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A Pergunta Sobre A Vida E A Resposta

laitman_214Nossos sábios disseram: “O estudo do sagrado Zohar anula todos os tipos de desastres”. No livro, Sha’arei Yisrael, é afirmado: “As palavras e fala do sagrado Zohar conectam a pessoa a Ein Sof, bendito seja Ele”.

E o Rav Yitzhak Safrin de Komarno escreveu o seguinte: “Se o meu povo me ouvisse durante os passos do Messias quando o mal e a heresia aumentam, eles se esforçariam todos os dias para estudar O Livro do Zohar e as alterações das cartas de Rabi Nachman e anulariam todos os decretos do mal e atrairiam abundância e Luz”.

Como pode ser que um livro possa livrar a humanidade de todos os seus problemas e cada indivíduo de seus problemas pessoais relacionados com a saúde, família, filhos, dinheiro, cultura e comportamento, e as relações entre pessoas, países e nações?

Isso desperta muitas perguntas. Como pode O Livro do Zohar resolver todos os nossos problemas ambientais com a natureza inanimada, vegetal e animal, ou seja, desastres ambientais e as alterações climáticas que estamos começando a sentir cada vez mais agora?

Os Cabalistas de todas as gerações apontam especificamente O Livro do Zohar como tendo o poder de organizar o mundo inteiro, de restaurar a harmonia e a paz, de nos transformar em pessoas totalmente diferentes que se relacionam entre si com benevolência, de nos libertar de todo o mal e de todas as guerras. Ele é capaz de fazer a paz entre as pessoas e também dentro da própria pessoa, dentro da sua família, dentro da nação, entre partidos rivais, e de resolver todos os conflitos internos e internacionais, e também de corrigir o clima.

Ele pode dar uma resposta sobre as questões de uma pessoa como: “Qual é a razão da minha vida?” “Para que eu estou vivo?” Aparentemente este é um problema sutil e nós não queremos reconhecer que essas questões nos atormentam. Mas, na realidade, especificamente todos os problemas da sociedade moderna são derivados disso, ambos os problemas pessoais e sociais. Não está claro para nós para que estamos vivos e o que precisamos alcançar na vida. Nós estamos à procura e buscamos alguma coisa o tempo todo, usando um ao outro como exemplo, mas, basicamente, ninguém sabe o que fazer.

Isto acontece com todos. Há aqueles que ainda não entendem isso, mas também encontram o mesmo problema. Inconscientemente, essa questão “belisca nosso cérebro e nos derruba”. Portanto, nós nos opomos a ela e fazemos coisas estúpidas. Nós simplesmente tentamos fugir dessa questão de algum modo até “termos êxito em fluir nos rios da vida como ontem”.

Isto significa que queremos continuar com tudo sem mudanças, hoje como ontem e amanhã como hoje; a principal coisa é não pensar que toda a nossa vida passa por nada e em vão e nada acontece além da vida comum. A própria vida está cheia de ocupações que não trazem qualquer benefício e só causam danos um ao outro.

Depois de milhares de anos de desenvolvimento da humanidade, da sociedade e da civilização, nós finalmente chegamos a um processo único, um marco único. A humanidade está começando a descobrir a pergunta: “Por que estou aqui?” Essa pergunta começa a ser despertada em cada pessoa e em cada sociedade. É impossível escondê-la mais. Nós devemos descobri-la e respondê-la porque ainda não somos capazes de fugir dela.

Portanto, nós estamos destinados a enfrentar grandes desafios. Afinal de contas, de acordo com a nossa natureza, nós ainda queremos fugir dessa questão, fingir que ela não existe, e continuar a viver como antes. No entanto, essa questão é despertada em cada pessoa, “amargando sua vida”, e inconscientemente ela tenta fazer tudo para não sentir isso. A crise que estamos começando a sentir em nosso tempo é projetada especificamente para nos impedir de fugir dessa questão e procurar uma resposta para ela.

Mas a humanidade não será capaz de encontrar sozinha a resposta para a pergunta. Ela vai descobrir que a resposta se encontra dentro de nós, dentro daqueles que estudam a sabedoria da Cabalá e ela virá até nós com demandas. A humanidade virá até nós com todos os seus sentimentos amargos e vazios e vai exigir uma solução de nós. Em outras palavras, eles vão apresentar uma conta para nós, vão alegar que estão sofrendo por causa de nós, e que nós somos os culpados pelas coisas ruins que ocorrem com eles!

Juntamente com o despertar da pergunta sobre o propósito da vida, as pessoas vão sentir que especificamente nós temos uma resposta e parece que nos a escondemos delas, ou seja, estamos impedindo-as de alcançar uma vida boa, feliz e completa. Na verdade, é nossa obrigação revelar a resposta a ela e ser os líderes desse processo. Nós recebemos o desejo de descobrir a pergunta da vida e a resposta para ela de cima.

Da Convenção Mundial do Zohar, Dia Um 05/02/14, Lição 2

Nós Começamos Com Uma Subida De Baixo Para Cima

laitman_938_04Nós chegamos ao início do caminho para cima, rumo ao fim da correção. Nós aprendemos qual é a cadeia de cima para baixo, de Olam Ein Sof através de todos os mundos, ou seja, os Ha’alamot (ocultações), intensificando-se cada vez mais até que tenhamos chegado a este mundo.

Gradualmente, toda a Luz de Ein Sof e sua vida eterna perfeita está oculta de nós, e tudo isso é para que daqui, de baixo, nós comecemos a subir novamente, e desta forma, descubramos a força superior, a vida espiritual superior.

O Livro do Zohar está à nossa disposição, e só com ele os Cabalistas conectaram suas esperanças de correção, de um bom futuro para nós e para o mundo inteiro. No Livro do Zohar há o poder de nos elevar da sensação da vida física mortal neste mundo para a sensação da existência eterna em Olam Ein Sof. As chaves para a felicidade estão num livro. O poder exclusivo do Livro do Zohar é capaz de remover todos os obstáculos, todos os problemas, e afastar toda a miséria humana.

Mas ele não funciona como todos os tipos de bênçãos, amuletos, milagres e ações místicas. Ele não muda o mundo circundante; ele me muda. Eu estou mudado de tal forma que vejo e sinto Olam Ein Sof na mesma realidade que anteriormente parecia este mundo.

Torna-se claro para mim que as pessoas que eu via antes como estranhas são partes da minha alma e estão conectadas numa só alma. É assim que eu as vejo agora! Nós estamos conectados como uma só alma e somos preenchidos com a mesma Luz, eternidade, plenitude, realização e compreensão. Eu sequer encontro a solução para os problemas anteriores, mas sim, o poder de subir para outra dimensão da vida. Tudo isso graças ao Livro do Zohar.

Para nos empurrar para isso, a Luz que nos influencia de cima é revelada cada vez mais. Os genes informativos, os Reshimot, segundo os quais nós somos desenvolvidos e alterados, são descobertos em nós mais fortemente, como resultado da crescente influência da Luz. Assim, nos sentimos cada vez pior. Afinal de contas, a oposição entre a Luz e os desejos quebrados, os Reshimot, produz em nós o sentimento de estar quebrado.

Aqui, nós precisamos preceder os golpes com um remédio, e nós recebemos o remédio. Afinal de contas, nós viemos para a sabedoria da Cabalá não para evitar problemas, mas por causa de sofrimento espiritual; nós não sentimos satisfação espiritual em nossas vidas. Portanto, nós fomos atraídos à sabedoria da Cabalá. Não é como é com todo o resto do mundo que não sente nenhuma conexão com o sentido da vida, nem negativa nem positivamente. A questão sobre o sentido da vida está escondida em todos, mas, externamente, a pessoa simplesmente sente que é ruim para ela.

Portanto, nós devemos responder a este convite, a chamada dirigida a nós, e fazer uma correção no nível espiritual, na altura desse estado elevado que devemos atingir. Nós devemos chegar a um estado em que o mal não nos empurra por trás por golpes. Em vez disso, nós mesmos elevamos o bem, a grandeza da meta, a força superior, o mundo superior, o estado elevado, que está pronto para nós. Nós temos que subir e apreciá-lo, e nós temos todos os meios necessários para isso.

Nós temos muitos amigos e grupos em todas as partes do mundo, uma organização internacional, uma conexão bem organizada entre nós. Nós só precisamos jogar este jogo da vida como se todas as nossas vidas tivessem características espirituais, com a doação que é o oposto do nosso ego natural, como se elas fossem santificadas pelo amor que é o oposto do ódio. Se jogarmos assim, nós crescemos.

Não nos é exigido nada impossível: nós não precisamos ser bons. Sabe-se que uma pessoa não é capaz de se corrigir. Nós apenas devemos querer ser bons. Isso é chamado de nosso “meio shekel”. A Luz adiciona a segunda metade e completa a correção, em vez de nós. A Luz faz tudo de acordo com a regra que eu me esforcei e encontrei, como está escrito: “Se você se esforçou e não encontrou, não acredite”.

Assim, o nosso objetivo é se esforçar, querer se conectar, jogar com a unidade, e tomar todas as ações necessárias, como crianças que brincam de ser adultos e atraem a Luz que Corrige que faz com que elas cresçam. Nós também queremos ser grandes num sentido qualitativamente diferente, corrigir a nossa relação com o outro, com o grupo, e, por meio do grupo, nossa relação com o Criador.

Eu devo medir os estágios de meu desenvolvimento. Será que eu realmente comecei a sentir que os amigos me importam, mesmo egoisticamente, de modo que sentirei internamente que dependo deles e todo o meu futuro está com eles, que eu estou conectado a eles e devo estar dentro do grupo, mergulhar e dissolver-me nele?

Se eu sinto que eu me aproximando desse estado e começo a sentir que sou cada vez mais dependente do grupo, eu avanço. Este é um sinal muito gratificante que atesta que a Luz realmente me influencia.

Depois disso, quando eu sinto a minha dependência do grupo, eu devo verificar para saber se o meu sentimento agradável está conectado ao meu desejo de dar contentamento ao Criador. Experimente! Será que o pensamento que eu quero deixar o Criador feliz desperta calor e prazer em mim? Se este sentimento existe em mim, então eu estou visando corretamente através do grupo ao Criador. É assim que a Luz Superior começa a construir o caminho para cima dentro de mim.

Da Convenção Mundial do Zohar, Dia Um, Lição 2, 2/5/14

Quando Abrimos O Livro Do Zohar

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando começamos a ler O Livro do Zohar, por que você muitas vezes pergunta: “Vocês têm algo a perguntar do Criador”?

Resposta: Com certeza, caso contrário, por que motivo você tem O Livro do Zohar? Afinal, por que você o abre? É para descobrir a verdade. A verdade é revelada somente se você despertar a linha direita, que é o amor. Quando você o desperta, você deve compreender, sentir e descobrir que, na verdade, não há amor dentro de você, mas apenas ódio. E mais, é um tal ódio que você não é capaz de se sentar ao lado de seus amigos.

A fim de não ficar indiferente ao outro, é necessário exigir que o Criador revele tudo isso para nós: o amor, o ódio, a cooperação mútua e os conflitos entre nós. Falta-nos o terceiro fator, que está se voltar e exigir! O Criador é uma força, uma condição, e um sistema que exige um constante voltar-se a Ele. Enquanto isso não existir, você deve fazer um monte de trabalho. Não há nada que possa ser feito sobre isso, uma vez que é impossível ignorar esses níveis.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 06/05/15

Equipado Com Uma Intenção

Laitman_065Pergunta: Como podemos nos unir se a brecha entre as diferentes correntes e setores parece impossível de atravessar?

Resposta: Essa é a forma como deve ser no fim do exílio. Isso não me surpreende. Chegamos a este estado como resultado de eras de evolução. O mundo moderno é o nível avançado da evolução do nosso ego. É bom porque o ego é revelado em sua forma clara e específica a este nível. A única coisa que falta é o reconhecimento do mal: nós temos que entender que nos sentimos mal precisamente porque o nosso ego nos mostra que ele é a fonte de todo mal.

Nós ainda não temos esse reconhecimento, o que significa que não devemos apenas sofrer porque nos sentimos mal, mas precisamos descobrir a razão para esse mal. No momento nós não associamos a divisão entre nós com uma escalada militar em algum lugar no mundo, com demonstrações, com os problemas que surgem o tempo todo, e com o aumento do custo de vida. Nós não associamos tudo isso com o nosso ego, e, portanto, ainda não temos o reconhecimento do mal e simplesmente nos sentimos mal.

Temos que trabalhar nisso e explicar que, na verdade, a falta de conexão entre nós é a fonte de toda forma de mal e que a correção também reside na mesma causa: a renovação da conexão entre nós.

A própria humanidade nunca será capaz de descobrir essa dependência e que a falta de conexão entre as pessoas tem um efeito destrutivo sobre a natureza e a ecologia. Nós podemos convencer as pessoas de que a separação tem uma má influência sobre a sociedade e leva a quebras entre os setores religiosos e não religiosos, entre o rico e o pobre, entre diferentes correntes; ela também leva a problemas nos sistemas educacionais, mas tudo isso pertence ao nível humano. Quando falamos do efeito nos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza torna-se difícil explicar isso.

As pessoas têm que passar por aflições terríveis antes que possam ver a conexão entre essas coisas. Portanto, é nossa obrigação disseminar a sabedoria da Cabalá, e Baal HaSulam diz que o tempo para isso chegou.

Pergunta: Será que podemos convencer as pessoas definindo um exemplo pessoal para elas, mostrando-lhes os bons resultados que o estudo da Cabalá pode trazer?

Resposta: Eu não acho que isso vai ajudar, mesmo que corramos e demonstremos belos exemplos da conexão entre as pessoas. Nosso principal trabalho é usar a nossa intenção. Nós temos que realizar ações, mas acima de tudo temos que nos concentrar em nossa intenção e não procurar soluções além da educação integral.

Eu não acho que seremos capazes de fazer qualquer progresso através de nossas ações. As ações são importantes, mas elas acontecem por conta da Luz Superior que opera de acordo com a nossa intenção. A própria ação na qual a intenção é baseada não é tão importante. Nós simplesmente temos que utilizar todas as opções que se abrem desde cima.

Nós estamos nos aproximando da intenção correta o tempo todo – tudo isso é nosso trabalho. Consequentemente, nós atraímos a Luz e não precisamos de mais nada, exceto da Luz. Não estou armado com uma pistola ou uma lança, mas apenas com a intenção que eu tenho que usar a fim de atrair a Luz.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Uma Crise De Confiança

Dr. Michael LaitmanOpinião (Thorbjorn Jagland, político norueguês e Secretário-Geral do Conselho da Europa): “Nós temos observado um colapso das taxas de juro no mercado de empréstimos interbancários, que praticamente atingiu 0%. Isso indica que o mundo está prestes a sofrer uma grave crise em 2015, que nunca vimos no passado.

“O moderno sistema bancário atual baseia-se em valores positivos de taxas de juros no mercado de crédito real. O que acontecerá se os serviços bancários para guardar dinheiro não forem mais rentáveis? O que acontecerá com os fundos de pensão e as nossas economias?

“Nós também vemos uma crise de confiança na arena política. O equilíbrio do poder global está mudando e ninguém toma qualquer decisão por si mesmo. Nós estamos testemunhando a mudança do mundo a partir de um mundo unipolar para um mundo multipolar. As principais figuras políticas minaram a confiança mútua entre si com suas ações. Será que a elite política atual será capaz de superar a crise de 2015?”.

Meu Comentário: Nós só seremos capazes de superar a falta de confiança e a crise resultante com um método que nos eleve acima do ego geral humano. Nós devemos primeiro implementar esse método em Israel e, portanto, estabelecer um exemplo para o resto do mundo (ver Introdução ao Livro do Zohar“, item 71, em inglês).

Antissemitismo E As Lutas Do Homem Moderno

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (Rádio Eco de Moscou): “Um dos produtores mais famosos de Hollywood, Harvey Weinstein, pediu que todos os judeus do mundo se reúnam para resistir aos antissemitas. Ele disse que diante desses grupos terroristas como o Estado Islâmico (ISIS) e o Hamas, chegou o momento dos judeus se tornarem tão organizados como a Máfia.

“Parafraseando-o, ‘Deus vai derrotar o mal, se os anjos estiverem organizados como uma Máfia”. Até agora, contrário a todas as especulações dos proponentes de teorias conspiratórias, os judeus não só não têm tido sucesso em se consolidar como a Máfia, nem mesmo como uma orquestra sinfônica. Não é à toa que dizem que quando há dois judeus, há três opiniões.

“Cada uma das antigas organizações judaicas tem suas próprias políticas, seu próprio ‘violino’ e seu próprio ‘partido’. Nem mesmo os atos flagrantes de antissemitismo que estão regularmente acontecendo hoje na Europa obtêm uma resposta unificada. Pode haver uma defesa furiosa e um sério suplicar, mas os ataques contra as sinagogas judaicas continuam se tornando mais frequentes.

“Este produtor de Hollywood diz: ‘Eu acho que a luta contra o antissemitismo é um interesse vital não só de nossos povos, que perderam milhões de seus filhos e filhas em pogroms e no Holocausto, mas é a ponta de lança da luta do homem moderno com as ideologias bárbaras do ódio humano que ameaçam a própria vida sobre a face da Terra. Assim, pelo menos em prol disso, nós precisamos estar ‘organizados como uma Máfia’”.

Meu Comentário: Eu acho que sua conclusão é correta. Nós temos que mostrar um exemplo de conexão e unidade, porque somos os únicos que podem fazer isso corretamente. Inconscientemente, o mundo está esperando um exemplo de nós, porque todo o sofrimento no mundo é revelado somente para que nos unamos e só então todo o sofrimento no mundo cessará. Os chefes de inúmeras organizações judaicas precisam parar de negar o antissemitismo, devem parar de estar divididos, e se juntar a despeito de suas aparentes diferenças. Para os antissemitas, todos nós temos a mesma aparência, e, mais precisamente, todos nós temos o mesmo nariz. Como está escrito: “Introdução ao Livro do Zohar“:

67) Quando uma pessoa de Israel aumenta e dignifica a própria interioridade, que é Israel nessa pessoa, sobre a exterioridade, que são as nações do mundo nela, isto é, quando a pessoa dedica a maior parte de seus esforços para reforçar e exaltar sua interioridade, para beneficiar a alma, e faz menos esforços, a mera necessidade, para sustentar as nações do mundo nela, ou seja, as necessidades corporais, como está escrito (Avot , 1), “Torne a sua Torá permanente e seu trabalho temporário”, ao fazê-lo, ela faz os filhos de Israel subirem na interioridade e exterioridade do mundo também, e as nações do mundo, que são a exterioridade, reconhecerem o valor dos filhos de Israel.

Nós vemos que a redenção do sofrimento de Israel e do mundo inteiro depende apenas da unidade do povo de Israel. Todo o sofrimento de Israel e do mundo é só por causa da ausência do requisito “E amarás o teu amigo como a ti mesmo”.

70) Ai dos que fazem o espírito do Messias sair e se afastar mundo, e não pode voltar ao mundo. Eles são os únicos que tornam a Torá árida, sem umidade de compreensão e razão. Eles se limitam à parte prática da Torá, e não desejam tentar entender a sabedoria da Cabalá, conhecer e compreender os segredos da Torá e os sabores da Mitzva. Ai deles, pois com estas ações eles causam a existência da pobreza, ruína, roubo, saque, matança e destruições no mundo.

71) Em tal geração, todos os destruidores entre as nações do mundo levantam a cabeça e desejam principalmente destruir e matar os filhos de Israel, como está escrito (Yevamot 63), “Nenhuma calamidade vem ao mundo, exceto para Israel”. Isto significa, como está escrito nas correções acima, que causam pobreza, ruína, roubo, assassinato e destruição em todo o mundo.

Mas se começarmos a unir e mostrar um exemplo ao mundo inteiro, todas as nações do mundo irão reconhecer os méritos de Israel. E elas vão cumprir o texto: Isaías 14: 2: E os povos os apanharão, e os levarão ao seu lugar. E, como está escrito: Isaías 49:22: … e eles trarão nos braços os seus filhos e carregarão nos ombros suas filhas.

No Exílio Da Conexão

Laitman_119Pergunta: A pessoa deve sentir a escuridão do Egito como um estado intolerável, para que queira sair dele. O que ela deve fazer para não escapar simplesmente da sensação desagradável, mas aceitar o domínio do Criador?

Resposta: De acordo com a nossa natureza, não somos capazes de permanecer num estado desagradável, a menos que não tenhamos escolha: se alguém me pressiona e me abraça. Eu quero fugir, mas não posso, então eu permaneço na condição desagradável. Isso pode ser físico, quando alguém me segura para me dar uma injeção, por exemplo, como fazemos com os bebês. Ou a sociedade pode me pressionar, e, assim, não tendo escolha, eu faço o que é exigido de mim. Ou seja, eu estou numa condição em que sofro, mas estou sendo pressionado e não posso escapar.

Por natureza, eu fujo de qualquer coisa que não gosto. Este é o desejo de desfrutar. Se eu sinto inclusive “um grama” de desconforto, eu quero ficar longe dele. No entanto, existem diferentes circunstâncias imperiosas, problemas e cálculos que me forçam a continuar a sofrer, sem ter escolha, não porque quero, mas por causa da pressão que é colocada em mim. Esta pressão é chamada de exílio; eu estou sob pressão e permaneço nesse estado e sofro.

Você está pedindo o oposto: Como posso sentir um sofrimento maior para que possa sentir que estou na escuridão egípcia, em tão grande mal, de modo que queira sair disso? Assim, parece não haver problema se eu me coloco num estado de sofrimento.

Mas eu não posso alcançar tal estado de sofrimento; ele deve ser justificado de algum modo: por pressão da opinião pública ou por uma causa que ilumine de longe, como um presente ou uma recompensa. Se eu sou o desejo de receber, não posso causar dano a mim mesmo, a menos que receba uma recompensa que exceda a pressão que experimento ou os esforços que faço em troca. Como posso chegar a sentir o exílio no Egito?

Em primeiro lugar, eu alcanço o exílio no Egito em diferentes maneiras que não estão relacionadas à espiritualidade. Isso significa que não inflijo dor a mim mesmo ou vivo uma vida dura. Não consigo fazer isso. O Egito deve ser um estado muito especial para mim, onde eu sofro porque não posso me conectar com as outras partes quebradas da alma única porque o Faraó nos domina. Esse estado me pressiona e não há nada que eu possa fazer. Eu não posso me livrar de sua presença na conexão entre nós, apesar de todos os meus esforços. Isso é chamado de Egito, quando eu estou pronto para dar qualquer coisa para matar o faraó, para tirá-lo do meu sistema, ou para elevar-me acima dele.

Há muitos discernimentos internos aqui: dentro dele, fora dele, por que é dito “Deixa meu povo ir”, por que é impossível ser livre no Egito, como vamos sair do Egito, e porque nós tomamos os vasos e só o Faraó permanece no Egito? Na verdade, nada permanece no Egito, exceto o Faraó. Tudo o resto é levado para fora do Egito. Esses desejos morrem lá ou são retirados.

Todas essas definições não têm nada a ver com sofrimentos terrenos, mas se referem a uma coisa só: à conexão entre nós, a fim de descobrir o Criador nela e, assim, agradá-Lo. Afinal, o Criador quer que o descubramos. Portanto, nós devemos trabalhar continuamente nesse ponto no grupo e sentir que a única coisa que falta é a conexão. Se você simplesmente quer sair do seu ego (e, talvez, isso seja realmente o que você quer), é apenas porque isso lhe traz muitos problemas. Assim, você tenta mudar o pequeno ego para um ego maior, mais sofisticado, mas ainda quer trabalhar para o Faraó.

Trabalhar fora do Faraó só é possível se você anseia pela conexão, a fim de descobrir o atributo do Criador e, portanto, agradá-Lo quando você assume Sua forma e deseja se parecer com Ele. Você deve examinar este ponto com cuidado.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 13/04/14, O Zohar

O Fogo Perpétuo É Um Chamado À Ação

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Tzav”, item 50: Ele não vai sair. É claro que o fogo da Torá não se extinguirá, uma vez que a transgressão não extingue a Torá, mas uma transgressão extingue uma Mitzva, e aquele que comete uma transgressão extingue uma Mitzva, o que é chamado de “uma vela”. Assim, a pessoa extingue sua vela de seu corpo, ou seja, a alma, da qual foi dito: “A alma do homem é a vela de Deus”.

Se uma pessoa peca na espiritualidade, ela pode extinguir o fogo da Mitzva (mandamento) como resultado. Mas seu ego e a Luz Circundante (Ohr Makif) ainda acarretarão o surgimento da vela, a conexão entre os atributos do Criador e os atributos da pessoa. Então o atributo da pessoa será gradualmente corrigido de acordo com o Criador.

Este estado é muitas vezes mencionado na Torá, como na história dos Macabeus, por exemplo, que tinham apenas um pequeno frasco de óleo que durou oito dias, embora, logicamente, ele deveria ter sido suficiente apenas para um dia. Isso significa que o fogo perpétuo simboliza o desejo permanente pela meta, a conexão contínua, a compreensão contínua, assim como o fogo perpétuo que é aceso em memória daqueles que já não estão entre nós.

Esta é a memória eterna, que deve ser um chamado à ação para nós. Nós temos que proteger este fogo em nós e estar em contato permanente entre a Luz Superior, o Criador, e o nosso desejo egoísta. É porque a Luz ilumina por causa do nosso desejo, que gradualmente diminui e serve como combustível para a Luz.

O Criador (a Luz) aparece somente quando podemos subir ao seu nível e nos transformarmos num fogo ardente. Até então não há um Criador e esta é a razão pela qual Ele é chamado de “venha e veja”, Bo-re.

Quando tentamos nos transformar no atributo de amor e doação, uma névoa sobe do óleo através do pavio e a vela é acesa Assim, a forma da vela não é apenas a forma do Criador, Seu atributo, mas também a forma da pessoa, a forma de Adão (homem/ser humano), que se assemelha ao Criador, já que agora eles combinam e estão em adesão.

Como resultado, o elemento que não queima por natureza começa a queimar. Sem ele não há fogo, mas ele só aparece quando anseia em alcançar a equivalência de forma com o Criador. A Luz realmente surge como resultado disso, porque sem ela, não há nível superior e nem mundo superior.

O mundo espiritual surge quando o criamos dentro de nós a partir dos materiais que temos. Primeiro é o grupo que anseia pela conexão, a fim de descobrir o atributo de amor e doação na conexão entre si. Se tal atributo desperta entre nós, então, como resultado da compressão entre nós, da pressão e do desejo de se conectar, existe uma ignição. Então, surge a Luz, que é a imagem do Criador que surge entre nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 27/11/13

Reunindo-se Na Ponte Acima Do Ódio

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que é habitual ter uma refeição na noite de Pessach, quando toda a família se senta ao redor da mesa?

Resposta: Pessach é um feriado especial porque simboliza o nascimento da nação israelita. Ela diz que é somente após o êxodo do Egito que eles se tornam uma nação, e que não podemos ser chamados de uma nação enquanto estivermos separados e divididos, e a força egoísta nos despedaçar. É somente quando nós resistimos a essas forças estrangeiras e tentamos nos conectar que descobrimos a força de unidade que nos une, e que nos tornamos uma nação. Por isso, a nação de Israel hoje não é chamada de uma nação de acordo com a verdadeira definição Cabalística.

Comentário: Este estado de divisão foi muito fortemente revelado durante as eleições em Israel que terminaram há pouco tempo atrás e dividiram a nação em muitos partidos e movimentos. A divisão interna é cada vez mais crescente e profunda.

Resposta: Estas eleições foram muito prejudiciais para a nação, já que celebramos o fato de que temos conflitos e que nos odiamos. Durante a propaganda da eleição, nós enfatizamos essas diferenças e todos tentaram prejudicar um ao outro, tanto quanto podiam. Isso é terrivelmente prejudicial à nossa nação, embora seja chamado de democracia. Afinal, toda a base da nação israelita é a unidade acima de todos os obstáculos e diferenças.

Pergunta: Mas, o que devemos fazer se nossas opiniões diferem?

Resposta: Isso é uma coisa muito boa! Na verdade, é a conexão entre o positivo e negativo que gera energia. É bom que não compartilhemos as mesmas opiniões. Nós só devemos saber como nos conectar acima de todas as diferenças. Portanto, a conexão para a qual a sabedoria da Cabalá nos leva está longe de ser uma simples ideia. Nós temos que encontrar a força especial na natureza que nos ajudará a unir, apesar das nossas diferenças e oposições. As opiniões opostas permanecem, mas nós sabemos como fazer a paz entre nós acima delas de modo que o amor cobrirá todos os pecados. Este é um princípio muito profundo. Nós somos ambos pecadores, você e eu, mas construímos uma ponte sobre o ódio que sentimos em relação um ao outro.

O Livro do Zohar nos diz que os dez alunos do Rabi Shimon que se sentavam numa caverna e escreviam este livro se odiavam tanto quando começavam a estudar à meia-noite que queriam queimar um ao outro. Mas, na medida em que estudaram juntos e fizeram esforços para construir gradualmente a ponte acima do seu ódio ardente, chegaram à revelações espirituais sobre as quais eles nos dizem mais tarde, no Livro do Zohar. Essa ponte só pode ser construída acima das opiniões opostas.

Pergunta: Será que isso significa que sempre que temos disputas, sempre podemos construir uma ponte acima delas?

Resposta: Nós sempre podemos construir uma ponte acima de nossas disputas, e, além disso, é proibido pressionar uma pessoa para forçá-la a ceder e mudar de opinião. Quanto mais diferente a sua opinião é dos outros, melhor.

Pergunta: Então, o que vai construir a ponte entre nós?

Resposta: Por exemplo, nós podemos ter um sistema elétrico ou eletrônico que realmente funciona graças ao fato de que ele queima energia como resultado da diferença de potencial entre dois condutores elétricos que chegam até ele. Quando estamos num conflito e em frente um ao outro por causa de nossa natureza egoísta, e, ao mesmo tempo, nos conectamos acima dela, esses dois níveis criam uma realização espiritual dentro de nós. Nós alcançamos o mundo espiritual na lacuna potencial quando descobrimos não só o nosso atual mundo corporal, mas também o mundo superior. A conquista do mundo espiritual é chamada de alma.

Do Programa da Radio Israelense 103FM , 15/03/15

A Noite Da Noiva

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “A Noite da Noiva”: Todos os dias do exílio são chamados de noite, pois é quando o rosto do Criador está oculto de Israel, na medida em que as forças impuras governam e separam os Seus servos fiéis Dele. No entanto, este é o momento em que a noiva se une com o marido…

A união entre a noiva e seu marido (O Zohar usa a palavra “marido” em vez de “noivo”) ocorre graças à Torá e Mitzvot (mandamentos) dos justos, referido como “aqueles que guardam a Torá ..”.

O ponto no coração, o despertar espiritual durante o longo exílio – que significa na duração de seis mil anos – cresce apenas pela escuridão, pelo sentimento de exílio. Nós temos que transformar cada vez essa escuridão em Luz, até que, após os seis dias de ação, chegamos ao sétimo dia do sétimo milênio, um estado de Luz total.

Portanto, todo o nosso trabalho é aceitar o estado como escuridão, como noite, e transformá-lo em dia. Nós determinamos que o estado, a sensação que temos recebido, é dia e não noite.

Parece como a escuridão no que diz respeito ao nosso ego, ao desejo de desfrutar, e no que diz respeito ao nosso desejo de doar parece como uma oportunidade e como Luz.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/05/14, O Zohar