Textos na Categoria 'Religião'

A Revelação Da Luz Ou Um Esforço Da Imaginação?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a diferença entre revelar a Luz através de uma das metodologias orientais ou do método da Cabalá?

Resposta: A revelação da Luz só pode ser alcançada se a pessoa tem um grande Aviut  (aspereza ou espessura do desejo), que ela pode corrigir apenas com a ajuda da Cabalá e, assim, revelar a Luz, o Criador. Afinal, com um Aviut menor, a pessoa não será capaz de revelar nada, exceto algumas sensações mais ou menos agradáveis que lhe dão a ilusão de já estar “elevando-se” ao mundo espiritual.

Tudo, exceto a Cabalá –  todas as metodologias orientais, os ensinamentos da New Age (Nova Era), diferentes crenças e religiões – são suas formas modificadas, nascidas do desejo de receber prazer que não alcançou seu último nível, o de Dalet (quatro), e não é perfeito em todos os seus níveis de Aviut, nem tão egoísta.

Além disso, o que elas tomaram da Cabalá? Uma prega normas morais, outra defende meditações, uma terceira recomenda restrições alimentares, uma quarta pede para acreditar em imagens ou histórias, uma quinta elogia observâncias cerimoniais que são consideradas sagradas, e assim por diante.

Tudo isso é resultado do desejo de receber prazer, que ainda não atingiu a sua evolução final. Portanto, isso expressa a sabedoria da Cabalá de uma forma igualmente simples, em vez de corrigir-se.

Afinal, uma pessoa como esta não sente a necessidade de se corrigir. Ela não entende o que ela precisa para se corrigir. Ela acredita que se beijasse um objeto “sagrado” ou doasse algo, tudo estaria certo. Um pequeno desejo de receber prazer não empurra o homem para nada que seja grande. Tudo isso sai do desejo que ainda não se desenvolveu ao nível do último grau, o de Dalet.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/12/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”

Um Lego Feito De Pedaços Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Durante a aula nós trabalhamos com a Luz que nos corrige. Mas com o que trabalhamos na Convenção?

Resposta: Na Convenção isso acontece ainda mais! Nós não temos nenhum outro meio para influenciar o que está acontecendo conosco, além da Luz que corrige. Essa é a única coisa que podemos despertar!

Nós despertamos nossos estados futuros, que ainda não foram revelados em nós e que estão para ser revelados. São estados de doação para fora, onde cada pessoa doa para fora, para o seu próximo. Esta é precisamente a qualidade que queremos descobrir – cada pessoa dentro de si mesma e todos nós como um todo.

Quando revelamos esta qualidade de doação, significa que revelamos o Criador. Como os Cabalistas nos dizem, esta qualidade nos criou, nos formou, e nos espalhou longe uns dos outros, para que, unindo-nos novamente, a revelássemos novamente.

Entretanto, o Criador está no exílio. O que isso significa? Podemos dizer que Ele também se desintegrou em pedaços minúsculos e está dentro de todas essas partes quebradas que estão longe umas das outras. Assim que você começa a conectá-las, você começa a recriá-Lo ou restaurá-Lo, a força comum de doação.

Nós temos que construir uma imagem para nós mesmos que esteja próxima da verdade. Caso contrário, vivemos em várias fantasias religiosas, imaginando uma imagem irreal, não-materialista.

Nós temos que entender que a diferença entre crenças ou religiões e a ciência da Cabalá é que as crenças ou religiões querem imaginar a espiritualidade nos desejos materiais, que percebem tudo “dentro” e, portanto, constroem suas noções de acordo com a realidade terrena, com a criação estando abaixo e o Criador acima, como se estivessem separados mais pela distância do que pelas qualidades. Elas não falam sobre a correção do homem.

Em contraste, a ciência da Cabalá diz que tudo está dentro do homem. Assim, a realidade ou dimensão superior se revela nas correções e mudanças internas da pessoa. Portanto, a coisa mais importante para nós é  corrigir o homem. Ao corrigir suas qualidades, a pessoa sente que o Criador é revelado dentro dela.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/11, O Zohar

Será Que Somos Realmente Tão Diferentes?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como podemos unir o mundo inteiro, se as nações, países e religiões são tão diferentes entre si, em todos os sentidos?

Resposta: Essas são diferenças egoístas. Quando nos unimos espiritualmente elas desaparecem e nós nos tornamos como um homem com um coração.

As diferenças terrestres realmente não nos separam. Uma pessoa gosta de temperar sua comida com pimenta e outra não. Uma pessoa tem certos formalismos e outra pessoa outros. Isso não nos faz diferentes. Pelo contrário, é exatamente aí que começamos a respeitar um ao outro.

Being dissimilar does not obstruct us from coming together spiritually. On the contrary, by uniting above our egoistic differences, we make them even more powerful and all of that power is aimed at spiritual unity.

Ser diferente não nos impede de unir-nos espiritualmente. Pelo contrário, ao nos unirmos acima de nossas diferenças egoístas, nós as tornamos ainda mais poderosas e todo esse poder é destinado à união espiritual.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/03/11

A Correção Da Alma Vem Primeiro

Dr. Michael LaitmanPergunta: Pode um Cabalista manter simultaneamente duas ideologias e ser religioso ao mesmo tempo que é Cabalista?

Resposta: Não, ele não pode. A Cabalá tem vantagem sobre a ideologia religiosa. Um Cabalista pode realizar todos os tipos e costumes religiosos, como resultado de sua educação, cultura e as tradições de seu povo. E eu acho que é bom fazer isso. Eu não desprezo a religião.

No entanto, ela não deve substituir a Cabalá, porque a coisa mais importante para uma pessoa é alcançar a revelação e a adesão com o Criador. Qualquer coisa que interfira nisso deve ser removida deste caminho. O que interfere não é a religião em si, mas a falsa concepção dela, pensar que ela pode substituir a realização do Criador, que em vez da revelação espiritual basta realizar certas ações materiais, orar de acordo com palavras escritas, e pensar que isso é suficiente.

Isto não é bem assim. Está escrito que “todos devem conhecer o Criador, do menor até o maior”. Nós temos que atingir a adesão com Ele. Todos dizem que concordam com isto, porque é isso que está escrito e é impossível argumentar com isso. É claro para todos que temos de atingir a “obra do Criador” e nos unir a Ele. Também está escrito que a regra principal da Torá é amar ao próximo como a si mesmo. No entanto, as pessoas por toda parte só falam disso, mas realmente não fazem com que isso ocorra.

Ninguém sabe o que significa a adesão com o Criador, como aproximar-se Dele, e como se tornar semelhante a Ele. O problema é que a religião tem substituído a ciência da Cabalá após a quebra do Templo, quando a nação de Israel caiu do nível espiritual ao nível material, e tudo o que restou ao povo fazer foi realizar ações físicas como uma tradição, a fim de comemorar as ações espirituais anteriores.

Agora nós temos que aprender a nos elevar de volta para o nível espiritual e adicionar a percepção do Criador em relação a estas tradições nacionais. A religião parece parar a pessoa, dizendo-lhe que basta fazer ações mecânicas que são realizadas por pessoas religiosas.

No entanto, muitos dos textos originais dizem que não basta fazer apenas as ações materiais, que o Criador não se importa como você abate o animal – de modo kosher ou não, e que os mandamentos foram dados a fim de corrigir as criaturas através deles . Isto significa que as ações tem que ser complementadas com a intenção correta. A intenção é a coisa mais importante; na verdade, ela é a própria pessoa. O importa são seus pensamentos e desejos, ao invés das ações. A pessoa religiosa costuma fazer ações por hábito, tendo sido construídos desde a infância, para fazê-los sem pensar. Não há nenhuma correção em fazer isso.

É por isso que nós queremos complementar a tradição, o modo costumeiro de vida, ou o que é chamado de religião, que percebemos como cultura ou tradição de uma nação, com a “obra do Criador”, isto é, o trabalho interno de uma pessoa pela qual ela corrige seus desejos para se tornar semelhante ao Criador. Adam (homem) significa “semelhante”.

Cada pessoa, tanto secular como religiosa, tem que entender que a Cabalá pode acrescentar algo a sua vida. Ela acrescenta a revelação do Criador, a Força Superior que controla tudo. E quando você  a vê,  a entende e a sente, você sabe como seguir em frente sem cometer erros, tanto neste mundo quanto no “mundo vindouro”, o mundo espiritual que lhe é revelado.

Nós não alcançamos a revelação do Criador através de ações religiosas, mas através da união com os outros. No entanto, essas ações não são anuladas. Elas são simplesmente como um ramo que simboliza a raiz espiritual, e a pessoa pode permanecer nessa cultura. Este é um costume que não interfere no próprio avanço, mas também não o ajuda. Ela simplesmente lembra a você que existem ações espirituais, e é por isso que foi preservada ao longo dos anos do exílio.

O Criador não se preocupa com suas ações físicas. Ele só se preocupa com a intenção que você coloca nelas.

Da 4a parte da Lição Diaria de Cabalá 20/01/11, “Introdução ao livro Panim Meirot uMasbirot”

Cometer Erros Antes de Encontrar a Verdade

“Introdução do Livro do Zohar,” artigo “E Jethro Ouviu”, Item 73: Um fio de cabelo preto que não é amarelo às vezes tem serventia, e, às vezes, não. É bom para associar-se e empregar-se com ele por um curto período de tempo, não por muito, já que por muito, ele vai ter pensamentos. E para que não façam parte dele, ele é bom por pouco tempo. Ele vai suceder na Torá se se exercer nela, e outros irão ter sucesso com. Ele não tem nenhum segredo por um longo tempo, seu coração é estreito, e tem medo de seus inimigos. Seus inimigos não poderão vencê-lo ….

Como está escrito no Zohar,quando uma pessoa não tem uma percepção clara do mundo espiritual, ela compreende o Zohar literalmente. Ela está convencida de que este livro está cheio de milagres e de conhecimentos secretos e que se pode usá-lo para ler a sorte, predizer o futuro, distinguir as pessoas boas e más, dar conselhos todos os dias, e ganhar dinheiro com ele. [Leia mais →]

Atração Por Equivalência De Forma Ao Quadrado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você pode me explicar qual a maneira correta de trabalhar com a Luz?

Resposta: A forma correta de trabalhar com a Luz é muito simples. A diferença entre a Cabalá e a religião (e todos os outros métodos) é que a religião pede ao Criador para ele mudar e tornar-se melhor, enquanto a Cabala diz: “O Criador é absoluto e só você pode mudar”.

O Criador é a Luz, ou seja, a única força no universo dentro da qual nós existimos. Esta força é imutável e absoluta. Portanto, a única maneira de trabalhar com o Criador é muito simples: quanto mais semelhante você é em relação a essa força, mais ela o influencia, e quanto menos semelhante a ela, menos ela o influencia.

Isto funciona através de uma fórmula muito simples. Se você estudou física na escola, você tem que saber: a influência de qualquer fonte sobre um objeto que é colocado no campo de sua influência é diretamente proporcional à distância entre eles ao quadrado. Quando eu chego duas vezes mais perto do objeto que me influencia, seu impacto sobre mim é quatro vezes maior. É assim que funcionam as coisas no mundo físico e é a mesma coisa no mundo espiritual.

Portanto, se você chegar pelo menos um pouco mais perto, você verá que a influência da Luz sobre você é ao quadrado. É assim que nós trabalhamos com a Luz superior.

Da 3ª Lição da Convenção em Berlim em 28/01/11

Religiões Andam Com a Infância da Humanidade

Pergunta: Qual o “ponto de vista, dos Cabalistas sobre o papel da religião e outras práticas do mundo moderno?

Resposta: Religiões são originadas da ocultação do mundo superior de nós. Tudo o que está oculto de nós: o presente, o futuro, o que vai acontecer amanhã, o que aconteceu antes da nossa vida, e o que vai acontecer depois. A religião é baseada na falta do conhecimento, a fé em algo.

Cabala não tem nada a ver com isso. É uma ciência. Absolutamente não opera com a noção de fé. É um método de desenvolvimento de uma possibilidade adicional de perceber o mundo que nos rodeia. Mas, ao mesmo tempo, a Cabala exprime a sua opinião sobre os acontecimentos ao redor do mundo, a razão para o desenvolvimento de crenças, convicções e religiões.

Em nosso mundo há um total de 3800 métodos diferentes, convicções, crenças, práticas religiosas, e assim em diante. Elas apareceram porque não sabemos o que está acontecendo e existimos em um mundo imprevisível. Nós não vemos uma conexão entre nós. Nós não vemos as razões por trás dos eventos ou o que está prestes a acontecer com a gente ali na esquina. Nós não sabemos nada.

É por isso que as pessoas desenvolvem a necessidade de alguma forma, descobrir, ou se isso é impossível, então, pelo menos, se protegem, obtém algum tipo de segurança, uma garantia, se possível. E aqui surge a possibilidade de tais métodos religiosos. Essencialmente, estas são práticas psicológicas que nos fornecem conforto. [Leia mais →]

Mitos E Realidade

Pergunta: Desafortunadamente, eu fui criado para acreditar que o Criador é um homem velho sentado em algum lugar no céu. Agora que eu estudo Cabalá, eu entendo que essa é uma falsa percepção. Como eu posso me livrar desses estereótipos da infância?

Resposta: Isso não está relacionado à infância de alguém. A humanidade desenvolveu tais mitos muito tempo atrás. É natural para nós imaginar a existência de algo desse tipo. Histórias têm sido contadas de geração em geração sobre a força existente que as pessoas associam com imagens que tem braços e pernas, tudo de acordo com o entendimento das pessoas.

O Criador não tem imagem nem forma. O Criador é a Natureza, e uma vez que ambas as palavras têm o mesmo valor numérico, elas representam o mesmo objeto. O Criador é a lei geral da Natureza, e a Natureza é a força. Nós também somos forças, mesmo que nos pareça que imagens, matéria, e natureza existem nos níveis inanimado, vegetativo e animado. Tal como vemos várias imagens na tela da televisão, nós vemos tudo nesse mundo exatamente do mesmo jeito. Nós o imaginamos em nossas cabeças.
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Como Nós Progredimos Com A Lei Da Natureza?

Dr. Michael LaitmanNa “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, Item 4, o Baal HaSulam escreve: “O Criador coloca a mão sobre o bom destino…. E a escolha da pessoa refere-se apenas ao esforço”. O Criador leva a pessoa aos amigos e ao estudo, e o resto depende dela. Não espere que alguém faça o seu trabalho por você. É seu trabalho organizar todas as ferramentas e dispô-las corretamente.

“Mas eu não entendo nada! Eu não consigo estudar, não sei como me relacionar com os amigos, e me confundo interna e externamente”. Você pode se queixar para sua mãe, mas é inútil reclamar com a lei de criação. Isso é tão inútil quanto argumentar com a lei da gravidade.

O Criador é a lei da natureza, que é doação absoluta. Se você está em sintonia com ela, você se sente bem; se não está, você se sente mal, na medida de sua incapacidade. Na realidade, tanto o primeiro quanto o último correspondem ao nível de seu desenvolvimento. Da mesma forma, em nosso mundo, nós tratamos as crianças, os adolescentes, os adultos e os idosos de forma diferente, em relação à sua idade.

Ao imaginar o Criador de forma errada, nós atribuímos a Ele certas qualidades e sentimentos que nos caracterizam. Nós continuamos tentanto “convencê-Lo”,  esperando que Ele mude de idéia. Essa é a falha mais grave produzida pela nossa natureza egoísta.

Desde o início dos tempos, as pessoas têm feito o mesmo erro: transferem seus atributos para o mundo a sua volta. Nós exigimos uma reação esperada até mesmo de nossos animais domésticos. Geralmente, esperamos encontrar similaridade em relação a nós mesmos e correspondência com a nossa imaginação em todos os níveis da natureza, inclusive o falante (humano).

É neste ponto que a sabedoria da Cabala difere radicalmente de todas as religiões e crenças. Está escrito: “A lei está estabelecida e não pode ser quebrada”, “eu não mudei o meu HaVaYaH“. A Luz Superior permanece em repouso absoluto, e todas as mudanças acontecem apenas nos vasos. Ou eu aposto na mudança do Criador ou sei que devo mudar.

A minha oração está “amarrada” a mim. Orar significa julgar-me e mudar. Esta é a única maneira de eu poder causar uma resposta diferente da lei imutável. Esta é toda a questão. As religiões não falam sobre a transformação do homem; elas sugerem que eu deva “subornar” o Criador através da realização de ações mecânicas ou de uma oração apaixonada. As pessoas esperam que isto irá ajudá-las, embora a história humana  demonstre que o contrário é verdadeiro.

A Cabalá afirma que você é o único que tem que mudar e ninguém mais. Continue rogando ao Criador, como você fazia antes, mas só que por um motivo diferente: Esta é a vontade Dele, e você está fazendo isso contra o seu próprio desejo.

Você fica diante da luz. Ao se tranfromar e se tornar semelhante a Ele em qualidades, você começa a perceber Sua influência que antes permanecia fora de seus sentidos. Você se torna um vaso para a Luz e cresce até que ela preencha todos vocês.

Antecipar-se à Luz Superior não significa sussurrar ao vento. Faça um movimento interior em direção a Ele, deseje mudar, e isso irá afetá-lo. Todas as mudanças que observamos na Luz são mudanças dentro de nós.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/10, “O Criador Criou a Inclinação ao Mal, e Criou a Torá Como Tempero”

Como Reconhecer Um Verdadeiro Cabalista

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”: Do mesmo modo que o rei Salomão não conseguiu impedir Asmodeus de se sentar no seu trono, fingindo ser ele até que chegasse a Jerusalém, os sábios da Cabalá observam a teologia filosófica e se queixam que eles roubaram a casca superior de sua sabedoria, que Platão e seus predecessores gregos haviam adquirido enquanto estudavam com os discípulos dos profetas em Israel. Eles roubaram os elementos básicos da sabedoria de Israel, e usaram uma capa que não era deles. Até os dias atuais, a teologia filosófica está sentada no trono da Cabalá, sendo herdeira abaixo de sua mestra.

Os filósofos gregos estudaram com os profetas, visto que a Cabalá era aberta a todos desde os tempos de Abraão. No entanto, eles não podiam subir até a altura da realização espiritual porque isto exigia um enorme esforço. É por isso que os filósofos tomaram apenas a parte externa da sabedoria, isto é, o objetivo deles não era corrigir a natureza humana, mas apenas adquirir conhecimento.

O primeiro sinal pelo qual você pode distinguir um Cabalista é ver de quem ele é aluno. É impossível receber a realização espiritual sem ser um aluno dedicado e próximo de um verdadeiro Cabalista. Embora ser estudante de um Cabalista genuíno não garanta o sucesso espiritual, ao menos é a primeira condição necessária para alcançá-la.

O segundo sinal de um Cabalista é que a sua metodologia deva estar voltada apenas para corrigir o egoismo do homem. Isto é precisamente o que distingue a Cabalá dos antigos filósofos gregos (religiões, crenças, metodologias espirituais, e assim por diante). Eles roubaram a casca externa da Cabalá (discursos sobre os mundos superiores, o mundo vindouro, recompensa e castigo, e assim por diante) e começaram a usar e desenvolvâ-la egoisticamente, a fim de manipular, e não corrigir a natureza humana.

Estes são os dois principais sinais que diferenciam um Cabalista de um não-Cabalista. Além disso, não apenas a filosofia, mas todas as metodologias em geral, inclusive aquelas científicas, empregadas pelo homem na esperança de corrigir o mundo e alcançar uma vida melhor, corrigida, e mais ou menos suportável, demonstram a sua falsidade no final.

Isto pode não se manifestar nas conclusões científicas em si, mas na afirmação de que, desta forma, é possível corrigir o mundo e trazer felicidade para a humanidade. Até que isto seja claro como o dia, as pessoas normais, nas quais o anseio especial pela espiritualidade (o ponto no coração) ainda não despertou, não tratam seriamente a Cabalá.

Assim, somente a pessoa que estudou com um Cabalista reconhecido pode ser um Cabalista. Um verdadeiro Cabalista também oferece um método de correção do egoísmo, não todos os tipos de “milagres” ou ações físicas, com a ajuda das quais a pessoa supostamente recebe recompensa ou punição do Alto.

Em outras palavras, isto não é nem religião nem um sistema de crença, nem  filosofia nem  teologia, e nem mesmo as ciências naturais do nosso mundo, mas um método para corrigir o nosso egoísmo, com o objetivo de alcançar a união e o amor. Este método só pode ser revelado às massas depois que a humanidade convencer-se de que todos os outros métodos não podem conduzi-la à salvação.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/1/11, “A Sabedoria da Cabalá e a Filosofia”