Textos com a Tag 'Amor'

O Método De Evocar O Amor

Dr. Michael LaitmanNós vemos que o mundo carece de unidade. O mercado comum europeu pode servir como um exemplo brilhante disso. Os europeus se esforçaram para criar a unidade, mas esqueceram que ela deve ser apoiada pelo desejo e boa vontade de se conectar entre pessoas, países e nações.

Não basta estabelecer ligações financeiras, industriais e comerciais. As coisas não funcionam sem a intervenção humana. Hoje, de forma a tornar o negócio rentável, temos que manter boas relações com os empregados, passar fins de semana com eles e suas famílias, abrir creches, e assim por diante. Muitas coisas carecem de um elemento humano.

No entanto, os arquitetos da Europa não levaram em consideração o fator humano. Eles não incluíram a educação integral em seu programa. Eles não têm ensinado as pessoas a se unir e se tornar uma entidade, em vez de simplesmente participar de um mercado comum. É por isso que os seus projetos falharam.

Em Israel, nós devemos considerar tais coisas. A correção deve ser feita através dos meios de comunicação. Eu falei sobre este fato no fórum em Arosa há seis anos. Nós devemos envolver televisão, rádio, imprensa, internet, programas educacionais, e cursos no local de trabalho e nas escolas. Temos que construir um ambiente que vai lembrar as pessoas da necessidade de se unir para sobreviver.

Não se trata de serem educados entre si, como os adultos que pedem as crianças pequenas para parar de brigar. Nós estamos diante de uma escolha muito difícil: ou vamos para o caminho da discórdia ou escolhemos o caminho da unidade. Levando em consideração as ferramentas de destruição que temos à nossa disposição, é extremamente perigoso escolher a primeira opção.

Pergunta: Que dificuldades o povo de Israel vai enfrentar se não aspirar à unidade?

Resposta: Os profetas previram coisas muito desagradáveis. O povo de Israel vai implantar a sua predeterminação de qualquer maneira, mesmo que isso exija uma enorme pressão e situações difíceis.

Diz-se que a aflição potencial não é limitada pela próxima guerra mundial. Como está escrito nas Escrituras Sagradas, “As mãos das mulheres piedosas cozeram seus próprios filhos. Eles serviram de comida para elas”. Péssimos comentários são dados a este respeito. Todos eles são feitos para obrigar o povo de Israel a cumprir sua missão de corrigir o mundo.

O povo de Israel tem que perceber que ninguém mais no mundo tem autoridade, exceto ele, nem ninguém mais tem a chance de realizar esta tarefa. As explicações que são dadas às outras nações são necessárias somente para fazê-las compreender o papel do povo de Israel, e depois obrigar o povo de Israel a agir de boa-fé, evitando catástrofes, empurrando-o para começar a fazer o seu trabalho.

Como a nossa correção tem uma natureza comum e recíproca, o povo de Israel deve elucidar e disseminar o conhecimento disto e implantar o método da educação integral, que explica como unir e onde começar o processo. Nós conduzimos nossas atividades em Israel para demonstrar que isto é possível e para iniciar esta prática.

Em todos os lugares que vamos, nós tentamos organizar mesas redondas e criar uma atmosfera de colaboração. Isso se aplica não só aos judeus, mas a todos os que vivem aqui. Todos os nossos vizinhos e o mundo inteiro devem entender que isto é possível.

O objetivo do povo de Israel está intimamente ligado à correção do mundo. Como está escrito: “E vocês serão para Mim um reino de sacerdotes e uma nação santa”, o que significa que as centelhas de doação e amor devem se derramar sobre todas as nações através dos filhos de Israel. Se este país não optar por agir em conformidade e não transmitir a Luz ao mundo inteiro, vai ser privado de seu papel no cenário mundial e, assim, vai se transformar em uma parte desnecessária.

O princípio do “amai ao próximo como a ti mesmo”, é a base do povo Judeu. Isso tem sido preservado desde que Abraão o formulou pela primeira vez. No entanto, estas não são apenas palavras bonitas, mas uma metodologia real de conquista da unidade que permite a agitação do amor de outras nações e, consequentemente, a união, de forma que todos se tornem como “um homem com um coração”.

O método é bastante simples. O egoísmo (a linha esquerda) está se desenvolvendo rapidamente dentro de nós, mas nós temos que chegar à linha média. Para isso, nós nos sentamos numa mesa redonda, ou sem ela, em grupos de 10 pessoas e começamos a falar sobre unidade e solidariedade. Ao mesmo tempo, cada um dos nós diminui a sua linha esquerda (ego) e nós aumentamos a parte que está orientada ao amor e à conexão com os outros. Como resultado, a linha esquerda diminui, ao passo que a linha direita se move para cima.

Então, enquanto estamos aplicando esforços para nos unirmos, vemos que isso é possível por causa do poder do amor (a linha direita), que governa entre nós. Se acontecer de nos unirmos, vamos resolver os problemas que são causados ​​pelo nosso egoísmo, ou seja, em nossa linha esquerda. Quando isso acontece, não é tão complicado combiná-los, e desta combinação nós podemos aumentar a linha média.

Agora, nós entendemos que os filhos de Israel passaram pelo exílio e não por acaso; eles precisavam adquirir o seu ego. Isto amplia o valor do amor que eles possuíam na época do Templo.

Em hebraico, o Templo significa “Casa de Santidade”, isto é, um vaso espiritual geral onde a doação mútua e o amor recíproco habitam. Nos tempos antigos, o povo Judeu alcançou isto até certo ponto, mas, basicamente, eles devem atingir o nível do Terceiro Templo. Hoje, nós temos que voltar a amar, indo acima do egoísmo que foi adquirido no exílio e exaltá-lo acima da linha esquerda para o nível que é chamado de “o Terceiro Templo”.

Da Conversa em 05/06/12

Num Pé Só No Próximo Nível

Dr. Michael LaitmanRabash, “Amor Próprio e Amor pelo Criador”: Há o amor próprio e há o amor pelo Criador. E há a fase de transição, que é o amor pelos outros, e pelo amor dos outros a pessoa chega ao amor pelo Criador. É por isso que o Rabi Akiva disse: “Amarás o teu amigo como a ti mesmo, esta é a grande regra da Torá”. E como Hillel disse ao convertido que lhe perguntou: “Ensina-me toda a Torá, enquanto eu fico num pé só“. E disse-lhe: “Não faças ao seu amigo o que é odioso para você. O resto é explicação”. Visto que pelo amor pelos outros a pessoa chega ao amor pelo Criador, e toda a Torá e toda a sabedoria estão no coração da pessoa.

É muito difícil para uma pessoa concordar internamente que o caminho para o Criador passa pelo amor pelos outros (amor ao próximo) e que é verdade que é o mesmo amor, mas em dois vasos diferentes.

Os outros não existem, mas só nos parece deste modo para que tenhamos a chance de realizar ações a fim de expandir o nosso vaso. Mais tarde, será revelado que não há nada, exceto a pessoa e o Criador.

Ela corrigiu, concertou e conectou a si os desejos que ela antes achava que eram os outros, todo o enorme mundo que a rodeia. Primeiro, ela encontrou cada vez mais conexões neste mundo. Ela viu que está cada vez mais conectada e, no final, entende que tudo isso é seu vaso, e, assim, se conecta com o Criador.

Então, “Do amor pelos outros ao amor pelo Criador” não é apenas um slogan bonito, mas a satisfação do desejo, que é o único lugar onde a pessoa pode revelar o seu mundo superior.

Este caminho é o resultado da “quebra dos vasos”, que ocorreu especialmente para nos permitir expandir nosso sentimento e, ao mesmo tempo, sermos independentes e leais ao Criador para sempre.

“Ama o teu amigo como a ti mesmo” é a grande regra da Torá, que inclui todo o desejo geral onde a Luz é revelada. Nós podemos estudá-lo “num pé só” (resumidamente), o que significa que numa única ação nós podemos adquirir toda a realização. Nós descobrimos que por trás daquilo que nos parece, como os outros, há toda a realidade.

O único problema é perceber isso internamente. Este é todo o nosso trabalho, e, aqui, nós precisamos da garantia mútua, já que podemos ouvir sobre ela por muitos anos antes mesmo de começar a chegar perto dela. Então, mais alguns anos são necessários para se decidir aplicá-la. Assim, muitos anos se passam, e só a garantia mútua, a responsabilidade mútua, a pressão, a inveja, a luxúria, e usando todos os meios que a pessoa tem, podem ajudá-la a se comprometer e internalizar esse princípio tão profundamente quanto possível em seu coração.

Nós temos que medir quão profundamente isso entra em nós e nos leva ao acordo interno e com isso a valorizar o nosso progresso.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/12/12

Onde Há Amor, Não Há Espaço Para Perguntas!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que dedicamos toda a nossa atenção para a fábrica de disseminação? Quando é que vamos dedicar a nossa atenção para a parte mais importante, o trabalho espiritual?

Resposta: Nós temos que estar preocupados com a disseminação porque temos que estudar o consumidor: o que é melhor para ele, qual é a melhor maneira de disseminar o material para ele, para servi-lo, e assim por diante. Você se envolve com o mundo exterior e, portanto, tem que resolver milhares de diferentes questões relativas à comunicação e disseminação. No entanto, que perguntas pode haver no grupo se temos amor? Se existe amor, então não há perguntas. Então, o problema é que não há amor. Alcancem o amor e não haverá quaisquer perguntas.

Afinal, as perguntas surgem do egoísmo. “Como devemos organizar tudo? Talvez devamos separar ou talvez nos juntar? Há lugar aqui para as mulheres ou não?”. Quando há uma compreensão do objetivo, que ele é alcançado em conjunto, então não há mais perguntas. É por isso que devemos nos elevar acima do nosso egoísmo, e todas as perguntas naturalmente desaparecerão.

Você está seguindo a orientação do Criador ou do egoísmo? O que dirige você? Você deve estar ciente disso e então tudo vai ser fácil. Eu tenho um monte de problemas com a nossa fábrica mundial de Cabalá, de manhã à noite há reuniões, deliberações, etc. Na minha opinião, quando se trata do grupo, não deve haver qualquer dúvida.

A relação entre os amigos deve ser destinada apenas ao amor. Eu não quero falar com meu amigo sobre outra coisa que não o amor entre nós e a exaltação do Criador, porque precisamente a este respeito, ele é meu amigo. Se não, então não há nada para falar. Tente ser específico. Dessa forma o seu tempo e energia não serão desperdiçados em coisas irrelevantes, tudo vai se mover para frente, e você vai se ver avançando.

Da Lição Virtual 11/11/12

O Ponto Rubro Do Amor

Dr. Michael LaitmanQuando você está pensando no outro, uma ação especial acontece dentro de você. Um estado especial surge, quando de repente um ponto muito quente aparece no coração, tão vermelho, rubro, e incrivelmente quente! Ele acende quando você está pensando no outro. Você se conecta com ele, e ele vive; você para de pensar e o ponto é extinto.

Eu não falei disso antes, mas esta indicação aparece no coração humano, e o sintoniza corretamente, de forma semelhante a quando você sintoniza uma frequência de rádio. Você pode determinar por este ponto, como em um instrumento de precisão, se você está conectado com os outros ou não.

Nós temos que trabalhar nisso e esperar até este ponto aparecer. Se, de repente, você entra em contato com os outros, ele se torna vivo em você, e você o guarda, com medo de perdê-lo. Então, há mais e mais pontos com os outros. Aos poucos, esses pontos se juntam e o Criador se manifesta neles.

Você precisa sentir este ponto uma vez. Ele é tão quente, brilhante, nem tanto vermelho, mas rubro, e simplesmente paralisa a pessoa com seu amor, a conexão com os outros. Ela não pode fazer nada, e por isso está pronta para qualquer coisa. Nós precisamos chegar a este estado rapidamente!

Da Refeição na Convenção da Geórgia 08/11/12

O Fogo Purificador Do Amor

Dr. Michael LaitmanO Criador não nos deixará sozinhos, porque temos que nos tornar forte o suficiente para levar toda a humanidade. Imagine que tipo de preparação nós precisamos passar.

Assim, o principal é ranger os dentes, apesar do fato de que o Criador vai tentar dividir-nos de várias formas, dar-nos todos os tipos de razões (aliás, tão lógico, tão racional, que tem de ser feito de uma forma diferente), mas se isso for contra a unidade, rejeite-a imediatamente! Quaisquer planos que nos pareçam verdadeiros e bons, se eles dividirem o grupo, não devemos levá-los em conta, devemos nos afastar deles. Nosso treinamento é projetado dessa maneira de propósito, porque tudo se resume à unidade e nada mais.

Por isso, você nem deve ouvir outras sugestões, mas apenas verificar se isso leva à unidade do grupo ou não. Não deve haver brigas. Deve haver inclusive uma maior compressão, maior concentração, de modo que esta compressão acenda um fogo interior. Quando esta luz se iluminar, irá unir todos os corações, todos os desejos num desejo comum.

Este é o chamado fogo do amor que queima todas as impurezas, todos os resíduos, todas as toxinas. E o que resta é apenas o mais puro do que existe no coração de todos. Nós nem sabemos o que é, mas isso continua apenas proveniente do fogo do amor.

Este fogo é terrível, duro. Se você passa por isso, você atinge o nível quando apenas um desejo comum é criado em você, e nele, o grupo revela o Criador.

Da Refeição na Convenção da Geórgia 07/11/12

Aprender A Sabedoria Do Amor

Dr. Michael LaitmanDiz-se que não há ninguém mais sábio do que o experiente. A pessoa acha que passou por muita coisa e que entende muito. No entanto, a expressão “não há ninguém mais sábio do que o experiente” não se refere à mera compreensão, mas sim ter realmente passado e sentido todos esses estados. Quem sabe quais outros estados ainda estão por vir.

Portanto, muita paciência e perseverança são exigidas de nós, não importa o que aconteça. O principal é se aderir ao ambiente que vai ajudar a pessoa a se segurar em qualquer situação e não deixar o caminho, apressar o tempo, e, assim, transformar todos os problemas que são revelados em ajuda, para o bem.

O mal que se revela é a separação da adesão, do sentimento de que “não há outro além Dele”. Isso é o que a pessoa vê como mal, e não os sentimentos corporais desagradáveis, até que todos os seus órgãos começam a sentir a mesma coisa. Isto significa que a Luz que Reforma lhe traz um sentimento real de prazer do fato de que o “não há outro além Dele” a domina.

Até lá a pessoa tem que passar por vários estados onde se sente perdida e quer desaparecer totalmente desta realidade. Mas, no final, ela atinge estados opostos quando todo o vazio que é revelado se transforma num lugar onde ela consegue valorizar e louvar o controle do Criador, da força de doação.

Então, ela é capaz de se relacionar de forma diferente com todos os estados, relacionamentos, pessoas e valores que antes eram odiosos e causavam-lhe dor. Ela entende que “não há outro além Dele”, e que tudo que acontece é para seu próprio bem. Então ela começa a amá-los, até atingir o amor absoluto.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/11/12

O Que Eu Valorizo Num Amigo?

Dr. Michael LaitmanAmor dos amigos significa que eu não amo qualquer um deles. Naturalmente, eu quero dominar todos eles, de modo que eles me sirvam e façam o que eu quero. Para que eu preciso deles? Seria melhor se eles não existissem.

Esta é a atitude “normal” para com os outros. Amor dos amigos significa que não importam seus atributos, problemas mentais e físicos ou seus sucessos; o que importa são apenas seus pontos no coração. São estes pontos que eu amo, e não tenho que amar o resto.

Em geral, mesmo o gênero de uma pessoa não importa; nós devemos abandonar e nos afastar das aparências externas, tanto quanto possível. Então, todos os outros fatores de repente começam a se complementar.

Porque não nos complementamos nos pontos do coração, conectamos os pontos e lá entramos num acordo. No momento em que conectamos os pontos no coração, de repente, todos os nossos atributos típicos, que são totalmente diferentes, começam a se conectar como engrenagens. É assim que dois discos no sistema de embreagem do carro se aderem e todo o mecanismo começa a girar em sincronia. Se conectarmos os pontos no coração e subirmos acima de todos os outros atributos, ignorando-os, podemos nos conectar. Como isso acontece? Eu amo e respeito os anseios do amigo pela unidade e anseio pelo Criador. Eu acho que ele é melhor do que eu nisso, que é maior do que eu e que anseia mais do que eu. Assim, eu vejo meus amigos como os “maiores em nossa geração”. Se eu elevo o valor do amigo de acordo com o principal, ignorando seus atributos corporais, fico mais perto dele e “me coloco” abaixo dele. É assim que nos conectamos.

“O amor de amigos” é a conexão em um todo, em seus pontos de conexão. “Cada um deve ajudar o amigo” nisso. Eu posso fornecer diferentes serviços para os meus amigos no grupo e ajudá-los a resolver os problemas corporais, mas somente se formos verdadeiramente partes de um grupo que tenta conectar os nossos pontos. A sabedoria da Cabalá é muito rigorosa sobre a simples ajuda mútua. Por quê? Uma vez que exige a intenção da pessoa! Aqui eu tenho que esclarecer as coisas profundamente e com precisão para mim mesmo: Para que estou fazendo isso? Não é porque eu sinto pena ou fico desconfortável com alguma coisa, etc. Eu atinjo outro estado: faço alguma coisa porque assim chegamos à unidade, e só por essa razão.

Da Convenção na Geórgia 06/11/12, Lição 2

O Poder Do Amor Nos Mantém Em Órbita E Não Nos Deixa Cair

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como posso verificar se há amor entre amigos no grupo?

Resposta: O amor entre os amigos no grupo pode ser verificado pelo quanto de tempo durante o dia eu estou consciente do caminho, quanto os amigos, devido à nossa conexão e garantia mútua, cuidam para que nenhum de nós caia, mantendo-nos em constante anseio pela meta, em direção ao centro do grupo.

Dentro de tal cuidado pelo outro e na ajuda mútua, o amor é revelado.

Abraçando Enquanto Se Soluça Ferozmente

Dr. Michael LaitmanRabash, Shlavey HaSulam (Degraus da Escada ), Artigo, “O Amor dos Amigos”: Embora a pessoa receba algum pensamento e desejo de que deva abandonar o seu amor-próprio, que chega até ela ao ouvir o que os escritores e os livros dizem, este é um poder muito pequeno, que nem sempre ilumina esta opinião para ela, de modo que ela vai ser capaz de considerá-lo ou usá-lo permanentemente…

Pergunta: O poder dos livros de Cabala é tão pequeno?

Resposta: É claro. Isso não depende dos livros, mas da própria pessoa, ou o que chamamos de “usuário”. Uma pessoa não vai conseguir sozinha, mesmo que tenha a fonte do sagrado Livro do Zohar. Nada vai ajudá-la, porque sozinha, ela não tem nenhum vaso. Seu sucesso não depende dos livros, mas em estabelecer uma atitude para com os outros.

Há duas forças ativas na natureza: o desejo de desfrutar (de receber) e o desejo de doar. O desejo de receber é a criatura e o desejo de doar é o Criador. A criatura está no desejo de receber aqui em nosso mundo. Se ela quer estar no mundo do Criador, ela tem que adquirir o desejo de doar, o que significa mudar para uma segunda natureza.

A fim de fazer isso, dois fatores devem ser ativados:

1. Conexão. Em nosso mundo uma pessoa se conecta com os outros para alcançar a sua segunda natureza.

2. A Luz que Reforma. Ela ilumina apenas em resposta aos esforços da pessoa que quer se conectar com os outros e adquirir a natureza de doação.

Além disso, nós devemos aspirar a doar ao Criador, embora no início não sejamos obrigados a ter tais intenções puras, que virão mais tarde.

Portanto, há o meio necessário em nosso mundo: o grupo, que nos permite construir uma “infra-estrutura” entre nós, os relacionamentos certos, o vaso, embora ainda imperfeito, mas que demonstra o nosso desejo de sermos corrigidos. É claro que descobrimos que não podemos e não queremos nos conectar, que somos repelidos um pelo outro. Nós revelamos a inclinação ao mal e não o sentimento de êxtase da fraternidade e alegria completa: a irmandade.  Pelo contrário, nós temos que nos conectar, clamando ferozmente em relação ao quanto nos odiamos! Abraçamo-nos embora estremeçamos com repulsa.

Isso é muito bom, uma vez que assim você descobre o vaso quebrado. Então, você vai ter motivo para chorar e pedir a ajuda da Luz que Reforma. E ela vem, porque você estuda nos livros dos Cabalistas e quer passar pelos estados que eles passaram.

Assim nós vamos do nível do amor das criaturas ao nível do amor do Criador. Rabi Akiva disse: “Ama o teu amigo como a ti mesmo, é a grande regra da Torá”. Mas este ainda não é o fim do caminho. Quando você alcança o primeiro nível do amor, você se preocupa com o temor: “Será que vou conseguir amar mais? Não vou perder o que já adquiri?”. Você tem que agir “do outro lado”. Afinal, há sempre duas linhas no trabalho espiritual e você está no meio. Então, certifique-se de que seu amor é acompanhado pelo temor. Evoque os atributos do julgamento: é impossível sem eles.

Então, quando você alcançar o temor, você vai adquirir a “linha média”: a totalidade chamada doação ou fé. Este já é o final da obra, a realização do amor.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12Escritos do Rabash

 

A Prática Do Amor

Dr. Michael LaitmanEstabelecer as corretas relações mútuas no grupo é a coisa mais importante que precisamos implantar, uma vez que a sabedoria da Cabalá é uma sabedoria muito prática. Nós podemos usar outras sabedorias, mesmo sem compreendê-las. Por exemplo, eu me sento no carro e me é mostrado o que está ao meu redor, que botões apertar e sair. Isto é o que realmente acontece em tudo o que fazemos. Basta conhecer algumas coisas a fim de utilizar diferentes desenvolvimentos científicos. Às vezes, tudo que precisamos é de um pouco de conhecimento básico: por exemplo, entrar e se sentar no trem ou no ônibus irá levá-lo para o seu destino, embora você não tenha ideia de como isso é feito. Eu vou de um lugar para outro, como, bebo e participo de diferentes eventos sem conhecer a base técnica das coisas, assim como um bebê recém-nascido que é levado nos braços dos adultos ou empurrado num carrinho.

Na espiritualidade, no entanto, é diferente. Lá, eu só posso usar certas coisas se as conheço e compreendo. Eu não tenho controle sobre as coisas que ainda não alcancei ou descobri. Eu não posso simplesmente me sentar em algum “transporte espiritual” e ir para algum lugar. Não, eu tenho que saber quem eu sou, o que significa este “transporte”, como ele se move, como operá-lo, de onde para onde eu devo subir nele, como se parece o lugar onde comecei e qual é a natureza do meu destino final, etc. Eu tenho que saber o que está acontecendo, para estar no controle da situação e não apenas “pressionar os botões”. Só se eu realmente puder implantar isso de forma total, tendo dominado tudo, eu posso realizar um determinado ato espiritual. Caso contrário, eu simplesmente não existo no mundo espiritual.

Portanto, nós temos que imediatamente nos perguntar: que meio nos permite descobrir, conhecer e compreender a realidade espiritual e aprender a controlá-la? Os Cabalistas  explicam que tudo em nosso mundo está preparado para isso. Está totalmente pronto apenas para esta missão, para que a partir daqui eu aprenda a trabalhar com o mundo espiritual, viva nele, e o controle plenamente.

A partir deste mundo eu aprendo sobre o mundo superior. Aqui, a ferramenta principal é praticar o amor. Nós podemos chamá-la de prática da conexão, concessão, mas no geral trata-se do amor.

Por quê? Porque é disso que se trata. Agora eu amo a mim mesmo, o meu desejo de receber. Eu desfruto ao preencher e satisfazê-lo. É assim que o Criador me fez, Ele conectou a satisfação com o prazer. O “amor ao próximo” significa que eu não absorvo o prazer, mas sim o sinto Nele e com isso desfruto. É assim que uma mãe também desfruta de cada colherada que consegue colocar na boca de seu bebê…

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/10/12, Escritos do Rabash