Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

Porque Nós Odiamos ?

Pergunta via Facebook: Se nós, os judeus, somos escolhidos, então por que odiamos tanto?

Resposta: Porque fomos escolhidos para sermos os primeiros a corrigir o nosso egoísmo. A fim de nos empurrar para a correção, esse egoísmo evoca ódio mútuo em nós. Isso é chamado de “o povo de dura cerviz”. Quanto ao resto da humanidade, eles não têm ódio infundado ao próximo.

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De KabTV “News com Michael Laitman”

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A América Ataca A Síria: Detalhes Sobre a Decisão

laitman_273_01Comentário: Depois que a Síria usou armas químicas que levaram a grandes baixas, a América (EUA) decidiu atacar a Síria.

Uma foto do gabinete que chegou a esta decisão apareceu no Facebook. Os judeus que compõem metade do gabinete de ministros foram marcados com a estrela de Davi na foto. Foram eles que forçaram Trump a atacar a Síria.

Minha Resposta: Eu penso que, pelo contrário, isso é prejudicial a Israel. A questão é que eles bombardearam um par de aviões velhos? Se eles atacassem as armas que chegam ao Hezbollah, é outra questão, mas por ora, não faz sentido para Israel.

Congratulamo-nos com os passos supostamente decisivos, e não podemos dar-lhes as boas-vindas.

Pergunta: A foto com a estrela de seis pontas me lembrou de como as casas dos judeus já foram marcadas. É uma ação antissemita. Ninguém fala sobre quem estava tomando a decisão – pessoas boas ou ruins – tudo o que é dito é que eles são judeus. Como você se sente sobre o fato de que uma pessoa quer dizer: todas as decisões, de uma forma ou de outra, são feitas por judeus?

Resposta: Ela está totalmente certa. Os judeus transformam tudo no mundo, mas estão errados.

Eu estou constantemente falando sobre isso. Os judeus devem ser corrigidos, e então todos os assuntos do mundo vão girar de acordo com a extensão de sua correção, e o mundo vai se tornar melhor. Mas mesmo assim, será um reflexo de como os judeus agem, e antes de tudo — entre si. Quanto mais eles estão separados uns dos outros, pior para o mundo. Quanto mais perto estão uns dos outros, melhor para o mundo.

De Kab TV “Notícias com Michael Laitman” 13/04/17

Shavuot

laitman_740_03Shavuot é o feriado da outorga da Torá. Mas o que é a Torá? O que, de fato, foi dado no Monte. Sinai?

A Torá não é uma crônica dos acontecimentos do passado, pelo contrário, ela descreve o momento em que o nosso futuro está sendo decidido. A Torá é a instrução sobre como se tornar fiadores mútuos uns aos outros. Ao aceitar isso, vivíamos juntos em nossa terra. Ao rejeitar isso, estávamos dispersos entre as nações.

Shavuot, como todos os feirados judaicos, leva um apelo à ação. Ele está cheio de luz e brancura, mas não é fácil. Na verdade, estamos nós lentamente, mas seguramente, pressionados contra o monte. O monte do nosso próprio ódio.

E se, de repente, percebemos como o nosso egoísmo está nos destruindo, se ao tentar se unir em algo completo, enfrentamos um cisma interno insuperável, é quando precisamos de ajuda, precisamos da Torá.

“E Israel acampou diante do Monte”. Não alguns refugiados do antigo Egito que acamparam no deserto. Todos, independentemente de onde vivam, a que povo pertençam, independentemente da fé que confessam, permanecem no sopé. Existe uma nacionalidade: um homem. E o coração é um para todos.

A Batalha Pela Independência Do Egoísmo

Dr. Michael LaitmanNós precisamos entender o que significa a independência para Israel, porque ela é radicalmente diferente da independência considerada em outros níveis: inanimado, vegetal, animal e até mesmo entre outras as nações do mundo.

Em última análise, toda a humanidade deve alcançar a independência na compreensão de Israel porque este grupo está realizando o programa de correção para o mundo inteiro, como que em uma fase preliminar, em um laboratório.

Portanto, alcançar a independência para este grupo deve ser visto como o futuro estado de independência para todo o mundo. E hoje é especialmente sentido o quanto o mundo precisa disso. Para entender o que a independência significa, primeiro precisamos experimentar o que significa ser um escravo de nosso próprio desejo de prazer.

Pouco a pouco, as pessoas estão se conscientizando de que a nossa natureza egoísta nos escraviza e nos usa impiedosamente, impedindo-nos de viver ou morrer.

Como criaturas maltratadas, passamos toda a nossa vida simplesmente tentando evitar o sofrimento. Pequenas alegrias são consideradas uma vida feliz. É por isso que precisamos entender que a independência é principalmente a independência de nossa natureza, de nosso egoísmo.

Esse tipo de independência tem níveis. Em vez de estar sob o controle do egoísmo, precisamos ficar sob o controle de um novo poder porque é impossível estar sem qualquer força animadora com a qual possamos controlar nossas vidas. Mas devemos escolher essa força, preferindo-a sobre todas as outras possibilidades.

Portanto, a independência tem um significado muito amplo e elevado, incluindo dentro de si toda a realidade. Afinal, a independência é inerente apenas ao Criador, e se quisermos realmente alcançar a independência, precisamos nos elevar à condição Dele, ao Seu nível, à Sua natureza.

Esse tipo de independência não é fácil de alcançar. Afinal, para isso, precisamos não só atravessar a natureza de doação, mas também construí-la acima de nossa própria natureza egoísta.

É por isso que, se quisermos receber nossa independência, devemos estar preparados para uma batalha incessante com o nosso egoísmo até o fim da correção. Só podemos estabelecer a nossa independência em oposição ao egoísmo, porque um se opõe ao outro: a independência contra a escravidão.

Não importa o estado que a pessoa experimente, ele deve ser sentido como se alguém estivesse saindo do Egito ou antes da saída. Nós precisamos abordar isso muito seriamente, porque se quisermos crescer espiritualmente, haverá batalhas sérias diante de nós contra as forças de separação, à medida que o nosso egoísmo for revelado.

Essas forças se elevarão constantemente entre nós de várias maneiras, tentando criar conflitos entre nós. E sobre todos esses fenômenos, precisamos nos unir.

Principalmente, precisamos entender que a única coisa que impede nossa independência é a escravidão. É por isso que, sem primeiro entrar no Egito, é impossível alcançar a liberdade. Este dilema está diante da nação de Israel que precisará demonstrar a toda a humanidade o exemplo de alcançar a independência, unidade e correção. Depois disso, todas as nações alcançarão o mesmo.

Portanto, ainda não estamos comemorando o Dia da Independência, mas sim a oportunidade de alcançá-la!

Da Lição: “Dia da Independência”, 25/04/17

Jerusalém: Um Símbolo De Unidade

Unity, The Way To A Good FutureJerusalém, no sentido espiritual, é o ponto de conexão entre as almas e o sistema superior. A cidade real é completamente original e tem um status especial em Israel porque é a localização do Monte do Templo, onde o Templo esteve uma vez: o símbolo da conexão entre este mundo e o mundo superior.

Jerusalém é o símbolo da unificação. Sabe-se que a unificação é o que torna o povo de Israel especial e escolhido. Sem ela, nossa nação não teria atingido o grau de Bina, de doação (simbolizado pelo número 40, os quarenta anos de pregrinação no deserto), e a terra de Israel, que significa “direto ao Criador” (Israel, Yashar-El).

Tudo isso foi possível por meio do trabalho que eles realizaram enquanto passavam por subidas e descidas, superando todos os tipos de obstáculos ao longo do caminho. Quando nós trabalhamos na unificação contra o egoísmo, atingimos um desejo dirigido ao Criador, que é geralmente chamado de “terra de Israel”. Então chegamos a uma “cidade perfeita” (Yira Shlema), chamada Jerusalém (Yerushalayim).

Há uma montanha (Har) dentro dela, isto é, dúvidas (Irurim) especiais, por meio das quais obtemos um vaso para receber em prol da doação. Esse é o Primeiro Templo, seguido do vaso de doação em prol da doação, o Segundo Templo.

Todos esses estados são alcançados apenas pela unidade. Isso não se refere às pedras ou a uma localização geográfica, mas à Jerusalém “no coração”. Isto é, refere-se a como construir relacionamentos que são chamados de “trepidação perfeita”, “a cidade perfeita” (Yira Shlema), ou seja, o lugar de unificação entre nós e a força superior, o Criador.

Tudo se expressa por meio da unificação. Isto é, a unificação é a terra de Israel, Jerusalém, o Monte do Templo. Se não há unificação, nenhuma delas existe. Assim, será que estamos realmente na terra de Israel e em Jerusalém hoje?

Falando francamente, não estamos. Por ora, estas são noções meramente potenciais, destinadas a nos direcionar para alcançar sua essência, isto é, a unidade correta. Depois acharemos que estamos na terra de Israel, em Jerusalém, no Monte do Templo.

Baal HaSulam explica que recebemos a terra de Israel por algum tempo, como uma oportunidade para realizar nossa unidade e alcançar a redenção, isto é, a revelação da força superior. A redenção é a liberdade do nosso egoísmo, para cada pessoa individualmente e todos nós juntos. Portanto, o nosso principal trabalho é se unir contra o egoísmo. Então revelaremos Jerusalém em nosso coração, juntamente com todas as outras qualidades mais internas que se revelam dentro dele.

O Rabi Yehoshua Ben Levi disse (Talmude de Jerusalém, Tratado Hagiga): “A Jerusalém construída é semelhante a uma cidade que é unida em um, uma cidade que torna todos de Israel amigos”.

Isso significa que quando alcançamos um estado espiritual chamado Jerusalém, nos tornamos a nação unida de Israel, como um só homem. Isto é o que Jerusalém simboliza, sua essência. Nenhum outro lugar ou nação tem essa abordagem. Isto é porque tudo se revela na nação de Israel somente por meio da unificação, e sem ela, não há nenhuma nação de Israel, nem terra de Israel, nem Jerusalém.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/05/17Trechos Selecionados para o Dia de Jerusalém

Epílogo Ao Dia Em Memória Do Holocausto, Parte 7

400O livro Siah Yitzhak, Parte 2, Volume 1: A essência da criação e escolha, correção, e danos no mundo – tudo isso depende de Israel.

Isso é verdade porque Israel inclui duas forças da natureza: o desejo de desfrutar e a centelha de luz. É por isso que só eles podem entrar em contato com a luz e estender a luz às outras nações.

Israel são aqueles em quem as centelhas de luz apareceram na Babilônia Antiga e aqueles em quem essas centelhas se tornam aparentes somente agora. A centelha pode despertar em qualquer pessoa, no representante de qualquer nação, como ocorreu uma vez com os babilônios, e ele se juntará a este processo também.

Todas as nações do mundo dependem de Israel, e elas devem ajudar os judeus a fim de não apenas odiá-los sem motivo, mas também empurrá-los à correção. Como disse o profeta Isaías, as nações do mundo levarão os filhos de Israel em seus ombros para edificar o Templo. Desta forma, as nações do mundo forçam Israel a começar a correção, mostrando que isso é o que elas esperam deles.

Imagine que a ONU de repente decida emitir sanções contra Israel por não começar a correção, ou seja, o povo de Israel não se unir de acordo com a sabedoria da Cabalá e da Torá, não ensiná-la aos outros e não dar o exemplo. Se estivéssemos unidos, seríamos bem tratados, e se não, seríamos pressionados até que não tenhamos escolha senão fazer correções. Como essa atitude nos ajudaria?

Por que não está acontecendo? Porque todas as nações ainda desconhecem o método da Cabala, incluindo o povo de Israel. É por isso que ninguém, exceto os Cabalistas, entende o que está acontecendo. O mundo deve saber o que significa a lei do desenvolvimento, o que devemos fazer e em que ordem o processo de correção é realizado.

Este processo começa com a cabeça, com os Cabalistas, e depois passa para todos os judeus, e depois ao mundo inteiro. Todos os que podem fazer isso, se juntam a este trabalho; há um lugar para todos. Nosso tempo requer que o mundo avance para a correção; caso contrário, nos encontraremos em uma situação muito mais difícil do que 70 a 80 anos atrás, na época do Holocausto.

Sabe-se que os judeus não perceberam a ameaça e não aproveitaram a oportunidade de mudar seu destino e deixar a Europa. No início, eles até apoiaram a chegada de Hitler ao poder. E hoje, eles apoiam Obama e protestam contra Donald Trump, embora seja óbvio qual dos dois é contra o Estado de Israel e quem é “a favor” dele.

Estes são os sinais do Holocausto que se aproxima. Portanto, é mais importante para nós não pensar no que aconteceu, mas olhar para a frente e pensar no que precisamos fazer para que isso não aconteça novamente. Somente se todos os judeus se unirem, poderemos salvar a nós mesmos. Não devemos chorar pelo Holocausto, mas pelo fato de que somos tão rígidos que não podemos ouvir as advertências dos Cabalistas e evitar o novo Holocausto.

E ele certamente virá, se não desencadearmos forças de misericórdia contra as forças de justiça; isto é, se não nos opusermos ao ódio pela unidade. Agora, o ódio e a separação entre os judeus é mais forte do que em qualquer outra nação. Se os judeus americanos, tanto os apoiadores de Donald Trump como seus oponentes, se unissem, chegariam à correção.

Assim, até o final do Dia em Memória do Holocausto, todos devem sair com um pensamento profundo e uma preocupação no coração: Como posso evitar o Holocausto do meu povo e do mundo? Isso só pode ser feito por meio da conexão entre nós, tornando-se um homem com um coração em doação mútua, de modo que o amor irá cobrir todos os crimes. Nós temos que nos preocupar apenas que o amor se eleve acima de todos os obstáculos. Então o poder da unidade “derramará” do povo de Israel ao mundo inteiro.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/04/17, Lição sobre o Tópico: “Dia em Memória do Holocausto”

Boicote A Israel Na Eurovision 2017

400Nas Notícias (Jerusalem Post): “O pequeno, mas vocal, grupo [BDS] expressou suas queixas em um grupo no Facebook chamado ‘boicote a Israel na Eurovision – ZERO pontos para a canção do Apartheid israelense’.

“Nós somos um grupo de cidadãos israelenses. Essa semana, os europeus (e também os australianos) terão a chance de contar a Israel o que pensamos da opressão e expropriação dos palestinos e expressar solidariedade com os prisioneiros palestinos em greve de fome. No Festival Eurovision da Canção, devemos dar Zero Pontos à Canção do Apartheid Israelense!’ Exige o grupo em sua página do Facebook”.

Meu Comentário: Esse movimento existe em cada judeu contra seu próprio judaísmo. O judeu se odeia e acredita que, se ele se juntar a outros, ele se justificará e receberá proteção deles. Isso opera nele inconscientemente, porque toda a natureza egoísta do nosso mundo se opõe a ser um verdadeiro judeu. Judeu (da raiz “Yichud” – unidade) simboliza a unidade. O povo de Israel foi fundado por um grupo de pessoas que decidiram se unir e viver em paz e amizade, sem qualquer diferença entre si, em igualdade. Na verdade, essa era uma verdadeira sociedade comunista.

Com a destruição do Primeiro e Segundo Templos, isso mudou. O amor foi trocado pelo ódio mútuo, repulsa e rejeição. Tudo isso é totalmente revelado na organização BDS.

Pergunta: Você acha que os judeus são mais ativos no BDS?

Resposta: Sim, claro. Todos os grandes antissemitas eram judeus, começando com Torquemada e até mesmo Tito na Roma antiga, e assim foi em toda a história. Se cavar um pouco na história, todos os ideólogos antissemitas mais ativos eram judeus.

Neles fala o ódio maior à unidade, à reconstrução das pessoas, a esse grupo de pessoas que mostraria um exemplo a todo o mundo como deveria ser se unir e alcançar o amor mútuo de todos. Eles não sabem que estão servindo como portadores do ódio em nosso mundo para que, através do ódio, as pessoas compreendam a necessidade de transformá-lo em amor. É assim que o governo superior opera.

Pergunta: Você acha que um grande acúmulo de ódio acabará por despertar e evocar uma atração ao amor?

Resposta: Sim. Isso é o que acontece em geral. A “dobra” deve passar pelo ponto de ramificação, e então será compreendido como agir na prática. Um sempre faz emergir o oposto de si mesmo.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 11/05/17

Epílogo Ao Dia Em Memória Do Holocausto, Parte 6

laitman_220Baal-HaSulam, “A Última Geração”: O mundo erroneamente considera o nazismo apenas um produto da Alemanha, enquanto que ele é uma consequência da democracia e do socialismo que ficaram sem religião, moralidade e justiça mundial.

Se isso é verdade, então todas as nações são iguais nisso, e não há esperança de que com a vitória dos aliados os nazistas se extingam porque amanhã os anglo-saxões, por exemplo, irão assumir o nazismo porque eles vivem no mundo de democratas e nazistas.

A evolução deve levar o desejo egoísta por vários estados e formas e trazê-lo ao estado em que o nazismo naturalmente emergirá em cada nação desenvolvida. Afinal de contas, cada nação desenvolvida começa a sentir que deve agora avançar à espiritualidade.

Suponhamos que uma nação não saiba o que é o mundo espiritual porque não há nenhuma centelha nela que possa explicar o que é a espiritualidade. Mas ela sente como se estivesse sendo sufocada por seu desenvolvimento material e não houvesse saída da crise.

Então essa nação sentirá inconscientemente que está conectada a Israel, aos judeus, e depende deles. Mas esse sentimento se transformará em ódio, porque as nações do mundo não recebem explicações, não são nutridas corretamente e não há direção ou orientação sobre como avançar e superar a crise.

Qualquer nação e país desenvolvido inevitavelmente começa a sentir ódio e ressentimento em relação a Israel, já que hoje em dia todo mundo começará a sentir o desejo de ascender a um novo nível de humanidade. Os judeus não ajudarão se fornecerem todos os tipos de assistência material ao mundo.

Isso não diminuirá o antissemitismo de qualquer maneira, porque a necessidade que se desdobra das profundezas da natureza é totalmente inequívoca: uma pessoa deve subir ao estágio da realização da força superior. Toda a humanidade chegou ao estágio em que deve ascender, e já inclusive tarde fazer isso. Portanto, o Baal HaSulam diz que não temos escolha: precisamos realizar nossa correção o mais rápido possível e mostrar esse método a todas as nações.

Mesmo a ameaça de guerra nuclear e autodestruição não ajuda o mundo a recobrar seus sentidos. Se a pessoa não tem um método claro e compreensível de correção, nenhum exemplo a seguir, ela se assustará com bombas atômicas. Toda a humanidade precisa de um caminho definido, uma direção clara para onde ir, por que meios, e para qual objetivo.

Tudo isso é responsabilidade do povo de Israel para com as nações do mundo; isto é o que se chama “ser luz para as nações”. Caso contrário, o ódio aumentará e a conta conosco será fechada de uma maneira muito radical, cruel e simples.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabalá 24/04/17, Lição sobre o Tópico: “Dia Em Memória Do Holocausto”

Dia De Jerusalém

laitman_961Cinquenta anos se passaram desde a libertação de Jerusalém. Por que a cidade ainda está “algemada”?

Mesmo 50 anos após a libertação de Jerusalém, ela ainda é, como sempre foi, o centro do mundo. Há tensão entre Israel e Turquia desde o apelo de Erdogan aos muçulmanos para visitar a Mesquita Al-Aqsa em massa, a fim de apoiar a luta dos palestinos e não permitir que Jerusalém se torne a capital do Estado judeu.

A sugestão do presidente americano Donald Trump de transferir a embaixada americana de Tel Aviv para Jerusalém pode minar ainda mais a já instável sensação de segurança. A cidade que é sagrada para as três religiões e em cujo coração se localiza o Muro das Lamentações era e ainda é um território disputado.

Há aqueles que consideram a vitória conquistada na Guerra dos Seis Dias como a fase final do retorno da nação de Israel, e há aqueles que a veem como o início da tragédia política do Estado de Israel.

Ainda assim, no momento da verdade, nós estávamos todos profundamente comovidos e nossos olhos se encheram de lágrimas quando todos sentiram um grande alívio quando recebemos provas de que podemos nos proteger, o que sempre foi duvidoso até aquela guerra.

É somente quando sentimos uma ameaça externa que nos tornamos um pouco mais próximos uns dos outros; nós esquecemos todas as nossas diferenças e procuramos um abrigo que possa nos unir, como um rebanho de ovelhas escapando de um lobo. Mas não é assim que uma nação é formada. Não é assim que um sonho é ressuscitado das cinzas, não é assim que o povo escolhido deve se comportar.

Nada é resolvido por uma onda de uma varinha mágica. Nossa experiência prática prova que nenhuma decisão política, nenhuma vida sob pressão constante pode ser o remédio para a nação de Israel.

A situação insuportável em que vivemos hoje, sob pressões intermináveis ​​de dentro e fora das fronteiras do nosso Estado, incluindo o crescente antissemitismo, nos coloca diante do fato de que a solução está em outro lugar. Não se trata de ações externas enquanto a sociedade está profundamente dividida, mas antes de tudo da correção das relações entre nós.

Não seremos capazes de estabelecer um sistema saudável de relações mútuas com nenhuma nação ou Estado a menos que curemos primeiro as conexões mútuas entre nós. Esta é a lei da natureza que opera sobre as nações de Israel; “Ama teu amigo como a ti mesmo” é a primeira lei. Só depois de cumprida, seremos capazes de alcançar a paz com todos os nossos inimigos externos.

Epílogo Ao Dia Em Memória Do Holocausto, Parte 5

laitman_431_05Pergunta: Por que um evento tão trágico, de escala sem precedentes, que causou a morte de seis milhões de pessoas, aconteceu na Alemanha? Como isso pôde acontecer?

Resposta: Isso aconteceu porque nós tínhamos evoluído para um estado em que tivemos que nos reconstruir a partir da quebra para corrigir a nós mesmos e toda a humanidade. Mas não estávamos fazendo isso, e como resultado, explosões individuais de ódio se concentraram em um golpe global tão severo.

Se um pequeno fusível explodir e eu não o substituir, um grande sistema vai queimar. Se eu não o corrijo, toda a rede queima. E eu me pergunto como isso pode ser? Um pequeno fusível quebrou, e de repente, tudo queimou?

Pergunta: Se o Holocausto fosse o resultado legítimo do desenvolvimento de acordo com as leis da natureza, por que ele terminou, mesmo que o povo de Israel não tenha começado a implementar o método de Baal HaSulam?

Resposta: Nós tínhamos que intervir no trabalho das leis da natureza e compensá-lo com o nosso próprio trabalho. Não o fizemos, então o Holocausto explodiu. Este estágio se realizou nesta forma e expirou.

Não cumprimos a correção que precisava ser cumprida nos anos 30 e 40. Baal HaSulam chamou todos os judeus da Polônia para irem a Israel, mas eles não o ouviram. Eles ficaram onde estavam e todos morreram.

A correção que se supunha ser feita não foi realizada voluntariamente de uma boa maneira e, portanto, foi realizada como o Holocausto pelas Gevurot (julgamento) em vez de Hassadim (misericórdia). Esse foi o fim do palco, e agora estamos em outro estágio, que está em processo de desenvolvimento.

Hoje temos novamente a oportunidade falada por Baal HaSulam; podemos construir a sociedade corrigida e dar um exemplo ao mundo na terra de Israel, no Estado de Israel. Afinal, quem é “Israel”? É o povo que deve servir como exemplo para toda a humanidade, porque o povo de Israel consiste em duas partes: os desejos das nações do mundo e a centelha.

De todos os babilônios antigos, isto é, de toda a humanidade, Abraão escolheu apenas aqueles que tinham centelhas de luz no interior, e os reuniu em um grupo. Portanto, em cada judeu há uma parte que se relaciona com as nações do mundo, e uma centelha. Isso significa que o povo de Israel originalmente consistia de representantes de todas as nações do mundo.

Dentro de Israel há todas as 70 nações. Isto é, agora ele representa uma mini-humanidade, que inclui representantes de todas as nações e uma centelha. Se juntarmos todas essas centelhas, podemos avançar rumo ao Criador. Se desistimos dessas centelhas, elas se escondem dentro das 70 nações do mundo, que estão dentro de Israel, e os judeus se tornam tão egoístas quanto todos os outros e ainda piores.

Afinal, as centelhas despertam ainda mais desejos egoístas dentro de nós do que nas nações do mundo. Isso é exatamente o que está acontecendo agora. Mas temos a oportunidade de usar as centelhas e trazer correção para o mundo.

Da 2ª parte da  Lição Diária de Cabalá 24/04/17, Lição sobre o Tópico: “Dia Em Memória Do Holocausto”