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Não Uma Crise Mas Uma Descoberta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como explicamos ao público que a era do consumo galopante está a acabar?

Resposta: A pessoa não precisa de explicações para se sentir com fome; contudo, quando a crise bate, apenas o governo consegue dar-lhe comida.

Pergunta: Portanto, estamos a construir um estado de bem comum, não estamos?

Resposta: Certamente estamos, uma vez que a função do estado é fornecer a todos abrigo, sustento, roupas, cuidados médicos, e por aí fora. Necessidade básica não é um pão de forma e um copo de água por dia. Não, estamos a falar de uma existência normal, mas não mais que isso. Para o resto, educamos uma pessoa como receber a satisfação ideal de outra fonte, em vez de correr atrás das “bênçãos da civilização”.

Está a chegar ao fim de qualquer forma, e não há nada que possamos fazer sobre isso. O mundo está a afundar-se na crise, a qual deve provavelmente demonstrar-nos que não podemos consumir mais do que precisamos. Você pode não querer aceitar isso, mas a natureza irá forçá-lo a tal, quer goste ou não. Além disso, não podemos explicar ao público o que está a acontecer e dizer-lhe como precisam de agir, isto é, construir um novo governo, um novo mundo integral, a não ser que os enviemos para a escola.

Tal como ensinamos crianças, também ensinaremos adultos sobre as leis pelas quais o mundo opera, o mundo em que eles se encontram agora. Afinal de contas, se uma pessoa não compreende os mecanismos de um mundo inteiramente integro, ela não pode sobreviver nele. Não há solução mais efectiva e acessível para transformar as pessoas que uma educação global.

Você deseja continuar a obter o que precisa? Aqui vamos nós, só não se esqueça que se deve vir à aula. Você quer provocar distúrbios? Isso não irá resolver os seus problemas.

Recentemente, Amr Moussa, o candidato presidencial Egípcio, admitiu que em vez de um novo começo, a revolução resultou numa crise ainda mais profunda que não parece vir a acabar. Ele falou com dor uma vez que esta viragem de eventos era a última coisa que ele esperava encontrar. Não é culpa dele ou de Mubarak: eles simplesmente não vêm o processo como um todo. As pessoas pensaram que o novo governo encontraria os fundos, mas o dinheiro é inútil agora.

Assim, não há outra forma excepto perceber quantos alfaiates, agricultores, e outros trabalhadores precisamos de forma a manter uma pequena percentagem da população nas áreas de produção necessárias, enquanto o resto tem de ser enviado para a escola. Esta é a única escolha pois tal é o programa. Esta é a única solução que fornecerá às pessoas as necessidades básicas de forma a não se revoltarem e perceberem que já não há para onde ir: assim é o mundo e o sistema integral em que vivemos.

A verdade é que entrámos num novo território em vez de numa crise; devemos operar no novo formato governado por diferentes leis. E temos de atravessar este ponto fraco de forma a alcançar a perfeição.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/5/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

O Mundo Está Preparado Para Ouvir

Dr. Michael LaitmanA Cabalá é o método que fala da necessidade de união entre cada um de nós de acordo com o plano da Natureza, a força única que controla o universo inteiro, todos nós, toda a criação. Desde os dias da Babilónia antiga, esta ciência tem sido escondida de toda a humanidade. A Cabalá apenas afirma que este ensinamento seria passado através de um pequeno “fluxo”, de professor para discípulo, por milhares de anos, da Babilónia antiga até ao presente, até que o nosso mundo se tornasse uma Babilónia moderna, isto é, um todo.

Isto significa a interconexão completa, independentemente de fronteiras, países, continentes, nações, raças, grupos e religiões que têm emergido ao longo do curso da história. A nossa interdependência tornar-nos-á tão fortes que irá eliminar todas estas barreiras.

Por outro lado, o nosso egoísmo permanecerá e continuará a se desenvolver. Devido a isto, iremos detestar-nos uns aos outros ainda mais. Iremos repelir-nos uns aos outros automaticamente; iremos pensar apenas em nós mesmos inconsciente e instintivamente. Não consideraremos os outros e apenas os usaremos ao máximo para o nosso próprio benefício. Esta será a nossa natureza durante 3700 anos, dizem as fontes Cabalistas.

Chegaremos a um egoísmo enorme, e será natural para nós. Não iremos sequer reparar que é especial, mas apenas que isto somos nós e esta é a nossa vida. Ainda assim, este egoísmo juntamente com a nossa conexão integral extensiva, com a comunicação que desenvolvemos entre nós, irá entretanto tornar-nos novamente na Babilónia.

Além disso, durante a última fase de desenvolvimento, quando esta sociedade de egoismo enorme se tornar global, iremos esgotar praticamente todos os recursos naturais e recursos energéticos: água, minerais, metais, petróleo, carvão e gás. Tudo se aproxima de um fim. Mesmo que queiramos aumentar o nosso potencial egoísta, não será possível.

A sociedade de consumo que se desenvolveu durante o século XX saturou-se, esvaziando a Terra de todos os recursos, e como resultado, não podemos continuar nesta vida, mesmo fisicamente. Atingimos tal confronto entre cada um de nós e com o ambiente que nos força a fazer algo.

A nossa sociedade irá tornar-se diferente – incontrolável. Recentemente, nós vemos revoluções ocorrendo em diferentes países; vemos como a comunicação, a conexão entre as pessoas encoraja-as a exigir mudança social. Contudo, ainda não percebemos como ou porquê isto ocorre: hoje é lá, amanhã pode acontecer aqui ou noutro local. Não vemos onde isto nos leva.

Nesse estado de confusão, sem conseguir perceber a próxima fase, vemos a ciência da Cabalá sendo revelada novamente para o mundo. Lembro-me quando estudava com o meu professor: costumávamos viajar para locais especiais, locais Cabalísticos e sentávamo-nos juntos, um diante do outro. Durante essas tardes e noites, ele tentou dizer-me que viria um tempo quando a Cabalá fosse revelada.

O que significa “revelada”? “Revelada” significa que não é você que começa a falar, mas as pessoas que querem ouvir começam a vir. Não depende de si, mas daquele que irá ouvir.

Vemos que este tempo chegou porque há muitas pessoas de diferentes países, em continentes diferentes, em várias línguas, que querem ouvir o que a natureza, o Criador, nos pedem. Querem saber com o que devemos assemelhar-nos, como devemos mudar a nós próprios, subir a que nível, como entrar numa dimensão inteiramente diferente, perceber o nível geral da natureza, a eternidade, a perfeição, para sentir isto aqui e agora no nosso mundo. É dito na ciência da Cabalá que tais pessoas surgiriam no fim do século XX.

Eu não acreditei nisso, não via estas condições. Contudo, no fim do século passado, milhares de pessoas tornaram-se interessadas em Cabalá, inconscientemente, sentindo instintivamente esta urgência graças aos seus desejos, que se desenvolveram e atingiram a maturidade. Na próxima fase, uma nova dimensão é concebida neste desejo egoísta finalmente maduro.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

O Divórcio Babilônico

Dr. Michael LaitmanNós não temos a menor idéia sobre a futura ordem mundial, porque nós entramos em um sistema de forças que nunca havia se manifestado em nosso mundo. À medida que a natureza (o Criador) se aproxima de nós, isto se torna cada vez mais claro. Assim, nós temos que começar a revelar o mundo superior, ou seja, o sistema de governo pela força superior, a Luz.

À medida que esta força externa se aproxima de nós, à medida que ela brilha sobre nós, a nossa sociedade e o mundo de forma mais sensível e intensa, nós sentimos nossa oposição a ela. Nós não sentimos a força em si, mas a nossa incapacidade de sossegar mesmo que um pouco.

O mundo se tornou imprevisível. As pessoas estão engajadas em adivinhações e até acreditam em milagres. Como é possível isso acontecer em nossa época esclarecida? Como podemos, de repente, começar a acreditar nisto depois do século XX? Todos os anos, e às vezes algumas vezes por ano, nós temos todos os tipos de datas do fim do mundo e outros eventos apocalípticos.

Além disso, nós nos encontramos sob o abraço forte da natureza que, inesperadamente, gera crises como tsunami, furacão, erupção vulcânica, incêndio, inundação, e assim por diante. Aos poucos, tudo desequilibra, fora do equilíbrio delicado em que estávamos. Isso porque nós estamos atravessando um momento decisivo. Nós já atravessamos este ponto decisivo antes, em uma escala menor, na antiga Babilônia. A humanidade inteira estava concentrada lá, e mesmo assim, ela descobriu que era uma sociedade pequena e fechada.

Hoje, apesar de haver sete bilhões de seres humanos, nós somos uma sociedade fechada. De repente, nós sofremos um “curto-circuito” e nos encontramos dependentes uns dos outros. Por outro lado, nós somos como cônjuges antes de um divórcio. Nós nos odiamos mutuamente, apesar de ainda estarmos em um apartamento. Nós devemos mudar, nós não conseguimos ficar juntos, mas os laços comuns nos mantêm juntos. Este é o “apartamento partilhado” que nos encontramos hoje na Terra.

Antes, isto se tornou evidente em um pequeno território, na Mesopotâmia, há 3.700 anos. Então, pela primeira vez, as pessoas começaram a procurar o que elas poderiam fazer. Por um lado, elas estavam no mesmo lugar e na completa e total interdependência. Por outro lado, odiavam-se e se esforçavam para estar o mais longe possível umas das outras. Duas forças opostas, duas das mais difíceis tendências estavam separando a sociedade. Então, na realidade, dois métodos foram sugeridos.

O primeiro método foi a correção de sua natureza. “Vamos corrigir o egoísmo que separa, distancia, e afasta-nos uns dos outros. Então, nós ganharíamos. Nós nos tornaríamos uma única entidade de apoio mútuo. Nós teríamos um poder enorme, e realmente iríamos erguer uma “torre para o céu “, a torre de amor mútuo, cooperação e união, a força positiva.

Assim, eles se tornariam iguais à natureza, porque tudo na natureza está interligado. Todos os seus níveis – inanimado, vegetal, e animal – agem sempre em harmonia mútua, e apenas o ser humano, com seu egoísmo, se sente acima da natureza, acreditando que pode fazer o que lhe agrada. No entanto, se ele entendesse as leis da natureza e procurasse ter correspondência com ela, ter um relacionamento harmonioso, ele sentiria toda a sua capacidade e poder. Ele entenderia e perceberia a sua finalidade, a sua essência. ”

Isto é o que foi sugerido pelos adeptos da correção humana, mas, infelizmente, a humanidade (cerca de três milhões de pessoas vivendo entre os rios Tigre e Eufrates) escolheram um caminho diferente. Como cônjuges após um casamento fracassado, eles decidiram que seria melhor para eles “sair”, dividir o apartamento compartilhado, e quebrar o contrato. Assim, as pessoas se dispersaram por todo o mundo.

Muitas fontes antigas narraram esta história. Desde aqueles tempos, nós temos o livro sobre a Cabalá chamado O Livro da Criação. Nós o temos em nosso arquivo livre, em língua russa também.

O livro chamado O Grande Comentário surgiu depois. Ele também descreve os eventos que aconteceram na antiga Babilônia e como as pessoas não conseguiram resolver o problema da união. Para fazer isso, elas tiveram que trabalhar no seu egoísmo, e superá-lo por meio de um método especial, que exigiu muito mais esforço interno e moral do que simplesmente separar-se fisicamente uns dos outros e fazer o que todos queriam, cada um em seu próprio canto.

Flávio Josefo descreve onde as pessoas foram, em que lugares. Posteriormente, todas as crenças e religiões foram originadas delas, tudo baseado no egoísmo, tudo o que o egoísmo apoia.

Da 1a Lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Uma Pergunta Retórica: “De Quem É A Culpa?”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que precisa acontecer para que as massas comecem a adotar o método de correção?

Resposta: As massas ainda não compreendem de onde todos os problemas estão vindo. Não tem a ver com o governo, planos, manipulações políticas e econômicas, ou intrigas “por baixo dos panos”. A pressão norte-americana e a mão de obra barata da China são apenas o lado externo do jogo, mas as pessoas pensam que alguém neste mundo ainda tem poder sobre elas, como se os líderes políticos como Ahmadinejad, Obama, ou Merkel pudessem realmente determinar algo.

Qual é o objetivo de ir para as ruas reivindicar alguma coisa em voz alta se isso não está funcionando mesmo assim? Quantos governos precisam mudar para nos mostrar alguma utilidade? Temos que entender de uma vez por todas que as mudanças só podem vir de Cima, pela força da natureza, e não pela vontade de algum governante. Ele é exatamente igual ao seu povo. O que ele sabe? O que ele pode eventualmente fazer no mundo global, onde o bem-estar de cada país depende de todo o resto?

Há uma lógica simples nisto. Existem mais de 250 países do mundo. O que um primeiro ministro pode fazer com determinado país sob condições de total interdependência? Quais as opções que eles têm no mercado comum? A economia global é governada por leis cruéis, e é impossível dar um passo à direita ou à esquerda uma vez que todos estão ligados à sua própria zona de influência. Será que cada chefe de Estado tem direito a uma varinha mágica, juntamente com sua cadeira?

As massas têm esperança de uma mudança de poder, quando, na verdade, isso só vai piorar, não por causa de certos líderes, mas porque eles estão olhando na direção errada. As pessoas ainda estão para perceber quem está realmente no comando da situação. Se nós não disseminarmos a sabedoria da Cabalá no mundo, elas nunca irão saber, embora vão sentir que isso é culpa nossa. Elas não estão cientes da Cabalá, que escondemos em nossas mãos, mas elas estarão apontando o dedo somente para nós.

Então, como é descrita a era de Gog e Magog, o mundo inteiro estará fazendo se queixando de nós. Primeiro, haverá guerras entre as nações, e depois elas se voltarão contra Israel. Isso natural, visto que elas estão em conflito e não têm idéia do que fazer sobre isso.

Eles vão culpar os outros, até começar a entender que todos estão em perigo, todo mundo está desesperado, mas não há salvação em nada. De onde é que veio este infortúnio? De quem é a culpa? Não, não é do Obama, Ahmadinejad, Merkel ou Sarcozy . Eles não têm culpa, mas só os judeus. Como assim? É assim que eles se sentem.

É uma reação natural de um anti-semita: “É tudo culpa sua!”. Francamente, estão eles errados? Não, eles não estão. Isso é como vai ser se não disseminarmos o método de correção no momento certo e mostrar a vontade de dividi-la com o mundo.

Temos de agir à frente de todos os seus protestos e estar prontos para responder ao desejo do mundo. Temos de aplicar o medicamento antes que a doença se torne grave. No entanto, não é porque nós temos medo deles, mas porque essa é a vontade do Criador, que não quer ver ninguém sofrer.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 30/05/11, “A Paz”

Últimas Notícias: Treze Minutos Sobre A Coisa Mais Importante

Dr. Michael LaitmanA crise que envolveu o mundo era muito evidente nas últimas convenções que realizamos, incluindo uma realizada na Itália há três semanas e, especialmente, há uma semana em Madrid, Espanha. Lá, a crise é muito evidente. As massas estão em desordem, e a taxa de desemprego entre os jovens é de 40%. E as coisas só pioram a cada dia. Há manifestações e protestos na rua, e muito mais.

Eu deliberadamente andei pelas ruas lá e conversei com as pessoas. Elas não sabem o que fazer e estão fazendo os protestos em frente a prédios do governo. Mas o governo também não sabe o que fazer. Todo mundo está confuso e ninguém é culpado. E tudo isso porque nós estamos diante de desafios da natureza.

Postos de trabalho não podem ser criados do nada. E para quê? Ao fazer isso nós só esgotamos ainda mais rápido os recursos naturais remanescentes, arruinamos o solo e poluímos o ambiente ainda mais. Nossos recursos hídricos e aéreos vão diminuir ainda mais rápido. Então, por que deveríamos estimular a economia que se deteriora? Só para dar trabalho às pessoas? Com este tipo de conseqüências, é melhor não lhes dar!

Na Espanha eu apareci no canal de TV mais popular no horário nobre. Em vez de falar por alguns minutos, o que foi planejado de acordo com o programa, a entrevista durou 13 minutos. Você pode imaginar – treze minutos nas notícias matinais, entre os relatos dos acontecimentos mais importantes da atualidade! Eles simplesmente não conseguiam terminar a entrevista.

Minha sugestão foi simples tornou-se um conselho prático: nós temos que sentar as pessoas para estudar. Eles devem receber subsídios do desemprego (que também será a estratégia mais eficaz para poupar dinheiro) e devem aprender sobre o tipo de mundo que vivemos, o que existe na nossa frente, e que tipo de desafio a natureza está nos lançando.

Isso não é capricho de alguém ou os interesses de determinado partido ou líderes de governo. Isto não é senão a natureza, que nos desafia. E o desafio é para nós mudarmos. Nós não temos que mudar nada além de nós mesmos.

Temos que nos tornar integrais  e globais, em conformidade com a actual crise. Afinal, a crise é a sensação da própria falta de conformidade com a natureza circundante. Portanto, se nós corrigirmos a nós mesmos dessa forma, tudo se tornará equilibrado e atingirá a harmonia. Isso é o que as pessoas devem aprender.

A entrevista recebeu uma resposta positiva generalizada em toda a Espanha, bem como na América Latina e América do Norte, e isso porque esta realmente é a única forma sensata de sair da situação que foi criada. E a Espanha não está sozinha. Grécia, Islândia, Itália e outros estão em uma situação semelhante, e há muitos outros países gradualmente entrando nesta crise. Em outros lugares a crise está vindo de diferentes maneiras.

É assim que a natureza coloca uma tarefa clara diante de nós: nós temos que mudar. Nós temos que ser parte integrante da natureza como tudo que ela contém: os níveis inanimado, vegetal e animal. O homem não deve pensar que está acima da natureza e que pode fazer tudo que deseja. Sua tarefa mais importante é tornar-se, de forma consciente, parte integrante do todo.

Ao tornar-se parte integrante da natureza, ele começa a entender o que ela é e, de repente, descobre novas profundidades nela: os mundos de Assiya, Beria, Yetzirah, Atzilut, Adam Kadmon, e o mundo do Infinito. Ele já não se esconde da natureza com seu egoísmo, mas começa a senti-la como transparente. Ele finalmente entende e torna-se consciente das forças que controlam tudo, inclusive ele próprio.

Esta é a tarefa que estamos enfrentando hoje. Portanto, se desejarmos isso e usarmos a força da aspiração para frente, que existe em muitas pessoas no mundo, nós realmente aspiraremos à auto-correção, a revelação do mundo, para sair do estado de sonho, do estado de inconsciência. Então, nós atingiremos a igualdade total com a natureza, o nível do Criador.

Da 1ª lição na Convenção de Moscou 10/06/11

Aproximar As Pessoas Da Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: A crise global já se apresentou publicamente. Quando as pessoas começarão a fazer perguntas sobre o que está acontecendo? Quando virá a tempestade?

Resposta: Isso depende de nós. Nós temos dar o melhor de nós para disseminar o método da nossa correção. Nossa mensagem é simples, e podemos oferecê-la aos governos dos países que já estão em apuros.

O principal problema é o que fazer com o altíssimo egoísmo. O ser humano tem um desejo normal (material) de prover tudo o que for necessário para sua existência. Ele precisa de comida, família e outras coisas, sem as quais não pode viver. Além disso, seu desejo egoísta, que visa receber mais, continua crescendo. Isso é tão inerente a cada um de nós que não podemos nem mesmo definir o que é uma necessidade básica.

Será que uma pessoa ficará satisfeita se receber o pão de cada dia, por assim dizer? Não, não vai. Então, o que fazemos com o egoísmo? Com o que nós podemos encher o buraco negro?

A resposta para isso é a seguinte: o egoísmo cresceu para que possamos transformá-lo em desejo espiritual, um vaso espiritual cheio de realização, doação, amor e, finalmente, Luz superior. Como isso é feito? Como podemos fazer uma transição da sociedade de recebedores, insaciáveis na sua busca de riqueza material, para uma sociedade de consumo mínimo, baseada nas necessidades básicas?

Caso contrário, o mundo não será capaz de existir, devido ao rápido escoamento dos recursos. O consumismo não será mais capaz de satisfazer o nosso egoísmo. As pessoas do mundo não serão capazes de comprar de loja em loja, enchendo os carrinhos “até a boca”. A festa acabou, e a partir de agora todos recebem apenas o que necessitam.

Assim, como as pessoas ficam satisfeitas? Nós devemos enviar todas elas para a escola. Elas receberão todos os bens necessários em troca dos seus estudos. Caso contrário, elas não têm direito nem a isso. De fato, por que deveriam? Problema é problema, e todos estão na mesma situação. O governo lhes dá as necessidades básicas, todas continuam vivendo onde devem, a estabilidade é preservada e, ao mesmo tempo, todas começam a estudar.

O que elas estudam, exatamente? Elas estudam as leis da vida no sistema integral. Na realidade, elas são as leis do grupo, mas a Cabalá não é mencionada nas aulas. O assunto refere-se a sistemas e mecanismos pertencentes a uma sociedade unificada. Recebendo tudo o que precisam, ao menos durante as aulas, as pessoas ouvem e estudam os fatos, provando que não temos outra maneira de sobreviver, exceto através da unidade.

Você está lidando com “selvagens” que vem para aprender, que querem apenas ganhar dinheiro e obter determinado benefício. Mas, aos poucos, eles começam a entender que não há outra opção, que entramos em um novo sistema, e que o mundo irá se desenvolver de forma diferente agora. O consumismo terminou; este tipo de sociedade está morrendo. Ela não viveu tanto tempo assim, de qualquer maneira, no máximo cem anos, do final do século XIX até os anos 70-90 do século XX. E mesmo durante esse período houve crises, incluindo a Grande Depressão dos anos 30.

Assim, as pessoas começam a estudar, enquanto o governo lhes dá tudo o que precisam, o que é muito menos dispendioso do que a criação de novos empregos. Isso é inútil, pois ninguém vai comprar o que pode ser produzido. Além disso, as matérias-primas e energia estão quase mortas.

Assim, a solução mais concisa e barata é enviar as pessoas para a escola, independentemente do local dela: em casa, via Internet, nos teatros, ou em qualquer outro lugar. A chave é colocar sob a estrutura da educação. Entretanto, o estudo vai tornar a pessoa sábia e fazê-la entender que está entrando num mundo novo, onde as leis anteriores não funcionam. O Baal HaSulam escreve assim: nós devemos ir para a escola e aprender novamente a viver no futuro.

Finalmente, graças aos estudos, as pessoas ganharão um novo desejo e começarão a perceber mudanças nele, até começarem a entender que a realização pode vir de outro nível, mais elevado. O processo será gradual já que estamos lidando com uma massa gigantesca que está começando a amadurecer. Isso vai realmente nos transformar.

A partir de hoje, não temos outras opções. É por isso que ninguém consegue descobrir nada. Mas imagine a quantidade de Luz que estas centenas de milhares de pessoas podem atrair, apenas ouvindo o que lhes é ensinado. Essa é a solução apontada pelo Baal HaSulam, a solução que nos é adequada logicamente, já que não há qualquer outro meio, exceto aproximar as pessoas um pouco mais da Luz.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/11, “Prefácio à Sabedoria da Cabalá”

Oferecendo ao mundo uma solução

Pergunta: Milhões de pessoas em todo o mundo desejam crescer espiritualmente. Mas e quanto ao resto?

Resposta: Todo mundo sofre, todo mundo sente-se mal. Veja como cresce o descontentamento em torno do mundo. Não é óbvio que estamos à beira de adversidade? Este processo está acelerarando a uma velocidade impressionante. Recentemente recebi uma carta da Espanha, onde as pessoas comuns estão enfrentando sérios problemas. O desemprego está subindo rapidamente aos céus.

É assim que o Criador está empurrando e fazendo com que todos o encarem. Querendo ou não, as pessoas começam a perguntar: “O que fazemos? Como sair das dificuldades? “Primeiro, evitar dificuldades é a chave: Se uma pessoa não tem nada para comer e sem dinheiro para pagar o aluguel, se ele ou ela não tem necessidades, questões espirituais dificilmente lhes interessam. Mas você pode mostrar-lhes a solução.

Leia o que os analistas escrevem, pesquise onde quiser hoje, ninguém tem soluções para os problemas que o mundo está enfrentando. Pelo menos muito já é evidente. Aqueles que ainda estão no poder, bem como os comentadores políticos têm plena consciência de que chegamos a um beco sem saída. Ninguém tem a coragem de levantar a mão e oferecer uma solução própria. É demasiado óbvio como irrealista e impraticável qualquer coisa que eles possam oferecer. E neste tipo de situação, só podemos falar. Precisamos nos apressar para fazê-lo.

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Da 4 ª parte da Lição Diária de Cabalá de 25/05/2011, “Prefácio à Sabedoria da Cabala”

Material relacionado:
Eu Não Posso Viver Com Ou Sem Eles
Quando A Crise Se Torna Insuportável

A Rússia É Parte Da Europa?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você está prestes a viajar para a Rússia. Qual é a sua atitude em relação a este país? Você o vê como a América, Europa ou Ásia?

Resposta: Sem dúvida, a Rússia tem um espírito especial, um espírito de Bizâncio. De forma alguma é uma civilização européia. Isso também é evidente na atitude da Europa para com a Rússia, como algo diferente em relação a ela, por essência. Mesmo que essa Rússia pareça uma nação cristã, ela é, no entanto, ortodoxa, ou seja, com um elemento de concorrência com a Europa sobre quem tem a verdade cristã. Além disso, ela também tem uma grande influência asiática.

A Rússia ama a cultura européia. Ela ama a França como alguém ama um amante, mas os princípios do liberalismo e da liberdade da França são estranhos para a Rússia. Estes são os princípios da Europa – os princípios de uma civilização nova e tecnocrático. Mas para a Rússia o slogan, “a liberdade, igualdade e fraternidade” são vãs tentativas de criar uma modernização indefesa. Verdade, ela se assemelha a isso, como se máquinas inteligentes fossem colocadas ao lado de escravos….

Mas talvez seja exatamente por isso que a Rússia, o lugar onde os mandamentos da Revolução Francesa não se popularizaram, apesar de toda a Europa, seja o lugar onde a pergunta sobre o sentido da vida é evidente em cada pessoa: Para que estamos vivendo! ? É por isso que eu vou lá, com a esperança de que serei compreendido!

Trazer O Mundo À Harmonia

Dr. Michael LaitmanPergunta: O problema é que a humanidade pensa que é dona desta terra e se esforça para tirar o máximo proveito dela, arruinando-a. As pessoas não parecem entender que elas receberam a terra apenas para utilizá-la, não para possuí-la. Isso conduz a humanidade à guerras, lutas por territórios e recursos.

Como o estudo da sabedoria da Cabalá pode harmonizar os diferentes pontos de vista das pessoas, fazendo-as compreender que usando a terra de maneira egoísta elas, acima de tudo, prejudicam a si mesmas?

Resposta: Isso só pode ser feito se a pessoa vê o outro lado da moeda! Se nós não aprendermos a ver este mundo como transparente e a detectar as forças que agem na realidade circundante, não mudaremos. O nosso ego só pode quebrar se perceber claramente como as suas ações estão trazendo-lhe dor: “Vai me doer”.

Nós devemos alcançar o estado que nos revelará a integridade da natureza. Então, eu simplesmente não serei capaz de cometer o mal, pois verei como me machuco com isso. Esse é o único caminho! Não há nenhum outro. As pessoas não aprenderão de outra forma.

Mas nós só podemos revelar esse tipo de conexão mútua entre nós por meio de um trabalho no ambiente, nos esforços para nos unificar, enquanto tentamos os elevar acima do nosso ego. Então, nós começamos a sentir o quanto isso é difícil e começamos a estudar a nós mesmos, nossa natureza, todas as nossas qualidades egoístas; nós discernimos se somos ou não capazes de nos unificar com os outros contra o desejo, e elevá-los aos nossos olhos.

Este é um tremendo trabalho psicológico interno, que continua até que comecemos a descobrir as forças internas. Basicamente, isso ocorre quando colocamos revelamos a força geral, o poder da união, que transforma cada um de nós.

No entanto, nós não temos escolha. Hoje, a humanidade se encontra em um estado muito perigoso. Nós podemos ver claramente que em mais 10 a 15 anos todos os recursos energéticos estarão esgotados. A exploração de todas as principais fontes de energia, como petróleo, gás, carvão ou a água, está sendo reduzida drasticamente. Nós precisamos alcançar o equilíbrio com a Natureza.

Da Palestra em Roma , 20/05/11

O ABC Do Novo Mundo

Dr. Michael LaitmanNós estamos entrando num novo mundo que está abandonando o luxo e se restringindo em relação ao consumo racional, em relação ao que uma pessoa normal precisa. Nós não seremos capazes de produzir máquinas de lavar roupa que não funcionam em três anos, enquanto que hoje isso está sendo feito intencionalmente para que, ao invés de consertar, a pessoa compre uma nova.

Nós teremos que nos mover para um novo estado de existência. É isso que os governantes mundiais precisam entender. Mas, como eles irão manter suas nações pacificadas? Como eles educarão e explicarão todos os fatos às pessoas?

Por isso nós precisamos preparar um pacote de recursos educacionais que se sustente em uma base firme e demonstre com absoluta clareza o que nós iremos oferecer a todos. Não há outra opção. Nós precisamos estudar o novo mundo.

Você não precisará ir ao trabalho. Você irá, ao contrário, à escola, mas não com o propósito de aprender. Você irá estudar como receber da vida o verdadeiro prazer. Isso vale a pena? Você não será capaz de continuar trabalhando de qualquer jeito; ninguém precisa mais de você. A Grande Depressão foi parte do desenvolvimento, um declínio intermediário no processo cíclico, mas hoje tudo isso mudou. Nós estamos ficando sem recursos. Nós chegamos ao limiar de uma nova fase. Muito têm sido escrito sobre isso.

Assim, nossa tarefa é informar ao público que a antiga era chegou ao seu final. Não há e não haverá mais empregos. Como as pessoas se sustentarão? Bem, façamos somente mercadorias que precisemos e só o suficiente para todos, enquanto aprendemos como as distribuir e como viver no novo mundo.

Nós temos que contar a elas sobre a evolução humana e a história, o crescimento do egoísmo ao seu estágio final, o estágio de integração e as leis pelas quais o sistema integral opera, as interconexões de todas suas partes, e como reciprocidade e conexão verdadeira se revelam nele. Essa é a nossa única opção pois é o que a natureza está nos forçando fazer.

Nós deveríamos chegar ao estado de consumo harmonioso, como os animais que tiram da natureza somente o que precisam para se sustentar. Eles fazem isso instintivamente, sem cálculos, enquanto que nós precisamos estruturar nosso relacionamento com a natureza conscientemente, sensivelmente, através do aprendizado, nos restringindo, e dominando nossa inclinação ao mal, simplesmente porque entendemos que não é permitido fazer de outra forma.

Mas, como iremos satisfazer nossos egos quando o homem quer consumir o mundo e se pede que seja feliz só com comida e abrigo? “Isso é tudo? O que eu sou, um urso numa caverna, um pássaro numa gaiola?”. Certamente não, você irá receber uma satisfação ainda maior do que desejou antes, mas nunca conseguiu. “Isso pode ser feito. Vamos descobrir como chegar lá.

Assim, nós obrigamos o público a aprender, o dirigimos adiante. Ninguém vai querer fazer isso unilateralmente; todos procuram satisfação imediata. Assim, temos que preparar um pacote de recursos educacionais e um sistema de educação pública. Isso vai começar lentamente. Agora mesmo, nós não podemos dizer isso abertamente ao mundo, mas é tempo de perceber e disseminar materiais sobre o que está causando a crise. Isso vai espalhar luz sobre a solução. Afinal, não há nada lá fora. Querendo ou não, você terá que fazer o que deve fazer.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 31/05/11, “A Paz”