Textos com a Tag 'Crise'

Integração Ou Derrota

Dr. Michael LaitmanOpinião (Marc-Olivier Padis, editor-chefe do Esprit): “As dificuldades na Europa residem no fato de que agora ela deve se unir ainda mais, mas isso é quase impossível por causa da desconfiança da população. Hoje, ou a integração será mais profunda, ou seremos ameaçados com a derrota total”.

Meu comentário: Tudo está correto, exceto que não há meio de integração no nosso mundo, porque para fazer isso nós precisamos substituir o egoísmo pela doação, o ódio pelo amor, e isso só é possível através do método da educação integral.

Vamos Construir Um Telhado Comum Para O Mundo

Dr. Michael LaitmanMesmo que sejamos diferentes, nós ainda progredimos de alguma forma como em uma família. É verdade, não é fácil. Digamos que eu tenho uma mãe e pai, minha esposa também tenha, e cada um de nós tem irmãos e irmãs de ambos os lados, seus filhos, os nossos filhos. Temos de levar em consideração o outro, já que somos mutuamente dependentes, tanto na forma positiva quanto na negativa. É por isso que não temos intenção de mudar e reformar o outro.

É compreensível que, se no passado eu conheci uma mulher que possivelmente difere de mim em sua personalidade, mas de acordo com outras considerações, decidimos ficar juntos, então, nesta decisão de estar juntos, nós basicamente aceitamos e concordamos, mesmo sem falar isso, que estaremos levando uma vida compartilhada que nem sempre estará indo bem. Nós teremos que fazer concessões mútuas e concordar com a opinião do outro, parcial ou totalmente, e assim por diante. Mas nós nos conectamos com o outro, não tendo outra escolha, porque queremos criar uma família, aumentar a nossa prole e apoiar um ao outro.

Casais jovens não têm esse tipo de educação, que ensina como se dar bem entre si apesar das diferenças. Mesmo que nós pensemos que escolhemos livremente o parceiro de vida mais adequado para nós, na realidade, nós ainda somos muito diferentes. Para os animais, o acasalamento acontece instintivamente, mas as pessoas, já que seus cálculos estão corrompidos, procuram algo de especial, talvez até mesmo raro, não percebendo que, exatamente por causa disso, terão dificuldades de comunicação.

A falta de educação, compreensão e formação com relação à vida em comum, bem como a incapacidade de se submeter ao outro nos leva a uma crise da instituição familiar. Em nossos dias, mais da metade da população da terra, especialmente os jovens, são solteiros. Eles não estão prontos para se casar e não querem ter filhos porque se sentem incapazes de cuidar de alguém.

Esta crise já se arrasta há décadas, e hoje também somos obrigados a resolver problemas semelhantes entre os países. Afinal, cada um de nós, pelo menos em relação aos países vizinhos, está tanto dando quanto recebendo, assim como um casal. É por isso que é necessário aprender também como fazer concessões a nível internacional para se conectar acima de todas as diferenças e divergências. No entanto, nós também nunca fomos ensinados a fazer isso.

Então, como isso pode realmente ser feito? Qual é a técnica de fazer concessões, pois somente através da concessão que demonstramos a nossa boa intenção?

Por falta de outras opções, nós atualmente nos encontramos na crise que nos ensina as coisas mais urgentes. E as pessoas sentem essa urgência de tal forma (e é aí que reside a nossa esperança) que se recusam a aceitar o “divórcio”, pois o “divórcio” entre os países é a guerra.

Espero que nós percebamos que não temos uma escolha e que devemos exercer a moderação. É por isso que nós criamos a ONU, um lugar onde supostamente todos podem se reunir e discutir a cooperação pacífica, bem como muitas outras organizações que lidam com educação e saúde.

Por exemplo, em Genebra, há organizações internacionais que eu nunca sequer percebi que existiam. Há uma comissão sobre frequências de radiodifusão que assegura que cada estação de rádio e televisão no mundo tenha sua própria freqüência e não interfira nas outras. Há um conselho de fabricação de medicamentos, produtos médicos, e serviços, que determina normas neste domínio. Isto nos permite compreender uns aos outros e, assim, um médico, ao enviar seu paciente para tratamento em um país diferente, é capaz de explicar ao seu colega todas as nuances de procedimentos necessários.

Há ainda organizações que monitoram as bandeiras de cada país para que, de repente, não surjam duas bandeiras idênticas. Existem padrões em todos os campos, porque estamos nos tornando tão interligados e próximos uns dos outros que é preciso estabelecer leis para regular todas as áreas da nossa interação.

Assim como o parlamento de cada país, que define as leis para a interação dos seus cidadãos, isso também é feito em uma escala global hoje, para o mundo inteiro. Essas organizações foram criadas há algumas décadas, e sem elas as coisas seriam muito difíceis para nós.

Mas hoje o problema não está no estabelecimento de um lugar para todos. A situação atual nos obriga a construir uma “teto” comum que consiste na compreensão mútua e sensação de que estamos na mesma sala, por assim dizer. Nestas circunstâncias é muito difícil para nós estarmos juntos se não tivermos uma boa conexão entre nós.

Nós devemos sentir não só a proximidade, mas a interdependência que exigirá que todos mudem sua atitude para com os outros. Quer queiramos ou não, somos interdependentes, estamos conectados e unidos em diferentes níveis: alimentação, vestuário, educação, cultura, tecnologia, suprimentos de energia, água e até mesmo ar.

Se a indústria de alguém polui a atmosfera, não temos nada para respirar. Estamos todos familiarizados com o Protocolo de Kyoto que estabelece limites para as emissões de derivados de resíduos e poluição atmosférica.

Eu acho que vale a pena apresentar uma lista de organizações internacionais e as questões com as quais trabalham. Então, nós vamos sentir o escopo de nossa conexão. Parte destas organizações está localizada em Paris, Londres e Nova York, mas a maioria delas está em Genebra.

Isto é muito importante porque dá às pessoas uma idéia de dependência mútua, de tal forma que é difícil de acreditar. É muito maior do que numa família. Em uma família, eu posso parar de falar, discutir e até mesmo me distanciar por algum tempo.

Mas aqui, isso é impossível. Acontece que todos os países existentes já estão dentro de um mosaico único, e ninguém é capaz de sair dele ou se comportar da forma que agrada a si. Vemos que sempre que alguém tenta fazer algum movimento independente, nunca consegue. Depois de algum tempo eles regridem, ou talvez nem sequer vão além das tentativas verbais, nunca chegando a quaisquer ações práticas, porque no nosso tempo isso não é possível.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 5, 02/01//12

Dificuldades Do Período De Transição

Dr. Michael LaitmanAs transições para novos níveis de desenvolvimento sempre foram induzidas por pequenas crises: os sistemas educacional, social, financeiro e outros, gradualmente começaram a quebrar. Casamentos começaram a desmoronar-se, de forma lenta mas progressiva a propagação do uso de drogas ilícitas aumentou e superou o  alcoolismo. De repente o terrorismo veio à tona.

O nervosismo da humanidade se revela. Ele é o resultado da fraqueza e dificuldades em todas as esferas da vida, que foram construídas de acordo com as regras egoístas que fizeram com que todos se concentrassem somente em si: isto é seu, aquilo é meu, não cruze a linha!Todo mundo defende a sua liberdade e espaço pessoal. Agora, a natureza destrói fronteiras entre nós, quebra paredes, e arrasta-nos para algum tipo de vida em comunidade que nós tentamos evitar porque não estamos ainda prontos para isso.

Quando os nossos egos ainda eram muito pequenos, nós estávamos abertos a tudo. Naquela época, nós não nos importávamos se vivíamos como uma família em uma aldeia. As pessoas não trancavam as portas e eram muito simpáticas umas com as outras. Uma grande família (pais, filhos e netos) compartilhava um quarto e não ficávamos envergonhados uns com os outros.

Hoje em dia, a coisa é diferente. Nós estamos separados por nosso enorme egoísmo: Todo mundo quer uma sala separada, se esforça para se esconder atrás do computador ou telefone, e tende a contactar outros o mínimo possível. As pessoas não se unem mais em famílias, mas se reúnem para fazer sexo e depois ir embora.

Mas, de repente, a Natureza começa a destruir as divisórias e, ao fazê-lo, anula a nossa separação. A crise atual é a maior já experimentada por nós até agora. Fazemos de tudo para atrasar, deturpá-la, mas ela se manifesta em níveis mais baixos, onde todos ainda estão interligados.

Atualmente, não há tal coisa como uma crise familiar, já que as famílias estão simplesmente quebradas. Mais da metade das famílias não pode ser considerado uma família por si só e não tem vontade de reviver e reconstruir-se. O número de pessoas que não desejam se casar chegou a 70%! Hoje, isso é normal; uma boa família onde os seus membros tratam uns aos outros com amor e respeito tornou-se um anacronismo.

O segundo grande problema são as drogas. Estamos em conformidade com este fenômeno feio; nossa luta com ele é leve e suave. Sabemos que é uma coisa terrível que não podemos evitar, porque a sociedade em que vivemos e a própria vida nos obrigam a procurar maneiras de escapar.

O próximo problema é como criar a nossa juventude. Atualmente, dados demográficos são pobres, a população não cresce muito, e as pessoas não sabem como cuidar de seus filhos. Os pais concordam em deixar as crianças, tanto durante a noite quanto durante o dia. As crianças não estão mais ligadas aos seus pais, o fosso entre as gerações cresce. Estamos prestes a perder a próxima geração, mas ninguém se preocupa muito com isso. Nós dizemos: “Que diferença faz se a educação de nossos filhos é boa ou má, o que isso muda?”. Esta é a forma como pensamos. Nem mesmo remotamente percebemos a essência do problema.

Parece que todas as crises anteriores não foram golpes muito grandes para nós, nem acionaram o nosso entendimento que falimos em todos os aspectos de nossas vidas. O processo de desenvolvimento sempre flui a partir do pequeno e fraco até influenciar os grandes. Isto é semelhante à punição de crianças, ou seja, em primeiro lugar começamos convencendo-os e depois progredimos ameaçando com maiores problemas. Neste ponto, todos nós estamos passando por um processo muito sério; é uma questão de vida ou morte.

Estamos passando por dois ciclos graves de discrepâncias entre nós e a natureza. A integralidade nos permite perceber que somos opostos à Natureza e contrários a todos os seus sistemas, o que significa que originalmente tínhamos de estar completamente interligado, mas fazemos tudo o que pudermos para evitar ficar unidos.

Entendemos que ficar junto seria bom para nós, mas não sabemos como alcançar este estado. Todo mundo percebe que, se as pessoas se unirem para fins educacionais, técnicos, pedagógicos e culturais, isso facilitará toda a situação. Mas como podemos agir contra o nosso ego? Nós não somos capazes de fazê-lo!

Aqui está o problema: se não formos capazes de nos unir, vamos ficar com fome. Muito simples! Nós não seremos capazes de fornecer as necessidades básicas: alimentação, segurança, calor, habitação e saúde física. Estas são cinco necessidades básicas que têm de ser cumpridos a fim de sobreviver.

Neste momento, a Natureza está pressionando-nos tanto que se não correspondermos a suas exigências, não seremos capazes de fornecer nossas cinco grandes necessidades. Uma noção de como a ecologia faz parte de nossa necessidade de segurança. Vamos deixar de fornecer alimentos e manter uma boa ecologia; ambos estão interligados, visto que um influencia o outro.

Preocupação, medo, dificuldade, acabarão por forçar a humanidade a tomar medidas drásticas. Se não fizermos nada, a nossa resistência e oposição á Natureza nos levará à aflição, guerras, devastação e obliteração. Em algum momento, vamos reavaliar nossas chances de sobrevivência e chegar à conclusão de que temos que nos unir e alcançar o quarto nível de desenvolvimento: o  nível Humano.

Da “Discussão sobre Educação Integral” #12, 16/12/11

A Crise Do Sistema De Ensino É A Crise Da Humanidade

Dr. Michael LaitmanOpinião (Natalia Shlemova, Universidade Pedagógica Pública de Moscou): “O principal problema de todo o sistema de educação russo, da pré-escola ao ensino superior, é que ele não ensina as pessoas a pensar, não ensina a compreender. Devido à ausência de uma metodologia e estrutura dialógica, o sistema de educação é autoritário, concebido para a aceitação passiva de informações pelos alunos. Ele carece de algoritmos, mecanismos e paradigmas de compreensão, da consciência criativa e do desenvolvimento dos conhecimentos adquiridos.

“O colapso do sistema de ensino secundário e superior reflete o estágio final da crise global da natureza humana.

“O colapso do sistema de ensino, o núcleo de uma sociedade desenvolvida, indica uma falha grave na evolução mental da raça humana, enquanto o desenvolvimento do corpo mental de toda a humanidade é a tarefa principal neste estágio de sua evolução”.

Meu comentário: A transição para um novo estágio de desenvolvimento implica a negação do velho, até o estado de ser incapaz de existir nele, bem como uma nova visão: clara, óbvia, sem exagero, percebida de forma prática, planejada, calculada, não revolucionária e violenta, mas baseada na necessidade. Quase todo mundo nega o que existe, mas não vê a sua substituição. Nossa disseminação da educação integral deve se tornar mais específica.

O Mundo Na Encruzilhada

Dr. Michael LaitmanHoje, vamos falar da crise que afeta toda a humanidade e de sua possível solução, que o método da educação integral proporciona.

A humanidade entrou num período difícil e se transformou de tal forma que se sente completamente perdida.

As pessoas estão muito pouco preocupadas com família, sociedade, educação, formação e com os problemas públicos, governamentais e sociais; elas não conseguem encontrar soluções para os problemas que surgem em cada atividade individual, social e governamental. Nós nos encontramos num estado que não podemos compreender.

No entanto, nos últimos anos (79-80 anos), os cientistas suspeitaram do que estava acontecendo. Começando nos anos de 1920, os primeiros artigos apareceram sugerindo que o mundo estava entrando numa área completamente diferente de desenvolvimento, que estava subindo a um nível totalmente diferente: o nível do desenvolvimento integral. Muitos pesquisadores escreveram sobre isso. Na década de 1960, o famoso Clube de Roma falou sobre isso, bem como muitos pesquisadores e organizações.

Hoje, durante a crise, nós chegamos a um estado muito profundo do qual não conseguimos encontrar a saída.

Anteriormente, a crise tocava apenas os problemas da criação e educação de crianças. Nós estávamos insatisfeitos com o que estava acontecendo, mas de alguma forma suportávamos, embora víssemos que as escolas não educavam as crianças, que as nossas crianças sofriam intimidação, violência e abuso na escola. Mas nós tolerávamos isso.

Então, nós começamos a perceber como as pessoas de repente pararam de se preocupar com a família e a família começou a se desintegrar, o que não ocorria 100 a 200 anos atrás. Ao longo da história humana, aceitava-se que a pessoa vivesse numa família com seus pais e então criasse sua própria família. Depois, seus filhos nasciam, e eles permaneciam todos unidos numa casa comum; mas agora tudo está passando por um declínio crítico. As pessoas começaram a se divorciar, os filhos a se afastar de seus pais, as pessoas não querem se casar ou constituir família. Esta é também uma crise, porque este fenômeno não é natural para nós, como pessoas.

E o que vai acontecer com as gerações futuras? Nós já estamos enfrentando um problema demográfico, onde os idosos são mais numerosos do que os jovens. E quem sabe quem vai cuidar deles na velhice. O que vai acontecer com você se você não tem filhos? Quem vai apoiá-lo?

As pessoas nem sequer pensam que uma geração apoia a outra. Pelo menos três gerações são necessárias: os idosos, os pais e os filhos, para que eles apoiem, eduquem uns aos outros, transmitam conhecimento, cuidem da família; os jovens cuidam dos idosos e os idosos transmitem sua experiência e valores da vida. Não há nada como isso.

Então, há os problemas com drogas e a depressão, a qual é tão forte que os médicos consideram hoje a doença número um do século, não só a doença em si, mas também suas consequências. A causa, a origem da maioria das doenças no mundo é a depressão, a ansiedade intensa, o desapego e o desamparo.

As últimas crises envolvem a crise na ciência, na educação, em todas as coisas. A crise na ciência começou a partir do ponto que paramos de acreditar na ciência. Antes, nós pensávamos que através da ciência chegaríamos a uma boa vida, conquistaríamos o espaço, nos estabeleceríamos em outros planetas e teríamos possibilidades ilimitadas à frente. De repente, fechamos todos os programas espaciais; não estamos mais interessados ​​na exploração do espaço; nós não pensamos que podemos encontrar alguma coisa lá. No final, tudo está se desacelerando. A pessoa se sente deprimida, não quer nada.

A mais recente crise é a crise econômica. É a mais dura e mais difícil porque afeta todos os aspectos de nossas vidas. Alimentação, saúde, aquecimento, segurança, tudo depende da economia. Mas a economia se recusa a funcionar; ela já não funciona mais e não sabemos por quê. Empresas fecham, “bolhas” financeiras inflaram, e todo o tipo de mau uso do dinheiro ocorre. E tudo o que era para se desenvolver bem, para o nosso benefício, se volta contra nós.

Mas o que é interessante é que ninguém consegue lidar com isso, nem os eminentes economistas, nem os políticos, mas todos nós estamos dispostos a ajudá-los porque não vamos sobreviver sem a economia. Acontece que não sabemos o que fazer. Um grande número de altos políticos, chefes de estados, o G8, G20, se reúnem e não conseguem resolver nada. Eles não sabem o que fazer.

Da Convenção de Vilnius 22/03/12, Lição Preliminar

O Ocidente Pobre

Dr. Michael LaitmanRecentemente, uma nova, ampla e profunda etapa do desenvolvimento egoísta começou. Ela se baseia nas relações que deram origem à indústria e o comércio internacional. Os proprietários de negócios nos países industrializados começaram a perceber que se eles terceirizassem a produção para a China ou a Índia, eles poderiam economizar muito dinheiro em custos de trabalho. Aos poucos, eles transferiram suas empresas para os países do Terceiro Mundo, treinaram trabalhadores locais e começaram a operar.

Como resultado, por um lado, esses esforços aumentaram significativamente os lucros, mas por outro lado, os países ocidentais privaram-se do seu “conteúdo” anterior. Será que donos de empresas se preocupam com as pessoas que foram recentemente demitidas e ficaram desempregadas? “Deixe os políticos se preocuparem com elas; a nossa tarefa é ganhar dinheiro”.

Consequentemente, os governos foram forçados a cuidar de bilhões de pessoas que não podiam ganhar a vida. Os países ocidentais começaram a ficar mais pobres, o seu endividamento cresceu rapidamente, e eles começaram a imprimir dinheiro que não foi apoiado pelo valor real. Antes, o dinheiro estava atrelado ao ouro e à verdadeira riqueza real. Agora não mais. Acontece que nações ocidentais florescentes ficaram mais pobres. A pobreza não é ainda evidente, mas os processos se acumulam e, gradualmente, se revelam.

A pior coisa que aconteceu é que empresários de renome internacional se tornaram ainda mais ricos devido à terceirização para países mais pobres; seu nível de influência sobre seus governos na Europa e América aumentou dramaticamente. Assim, valores egoístas (dinheiro) rastejaram para a parte superior da pirâmide humana. Essas pessoas adquiriram poder sobre tudo. Isso resultou na atual crise financeira e econômica. Este é o lugar para onde nossos egos nos levam.

Os países industrialmente desenvolvidos perderam sua estrutura social, que foi totalmente destruída pelo empobrecimento das múltiplas camadas da sociedade. Esta situação impactou negativamente a educação e vários outros tipos de relações sociais.

Finalmente, nós chegamos a uma crise geral global. Hoje, a interconexão recíproca é imperativa; países “ricos” basicamente consomem, enquanto os países pobres fabricam os produtos para o consumo. Eles se tornaram indissociavelmente ligados numa rede única. Tudo que é produzido nos países do Terceiro Mundo tem que encontrar seu comprador nos países industrialmente desenvolvidos. Mas o número de potenciais compradores diminui constantemente já que as pessoas nos países ocidentais ficaram mais pobres. Como resultado, a crise mundial se espalha e aprofunda.

De KabTV “Uma Nova Vida” Episódio 13, 11/01/12

Um Quadro Rosado das Mudanças Futuras

Eu acho que, no decurso do ano que vem, a humanidade vai perceber que é impossível dar continuidade a esta raça de superprodução consumo excessivo, e a inflação bancária . Essa bolha deve estourar e devemos começar a consumir de forma razoável e implementar a distribuição justa do trabalho e dos recursos entre todos.

As muitas horas que estarão livres no dia das pessoas, como resultado dessas mudanças serão tomadas pela educação integral e formação, onde cada pessoa vai começar a sentir um novo nível de existência, um estado espiritual e irá gradualmente começar a sentir uma sensação de comunalidade. Neste desejo comum, nessa intenção comum e direção de pensamentos, vamos começar a atingir o próximo nível da natureza e sua harmonia. Nossa sensação corporal começa a desaparecer porque os nossos corpos existem no nível animado.

Este é o estado que teremos que alcançar. A natureza vai nos ajudar de duas formas: dando-nos golpes e, revelando novos horizontes.

Eu sinto que este ano é muito poderoso e fundamental. Devemos fazer tudo em nosso poder para impedir a humanidade de mover na direção do protecionismo e da divisão. Devemos ajudar as pessoas a perceber que precisamos dirigir o nosso rumo para uma conexão mais profunda.

A Europa já está começando a perceber isso. O mercado europeu de hoje serve como um exemplo. Eles jogam o jogo de “O que acontecerá se dividir?” E depois teremos problemas enormes. Portanto, o curso é direcionado para uma maior globalização e integração.

Esta é uma mudança, uma realização crítica de qual direção tomar e onde a salvação se encontra. Espero que a Europa irá superar este pico especial, indo na direção de uma maior integração e conexão, caso contrário, não sobreviverá.

Se eles se movem em direção à integração, então eles vão descobrir uma enorme força e oportunidades, e eles vão servir de exemplo para toda a humanidade. Eles não terão que voltar a desenvolver a sua indústria de transformação que eles mudaram para o Oriente e Ásia, principalmente a China.

Se esse processo ir no rumo certo, então vamos ver a humanidade desenvolver-se de uma maneira bem delicada e será um bom exemplo para todos. Este seria um quadro rosado. Espero que isso aconteça dessa forma.

Se não nos movermos nessa direção, então, infelizmente, pode haver grandes problemas internacionais e globais, o que acabará por nos levar aos mesmos resultados.

[73287] A
De “Uma Conversa sobre a Educação Integral “# 14, de 18/12/11.

Material Relacionado:
Pessoas: Quem Somos?
A Europa Se Unirá Novamente?
O Movimento Para A Integração

Uma Chama De Amor Sobre A Tempestuosa Europa

Dr. Michael LaitmanNosso único objetivo é descobrir a Luz superior, a única força que governa o mundo. Afinal, tudo o resto é apenas o meio. Além disso, não há nenhum problema em nossa existência, porque cada momento e cada situação em nossa vida são definidos pela nossa contradição com a Luz. Portanto, nós devemos nos relacionar com tudo como o meio para descobrir a Luz.

Alguns estados são mais eficientes e alguns menos. De qualquer forma, tudo depende se eu posso aceitar a Luz corretamente e usá-la.

Agora, nós estamos diante de um estado especial: a conexão acima de muitos obstáculos e diferenças entre as partes de nosso vaso espiritual coletivo. Isso foi possível como resultado de muitos esforços e do trabalho árduo da nossa divisão europeia, bem como dos nossos amigos destes países que se reuniram.

Nenhum lugar do mundo é mais tenso, onde, como resultado da crise e de tudo o que está acontecendo nestes dias, as discrepâncias e diferenças entre os componentes do vaso coletivo são tão grandes e os estados internos de cada parte são tão intensas. Mas ao mesmo tempo, temos feito muitos esforços na preparação para esta convenção, onde os representantes das nações e países, que são tão diferentes e têm tantos conflitos internos e diferentes contas uns com os outros, se reúnem para se conectar.

Há realmente um “Monte Sinai” aqui – uma montanha de ódio mútuo, distanciamento, falta de compreensão e incapacidade de aceitar um ao outro. Afinal, cada um é o representante de uma parte separada, que atua contra a outra. E nós queremos nos conectar acima de tudo isso. Nós temos uma oportunidade especial que não existe em nenhum outro lugar, em nenhum outro evento. Em nenhum outro lugar há tal tensão como no vaso coletivo que reuniremos na convenção europeia.

Portanto, nós devemos prestar atenção especial nisso. De todas estas diferenças, nós devemos sentir constantemente que nos conectamos acima delas e queremos revelar o ódio interior, a ruptura interna entre nós, e as contradições. Todos eles permanecem, e nós compreendemos, sentimos e não o apagamos. Eles representam turbulências internas, como um guisado fervendo no fogão. Nós os cobrimos com uma tampa e não deixamos que explodam ou fiquem frios. Pelo contrário, nós queremos constantemente manter esse fogo aceso para que ele se transforme numa chama de amor.

Este é um dos sentimentos que devemos ter na convenção europeia. Embora em comparação com o tamanho da convenção em Israel tenhamos talvez 20% da capacidade do vaso coletivo, olhando para a qualidade, que na espiritualidade determina a potência do vaso, ela será mais forte e maior do que tudo o que houve no passado. Tanto a distância quanto os eventos que ocorrem no continente tornam essa situação muito especial.

Portanto, nós realmente esperamos que, como resultado de nossos esforços, acima de todas as diferenças, da falta de compreensão e da distância, sejamos capazes de nos conectar. Agora, nós temos a oportunidade de nos elevar acima de todas as diferenças, de nos “trancar” acima delas, e, assim, de acordo com as diferenças entre os povos e as culturas – e entre nós que estamos conectados uns aos outros – sentir o poder do vaso, no qual haverá espaço suficiente para descobrir a Luz.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/12, O Zohar

Chefe da OMS: “O Fim Da Medicina Moderna Como A Conhecemos”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Margaret Chan, chefe da Organização Mundial da Saúde): “Margaret Chan, diretora geral da OMS, advertiu que as bactérias estão começando a se tornar tão resistentes aos antibióticos comuns que poderiam trazer “o fim da medicina moderna como a conhecemos”.

“Como resultado, ela afirmou, todos os antibióticos já desenvolvidos estão em risco de se tornar inúteis, tornando impossíveis as operações rotineiras.

“Isso pode incluir muitos medicamentos inovadores desenvolvidos para tratar a tuberculose, a malária, infecções bacterianas e HIV/AIDS, bem como os simples tratamentos para cortes.

“Falando a uma conferência de especialistas em doenças infeccionas, em Copenhague, a Dra. Chan disse que nós poderíamos estar entrando numa ‘era pós-antibiótica’…

“A Dra. Chan disse: “Coisas comuns como inflamação de garganta ou o joelho arranhado de uma criança podem voltar a matar.

“A resistência antimicrobiana está em ascensão na Europa e no resto do mundo. Estamos perdendo nossos antimicrobianos de primeira linha.

“Os tratamentos substitutos são mais caros, mais tóxicos, precisam de tratamentos mais longos, e podem exigir tratamento em unidades de terapia intensiva.

“Para pacientes infectados com alguns patógenos resistentes aos medicamentos, a mortalidade tem se mostrado aumentada em cerca de 50%.

“A era pós-antibiótica significa, com efeito, o fim da medicina moderna como a conhecemos…

“A crise tem sido construída ao longo de décadas, de modo que hoje muitas infecções comuns e potencialmente fatais estão se tornando difíceis ou mesmo impossíveis de se tratar, transformando às vezes uma infecção comum numa infecção com risco de vida”.

Meu comentário: Não é por nada que a crise é chamada de total e global. Ela não é apenas ao redor do globo, mas afeta toda a atividade humana, porque resulta da nossa atitude egoísta em relação à sociedade e o mundo. No entanto, assim que começarmos a tratar a nós mesmos e a natureza com sabedoria, vamos levar todas as questões, incluindo a doença, ao equilíbrio.

“As Gerações Recentes Focam Mais Na Fama E No Dinheiro Do Que Em Retribuir”

Dr. Michael LaitmanNa Mídia (Jean Twenge, PhD, professor de psicologia na Universidade Estadual de San Diego, da American Psychological Association): “Os tempos estão mudando, e não necessariamente para melhor, quando se trata de retribuir a sociedade, de acordo com 40 anos de pesquisa com 9 milhões de jovens adultos. Desde a geração baby boomer, houve um significativo declínio entre os jovens norte-americanos na participação política, preocupação com os outros e interesse em salvar o meio ambiente, de acordo com novo estudo publicado pela American Phychological Association.

“Opiniões conhecidas sobre a geração do milênio, nascidos nas décadas de 1980 e 1990, de que são mais gentis, orientados para a comunidade e politicamente engajados do que as gerações anteriores, são em grande parte incorretas, particularmente quando comparadas com os baby boomers e a Geração X, na mesma idade”, disse o autor principal do estudo, Jean Twenge, PhD, professor de psicologia da Universidade Estadual de San Diego e autor do livro ‘Geração Eu’. “Estes dados mostram que as gerações recentes são menos propensas a abraçar o espírito de comunidade e são mais focadas em dinheiro, imagem e fama”.

“A mesma tendência é observada na Rússia: o Romantismo, que foi percebido 10 anos atrás, desapareceu; as pessoas querem clareza, o que está principalmente associada com suas condições materiais. Quando uma pessoa coloca frente a si mesma somente objetivos econômicos, ela se torna unidimensional e facilmente gerenciável” (Fonte: rbcdaily.ru).

Meu comentário: É por isso que num estado de crise é mais fácil para as autoridades gerenciar as pessoas, mas sob a condição de que as autoridades possam manejar a crise. Mas quando o desejo de riqueza não é apoiado por sua realização, as autoridades são culpadas. Não é melhor começar a elevar as gerações no espírito de ansiar por valores diferentes?