Textos com a Tag 'Amor'

Uma Chama De Amor

Dr. Michael LaitmanRabash, “Carta 24”: Quanto à sua primeira pergunta sobre ter que ficar de guarda e evocar o amor nos corações dos amigos, que você acha impróprio, eu realmente vejo como necessário para você. Você sabe o que Baal HaSulam disse, que, entre homem e homem a pessoa aprende como se comportar entre homem e Criador.

Isto é assim porque a Luz superior está em repouso absoluto, e é necessário sempre evocar o amor, “até que o amor do nosso casamento agrade”…

E você sempre deve ficar de guarda, todo o dia e toda a noite, quando você sente um estado de dia ou um estado de noite.

Nós dizemos ao Criador, “Teu é o dia, e Tua também é a noite”. Assim, a noite, também, a escuridão da noite, vem do Criador a favor do homem, também, como está escrito, “Dia a dia profere discurso e noite após noite expressa conhecimento”. (Veja o comentário Sulam, parte 1, Item 103).

Segue-se que você deve evocar o coração dos amigos até que a chama se eleve por si só, como nossos sábios disseram sobre isso, “Quando você acende as velas”. Com isso, você será recompensado com o despertar do amor do Criador em nós.

Várias condições estão envolvidas aqui. Primeiro temos que “permanecer em guarda para despertar o amor no coração dos amigos”. Temos que fazer isso o tempo todo, o que significa independentemente da minha condição: “todo o dia e toda a noite”, isto é, quando eu me sinto bem e exultante e também quando me sinto mal e estou no escuro.

Apesar de tudo, devo evocar o amor em cada um dos meus amigos, em qualquer estado, até “que a chama se eleve por si mesma”. Isso significa que tenho que fazer todos os esforços para me tornar o combustível para a chama eterna. Se eu fizer isso, então me é permitido evocar o amor pelo Criador, ou o amor do Criador por nós.

Assim, vemos que essa condição é absolutamente crucial, como um mandamento que está acima do tempo, espaço e estado, que é uma obrigação absoluta. De acordo com isso, temos que pensar no que faremos em seguida e que sem essa condição não podemos avançar à meta. Nós não devemos nos confundir que a meta é qualquer outra coisa exceto a conquista do Criador, a equivalência de forma com Ele, visto que a Sua atitude em relação a nós é o amor ou o desejo de doar, que é a expressão deste amor.

Portanto, nós devemos constantemente nos agarrar a esta meta: de manhã, a pessoa deve planejar todos os seus pensamentos e ações, e à noite deve calcular o que fez. E assim dia após dia, durante todo dia. Devemos dirigir tudo para uma exigência: tentar evocar tanto quanto o amor, ou pelo menos um despertar, a importância da meta, que é o mesmo componente que o amor, até que a chama se eleve por si só. Isso significa que nosso despertar de baixo deve ser tão forte que irá convocar um despertar de Cima e a fusão dos dois despertares, de baixo e de Cima, irá criar uma grande chama.

Não se trata de uma linguagem apenas figurativa. Aquele que seriamente anseia pela meta deve aceitar isso seriamente. Estas condições são leis eternas.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 18/12/12

O Amor Sempre Se Eleva Acima Do Ódio

Dr. Michael LaitmanNão pode haver amor sem ódio. Afinal, o amor vem precisamente como a correção para o ódio. Não é uma parte inata de nós, mas temos que construí-la por nós mesmos. Este é o lugar onde surge o mandamento “ama teu amigo como a ti mesmo”: Do amor dos seres criados, passamos ao amor do Criador. O Criador é a soma geral de todas as formas de amor.

Mas primeiro eu descubro a matéria do meu desejo egoísta, meu “Monte Sinai”, minha montanha de “ódio”, o vaso quebrado em sua escura profundidade. Isso é chamado de “iluminação de Malchut“, e é realmente assustador.

Então eu tenho que corrigir esse ódio, e só assim eu alcanço o amor.

Não há amor independente; não há vasos independentes de doação. Existe a Luz que Reforma que eu atraio para me corrigir. Eu não abandono o ódio, eu ainda o sinto e reconheço, ele é mantido, e acima dele, em vez da “montanha de ódio”, eu construo uma “montanha de amor”.

É assim que se constrói o vaso; abaixo há espessura e acima a Masach e a Luz de Retorno (RL), que significa adesão. Na parte superior eu formo a minha atitude para com o Criador, todas as minhas intenções, e cubro meu ódio com a Luz de Hassadim abaixo. Em seguida, vem a Luz de Hochma e enche o vaso.

Isto acontece repetidas vezes até o final da correcção. O ódio que fica é oposto à Luz permanece, pois caso contrário eu não vou ser capaz de ser independente.

Pergunta: Isso significa que eu tenho que vir para a aula carregado de rejeição e aversão, a fim de superá-las? Que deficiência, que sensação de falha, eu devo levar comigo?

Resposta: Não olhe para o ódio. Você não deve vir com uma falha, mas com amor. Há apenas um objetivo e o que surge ao longo do caminho não é problema nosso. Se o ódio é revelado, deixe que seja revelado; e se não é revelado, então não é. Eu tenho que ser atraído para uma única coisa, e se no processo eu descubro em mim uma incapacidade, falta de compreensão, falta de conhecimento, etc., significa que é assim que deve ser.

Eu quero ser inteligente, e no caminho descubro que ainda sou burro. Mas eu estou ansiando por algo que é totalmente diferente. Assim, apesar de tudo, eu preciso me concentrar no objetivo final.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/12/12, “A sabedoria da Cabala e a Filosofia”

Amar O Amigo Mais Do Que O Seu Próprio Filho

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como é possível amar um amigo como seu próprio filho?

Resposta: Em nosso mundo, nos temos este exemplo do amor natural, humano, pelos filhos. De acordo com isso, nós precisamos medir o que significa o amor espiritual. É o amor no nível “+1”.

Pergunta: Mas é óbvio que isso é impossível!

Resposta: Nada é impossível! Porque tudo é impossível sem a ajuda do Criador; só a Luz torna tudo possível. Se algo parece impossível para nós, significa que temos que primeiro pedir, e só então será possível, o Criador vai fazê-lo.

O mundo está dividido em duas partes. Uma parte é a ação que a Luz realiza automaticamente, sem o nosso pedido, e é isso que nos referimos como “possível”, e pensamos que as estamos fazendo com a nossa própria vontade. Mas nós não fazemos nada por nós mesmos, não somos capazes de fazer nada. No entanto, nós não precisamos pedir com antecedência para que o Criador faça essas coisas.

Mas há também ações que devemos primeiro pedir, porque ao perguntar, mostramos que desejamos esta ação, que desejamos correção. Essa correção deve acontecer em mim, ela deve organizar as coisas dentro de mim e me reformar. Portanto, ela deve ser precedida pelo meu pedido.

Este pedido significa que eu me apeguei ao Criador, eu O revelo através de Suas ações. Mas toda esta correção é feita pelo Criador. Assim, todas as ações são divididas em “possíveis” e “impossíveis”. As impossíveis são aquelas que não vão acontecer por conta própria, mas só depois do meu pedido.

Você ama o seu filho com um amor natural, animal. Mas o amor por um amigo é uma ascensão ao próximo nível do amor, um amor que é perfeito e eterno, muito maior do que o amor pelo seu próprio filho.

O primeiro amor espiritual pelos outros, que aparece no primeiro grau, já é uma ordem de magnitude maior do que todo o seu amor por sua família. Basta pedir ao Criador por isso, e Ele o fará… O mundo inteiro só foi criado como um exemplo para que você tenha algo por onde começar a amar, alguma coisa em relação ao que você possa medir a si mesmo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Mandamento Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa agradar o Criador?

Resposta: Agradar, dar prazer ao Criador, amar o Criador, todas essas palavras são muito bonitas. Mas como podemos amar uma força, mesmo que ela seja eterna e governe tudo o que existe? Todas estas palavras são ditas a uma pessoa para que ela possa se ajustar de alguma forma.

Nós só chegamos a amar o Criador através do amor aos outros. No artigo, “Um Mandamento”, há uma instrução: chegar ao amor pelo Criador. Mas como podemos ser solicitados, obrigados a amar? É possível quando trabalhamos no amor pelo outro (pelo próximo), criando uma massa comum de nossos anseios pelo outro, construindo uma conexão comum acima do nosso egoísmo, e cobrindo-o com amor mútuo. Está escrito: “O amor vai cobrir todas as transgressões”. Quando nós construímos uma propriedade coletiva da conexão mútua comum e ansiamos por todos enquanto cultivamos o amor internamente, então, em nosso egoísmo interno, surge uma estrutura completamente nova: a adesão, a inclusão mútua.

Amor significa que eu assumo todos os seus desejos e cuido deles, pensando unicamente em como satisfazê-los, enquanto você pensa nos meus, e assim por diante. Amor significa satisfazer os desejos do outro, em vez do meu próprio, usando-os para este fim. Se eu organizo tais condições dentro de mim, ao fazê-lo eu desenvolvo um vaso lá que trabalha para o benefício da doação. Este vaso comum, que todos nós estamos criando juntos, contém nosso componente coletivo chamado “amor pelo Criador”.

Nós começamos a experimentar não só o vaso comum, a nossa atitude para com os outros, o amor por eles, doando a eles, mas também o que me preenche ao longo do caminho. Esta sensação é chamada de Criador, Boreh em hebraico (“Bo“- venha, “Reh“- veja). Quando nós criamos um vaso espiritual coletivo, como resultado o Criador é revelado lá.

Assim, a principal Mitzva é muito simples: “Ame ao próximo”. Através do amor pelo outro, no vaso que você criou, você sentirá o amor do Criador e, respectivamente, o amor Dele por você.

Pergunta: Qual é o objetivo final deste trabalho?

Resposta: Está no fato que você chega a uma completa equivalência e adesão com Ele em nosso próprio egoísmo corrigido. É assim que você sobe para o nível do Criador. Este é o objetivo final da criação. Você começa a experimentar a sensação de que está em adesão total com Ele, mas você não se dissolve nele, porque todo o seu vaso com você.

Em outras palavras, a sensação de ser oposto não acaba, visto que a adesão com o Criador ocorre acima dela; caso contrário, poderia ocorrer a aniquilação mútua. Por isso, nós temos de ver o nosso egoísmo como a matéria com a ajuda da qual avançamos. Nós devemos tratá-lo com respeito, pois é a imagem invertida do Criador. Por outro lado, todo o nosso mundo é a Sua imagem inversa no nosso nível.

Da Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4

Vida Significa Aproximar-se Do Amor

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot” : “Os ímpios, em suas vidas, são chamados de “mortos”. “Isto é porque a morte é melhor do que a vida, como a dor e o sofrimento que suportam para o seu sustento são muitas vezes maior do que o pouco prazer que sentem nesta vida.

Se nós não avançamos no sentido de alcançar a fonte da vida, a vida se transforma numa fuga do sofrimento. Todos os nossos pensamentos são apenas sobre como evitar o mal e o aborrecimento. Portanto, nós não imaginamos o bem como satisfação, já que não podemos nos satisfazer, mas simplesmente tentamos encontrar alguma paz entre os momentos ruins.

Como resultado, todos os prazeres que sentimos não duram mais do que um curto espaço de tempo, e por isso somos chamados de “mortos”, mesmo estando vivos, uma vez que não recebemos satisfação da fonte real da vida da qual toda a realidade e toda a criação se sustentam.

Claro, todo mundo tem suas próprias contas, e se a pessoa vê quanta dor e sofrimento ela sente, o quanto ela sofreu e que esforços fez em comparação com os poucos momentos de prazer que lhe deixou feliz e lhe trouxe alegria, então ela descobre que não valia a pena viver. Toda essa vida só pode ser justificada como uma preparação para a ascensão espiritual. Mas se ela examina a vida como é, percebe que não há qualquer nexo nela.

Agora, quando somos recompensados com Torá e Mitzvot (mandamentos), somos recompensados com a vida real feliz e alegre, ao mantê-los, como se diz: “Prove e veja que o Criador é bom”. Isto é o que aqueles que a alcançaram sentem. Então, nós podemos escolher entre o bem e o mal. Depois que recebemos a Torá, o caminho, os princípios espirituais, nós começamos a trabalhar com as duas linhas.

Isto é o que os escritos dizem com: “e você deve escolher a vida para que você e seus descendentes vivam”. Na verdade, é uma repetição: “e você deve escolher a vida, de modo que você viva”. Mas isso se refere a viver cumprindo a Torá e Mitzvot. Então, a pessoa realmente vive. “Mas a vida sem a Torá e Mitzvot é mais difícil do que a morte”.

Esta é a forma como a pessoa percebe a diferença entre a vida e a morte: a vida significa avanço espiritual, e a morte significa falta de avanço. A pessoa gradualmente entende que o avanço significa se aproximar do amor, da doação, da auto-anulação, subir acima do ego. Só isso é chamado de “vida”, sem qualquer consideração ao que sentimos em nossos desejos egoístas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Tirando Todas As Centelhas Da Espessura Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa: “conectar-se às centelhas dos amigos”?

Resposta: Significa conectar nossos desejos ao Criador. Afinal, os amigos vieram aqui porque há uma centelha em seu grande desejo que anseia pela espiritualidade, por equivalência de forma e conexão com o Criador. Eu também estou aqui por causa desse desejo; ele que nos trouxe ao grupo.

Nós temos que nos conectar nesses desejos, conectar-nos apenas pelas razões que nos trouxeram aqui. Vamos tirar apenas aqueles que nos trouxeram aqui de toda a espessura dos nossos desejos e descartar todo o resto como um saco cheio de lixo líquido, e conectar as centelhas de onde o nosso vaso espiritual será criado.

Será apenas a sua parte superior, e tudo o resto é formado do lixo que descartamos quando anulamos esses desejos. Não é fácil descartá-los, uma vez que temos que anular cada um desses desejos, um por um.

Quando tentamos conectar e queremos amar, o ódio é subitamente revelado, a fim de nos mostrar que não há amor natural em nós. Enquanto isso, parece que você ama a todos naturalmente, e que trata todos muito bem, como é aceito em nosso mundo: eles não trabalham no amor e portanto não descobrem o ódio.

Para alcançar o amor, precisamos primeiro descobrir o oposto, o ódio. Mas nós não trabalhamos no ódio. Nós aspiramos ao amor. Quanto mais você anseia por amor e realmente trabalha nele, mais rápido você descobre que odeia e que não ama. Você recebe a verdade do Alto.

Descobrir o amor significa ver o amigo como o maior em nossa geração, e olhar apenas para os seus atributos positivos, tentar sentir que os desejos dele são mais importantes que os seus desejos, como uma mãe sente por seu filho.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/12/12O Zohar

Quatro Níveis Do Amor

Dr. Michael LaitmanEm seu artigo, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”, Baal HaSulam escreve que o amor consiste em quatro partes, ou seja, que quando uma pessoa começa a sentir que está recebendo “algo”, ela pode dividir esse “algo” em quatro níveis.

Os Cabalistas chamam de “presente” a agradável sensação que nos vem sob a influência da Luz superior. Quando recebemos um presente, começamos a tentar descobrir quem nos deu; exploramos o que é esta qualidade, qual é a razão pela qual Ele nos trata assim, com que intenção e assim por diante. Em outras palavras, nós não conseguimos nada além do presente, mas podemos aprender sobre o Doador examinando seu presente e o impacto que ele produz sobre nós.

Se fossemos presenteados com uma pequena caixa, não seríamos capazes de descobrir muito apenas olhando para ela, mas certamente acharíamos que a pessoa que nos deu nos trata bem.

Por outro lado, se o presente nos penetra e produz uma determinada ação em nós, então podemos descobrir o que o Doador espera de nós e por que Ele modifica nossos estados internos da maneira que Ele faz.

Nós conhecemos nossos estados anteriores e sentimos o nosso estado atual alterado, e a diferença entre eles, em determinadas propriedades e aspectos. Então, podemos perceber o que Ele quer de nós. A partir das diferenças entre o passado e o presente, podemos dizer quem Ele é. De acordo com a ocorrência das mudanças, nós sentimos Suas qualidades positivas. Ele sempre nos muda para melhor, para o positivo, para mais. Ele nos faz crescer, e nós começamos a perceber quais são Suas qualidades e que Ele quer nos elevar a Ele.

Assim, nós somos capazes de distinguir entre os quatro níveis de realização e os quatro mundos.

De Fundamentos da Cabalá 02/12/12

Conhece-te A Ti Mesmo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Existe uma regra: “Ama ao teu próximo como a ti mesmo”, e nela, o amor por si mesmo não é anulado pelo amor ao próximo. É possível amar o próximo sem amar a si mesmo?

Resposta: Amor pelo seu próximo é impossível sem o amor-próprio! Portanto, o egoísmo não é destruído. Eu sempre tenho que verificar em relação a mim mesmo: eu amo a mim mesmo, e o próximo — só um pouco mais.

Por que mais? Agora você se ama mais do que ama os outros; portanto, com base na regra “ama como a ti mesmo”, você tem que amar os outros um pouco mais do que a si mesmo. Além disso, você precisa observar constantemente, comparar e tirar um exemplo de como você se ama. Assim, você começa a conhecer a si mesmo.

Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4

A Centelha Rubra Do Amor

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que nós temos que tirar o nosso ponto no coração para fora. Eu não entendo o que isso significa. Se o ponto está em mim, como posso tirá-lo? Eu sinto contentamento, sinto essa satisfação, e a examino como um observador. Este ponto está de alguma forma desconectado de mim?

Resposta: Este é um sentimento entre você e a outra pessoa que é como um ponto realmente luminoso, calmo, quente, vermelho. Não é nem mesmo um ponto, mas uma pequena bola entre você e ela.

Não importa se é um homem ou uma mulher, você não percebe. Não tem nada a ver com o sexo ou a aparência da pessoa, com nada externo. Este ponto simplesmente aparece, e você não olha para essa pessoa, mas para esta pequena bola, que surgiu entre vocês. E você trabalha para ela. É a coisa mais importante para você.

Esta bola representa os desejos de uma pessoa, suas aspirações. De repente você começa a senti-los e começa a trabalhar para eles. Você quer que esta bola cresça. Ela lhe atrai, lhe fascina como uma bola de fogo, e você trabalha para ela.

Pergunta: Mas se ela não me fascina, será que isso significa que sou eu que sinto contentamento?

Resposta: Mas isso não é você dentro de você, você está nesta bola, neste sentimento emergente de amor pelo outro. Você ainda está de pé como um observador e ainda se baseia em seu egoísmo, mas você busca este estado. Ele já é seu, vive em você.

Experimente!

Da Convenção em Novosibirsk 08/12/12, Lição 4

Sofrimentos De Amor E Sofrimentos De Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Todos deverão se esforçar no caminho espiritual?

Resposta: Todos. Afinal, é impossível atravessar o caminho do sofrimento sem esforço, sem fazer esforços, sem construir um vaso, sem o necessário investimento no desenvolvimento de minha deficiência e do meu anseio. Como eu posso sentir a espiritualidade sem tudo isso? Como posso sentir o mundo espiritual? Como posso descobrir o Criador se não estou adaptado a Ele, se eu não adquiro a equivalência de forma com Ele?

Eu devo atingir isso, mas a questão é: por que meios? Através de dificuldades e sofrimentos, ou pelo anseio que desenvolvo em mim. Isso também traz golpes, mas de forma oposta.

De uma forma ou de outra, eu tenho que sentir e passar por uma quantidade de dor e sofrimento, desapego, desejo e anseio. Há um desejo e há um anseio. Assim, o anseio é meu esforço. Foi-me dado o desejo, mas eu tenho que adicionar aceleração a ele. Como? Pelos sofrimentos ou com a ajuda do grupo, isto já é assunto meu.

Nós podemos avançar sob a pressão de coisas muito desagradáveis: guerras, desastres, falências, pragas, etc. Também podemos avançar de forma diferente, sob a influência do ambiente correto. Os obstáculos permanecem e eu ainda tenho que descobrir a espessura do meu desejo, mas eu adoço o caminho pelo meu anseio pelo Criador, ao precisar Dele — sofrimentos de amor em vez de sofrimentos de ódio.

No final, ninguém pode escapar da obra de Deus, mas é possível avançar sob os golpes, sob a carga do “Faraó”, e é possível ansiar pela meta com a ajuda do ambiente. De acordo com o valor absoluto, é a mesma coisa, mas de acordo com o conteúdo, estas são duas coisas totalmente diferentes.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/12, “Cabalá e Filosofia”