarmos nossas vidas diárias de uma forma em que recebamos realização espiritual de nossos estudos espirituais e, em seguida, interagirmos no local de trabalho e outras atividades diárias entre várias pessoas que não têm interesses espirituais, então nos tornamos uma espécie de “agentes espirituais secretos”, canalizamos conteúdo espiritual através da sociedade para a humanidade em geral. Eles também sentem um efeito positivo deste trabalho, embora não consigam identificar exatamente o que sentem e de onde vem.

Ao operar dessa forma, nos conectamos uns aos outros e imbuímos o mundo de espiritualidade. Além disso, para as pessoas que desejam avançar espiritualmente, torna-se necessário fazer isso.

Nosso mundo foi criado de tal forma que temos famílias, relacionamentos, trabalho e outras interações sociais – não para nos afastarmos dessas relações, mas para que, por meio do contato total com a sociedade, adicionemos nossa intenção de conectar todos de forma harmoniosa e positiva e, ao fazer isso, nos aproximamos da espiritualidade. É por isso que a sabedoria da Cabalá afirma que qualquer pessoa que deseja atingir a espiritualidade deve se conectar à sociedade, construir uma família e trabalhar, pois permite que as forças espirituais atraídas pelo estudo fluam para a sociedade em geral. Quanto mais avançamos espiritualmente, mais vemos que a espiritualidade existe em conexões humanas positivas.

Portanto, se você tentar aplicar a intenção de se conectar positivamente com os outros com uma atitude de amor e doação em sua vida diária, você verá o sucesso; seus amigos e colegas de trabalho se relacionarão de maneira diferente com você, e você também alcançará realizações espirituais ao fazer isso.

Precisamos ver que nossa conexão com a humanidade tem o potencial para nossa realização espiritual. Assim, com nossos círculos espirituais, bem como com nossas famílias, amigos, colegas de trabalho e outros, devemos procurar fortalecer nossa conexão interior com as forças espirituais de amor e doação por meio de nosso ambiente espiritual e transmitir essas forças para a humanidade.

Baseado na Lição da Semana Mundial do Zohar em 2 de fevereiro de 2014. Escrito editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

“Como Você Se Sente Sobre O Universo?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Como Você Se Sente Sobre O Universo?

O universo parece ser enorme, mas é na verdade minúsculo em comparação com o mundo que podemos descobrir se nos elevarmos acima dos limites impostos a nós por nossa natureza egoísta inata.

Se nos libertamos de nossa abordagem egoísta da vida, desenvolvendo um senso adicional de doação, entramos na percepção de uma realidade completamente nova existente fora de nós.

Nossos cinco sentidos inatos – visão, audição, tato, olfato, paladar – são sentidos de recepção. Eles extraem informações de uma fonte desconhecida para nós, e o que finalmente percebemos é uma imagem corporal extremamente estreita da realidade. E dentro dessa imagem estreita da realidade, percebemos um universo amplo e expansivo com um espaço insondável.

No entanto, nós percebemos essa imagem por meio de nossos cinco sentidos limitantes. A razão de perceber por meio de canais estreitos que limitam as informações que recebemos é para que desenvolvamos o desejo de romper os limites dessa percepção e, ao fazê-lo, descobrir uma realidade verdadeiramente mais ampla.

A questão então é: como podemos nos libertar de uma imagem tão limitada em que desejamos receber para nós mesmos a cada momento? A resposta é – desenvolvendo um novo sentido de doação. A obtenção de um novo sentido que sente a realidade não por meio da recepção, mas por meio da doação, nos permitirá sair de nossa esfera física de tempo, espaço e movimento e descobrir uma realidade muito mais expansiva do que o universo que percebemos atualmente.

O método para o desenvolvimento deste sentido adicional é chamado de “a sabedoria da Cabalá”. Ao aplicar este método, podemos desenvolver um novo sentido de doação e amor, que nos concede uma nova percepção do mundo espiritual eterno. Descobrimos então que existe outra realidade adjacente à nossa atual, mas ela se revela por meio de uma nova percepção e sensação de realidade: de nós mesmos para fora.

Portanto, está escrito que “Ame seu amigo como a si mesmo” é “uma grande regra da Torá”, porque aponta para a qualidade que precisamos desenvolver a fim de atingir um novo sentido de doação e amor. Ao passar por essa mudança de percepção, passamos a sentir o mundo espiritual e a força superior preenchendo a realidade.

Baseado em uma entrevista com o Cabalista Dr. Michael Laitman em um Programa de Rádio Israelense, 103FM, em 16 de agosto de 2015.
Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman. Foto de Greg Rakozy no Unsplash.

“Como As Pessoas Descobrem O Amor Verdadeiro?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: Como As Pessoas Descobrem O Amor Verdadeiro?

Primeiro, precisamos entender que não temos ideia do que é o amor verdadeiro. Até alcançarmos o amor verdadeiro, nós interpretamos o amor em todos os tipos de formas corporais e egoístas, ou seja, onde nos beneficiamos principalmente de tudo o que imaginamos como amor.

O amor verdadeiro, entretanto, é completamente diferente. O amor verdadeiro é a capacidade de beneficiar os outros, de sentir os desejos dos outros e de desfrutar por meio de sua realização. A realização do amor verdadeiro é, por natureza, contrária à forma como definimos o amor em termos corporais.

O amor verdadeiro é, em última análise, a unificação da humanidade em um único sistema comum. Atualmente, experimentamos esse sistema em sua forma oposta, através de lentes egoístas, onde constantemente tentamos nos beneficiar às custas dos outros e da natureza, e ao fazer isso, sentimos um certo grau de separação e distância em nossas atitudes uns com os outros. Com o objetivo de nos unirmos acima deste estado egoísta em que nos encontramos, descobrimos nossa rejeição uns aos outros e, finalmente, chegamos à compreensão de que precisamos nos elevar acima de nossas diferenças e formar laços de amor verdadeiro. Quanto mais sentirmos uma distância crescente entre nós, mais desenvolveremos um desejo sincero de transpor essa distância com uma atitude genuína de amor e carinho.

O amor verdadeiro é, portanto, a unificação dos opostos, quando o ódio e a rejeição são cobertos por uma cobertura comum de amor. Quanto mais nos movemos em direção à unificação acima de nossa distância egoísta inata, mais começaremos a sentir um novo tipo de atmosfera entrando em nossas vidas, dando-nos um sentimento muito mais pleno de realização do que tudo o mais que desfrutamos até agora.

A descoberta do amor verdadeiro entrando em nossas vidas é, portanto, uma abertura para descobrir a perfeição e a totalidade existentes na realidade. Em vez de sentir uma sensação estreita e separada de vida em nossas qualidades egoístas inatas, iríamos “clicar” em uma percepção e sensação de realidade semelhante a como as células e órgãos funcionam e sentir todo o organismo do qual eles são partes. Em tal estado, sentiríamos flutuações constantes entre os polos egoísta negativo e altruísta positivo da realidade, pois cobriríamos continuamente nossas diferenças e divisões com uma força de unificação muito maior. Como tal, nos sentiríamos em um mundo eterno, onde a vida reflui e flui constantemente.

Quando fazemos a transição de nosso modo egoísta inato de desejar nos beneficiar às custas dos outros, para um modo altruísta de querer beneficiar os outros, sentimos nossos impulsos egoístas instintivos como forças negativas das quais nos elevamos. Ao nos elevarmos acima do ego, sentimos as forças de conexão, doação e amor – as forças positivas e eternas que habitam a natureza – e complementam-se mutuamente em uma tendência comum de realizar essa mudança.

Essa mudança fatídica depende exclusivamente da extensão de nossa unificação, onde nos elevamos acima de nossas diferenças e divisões e começamos a preencher uns aos outros. O sentimento de realização mútua nos dá uma sensação de vida eterna.

Para descobrir este amor verdadeiro, precisamos apenas aprender como atualizar nossas conexões, para complementar e realizar um ao outro mutuamente, e para substituir nossas lentes egoístas onde vemos falhas nos outros, para aquelas onde sentimos qualquer impulso egoísta como um convite para nos unir acima das diferenças.

Baseado na Lição Diária de Cabalá com o Cabalista Dr. Michael Laitman em 22 de dezembro de 2020. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

“O Nacionalismo É Racismo?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: O Nacionalismo É Racismo?

Nacionalismo e racismo compartilham a mesma raiz. Ambos resultam de um evento que estudamos na sabedoria da Cabalá chamado “a destruição do sistema comum de Adam HaRishon”, onde deixamos de sentir que pertencemos a um único sistema e nos tornamos partes diferentes.

O propósito de nossas vidas, enquanto estamos vivos neste mundo, é reconectar essas partes e descobrir o sistema completo que está acima de nossa percepção atual e sensação da realidade.

O que exatamente são essas partes, como elas diferem umas das outras e até como devem se conectar – é todo conhecimento infrutífero que falha em servir ao nosso progresso para o nosso objetivo. Em outras palavras, focar e examinar nossas diferenças não nos dá nada.

É importante, no entanto, realizar um desejo sincero de nos conectar acima de nossas diferenças, onde por um lado, cada um de nós mantém todos os tipos de diferenças entre si, mas por outro lado, nos elevamos acima delas e descobrimos nossa conexão sublime e harmoniosa como um todo.

Com base na palestra “Habilidades De Comunicação. Dificuldades De Comunicação ”, em 14 de outubro de 2020.
Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman.

“O Que É Gratidão?” (Quora)

Dr. Michael LaitmanMichael Laitman, no Quora: O Que É Gratidão?

Um de meus alunos me perguntou, como um Cabalista, o que é gratidão de acordo com a sabedoria da Cabalá? A Cabalá é uma sabedoria séria e, portanto, quando se trata de gratidão, significa gratidão espiritual. O que é, então, gratidão espiritual?

A gratidão espiritual, antes de mais nada, está relacionada a uma pessoa com um desejo e meta de atingir a espiritualidade. Essa pessoa não tem conhecimento do que é espiritualidade, mas sente uma necessidade interior e, finalmente, começa a estudar a sabedoria da Cabalá.

descubram a harmonia e a bem-aventurança de se conectar entre a força da criação – recepção – e sua força espiritual oposta – doação. O que isto significa?

No caminho para descobrir essa conexão sublime, precisamos revelar como estamos sob o controle do ego e que o ego é uma força maligna e destrutiva. Por que o ego é mau e destrutivo? Porque coloca as pessoas umas contra as outras, devora a natureza, o nosso meio ambiente e, finalmente, também se autodestrói, porque nos faz querer desfrutar de coisas que proporcionam satisfação a curto prazo, mas que no fundo são ruins para nós a longo prazo.

A revelação do ego humano como uma força maligna e destrutiva é chamada de “reconhecimento do mal” na sabedoria da Cabalá. “Cabalá” em hebraico significa “recepção” e, por meio dessa sabedoria, descobrimos como existimos em uma forma negativa de recepção, onde queremos receber e atrair para nós mesmos, e que, em última análise, não nos beneficiamos de tentar fazer isso.

No entanto, oposta a essa força negativa de recepção está uma força positiva do bem, a força de doação. A força de doação pode equilibrar a força receptora e, então, entre essas duas forças, podemos existir em harmonia, conectando-nos entre os polos positivo e negativo da realidade.

A combinação dessas duas forças está na base de tudo o que criamos, porque especificamente pela combinação correta entre esses dois polos da realidade, podemos descobrir como viver sem erros e consertar todos os problemas que emanam do relacionamento com a realidade unicamente do seu lado egoísta negativo.

Ao permitirmos inconscientemente que o ego humano conduza nossas considerações e ações, deixamos o rolo compressor da evolução nos achatar, investigando cada vez mais profundamente problemas aparentemente insolúveis em escalas pessoais, sociais, econômicas, ecológicas e globais. O ego, sem sua conexão de equilíbrio e regulação com a força de doação, está por trás de cada problema que experimentamos na vida.

Portanto, precisamos aprender a trabalhar com nosso ego para saber como equilibrá-lo com sua força positiva oposta. Quando conseguimos atrair a força positiva para nossas vidas, mesmo na menor quantidade, contra a força negativa inata, ficamos gratos por termos recebido a força negativa como nossa natureza. Em outras palavras, ao nos conectarmos com a força positiva de doação acima da força egoísta negativa, descobrimos que a força negativa é de fato uma força boa se pudermos usá-la como um ímpeto para aumentar nossa conexão positiva acima dela.

Equilibrar as forças positiva e negativa é o que o Rei Davi descreve nos Salmos quando diz: “Você salvou minha alma”. Ou seja, antes de recebermos a força positiva, só existimos na força negativa e acabamos nos sentindo péssimos nesse estado. Então, depois de um longo período, alcançamos o estado em que também recebemos a força positiva e, quando fazemos isso, nos sentimos gratos. A gratidão que sentimos nesse ponto é espiritual.

Baseado em “Gratidão Espiritual|Nova Vida com o Cabalista Dr. Michael Laitman|1139”, 4 de fevereiro de 2020. Escrito/editado por alunos do Cabalista Dr. Michael Laitman. Assista à palestra completa aqui» [27:19]