Textos com a Tag 'Progresso espiritual'

O Bebê Quer Crescer!

Dr. Michael LaitmanNo momento, nós não entendemos até que ponto o nosso avanço depende do avanço do mundo. Isto será revelado aos poucos e vamos sentir a nossa obrigação para com o mundo. O bebê é dado a seus pais não para torná-los felizes e ter algo para brincar, mas para que eles cuidem dele e se preocupem com ele o tempo todo. Esta responsabilidade também se torna agradável e divertida, já que o amor muda de uma grande responsabilidade para um desejado privilégio.

Nós começamos uma nova era e o mundo quer avançar, mas não sabe para onde. Por isso seu desespero cresce a cada dia, e nós sentimos a sua impotência. Isso nos ajuda a avançar. Na verdade, os Cabalistas do passado tinham momentos muito mais difíceis, quando não viam quaisquer mudanças no mundo e nenhum resultado de seu trabalho. Nós, no entanto, recebemos esta oportunidade muito especial.

Um casal que não tem filhos sofre muito. Às vezes, a conexão entre os dois torna-se tão estreita que eles decidem viver por ela. Mas, na verdade, apenas os filhos transformam um casal numa família.

Portanto, se nós nos preocuparmos com o mundo, nós nos tornaremos os pais que têm um bebê e ele irá estreitar as conexões entre nós. Ele nos trará sucesso em tudo o que ansiamos.

Para isso, nós temos que estudar e melhorar o nosso método. Todos devem se tornar um conferencista, um professor ou organizador, e assim vamos avançar. Se não nos preocuparmos com as pessoas, não há como avançarmos. O Criador não precisa de nosso avanço por si só; são os desejos dos sete bilhões que Ele precisa, e por isso temos que trabalhar por eles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/12, Shamati # 30

Uma Pluma Que Pesa Cem Toneladas

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que tipo de esforço é o meio para o avanço espiritual? Eu posso ajudar um amigo a se esforçar ou eu roubo o seu trabalho com isso?

Resposta: O esforço é o que está acima das minhas capacidades humanas. Eu não posso ajudar o outro e completar o seu trabalho, mas posso dar um exemplo para ele de modo que será mais fácil para ele se esforçar.

Portanto, eu não roubo o seu trabalho, mas sim o ajudo. Quanto mais ajudarmos uns aos outros dando o exemplo, de modo que será mais fácil para o amigo para se esforçar ainda mais, de forma mais eficiente vamos avançar.

Com isso, podemos trocar o esforço corporal pelo esforço espiritual! Assim, o trabalho corporal parece ser muito difícil e o trabalho espiritual parece ser muito fácil, porque você adiciona o vigor do grupo a ele. O resultado é que você tem que mover uma carga de cem toneladas e a move, mas você tem o auxílio de um milhão de pessoas empurrando a carga com você.

Você não tem que sentir o peso da carga que é de 100 toneladas. Estas 100 toneladas são necessárias apenas para que através delas você alcance a conexão com um milhão de pessoas.

Portanto, não há necessidade de sofrimentos sem sentido; tudo que temos a fazer é entender por que sofremos.

Se você sentir dificuldade, dor, rejeição e tristeza em um determinado lugar, isso significa que o esforço não é o correto. Como se diz: “Tu não me invocaste a mim, ó Jacó”. Se com muito esforço e suor você carrega a carga que lhe foi dada pelo Criador, isso significa que você não está se esforçando corretamente, e esse ônus pertence à outra pessoa e não ao Criador.

O prazer do trabalho é saber para quem estamos nos esforçando.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/06/12, Shamati # 117

O Pagamento Será Justo

Dr. Michael LaitmanSabe-se que “tudo vem de cima” e que “não há outro além dele.” Mas isso dá à pessoa a oportunidade de trabalhar. Apesar de ser capaz de atingir e receber tudo sem quaisquer esforços, ela de qualquer forma realiza os esforços. Isto é, apesar do Criador não necessitar nada dela: favores, doação, esforços ou sofrimento. No entanto, a pessoa está pronta para passar por tudo isso, pois só assim é capaz de sentir que é real. De sua parte, ela quer com todo o seu coração e alma estar aderida ao Criador, na providência geral e também na providência individual.

Quando a realidade dos níveis espirituais é revelada à pessoa, ela vê que “não há outro além Dele”, e que as criaturas não alcançam nada com suas próprias forças dentro desta perfeição que é preenchida com tudo e controlada completamente. No entanto, mesmo que ela veja que o Criador não precisa de qualquer ação sua, ela sente claramente que deve agir, somente porque com toda a sua força quer aderir-se ao Criador. Então, a verdade e a fé se conectam dentro dela num todo completo.

De acordo com isso, ela começa a ver a imagem correta da realidade, pois quando se aproxima da adesão e conexão com a humanidade, com as pessoas, através delas ela atinge o amor do Criador. Como diz a Torá: “Do amor pelas criatura ao amor pelo Criador”. Tudo o que acontece em tempos diferentes e com pessoas diferentes se unem num só para ela, porque toda a realidade está acima do tempo, espaço e movimento, e é recolhida num único local, numa deficiência, onde todas as suas partes são semelhantes entre si.

Assim, embora nos pareça que neste mundo existam pessoas que fazem grandes esforços e outras que colhem suas recompensas através dos esforços dos outros, no final, vemos que tudo isso acontece num Kli, num desejo. Não há desorganização ou injustiça aqui, uma vez que todas as revelações se conectam num só lugar e podem pertencer à Luz Direta ou à Luz Refletida, à providência geral ou à providência individual no mesmo processo.

No mundo físico, as pessoas pensam que a recompensa por seus mandamentos as aguardam no outro mundo, como está escrito: “Hoje você realiza o trabalho, e amanhã receberá a recompensa”. Mas o outro mundo é o próximo nível que a pessoa descobre aqui e agora. O ponto de vista correto é que a recompensa da pessoa é que ela se conecta com os outros e não há diferença quanto ao local para fazer esforços, e a recompensa pode ser recebida num lugar completamente diferente. Como para ela tudo isso se conecta a um lugar, torna-se um desejo. Através das correções tudo chega à equivalência.

Mas, durante o período de preparação, a ocultação age enquanto a pessoa não atingiu o mesmo desejo. A ocultação é necessária a fim de lhe dar a oportunidade de fazer esforços. Afinal de contas, ela não age em prol da doação. Enquanto ela não alcançou a doação, ela descobre falhas, a fim de despertá-la, para que ela realize todos os esforços em Lo Lishma (Não Por Causa Dele). Mas quando ela chega à Lishma (Por Causa Dele), ela começa a apreciar os próprios esforços como recompensa, e apesar do fato de ver a perfeição, ela encontra um lugar para realizar esforços.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/06/12, Shamati # 43

Quando O Combustível Se Esgota

Dr. Michael LaitmanRabash, Dargot HaSulam (Os Degraus da Escada), artigo 921, “A Necessidade da Ação de Baixo”: O poder da influência do prazer sobre nós é o governo da inclinação ao mal que mantém a pessoa no exílio. …Se a pessoa pudesse desistir destes prazeres, ela não estaria escravizada a ele. Portanto, quando o Faraó doou seus prazeres aos filhos de Israel, eles foram escravizados pelo Faraó e não podiam sair do exílio.

Quanto mais uma pessoa avança no sentido da espiritualidade, mais fraca ela se torna. Isso é chamado ser escravizado pelo Faraó: a pessoa se torna mais fraca em resistir aos prazeres. Ela estava acostumava a ser herói e conseguia superar seu desejo, controlar-se, forçar a si mesma. Mas, à medida que ela avança, ela parece mais fraca e já não pode obrigar, superar, “pisar em si mesma”.

A questão toda é que antes ela trabalhava sobre si mesma egoisticamente, a fim de ganhar mais e ter sucesso. Ela respondia aos chamados da recepção e seus esforços justificavam isso. Mas agora, quando o trabalho espiritual a priva da isca egoísta na forma de uma satisfação clara, “ardente”, quando não há mais nada atraente na frente, a pessoa perde a força, fica sem combustível, e se torna “covarde”.

Este é o sinal de avanço. Nós olhamos para as outras pessoas que são fortes e autoconfiantes, mas elas satisfação nos vasos com os quais estão trabalhando. Para nós, a satisfação deve vir nos vasos que são opostos aos nossos “de trabalho”. Como pode ser: eu me esforço e alguém recebe o pagamento? Tente oferecer isso a qualquer homem no mundo e você vai ter que obrigá-lo a trabalhar da maneira que costumava ser na URSS, onde era necessário colocar supervisores e policiais ao lado de cada trabalhador para que a produtividade não diminuísse…

Portanto, não devemos concordar com a fragilidade que sentimos. Na verdade, ela indica que estamos avançando em direção à doação.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/04/12, Escritos do Rabash

O Mais Rápido Possível

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item 125: Para evitar a falta da escala de mérito do mundo inteiro, quando a pessoa é qualificada a sentenciá-los a uma escala de mérito, ela não tem outra tática exceto sempre se afligir com os problemas do público, assim como sofre com seus próprios problemas.

Os Cabalistas nos falam sobre os estados que teremos que passar no caminho espiritual. Eles nos falam para que possamos desejar avançar, usando todos os meios que temos.
Se não exigirmos, não “pressionarmos”, não vamos atrair a Luz que Reforma. Afinal, tudo é preenchido por ela. Não há nenhuma outra força exceto a força da Luz. Nós devemos nos esforçar mais para atraí-la.

A “mola” interna gerencia as ações da Luz, como se estivesse contorcida e fosse liberada, e, portanto, a criação começou até que todo o processo temina. A certa altura temos a chance de influenciar o nosso próprio destino, porque a partir desse momento temos que crescer conscientemente.

Mas, se não queremos crescer de acordo com as oportunidades que nos são dadas, somos forçados a avançar pela “vara”. No final, vamos ficar sábios, entender e sentir o que está acontecendo, e iremos participar disso conscientemente. Mas, dessa forma, cada passo será acompanhado por um grande sofrimento. De uma forma ou de outra, você não pode mudar as etapas em seu caminho. Você terá que passar por todos os estados e níveis, mas cada um deles vai começar a partir de um golpe: “Oh! Eu entendo que não há outra maneira. Bem, o que posso fazer, talvez valha a pena. Oh, não é ruim. Uau, isso é absolutamente fantástico!”. Então, novamente, é a mesma história. Mais uma vez, você não quer fazer nada até que os golpes movam você.

Mas nós podemos conseguir isso sem os desvios que nos derrubaram. Em vez de cair nos problemas, nos só perdemos um pouquinho a importância da meta, e com isso adquirimos um incentivo para uma nova ascensão.

Esta é toda a diferença, e é muito simples: Você quer dar alegria ao Criador ou não? O único prazer Dele é que as criaturas queiram ir até Ele por si memas. A questão não são os sofrimentos, embora você julgue de acordo com eles. Você até se entrega com antecedência quando eles vêm, como resultado da preguiça. Mas você pode subir: “Sim, eu sou preguiçoso, eu não quero nada, e ainda assim, talvez eu possa tentar respeitá-Lo e fazê-Lo feliz?”. Este é o cálculo que você faz, e assim você acelera o tempo. Mas, se confiarmos no benefício próprio, não haverá aceleração de tempo.

A única chance é sentir que você é um convidado e dar alegria ao anfitrião. Caso contrário, é como se você estivesse dizendo: “Eu vou dar uma passadinha quando eu precisar de algo. Primeiro deixe-me construir um apetite, e depois eu vou. Enquanto isso, sente-se à mesa e espere por mim”. Mas você pode agir de maneira diferente: você sente o aroma das delícias que Ele preparou para você, você O aprecia, você faz perguntas a Ele, e a principal coisa para você é saborear a refeição a fim de dar alegriaa Ele. Só então você se aproxima da mesa.

Esse é um grande trabalho que é totalmente destinado a dar alegria ao Criador, e não para encurtar o tempo do exílio. Você interpreta “exílio” de forma diferente: você não está num exílio longe dos prazeres, mas longe da doação ao anfitrião.

Esta não é uma pequena fração ao final do longo caminho que leva meses para se ser completado. Este é todo o nosso trabalho. Esta é a fase quatro, que é formada após as fases anteriores. Ela é muito densa e funciona em freqüência muito alta, a uma taxa “maluca”. Se as fases da nossa evolução duraram milhões de anos no passado, hoje tudo é condensado em vários anos. Nós dificilmente nos aproximamos do trabalho real e o mundo já está perdendo a direção e o sentimento de tempo. Logo o tempo e a distância vão realmente desaparecer da nossa percepção. As pessoas vão deixar de sentir essas limitações.
Da 4a parte da Lição DIária de Cabalá 28/03/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”

“Nós” Significa Um Novo Sensor

Dr. Michael LaitmanAté hoje, nós ainda estamos no nível animal do desenvolvimento. Nós passamos os níveis inanimado, vegetal e animal do desenvolvimento, e ainda não atingimos o nível “Humano”. O nível “Humano” é a imagem coletiva na qual todos nós estamos integralmente ligados.

O que a conexão integral nos dá? Por que a natureza nos empurra nessa direção através de sua lei de equilíbrio, obrigando-nos a conectar?

Hoje, nós percebemos o mundo através dos nossos cinco sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Se nós estivermos conectados integralmente, começaremos a sentir tanto a nós mesmos quanto os outros como se uma nova sensação integral do “nós” surgisse em nós.

Essa nova sensação integral, este novo sensor, nos permitirá sentir a natureza integral. Vamos começar a sentir a força da natureza, que nos envolve, dirige e gerencia, e que dá origem a todos os fenômenos. É a força que determina o nosso futuro, nosso destino.

Nós começamos a sentir o fluxo da vida – o passado, o presente e o futuro – como um fluxo de informação. Isto é o que podemos sentir quando adquirimos uma conexão integral com os outros. Com isso a pessoa sobe a um nível superior ao seu corpo animal e começa a sentir o que existe além da matéria: as forças, as correntes que existem fora de nós, acima de nós.

Isso é chamado de nível “Humano”, o nível da informação adicional, que determina a nossa vida inteira. A Natureza nos empurra até este nível para que possamos saber o significado de nossas vidas e sua finalidade. Isto é o que a conexão integral entre nós nos dá.

Portanto, nós enfrentamos um problema muito interessante que parece ter uma solução fácil. Mas, embora a solução esteja ao alcance da mão, ela contradiz totalmente o nosso ego.

É por isso que nós estamos preocupados com a disseminação deste conhecimento que reduz o sofrimento: nós queremos começar a sentir esta necessidade não pelo sofrimento, mas pelo reconhecimento; queremos entender com antecedência por que tudo acontece da maneira como ocorre. Quando uma pessoa começa a ver que o mundo é global, porque e como ela está interconectada, ela já começa a prever os acontecimentos e entender o que e como deve acontecer se agirmos de uma maneira ou de outra.

Nós esperamos que este método se torne o método para a tomada de novas decisões, e que a humanidade seja capaz de sair da crise, não apenas da crise econômica, mas da crise geral.

A crise é realmente o nascimento de um novo estado. É como as dores de parto, quando o bebê faz um esforço para sair do útero, para o nosso mundo. Nós também estamos atualmente atravessando o mesmo ponto de virada em nossa consciência, em nossa compreensão do mundo e de nós mesmos.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

Estágios De Ascenção Em Direção Ao Criador

Dr. Michael LaitmanA ciência da Cabalá descreve os estágios do desenvolvimento que devemos atravessar ao nos aproximarmos uns dos outros a fim de revelar a Força Superior. De acordo com as nossas aspirações em direção à união, ao anularmos nosso egoísmo, subirmos acima dele e nos unirmos, nós chegamos ao primeiro nível e sentimos esta força no nível de Nefesh (nível inanimado). Nós começamos a sentir que algo está entre nós, mas ainda não podemos compreendê-lo exatamente. Existem algumas sensações, mas que ainda não são definíveis ou determináveis.

Mais tarde, com um desejo mais forte pelo outro, nós chegamos a uma conexão mais forte e começamos a sentir como “penetrar” um pouco um no outro e sentir mais a conexão. A partir daí, emerge uma maior sensibilidade, a capacidade de sentir. E não apenas sentir, mas determinar e compreender como fazê-lo. Assim, surge a sensação no nível de Ruach, o nível do movimento. De acordo com o nosso movimento em direção ao outro, nós podemos entrar em contato com esta força em diferentes níveis de esforço, mais ou menos de acordo com as nuances de nossos encontros. Nossos movimentos e a compreensão desta força superior acontecem em algum tipo de diálogo: em nosso esforço e na sua resposta, a reação da força superior.

Nós avançamos no sentido de estabelecer uma harmonia ainda maior entre nós e de começar a sentir como nos conectar, mas também para dar e receber do outro. Assim, nós chegamos à sensação da força superior e nos comunicamos com ela doando ou recebendo dela. Este nível é chamado de Neshama, o nível de Bina, um nível extremamente elevado.

Então, nós chegamos a uma percepção mais profunda da interação entre nós: qual o caminho a trabalhar, recebendo do outro ou dando ao outro através de si mesmo. Ao dar aos outros através de si mesmo, nós alcançamos o nível da Luz de Hochma ou Haya.

Finalmente, nós chegamos ao estado em que sentimos todos como um todo. Não há diferenças, comunicação, transições e transmissão, mas tudo se funde numa gota de água e, em seguida, toda a separação desaparece totalmente. Nós chegamos ao nível de Yechida (da palavra “união”): a união completa entre nós e a força superior.

Esses cinco níveis somente são alcançados conforme a conexão entre nós; quando o nosso egoísmo pessoal, o protecionismo e tudo que é pessoal forem removidos, a pessoa sobe e vive apenas em comum.

Para desenvolver esta possibilidade, tal instrumento de percepção, nós nos reunimos num grupo durante os congressos, em todas as nossas ações, e gradualmente desenvolvemos isso dentro de nós mesmos.

A nossa época é especial, porque nos obriga e nos move em direção a isso, e não só nós, mas toda a humanidade é movida em direção aos estágios iniciais, quando a pessoa ainda não entende o que significa “desenvolver sentimentos, unir e se conectar com os  outros”.

É preciso muitos passos antes que a pessoa descubra: “Por que tudo isso? Eu tenho isso?”. Ela age automaticamente ao olhar para os outros. E só mais tarde, algo começa gradualmente a “se mover” dentro, como se rompesse de dentro. Ela começa a sentir algo mais, algo novo e totalmente desconhecido surge lá, como uma entrada para uma área absolutamente nova, que estava completamente oculta antes.

E o mundo nos ajuda com isso hoje, ao permanecer num estado totalmente incompreensível e confuso. Todas as pessoas no mundo, de jovens a idosos, pobres e ricos, fortes e fracos, ninguém sabe onde está. Todo mundo está procurando, mas não sabe onde. Eles agem mecanicamente tentando viver a vida que costumavam ter, mas ela não está mais lá.

Da Convenção de Vilnius 23/03/12, Lição # 1

Depois De Oito Anos…

Dr. Michael LaitmanOito anos atrás, na convenção em Sitrin, todos gritavam: “Vamos romper a Machsom (barreira)!”. Eu ficava quieto porque não havia nenhum propósito em dizer qualquer coisa ou objetar. O que significa “romper”? Será que nós, usando o nosso ego, romperíamos a Machsom espiritual?

Aos poucos nós começamos a entender que só é possível transcender a Machsom através da conexão entre nós, ao reprimir o ego e elevando o atributo de doação, de conexão mútua, acima do nosso ego, e, em seguida, criando algo que é externo a nós, externo ao nosso “eu” egoísta.

Esta é a única forma do vaso coletivo ser criado, porque ele só pode existir como um vaso coletivo e não como o vaso individual de cada um! Gradualmente, os pensamentos e desejos foram se formando em nós. Afinal, é um longo caminho! Olhem o que nós passamos desde então! É uma revolução espiritual interna dentro da pessoa!

Nós começamos a falar sobre isso e a vencer o ego desde o início da crise, porque o ego foi revelado no mundo como uma força negativa. Desde então, temos nos aproximado do ponto da nossa conexão, o ponto de nossa adesão, no qual realmente nos encontramos como renascidos no mundo superior, na próxima fase da conquista da natureza.

Para O Quarto Andar Por Amor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot“, item 116: Àquele que é concedido o mandamento do amor pelo arrependimento do amor, através dele é recompensado em transformar seus pecados em méritos.

Em geral, existem quatro graus no nosso caminho. Na parte inferior há o desejo de receber que está quebrado, ou seja, o AHP quebrado. Isso é chamado de “pecados” ou “transgressões”. No próximo nível, há o desejo de doar quebrado, ou seja, o Galgalta Eynaim (GE) quebrado. Isso é chamado de “erros”.

Acima disso existe a Machsom (barreira). Acima dela, há o desejo de doar (GE) corrigido. Este é o nível de Bina, “um justo incompleto” que realiza 612 mandamentos, que é o estado de “Hafetz Hesed (HH)” ou Lishma. Finalmente, nós chegamos ao nível de “um mandamento”, o 613º mandamento: o do amor. Este já é o desejo de receber corrigido.

Depois de atravessar a Machsom, os erros se transformam em mandamentos e as transgressões se transformam em erros. Ao subir para o nível do amor, os erros remanescentes se transformam em mandamentos no AHP corrigido, e os mandamentos sobem do terceiro grau para o GE.

Assim, as “transgressões” são os desejos de receber a fim de doar, que foram quebrados e viraram os desejos de receber a fim de receber, o AHP partido e corrupto. Enquanto o GE quebrado são os “erros”.

Quando tentamos imaginar tudo isso, o principal é não sair do âmbito das 10 Sefirot. Se nos confundirmos, pelo menos devemos permanecer dentro de limites claros e não no âmbito da imaginação.

Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/03/12, “Introdução ao TES

A Força Do Direito De Nascer

Dr. Michael LaitmanLevando em consideração que toda a criação é o desejo de receber prazer, não parece realista que nós possamos nos separar de nossos egos. Mas esta separação acontece apenas dentro do nosso cálculo, quando avaliamos o quanto “devemos” ao ego, o quanto precisamos dele, pois sem o ego somos incapazes de fazer qualquer ação ou gerar um único pensamento.

Então, a Luz que Reforma nos leva a um estado de liberdade real. Somente a Luz pode fazer isso porque ela adiciona ao desejo de receber prazer do homem a propriedade de doação, como se fizesse uma nova liga. É semelhante às leis da valência ou a criação de novos elementos químicos. Ao adicionar ou remover elétrons nós produzimos uma nova substância. Este é o resultado das leis espirituais em nosso mundo material.

A propriedade de doação desce até a pessoa e controla seu desejo de receber prazer porque ela contém a Raiz. A diferença entre o estado de “Lishma” (doação) e o estado anterior de “Lo Lishma” não está na presença da propriedade de doação em si, mas em nós alcançá-la.

A presença da propriedade de doação não significa nada, porque nós ainda podemos usá-la egoisticamente, ou seja, “Lo Lishma“! No entanto, quando atingimos a Raiz, que está incluída na propriedade de doação e vem de Keter, em vez de Bina, ela força o nosso desejo egoísta a se render. Nosso ego “entende” que ocupa um lugar secundário, enquanto que o primeiro lugar (o desejo de doar) o precede.

Portanto, o nosso egoísmo capitula, tornando-nos prontos para trabalhar em “Lishma“. Agora, nós adquirimos energia e combustível para executar ações em prol da fonte de doação, ao invés de para o nosso ego. O desejo de receber prazer subjuga: Malchut se curva, uma vez que “sente” a presença de Keter, a raiz que atua dentro de Bina.

Depois, nós precisamos melhorar este estado e elevar Malchut ao mais alto possível para que ela cresça dentro de nós. Ela nos permite conhecer melhor Keter, embora não fiquemos conectados a ela, mas sim nos familiarizamos com Sua propriedade básica incluída dentro da propriedade de doação que se reveste em nós (em nosso desejo de receber prazer, já que a matéria da criação nunca desaparece).

Quando uma pessoa se eleva acima de seu desejo de receber prazer e atinge a raiz e a propriedade de doação, ela é preenchida com a Luz de Hassadim (Misericórdia) e, assim, adquire a propriedade de Bina. Neste ponto, ela pode fazer a transição para a Luz de Hochma (Sabedoria) e receber em prol da doação, embora esta seja uma obra especial que ainda não conseguimos imaginar.

O estado de “Lishma” começa no momento em que a pessoa se torna capaz de agir em prol da adesão com doação, mantendo o desejo de receber prazer. Ela sente o poder do Criador, Suas propriedades, e sua própria fonte dentro do Criador, em vez de no seu desejo de receber prazer.

Nesta fase, a pessoa deixa de ser um fiel aliado e um escravo do seu ego com o qual ela costumava estar tão conectada, de modo que não se separava dele e o considerava como sendo ser autêntico “eu”. Agora, ela se desconecta dele e muda o seu mestre consciente e voluntariamente, tendo trabalhado duro para alcançar este estado.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/03/12, Shamati # 20