Textos na Categoria 'Nações do Mundo'

O Povo Do Livro Com O Programa Da Criação

Laitman_137Pergunta: O povo judeu é chamado de povo do livro. O que isso significa?

Resposta: O povo do livro, isto é, o povo judeu, é um grupo de pessoas que se juntaram ao patriarca Abraão, composto por representantes de todas as setenta nações que viviam na antiga Babilônia naquela época.

Ao longo do tempo, esse grupo conseguiu se unir de acordo com a lei da garantia mútua e se tornar uma nação, como está escrito sobre a entrega da Torá: “Hoje vocês se tornaram Meu povo”.

Como os judeus receberam toda a herança espiritual através do livro da Torá que foi escrito por Moisés, eles são chamados de povo do livro. Esse é o mesmo grupo que estava vagando no deserto por quarenta anos. Durante esse tempo, Moisés escreveu a Torá graças ao fato de que todos trabalharam juntos em unidade e amor ao próximo, e assim chegaram ao mundo superior.

O livro da Torá é o programa da criação que descreve o processo que precisamos para para que uma pessoa se desenvolva até o grau do Criador e revele a força superior de forma ilimitada, que se chama adesão com ela. Tudo isso nós precisamos implementar aqui, enquanto vivemos neste mundo.

Pergunta: Por que os Cabalistas escreveram livros, como se a Torá de Moisés não fosse suficiente?

Resposta: Os demias Cabalistas depois de Moisés acrescentaram seus comentários à Torá porque cada alma tem sua própria percepção especial. Além disso, cada geração sucessiva após a geração do deserto tornou-se cada vez pior; seu egoísmo foi cada vez mais revelado e desenvolvido e, portanto, eles poderiam adicionar revelações. Afinal, quanto maior o egoísmo, mais você pode investigar o mundo superior.

Da Lição Virtual “O Tempo da Cabalá” 13/06/17

“Entre Os Estreitos”

Laitman_006Nós entramos em um período especial chamado “Entre os Estreitos” (Bein HaMetzarim), de 17º de Tamuz, quando as primeiras Tábuas foram quebradas, até o 9o de Av, quando o Templo foi destruído. Olhando para a história, podemos entender muitas coisas sobre esse período. Podemos ver o quão difícil é aceitar o método de unificação e implementá-lo. É para isso que testemunham os dias “Entre os Estreitos”.

Nós recebemos a Torá, o método de correção, simbolizado por Moisés, que subiu o monte por quarenta dias e trouxe o método de unificação do grau de Bina (Doação), mas o povo não conseguiu aceitá-lo. Embora tudo tenha sido preparado e dado de cima, não podemos recebê-lo.

Na realidade, não é culpa nossa. É simplesmente porque nossos desejos ainda não foram suficientemente integrados com o bem e o mal para nos permitir corrigir um por meio do outro. A integração ocorre precisamente por meio da quebra. Apenas uma explosão pode ajudar a quebrar os limites entre dois opostos que se rejeitam e os forçar a se integrar.

Essa integração deve ser completamente caótica e desordenada, sob a pressão de uma força explosiva, porque não pode haver qualquer ordem na integração do bem e do mal. A ordem só pode ser estabelecida após a sua integração. Dentro dessa integração, com a ajuda da Luz superior, tudo pode ser discernido e resolvido, e assim, a conexão e a construção adequadas podem ser alcançadas.

Existe um processo complexo que permite que coisas opostas se unam em harmonia e complemento mútuo. Isto é precisamente o que acontece no processo de recepção da Torá.

É impossível fazer isso de forma mais rápida com o desejo egoísta que acabou de sair do Egito e que tem apenas uma inclinação fraca para ser corrigida. Ele entende que precisa ser corrigido, mas não percebe até que ponto é oposto ao estado corrigido porque ainda não existe uma integração mútua.

Enquanto estivamos sob o poder do Faraó, do egoísmo, não sentimos que somos seus escravos. Nosso êxodo acontece em virtude de uma força externa que nos tira de lá, mostrando-nos que isso vale a pena. No entanto, os desejos não são corrigidos por ela.

Nós vemos isso acontecendo conosco: todos os dias decidimos finalmente sair do nosso egoísmo e começar a pensar no grupo para que nossa preocupação não seja por nós mesmos em um nível pessoal, mas sim por todos. No entanto, não conseguimos.

Nós fazemos esforços cada vez maiores, mas pequenas quebras continuam ocorrendo. Isso está acontecendo conosco, pois somos uma consequência de muitas destruições e correções que já ocorreram na nossa raiz.

A Torá nos fala sobre a preparação para a correção. Todo o caminho com duração de seis mil anos que a humanidade atravessa foi apenas a preparação. A correção é alcançada apenas no final, no dia da Luz absoluta. Todos esses estados também foram realizados na matéria: a destruição do Primeiro e Segundo Templos e as terríveis guerras dentro da nação de Israel. Tudo isso foi a encarnação material dos graus espirituais.

Após a integração completa, que foi alcançada à custa de muitas guerras, os fragmentos do desejo de desfrutar e do desejo de doar quebrados se tornam completamente integrados uns nos outros e caem ainda mais baixo até o fundo. Depois de quatro exílios e três redenções, cada um dos quais foi necessário, estamos chegando ao fim do último exílio e ao início da redenção final.

Olhando para esse processo, é óbvio que a Torá não pode ser recebida de uma só vez. E isso é indicado pelo dia do 17o de Tamuz, a quebra das primeiras Tábuas. Somente depois da ocorrência da quebra e da integração mútua dos desejos espirituais com os materiais, é possível ascender para adquirir uma forma diferente.

A primeira Torá era “incorreta”. Foi necessária apenas para que as Tábuas fossem quebradas e para alcançar a correção. A segunda Torá era corrigida, capaz de consertar a integração dos desejos de doação com os desejos de recepção, o que acontece com a ajuda das segundas Tábuas. Esse é um processo único, atestando o quão opostas nossas qualidades são em relação às qualidades da força superior.

Nós devemos ter uma atitude equilibrada nestes dias, vendo-os não apenas como dias de luto e quebra, mas como algo inevitável que temos que passar. O mundo inteiro terá que passar por essa destruição de uma forma ou de outra. No entanto, se soubermos porque estamos fazendo isso e qual o propósito, poderemos passar por tudo pelo caminho de Achishena, como seres humanos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 7/11/17, Lição sobre o tema “O Período ‘Entre os Estreitos’”

“Para Que Sejas Um Povo Santo”

laitman_746_03Torá, Deuteronômio, 26:18 – 26:19: E o Senhor hoje te declarou que tu Lhe serás por seu próprio povo, como Te tem dito, e que guardarás todos os Seus mandamentos. Para assim te exaltar sobre todas as nações que criou, para louvor, e para fama, e para glória, e para que sejas um povo santo ao Senhor teu Deus, como tem falado.

“Para assim te exaltar sobre todas as nações que criou”, significa elevar dentro de si a qualidade que se chama Yehudi (da palavra “Yihud” – adesão, conexão com o Criador) acima de todos os seus outros desejos chamados de nações.

Nós vemos isso na história. O povo de Israel nunca, mesmo nos melhores anos em que eles tiveram força, se envolveu em conquistas.

Somente nos tempos antigos, o rei Davi teve que proteger Israel dos inimigos. Depois, a chamada “Kibush David” foi realizada – a conquista dos territórios do Nilo até o Eufrates – para manter todas as tribos que os habitavam sob controle porque, de outra forma, essas tribos estariam constantemente atacando Israel.

Portanto, quando a Torá fala sobre o povo que é escolhido, louvado e glorificado, está se referindo ao trabalho para se anular. Então, você eleva a parte de Israel dentro de si mesmo que é dirigida ao Criador acima de todo o resto de suas partes egoístas. Isso se refere apenas ao estado interno de uma pessoa.

Além disso, trata-se de servir ao mundo para ser, como está escrito na Torá, a Luz ou, em outras palavras, um exemplo para todas as nações do mundo.

O mesmo se aplica ao Templo. Está escrito: “A minha casa será chamada de casa de oração para todos os povos” (Isaías 56:07). Afinal, desde a antiguidade, não só judeus foram para lá, mas absolutamente todos. Uma pessoa poderia ir até lá de qualquer lugar, para orar, perguntar algo ou participar das lições. É assim que muitos cientistas não-judeus surgiram entre nós.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 11/09/16

Por Que Os Grandes Reis De Israel Vieram De Não-Judeus?

laitman_947Pergunta do Facebook: Por que a origem dos maiores reis e rabinos do povo de Israel, como o rei Davi e o rabino Akiva, era de não judeus?

Resposta: Uma pessoa que anseia pelo Criador é chamada de “Yashar-El” (Yisrael, direto ao Criador). Uma pessoa que quer se unir com outros é chamada de “Yehudi” (judeu) da palavra “Yechud” (unificação). Isto é o que determina se você é judeu ou não. Hoje, toda pessoa do mundo, seja ela espanhola, francesa, italiana ou alemã, não importa quem, pode vir e dizer: “Eu quero ser um judeu”. Na sabedoria da Cabalá, eles não dividem o mundo em nacionalidades.

Para ser judeu, a pessoa deve realizar o que a Torá diz, ou seja, deve ansiar em implementar a lei “E amarás teu amigo como a ti mesmo” (Levítico 19:18). Se ela concorda com isso, significa que se tornou um judeu, alguém que anseia pela unidade e unificação para se aderir ao Criador.

O termo “Ivri” (hebraico) vem da palavra “L’Over” (transcender, passar por cima), passando do princípio da existência egoísta para a existência altruísta. Essa é a base do nosso povo, um grupo que aceitou em si o princípio: “E amarás teu amigo como a ti mesmo”. Assim que a pessoa aceita esse princípio, ela se torna um judeu, e todos os outros, não.

De KabTV “Notícias com Michael Laitman” 22/05/17

O Calendário Judaico

laitman_628_2Religiões, ideias, regulamentos sobre feriados, a criação do calendário, etc. Tudo isso vem do povo de Israel que uma vez deixou a Babilônia.

O calendário judaico, que existe há quase 6.000 anos, nunca falha porque se baseia na rotação do sol, da lua e da Terra. Portanto, a data de qualquer feriado pode ser definida com milhares de anos de antecedência.

É um calendário muito complexo porque cada quatro anos é um ano bissexto, cada sétimo ano é um Shmita (ano sabático), a cada 49º ou 50º ano, um Yovel (jubileu), e assim por diante. Seus cálculos estão ligados ao sol e à lua.

O calendário cristão baseia-se unicamente na rotação do sol, e o calendário islâmico na rotação da lua, de modo que suas datas são diferentes. O calendário judaico, no entanto, é baseado na linha do meio, entre a lua e o sol, e, portanto, permanece inalterado.

Há um calendário altamente preciso compilado já no século IV a.C. para os próximos 2.000 anos de exílio. Ele indica os graus angulares, minutos e segundos. Atualmente, ele pode ser encontrado na Internet.

A necessidade desse calendário baseou-se no fato de que os judeus precisavam saber quando abençoar um mês, um sábado e assim por diante. Portanto, eles determinavam de forma infalível qual dia da semana seria, suponha, em 273 anos, quatro meses, e um certo número de dias, a duração do dia e da noite, as horas do nascer e do pôr-do-sol, e assim por diante.

Eles tinham um conhecimento preciso da mecânica de todo o firmamento. É muito interessante. Quando vi pela primeira vez o livro descrevendo esse calendário, fiquei espantado. Ele apresenta uma variedade de gráficos astronômicos compilados há 24 séculos.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 12/10/16

Mulher-Maravilha, Parte 5

laitman_553Pergunta: Se as pessoas se tornarem super-heróis que dão em vez de tomar, de onde elas vão extrair prazer? O sucesso é sempre determinado em relação aos outros: você ganhou $100 e eu ganhei $150 isso significa que eu sou mais bem-sucedido. Se esta relação já não existir, qual será a fonte de prazer?

Resposta: O prazer virá do fato de que você dá ao mundo inteiro e o sente como sua própria alma. O mundo inteiro é você; você se expressa através de todos. Você abrange o mundo inteiro e sente a força superior, o mundo superior, por meio dos outros. Se eu me relaciono com os outros com amor, dentro deles eu revelo meu mundo superior.

Eu troco meus desejos egoístas por desejos altruístas, morte pela vida, e começo a sentir que a vida é eterna, sem limites, cheia de prazer. Eu vejo o mundo inteiro de ponta a ponta, elevando-me acima da existência material e identificando-me com a força superior, com o Criador.

Pergunta: Será que esse super-herói vive em um super mundo que ninguém mais experimenta além dele?

Resposta: É um mundo que só pode ser sentido dentro do desejo de doar. Agora nós experimentamos a realidade somente do ponto de vista da recepção constante. Mas se mudarmos nossa perspectiva de egoísta para altruísta, sem qualquer consideração por nós mesmos e apenas com a intenção de dar aos outros, então, a partir dessa perspectiva, vamos começar a experimentar um novo mundo, um mundo superior.

Agora mesmo, em nosso desejo de nos satisfazer e receber apenas para nosso próprio benefício, nós sentimos apenas o mundo inferior. Mas assim que mudamos o nosso desejo de beneficiarmos a nós mesmos, para o desejo de beneficiar e satisfazer os outros, nesta intenção começamos a sentir um mundo oposto, a realidade superior e ilimitada, porque na recepção somos limitados, mas na doação não!

O mundo superior é eterno porque nossas experiências e habilidades dentro dele não têm limites. É por isso que experimentamos a nós mesmo como vivendo uma vida eterna, ilimitada. Tudo depende apenas da nossa capacidade de dar, que começa a se abrir cada vez mais dentro de nós.

Este é o tipo de correção que precisamos fazer em nossas vidas, separando-nos dessa realidade egoísta. Israel deve fazer isso primeiro, porque na Torá está escrito que somos obrigados a vir a amar os outros. E dentro deste amor, nós vamos revelar o mundo superior.

Nós existíamos nesse estado no passado e caímos dele. É por isso que possuímos forças ocultas que nos permitem retornar. O mundo espera apenas isso de nós, na esperança de receber o método de correção de nós. É por isso que, como a vida neste mundo se torna mais difícil e as crises crescem, todos vão culpar cada vez mais Israel.

O filme sobre a israelense salvando o mundo desperta a esperança no mundo de que a nação de Israel irá cumprir sua missão e realizar a correção. Mas é isso que estamos fazendo? Somos obrigados a começar a progredir em direção ao amor ao próximo, sobre o qual está escrito, “todos os israelitas são amigos.”

Somos os únicos capazes de corrigir o mal no mundo porque possuímos a metodologia chamada ciência da Cabalá. O filme está retratando um personagem particular, um super-herói; no entanto, toda a nação de Israel é chamada de “escolhida” pela virtude da missão colocada sobre ela. Nós ainda não somos super-heróis, mas somos obrigados a nos tornar e cuidar de todo o mundo, resgatando-o do egoísmo em que está se afogando.

O programa de correção é efetivado em duas etapas. Primeiro, a nação de Israel deve se corrigir. Depois, com a força acumulada através dessa correção, seremos capazes de corrigir o mundo inteiro.

Israel deve se tornar uma nação de super-pessoas, ligadas umas às outras pelo amor e a garantia mútua. Essa correção irá impactar o mundo inteiro e todas as nações se juntarão a Israel como um homem com um só coração. Como está escrito, “Minha casa será chamada de casa de oração para todas as nações”.

Pergunta: Você realmente acha isso realista?

Resposta: É inevitável! Ou nós chegamos a isso como resultado de uma tremenda pressão e um Holocausto ainda maior do que o que teve lugar durante a Segunda Guerra Mundial ou realizamos a correção de boa vontade e conscientemente. Essa é a nossa obrigação.

De Kab TV “Nova Vida, # 865”, 08/06/17

Mulher-Maravilha, Parte 3

Laitman_632_4Pergunta: O filme Mulher-Maravilha, em que uma atriz israelense salva a humanidade, desperta pensamentos sobre a correção do mundo, sobre os judeus que precisam ser a Luz para todas as nações. As pessoas entendem que essa correção é necessária, mas como a realizamos?

Resposta: Em primeiro lugar, a nação de Israel deve realizar a sua própria correção. Nós estamos conectados a toda a humanidade e é por isso que, ao nos corrigirmos, passamos esse despertar, essa aspiração de correção, a todos os outros. Os Cabalistas são obrigados a ensinar à nação de Israel a metodologia desta nova unificação, este método de correção, a conquista do amor ao próximo. Não precisamos prestar atenção àqueles que falam contra a Cabalá, porque com isso eles estão impedindo as pessoas de se unir, estão simplesmente cometendo um crime. Mais tarde, esse exemplo de unidade deve ser demonstrado ao mundo inteiro.

Se a nação de Israel, sendo formada pelos maiores egoístas, é capaz de se corrigir e demonstrar aos outros como passar do ódio ao amor, da separação à unidade, então ela servirá de exemplo e dará força ao mundo inteiro. O mundo inteiro seguirá os judeus rumo à unidade.

Além disso, as nações do mundo ajudarão os judeus nessa correção, como foi escrito pelo profeta Isaías: “As nações do mundo levantarão a nação de Israel sobre seus ombros e a entregará ao templo em Jerusalém”.

Pergunta: A heroína do filme salva o mundo de várias pessoas más e forças externas. Você está falando da necessidade de nos salvar de nosso próprio egoísmo?

Resposta: O egoísmo é o único mal. Não temos outros inimigos. Toda a natureza do homem é má desde o nascimento. Não há nada na criação senão o princípio do mal. E é exatamente isso que precisamos corrigir. Se Israel se corrigir, o mundo inteiro será corrigido.

O egoísmo é meu desejo de construir meu sucesso no fracasso dos outros. Esse é um desejo completamente natural para cada pessoa porque é inerente à nossa natureza. Mas devemos nos elevar acima dessa natureza até a doação ao próximo, nos preocupar com seu bem-estar em vez do nosso. Uma pessoa que está pronta para fazer essa correção dentro de si é chamada de super-herói.

Ela supera seu egoísmo, sua natureza inerente, e é por isso que é chamada de super-humano. Ao fazer isso, ela corrige o mundo inteiro, um mundo tão malfeito como resultado do egoísmo humano porque projetamos nossas relações negativas em toda a natureza.

De KabTV “Nova Vida # 865”, 08/06/17

Mulher-Maravilha, Parte 2

laitman_570O filme Mulher-Maravilha, em que o super-herói principal que salva a humanidade é estrelado por uma atriz israelense, causou uma enorme onda de emoção e orgulho em Israel.

Mas eu estou triste em ver que o nosso povo, como criancinhas, ainda está esperando por um mago bondoso que venha organizar nossa vida, em vez de organizá-la por nós mesmos.

É possível com a indiferença, a preguiça e o confronto destruindo a sociedade israelense, ainda estarmos à espera de um mago? Nós mesmos devemos mudar. Alguém de fora pode mudar a nossa natureza má?

Pergunta: O filme nos incentiva a amar, mas alguém sabe como fazer isso?

Resposta: Existe um método que ensina exatamente como ir do ódio ao amor. Ele é chamado de “sabedoria da Cabalá”. É por isso que a Cabalá é revelada hoje em dia. Os Cabalistas de todas as gerações falaram sobre o nosso tempo, e nós precisamos abordar essa técnica e começar a estudá-la para que todos se elevem ao nível de “super-humano”.

Pergunta: Por que não é tão fácil amar?

Resposta: Não é fácil porque a nossa natureza é o egoísmo puro que nos faz maltratar os outros. O egoísmo não se relaciona com o fato de que eu quero comer, beber e dormir mais, deitar ao sol na praia e nadar no mar.

O egoísmo humano é o desejo de melhorar o próprio estado à custa dos outros – nossa atitude má em relação à natureza inanimada, vegetal e animal e, o mais importante, às pessoas.

O egoísmo é quando eu não gosto das minhas realizações, mas do fato de que menosprezo os outros; isto é, não me importo apenas com o meu bem, mas desejo o mal aos outros. Mesmo que não queira prejudicá-los diretamente, eu ainda meço meu sucesso apenas em relação aos outros.

Quando olho para o povo de Israel, eu vejo um povo que teve a oportunidade de construir um novo Estado e uma nova sociedade, mas que ainda continua a ser uma “assembleia de refugiados”. O país está dividido em muitas facções e comunidades que se odeiam e se opõem.

Se essa situação persistir, o tempo que nos foi concedido acabará e teremos que deixar essa terra. Na verdade, se aqueles que vivem aqui tivessem a oportunidade de deixar Israel, muitos o fariam.

É possível que o filme sobre uma mulher-maravilha israelense desperte uma esperança escondida em relação a Israel nas nações do mundo. Elas entendem que os judeus são pessoas especiais. Os maiores antissemitas do mundo, como Hitler ou Henry Ford, escreveram muito sobre a missão do povo de Israel e acusaram os judeus de não cumprirem o papel que lhes foi atribuído.

Portanto, o mundo faz sérias acusações a Israel, embora não entenda sua verdadeira causa. Mas a sabedoria da Cabalá explica isso com toda sinceridade: Israel é obrigado a ser uma Luz para as nações do mundo, isto é, mostrar a todos como se unir e amar ao próximo como a si mesmo. Tal amor o povo de Israel deve alcançar dentro de si e, assim, dar o exemplo para o mundo inteiro, tornar-se uma Luz para as nações do mundo.

Mas não cumprimos essa missão e, portanto, as nações do mundo se levantam contra nós, desejando nos destruir. Isto é o que está escrito na “Introdução ao Livro do Zohar“. Vale a pena ler sobre o que está escrito lá e entender que não temos outra saída, nem o povo de Israel, nem o mundo inteiro: a única solução é que Israel realize sua missão.

O povo de Israel deve ser o super-herói que salva a humanidade – o Messias – Mashiach, isto é, o poder que irá tirar (Moshech) todas as pessoas da natureza egoísta má para a natureza boa e altruísta, do ódio ao amor.

De KabTV “Nova Vida” 08/06/17

Mulher-Maravilha, Parte 1

laitman_547_05Pergunta: Os filmes do super-homem sempre foram um grande sucesso. Agora, Israel tem uma razão para se orgulhar – o filme Mulher-Mararvilha, do qual o mundo inteiro está falando: uma atriz israelense desempenha o papel principal. Todo o seu papel no filme é dedicado a salvar a humanidade.

Os espectadores israelenses comentam: “O coração se enche de orgulho toda vez que vemos uma mulher israelense fazer um ato heroico e salvar pessoas”.

O colunista do The Jerusalem Post, Herb Keinon, escreveu sobre “A maravilha dos israelenses assistindo Mulher Maravilha”. …

“O peito coletivo dos que estavam na plateia pareceu encher-se de orgulho na medida em que todos nós assistíamos uma mulher israelense – que na vida real é muito orgulhosa e aberta sobre sua israelidade…

“Sem tons de cinza neste enredo, era preto e branco…”. Era o bem contra o mal. E Gadot – e por meio dela, todos os israelenses no teatro – eram claramente, inconfundivelmente, do lado do bem”.

Isso simboliza como o pequeno, em relação ao grande mundo, povo de Israel deve trazer luz a toda a humanidade. Existe um significado mais profundo no fato de que agora é a mulher israelense que salva o mundo, pelo menos no filme?

Resposta: O problema é que isso é apenas no filme. Afinal, nós, o povo de Israel, realmente devemos ser a Luz para as nações do mundo e salvar a humanidade do buraco profundo em que estamos agora, do nosso egoísmo que está nos matando. Infelizmente, estamos dando um exemplo ruim para toda a humanidade de como usar nosso egoísmo com habilidade para ter mais sucesso, vencer e superar a todos.

Não é por acaso que a humanidade nos odeia, porque em vez de sermos a Luz para as nações do mundo, nos tornamos a escuridão para elas. Portanto, quando nos alegramos com o lançamento de um filme desse tipo, devemos entender que realmente devemos ser esses super-heróis que mostrarão a todos como alcançar uma boa vida.

Uma boa vida virá quando subirmos do nosso desejo egoísta, que nos mantém em escravidão desde o nascimento, até o desejo de doar, amar em vez de odiar, unidade em vez de separação. Devemos mostrar ao mundo inteiro um exemplo de como fazer isso. E o mundo inteiro aprenderá conosco, aceitará esse método e corrigirá as relações entre pessoas, países e nações.

Nenhum truque pode corrigir o mundo, o mundo inteiro deve mudar, e as pessoas devem mudar. Como é possível salvar um homem se ele não mudar? Então, onde está a salvação, ao receber um palácio em vez de uma pequena casa?

A correção só é possível através da mudança interna de uma pessoa, de sua relação com os outros. É quando vamos transformar o inferno em céu, onde haverá amor em vez de ódio, e doação em vez de recepção. Desta forma, vamos realmente chegar a um mundo amável. A sabedoria da Cabalá nos obriga a cumprir essa missão.

Mas é inútil esperar que algum super-herói nos salve; isso não acontecerá, incluindo o Messias. Afinal, o Messias (Mashiach) é uma força que nos puxa (Moshech) do nosso egoísmo para a doação, o amor e a conexão. Graças a isso, revelamos nossos novos órgãos sensoriais e começamos a ver o mundo mais amplo.

O povo de Israel deve liderar a humanidade exatamente para isso, passando o método de correção para eles. Até que possamos fazer isso, todos nos odiarão. Esses belos filmes não nos ajudarão. Eu acho que ele desperta sentimentos muito desagradáveis ​​nas outras nações.

Por um lado, elas inconscientemente esperam que possam trazer a salvação à humanidade e não estamos fazendo isso. Além disso, nós mostramos filmes sobre super-heróis, como se estivéssemos zombando ao demonstrar que Israel pode trazer a correção ao mundo, mas por algum motivo não está fazendo isso. Portanto, eu não acho que esse filme terá um impacto positivo.

De KabTV “Nova Vida” 08/06/17

Dois Mil Anos Antes Da Criação Do Mundo


Quanto mais longe nos afastávamos da Torá ao longo da nossa história, mais perto ela estava de nós.

Como a Torá se Tornou um Livro?

“E quando Ele desejou e pensou em criar o mundo e isso foi revelado em um desejo diante Dele, Ele olhou para a Torá e criou o mundo”. (O Livro do Zohar, “Toledot“)

Pense apenas nisso: o mundo sequer existia, mas a Torá já. Ele não olhou para um livro quando criou o mundo. Não foi um livro que foi dado ao povo de Israel no Monte Sinai.

A Torá é um programa de desenvolvimento abrangente, um guia completo para a criação. Esta é a matriz da qual todos nós somos parte. É impossível superá-la ou fugir dela. Mas uma vez, em um determinado momento de crescer que foi predeterminado por ele, nós saberemos sobre ele. Não vamos simplesmente receber informação, mas estaremos conscientes de onde estamos e do que está acontecendo conosco.

É o mesmo com uma pequena criança que após os primeiros anos “inconscientes” começa a entender que está vivendo em um vasto mundo e este mundo requer sua participação. Na evolução do homem, chega um momento em que a matriz o desperta do seu esquecimento infantil. Ele diz adeus ao seu berço e ao berçário, abre a porta, e deixa a sua casa.

Nesse momento, tudo muda: o mundo adquire volume, som, cores e significado. Acontece que a vida é um caminho que tem um objetivo eterno, e podemos avançar conscientemente, através da nossa escolha livre, juntos. Então, não é apenas a matriz que nos impacta, mas nós também impactamos a matriz.

Assim, nós nos tornamos familiarizados com o plano geral e com a força que nos opera. Alguns milhares de anos atrás, a humanidade alcançou esse nível. As pessoas que se chamavam Cabalistas descobriram o único sistema da realidade e começaram a estudar suas leis, a se conectar a ela, e a descrevê-la.

Assim, eles alcançaram a Torá, escreveram livros que refletiam seus atributos e leis e, mais importante, a direção que ela nos mostra. Eles viram a imagem geral e entenderam o processo geral, assim como entendemos as fases gerais do desenvolvimento de um bebê.

“Antes do mundo ser criado, a Torá tinha precedido o mundo em 2000 anos.” (O Livro de Zohar, “Truma”).

No auge da realização do plano, uma nação inteira viveu estando consciente de suas leis em uma realidade que era muito mais ampla do que a nossa. Mas um dia tudo desapareceu. Ela caiu de sua altura, e com isso as esperanças para o mundo inteiro desmoronaram. Então a Torá se tornou meramente um livro, que nos diz como devemos viver na Terra, um livro sagrado especial. Mas nós já esquecemos a estrutura da criação, o método de ascender acima de nós mesmos, a ferramenta para alcançar a unidade no mundo.

A porta foi fechada e voltamos para o berçário onde temos vivido até hoje.

A Interrupção das Altas Frequências

Há 54 Parashot (seções) na Torá, 613 mandamentos, 79.976 palavras, 304.805 letras. Ela é lida nas sinagogas durante o ano de acordo com a Parasha semanal. Ela inclui a história da nação Judaica, de seus líderes, desde os antepassados até Moisés, a torre de Babel, a terra que o Criador tinha mostrado a Abraão, a perambulação no deserto, a escravidão no Egito, o Monte Sinai que estremeceu em chamas e fumaça…

Se lermos a Torá desta forma, se entendermos desta forma, a parte principal está faltando e é uma embalagem sem um preenchimento. Lida desta forma, ela está separada das raízes, projetada em impressão em nossa consciência comum, e é fixada sob o título “Escrituras Sagradas”.

É assim que ela é transmitida através da percepção egoísta do mundo e deixa de ser o plano do nosso desenvolvimento. Não está se movendo, não é atraente, não nos desenvolve; ela não revela novos mundos, e não nos dá o poder de revelá-los, mas sim nos acalma e nos coloca para dormir. Para alguns, pode ser uma tradição; para outros, é uma coleção de leis absolutas da nossa existência corpórea. No passado ela uniu a nação, mas agora a divide, nos separa, e coloca as pessoas em dois lados opostos.

Não, isso não é a Torá, não é a força que muda uma pessoa, que nos tira do nosso ego primitivo que se limita à nossa vida corpórea. No passado ela nos chamou para cima, e agora se tornou um meio de pressão sobre as pessoas, atraindo, exigindo e limitando-as. As pessoas a estudam de cor, verificam-na pelas diferentes descobertas históricas, e minam sua base ideológica. As religiões crescem em torno dela, misticismo e cínicos se reúnem em torno dela, os filósofos a citam, e os cientistas a estudam tentando decifrar o seu código.

Ela se transformou no best seller de todos os tempos e de todas as nações há muito tempo. Aqueles a quem a Torá chama de “proprietários” agitam-na porque não querem pisar sobre o limiar e deixar seu “lar” para algo maior.

“Pessoas pequenas e limitadas vêm indiferentemente nos preenchendo de drogas diferentes e, principalmente, mantêm a droga da vida fora de nossa visão… para sufocar a voz do Criador nos chamando das profundezas da alma e preenchendo todos os mundos: exija-Me e viva.” (Rav Kook).

Quando o grande feriado da doação da Torá chega, nós mais uma vez a rejeitamos, o que nos deixa com o livro novamente. Mesmo que seja especial, mesmo que seja santo, é um livro e não o grande tecido da criação em que estamos tecidos, quer gostemos ou não, um livro, não um mundo enorme, e não um sistema majestoso que nos rodeia, porque para nós foi criado.

Nós a rejeitamos. Por quê? Porque ela vive em doação e nos ensina a mesma coisa.

Veneno na Ponta da Lâmina

“O princípio mais importante de alcançar a Torá é a unidade, como um homem em um coração”. (“Maor Va’Shemesh“)

No Monte Sinai, nos foi dada uma abordagem comum para o sistema geral e fomos autorizados a entrar conscientemente em contato com ela, estudá-lo, explorá-lo, e sermos incorporados nele em nossa mente e sentimentos. O código de acesso é o amor ao próximo, a interface do software é o relacionamento com outros que é baseado em doação. A Torá se destina a revelar o conglomerado de forças que operam sobre nós, nos impactam, e nos permitem estar mútua e efetivamente conectados com elas. Assim, nós usamos a Torá — deixamos o berçário, crescemos e amadurecemos.

A transformação não ocorre em nossas fantasias, não no próximo mundo, mas aqui e agora, ascendendo-se acima do ego, e essa é a razão de ser tão fácil para uma pessoa verificar a si mesma e se ela recebe a Torá como um analgésico ou como uma desculpa. O critério é simples: nós usamos a Torá assim como tratamos uns aos outros, como um medicamento ou um veneno.

A julgar pela situação atual, nós estamos em um impasse, divididos, esmagados, discutindo e aceitando tudo o que é inevitável. Não é a força positiva da Torá que nos acompanha no caminho para o nosso objetivo, mas a negatividade de nossa própria essência, a qual estamos acostumados, mas que é tão destrutiva.

Quando o grande feriado da entrega da Torá chegar, mais uma vez o rejeitamos, o que nos deixa novamente com o livro. Mesmo que seja especial, mesmo que seja santo, é um livro e não o grande tecido da criação em que somos tecidos, quer gostemos ou não, um livro, não um mundo enorme, e não um sistema majestoso que nos rodeia porque foi criado para nós.

Enquanto isso, o mundo está amadurecendo e atinge situações em que não será capaz de gerenciar sem um professor sábio. É apenas em teoria que uma pessoa é capaz de avaliar com sobriedade a situação e chegar à conclusão certa. Na prática, nossos desejos são muito mais fortes do que nós, e mesmo à beira de um abismo, continuaremos com nossos atos infantis. Essa é a nossa natureza.

Os sábios usam a metáfora clara e amarga de ver o anjo da morte com uma gota de veneno na ponta da lâmina de sua espada e o “obediente” homem abre a boca e a engole. É porque não podemos fazer as coisas de outra forma. Mesmo nossa nação sábia caiu nesta armadilha do ego, e parece que mais uma vez está pronta para se dirigir ao “massacre” a julgar pelos conflitos em Israel e entre os judeus no exterior. Para eles, Israel está se tornando uma responsabilidade inútil da qual eles terão o prazer de se desligar de uma vez por todas.

Este resultado é inevitável a menos que aceitemos a Torá, a menos que nos tornemos responsáveis uns pelos outros, apesar da montanha de dúvidas e ódio que paira sobre nós. É aqui que está a nossa livre escolha, já que a Torá, ao contrário do anjo da morte, só trabalha se a quisermos, se a necessitarmos, não apenas em palavras, mas em ações, se a considerarmos como um medicamento para a nossa divisão, como a sabedoria de doação e da correta cooperação mútua com o sistema geral.

Apresse-se para Amar

Nós somos todos diferentes e vemos o mundo de forma diferente. Isso é bem normal. A Torá não exige que ninguém desista de seus princípios e crenças. Não há necessidade de compromissos socialistas artificiais. Ela nos eleva ao nível em que somente os corações e a conexão entre eles permanecem. Então tudo se funde junto.

“Apresse-se para amar, pois a hora chegou”. (Rabbi Elazar Azikri)

Ninguém está certo ou é culpado. Todos nós nos encontramos diante de nosso monte de ódio, em algum momento, enfrentando a necessidade de tomar uma decisão comum. Sua essência é o nascimento do homem, o nascimento de uma nova sociedade, de uma nova atitude para como a vida e o outro. Quando ansiarmos por isso, o sistema irá nos ajudar, nos guiar e responder às nossas perguntas. Mas se não fizermos, ela nos fará enfrentar os fatos que nos são apresentados na ponta da lâmina de uma espada.

Portanto, se a questão é receber ou não a Torá, nós vamos recebê-la. A próxima questão é se apressamos ou não o amor.