Textos com a Tag 'Amor'

“Vestido” Em Outra Pessoa

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que o caminho do amor é tão difícil e confuso?

Resposta: Nós é que somos confusos.

Eu sou dirigido pelo desejo egoísta e tudo que sinto e penso está dentro dele, para meu próprio benefício. Portanto, como posso fazer um cálculo diferente – não para meu benefício?

Imagine que você se “veste” em outra pessoa e começa a fazer cálculos  a partir da perspectiva dela. Foi apenas a 100 anos que as pessoas começaram a entender tais conceitos. Não é um acidente que esse período foi resumido por Freud e Einstein, que não só fizeram descobertas originais, mas também tiveram amigáveis conexões um com o outro.

Depois de centenas de milhares de anos de desenvolvimento, foi cerca de um século atrás que as maiores mentes da humanidade finalmente inventaram a psicanálise – em outras palavras, começaram a analisar o homem internamente no nível material. Somente então, eles começaram a pesquisar a percepção humana, “Eu e o mundo circundante, eu e o próximo”.

Isso não é simples. Levou um longo período de tempo para se acessar a alma animada do homem, e isso não está nem perto da espiritualidade. Todo o problema é que nós não podemos e não queremos nos vestir nos outros. A sociedade tem que assegurar que cada pessoa irá fazer isso, que cada pessoa tentará fazer isso e começará discernir como ela aparece aos olhos do próximo e o que o próximo deseja.

Isso é muito difícil, mesmo que só envolva exercícios psicológicos no plano do nosso mundo, que ainda nem se relaciona com a espiritualidade. Você quer mais? Vá em frente. Organize um ambiente que irá finalmente começar a influenciar você.

O caminho é longo exatamente porque ninguém influencia você. Não há progresso sem influência social. Onde a pessoa poderia pegar os detalhes espirituais de percepção? Somente do ambiente.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/11, Shamati

Toda Pessoa É Importante Para A Perfeição

Dr. Michael LaitmanPergunta: É fácil amar meus amigos que estão estudando a ciência da Cabalá junto comigo, mas eu não posso fazer isso com meus colegas de trabalho. Como eu devo tratá-los e a todas as outras pessoas no mundo?

Resposta: A princípio, temos que tratar todos como partes de nossa alma. É assim que devo pensar sobre cada um, inclusive sobre os grandes vilões. Eles estão fora de mim no mundo porque todos esses desejos e qualidades ainda não estão corrigidos. Desta forma, externamente eu tenho que tratá-los com tolerância, entendendo que esse é o caminho da correção. Tempo virá quando eles também se juntarão a esse caminho.

A alma comum, a única criatura criada se constitui de muitas partes. Algumas são mais importantes e outras menos, tal como no nosso corpo físico, que é construído exatamente de acordo com a estrutura da alma.

A alma também tem uma parte chamada “corpo”, que é o desejo comum que está dividido em vários sistemas e subsistemas: o cérebro, o coração, o fígado, os rins, e outros sistemas importantes que estão interconectados e sem os quais o corpo não poderia existir. Alguns desses sistemas podem ser artificialmente recriados, mas eles devem estar presentes no corpo. Por outro lado, existem vários sistemas que não necessariamente têm que estar presentes no corpo, por exemplo, os membros, os músculos e os ossos.

A alma comum tem partes que são particularmente importantes – o cérebro e o coração, bem como aquelas que são menos importantes, mas ainda necessárias para a existência. O cérebro e o coração foram em sua maior parte corrigidos desde Adão até nossa época pela linhagem dos Cabalistas que conhecemos e de quem estudamos.

Agora, a fase da correção comum se inicia, quando além do cérebro e do coração nós estamos começando a corrigir os pulmões, os rins, o baço, etc.. Essas são partes importantes, mas menos significativas do que o cérebro e o coração. As pessoas que estudam Cabalá pertencem a essas partes.

Todo o resto da humanidade pertence, por exemplo, aos músculos, ossos, e membros, que são sistemas que não são necessários para a existência do organismo, mas são necessários para sua plenitude. É assim que nós devemos tratá-los, e, em essência, eles formam 90% de toda a alma.

Eles não podem agir independentemente. Eles não podem sentir um anelo pela espiritualidade, mas somente funcionam de acordo com ordens que chegam até eles desde o cérebro e do coração através de nós, os vários órgãos importantes. Isso não rebaixa sua significância, porque se nós estamos falando de uma alma única comum, a ausência de uma diminuta célula atrapalha a perfeição.

Assim, todos são importantes e no final da correção cada pessoa é tão valiosa como todas as outras. Essa é a lei do sistema fechado da perfeição. Nós estudamos esse princípio pelo exemplo de um sistema análogo: ele tem uma entrada e uma saída, e se qualquer coisa estiver interrompida dentro dele, ele não produz o resultado necessário.

Porém, existe uma diferença durante o tempo de correção. Partes que são mais importantes são corrigidas mais cedo e depois as partes menos importantes, de acordo com uma hierarquia. Assim, não espere que o mundo ouça e entenda o que nós estamos fazendo, pois bilhões de pessoas pertencem à parte passiva. Elas se juntarão ao processo porque verão que é impossível fazer outra coisa. É assim que o mundo será corrigido. As pessoas podem ser extraordinariamente espertas ou desenvolvidas, elas podem ser grandes cientistas, artistas, e ativistas culturais, e ainda serem completamente surdas à espiritualidade. É assim que devemos tratar a todos.

Somente aqueles que vêm ao estudo da Cabalá através de vários caminhos pertencem ao sistema interno. Assim, temos que valorizar cada pessoa aqui porque ela foi escolhida pelo Criador para fazer parte de um órgão tão importante. Mesmo os filhos de muitos Cabalistas não seguiram o mesmo caminho, porque cada pessoa tem sua própria parte no sistema e isso não é passado de forma hereditária. Assim, arme-se com paciência.

O principal trabalho acontece entre aqueles que pertencem ao nosso grupo, mas externamente nós podemos também atuar para avançar o mundo. Disseminando materiais sobre o futuro, sobre o que pode acontecer e sobre a solução oferecida pela ciência da Cabalá, nós preparamos pessoas na medida do possível. Porém, o verdadeiro trabalho com elas está no fato de que, como resultado de nossa união, elas sentirão certo despertar.

Para que elas despertarão? Para se juntar a nós externamente. Elas desejarão estar envolvidas e servir ao processo de correção tanto quanto possível. Já existem pessoas como essas agora e sua missão é digna de muito respeito.

Da 2a Lição da Convenção NÓS! 01/04/11

O Mal É A Nossa Incapacidade De Sentir O Amor

Dr. Michael LaitmanO Criador inicialmente criou um ser perfeito. No entanto, para que ele pudesse perceber e sentir onde estava, ele precisou primeiro passar por várias sensações e impressões, a fim de aprender, sentir e examinar a situação criada pelo Criador e ver que ela era perfeita para ele.

Conseqüentemente, o estado em si não muda. O Criador é bom e faz apenas o bem, mas nessa condição perfeita, nós passamos por vários testes e avaliações que nos ajudam a compreender e sentir mais corretamente a profundidade de todo o bem que o Criador preparou para nós.

Isso define todo o processo pelo qual passamos, todas as nossas experiências nas fases intermediárias desse caminho para a conscientização. Não é a nossa própria situação que muda, mas sim a nossa percepção, a revelação desta perfeição. Nós começamos a compreender cada vez mais onde estamos e o que está acontecendo conosco, até que aprendemos qual é o nosso estado autêntico.

Quando o nosso estado real nos é revelado, é considerado como o nascimento espiritual. Mais tarde, passamos por 125 degraus para nos tornarmos conscientes dele. Quando as impressões desse caminho acumulam e reunem-se em nós mental e emocionalmente, vamos finalmente perceber o estado em que estávamos no início, com apenas uma diferença: nós nos transformamos, transformamos nossas percepções, tornando-nos aptos a sentir essa perfeição.

Neste caminho, passamos por duas fases. Primeiro, nós descobrimos que somos incapazes de experimentar esse estado benevolente, e é por isso que o chamamos de mal. Na realidade, não há mal, nem egoísmo, e nada que pudesse ser contra o Criador. O único problema é a minha incapacidade de reconhecer e sentir o Criador, a Luz; assim, eu os chamo de mal.

Meu egoísmo envolve as mesmas propriedades nos meus sentimentos e na minha mente, as quais não me permitem perceber a bondade presente em meu estado. Estou constantemente querendo aderir ao Criador, mas não consigo devido aos meus sentimentos e pensamentos não desenvolvidos, que são precisamente o que eu chamo de mal, o ego.

Esta primeira fase, onde eu reconheço o meu mal e ascendo acima dele, é considerada como a transformação “de doar para doar”, o grau de Biná. É o meu mal que me ajuda a subir.

Quando eu finalmente o supero, eu começo a transformar o mal em bem, ou seja, “receber para doar”, e neste ponto eu emprego o meu ego na forma inversa ao que anteriormente havia se desenvolvido em mim. Isso significa que eu me levantei acima do “anjo da morte”, livrei-me dele, e agora estou aprendendo o amor absoluto, o grau de Keter (coroa).

Então, as etapas do meu desenvolvimento são os níveis da revelação. Primeiro, eu revelo o meu mal, ou as propriedades que não me deixam sentir amor, e então eu o uso corretamente. Por isso, estou sempre grato pelo fato de que não é o mal, mas uma mera revelação de falta de sentimentos e compreensão em minha mente e coração, que não me permitem atingir o bem em sua perfeição.

O mal apenas me ajuda a ver onde me falta  receptividade, unidade e similaridade com a Luz. Portanto, eu sempre vejo o desenrolar do mal, como a descoberta de uma doença, um sintoma,  que mostra onde eu preciso ser reformado a fim de ascender ao longo de todos os 125 degraus e alcançar o estado de perfeição.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá em 13/3/11 sobre o Mal

No Caminho Para O Amor

Dr. Michael LaitmanNós ascendemos ao mundo do Infinito a partir do nosso mundo. Esse caminho se divide em duas etapas: a primeira é chamada de “temor” (trepidation), e a segunda de “amor” (love).

Durante a primeira etapa nós corrigimos o nosso desejo egoísta nos níveis zero, um e dois de Aviut (apereza, espessura), e durante a segunda etapa nós o corrigimos nos níveis  três e quatro de Aviut. A parte inferior é Galgalta ve Eynaim (GE), e a parte superior é AHP. Juntas, elas formam o vaso da alma.

Temor significa que há uma preocupação principal por trás de milhares de preocupações: será que eu serei capaz de não receber? Como convidado, eu não me preocupo em tentar não querer receber os prazeres do anfitrião. Ele tenta convencer-me, mas eu me recuso uma e outra vez. Em outras palavras, eu sempre adquiro a tela para uma crescente Aviut do desejo, até que eu ascendo acima de toda a minha Aviut (que é chamada de Monte Sinai) e adquiro a qualidade do temor. Agora, eu ascendo sobre todos os desejos de receber e me garanto contra o recebimento do prazer egoísta.

Então, eu começo a me tornar mutuamente incluído no outro: “O que ele quer?”. Eu percebo o que ele quer, assim como o grau da minha capacidade de fazer algo por ele. Eu adquiro seus desejos, seusKelim , e eu o abasteço com meus Kelim. Agora, eu atuo da maneira contrária: eu mudo o meu Kli a fim de receber para o meu próximo.

A mãe cuida dos seus filhos da mesma forma: ela faz de tudo para satisfazê-los. É assim que se manifestao seu amor. Assim, o amor consiste em eu nunca pegar nada dos outros, nunca roubar ou magoar os outros. Isto diz respeito à fase anterior (do temor), a primeira fase da correcção dos Kelim.

Hillel, o sábio, disse o seguinte a um “estranho”, istoé, a um desejo egoísta, com relação a isso: “Você quer se aproximar da doação? Vá em frente. Trate os outros como você gostaria que eles o tratassem. Eleve-se acima dos seus Kelim de recepção, e você nunca machucará ninguém”.

E depois chega a vez do amor, que o rabino Akiva referiu como a regra geral da Torá: “Ama ao próximo como a si mesmo”. Isto significa que você pega os desejos dos outros e se une a eles a fim de satisfazê-los.

Esta etapa, o amor, em seu verdadeiro sentido espiritual, não pode ser alcançada sem uma preparação considerável.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá4/3/11 sobre o Amor

Egoísmo E Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode o prazer que se obtém da espiritualidade ser egoísta?

Resposta: Com certeza pode. A espiritualidade é amor e doação.Estou disposto a doar e amar você, se isso me vai beneficiar. E se não, então por que eu deveria? Isso é chamado de Klipa (casca), e esta é a corporalidade, não a espiritualidade.

Cada um de nós é capaz de amar dessa forma. Eu amo meus filhos porque eles são meus. Mas se eles não são meus, eu não tenho respeito por eles. Eu posso amar alguém se meu bem-estar depende deles, mas se isso não acontecer, eu não preciso deles. Em outras palavras, eu te amo e invisto porque recebo um benefício pessoal a partir de ti. No entanto, isso não é amor e doação, é usar os outros.

Amor e doação descritos pela sabedoria da Cabalá não têm nada a ver com o recebimento para eu mesmo. Eu simplesmente amo a fim de beneficiar outra pessoa. Isso é ainda maior do que o nosso amor por nossos filhos, porque nós amamos os nossos filhos instintivamente.

Devo chegar ao tipo de amor por um companheiro que não beneficie o meu egoísmo. Mas se o meu egoísmo recebe algo deste amor, não é amor: eu simplesmente amo e satisfaço a mim mesmo em um círculo vicioso. Assim, tudo é definido pela minha intenção. Mas como posso verificar a mim mesmo?

Eu tenho que subir para o tipo de amor onde eu só estou preocupado com o outro ser humano e não comigo mesmo. É algo que devemos saber porque a natureza nos forçará a atingir este nível. Segundo o programa da criação, devemos nos tornar semelhantes ao Criador. O Criador é bom e faz o bem sem olhar a si mesmo. Ele deseja preencher-nos e isso é chamado de amor.

Como podemos nos aproximar deste estado? Minha intenção atual só pode ser corrigida pela Luz que Corrige. Ela criou o meu egoísmo e agora pode elevar-me acima dele, realizar um milagre: me tira do Egito. Quando eu subo, começo a me corrigir.

Essa Luz só pode ser detectada através do estudo da sabedoria da Cabalá. Durante a leitura de O Livro do Zohar, a pessoa começa a perceber que a Luz está agindo sobre ela. O estudo contém em si uma força que transforma. Diz-se, a este respeito: “Eu criei a inclinação ao mal, e dei a Torá para sua correção, a Luz que leva a pessoa de volta ao bem”. É por isso que a sabedoria da Cabalá está sendo revelada em nosso tempo e está se tornando disponível para todos.

Do programa de TV “Pergunte ao Cabalista”, 04/04/10

Como Nós Transformamos Amor em Ódio

Pergunta: Se tudo o que existe neste mundo é uma marca do mundo espiritual baseada no amor, então como pode haver assassinatos nele?

Resposta: Tudo vem a nós do mundo do Infinito, do perfeito e constante estado, a adesão completa com o Criador. Mas na criatura, todas essas raízes perfeitas manifestam-se de acordo com sua imperfeição, expondo o grau de desigualdade entre nós e a perfeição superior.

No mundo superior, há atos de um programa que ajuda você a descobrir a si mesmo e perceber o que você precisa para concluir de modo como subir para a raiz. Lá, tudo acontece no mais puro, corrigidos e da forma mais perfeita. Mas no nosso mundo, devido à diferença entre os graus, dos mundos, tudo se manifesta sob a forma oposta. [Leia mais →]

O Triângulo Amoroso Espiritual

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa se envolver, inserir-se no grupo?

Resposta: Por um lado, os amigos e eu nos sentimos iguais em relação ao Criador, uma vez que também desejamos alcançá-Lo. Mas nós mesmos estamos divididos pelo ódio. Neste caso, a forma como cada um trata os demais é a forma como a pessoa trata o grupo. A fim de participar do grupo, a pessoa deve transformar o ódio em amor.

O grupo é definido por dois parâmetros:
1) Ele é composto por amigos que anseiam conhecer o Criador, assim como eu; no entanto,
2) Eu odeio eles.

Se ambas as condições forem satisfeitas, então o caminho para a espiritualidade está diante de mim. Afinal, como pode existir esse triângulo: eles buscam a espiritualidade, mas eu os odeio; se for assim, como é possível que eu também deseje o Criador? E se eu me esforço por Ele, como eu posso odiá-los, em primeiro lugar?

Da 4ª parte da Lição Diáia de Cabalá 06/02/11, “A Essência da Sabedoria da Cabalá”

Transformação Sobrenatural

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos discutir o amor pelo Criador, se não sabemos o que ele significa?

Resposta: O amor é a expressão do desejo. Francamente, não importa o que estamos falando, nós discutimos apenas o que ocorre dentro do desejo e os seus derivados.

É verdade! Nós não sabemos o que é o amor. O que devemos fazer então? Primeiro, nós recebemos uma demonstração do que nós temos. Todas as propriedades e as formas são programadas dentro de nós como recepção. Baseado nelas, através de esforços mecânicos no grupo e do estudo (a essência da reforma que não compreendemos), as nossas propriedades naturais começam gradualmente a se transformar.

Por quê? Por meio de qual força? O que acontece conosco? Nós não sabemos. Nós apenas “assistimos” as mudanças que estão ocorrendo em nós. Hoje, eu não penso como pensava ontem, e não desejo o que desejava.

Mas não é qualquer pessoa que muda no dia a dia? É verdade, mas nós estamos falando sobre alterações qualitativas. Ontem, eu não estava tão atraído pela doação, pelo amor dos outros, e a conexão com eles, mas hoje, isso é um pouco mais atraente para mim, um pouco mais claro e aceitável aos meus olhos.

Como essa “transformação” sobrenatural acontece comigo? Eu honestamente não tenho idéia. É por isso que ela é chamada de força milagrosa, Segula (remédio).

Da 1ª primeira parte da Lição Diária de Cabalá 26/01/11, Escritos do Rabash

Um Amor Por Todos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se tudo que é exigido das criaturas é a preparação, que princípio ela traz ao nosso trabalho?

Resposta: Todo trabalho é feito pelo Criador, tudo vem de Cima, e nada depende dos Kelim (vasos, desejos), exceto a preparação cooperativa de sua atitude em relação ao Doador, o Criador. Todos existem junto com outras almas, com todos os outros seres criados e o Criador, a Fonte. Esta é a única maneira de nos prepararmos.

O princípio é muito simples. Temos que discuti-lo repetidamente, pensar nele, brincar com ele, de modo que nós o processemos cada vez melhor nos nossos desejos e pensamentos. O momento crucial aqui é usar o ambiente: nós nos esforçamos em estabelecer a interconexão, unir-nos como iguais. E tão logo revelamos mesmo que apenas uma gota desta conexão, seremos imediatamente capazes de estabelecer uma conexão com o Criador, o Doador. Este será o nosso primeiro passo espiritual.

Depois, tendo se ligado mais firme ainda, entraremos no segundo nível da conexão com o Criador. E assim por diante, em cada nova etapa: conforme a nossa ligação mútua construímos o Kli, o vaso, apto a receber a abundância do Criador. Em nossa interconexão, construímos  a intenção de doar a Ele.

Assim, conclui-se que a chave está no ambiente, no grupo, na adesão com a intenção mútua, de acordo com o princípio: “Israel, a Torá e o Criador são um”. “Israel” é as almas individuais, desejos, que apesar de seu egoísmo se esforçam para unir-se mutuamente e para se tornar iguais, unidos, como um homem com um coração, em garantia mútua, no amor ao próximo como a si mesmo. Assim, nós apresentamos o Doador com uma oportunidade de nos doar; nós levamos a Ele a nossa intenção: receber a fim de dar prazer a Ele.

Nós somos como primeiros irmãos de sangue, que se unem perante sua mãe. Ela não pode doar a cada um de nós separadamente, apenas para todos nós juntos. Seu amor é único por todos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/01/11, Escritos do Rabash

Trabalhando Entre O Positivo E O Negativo, O Amor E O Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa perceber os genes informativos (as Reshimot) dentro do grupo?

Resposta: Não há outra maneira de perceber as Reshimot de cada pessoa se não completando seu envolvimento no grupo até o estado de perfeição absoluta. É assim que as  Reshimot se tornam reais.

O grupo é o único lugar e maneira de percebê-las: eu devo entrar no grupo com todos os desejos, qualidades e dados informativos que se revelam em mim, e até que eu comece a vê-lo como perfeito, sob todas as cirscunstâncias, não posso dizer que percebi determinada Reshimo.

Quando eu ver todos os amigos como perfeitos, isto é, conectados, unidos, e amando-se (de acordo com meu grau), isso significa que eu terminei o processamento de determinada Reshimo e a percebi completamente. Imediatamente, o próximo passo se revela diante de mim: ódio, rejeição, inveja, luxúria e ambição.

Agora, mais uma vez, eu devo levar a minha atual condição à perfeição. Esta é a única maneira de eu poder atualizar minhas Reshimot e atingir um estado completo, quando não há mais Reshimot a corrigir com o amor pelos outros e chegar à plenitude eterna e perfeição.

E a cada degrau mais elevado, você irá realmente se deparar com um ódio e uma rejeição maior, análises que você não pode evitar. Você é levado por uma torrente interminável de análises de ódio e egoísmo envolvendo os outros, pensando somente sobre como enganar, aproveitar-se, e sobrepor-se a eles.

Você pensa nisso a todo instante até que sua cabeça rache. E se você também está organizando um plano para realizá-lo, você também quebra o seu coração. Então você entende que só pode trabalhar no grupo. A pessoa é moldada em tais estados, quando todos os problemas se concentram apenas isso. É assim que ocorre até o fim da correção (Gmar Tikun).

Estas análises não vão deixá-lo sozinho; elas se parecem com algum tipo de contra-senso, e você acha que não é feito disso. Mas, em um instante, elas surgem novamente! E isso continua repetindo-se sempre, sem um fim! Tudo o que podemos fazer é exercitar a paciência e continuar sempre voltando ao mesmo ponto indefinidamente, até que, finalmente, ocorra o avanço.

O Rabash costumava compartilhar como um médico proibiu-o de beber uísque, mas que ele podia mergulhar um pedaço de torta nele e, pouco a pouco, comer. Parecia que ele estava comendo uma pizza, embora houvesse cada vez menos uísque no seu copo.

Nós somos incapazes de receber a Luz de Hochma (Sabedoria): nós só podemos continuar absorvendo-a em nosso desejo gota a gota, até que depois de várias ações nós absorvamos tudo isso. Como funciona um computador? Ele não entende nada além do “0” e “1”, enquanto tudo o resto é feito através de várias ações.

É assim como tudo na natureza está estruturado: a física quântica, química e outras ciências. Não há nada além do “positivo”, “negativo”, e um enorme número de ações. O truque todo está nessa multiplicação de ações. Cada ação, não importa qual equação a defina, resume-se a “positivo” e “negativo”, conexão e separação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 20/01/11, “A Qualidade da Sabedoria Oculta – em Geral”