Textos na Categoria 'Trabalho Interno'

O Maior Trabalho É Entre Convenções

Pergunta: Qual é o critério para aceder à preparação correcta para a convenção?

Resposta: O critério geral é que eu sinta o ambiente, aquela comunidade que estamos a criar gradualmente, para que eu sinta que estou nela por sair de mim. O mais importante é que eu tente sempre estar neste estado.

Pessoalmente, eu sinto-o quando estou a trabalhar com grupos, dando lições e workshops, e escrevendo no blog, imaginando os meus leitores e tentando estar com eles. E isto gradualmente cria um sentimento quando ”Eu” se torna “Nós”.

Pergunta: Numa convenção, tal concentração é sentida porque o mundo inteiro está numa só acção. Como podemos criar este campo comum de um modo regular?

Resposta: Uma convenção é uma convenção, mas o trabalho em si não é realizado durante o evento em si mas entre convenções, quando uma pessoa pode controlar-se e sentir onde está, em que estado, com que pensamento vai dormir e quando se levanta, etc. Aquando do acordar, o primeiro pensamento é especialmente importante. Isso diz muito, em termos práticos, sobre o que estavas a pensar no teu sono, onde estavas.

Podemos alcançar bastante por estas revisões e metas. Ainda mais, convenções são intencionadas apenas para nos reabastecermos, para nos ultrapassarmos. De facto, a realização acontece entre convenções.

Da Lição Virtual 30/12/12

Voltar Para O Abraço Do Criador

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, Carta 25: Diz-se no Zohar que a Santa Shechiná é revelada à pessoa que é recompensada com o arrependimento, como uma mãe amorosa que não via seu filho há muito tempo, e eles fizeram muitos esforços para ver um ao outro, e por essa razão encontraram grande perigos, e, finalmente chegaram a essa liberdade tão esperada e foram recompensados a ver um ao outro. Em seguida, a mãe cai sobre seu pescoço, o beija e conforta, e fala com ele todo o dia e toda a noite, contando-lhe sobre seus anseios e perigos que ela havia encontrado no caminho até esse dia, e como ela sempre esteve com ele, e não o tinha abandonado, mas sofreu com ele onde quer que ele fosse, mas ele não podia ver isso.

A julgar pelo que nos dizem os Cabalistas, o Criador, a Shechiná, faz grandes esforços por nós, pelas almas, ajudando-nos a despertar e gradualmente chegar mais perto de subir a escada espiritual, de modo que, no final, seremos incorporados na Shechiná e conectados a ela. Na verdade, não há mudanças na realidade. Todas as mudanças são apenas na nossa compreensão, na nossa percepção, até que descobrimos a Providência superior boa e estável, que não nos deixa por um momento e que nunca muda.

No final, a pessoa descobre que toda a realidade está em repouso absoluto. Tudo que nasce em seus sentimentos é a revelação dos vasos que devem ser corrigidos. Todas as mudanças são apenas a aparência dos vasos corrompidos, um por um. A sensação da criatura nos vasos que não são corrigidos é o que mostra a imagem do mundo corrompido para ela, e da Providência má, ou seja, o que não é eterno e é incompleto.

Porém, se a criatura avança corretamente, ela entende que tem que construir um apoio externo para si na forma do grupo e do professor, como se diz: “Faça-se um Rav e compre um amigo para si, e julgue todas as pessoas à escala de mérito”. Este ambiente constantemente a influencia e atrai. Ele vai sacudi-la e não deixá-la esquecer que tudo o que acontece num determinado momento é a revelação e a realização de novas Reshimot (genes espirituais) através dos quais a pessoa vê o mundo, e tem que corrigir estas Reshimot .

O ambiente vai ajudá-la a não se esquecer, e isso vai ser constantemente reforçado por ele. Assim, “aquele que escolhe um ambiente melhor”, segundo as Reshimot que podem ser reveladas nele, a fim de ser corrigido, não vai esquecer por um momento o objetivo de sua vida. Ele tem que descobrir a atitude certa e então será capaz de avançar para a correção até abraçar o Criador.

O ponto de encontro entre a pessoa e o Criador é chamado de Santa Shechiná. A criatura prepara os desejos, seus vasos, segundo os quais o Criador é revelado. Assim nós alcançamos a adesão que é o objetivo da criação.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 02/01/13

Não Tenha Vergonha De Mudar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Corpo e Alma” : E eles retratam o corpo como uma máquina eletrônica com fios que se estendem do corpo para o cérebro, e operam por conflitos com coisas externas.

Além disso, eles enviam suas sensações de dor ou prazer para o cérebro, e o cérebro instrui o órgão o que fazer.

Pergunta: Tudo o que o corpo sente, toda a nossa vida, é realmente como um “filme” que está sendo projetado para ele?

Resposta: Há duas abordagens que estão integradas aqui: a subjetiva e a objetiva. No geral, se você já vê, se você perceber certa imagem do mundo, você não pode apagá-la e dizer que é a sua imaginação. Pode ser a sua imaginação, mas esta “imaginação” é a nossa vida e temos que aceitar isso como um fato.

Pergunta: Então, onde está a verdade?

Resposta: Não há nenhuma verdade. Tudo é relativo em relação a uma pessoa. Há sete bilhões de pessoas na Terra e cada uma tem sua própria verdade. Afinal, não temos uma escala absoluta de acordo com a qual podemos medir a verdade. Estamos todos suspensos no espaço, assim como a Terra, assim como todo o Universo. Quem sabe onde está “suspenso”? Você está vivo agora, mas num instante você pode estar morto, e quem está controlando isso? Nas mãos de quem estão as cordas?

Em nosso estado atual, quando não existem padrões básicos, não podemos medir as coisas com precisão. Nós estabelecemos muitos sistemas e unidades de medição, que são relativos: o meridiano de Greenwich, um quilograma, um metro, um watt, um ohm, mas estes são unidades relativas para medições comparativas. Eles só confirmam o fato de que, na verdade, não há nada que possamos nos agarrar e que não podemos realmente medir nada.

Nós não sabemos qual é a verdade, e concordamos com determinado quadro de comparações nominais, já que precisamos de uma linguagem comum para levar uma vida normal. Caso contrário, como seremos capazes de manter a conexão entre nós e viver um no outro? Portanto, não há verdade. Ninguém precisa. Se as pessoas descobrem algo que é absoluto, eu tenho que aceitá-lo como um fato, e eu prefiro a minha própria “verdade”. É verdade que podemos chegar a valores absolutos, mas o nosso ego não nos deixa fazer isso, e assim estamos imersos na relatividade e instabilidade.

Nós temos que nos acostumar com este estado e aceitá-lo, aceitá-lo como um fato. É normal mostrar que eu mudei em relação à ontem. A pessoa que avança entende que nada é certo e estável. Se o que era bom ontem também parece bom hoje, isso significa que eu estou “inerte”, nem mesmo no nível “vegetal”, mas no nível da “natureza inanimada”. Entretanto, no nível “falante” eu vejo “um mundo oposto” a cada dia. Afinal, cada nível é o oposto àquele que o precedeu.

No caminho espiritual, não basta adicionar coisas novas ao que já existe; cada vez eu estou transformando e não há nada do que se envergonhar. Não há necessidade de ser uma “pedra indestrutível”; nós estamos todos em constante mudança, o que é bom. Apenas as crianças pequenas que estão constantemente agitadas e inquietas podem crescer.

Bem, nós não podemos determinar que algo é absoluto, e por isso temos que acreditar que “um juiz tem apenas o que seus olhos podem ver”, e aceitar essa imagem como real. Existe apenas uma verdade: que não há nada estável, e que tudo muda com relação a uma pessoa.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 31/12/12, “Corpo e Alma”

As Coisas Não São Tão Difíceis Quanto Parecem!

Dr. Michael LaitmanNós lemos tanto de diferentes fontes Cabalísticas, vemos a nós mesmos e o mundo em diferentes situações potenciais, e parece que a correção é algo muito complexo e difícil, praticamente impossível.

Assim se parece até que a pessoa compreende que tudo o que tem que fazer é verificar e identificar as corrupções, tanto quanto possível, e pedir a sua correção. Não temos que pensar em como elas serão corrigidas, já que nós nunca poderemos entender e imaginar qual estado virá em vez do estado corrompido. Nós temos apenas que querer corrigir cada estado.

Nosso problema é apenas o que queremos dizer com o conceito de correção. Suponha que eu tenho um carro e vejo diferentes problemas nele: há um pneu furado, um problema num pistão ou em alguma outra parte. Meu pedido não deveria ser em relação ao conserto do carro, mas em relação ao seu uso. Então, eu vou descobrir que ele está consertado.

Nós temos que corrigir nossa intenção e não a ação. Isso é o que nós esquecemos, porque queremos ver o estado corrigido. Mas as coisas só podem ser corrigidas de acordo com o modo como podemos e queremos usá-las corretamente, na direção correta, na ação correta. Caso contrário… o carro está à beira de um precipício, e eu devo dizer em que direção quero dirigi-lo. Ele permanecerá enguiçado, a menos que eu escolha a direção certa, porque nós “nos subimos em Santidade e não abaixamos em Santidade”. Essa é a única maneira!

É muito importante saber o seguinte: nós não corrigimos a ação, mas a intenção. Este é um nível totalmente diferente de percepção; é como se eu escolhesse óculos diferentes a fim de olhar a vida, no derivado. Se eu começo a ver as coisas desta forma, a correção em si não é mais difícil e nem um problema, já que não é minha responsabilidade. Eu só tenho que escolher como usar corretamente o que está sendo corrigido. Diz-se: “torne seu desejo Seu desejo”; se minhas intenções em usar esta parte do desejo são totalmente idênticas às intenções do Criador, ele é corrigido imediatamente; a Luz completa tudo.

Até certo ponto, isso é uma maravilha. Olhe deste modo e isso irá ajudá-lo a diferenciar a ação da intenção, já que este é um erro que constantemente nos arrasta para ações e nos leva a um plano que é totalmente irrelevante para nós, para um plano corporal e não para o nível “humano”. O nível “humano” é semelhante ao Criador, e se é semelhante, o Anfitrião e eu estamos na mesa e a mesa é apenas a razão para estarmos conectados um ao outro. A principal coisa é a intenção, as relações entre nós, e não todas as iguarias sobre a mesa.

Portanto, não olhe o mundo como algo que é difícil de corrigir. Ao contrário, a sensibilidade em identificar o que precisa ser corrigido, que deve ser corrigido de minha parte, é todo o problema.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/01/13, O Zohar

Julgar O Mundo À Escala De Mérito

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa julgar o mundo inteiro à escala (balança) de mérito?

Resposta: Significa atingir um nível em que estou incorporado em todos os desejos do mundo, em todas as almas, em todas as partes da alma geral, de tal forma que tudo se torna eu. Antes disso, nos níveis anteriores, eu já atingi o final da minha correção pessoal, tendo justificado totalmente a atitude do Criador para comigo no passado, presente e futuro.

Agora eu atinjo o final da correção geral ao incluir todas as almas em mim e estando num único vaso com elas. Isto é chamado julgar o mundo inteiro à escala de mérito e com isso eu realmente atinjo a atitude do Criador para com todos eles. É porque eu estou no final da correção deles e no final da minha correção, e isso se torna a mesma coisa. O que é revelado neste vaso corrigido denomina-se “amor absoluto”.

Até então, tudo o que tenho agora é o meu próprio vaso e eu julgo de acordo com meus sentimentos nele. Então, num certo momento eu posso dizer que o Criador é bom, mas no dia seguinte, quando algo desagradável acontece comigo, eu não justifico mais o Criador. Não consigo me anular e determinar que o Criador é bom, a menos que eu corrija todos os meus vasos. Eu estou constantemente num estilingue, inclinando-me de um lado para o outro a cada vez.

Quando eu me corrijo, eu começo a me incorporar com todos os outros vasos, com todas as pessoas, com sua internalidade. Através deste amor por eles, eu alcanço o amor do Criador. Estas não são apenas belas palavras que me convidam a amar a todos, a fim de usá-los como um meio de conhecer o Criador; eles são meus vasos espirituais!

Eu estou cada vez mais cheio de amor por eles que se expressa por minha capacidade de lhes doar. Maiores desejos se juntam a mim a cada vez, e eu trabalho com todo esse desejo cumulativo.

Suponha que eu tivesse 50 kg de desejo ontem com os quais podia me conectar a 50 pessoas e hoje meu desejo de receber cresceu, e eu sinto melancolia, mas supero esse sentimento e me elevo, e agora tenho 70 kg de desejo. Com isso, eu agora posso me conectar com mais pessoas.

Meu processo de correção ocorre ao me conectar com os outros e doar a eles, através de conexões de amor com mais 20 pessoas. É possível explicar isso de forma simples, embora isso realmente não aconteça tão simplesmente, mas como uma incorporação integral em “círculos”.

Na medida em que me conecto com os outros desta forma, eles se tornam eu e toda a realidade se torna minha. Assim eu vejo a atitude do Criador para com a realidade, uma vez que é a mesma coisa, assim como Sua atitude para comigo. É como julgar sua atitude para comigo de acordo com a sua atitude para com meu bebê. Como eu o amo, sua atitude positiva para com ele é o mesmo que a atitude positiva para comigo.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

Ficar Impressionado Com A Grandeza Do Criador

Dr. Michael LaitmanRabash, “O que Tu não Deves Acrescentar Nem Prejudicar na Obra”: Nós devemos entender que, quando uma pessoa quer começar o trabalho de Santidade, deve primeiro saber do que se trata, ou seja, a quem ela quer servir. Isso significa que ela deve primeiro calcular o quão importante é o Rei que ela quer servir como escrava, ou seja, que ela será como “escravos que servem o Rav não com o objetivo de receber uma recompensa”. Mas quem é que lhe dá o desejo de servir ao Rei sem qualquer recompensa? Só a grandeza e a importância do Rei lhe estimula a querer trabalhar sem recompensa alguma. Portanto, todo o seu trabalho é descrever a importância do Rei para si, e agradecer a Ele por ter lhe dado um desejo e um pensamento de tomar alguma parte na espiritualidade.

A importância do Criador é o único motivo que pode nos comprometer com o trabalho real. Existem muitos tipos de despertares, mas todos eles vêm e agem na parte do nosso ego. Somente se tivermos uma inspiração pelo trabalho e ficarmos impressionados com a grandeza do Criador, é que esta motivação vem da parte da doação. A grandeza do superior nos obriga a doar e nos ajuda a alcançar a doação.

Nós temos que dividi-la com precisão em dois. Todos os outros tipos de despertares, mesmo aqueles que vêm do grupo, dos amigos, todos no final influenciam o nosso ego e nos despertam egoisticamente: através da inveja, luxúria e honra, que estão na parte do desejo de receber.

Só a grandeza do Criador, que pedimos a Ele para nos revelar, é que nos motiva. Nós não queremos Seu preenchimento. Nós só queremos ficar impressionados com Sua altura e ver a Sua grandeza. Isso realmente atrai a pessoa.

Nós sabemos que sem um empurrão por trás e sem sermos puxados pela frente, não conseguimos nos mover. Uma vez que somos naturalmente preguiçosos, não queremos nada além do repouso absoluto. Assim é construído o desejo de desfrutar. Só na medida em que vemos certo prazer na frente, podemos sair do nosso lugar de acordo com o prazer que imaginamos. Portanto, nós queremos que o nosso desejo de receber se mova ao ser arrastado pela grandeza do Criador, a grandeza do Rei. Assim, nós certamente avançaremos corretamente.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/12/12

A Realidade Espiritual Sob Um Microscópio

Dr. Michael LaitmanNada no mundo espiritual é valorizado pela sua quantidade. Assim, o menor detalhe é tão importante como o maior detalhe. Tudo depende apenas de como as coisas são valorizadas no coração de uma pessoa. Nós sempre vemos a mesma realidade diante de nós. O quanto ela é revelada a nós, (se mais ou menos) depende de nossa percepção, até que ponto podemos desenvolver e aperfeiçoar os nossos vasos espirituais e torná-los precisos e delicados, para que eles possam detectar os menores discernimentos.

A própria realidade, porém, nunca muda. Diz-se: “Não há parcialidade na espiritualidade”. Portanto, grande e pequeno só me parece assim de acordo com a escala: se estou olhando para ela através dos meus olhos míopes ou se estou usando óculos ou binóculos, ou até mesmo um telescópio. Isso significa que tudo depende dos meus vasos de percepção, dos desejos, e em que medida eu os amplio e corrijo.

Tudo depende da minha escala. Portanto, não faz diferença se uma coisa é pequena ou grande: se eu foco no objetivo certo, se eu apenas me preocupo com a realização do sentimento de grandeza do Criador que me faz avançar, se eu constantemente a desenvolvo e respeito, sem desrespeitá-la ou esquecê-la, então eu vou necessariamente avançar na direção certa para a meta.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 31/12/12

Espiritualidade Não Vem Por Causa Do Favoritismo

PDr. Michael Laitmanergunta: Qual é a utilidade de fazer um esforço tentando apressar a correção de uma pessoa se o caminho é predeterminado: todas as correções que ela tem que passar e todos os seus erros e transgressões?

Resposta: Se você não fizer um esforço, você nunca vai passar por estes erros e correções. Suponha que você esteja na 3ª série e tem que ir para a 4ª série, mas você não quer estudar. Então, você não está autorizado a passar para a 4ª série! O que acontece então? Você será punido e todo mundo vai lhe tratar mal: seus pais, os professores e a administração escolar. Você vai permanecer na 3ª série por mais um ano até completar todas as suas atribuições e estar pronto para ir para a próxima série.

Você já ganhou alguma coisa com sua preguiça? Então por que você pergunta sobre o benefício do seu esforço? Você não pode ir para a próxima fase a menos que complete a fase anterior, porque o vaso não está preparado para isto. Como você pode senti-la, como pode o próximo nível ser realizado em você?

É impossível ir para o próximo nível espiritual por causa de “favoritismo”. Isso é possível em nosso mundo, mas não na espiritualidade. É porque você não tem vasos para sentir, e você precisa desenvolvê-los por si mesmo, pelas subidas e descidas, estando confuso e encontrando problemas, tomando decisões erradas, tentando avançar através de diferentes absurdos, como uma criança que aprende alguma coisa.

Caso contrário, você não avançará. Estas são as leis da natureza, por isso não haverá tolerância aqui e nem perdão. Ser tolerante é para alguém que comete um erro porque não sabe. Isto é aceitável apenas entre as pessoas, mas nós estamos sob um claro processo determinista, em que cada passo é predeterminado.

É impossível ir para a próxima fase sem antes concluir a anterior, até que você esteja impressionado por ela e adquira conhecimento e sentimento; até que ela seja gravada em sua memória e você esteja pronto para avançar com esta experiência, até que você junte um vaso onde sinta agora todos os fenômenos. Só então você pode seguir em frente.

No nosso mundo as coisas não acontecem dessa maneira; aqui as pessoas encontram diferentes desvios, já que não entendem completamente seus estados. Quando a Luz vier e iluminar o nosso estado, vamos entender as razões por que isto acontece desta forma e por que razão, o benefício nisso, e como nos relacionar com isso corretamente. Até então nós agimos cegamente de acordo com nossos instintos animais.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/12/12, “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot

O Mais Forte Recebe Mais Obstáculos

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a relação entre os esforços para se unir e a reação do Criador a eles? O que Ele faz: ajuda ou coloca obstáculos?

Resposta: Quanto mais forte nós somos, mais Ele nos ajuda, impedindo.

Afinal, se você está mais forte, você merece obstáculos maiores e qualitativamente diferentes, não apenas interferências quantitativas, como, por exemplo, antes você podia saltar 20 centímetros de altura, e agora tem que saltar 7 metros. Não.

No mundo espiritual, os níveis crescem qualitativamente. Lá, você tem que resolver diferentes tarefas. E isso lhe confunde, porque você está acostumado com as manifestações particulares do Criador, a certo tipo de obstáculos, e de repente eles são completamente diferentes.

Da Lição Virtual 23/12/12

A Carga Dos Esforços Que Você Ainda Não Fez

Dr. Michael LaitmanO Criador estabeleceu leis imutáveis. Se não sabemos usá-las corretamente, nos sentimos mal, e se sabemos, nos sentimos bem.

O ponto principal aqui é entender que as leis da natureza não mudam em todos os seus níveis. Se isso nos parece o contrário, é porque as condições estão mudando e as mesmas leis são reveladas a nós de uma forma diferente.

No espaço, por exemplo, a gravidade “de repente” desaparece. Será que as leis mudaram? Não. Se você voltar às condições iniciais você vai descobri-las novamente.

Pergunta: Mas se o Criador já nos criou e definiu leis claras, por que temos que mudar? Por que temos que trabalhar para Ele?

Resposta: De acordo com as condições atuais, você trabalha para tirar proveito em benefício próprio e não para Ele.

Pergunta: Mas nós ainda estudamos a sabedoria da Cabalá. Portanto, por que o nosso caminho é cheio de espinhos? Parece como se não houvesse onde pisar.

Resposta: É porque você se tornou mais sensível. Uma criança pequena não sabe como ter cuidado. Uma pessoa comum não tem muitas inibições. Mas uma pessoa inteligente já sabe os possíveis resultados de diferentes ações. Assim, verifica-se que você se tornou mais inteligente e mais sensível. Sobre isso, diz-se: “Aquele que acrescenta conhecimento acrescenta dor”.

Você pode, é claro, levar uma vida simples, modesta, sem quaisquer dúvidas e reclamações, trabalhar em algum trabalho mecânico que não exija nenhum esforço mental. Mas se você quer estar “na moda”, se você quiser avançar, se desenvolver, você vai, sem dúvida, encontrar problemas e pressões. Não há nada de novo aqui.

Pergunta: Mas eu sou uma pessoa comum, não estou procurando problemas. E se há problemas, onde está a recompensa?

Resposta: Se nenhuma pressão fosse colocada sobre você, você não estaria perguntando sobre a recompensa, certo? Agora você começou a pensar e você está certo.

Bem, uma simples resposta lógica deve ser que a “pressão” deve ser a recompensa em si. Se eu me esforço ao longo do caminho espiritual e, na mesma medida recebo golpes, isso significa que esta é a minha recompensa. Ela realmente parece assim, e exige um exame imparcial, uma investigação.

Se, por exemplo, eu se estou passando por todos os tipos de testes com diferentes instrumentos médicos: eles me varrem com diferentes raios e descobrem inúmeros problemas. Há um fenômeno muito comum entre os estudantes que estudam medicina: eles descobrem que sofrem de todas as doenças que estão estudando.

Portanto, qual é a recompensa para o estudo? O que podemos dizer a eles?

– Isso vai passar, tudo vai ficar bem.

– O que quer dizer que está tudo bem, se é hora de saltar para a mesa de operação?!

Este é o sentimento que eles experimentam.

Pergunta: Mas, ainda assim, haverá algum alívio ao longo do caminho?

Resposta: Isso vai ocorrer quando você sentir o amor paterno nos golpes. Nós devemos entender que as falhas nos são reveladas, isso é tudo. Como podemos superá-las? Como podemos não ver um problema em si, mas a salvação?

Primeiro, é uma coisa boa que o lugar da falha tenha sido revelado a mim, afinal, o Criador criou a inclinação ao mal.

Agora eu sinto a necessidade da sabedoria da Cabalá, como forma de correção. Eu só posso usar este método se estou conectado com o grupo, com o estudo, se entro no grupo tão profundamente quanto posso.

Então eu descubro que todas as ​​”surpresas” desagradáveis são revelados apenas para acelerar o meu trabalho. Elas são como chamadas para completar os esforços necessários. Afinal, os esforços incompletos deixam um sentimento muito forte de amargura.

Baal HaSulam fala sobre isso na carta 19: “A paixão forte que é incompleta deixa grande tristeza atrás dela, conforme a paixão da pessoa”. Em tal caso, a pessoa tem que terminar o que começou tão rápido quanto pode. Caso contrário, ela é chamada de “um tolo que está sentado à toa devorando a sua própria carne”. Aqui, a descoberta é muito importante e depende da nossa unidade.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 28/12/12, “A Paz”