Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

Um Pacto Eterno Que Regenera Constantemente

Dr. Michael LaitmanVocê pode encontrar muitos exemplos alegóricos que ilustram o processo da aproximação espiritual. Por exemplo, um relógio com um pêndulo que se move de um lado para outro reflete que a pessoa faz metade do trabalho e o Criador faz a outra metade.

Da pessoa só é exigido preparar uma deficiência – este é o seu livre arbítrio – preparar uma deficiência com a ajuda do ambiente. O Criador é revelado de acordo com o ambiente, já que a Luz é constante e não muda. Se a pessoa prepara uma deficiência do tamanho das 10 primeiras Sefirot onde ela possa revelar a Luz superior no novo nível, a Luz é revelada.

Assim, a pessoa está sempre preparando uma nova deficiência e, assim, o novo nível da Luz superior é revelado.

Nós devemos lembrar que a Luz está num estado de repouso absoluto; ela é eterna e imutável. O Criador, de Sua parte, sempre mantém o pacto com a pessoa e não muda os seus termos. A pessoa deve sempre renovar o pacto.

Cada vez que ela muda com o seu pêndulo e dá um passo à frente, ela é recompensada com a revelação do Criador e se aproxima mais Dele. Por cada tentativa nesse sentido, ela deve sair com a impressão correta, de modo que todo o seu trabalho, no nível que ela agora se encontra, entre duas subidas ou duas descidas, vai ser para o benefício do Rei. Isso significa que seu trabalho deve ser numa direção “acima da razão” com uma intenção de valorizar o atributo de doação acima do atributo de recepção. Assim, a pessoa se aproxima do Criador.

Em relação a isso se diz: “Em todos os seus sacrifícios você deve sacrificar sal”. Um sacrifício simboliza a proximidade com o Rei, e ao manter constantemente o pacto entre vocês e renovando-o, você é recompensado com a revelação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/06/12, Shamati # 76

Fé Que Brilha Numa Noite Escura

Dr. Michael LaitmanSe o Criador é revelado ou, pelo menos, se aproxima um pouco mais da pessoa conforme a equivalência de forma que esta alcançou, ela não deve se alegrar e para desfrutar dessa sensação agradável durante a subida. Pelo contrário, o tempo da subida é o local mais adequado para trabalhar, quando nós somos convocados a adicionar esforço máximo, a fim de nos agarrar mais firmemente ao estudo, o grupo, os livros e a disseminação.

Nós devemos tentar maximizar este tempo e entender que ninguém garante que tudo isso não vai parar no minuto seguinte. Portanto, você deve se ligar agora, usando todos os meios que possui, ao estado de ascensão, de modo que mesmo que o estado agradável mude para o estado oposto e se torne escuro e desagradável (um estado de nebulosidade, confusão, desespero e impotência), mesmo em tal estado, que está cheio de desespero, você vai querer permanecer aderido ao Criador.

Essa proximidade não vai sustentar os estados agradáveis, mas mesmo que você se sinta mal agora em seu desejo de receber, voce deseja permanecer leal e aderir ao Rei. Assim, nem as subidas nem as descidas irão afetá-lo, se você sentir ou não uma satisfação em seus vasos de recepção. Pelo contrário, é quando não há satisfação que você pode ter certeza que você está agindo sem qualquer recompensa pessoal, a fim de doar.

Para fazer isso você precisa de um “pacto” (aliança). Se você anseia por doação, você descobre que pode formar tal pacto com o Rei, e que o Criador irá manter este pacto. Assim, você pode ter certeza que quando as descidas vierem e você sentir que está totalmente vazio e não pode manter a doação, graças a seu trabalho anterior você será capaz de permanecer aderido mesmo no “escuro”.

Todo o nosso trabalho é feito realmente à “noite”, onde estão a doação e a fé. Como se diz: “Diga a sua graça pela manhã e a sua fé à noite”, uma vez que é à “noite” que a fé e a doação são reveladas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/06/12, Shamati # 76

Escravidão É A Falta Da Qualidade De Doação

Dr. Michael LaitmanQuando o homem é sucessivamente rejeitado da união e anseia por ela novamente, ele está passando por uma cadeia de situações chamada de “exílio”. Ele começa a sentir cada vez mais que este é o exílio. Exílio de quê?

Aqui há toda uma série de esclarecimentos: o exílio do bom estado, o exílio da compreensão e exílio do que pode satisfazer o meu ego. Mas eu começo a receber tudo, apesar disso tudo. Para mim não importa o que eu deveria sentir. Mesmo se eu não sentir nada, o principal é que eu vou subir acima deste estado, de modo que o exílio para mim vai ser a falta da qualidade de doação em mim.

Quando eu me anulo, eu paro de sentir o meu estado. Se eu anulo o meu “eu” (a minha personalidade), eu não existo, só o Criador existe. É como se eu desaparecesse Nele, eu não me sinto. A única coisa que eu quero é entrar na qualidade de doação, esse amor que preenche tudo em volta de mim. Se eu fizer um esforço, eu começo a sentir que realmente trabalho com ela em harmonia. Este movimento já é consciente e é expresso como o exílio correto.

Eu começo a mudar meus valores. Se antes eu sentia satisfação, compreensão, um sentimento bom, e todas as coisas pessoais eram sublimes, eu já não o sinto agora.

Agora, a coisa mais importante e principal para mim é o anseio pela qualidade de doação. Melhor ainda se eu me esforço por ela acima de situações imperfeitas, porque isso me dá plena confiança de que não é o meu ego que me empurra para frente.

Ele me enfraquece, eu me sinto mal, me sinto fora do lugar, mas, apesar de estas situações, eu sou atraído à qualidade de doação, ao Criador, a este campo que preenche tudo que está ao redor. Anulando-me, eu me torno transparente em relação a este campo e a Luz superior passa por mim.

De repente, é revelado que o Criador me acompanha, como se dizendo a Moisés (ao meu ponto no coração), “Venha ao Faraó”. Isto é, eu começo a ver que quando Ele desperta o ego em mim, Ele ao mesmo tempo me ajuda a estar conectado a Ele. Por quê? Porque quando Ele desperta o meu ego, Ele desperta grande sofrimento. Agora, se eu posso ser atraído à qualidade de doação, isso não ocorre pela satisfação, porque vai contra o meu ego: assim, ele me ajuda a fazer a minha primeira restrição (Tzimtzum) e assim eu avanço todo o tempo aumentando meus esforços na direção da qualidade de doação, a despeito do que sinto.

A questão principal aqui é a anulação de nós mesmos e estarmos atraídos à qualidade de doação. Neste caso, eu já estou construindo acima do vaso (o desejo) uma tela e a Luz Refletida. Este é o primeiro estágio espiritual.

Depois de eu dirigir a mim mesmo, eu chego a um nível tal que subo acima do “Faraó”. Este estado é chamado “Fuga do Egito”. Eu me elevei acima do meu ego; certamente, eu não fujo dele para qualquer lugar, pois ele existe em mim, mas sob a “tela”, e eu acima dele. Este é o significado do “Êxodo do Egito”, quando eu, no meu sentimento, não estou na escravidão do meu ego.

De KabTV “Fundamentos da Sociedade Integral” 01/04/12

Por Que Amar O Outro?

Dr. Michael LaitmanPergunta: A obrigação, ou como você diz, o mandamento “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”, já foi discutido várias vezes, e muitos desejaram implementá-lo, até se transformar no apelo para as crianças serem pacíficas, e não a verdadeira obrigação para os adultos mudarem seus relacionamentos. Qual é a diferença entre o seu apelo e os outros, e por que você tem certeza que será capaz de realizar sua fantasia?

Resposta: Quando as pessoas comuns, os 99%, falam sobre a conexão, elas se referem à correção da sociedade humana, semelhante à forma como nós aconselhamos as crianças a serem amigas e não discutir. Quando os Cabalistas, os 1%, falam sobre a conexão, para eles essa conexão é o meio para alcançar um objetivo maior: a revelação e a realização do Criador, a força superior da natureza, e alcançar o próximo nível de desenvolvimento, a sensação do mundo superior.

O Pagamento Será Justo

Dr. Michael LaitmanSabe-se que “tudo vem de cima” e que “não há outro além dele.” Mas isso dá à pessoa a oportunidade de trabalhar. Apesar de ser capaz de atingir e receber tudo sem quaisquer esforços, ela de qualquer forma realiza os esforços. Isto é, apesar do Criador não necessitar nada dela: favores, doação, esforços ou sofrimento. No entanto, a pessoa está pronta para passar por tudo isso, pois só assim é capaz de sentir que é real. De sua parte, ela quer com todo o seu coração e alma estar aderida ao Criador, na providência geral e também na providência individual.

Quando a realidade dos níveis espirituais é revelada à pessoa, ela vê que “não há outro além Dele”, e que as criaturas não alcançam nada com suas próprias forças dentro desta perfeição que é preenchida com tudo e controlada completamente. No entanto, mesmo que ela veja que o Criador não precisa de qualquer ação sua, ela sente claramente que deve agir, somente porque com toda a sua força quer aderir-se ao Criador. Então, a verdade e a fé se conectam dentro dela num todo completo.

De acordo com isso, ela começa a ver a imagem correta da realidade, pois quando se aproxima da adesão e conexão com a humanidade, com as pessoas, através delas ela atinge o amor do Criador. Como diz a Torá: “Do amor pelas criatura ao amor pelo Criador”. Tudo o que acontece em tempos diferentes e com pessoas diferentes se unem num só para ela, porque toda a realidade está acima do tempo, espaço e movimento, e é recolhida num único local, numa deficiência, onde todas as suas partes são semelhantes entre si.

Assim, embora nos pareça que neste mundo existam pessoas que fazem grandes esforços e outras que colhem suas recompensas através dos esforços dos outros, no final, vemos que tudo isso acontece num Kli, num desejo. Não há desorganização ou injustiça aqui, uma vez que todas as revelações se conectam num só lugar e podem pertencer à Luz Direta ou à Luz Refletida, à providência geral ou à providência individual no mesmo processo.

No mundo físico, as pessoas pensam que a recompensa por seus mandamentos as aguardam no outro mundo, como está escrito: “Hoje você realiza o trabalho, e amanhã receberá a recompensa”. Mas o outro mundo é o próximo nível que a pessoa descobre aqui e agora. O ponto de vista correto é que a recompensa da pessoa é que ela se conecta com os outros e não há diferença quanto ao local para fazer esforços, e a recompensa pode ser recebida num lugar completamente diferente. Como para ela tudo isso se conecta a um lugar, torna-se um desejo. Através das correções tudo chega à equivalência.

Mas, durante o período de preparação, a ocultação age enquanto a pessoa não atingiu o mesmo desejo. A ocultação é necessária a fim de lhe dar a oportunidade de fazer esforços. Afinal de contas, ela não age em prol da doação. Enquanto ela não alcançou a doação, ela descobre falhas, a fim de despertá-la, para que ela realize todos os esforços em Lo Lishma (Não Por Causa Dele). Mas quando ela chega à Lishma (Por Causa Dele), ela começa a apreciar os próprios esforços como recompensa, e apesar do fato de ver a perfeição, ela encontra um lugar para realizar esforços.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/06/12, Shamati # 43

Revivendo A Rotina De Trabalho

A fim de atingir uma meta, precisamos da meios e nosso meio é o nosso esforço. Quanto mais nos esforçarmos,  mais focados, clarificados, e orientada ao objetivo nosso esforço é, mais intensamente atraimos a Luz que reforma que nos avança.

Portanto, cada momento na vida é dado a nós, a fim de pesquisar e esclarecer o que é a coisa mais eficaz que eu devo fazer para isso me ajudar a atrair a Luz que Reforma, como se diz: “Eu criei a má inclinação, eu criei a Torá como tempero para isso, uma vez que a Luz nela reforma “, o que significa que você corríge a inclinação para o mal e a transforma em uma boa inclinação. Nesta boa inclinação, como em um vaso bom, você recebe a sensação da vida espiritual.

Esta é a fórmula da correção. Assim, nosso esforço é tentar descobrir o meio mais eficaz a qualquer momento.

Uma pessoa normalmente flutua ao longo da corrente da vida pensando que ela avança dessa maneira. Mas a flutuação passiva lhe permite avançar no nível “inanimado”. Suponha que ela está em um grupo, estudando e participando de diferentes eventos e tudo isso se torna uma rotina para ela. Ela está nele sob a influência do campo da força geral que avança em uma corrente geral todos aqueles que querem alcançar a meta, mas isso é chamado de “Sagrado inanimado”, e ainda não há promoção pessoal aqui.

O progresso pessoal depende do esforço diário de uma pessoa, a fim de estimular a si mesma e adicionar sabor e causticidade para este prato por si mesma: Sal e pimenta e outras especiarias.
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Introspecção

Pergunta: Quais são as deficiências do indivíduo e a deficiência geral?

Resposta: Uma deficiência do indivíduo não existe na espiritualidade, porque não se trata dos desejos comuns corporais. Em desejos espirituais, uma pessoa tem apenas um ponto no coração, que ela ainda não tinha percebido.

Uma deficiência em geral é a habilidade de separar-se de si mesmo e conectar-se ao geral. Isto significa que uma pessoa já entende e sente a partir do estudo, de ser parte do grupo, e de disseminação que o mundo espiritual só é revelado em uma deficiência total.

Uma deficiência total significa que ela está ligada, pelo menos, minimamente, o que permite uma pessoa a perceber vários discernimentos espirituais. Até então, não se vê nada, como à noite, no crepúsculo, quando tudo se torna turvo.

Há um ditado que diz que é na hora da noite quando você não pode reconhecer o rosto de seu amigo de uma certa distância (quatro Amot) já que tudo mistura junto. No entanto, se eu posso reconhecer meu amigo, não é noite ainda.

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O Ponto De Virada Da Consciência

Dr. Michael LaitmanTemos de chegar a uma altura onde trabalhamos acima do nosso egoísmo e ele não fica no nosso caminho, onde nós nos elevamos acima dele e nos tornamos completamente livres dele. Então, não existem limitações para a pessoa.

Mas, por enquanto, o egoísmo fica em nosso caminho, sendo “a ajuda em contra”, pois isso me ajuda a revelar novos desejos, problemas e todos os tipos de falhas dentro de mim. Isto me incita a trabalhar e agir, despertando sensações diversas em mim e uma mudança de estados.

Se nada disso existisse, nosso estado seria completamente desesperador. É por isso que está escrito que “Quanto maior a pessoa, maior o seu egoísmo”. Mas, conforme a pessoa avança, ela revela um desejo de desfrutar maior, e dentro desse mesmo desejo ela revela cada vez mais detalhes e nuances mais sutis, evocando nele impressões mais fortes. Isso é chamado de um desejo de desfrutar maior.

Alcançar o maior egoísmo significa tornar-se exigente e intolerante com pequenas coisas que antes eu nem prestava atenção. E isso me estimula a realizar novas correções, mais finas, fazendo com que eu realize um trabalho muito preciso contra a minha natureza egoísta.

O Criador criou o desejo de desfrutar, sendo estranho a Ele e a nós. Mas isso nos permite sentir uma noção: a nossa separação do Criador, como “algo a partir do nada” (Yesh Mi Ein). Não há nada além disso no desejo de desfrutar. Ele inclui apenas essa qualidade, e nem uma pitada de qualquer desejo. O Criador criou apenas este ponto em particular, que surgiu “do nada”, sendo algo completamente separado.

E deste ponto separado, o desejo de desfrutar começa a se desenvolver como uma espiral que se desenrola. Tudo o que está presente neste desejo, que sai do ponto de “algo a partir do nada”, se desenvolve a partir do Criador, mas sob a forma oposta, como um antimundo.

O Criador criou certo ponto, além de Seus limites, que existe a partir do nada, e Ele mesmo veio dentro dele. Acontece que é o Criador e a criação, colocados um frente o outro. E a criação usa tudo o que tem deste “nada”, a fim de estabelecer-se no mesmo status que o Criador.

Afinal de contas, todo o resto, além deste único ponto do “algo a partir do nada” é o Criador. E o “algo a partir do nada” é o ponto de virada na nossa mente e sentimentos, que devemos sempre corrigir.

Da 1a aprte da Lição Diária de Cabalá 14/06/12, Shamati

Estágios Da Formação Da Mente: Da Sensação Ao Entendimento

Dr. Michael LaitmanTudo se passa no desejo de receber, o único ser criado. E ele é controlado pela Luz, que o educa e ensina através de tudo o que acontece com ele. O processo começa a partir da quarta fase da Luz Direta, da qual podemos ver que, além de preencher o ser criado que ela criou, o desejo, leva-o a sentir o Criador. No final, o ser criado (a quarta fase – Behina Dalet) começa a sentir que alguém o criou e agora o está satisfazendo, o que significa que há algo mais além do desejo em si e da satisfação.

Nós não sentimos isso em nossas vidas, pois nos sentimos como na fase um, no início da criação: eu tenho uma vida e estou vivo. Nós não sentimos que estamos recebendo essa vida de alguém e é por isso que não nos desenvolvemos acima do primeiro nível, o nível inanimado.

O nível vegetal já sente que sua vida é determinada pelo desejo de alguém, por algum plano que leva a determinado objetivo. Isto significa que sente que há uma razão que leva a um processo que conduz a uma meta. Assim, duas atitudes são desenvolvidas na: para a sua condição e para aquele que oferece essa condição.

O ser criado pode se sentir bem ou mal, e ao mesmo tempo sentir que esse sentimento bom ou ruim vem de alguém. Assim, ele desenvolve uma atitude para com este “alguém”. Instintivamente, ele ama aquele que causa prazer e não gosta de quem lhe faz sofrer.

Mas, graças ao fato de que ele passa por muitos estados, o ser criado gradualmente começa a aceitar os discernimentos mentais, juntamente com a impressão emocional. Os discernimentos mentais são formados no ser criado graças ao esclarecimento do processo, à conexão entre a causa e o efeito, e à comparação dos dois. É como se ele começasse a juntar um quebra-cabeça ou peças de Lego, unindo partes diferentes, estados diferentes, comparando-as e conectando-as com diferentes razões e resultados.

Depois de sentir muitos estados agradáveis ​​e desagradáveis, e vendo que eles estão conectados, ele entende que é impossível julgar e responder apenas com base no sentimento emocional inicial, pois não há tal programa na doação. Existe certa fórmula que conecta a causa e o efeito, e assim nós podemos estar em muitos estados desagradáveis ​​que são úteis e, no final, causar sentimentos melhores.

Assim, a capacidade de pensar começa a se desenvolver em nós, e o processo de pensamento aparece. Juntamente com os desejos, o mecanismo da mente começa a tomar forma, permitindo assim que a pessoa se relacione com o processo pelo qual estamos passando, independentemente do que ela sente. Já podemos nos desligar dos nossos sentimentos e verificar esses sentimentos usando a mente e nos relacionar com eles objetivamente, como que de fora. É assim que começamos a esclarecer nossos estados.

Como resultado, o atributo de Bina aparece no ser criado, o entendimento que está separado da primeira fase, que é um sentimento puro. A pessoa começa a subir, com a ajuda da mente, acima de seus sentimentos como um “homem inteligente que vê o futuro”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/06/12, Shamati #121

Estágios Da Formação Da Mente: Despertando Vida Na Pedra

Dr. Michael LaitmanA fase dois, Bina, é caracterizada pela sua compreensão. Portanto, a pessoa que a alcança em seu desenvolvimento começa a se relacionar de forma diferente com o que sente. Mesmo quando ela sente que está na escuridão, quando se sente mal no endurecimento do coração, é como se ela estivesse numa névoa ou numa nuvem escura, mas ao mesmo tempo, ela começa a adquirir poderes, a fim de separar -se de seus sentimentos e esclarecê-los de forma independente.

Isto lhe permite concordar com o que o Criador faz com ela e justificar as ações do Criador, uma vez que Ele quer elevá-la acima de seu sentimento e deixá-la vê-lo de lado. Isso porque ela está numa situação difícil agora, sentindo dor, é ela pode esclarecer isso com a mente acima dos seus sentimentos. Então, ela consegue aceitar este estado duplo prazerosamente, uma vez que baseado nesta dupla atitude pode construir um novo estado, que é maior do que o estado anterior, e superior ao seu desejo.

Assim, a pessoa atinge a segunda fase (Behina Bet) em vez da primeira fase (Behina Aleph). Ela sobe para o nível vegetal e começa a se mover de forma independente. Ela não apenas sente o bom e o mau que se apresentam como uma pedra sem vida que não pode responder, mas começa a determinar por si mesma o estado em se encontra.

Ela justifica as ações que a ajudam a avançar e estabelece uma relação com o Criador, e determina o tratamento do Criador como o “bom e benevolente” em cada estado, incluindo os estados em que se sente bem ou mal em sua percepção egoísta. Agora, ela está em contato com o Criador acima de todos esses estados.

Mas eu quero continuar a me desenvolver e alcançar um estado tal para me “restringir” acima da escuridão. Isso significa que eu não me importo com o que sinto no meu desejo de receber; ele não afeta o que sinto com respeito ao Criador, a fonte. Eu não me relaciono com a Luz como a um prazer, como na primeira fase, que sente apenas prazer ou falta de prazer. Eu doo à Luz como na fase dois, eu elevo a Luz de Retornno ainda mais alto, não por causa de um sentimento bom, mas para me aderir ao Criador acima deste sentimento.

Isso significa que eu me uno com o processo que a Luz me faz passar, porque ele me ensina a estar constantemente conectado a ela, aos seus planos, acima de todo bem e mal. Então, eu me uno a Ele acima do meu sentimento.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 12/06/12, Shamati #121