Textos na Categoria 'Religião'

A Fruta Amadureceu

Por que precisamos da ciência da Cabalá? Qual a necessidade disso?

Percebemos o mundo através dos cinco sentidos. Nós vemos a “imagem” deste mundo, vivemos nele, e organizamos nossas vidas nele. Nós desenvolvemos as ciências, a fim de atingi-lo. Temos mente suficiente e sensação para isso. Nós estudamos o mundo e nos acomodamos a ele tempos alegres e difíceis. Então, por que precisamos da ciência da Cabalá, mesmo se não for fantasias ou mentiras? É para saber quantos anjos existem no céu? Ou se familiarizar com a força superior, o mundo superior? …. Talvez seja hora de ir visitar um médico?

 

Não entendemos por que precisamos disso. Mesmo as pessoas que admitem que a Cabalá fala sobre o mundo espiritual ainda não sentem uma necessidade para ela. Algumas pessoas tem um pouco de medo dela, alguns sentem repulsa por ela e estão negativamente dispostas a isso. Há uma abundância de obstáculos. E ninguém os coloca lá deliberadamente. É que é assim que somos construídos, esta é a nossa natureza. Erguemos os obstáculos no caminho nós mesmos: nós negligenciamos, não desejamos, e rejeitamos. Afinal de contas, somos movidos pelo desejo egoísta, que está longe do mundo espiritual e oposto a ele.

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A Bíblia De Acordo Com Os Americanos

Dr. Michael LaitmanNa Mídia (Gallup News Service): “Cerca de um terço da população adulta americana acredita que a Bíblia é a palavra real de Deus e deve ser tomada literalmente, palavra por palavra. Esse percentual é ligeiramente menor do que há várias décadas. A maioria dos americanos que não acreditam que a Bíblia seja literalmente verdade acredita que ela é a palavra inspirada de Deus, mas que nem tudo nele deva ser tomado literalmente. Cerca de um em cada cinco americanos acredita que a Bíblia é um livro antigo de “fábulas, lendas, história e preceitos morais registrados pelo homem.

A crença em uma Bíblia literal tem forte correlação com os indicadores da religião, incluindo a freqüência à igreja e identificação com uma fé protestante ou outros tipos de fé cristã não-católica. Há também uma forte relação entre a educação e a crença em uma Bíblia literal, com tal crença se tornando muito menos prevalente entre aqueles que têm educação superior”.

Meu comentário: Obviamente, uma educação sistemática ampla e de longo prazo é necessária para incutir nas pessoas uma visão objetiva do mundo, para elevá-las do seu nível infantil de perceber o mundo ao nível onde não rejeitam a Bíblia, mas sim a compreendem de forma sensata: como a sabedoria do mais alto nível, o próximo estado da humanidade.

Os seres humanos são criados na qualidade de “recepção” (egoísmo) e sentem a si mesmos nela. Eles chamam seus sentimentos de “neste mundo.” A Bíblia fala sobre uma outra maneira de perceber o mundo, na qualidade de “doação” (altruísmo), e sobre uma sensação nela chamada de “mundo futuro ou superior”.

A Cabalá oferece a oportunidade de uma transição pacífica da percepção na qualidade de “recepção” para a percepção na qualidade de “doação”. Caso contrário, a transição será trágica.

Visto que nós completamos o nosso desenvolvimento na qualidade de “recepção” e vivemos no início da transição para a qualidade de “doação”, a Cabalá está sendo revelada para nós hoje. Ela sugere que nós a usemos para aprender o que esperar e como planejar o futuro.

Práticas “Espirituais”: A Revisão Final

Dr. Michael LaitmanPergunta: O egoísmo, com sagacidade e inventividade, descreve vários quadros diante de mim. Como eu posso discriminar a mentira neles, que parece amor pelos outros? Afinal, todos os tipos de religiões e métodos também falam de amor.

Resposta: No nosso mundo, o “amor ao próximo” é um jogo simples e primitivo de pequenos egoístas. Será que você realmente consegue encontrar o verdadeiro e sublime amor ao próximo em qualquer lugar, que seja realmente praticado de forma contínua?

Na verdade, as pessoas criam diversos assentamentos para viver em amor umas com as outras: existe uma vila assim na Itália, uma na Índia, e uma cidade inteira na Ásia. Mas, se você olhar um pouco mais de perto, você verá que elas ainda são as mesmas egoístas, que só decidiram introduzir costumes sociais mais confortáveis. Isso é mais confortável e prazeroso para elas, e assim elas se uniram para tornar suas vidas mais agradáveis.

Anteriormente, os Kibbutzim (plural de Kibbutz) floresceram em Israel – assentamentos agrícolas de propriedade coletiva, semelhante a uma fazenda coletiva. As pessoas decidiram que era compensador para elas viver juntas, porque isso lhes trazia mais benefício. “Vamos abrir mão de certo egoísmo e, então, nos sentiremos bem”. Tudo está claro sobre isso, mas será que isso é realmente altruísmo?

A humanidade supõe que dar ao próximo torna a pessoa uma altruísta. Porém, as pessoas que são um pouco mais informadas sobre a natureza humana, ou que estudam a ciência da Cabalá, sabem que qualquer doação tem que vir com um lucro. Não importa ao que a pessoa esteja renunciando, você consegue descobrir o que ela está ganhando com isso. Mesmo que o lucro esteja oculto, ele está definitivamente presente.

Por exemplo: eu quero viver em um Kibutz porque isso remove minhas preocupações sobre como organizar a minha vida. Isso não é um benefício? Eu não tenho preocupações. Eu simplesmente faço o que me dizem para fazer. Mas, o desenvolvimento segue seu curso e com o tempo os Kibbutzim se tornaram superados. Como um todo, esses tipos de comunidades não têm futuro.

Nós já percebemos que todas as formas de interconexão entre as pessoas devem mudar, devido ao egoísmo que cresce nelas. Mudanças continuam acontecendo, e essa dinâmica interna tem que acontecer de alguma forma ou então haverá uma explosão.

Isso aconteceu durante o curso da história com várias religiões, crenças e métodos. Hoje, eles estão passando por uma explosão mundial porque o homem começou a buscar novamente. Ele está conduzindo a revisão final: será que esses métodos podem oferecer algo real?

Depois dessa análise essas práticas cairão pela última vez. Afinal, hoje nós as verificamos em relação ao mecanismo integral que a natureza coloca diante de nós. Nós nunca tivemos esse critério. As pessoas estão mais uma vez virando a página de toda sorte de práticas, confissões, e ensinamentos místicos, tentando entender: será que eles podem nos ajudar no novo mundo integral?

Esse processo vai levar pouco tempo e chegará rapidamente ao final com todas as expectativas se estraçalhando. Todos verão que não tem sentido esperar ajuda deles. Qualquer assunto que for checado irá persistir por alguns anos no máximo, quando então irá revelar sua inadequação.

Afinal, se você não muda a natureza do homem, para que ela se integre nele como a própria natureza, então nenhuma receita irá ajudá-lo. O único método que torna o homem global, integral e unido com os outros é o método de atrair a Luz que corrige, a ciência da Cabalá. Cada pessoa só precisa receber a oportunidade de perceber seu mal. Então, todos os meios e suas combinações se tornarão impotentes, e todo esse negócio de truques “espirituais” acabarão não existindo.

O homem não será capaz de se acalmar, porque o mundo mudou e o problema não é mais como se acalmar, mas um ”conflito de interesses”. Ninguém será capaz de sobreviver no sistema integral sem se tornar adequado a ele.

Da 5a parte da Lição Diária de Cabalá 07/07/11, Matan Torah

Finalizando O Trabalho De Abraão

Dr. Michael LaitmanHoje nós completamos o que Abraão começou quando ensinou aos filhos das suas concubinas diferentes práticas espirituais que precedem o verdadeiro trabalho espiritual em prol da doação. Ele incutiu-lhes as bases dos sistemas de crença e enviou-os para terras ocidentais. Mais tarde, o mesmo trabalho de Abraão materializou-se através das pessoas de Israel que, depois da destruição do Templo, caíram do nível espiritual e originaram as religiões a partir daí.

Assim, as crenças, que tiveram origem nos tempos de Abraão, e as religiões, que apareceram por volta da destruição do Templo, representam essencialmente fases da inclusão do método de Israel nas nações do mundo. Judaísmo, Cristianismo, e Islamismo entre outros têm avançado a humanidade em direcção ao entendimento da Santidade. As pessoas teriam permanecido completamente bárbaras sem elas.

No nosso tempo, depois de milhares de anos de evolução, é difícil para nós imaginar uma pessoa que não pondere de forma alguma sobre este mundo e o próximo, o Criador, ou bem e mal. Se não houvesse as religiões, não teríamos cultura, educação, e uma sociedade humana no seu entendimento moderno.

Simplesmente não estamos conscientes do papel que as religiões desempenharam no avanço da humanidade. As universidades surgiram devido às religiões. No desejo de difundir as religiões, as pessoas descobriram novos continentes, colonizaram novas terras, e aspiraram por algo no futuro.

Desta forma, a mensagem espiritual tornou-se parte do egoísmo do nosso mundo e atingiu pessoas que não tinham nenhuma conexão com o Criador ou desejo por Ele, devido à falta do ponto no coração. Contudo, agora elas têm certo impulso, anseio, e medo perante o próximo mundo, de uma possível punição, e algo acima desta vida.

Elas têm um sentimento de algo maior e antevêem certas coisas. E mesmo que imagens corpóreas apareçam na sua imaginação, muito embora isto seja idolatria, ainda assim, algo próximo de um ser humano começa a crescer do “animal superior”. Elas já pensam sobre coisas que os animais não se preocupam.

Anteriormente, as pessoas não pensavam além de um ciclo fechado de proveito, comida, reprodução, e morte. Nós simplesmente não estamos conscientes da contribuição da religião na cultura humana e arte.

Contudo, hoje o nosso desenvolvimento está a chegar ao fim, e a crise global, atingindo a humanidade inteira, é um sinal disso. A religião não é o problema: nós simplesmente não conseguimos aguentar mais uma sociedade egoísta que vive de acordo com as leis do amor-próprio.

O nosso egoísmo trouxe-nos ao seu componente espiritual. O dinheiro tornou-se um “valor espiritual” para as pessoas e forçou-as a rebentar bolhas impensáveis na economia ao vender ar umas às outras na forma de negócios virtuais.

Isto trouxe-nos à necessidade de mudança. Nós estamos enfrentando o verdadeiro trabalho espiritual em prol da doação.

Da Aula Diária de Cabalá 13/5/2011, “O Artigo da Sabedoria” de Ramchal

A Revelação da Cabala Para o Mundo: Por Bem ou Por Mal?

Nos livros cabalísticos as pessoas vêem o sistema superior que controla o mundo. No entanto, usando a sabedoria da Cabala, assim como as religiões, as pessoas têm “esculpido” todos os tipos de equívocos de acordo com seu gosto pessoal: ensinamentos místicos, filosofias e teorias estudadas em outras universidades. Artigos sobre demonologia e magia são apresentados em cursos de filosofia.

Ao emprestar nomes cabalísticos e termos, mas não a essência, as pessoas só se confundem, pensando que elas entenderam o que estavam sendo discutido. Isto inclui anti-semitas que formaram toda uma estrutura com uma fundação instável. Pessoas da facção de Hitler estudaram estas questões de perto, tentando provar que, ao destruir os judeus poderiam acabar com todo o mal no mundo. É por isso que Baal HaSulam escreveu no seu artigo “Shofar do Messias” que a disseminação prematura da Cabala causaria desastres para Israel. [Leia mais →]

Uma Lasca No Universo Ou Uma Criança Amada?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução Geral ao Livro, Panim Meirot uMasbirot”: … como coisas corpóreas são separadas umas das outras por um machado e um martelo, as espirituais são separadas umas das outras pela disparidade de forma entre elas. E quando a disparidade de forma aumenta até o ponto de oposição, de um extremo ao outro, é criada uma separação completa entre elas.

Da perspectiva do Criador, que criou o desejo de receber, não há oposição entre este desejo e o desejo de doar. É como um bebé que recebe de uma mãe – não há divisão entre eles. Eles estão inseparavelmente conectados e desfrutam um do outro.

Vemos como na natureza um organismo estranho composto da carne de alguém recebe a oportunidade de crescer dentro do corpo da mãe e não é interpretado por ela como estranho! Como é que este fenómeno é sequer possível – um feto dentro da barriga da mãe, considerando que quando encravamos uma pequena lasca, o corpo imediatamente começa a rejeitar o objecto estranho? Forma-se imediatamente uma infecção à volta dela e o corpo tenta empurrá-la e separá-la.

É sabido como durante um transplante de órgãos é muito difícil superar esta barreira, a incompatibilidade do corpo e a rejeição de um corpo estranho. Mas aqui ocorre o oposto: Um corpo cresce dentro do outro, e o corpo grande cuida sempre do corpo pequeno, fazendo tudo apenas para seu benefício!

Este é um exemplo do desejo de desfrutar (o feto) e do desejo de doar (a mãe) em harmonia um com o outro. A mesma coisa ocorre em relação ao Criador, que cria o desejo de desfrutar. Este desejo não contradiz ou se opõe à doação.

Contudo, se o objectivo é levar este desejo de desfrutar para a forma de doar, então eles realmente se tornam oposto um ao outro de acordo com as suas intenções. No estado inicial existe um desejo de doar e um de receber – o Criador e a criação. Mas não há discrepância entre eles e eles estão unidos. Mas depois a criação se desenvolve e adquire uma intenção egoísta, e agora, de acordo com as suas intenções, eles tornam-se opostos: a intenção de doar é oposta à intenção para si próprio do início ao fim, de zero até o infinito.

O que temos de corrigir é a intenção egoísta e não o desejo! O desejo permanece em nós. Nós mantemos sempre o desejo de receber. Mas a intenção tem de ser “em prol de doar”.

Contudo, ficamos normalmente confusos sobre isto, pensando que temos de lutar com os nossos desejos. As religiões e diferentes práticas espirituais tentam destruir o desejo ou diminui-lo. Mas a Cabalá diz o oposto: “Aumente o seu desejo e a intenção de doar juntamente com ele!”. Então, você será capaz de doar mais com as suas acções.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/6/11, “Introdução Geral ao Livro, Panim Meirot uMasbirot

A Rússia É Parte Da Europa?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você está prestes a viajar para a Rússia. Qual é a sua atitude em relação a este país? Você o vê como a América, Europa ou Ásia?

Resposta: Sem dúvida, a Rússia tem um espírito especial, um espírito de Bizâncio. De forma alguma é uma civilização européia. Isso também é evidente na atitude da Europa para com a Rússia, como algo diferente em relação a ela, por essência. Mesmo que essa Rússia pareça uma nação cristã, ela é, no entanto, ortodoxa, ou seja, com um elemento de concorrência com a Europa sobre quem tem a verdade cristã. Além disso, ela também tem uma grande influência asiática.

A Rússia ama a cultura européia. Ela ama a França como alguém ama um amante, mas os princípios do liberalismo e da liberdade da França são estranhos para a Rússia. Estes são os princípios da Europa – os princípios de uma civilização nova e tecnocrático. Mas para a Rússia o slogan, “a liberdade, igualdade e fraternidade” são vãs tentativas de criar uma modernização indefesa. Verdade, ela se assemelha a isso, como se máquinas inteligentes fossem colocadas ao lado de escravos….

Mas talvez seja exatamente por isso que a Rússia, o lugar onde os mandamentos da Revolução Francesa não se popularizaram, apesar de toda a Europa, seja o lugar onde a pergunta sobre o sentido da vida é evidente em cada pessoa: Para que estamos vivendo! ? É por isso que eu vou lá, com a esperança de que serei compreendido!

A Física De Um Mundo Mais Amplo

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível adquirir a alma, revelar o mundo espiritual e o Criador, sem a sabedoria da Cabalá?

Resposta: A pessoa começa a explorar a natureza e descobre nela uma determinada lei, uma conexão particular entre os fenômenos. Por exemplo, eu lanço um objeto no chão, calculo a aceleração da sua queda e desenho uma lei a partir desta experiência. Ao mesmo tempo, outras pessoas não estudam os fenômenos naturais, mas aprendem sobre eles numa forma preparada.

Há pessoas que descobrem as leis da natureza, e há aquelas que as aprendem e assim fazem uma revelação, sempre pessoal, individual.

Os fenômenos que estão sendo descobertos pelos cientistas existiram antes na natureza. Não caiam maçãs sobre as cabeças antes de Newton descobrir a lei da gravidade? Desta forma, não há nada de novo; nós revelamos o que já existe, o que já acontece. No entanto, há os pioneiros e aqueles que aprenderam com eles e tentam usar corretamente os conhecimentos adquiridos.

O mesmo pode ser aplicado à sabedoria da Cabalá, a física de um mundo mais amplo, não percebido pelos nossos órgãos sensoriais. Para senti-la, temos de desenvolver um órgão sensorial adicional chamado “a propriedade de doação”, em que vamos revelar os fenômenos espirituais: Sefirot, os mundos, Partzufim. No entanto, continuamos a trabalhar como cientistas.

É dito: “Por Suas ações Lhe conheceremos”. É claro que tudo decorre de uma ação, de uma investigação. “A pessoa julga apenas aquilo que os seus olhos conseguem ver”. A “Fé” é a força de doação que você conquista. Você não fecha os olhos e aceita cegamente a opinião de alguém como fato; isso não existe em nenhuma ciência, incluindo a ciência da Cabalá. Pelo contrário, foi dito: “Conheça o Criador e sirva-O”. Conhecimento, análise e revelação é o alicerce de tudo.

Há pessoas que já fizeram essa descoberta e viram certos padrões, que transmitem a você o conhecimento sobre essas leis, o método de pesquisa para facilitar o seu caminho. Estas leis se aplicam a todos, pois nós estamos em um único mundo.

Então, não veja a Cabalá como um animal desconhecido. Ela é a raiz de todas as outras ciências do mundo, porque revela as raízes da criação, e ela deve ser tratada como uma ciência. A Cabalá não está relacionada com a religião. Quando nós caímos do grau do amor dos amigos para o do amor-próprio e ódio mútuo, perdemos a Cabalá e paramos de perceber o mundo superior, espiritual. Então, a religião nasceu.

Assim, a “religião” é a ciência da Cabalá permanecendo no exílio, na separação do Criador, no isolamento do mundo superior, separada do objeto de estudo. Fora da percepção real, sem o conhecimento e a compreensão, a interpretação das ações e a relação com a verdadeira realidade, com a força superior, ela se transformou no Judaísmo. Ele existe no período entre a destruição e a redenção do Templo, após o qual voltamos à sabedoria da Cabalá. É por isso que foi dito: “Todos Me conhecerão, do menor ao maior”.

É claro que não devemos desprezar nada. Nós avançamos com a ajuda dos meios disponíveis, mas cada um deles tem sua própria aplicação.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 27/05/11, “A Liberdade”

Um Ponto Negro Num Oceano De Bondade

Dr. Michael LaitmanToda a diferença entre os Cabalistas (pessoas com o ponto no coração que seguem o caminho do desenvolvimento espiritual) e as massas religiosas está em sua atitude para com o Criador. Os Cabalistas dizem: “Tudo depende de mim, eu preciso mudar, enquanto que o Criador é absoluto e, assim, imutável”.

Os únicos que podem mudar são aqueles que podem ser melhores ou piores, mas o Criador é somente “O Bom, que faz o Bem”. Como posso pedir que Ele mude e Se aprimore? Isso não O tornaria “mau” agora?

Um Cabalista acredita que ele é o único que precisa mudar, e ninguém mais é objeto de correção: nem o mundo, nem os amigos, nem o grupo, nem uma só pessoa. Agora mesmo, eu existo dentro do Bom que faz o Bem, o Criador, a única força da natureza: “Não há ninguém além Dele”. Como eu O percebo depende de minhas qualidades.

Quando eu trabalho com o grupo, eu sou aquele que trabalha; eu sou aquele que muda. Por isso me parece que existe um grupo que passa por diferentes estados, mas na verdade, eu trabalho com minha sombra, minhas qualidades.

É o mesmo com respeito ao Criador. Parece-me que Ele me trata de diferentes formas. Algumas vezes Ele se aproxima de mim, e algumas vezes Ele Se distancia, mas sou eu trabalhando comigo mesmo contra o absoluto, o Bom que faz o Bem, e não há ninguém além Dele. Eu estou dentro Dele.

Assim, “cada um julga de acordo com suas próprias falhas”. Eu vejo minha sombra em oposição ao Criador. Isso sou eu me vendo externamente, o reflexo de minhas próprias qualidades.

Dessa forma, o mundo inteiro, exceto os Cabalistas, está pedindo que o Criador mude, e todos estão prontos para fazer tudo que for necessário somente para que o Criador seja amável com eles. Eles não pensam que precisam mudar sua natureza, corrigir sua “inclinação ao mal”, seu ego, mas pedem ao Criador que seja bom com eles assim do mesmo modo que eles são bons.

Os Cabalistas dizem o oposto: O Criador é “Bom e faz o Bem”, e “Não há ninguém além Dele”, a força universal e única da natureza. Nada mais existe além do Criador. Além Dele, só há um ponto do desejo de receber prazer, a “existência a partir da ausência”. Várias ações acontecem dentro desse ponto, e essas são mudanças em sua consciência, sua existência na Luz superior.

De repente, esse ponto sente que está se expandindo para a escala de Malchut do Infinito, a forma dos mundos, e algumas mudanças acontecem. Porém, é o mesmo ponto experimentando tudo isso. Nada mudou. Todas as mudanças só estão acontecendo em suas sensações.

 Isso continua até que ele alcança um estado constante, a sensação que ele é como um ponto negro que existe dentro do “Bom que faz o Bem”, o Único que existe. Todo esse círculo, que passamos dentro criação até a completa correção (Gmar Tikkun), tem somente a intenção de determinar nosso verdadeiro lugar, revelando o Criador.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 26/04/11Shamati No.1

A Cura Para A Depressão É Uma Conexão Com Outras Pessoas

Dr. Michael LaitmanO  jornal “Globes” publicou um artigo detalhado sobre a “indústria da felicidade”, que está nos tornando cada vez mais infeliz. O índice de depressão no Ocidente está constantemente a aumentar, enquanto a média de idade das vítimas está diminuindo. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, em 2020 a depressão será a segunda causa de incapacidade e morte no mundo, superada apenas pelas doenças cardiovasculares.

O homem moderno está afundando na solidão, mas a sociedade não lhe  lança uma bóia de salvação. Com exceção do Islamismo, o papel da religião como fonte de apoio é cada vez menor. Comunidades estão desmoronando e o conceito de uma família grande e feliz nos países ocidentais está se tornando absurdo. A medida que as pessoas migram para o espaço da comunicação virtual, elas supõem, equivocadamente, que a partir de agora podem passar sem um ambiente real e acolhedor. Como resultado, a pessoa olha para a solução de todos os problemas um por um consigo mesma, dentro de sua concha, empoleirada em uma tela de computador.

A vida de uma sociedade que sofre de déficit de atenção viaja na velocidade da luz. Pessoas “tuitam” (de twitter) textos curtos esperando ter tempo de expressar algo que não vai ser ouvido por ninguém num momento posterior. Qualquer coisa interna que exija esforço, persistência e tempo é rejeitada na origem. Quando a pessoa está vazia, sem objetivo verdadeiro, a preocupação e a depressão agarram-se a ela. Então, onde é que ela pode conseguir esse objetivo? Onde é que ela pode encontrar sentido?

Hoje, todos os investigadores sérios afirmam que a felicidade está no contacto com os outros, na doação, e que o verdadeiro significado só pode ser revelado na nossa interconexão. Viktor Frankl, o famoso psicólogo austríaco, diz que uma pessoa sentada em casa, tentando encontrar sentido em sua própria vida, é como alguém tentando arrombar uma porta aberta, sem entender que ela abre para dentro, em vez de para fora.

“Você não vai encontrar a felicidade em uma concha”, diz um dos especialistas entrevistados para o jornal “Globes”. Centrando-se em si mesma, em vez de estender a mão aos outros, a pessoa só aumenta seu narcisismo e depressão.