Textos com a Tag 'Progresso espiritual'

Não Tenha Vergonha De Brincar

Dr. Michael LaitmanO primeiro grau espiritual é o mais difícil. Que trabalho uma criança pequena realiza para dar seus primeiros passos. Quanto trabalho é para ela captar alguma coisa, dizer a primeira palavra. Quanto esforço interno a natureza faz ela realizar. Por quê? Por que não podemos nos desenvolver pacífica e livremente?

Veja como as crianças mais velhas agem sem parar, sete dias por semana. A criança pode ter febre alta, e ela ainda brinca, joga, quer alguma coisa. Sem perturbações, nada a impede; ela é tão teimosa e persistente. E nós precisamos seguir seu exemplo. Nós temos que fazer a mesma coisa para entrar no mundo superior, para nos tornar adultos.

Bem, depois de tudo, isso é conhecido e compreendido, mesmo que ainda não totalmente. A mesma criança que já sabe andar e falar, com a idade de quatro, cinco, seis anos, inicia um processo completamente diferente de adquirir conhecimento, com mais consciência. Aqui, no processo de atingir o estado superior, nós adquirimos ferramentas mais conscientes. Nós já passamos a primeira fase, já sabemos como conectar, com quem “brincar”, como uma criança, que com a idade de três anos adquire o sentido daqueles a sua volta e começa a entender um pouco que é melhor brincar com eles do que sozinha.

Assim, nós desenvolvemos relações com os outros: o modo como podemos interagir com eles, como é possível se desenvolver muito sabiamente, mutuamente, através da construção de nossos “jogos”.

É por isso que brincamos muito. Parece absurdo, mas na verdade, são jogos muito sérios. Nós não queremos isso, nos sentimos ridículos. Afinal de contas, nós somos adultos, pessoas sérias! O que vamos fazer? Vale a pena perder tempo?

Na verdade, sim, se entendermos que o desenvolvimento de novas propriedades em cada fase do processo ocorre da mesma maneira como nas crianças; em jogos, em workshops, em todos os tipos de ações comuns, nós temos a possibilidade de nos aproximar uns dos outros e, assim, atrair a Luz superior até nós.

Embora a nossa mente egoísta veja essas ações como irracionais, fúteis e infantis, na verdade, elas são os maiores exercícios, porque queremos ir contra a nossa natureza.

Então, depois de ter subido ao primeiro nível, nós temos uma recarga substancial da mente, a compreensão do esquema inicial, como uma criança pequena que já tem experiência em nosso mundo e compreende até certo ponto o que é bom e ruim, como avançar, para onde levar os brinquedos e como usá-los, como se desenvolver, aprender algo novo, etc. A criança começa a entender como usar o mundo adulto para seu avanço. O mesmo ocorre conosco em relação ao mundo superior.

Assim, o importante para nós é subir ao primeiro grau. Depois, tudo ficará claro para nós, compreendido. Depois disso, ninguém vai fugir de nossos grupos e voltar para a vida de novo, porque nesta vida ele não tem a paciência de descobrir a camada superior.

Nós temos que nos apressar em chegar a esse nível, para que possamos ajudar a todos. Para este fim, nós recebemos um despertar para o próximo nível. Nossa tarefa é revela-lo, para alcançá-lo. Na medida em que nos esforçamos em realizar esse esforço para o bem de todos, essa será uma manifestação de nossa atração para doação. Assim, nós receberemos uma parcela ainda maior da Luz superior.

Da Convenção na Carcóvia “Unir para Ascender” 17/08/12, Lição 1

Chorando Sobre Um Copo Quebrado

Dr. Michael LaitmanO superior pode ajudar o inferior sob a condição de que o inferior esteja tentando unir-se com o superior. Mas é impossível unir-se sozinho com o superior porque adesão significa que você deseja trazer o vaso danificado de doação para Ele, para Ele corrigi-lo, porque nós estamos corrompidos.

Mas quando eu me sinto assim? — Quando desejo me unir com alguém e sou incapaz disso. Então, eu tomo este vaso quebrado e digo para o superior: “Corrija-o!”. Ele o corrige, e eu adquiro um vaso inteiro com certo grau de doação. Eu executo uma ação nele — a conexão num vaso corrigido — e atinjo um grau espiritual.

Em outras palavras, eu tinha um pequeno copo quebrado. Eu pedi ao superior para corrigi-lo e Ele corrigiu; em outras palavras, Ele me deu força para colar este copo, para torná-lo inteiro. Agora eu posso encher este copo, realizando um ato de doação, e eu irei preenchê-lo. Isso significa que eu alcancei o nível de Nefesh de-Nefesh do mundo de Assiya.

Eu me dirijo novamente aos meus amigos, ao grupo, e mais uma vez analiso minha falta de desejo em continuar avançando. Eu analiso o quanto está quebrado o meu vaso. E novamente peço ao superior para corrigi-lo. Mas devo dar-Lhe algo para corrigir. Caso contrário, o que vou levar a Ele, qual é o meu pedido? Eu devo vir e chorar sobre o vaso quebrado, como uma criança pequena vem e chora sobre um copo quebrado. Então, o superior irá corrigi-lo e mais uma vez eu encho o vaso corrigido com a doação que desejei e atinjo o próximo nível espiritual, Ruach de-Nefesh do mundo de Assiya. Desta forma, subo os 125 graus.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 07/08/12, O Zohar

Sob Pressão

Dr. Michael LaitmanNós devemos ansiar por união e constantemente “bater” neste ponto de união até revelarmos e alcançarmos o que queremos; até que pela primeira vez sintamos o mundo espiritual que é revelado na união, de acordo com a lei de equivalência de forma. Continuamente, nós esclarecemos as coisas e descobrimos novos detalhes e novas maneiras no caminho. Muitos fenômenos são descobertos como resultado da pressão e por isso precisamos pressionar até certo ponto. Em seguida, a Luz que está dentro será revelada para nós.

Pergunta: O que é essa pressão?

Resposta: Pressão significa procurar. Como se diz, “Na minha cama à noite eu procurei por meu amado”. Eu estou no escuro, o que significa que todas as partes do meu Partzuf espiritual estão num nível, e eu estou sem Luz, sem um entendimento, mas estou procurando: Quem está me enviando esses estados? Para quê? O que ele quer de mim? Como posso me contactar com ele? Então, Ele é revelado.

Pergunta: Mas onde está a pressão aqui? A procura parece ser uma aventura agradável….

Resposta: Não é bom se não sentirmos a pressão. Nossa garantia mútua deve nos dar tudo. Nós precisamos de uma pressão interna, uma pergunta inevitável que não vai embora: “Será que nós conseguiremos atingir o objetivo ou não?”.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 31/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Escuridão Como Prenúncio Do Renascimento

Dr. Michael LaitmanBaal HaSualm, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 26: Isso significa que o seu excessivo desejo de receber, que já havia sido erradicado e apodrecido no segundo estado, deve agora ser revivido em toda a sua medida exagerada, sem restrições de qualquer natureza , ou seja, com todas as suas falhas passadas. Então, começa-se o trabalho de novo, para converter esse excessivo desejo de receber em apenas “para doar”.

Nós temos que descobrir que o desejo de receber é totalmente ruim, no pior grau. Nós vamos ver não só o tamanho desse mal, mas também sua essência má em sua forma atual, sem a Masach (tela), que é ela é má não só para nós como também para a realização do objetivo da criação. Acontece que o desejo de receber sem Masach não é adequado para a realização da criação e por isso é chamado de “mal” e também “morto”, já que não podemos receber a luz da vida e sentir a força da vitalidade nele.

Quando entendermos tudo isso, chegaremos a uma virada e começaremos a reviver o nosso desejo. Isso é chamado de “ressurreição dos mortos”. Assim, começamos a corrigir o desejo de receber para que ele seja “para doar”. Nós precisamos dessa virada no caminho, para que possamos sentir o desejo corrupto e decidir que desta forma ele está “morto”.

Hoje, o desejo de receber não parece corrupto. O que há de errado em querer desfrutar das coisas que eu amo?

Eu tenho que descobrir todos os desejos dentro de mim e entender que quando eu os aprecio na forma usual, eu me empeço de doar ao Criador. Isto porque doação é quando eu paro de usar os desejos na forma usual e desfruto cada um deles só quando eu doo ao Criador. Eu conecto o meu desejo a Ele para compreender como doar a Ele, de modo que Ele possa usufruir de tal desejo. Só a tal ponto, por tal prazer, quando eu anseio doar ao Criador, que eu atuo: recebendo a Luz dentro de mim para sentir que assim eu doo a Ele.

Assim chegamos às correções. É impossível atingir o estado final (estado três) a partir do estado inicial (estado um), se não houver desejos “mortos” no caminho que são revividos.

Pergunta: Como podemos entender que o desejo está realmente morto e é hora de revivê-lo?

Resposta: É um tipo diferente de trabalho: cada vez eu mato mais e mais dos meus desejos. É impossível saber de antemão que eu atravessei todo o caminho. Parece sempre como se não houvesse para onde avançar, mas no dia seguinte uma nova camada é revelada.

Ontem, por exemplo, chegamos a um pico; nós descobrimos um pouco mais de união, impressão e emoção, sentimos um estado especial que foi o resultado de uma conexão nova e mais forte, que nunca sentimos antes.

Nós conseguimos isso graças à iluminação que foi criada entre nós. Nós a evocamos e ela nos preencheu. Na primeira fase, nós sentimos excitação e euforia, mas a iluminação continua agindo dentro do desejo que conseguimos ligar a ela. Ela expande a sua atividade para as fases dois, três e quatro, e toda a profundidade desse desejo se revela a nós, as novas camadas onde ainda não alcançamos a conexão.

No entanto, hoje nós sentimos tristeza. Se reconhecêssemos que esse peso vem do Criador, que Ele enviou para nós de propósito, e que Ele nos faz sentir sonolentos de propósito, nós poderíamos fazer alguma coisa, poderíamos resistir ao peso.

É verdade que eu me sinto como que adormecido agora e não tenho vontade de fazer nada: mas isso vem do Criador. Ele quer nos desenvolver e está revelando um novo vaso dentro de nós agora. Como você desperta imediatamente para a vida dentro da nebulosidade, dentro desta sonolência, da indiferença e confusão?

Minha sonolência foi causada pela Luz fraca. No momento em que ela fica mais forte, eu vou imediatamente despertar, como uma flor que gira na direção do sol nascente. Não se trata de letargia; nós estamos falando de estados espirituais que são determinadas pelo nível da Luz. A correção dos desejos à meia-noite, antes do amanhecer, não depende do tempo.

Portanto, se nós acordássemos agora para uma conexão mais forte, e se fizéssemos um esforço interno verdadeiramente sério, e não apenas cantássemos canções, descobriríamos que ganhamos graças ao desejo extra que recebemos na Convenção. A questão toda é voltar à vida depois que o primeiro surto de despertar foi substituído pela erupção da espessura escura do ego.

Não importa se a nova subida não parece tão especial quanto a que sentimos na Convenção. Lá nós éramos como crianças e fomos impressionados por desejos puros, limpos – hoje, a nossa reação está se tornando mais profunda e nós entendemos as coisas em vasos “mais espessos”. É assim que se expressa a idéia do “valor oposto das Luzes e vasos”.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Crescer Nos Suplementos Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os desejos dos níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza diferem? Quais as alterações de parâmetros nesta escala?

Resposta: Parte do Criador que está na natureza inanimada transforma-se no desejo do nível vegetal. Outra parte transforma o desejo do nível vegetal no nível animal e outra parte eleva o desejo do nível animal para o nível falante. Cada vez, outra força qualitativa é adicionada: Malchut do superior transforma-se em Keter do inferior. A força do Criador que está oculta nela irrompe e gera um novo nível mais inferior.

A forma do novo nível é determinada diretamente de Cima, enquanto o seu conteúdo, seu preenchimento, a essência do nível, conforme o qual ele é determinado, vem do Criador. Assim, em todas as quatro fases da Luz direta, há a mesma matéria típica do desejo de receber, mas elas são totalmente diferentes, pois cada fase tem uma nova parte suplementar do Criador.

O nível inanimado da natureza só pode preservar a si mesmo conforme o Criador o criou. Ele é chamado de “um embrião no ventre de sua mãe”.

O nível vegetal não se anula totalmente perante o superior; ele já quer acrescentar algo de si mesmo, pois recebe o alimento só quando quer comer, etc. Ele pode dar alegria à mãe, e, portanto, sofre quando está longe dela e feliz quando está perto dela.

O nível animal já se aproxima e se afasta de forma independente. Ele já tem uma mente e pode ser oposto ou semelhante ao superior. Temendo pela oposição, ele se assemelha a ele novamente, trazendo assim mais satisfação. Não é por acaso que nós amamos as crianças desobedientes mais do que as calmas. É porque às vezes você não sente uma criança quieta, enquanto que a criança travessa, que causa dores, faz você sentir a discrepância entre os estados, e você a ama mais e se sente mais perto dela. Ela estimula você e muda o seu humor e, no final, atrai amor. Ela esculpe constantemente um “entalhe” no seu coração e, às vezes, “espalha” algo de bom nele.

Quanto ao nível falante, ele pode tomar o lugar do Criador na criação. Ele cuida de tudo e vê toda a criação como uma oportunidade de doar ao Criador.

Isto é o que é típico sobre esse desenvolvimento: quanto mais a criatura está aderida ao Criador, mais claramente ela descobre a sua oposição em relação a Ele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

125 Graus Rumo À Perfeição

Dr. Michael LaitmanPergunta: Nós falamos sobre o fato de que a humanidade esgotou sua energia. Eu pratiquei esportes e me lembro de um estado maravilhoso, chamado segundo fôlego, quando você corre e de repente aparece algum tipo de leveza. Nós podemos falar sobre o segundo fôlego em relação ao método de educação integral, ou apenas no fato de que uma pessoa que para de correr literalmente começa a voar?

Resposta: Claro que o sentimento de desprendimento, fadiga, falta de motivação no egoísmo, e a sensação, ou pelo menos a compreensão, que continuar a trabalhar é impossível, a falta de esperança, tudo é necessário por um lado. Mas por outro lado, quando a pessoa começa a trabalhar baseada nesta nova metodologia integral, ela encontra várias transições inversas; ela sobe e desce porque deve constantemente sentir-se dentro e fora do círculo, e dentro e fora do círculo novamente. Estes são movimentos de partida e parada, para trás e para frente, como os de um pistão: quando ele é empurrado, ele fica fora, e quando é expulso, ele é incluído. É desta forma que estas duas linhas trabalham. Uma linha trabalha empurrando o homem egoisticamente, adicionando ainda mais egoísmo a ele, e ele inevitavelmente se desprende da união. No entanto, ele gradualmente volta a ela, de modo que avança e sobe novamente.

Como resultado, ele sobe a escada dos valores espirituais que estão numa conexão cada vez mais forte. Ele sobe 125 graus e alcança sua perfeição quando toda a natureza (os graus inaimado,vegetal, animal e humano, que não existe em nosso mundo, como nós nos chamamos equivocadamente os seres humanos – separando-nos do mundo animal), existe para ele num único volume perpétuo. Um volume eterno! Porque, subindo estes graus, ele percebe a natureza na forma em que ela realmente existe. Ou seja, nós vamos além do que é chamado o universo, para além do espaço criado pelo Big Bang, e este espaço não é mais físico.

Este já é um assunto de revelação e estudo para aquelas pessoas que vão começar a subir. Mas isso, claro, é a realização prática.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 25/05/12

Como O Aço Foi Temperado

Dr. Michael LaitmanDe um artigo do Rabash: “A contradição dos velhos: uma construção; a construção dos jovens: uma contradição”. “Os velhos” são aqueles que são usados ​​para a obra de Deus, “Jovens” são aqueles que estão apenas começando seu trabalho. Uma contradição é uma descida ou uma queda, o que significa que primeiro houve uma ascensão no trabalho que é considerada uma construção, ou seja, que eles consideravam as subidas, mas a contradição é quando eles sentiram uma queda, que vem da ocultação do Criador, ou seja, que o Criador Se oculta deles, e isso é chamado de uma contradição. A contradição dos velhos é quando dizem que o Criador enviou-lhes a ocultação, então se verifica que eles já estão em construção, uma vez que acreditam que o Criador está cuidando deles e disso recebem meios de subsistência.

“Os velhos” são aqueles que já estão acostumados com o trabalho espiritual, sabendo como interpretar cada estado, como abordá-lo e como torná-lo benéfico. Assim, mesmo a sua “contradição” é uma construção. Isso é porque eles não se esquecem e se seguraram à intenção de que tudo vem do Criador, mesmo a descida. Por isso, é durante as descidas, permanecendo leais, apegando-se a sua fé, com a intenção “para doar” mesmo nas descidas, que eles constroem as subidas. A descida em si se transforma em uma subida.

A subida não vem após a descida, mas é a mesma descida se a pessoa a atribui ao Criador, à meta da criação, e entende que a sente no desejo de receber e acrescenta a intenção correta a ela: a própria descida se torna uma subida.

A pessoa imediatamente sobe através da descida que é sentido no desejo egoísta, pela revelação do vaso corrompido. Então, ela para de se mover para cima e para baixo numa onda de subidas e descidas. Ela está sempre feliz com as descidas, porque não é depois delas que se acaba, mas ainda nelas, que ela se adere ao Criador. Assim, a contradição que os velhos sentem vai para a sua construção, pois a partir dela eles constroem uma adesão ainda mais intensa com o Criador.

Os “jovens” são aqueles que ainda não têm poder, não têm apoio suficiente do ambiente que possa estabilizá-los, que permite a virada da descida para a subida, para a adesão. Então, eles sequer começam a usar suas subidas egoisticamente e desfrutam a sensação boa, esquecendo assim da intenção. Então, a subida se transforma numa descida, e a construção se transforma em destruição. O estado é determinado pela intenção da pessoa.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 08/07/12

Dançando No Ritmo Do Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Carta 13” : … e este será o seu tratado de negligência ignorando meu pedido de se esforçar no amor dos amigos.

Baal HaSulam escreve aos seus alunos que o problema do grupo é negligenciar o amor dos amigos, o que significa a ajuda mútua necessária para o nascimento espiritual.

Como vocês podem revelar o amor e união? Ao tomar um desejo de cada amigo que quer preenchê-lo; com a ajuda dos meus atributos, o meu desejo se torna um assistente, uma “parteira” para o desejo do amigo. Claro, eu tomo os desejos que são destinados à espiritualidade e constantemente a tento fortalecê-lo e elevá-lo. Assim, mutuamente, nós ajudamos uns aos outros de acordo com o princípio de “cada um deve ajudar o amigo”.

Amar o amigo significa receber o seu desejo em vez do meu desejo. Eu sempre procuro uma oportunidade de satisfazê-lo e fortalecê-lo, para ajudá-lo e empurrá-lo para frente, para tornar a meta importante para ele, para lhe dar energia e ajudá-lo a estar num bom humor.

Eu expliquei a vocês de todas as formas possíveis (em cerca de setenta línguas) que este mérito é o suficiente para satisfazer todas as suas necessidades.

Em outras palavras, ele usou todos os atributos, todos os tipos possíveis de doação. De acordo com a sabedoria da Cabalá, o Partzuf superior, no que diz respeito ao Partzuf inferior, é como Zeir Anpin com relação à Malchut; Zeir Anpin tem sete Sefirot, enquanto Malchut é uma Sefira. No geral, dez Sefirot multiplicadas por sete chama-se “setenta línguas”, o que significa os tipos de doação que Zeir Anpin pode doar à Malchut. Além disso, significa também o pivô que determina como a balança será inclinada.

Isto é o que Baal HaSulam fala: “Eu sempre tento transmitir a sensação de que depende de vocês elevar a força positiva acima da força negativa. Portanto, preencham-no, esforcem-se, está em seu poder, e é o suficiente para concluir tudo o que lhes falta. Mesmo que vocês sejam insensíveis e preguiçosos, mesmo que vocês sejam egoístas e individualistas, não faz diferença, todo mundo recebeu sua própria natureza. O que importa é que vocês se esforcem”.

E se vocês não podem subir ao céu, eu lhes dei aqueles que andam sobre a terra.

Ao “Céu” é o nível de doação, Bina, e não devemos pensar que é inatingível. Claro que você não pode fazer isso, mas tente e seus esforços irão atrair a Luz que Reforma, a força superior. Ao tentar se aproximar da Luz, vocês atraem sua influência que coincide com a tensão que vocês exibem. É uma lei da natureza: vocês recebe a força para nascer, por seus esforços.

Por que vocês não acrescentaram a este trabalho, afinal?”

Porque vocês só são obrigados a tentar, e a Luz sempre completa a outra metade do trabalho. Em nosso mundo egoísta, não vemos o início de nossas ações: de onde vem o desejo? Por que eu quero isso em particular? Por que sou atraído neste sentido? De repente, sinto uma vontade, de repente, um pensamento é evocado, mas eu não sei de onde vem. O Criador diz: “Eu sou o primeiro”, Mas esse fator inicial que me estimula está oculto de nós. De repente, eu anseio por alguma coisa, me esforço e vejo um resultado, como no caso de sucesso e no caso de falha. Eu nem percebo que são as ações da Luz, que estão voltadas ao objetivo, que causaram este resultado e não minhas próprias ações.

Eu não vejo o início do processo nem o fim, e no processo em si eu não presto atenção ao que me motiva. Eu sou como um bebê instintivamente respondendo aos diferentes estímulos.

Não há tal coisa na espiritualidade. A revelação espiritual que queremos atingir é a revelação de ações do Criador, as ações da Luz. Isto significa que com todos os nossos esforços eu exijo sua participação ostensiva. Eu sempre realizo a minha primeira metade do trabalho ao querer descobrir a sua segunda metade. Assim, eu encontro o meu parceiro, o Criador, crio um vaso para o Seu estímulo e, portanto, avanço repetidas vezes.

Agora no início deste processo nós não sentimos nem compreendemos isso. Enquanto isso nós temos que descobrir a segunda metade, a tal ponto que possamos aprender a trabalhar com o Criador, assim como um cavalo e seu cavaleiro agem mutuamente, como dois bailarinos que dançam de braços dados. No final, eu vou descobrir que o Criador está vestido em mim e preenche tudo, mas só se eu concordar com isso, se eu quiser descobrir Sua liderança, Seu controle sobre mim.

Então é como se eu desaparecesse ao preencher tudo com Luz. Meu eu e a Luz se tornam um todo se eu subir acima do meu ego e sair de mim mesmo.

Todo o  método Cabalístico é sobre isso: como podemos sair de nós mesmos e sentir o movimento do nosso “parceiro” de tango. A principal coisa é segui-Lo harmoniosamente. Para fazer isso nós precisamos conhecer Seus atributos, e os passos que Ele quer realizar conosco.

O primeiro passo é chamado de “submissão”: nós apenas tentamos anular nosso ego, que quer ir para onde gosta de ir, e criar um lugar para as ações da Luz. Assim, nós a ajudamos a dar à luz a nós; nós permitimos que a “força da parteira” nos tire deste mundo sombrio.

Da Convenção em Miami 23/06/12, Lição 1

Ajuda Ao Confuso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu ficar confuso, como posso verificar se avanço corretamente?

Resposta: É impossível ficar confuso nas ações: é óbvio se eu faço alguma coisa para beneficiar os outros ou eu mesmo. Todos os esclarecimentos estão na intenção e são realizados com a ajuda do grupo.

Se você está no grupo e realiza ações nele, como se diz: “Faça-se um professor, compre um amigo e tente justificar cada um”, e tudo isso com a intenção de alcançar o Criador, então você não pode errar. Se você se separa do grupo, então certamente você já não está no caminho correto.

É por isso que todo o nosso livre arbítrio reside apenas na escolha do melhor e mais forte ambiente. Caso contrário, todas as nossas ações serão realizadas no nível animal subconsciente, e não haverá liberdade nelas, como se você não existisse como uma pessoa independente, mas obedecesse completamente a seus impulsos e instintos internos.

Somente se você se doar ao grupo e concordar com sua influência, você pode avançar desta forma.

Da Convenção em Miami 23/06/12, Lição 3

A Chave Para A Felicidade

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que podemos avançar em felicidade, com alegria?

Resposta: Se a pessoa está imersa em seu ego, em seu desejo de receber, ela certamente não pode ser feliz, porque isso só vai trazer-lhe dor. Mas se ela se ergue acima do seu ego, sem se preocupar com o que se passa dentro dele, mas para viver em um nível mais elevado e se identificar com o atributo de doação, com o mundo, com tudo que a rodeia, ela pode ser feliz sempre.

Pode ser de tal forma que ela não irá sentir o que se passa com o seu corpo. O corpo pode morrer, mas a pessoa não vai sentir mais que pertence ao seu corpo.

Agora nós nos identificamos totalmente com o nosso corpo. Mas se pudermos nos desenvolver para pudermos nos distanciar ainda mais dele, vamos finalmente parar de sentir que estamos conectados a ele. É como se eu flutuasse sobre este corpo, e é realmente assim, porque me identifico com o atributo de doação e vivo nele, e isso é fundamental para se avançar em felicidade.

Eu posso alcançar isso se estou incorporado no ambiente e, juntamente com outros, formo uma força geral do grupo que não é egoísta, mas que é formada por todas as nossas centelhas espirituais que estão conectadas acima do nosso ego. Nosso ego perde seu valor e nós elevamos as centelhas e vêmo-las como a principal prioridade. Como resultado, começamos a viver nestas centelhas que estão conectadas e criamos uma força de grupo harmoniosa.

Além disso, através do desenvolvimento da força de doação mútua, o que significa que podemos exigir essa força de doação do campo de força superior, do Criador, nós nos sentiremos constantemente felizes. Tudo depende de como a pessoa se posiciona em relação ao grupo, e como o grupo se posiciona em relação ao Criador, em relação ao campo de doação e amor.

Este é o único fator que determina tudo. Eu tenho que separar-me do meu “eu” e subir para o nível do “nós”; tudo será aceito de forma feliz! Isso não é simples; há subidas e descidas, mas é assim que avançamos. Cada vez nós recebemos um ego adicional, um desejo adicional de desfrutar, para que possamos ficar mais fortes e nos conectar com mais força com o campo de doação. Esta é a única maneira de avançar.

Se a pessoa se identifica com o objetivo, ela aceita com alegria tudo o que acontece no caminho,porque ela entende que esse é um meio para atingir o objetivo.

Mas se a pessoa só pensa em seu estômago – absorvida em si mesma, incapaz de se elevar acima de si mesma, então ela certamente vai andar por aí com um rosto azedo, vai sofrer na vida, e sempre terá reclamações sobre o ambiente, sobre o grupo, os amigos, o criador e o professor – tudo depende de como ela se posiciona.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/12, Shamati # 30