Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

O Mundo Todo É A Face Do Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 33: E você deve saber que qualquer satisfação do nosso Criador em doar às Suas criaturas depende da medida em que elas O sentem — que Ele é o doador, e que Ele é aquele que lhes dá prazer; pois Ele recebe grande prazer delas, como um pai brincando com seu filho amado, na medida em que o filho sente e reconhece a grandeza e exaltação de seu pai, e seu pai mostra-lhe todos os tesouros que preparou para ele.

Pergunta: Por que é tão importante para as criaturas sentir que é o Criador quem lhes dá prazer?

Resposta: As criaturas só conseguem sentir aquilo com que elas têm uma equivalência de forma. Se elas quiserem sentir o Criador como aquele que doa, elas têm que entender o que significa isto; elas têm que ser incluídas na doação e realmente subir a essa altura. Daí elas vão receber esse prazer, o mesmo nível de existência e poder de vitalidade que o Criador possui.

Pergunta: Aqui há o exemplo do pai brincando com o filho, querendo que ele O considere como a fonte de todos os prazeres. Isso parece ser um ato muito egoísta.

Resposta: Mas pode haver outro exemplo de uma atitude semelhante: o pai teve o filho não para apreciá-lo, mas para levá-lo à bondade. O pai faz tudo que está em seu poder até que o filho cresça para doar a ele. Então, quando o filho cresce e recebe todos os tesouros do pai, compreendendo e sentindo toda uma existência eterna, isto traz contentamento ao pai. Isto significa que, se o Criador desfruta, é sinal de que eu alcancei a perfeição. É assim que você deve ver: que isso se origina do Seu amor.

De nossa parte, nós temos que tentar trazer contentamento a Ele e trazer doação total e infinita à força superior. Nós recebemos as deficiências dela, desejos vazios, e dela recebemos as Luzes que corrigem essas deficiências, transformando-as de “a fim de receber” em “a fim de doar”. Assim, nós avançamos em direção à equivalência com o Criador. Esta é a única maneira correta e desejável pela qual podemos avançar. Assim, nós sentimos a força da vida espiritual que nos preenche, chamada Luz.

Este processo está descrito em nossa linguagem, na linguagem corporal, e assim parece que o Criador chora e sente pena se não agirmos como deveríamos ou se não acompanharmos o ritmo desejado. Assim, os Cabalistas transmitem as reações que provocamos Nele por nossas ações indesejadas. No entanto, se formos bem sucedidos, eles dizem que Ele fica feliz.

De uma forma ou de outra, “a Torá falou na linguagem dos humanos”. É daí que surge o exemplo do pai, que intencionalmente muda sua expressão em relação ao seu filho, expressando assim insatisfação, desejo ou felicidade, a fim de permitir ao filho estabelecer a conexão com ele. Mas isto é apenas uma expressão, uma vez que o próprio pai provoca diferentes estados e humores no filho, e é ele quem cria as circunstâncias que acompanham o seu crescimento. O filho obedece totalmente ao seu pai, interna e externamente. Portanto, diferentes imagens surgem diante dele: ele também vê que seu pai é sério, risonho, insatisfeito ou satisfeito.

Em geral, todo o meu mundo interior e o meu ambiente é o Criador. Dentro, isto está totalmente oculto de mim, e do lado de fora eu posso atribuir o papel principal ao destino e até mesmo à força superior, apesar de ainda não vê-la. O objetivo é entender onde está o “corte”, a diferença, onde está o “eu” aqui.

Diz-se: “Não há outro além Dele”. O Criador envia-me tudo que eu sinto internamente; Ele controla meus pensamentos e desejos e tudo o que acontece comigo, como eu recebo isto e como respondo ao que está acontecendo. Num raio-x, eu posso ver que não tenho controle sobre nada, que Ele controla tudo.

Então, o que sou eu? “Eu” é o ponto que quer revelar o Criador. É isso! É um ponto que está fora do Criador, o ponto de separação, de quebra, o ponto do meu “eu”, minha base, sobre a qual eu preciso descobrir o Criador e Sua unicidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

 

Crescer Nos Suplementos Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como os desejos dos níveis inanimado, vegetal, animal e falante da natureza diferem? Quais as alterações de parâmetros nesta escala?

Resposta: Parte do Criador que está na natureza inanimada transforma-se no desejo do nível vegetal. Outra parte transforma o desejo do nível vegetal no nível animal e outra parte eleva o desejo do nível animal para o nível falante. Cada vez, outra força qualitativa é adicionada: Malchut do superior transforma-se em Keter do inferior. A força do Criador que está oculta nela irrompe e gera um novo nível mais inferior.

A forma do novo nível é determinada diretamente de Cima, enquanto o seu conteúdo, seu preenchimento, a essência do nível, conforme o qual ele é determinado, vem do Criador. Assim, em todas as quatro fases da Luz direta, há a mesma matéria típica do desejo de receber, mas elas são totalmente diferentes, pois cada fase tem uma nova parte suplementar do Criador.

O nível inanimado da natureza só pode preservar a si mesmo conforme o Criador o criou. Ele é chamado de “um embrião no ventre de sua mãe”.

O nível vegetal não se anula totalmente perante o superior; ele já quer acrescentar algo de si mesmo, pois recebe o alimento só quando quer comer, etc. Ele pode dar alegria à mãe, e, portanto, sofre quando está longe dela e feliz quando está perto dela.

O nível animal já se aproxima e se afasta de forma independente. Ele já tem uma mente e pode ser oposto ou semelhante ao superior. Temendo pela oposição, ele se assemelha a ele novamente, trazendo assim mais satisfação. Não é por acaso que nós amamos as crianças desobedientes mais do que as calmas. É porque às vezes você não sente uma criança quieta, enquanto que a criança travessa, que causa dores, faz você sentir a discrepância entre os estados, e você a ama mais e se sente mais perto dela. Ela estimula você e muda o seu humor e, no final, atrai amor. Ela esculpe constantemente um “entalhe” no seu coração e, às vezes, “espalha” algo de bom nele.

Quanto ao nível falante, ele pode tomar o lugar do Criador na criação. Ele cuida de tudo e vê toda a criação como uma oportunidade de doar ao Criador.

Isto é o que é típico sobre esse desenvolvimento: quanto mais a criatura está aderida ao Criador, mais claramente ela descobre a sua oposição em relação a Ele.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Do Que Estamos Escapando?

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar,”Item 29: Isto é considerado como estar sob a Sitra Achra e o Klipot, cujo papel é o de expandir e melhorar a sua vontade de receber e torná-lo exagerado e desenfreado de todas as formas, para fornecer a pessoa com todo o material que ele precisa para trabalhar e corrígir.

Durante a primeira fase da correção quando somos atraídos para a bondade, descobrimos o mal. Esta revelação é necessária e por isso temos que preparar o ambiente e a nós mesmos com antecedência, a fim de sermos capazes de suportá-lo. Temos que entender que esta é a “matéria” que devemos corrigir e que sua correção depende do reconhecimento do mal.

A questão não é o sofrimento em si, mas que descobrimos que o ego não permite doação. Eu atribuo o mal não para a sensação desagradável de que o desejo traz, mas para os obstáculos que ele coloca no meu caminho para se unir com os outros e através deles com o Criador.

Esta é a razão que o ego é chamado de inclinação “para o mal”. No geral, pode trazer-me prazer e não problemas. Vamos aos sete anos de saciedade no Egito, por exemplo – foram eles bons ou ruins para o povo de Israel? E se uma pessoa é separada da espiritualidade e sob a dominação do seu ego? E se ela sabe que ao mesmo tempo que experimenta sentimentos agradáveis ​​em seu desejo de receber, ela sente-se mal em sua alma? [Leia mais →]

Abrindo O Caminho Para A Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Na Convenção, você disse que o nosso problema é que ainda não conseguimos juntar todas as nossas intenções: eu, que devo ser corrigido, os amigos, o Criador e o mundo. Quais são as paradas no caminho para a intenção unificada que combina todos os elementos?

Resposta: Nós temos que esclarecer constantemente as coisas internamente, no que temos que pensar e, assim, invocar a Luz que Reforma. Está escrito: “É melhor se sentar e não fazer nada”, pois se você não sabe o que fazer, você ainda pode causar mais danos. É como dar poder a uma criança pequena, ou a uma pessoa que não sabe o que está fazendo; ele só pode causar danos.

Portanto, por um lado, ela está oculta de nós, para que não prejudiquemos a nós mesmos e aos outros. Por outro lado, como podemos nos aproximar da ação correta? Acontece que nós precisamos constantemente pensar na intenção correta e só nessa assim seremos capazes de nos aproximar da Luz. Há Masachim (telas) que ocultam a Luz de nós só porque os nossos desejos estão incorretos. No momento em que o nosso desejo se aproxima do estado correto, estas Masachim desaparecem.

Assim, cada um deve verificar constantemente a si mesmo, e decidir como deve realmente investir seus poderes. A vida nos ajuda: o desespero geral, o despropósito, a confusão e o estado em que o mundo se encontra agora nos ajudam. Isso não significa que não estejamos mais sendo ridicularizados, como eles costumavam fazer há uma ou duas décadas, e em cada geração nas épocas passadas. Nós alcançamos um ponto agora em que não há escolha. Portanto, nós temos que mostrar não só a nós mesmos, mas para o mundo, a que todos devemos ansiar, o que devemos alcançar, o que pretendemos ao ler  O Zohar.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 08/07/12, O Zohar

A Realidade Ilusória Nas Ondas Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanCada um de nós contém 613 diferentes desejos, relacionados com a nossa conexão com o outro, que temos que corrigir. Primeiro eu tenho que ver que todos esses desejos são egoístas e que eu quero usar o próximo e o Criador.

Essa direção, “Israel, a Torá e o Criador”, ou seja, do amor pelas criaturas ao amor pelo Criador, primeiro trabalha sob a forma oposta: usando o Criador e as criaturas em benefício próprio. Primeiro nós temos que discernir precisamente este fato, e isso se torna revelado sob a condição de que ambas as criaturas e o Criador são usados ​​corretamente.

Na primeira fase, desejando alcançar a conexão geral com todo o universo, através das criaturas até o Criador, nós descobrimos nossas transgressões e erros, e é assim que revelamos a inclinação ao mal. Isso não acontece de uma só vez. À medida que a pessoa avança, uma pequena parte do egoísmo é continuamente revelada. Nós exigimos a sua correção, e na Luz da correção revelamos uma maior parte do egoísmo e, novamente, pedimos para que ele seja corrigido.

A Luz vem do Criador através do grupo, iluminando e corrigindo o mal que nós descobrimos, e como resultado, nós descobrimos novas ondas de egoísmo, mais fortes e mais duras dentro de nós. É assim que avançamos de pequenos erros a erros mais graves, e, depois, de pequenas a grandes transgressões, gradualmente revelando e corrigindo a nós mesmos.

Mas nós sempre aspiramos ao amor, à unificação, à unidade de Israel, a Torá e o Criador num todo. Nós desejamos que o Criador se torne santo, “separado”, especial, ou seja, que a qualidade de doação seja sempre o maior valor para nós. É assim que ocorre o progresso.

E o aspecto mais importante deste trabalho é compreender que todas as correções estão concentradas fora da pessoa. Seu progresso espiritual ocorre fora dela. E fora dela só há a Shechiná e o Criador que a preenche.

Uma pessoa imagina que há um mundo inteiro em torno dela: inanimado, vegetal, animal e humano, mas tudo isso é apenas sua ilusão, sua imaginação. Na realidade, nada disso existe. Quando a pessoa começa a revelar a verdadeira realidade, ela descobre que tudo é desprovido de espírito de vida, e é animado apenas pela força superior do Criador, que está por trás de todas essas imagens e sombras. Por si só elas são apenas vestimentas, embalagens, não tendo preenchimento interior.

Esperemos revelar esta verdade de forma rápida e começar a trabalhar verdadeiramente com o Criador através destas vestimentas.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/07/12, Escritos do Rabash

Persistência Em Ninharias Valiosas

Nosso trabalho principal é a persistência. Não negligencie qualquer momento ou a menor oportunidade em que o princípio do “eu tenho trabalhado e encontrado” é baseado.

Uma pessoa geralmente começa a pesar as coisas e fazer cálculos egoístas, assim como na vida cotidiana. Vale a pena se levantar e ir trabalhar agora? E ela decide que, por 200 dólares está pronta para se levantar, mas por 50 dólares não há nenhum ponto em se levantar e fazer um esforço.

Talvez a partir da perspectiva do ego este seja um cálculo correto, mas se falarmos de trabalho, a fim de dar, então temos que ter em conta que o nosso lucro é em quanto damos, em quanto nós avançamos em direção ao Criador! E aqui, mesmo um centavo pode nem valer um centavo, mas bilhões de dólares. Tudo depende de quão grande é aquele que doa.

Assim, a conta deve ser uma de doação e não uma de recepção. Na conta da doação, o mais insignificante e sem importância que o trabalho possa parecer, o mais gratificante ele pode ser. Isso ocorre porque nosso esforço e superação do desrespeito faz deste trabalho menor muitas vezes mais importante.

O que parece tão pequeno e sem importância na minha perspectiva egoísta se torna uma grande oportunidade que recebo em troca de um pouco de esforço, mas isso é se eu mudar tudo para doação. Afinal tudo será esclarecido em pensamento. Eu tenho que fazer um pouco de esforço para superar as minhas dúvidas; devo lidar com algo que parece sem importância? Mas se eu fizer isso e começar a trabalhar naquilo que parece aos meus olhos corporais como sem importância, eu já executo uma ação espiritual.

Assim, embora no nível egoísta parece que eu fiz algo pequeno e sem importância, no nível espiritual tem grande valor. Se eu começar a pensar a quem eu dou, eu vou ser capaz de valorizar o meu lucro. A principal coisa é a grandeza do Criador. Meu desejo não é para alcançá-Lo, mas sim sua grandeza. Isto revela-o e me permite a alcançar revelação.

A diferença entre a ocultação do Criador e Sua revelação é determinada por apenas uma coisa somente: Será que O desrespeitamos ou vamos tentar sentir a Sua grandeza? Esta é a única coisa que muda o nosso vaso e nos traz a revelação.

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A partir da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala7/3/12, Escritos de Baal HaSulam

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Os Vulcões De Nossos Desejos

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar”, Item 18: E não devemos refletir sobre o estado de outros seres no mundo, exceto o do homem, já que ele é o centro da Criação, como escreverei abaixo (item 39). E todas as outras criaturas só têm qualquer valor próprio à medida em que ajudam o homem a alcançar a sua perfeição. Assim, elas sobem e descem com ele sem qualquer consideração de si mesmas.

Assim como estudamos nas quatro fases da Luz Direta, as três primeiras fases da Luz Direta também apoiam e sustentam a quarta fase. Elas correspondem aos níveis inanimado, vegetal e animal da natureza, enquanto o quarto nível é o nível falante (humano). No nível falante, há a sensação da restrição, da Luz de Retorno e da equivalência de forma com o Criador, através das três primeiras fases que a precedem. Esta é a razão pela qual os níveis inanimado, vegetal e animal da natureza sobem e descem junto com o nível humano. Quando ele alcançar a perfeição eles também serão incluídos nesse estado, é claro.

Então, como se diz: “O lobo viverá com o cordeiro, o leopardo se deitará com o bode”. A doação entre os seres humanos também habitará em toda a realidade.

Hoje nós queremos corrigir o ambiente, diminuir a poluição, e nesse ínterim, tempestades, inundações, erupções vulcânicas e outras catástrofes naturais são esperadas no futuro próximo. Isso vai nos lembrar o que aconteceu na Terra há bilhões de anos. Nós devemos entender que não podemos corrigir diretamente nada na natureza inanimada, vegetal e animal.

Somente por meio da correção do nível humano nós podemos equilibrar as outras partes da natureza. Elas sobem e descem juntos com o homem. Não importa o quanto tentamos melhorar o mundo, ele só vai sorrir para nós quando nos corrigirmos.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar”

Preparando-se Para O Congresso: Terceira Rodada De Perguntas

Dr. Michael LaitmanComentário: Você sempre nos guia durante as Convenções, levando-nos de uma lição para outra.

Resposta: Eu não posso dizer nada sobre isso com antecedência. Não sei como as coisas vão funcionar antes de vê-los na Convenção. Vocês vão exigir a minha atitude para com vocês de acordo com o estado em que vocês vão estar.

Na doação tudo depende de quem recebe e nada é previsível. Eu sou um fornecedor de energia – vocês receberão a doação de acordo com a sua conexão comigo.

Portanto, a questão não está no tema das palestras e workshops, mas na preparação. A preparação intensiva e coletiva de vocês irá gerar de mim tudo o que vocês precisam na ordem certa. Eu ouço os amigos, sinto a atmosfera geral entre todos aqueles que se conectam a nós, e isso determina como os workshops serão gerenciados.

Pergunta: Como podemos elevar o nível da nossa pergunta a fim de adicionar sentimento a ela? Antes de cada Convenção existem as mesmas perguntas para as quais já recebemos as respostas.

Resposta: As perguntas podem se repetir, mas temos que sentir uma nova profundidade nelas. A formulação das perguntas não é importante, o importante é a profundidade. Se a pessoa está apenas superficialmente interessada em como ela deve se conectar, esta não é uma pergunta de forma alguma.

Temos que ser mais sérios, já que estamos num processo de esclarecimento, o que significa que estamos constantemente resumindo o que podemos captar ao longo do caminho. Assim, com base em todos os esclarecimentos e conclusões, chegamos a novas perguntas. Mesmo que as perguntas possam soar familiares, elas são muito mais profundas.

Não há muita profundidade em suas perguntas, não há nenhuma necessidade ardente de um novo estudo das camadas desconhecidas: “O que podemos fazer hoje para alcançar a unidade a qual ainda não chegamos? O que nos falta? O que devemos adicionar?”. Eu tenho que ouvir o eco desta busca em suas perguntas.

Pergunta: Como podemos constantemente suavizar nossos corações até a Convenção?

Resposta: A chave é a influência do ambiente. É este fator que influencia os workshops. Em primeiro lugar eu não quero ouvir os outros, olho por cima deles. Eu não estou interessado no que eles dizem. Quem são eles? Suas palavras apenas me irritam.

Mas depois de alguns minutos um novo pensamento vem a mim. De onde eles vêm? Afinal, eles não aparecem do nada. Assim é como a Luz opera, e não há nada, exceto a Luz. Às vezes, nós conseguimos penetrar mais rápido para dentro e nos sentir prontos para a influência da Luz. Esta é a verdadeira essência do workshop.

O “workshop” é nosso esforço intensivo, coletivo, integral do grupo. Este esforço que se destina à unidade se assemelha à Luz em seus atributos e convoca a sua influência sobre nós.

É claro que no final nós levaremos menos tempo para chegar à unidade nos workshops. Embora seja impossível explicar, o desejo já entende que movimentos internos são necessários para sentir a emoção e a impressão da unidade. Assim, o workshop é nossa “ferramenta”, nosso meio.

Mas nós também podemos fazer a mesma coisa durante a lição matinal. Temos de fazê-lo todos os dias por três horas!

Pergunta: Durante o workshop nos “esfregamos” uns nos outros e há uma espécie de centelha passando por nós. Como podemos atingir o mesmo sentimento durante a liçãõ?

Resposta: Durante a lição vocês não falam e se olham, o que torna as coisas mais difíceis para vocês. Mas vocês devem superar isso. Vocês devem aprender a sentir uns aos outros sem palavras e até mesmo independentemente da distância. As distâncias não existem, não há nenhuma parede; eu só imagino tudo isso. Tudo isso é retratado na minha percepção. Então, vamos fazer um esforço e cada um vai sentir os amigos como sua parte integral.

Não esperem nada de mim. Eu apenas opero o mecanismo. Tudo depende da conexão entre vocês. A Luz superior está sempre pronta e responde de acordo com seu desejo. Então, não há nenhum esforço de minha parte: no momento em que há um desejo, eu estou pronto para trabalhar com ele. Vocês estão esperando algo de mim, e precisam somente de uma coisa: querer realmente a conexão. Assim, vocês vão me obrigar, vocês realmente me forçarão a agir. Somente sua conexão evoca um real preenchimento de minha parte.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 02/07/12, “Perguntas sobre o Congresso de Consolidação no Norte de Israel”

Um Diapasão Para O Violino De Davi

Dr. Michael LaitmanEu não consigo me sintonizar com o Criador sem primeiro me ajustar corretamente com a ajuda dos meus amigos. Não tenho qualquer outra ferramenta para verificar a mim mesmo: nem a sua base, seus limites, suas qualidades de referência.

Eu primeiro devo chegar à configuração correta, como a lente na câmera ou a afinação inicial de qualquer instrumento. Eu preciso me conectar a determinado sistema de informação.

É o mesmo em relação ao Criador, porque eu não tenho quaisquer pontos de referência quando se trata Dele. Cada religião e crença lhes dão sua própria definição; há uma abundância de opiniões, todos imaginam o que gostam.

Por isso a quebra dos desejos nos dá a oportunidade da verificação, de modo que nós não vamos ficar confusos. Eu sou capaz de me ajustar perfeitamente com um diapasão em relação a um grupo de amigos. Eu preciso de pelo menos mais uma pessoa (dois é o número mínimo) que eu possa usar para determinar a direção correta e o ponto de partida para o avanço, combinando “Israel, a Torá e o Criador”.

Mas eu devo começar a trabalhar, transformando-me num instrumento devidamente ajustado, tão preciso quanto possível. Toda a escada dos graus espirituais onde estou trabalhando constantemente em maior adesão, a união de todas as almas, todas as pessoas, representam uma melhor qualidade e um ajuste mais fino em relação a algo chamado Criador até eu me concentrar num único ponto, que aponta na direção absolutamente precisa.

Todas as minhas qualidades, todos os meus desejos, se conectam neste ponto, dando um som puro, como o do violino de David. Isso significa que estou atingindo a verdadeira adesão, revelando este fenômeno chamado Criador em todas as minhas qualidades.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/12, Escritos do Baal HaSulam

O Mundo Na Escala De Justificação

Dr. Michael LaitmanO homem se esquece de que ele está sempre diante da Luz, o Criador, o bom Que faz o bem, sem quaisquer limitações. E todas as limitações, obstáculos, interferências, distância e ocultação existem no próprio homem. Tudo o que ele precisa fazer é remover essa capa, destruir o obstáculo, e isso vai desaparecer. Todos os distúrbios que existem dentro do homem são consequência da preguiça e orgulho que estão sendo colocados como obstáculo à sua frente pelo seu desejo egoísta arruinado. Nós precisamos entender que, se a Luz superior preenche tudo, todas as perturbações vêm somente de nós.

Se a pessoa realmente chega a desejar se livrar dos distúrbios através do ambiente (professor, livros, amigos, grupo, e todo o trabalho que vem com ele), isto significa que ela realmente se anula. Isto porque seus esforços se transformam numa tela e na Luz Refletida. A perturbação foi causada pela ausência da tela e da Luz Refletida, e surgiu no homem como resultado da quebra. Cada um dos nossos estados vem da quebra porque não há nada em nós que não seja um desejo egoísta quebrado que descreva um quadro distorcido de imagens e formas, sensações, opiniões, pensamentos e desejos para nós em nossas qualidades arruinadas; nós chamamos todas estes coisas “este mundo”.

Mas no momento em que queremos superar esta quebra, entendemos que estamos passando por tudo isso dentro do nosso desejo arruinado, que precisa ser virado do avesso. Nós não precisamos de outra coisa senão o desejo de transformar tudo ao contrário. É uma demanda chamada de oração, um apelo, um grito, sobre o qual está escrito: “Meus filhos me derrotaram”, porque eles forçaram o Criador a mudar essa sensação e visão deformada pela verdadeira.

Assim que nós nos inclinamos para a correção, inclinamos todo o nosso mundo para a justificação, e ele se inverte. Nós pensamos que o Criador faz isso, mas nós realmente o fazemos com nossas próprias mãos. A Luz está sempre em repouso absoluto e está sempre pronta para nos ajudar a fazer alguma coisa. Tudo depende se seremos capazes de evocá-la e obrigá-la a fazê-lo.

É por isso que precisamos dizer: “Ninguém vai me ajudar, exceto eu!”. Porque tudo está nas mãos da pessoa: a centelha espiritual, o desejo corrigido e o ambiente que precisa ser organizado para que ele represente um sistema de valores apropriados, uma escala de prioridades. Com tudo isso, a pessoa será capaz de avançar e exigir a correção da Luz, a fonte, que passará a ser revelada no momento em que a pessoa realmente deseja.

Por um lado, está escrito que o Criador faz tudo. Mas por outro lado, está escrito que tudo depende da pessoa. Na realidade, tudo é feito pela Luz superior, a força superior, mas apenas a pedido da pessoa. Mesmo quando sofremos hoje e parece que queremos nos livrar do sofrimento, na realidade, não queremos nos livrar dela. Se realmente quiséssemos, teríamos terminado todo o sofrimento há muito tempo.

Em outras palavras, a Luz, o Criador, faz todas as ações, mas o homem toma a decisão com respeito a essas ações. Está escrito: “Ele se esforçou e encontrou”; isso não acontecer de outra maneira. É por isso que é preciso compreender que todas as ferramentas são conhecidas e o local de análise é claro. É também necessário analisar a intenção da pessoa, a direção do próprio pensamento e a meta. Quando uma pessoa faz as análises corretas, usa seu ambiente e todas as ferramentas dadas a ela da forma correta, a Luz superior está pronta para fazer esta ação no momento em que esse desejo surge no homem.

Da 1ª parte da Lição Diária da Cabalá 27/06/12, Escritos do Baal HaSulam, Igrot, “Carta 34