Textos com a Tag 'Amor'

Anulando-Se Diante Do Poder Do Amor

Dr. Michael LaitmanEscritos do Rabash, Volume II, Carta 40: E quando a pessoa começa a sentir o amor de seu amigo, a alegria e o prazer imediatamente começam a despertar nela, pois a regra é que a novidade entretém. O amor de seu amigo por ela é uma coisa nova, porque ela sempre soube que era a única que cuidava de seu próprio bem-estar. Mas no momento em que ela descobre que seu amigo se preocupa com ela, isso evoca dentro dela uma alegria imensurável, e ela não pode mais cuidar de si mesma, pois o homem só pode se esforçar quando sente prazer. E já que ela está começando a sentir prazer em cuidar de seu amigo, ela naturalmente não consegue pensar em si mesma.

Nós vemos isso na natureza: há amor até que o anseio se torna insuportável …

Existem Reshimot (reminiscências) em nós, lembranças do vaso geral da alma. Toda a realidade que nós sentimos e até mesmo as partes que não sentimos estão em nós e fazem parte do vaso, assim como era antes da quebra dos vasos. Assim, no momento que a pessoa sente o amor que alguém sente por ela, não o amor egoísta que conhecemos em nosso mundo, mas um amor que vem da altura da alma geral corrigida, da fonte corrigida, a Reshimo do vaso geral, que é percebida como externa, é imediatamente evocada nela.

Assim, a pessoa imediatamente sente que esta força vem de outro mundo, de um estado superior, e seu amor próprio é anulado. Ela não consegue permanecer no estado de amor próprio e está pronta para dar a sua alma à nova inclinação, à conexão que lhe é externa. Isso ocorre desta forma porque o vaso externo é que é o vaso real, geral e superior, em comparação com o amor próprio individual e egoísta que a domina agora.

A pessoa se anula diante deste poder. Se ela sente que é amada e que a inclinação a amar espiritualmente alguém que lhe é externo é subitamente evocada, então, o amor próprio animal do corpo desaparece. É porque a pessoa sente que o grande vaso geral é muito maior do que o pequeno vaso individual, e por isso ela se anula diante deste amor.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/10/12

Encontrando A Força Que O Evoca O Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na sociedade integral há uma espécie de meta “abstrata” que é bela e perfeita, e que todo mundo adora. Não estaremos repetindo o que os utopistas já fizeram?

Resposta: O que caracteriza todo o problema? Apenas uma mudança na natureza humana.

Se isso é possível, a sociedade integral vai mudar da utopia para a realidade. Se for impossível, então ela vai continuar a ser uma utopia e é melhor ficar longe de tal sociedade.

Primeiro nós temos que saber se podemos evocar certa força sobre nós, determinado atributo que vai criar certas condições para que a natureza de cada pessoa mude de uma egoísta para uma altruísta. Isso pode ser realizado pela mudança consistente e gradual de pequenos grupos de pessoas e depois de grupos cada vez maiores. Mas, no geral, este processo deve incluir toda a humanidade.

Pode uma pessoa que foi criada como uma egoísta total, que só pensa em si e nada mais (este é o caminho que estamos programados), alterar o seu programa? Além disso, ela pode mudá-lo, de modo que o objeto que recebe o prazer não sou eu, graças a tudo o que me rodeia, mas sim que o meu prazer será o bem-estar de todos os que me rodeiam, trazido por mim.

O prazer permanece. Deve ser assim, uma vez que ele é parte de nossa natureza. Apenas a característica da satisfação muda. A custa de que? Uma mãe, por exemplo, é satisfeita graças ao fato de que ela dá ao filho tudo: isso é amor natural. Será que nós podemos atingir este estado quando sentimos amor natural por pessoas que são estranhas, que são opostas e distantes de nós, quando sinto que elas são uma parte inseparável de mim como uma criança é a sua mãe? Nós podemos encontrar tal força?

Se a encontrarmos, seremos capazes de realizar esse tipo de experimento e ver que é assim.

De KabTV “O Mundo Integral: A Fórmula da Sociedade Integral” 01/07/12

O Amor Não É O Que Nós Pensamos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Matan Torá (A Entrega da Torá)”: É porque, na verdade, com relação a uma pessoa que ainda está dentro da natureza da Criação, não há diferença entre o amor por Deus e o amor por seu companheiro. Isto é porque qualquer coisa que não seja ele é irreal para ele.

Eu não posso sentir os outros. Eu os sinto na medida em que dependo deles. Em outras palavras, eu realmente não sinto os outros, mas sinto minha dependência deles, o quanto eu posso perder se algo acontecer com eles.

Esta é a única maneira de calcular tudo. Mesmo a mãe sente o quanto ela pode perder se o bebê tiver algum problema. Esta é a escala que chamamos de “amor”.

“Eu te amo” significa que eu dependo de você. Então, não é de forma alguma o amor espiritual, mas o amor corporal. Eu gosto de alguém e temo que algo possa acontecer com ele, pois, caso contrário, eu vou sofrer. Eu amo alguém com quem me sinto bem. Ele pode ser o meu filho que me dá prazer.

Nós, porém, estamos falando de algo que é totalmente diferente: sobre como, do amor pelas criaturas, chegamos ao amor pelo Criador. Apesar de usarmos o exemplo do amor de uma mãe em nosso mundo, nós não sabemos realmente o que significa o amor no nível “humano”.

Nós temos que desenvolver um tipo totalmente novo de amor. A palavra em si é enganosa, e nós temos que ter o cuidado de não cometer erros. Trata-se de uma relação e de um discernimento totalmente diferente, sobre a doação que vai de mim para fora, para alguém que está fora de meus sentimentos.

Hoje, eu sinto todos. Eu sinto o que está acontecendo no mundo, e é apenas de acordo com o cálculo de ganhar ou o medo de perder. O desejo de receber está à procura de fontes de prazer e fica longe do que possa prejudicá-lo.

Estas são as únicas coisas que entram em mim, mas eu não sinto nada, isso não faz parte do meu prazer ou sofrimento. Isto porque o meu “material sensível” é o desejo de desfrutar. É a Masach (tela) onde as imagens da minha realidade são refletidas. Em tal exibição, eu só posso ver coisas que estão dentro da faixa de meu interesse, o que poderia me trazer benefício próprio ou dor e sofrimento.

Há coisas que eu não sinto, porque não me causam prazer ou dor, como diferentes campos, ondas, raios-X, e assim por diante. À medida que nos desenvolvemos, nós reconhecemos mais coisas a que devemos prestar atenção, porque elas podem ser benéficas ou prejudiciais.

É o mesmo quando se trata do amor dos amigos. Nós não sabemos o que significa e não o sentimos em nossos sentidos. Com o que podemos compará-lo? É ruim quando você é amado? Não é o amor dos amigos em relação a mim, mas meu amor para com eles, quando eu me entrego totalmente a eles, cuido deles, me preocupar com eles, os ajudo, e doo a eles.

Quem precisa de tal amor em nosso mundo? Se eles me amassem e me servissem, seria outra questão: “Eu estou pronto para receber o seu amor. Vá em frente; quem é o primeiro?”.

No entanto, nós estamos falando de uma transição para o nível do amor ao Criador, da garantia mútua. O objetivo da criação é amar ao amigo (próximo). Através disso, nós podemos desfrutar a doação, mas só a doação a fim de não desfrutar. Nós estamos doando contra o desejo, superando-o.

Portanto, nós devemos prestar um pouco mais de atenção no sentido correto do nosso trabalho em grupo. É impossível interpretá-lo de acordo com as imagens em nosso mundo. Proximidade, amor e conexão são conceitos que existem acima da superação, acima da Machsom (barreira). Até então, eu não vou superar nada, mas estou simplesmente passando pelo período de preparação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/09/12, “Matan Torá (Entrega da Torá)”

Do Egoísmo Ao Amor É Uma Parada Ascendente

Dr. Michael LaitmanO único meio para o avanço espiritual é trabalhando no grupo, graças ao qual nós esclarecemos se queremos nos conectar um com os outros. No final, nós descobrimos que não podemos nos conectar, nem sequer queremos, e rejeitamos totalmente a conexão mútua.

Toda a nossa natureza se revolta contra tal conexão. Nós estamos prontos para tolerar qualquer coisa, exceto isso. Há relações que nós apreciamos e queremos, mas a conexão com os amigos, uma conexão mútua onde cada indivíduo serve o geral, o nosso coração nunca vai concordar com isso.

Somente tal relação mútua é chamada de “conexão”, onde cada um é como um componente num circuito elétrico, ou num motor. Assim, em cada sistema integral, cada componente é parte do sistema e tem que realizar o seu trabalho e manter suas obrigações para com as outras partes.

A fim de fazer isso, é preciso anular o ego. As pessoas cujo ego não é tão desenvolvido estão prontas para estar com as outras, e é fácil para elas estar próximas, sentir as outras, ser amigas. No entanto, quanto mais a pessoa se desenvolve, mais o seu ego cresce e mais difícil ela acha se conectar com as outras. Afinal, ela não sente que tem amigos.

Antigamente, mesmo algumas décadas atrás, as pessoas se sentiam perto umas das outras, mas hoje todo mundo vive por si. Nós nem percebemos como todos estão fechados em seu nicho. Nós nos escondemos atrás da tela do computador e chamamos isto de relacionamento. Sentimo-nos melhor assim, mais confortáveis! Toda a humanidade é assim agora.

Existem diferentes métodos para fazer as pessoas se conectarem, que se baseiam principalmente no nazismo, fascismo e fundamentalismo. Esses métodos são destinados a despertar o sentimento de solidariedade nas massas. Em certa medida, eles impedem seus desenvolvimentos psicológicos e por isso é mais fácil de manipulá-las.

Porém, no desenvolvimento espiritual há duas abordagens opostas que estão integradas. Por um lado, a pessoa tem que ser muito desenvolvida, um grande individualista. Cada um deve sentir que está totalmente isolado e que não pertence a mais ninguém. Isso é tão importante que parece como se ele não pertencesse a este mundo.

Por outro lado, nós somos obrigados a nos conectar de forma tão poderosa que todos devem se anular totalmente contra seu desejo de anular os outros. É a exigência mais irreal que pode existir em nosso mundo, e é contra a tendência do desenvolvimento humano. Afinal, à medida que o ego se desenvolve as pessoas se tornam cada vez mais distante uma das outras. Todo mundo se afasta dos outros e se escondem atrás de seu computador, seu celular, ou em casa.

Todo mundo vive no nicho que criou para si mesmo. De repente, ele é obrigado a fazer o contrário: deixar seu nicho e se conectar em seu coração e alma. Aliás, nós temos que fazer isso não por sermos forçados, mas querendo isto por nós mesmos! Afinal de contas, nós descobrimos que essa unidade é o valor mais alto.

Não há nenhuma vantagem nisto, mas este é o lugar onde está a verdade. Por isso, é muito difícil abordar os valores de doação e amor, se internamente em nossos sentimentos, não encontramos uma justificativa para isso.

Mas este é o princípio segundo o qual o mundo espiritual funciona! Para adquirir estes valores, que são totalmente opostos aos nossos valores atuais, nós temos que recrutar a ajuda da força superior. Assim, ela irá nos influenciar e nos mudar.

Nós temos que pedir isso durante o estudo. Afinal, nós estudamos as ações que ocorrem num nível mais alto – ações de doação, de amor e conexão – trabalhando nos sistemas das almas. Não se trata de um sistema mecânico sem emoção, mas um sistema vivo no qual a mente e os sentimentos agem de acordo com a lei da garantia mútua.

Nós estudamos as relações entre os nossos desejos, que estão em doação mútua, e queremos nos assemelhar a eles, o que significa estudá-los, conectar a eles e entrar no mesmo estado. Assim, somos atraídos a este estado e estimulamos a influência da força chamada “Luz que Reforma”.

Nós temos que pensar e estudar esses estados superiores, sobre como nossos desejos egoístas agem com lealdade na doação mútua.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 19/09/12, O Zohar

Amor Como Um Presente Para A Criatura

Dr. Michael LaitmanNão há nada no Criador, exceto o amor. Mas como não temos ideia do que é o amor, o Criador criou diferentes meios na criatura pelos quais podemos alcançar o amor.

O amor é algo estranho que o nosso ego não entende, é antinatural. Como é possível que, ao provar os diferentes sabores que o anfitrião serviu diante de mim, eu vou sentir o amor do anfitrião? O que uma coisa tem a ver com a outra?

Esta é a essência da criação, “algo a partir do nada” (existência a partir da ausência). No “nada” há alguma coisa do “algo”. Assim, a partir do “nada”, do desejo de receber, eu posso alcançar o “algo”, o que significa que a partir da impressão dentro do desejo de receber eu posso alcançar o amor, o atributo que está totalmente separado da criatura em cada aspecto.

De repente, há uma espécie de milagre, quando, como resultado de algumas ações e fenômenos dentro do desejo de receber, ele atinge um atributo que pertence à natureza Divina superior.

Isso continua sendo totalmente incompreensível para nós. Como pode um milagre chamado “amor” nascer de ações de “dar e receber”? Ele não tem nada a ver com o desejo de receber.

Sempre, em cada nível, nós temos que completar as ações e as impressões que experimentamos no desejo de receber, para que sejamos capazes de reuni-los e elevá-los à realização do atributo de doação.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/09/12, O Estudo das Dez Sefirot

Aflição É Um Teste Para O Amor

Dr. Michael LaitmanNós amamos o Criador como a fonte da qual extraímos prazer. Certamente, este é o amor egoísta e condicional. Se, em vez disso, o Criador nos enviou aflição, nós certamente responderíamos a Ele com ódio.

Mas quando uma pessoa, chamada de “trabalhador do Criador”, sofre fazendo um trabalho espiritual, ela associa a aflição ao seu egoísmo e tenta se relacionar com o Criador com amor. Isto significa que ela se divide em duas partes, a parte que recebe e a parte que doa. Na parte que recebe, ela sente o sofrimento, mas deseja transcender acima dele. Então, ela se relaciona com os seus sofrimentos como um “exames” que o seu amor, de fato, cobre todas as transgressões e que ela pode subir acima de todos os estados que lhe causam dor.

Assim, ela entende, vê e sabe com certeza que sua atitude para com o Criador independe do seu ego. Caso contrário, ela não tem meios ou critérios para testar.

Portanto, a relação com o Criador é baseada no fato de que ela se anula em prol da doação, que ela percebe seu egoísmo original como pior que a morte. Mas somente sob essa condição é que ela pode ter certeza de que seu amor pelo Criador é incondicional e perfeito.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 12/08/12

Somente O Amor Permanece

Dr. Michael LaitmanPergunta: Para alcançar a espiritualidade, é essencial realizar os princípios que o Rabash transmite em seus artigos, ou basta manter o estatuto do grupo? Por exemplo, será que eu posso criticar um amigo se achar que é para seu próprio bem, que eu estaria fazendo isso por amor a ele?

Resposta: Você não tem direito de ensinar ninguém, pois você sempre vai encontrar uma justificativa para suas ações. Você tem que ver o amigo como grande na “fé acima da razão”. Isto significa aceitar o fato de que ele é grande e que somente seus olhos egoístas não conseguem ver isso. Mas! Existem dois “mas” aqui.

O primeiro, mas é se ele é um amigo de verdade: será que ele participa da conexão e unidade no grupo? Esta é a condição essencial e, na verdade, a única. Será que ele deseja participar da conexão e unidade no grupo? Se ele desejar, ele é um amigo, se não ele não é um.

Em segundo lugar, a crítica deve ser apenas com respeito à sua participação no grupo ou no trabalho que ele faz. Suponha que ele trabalhe aqui como um eletricista ou na disseminação, e faz algo errado. Aqui nos o criticamos, o que significa que tentamos corrigir seus deslizes. Mas isso não afeta de forma alguma o meu amor por ele como amigo. Nesse caso, eu o trato como alguém que realiza algum trabalho físico e isso é tudo. Os dois aspectos não têm nada a ver um com o outro.

Se ele é um amigo real, isto é, trabalha pela conexão e unidade, então eu devo simplesmente aceitá-lo como absoluto, como o Criador. “Do amor aos seres criados ao amor pelo Criador”. É a mesma coisa! O Rabash escreve maravilhosamente sobre isso dizendo que, no final, o grupo só é corrigido pelo amor entre todos os seus membros, que se torna o Criador.

Então, nós não criticamos um amigo, mas expressamos abertamente nosso amor a ele. É uma condição essencial. Assim, nós trabalhamos corretamente contra o nosso ego.

Da Convenção na Carcóvia “Unir para Ascender” 16/08/12, Lição Preliminar

Juntos Devemos Transformar A Noite Em Dia!

Dr. Michael LaitmanShamati, artigo 138, “Sobre O Medo Que Às Vezes Afeta A Pessoa”: …E se alguém vê que o medo o supera, ele deve dizer que não há nenhuma coisa como o acaso, mas que Deus lhe deu uma oportunidade desde Cima, e ele deve contemplar e estudar o fim para o qual lhe foi enviado esse medo. Parece que é assim que ele vai prevalecer e dizer, “Não há ninguém mais além Dele.

Mas, se depois de tudo, o medo não se afastou dele, ele deve tomá-lo como um exemplo e dizer que a servidão ao Criador deve ser na mesma medida do medo, ou seja, que o temor a Deus, que é um mérito, deve ser na mesma medida que o medo que ele tem agora. Ou seja, que o corpo fica impressionado com este medo superficial, exatamente da mesma forma que o corpo está impressionado, o temor a Deus deve estar.

Quando o medo afeta a pessoa, ela deve entender que ele é enviado pelo Criador, para que possamos mudar o medo animal que é sentido em nosso ego para o temor a Deus. No medo, não devemos olhar para o nosso desejo de receber, mas para o nosso desejo de doar.

O papel de uma pessoa é tomar este exemplo de Cima, embora ela não possa cumpri-lo por si mesma e ele seja mais tarde realizado pela Luz que Reforma. Ela tem que pelo menos lidar com esses esclarecimentos. Eis porque ela tem que preparar o ambiente e a si mesma, para estar pronta para receber os problemas e os medos que virão.

Tudo começa com o medo, uma vez que o desejo de receber sente apenas prazer ou sofrimento. O maior sofrimento para ele são os medos: dos medos menores à maior ameaça.

Se o desejo é oposto à Luz, a Luz reúne um sentimento de escuridão nele. Aqui devemos entender que em resposta a essa ansiedade egoísta que sentimos agora, nós temos que atrair a força superior, com o apoio do ambiente, da sociedade e da oração. Nós temos que atrair a Luz que Reforma para que transforme nosso vaso de recepção em um vaso de doação.

Depois, ainda vamos sentir medo, mas vai ser o medo de não saber quando podemos doar, conectar e nos parecer com o Criador, quando podemos nos aderir a Ele, para dar a Ele a chance de Se revelar aos seres criados. Assim, transformamos a escuridão em Luz e a noite em dia.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 14/08/12

Como Construir O Amor Acima Do Ego?

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é o amor acima do ego?

Resposta: Em primeiro lugar, pelos esforços que a pessoa faz no grupo, no estudo, ao utilizar todas as opções, ela deve valorizar muito o atributo de doação. A pessoa passa por vários estados de doação dos quais não tem consciência, como se sentisse “morto”. Ela pode estar em estados opostos, querendo apenas receber, ou se sentir decepcionada com a forma, ou o contrário, o que significa estar em alto astral. Mas a pessoa deve subir acima de todos esses estados opostos. Há o próprio estado e eu subo acima dele. O estado foi enviado do Alto pelo Criador que assim quer verificar como podemos responder e superar todos os estados.

A pessoa geralmente sente indiferença e desrespeito. Mas se ela diz que não quer acreditar no que vê e começa a fazer algo para recuperar sua inspiração, sensibilidade, sentimento de vitalidade na doação, sua atitude especial em relação à sua correção, ou seja, acima da indiferença e do desrespeito, então ela vai, gradualmente, atrair sobre si a Luz que Reforma.

Eu começo a valorizar o atributo de doação, o avanço em direção ao Criador, à Sua revelação, os estados que estão acima deste mundo. Se eu já valorizo e aspiro à doação, eu tenho um vaso. Eu quero sentir que estou perdido dentro do atributo de doação, que eu valorizo ​​mais do que qualquer coisa. Por que isso de repente acontece? É assim que a Luz superior doou a mim e agora eu também quero ter este atributo.

A questão também é por que eu quero isso? Eu posso achar que vou me sentir melhor com ela, que ela vai me libertar de todos os problemas e preocupações. É ruim sentir que não pertenço a este mundo? Muitas pessoas querem se separar dele.

Portanto, eu deveria verificar a razão pela qual estou fazendo isso. A Luz superior me estimula e insere a valorização da doação em mim. Porém, que tipo de doação, talvez a doação egoísta? Eu verificar a mim mesmo com a ajuda do grupo e os amigos, para ver se posso, com a ajuda da minha aparente aspiração ao atributo de doação, alcançá-la e senti-la. Eu quero doar a fim de doar aos outros, ou estou fazendo isso para receber algo, o respeito ou apreço? Eu verifico tudo isso dentro do grupo.

Por que eu faço isso? Para me sentir bem? Não! Para que os outros se sintam bem? Sim! Mas será que eu sei que é assim, e que por dentro eu realmente não espero conseguir algo em troca? Eu verifico isso, perguntando se aspiro dar prazer ao Criador através dos amigos. Aqui, o meu verdadeiro objetivo distante tem que ser revelado. De repente eu descubro que quero direcionar todas as minhas ações de doação para o Criador.

Mas aqui também eu ainda tenho que esclarecer as coisas, já que doar ao Criador realmente vale a pena. Afinal, Ele certamente irá entender, descobrir e me pagar por minha lealdade, e se eu alcanço isso, toda a minha vida é preenchida com prioridades diferentes. Mas não! Eu quero doar para que o Criador não saiba nada disso, só para estar no atributo de doação.

Eu examino minhas ações de acordo com o quanto posso subir acima dos meus desejos egoístas. Se eu não examino constantemente a mim mesmo a respeito de como aumentar a doação acima da recepção, eu não vou ser capaz de me manter na doação sob qualquer circunstância. Eu devo verificar constantemente o que ganhei e o que perdi, e se eu posso ignorar minhas perdas, ou seja, se posso receber uma satsifação e estar acima disso.

Eu tenho constantes cálculos em meus desejos de receber: até que ponto eu posso permanecer na verdadeira doação. Um se baseia no outro. Afinal, não há maneira de avaliar se você está ou não fazendo isso para si mesmo, nos vasos de doação, na aspiração de doar, mas somente se sob tudo isto existe desejos de receber, que eu restrinjo para construir sobre eles uma Masach e a Luz de Retoro, o que significa as minhas ações de doação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/08/12, Escritos do Baal HaSulam

O Amor Adorna A Vida E Também Estraga

Dr. Michael LaitmanMinha esposa é meu espelho. Afinal, eu nunca vi a minha parceira, mas sim, nela vejo um reflexo de minhas qualidades. Por exemplo, eu não entendo o padrão de beleza aceito na China. Eu olho para uma mulher que tem a reputação de ter uma beleza verdadeira e pergunto: eu nunca a chamaria de bonita. Para o meu gosto, seu rosto é muito redondo, os olhos são muito estreitos, e seu cabelo é muito liso. Tudo parece pouco atraente para mim.

Mas uma vez eu li um artigo de um jornalista chinês sobre o concurso de beleza internacional “Miss Ásia” e ele disse que a menina não teria vencido na China porque os olhos eram grandes demais. Eu estava simplesmente impressionado sobre quão diferente as nossas percepções de beleza eram; elas eram totalmente opostas. É por isso que não podemos entender o outro.

Conclui-se que eu olho para a menina a minha frente e projeto sobre ela todas as minhas idéias sobre beleza. Se eu não subir acima delas, isso irá afetar todo o nosso relacionamento. Eu não vou perceber como ela é, com todas as suas verdadeiras qualidades, mas vou ver nela o reflexo de minhas propriedades, o meu gosto.

Quando uma pessoa olha para outra pessoa de uma maneira imparcial, é impossível determinar se ela é bonita ou não. Pergunte a qualquer mãe, e ela irá lhe dizer que ninguém é mais bonito no mundo do que seu filho. Como se diz, “o amor cobrirá todos os pecados”.

Por outro lado, o nosso ego, o ódio, desfigurará toda a beleza. A aparência de uma pessoa que eu odeio também se torna insuportável. Para ser objetivo, embora eu esteja pronto a admitir que de acordo com os meus critérios, ela aparentemente tem um rosto bonito, eu odeio isso por outros motivos.

Somente os seres humanos exibem tal atitude. Os animais não olham para a beleza, pois eles valorizam no outro o poder, a capacidade de procriar, ter filhos saudáveis, e criá-los até que se tornem independentes.

O homem, entretanto, é corrompido com a noção de beleza. Na verdade, esta não é a beleza, mas a demonstração do meu ego: condições especiais que eu apresento no lado oposto, que excede o mínimo necessário do corpo físico.

Se nós olhássemos um ao outro de forma racional e natural, eu veria diante de mim uma mulher saudável, forte, que estou pronto para desposar. Afinal de contas, eu vejo que ela vai manter a casa bem. No passado, as pessoas costumavam escolher um cônjuge com base neste simples princípio egoísta. Ou eles levavam a posição social, a riqueza, em conta. As pessoas não prestam muita atenção para a beleza, mas costumavam escolher um cônjuge com base em razões simples e pragmáticas: o que é bom para a vida.

Mais frequentemente, até os pais estavam acostumados a escolher e agir como agentes casamenteiros para os casais, e não os jovens. Este era costume na maioria das culturas. Ou eles se voltavam para o conselho de uma pessoa inteligente e respeitada. Em nossos tempos, nós subitamente chegamos a tal distorção que particularmente nos obriga a realizar a correção.

Hoje nós consideramos apenas se amamos uns aos outros ou não. Todos os filmes contam apenas sobre esse amor. Não era assim antes. Nós não entendemos como as pessoas viviam cem ou duzentos anos atrás. Amor ou atração mútua não estavam no campo de visão. A atração sexual tinha um papel, mas não aquele que hoje queremos dizer com o conceito de amor. Ele se desenvolveu muito recentemente e estragou toda a nossa vida… Portanto, se o utilizarmos corretamente e “cobrirmos todos os pecados com o nosso amor”, se lidarmos com o nosso impulso de amar ou odiar o outro, desta forma particular, seremos bem sucedidos.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 31/07/12