Textos na Categoria 'Livre Arbítrio'

Minha Gratidão A Todos Os Participantes Da Convenção!

Dr. Michael LaitmanNós tivemos uma Convenção muito potente e de alta qualidade na Carcóvia (Ucrânia), dando um grande passo em frente. Isso avançou todos os nossos grupos em todo o mundo. Sentimos a participação universal: todo mundo estava com a gente, de todo lugar do mundo, todos conectados. Esperemos que isto vá nos elevar a um nível mais alto, mais forte e mais interno de conexão em comparação com o nível anterior.

É claro que este sucesso teria sido impossível sem os trabalhos preliminares e de sacrifício pessoal que todos expressaram para atingir o objetivo da criação. Acho que conseguimos senti-lo e realizá-lo melhor. Eu sou muito grato a todos os participantes e estou orgulhoso de vocês. Refiro-me a todos os organizadores e a todos os participantes da Convenção, que sentiram como foi importante este passo em frente para nós. Eu estou contente que tudo aconteceu do jeito que aconteceu.

Espero que de agora em diante continuemos a aprofundar a nossa conexão e que dentro dela revelemos como tudo é determinado pelo nosso apelo ao Criador. Mesmo que agora eu esteja me referindo a vocês, temos ainda que agradecer ao Criador por nos dirigir, nos acompanhando e nos fazendo avançar em direção a Ele, por termos uma força superior que nos guia, e por termos merecido avançar em direção a ela.

A principal coisa que eu queria transmitir-lhes nesta Convenção é a sensação de que quando você está em um grupo que discute, ouve e dança dentro da noção de um “grupo”, ele o sustenta. Mas no momento em que você deixa essa noção, mesmo se fisicamente você ainda estiver no grupo, você imediatamente cai em seus pensamentos.

Você deve sentir esta subida toda vez que estiver com os nossos amigos que o influenciam e possuem sua mente e coração, e numa descida, quando por algum motivo você quebrar sua conexão com eles.

Nós precisamos ter uma ideia de como é necessário estar constantemente sob a influência do ambiente. Caso contrário, você de imediato retorna a um estado animal. Eu só sou humano quando o grupo me governa.

Esses dois níveis precisam se tornar muito claros para cada pessoa, e foi para esta meta que todo o cronograma da Convenção se dirigiu. Se de alguma forma conseguimos alcançar esta realização, agora precisamos fortalecê-la: compreender a extrema importância da influência do ambiente, de que fala o Baal HaSulam. Esta é a toda a minha liberdade de escolha: manter o fortalecimento deste ambiente em tudo que eu puder, aumentando minha sensibilidade.

O ambiente deve se manter cada vez mais forte e ter uma influência mais poderosa sobre mim. Nossa garantia mútua deve manifestar-se aqui: de acordo com a minha atitude para com eles e de acordo com a atitude deles em relação a mim, para me manter sempre acima de meus cálculos corporais. E isso vai nos levar à modéstia e à devoção da alma — os estados que conduzem à realização da meta.

Extrato da Conversa durante uma Refeição após a Convenção da Carcóvia 20/08/12

O Espaço Onde Estão Todas As Respostas

Dr. Michael LaitmanEm primeiro lugar, temos que determinar exatamente como realmente nos movemos no caminho espiritual. 

Tentando descobrir onde estamos, onde devemos ir e como encontrar significado na existência, nós vemos que tudo está intimamente conectado, interligado e confuso. Ao nos voltar para a sociedade humana, podemos ver que está tudo bagunçado, confuso; todo mundo faz o que quer, tem sua própria teoria, sua própria filosofia de vida. Em geral, esta é a bagunça em que vivemos. Por outro lado, estudando a natureza, vemos que tudo é lógico, tudo acontece de acordo com leis. 

A questão é por quê?

 Porque a sociedade humana não está sujeita às leis da natureza. Nosso corpo obedece à natureza. Na vida, nós também podemos realizar as instruções da natureza, mas parcialmente. E tudo isso é humano em nós – não animal, mas especialmente humano -nós estamos totalmente sozinhos e fazemos o que queremos. 

Como é que vamos organizar este humano em todos nós? Se a humanidade fosse capaz disso, se ela entendesse como fazê-lo, tudo seria claro e correto. 

Talvez demasiado claro? Chato? Talvez, neste caso, a ilusão do livre-arbítrio desapareceria? Talvez sentíssemos menos sabor na busca, na vida, na ousadia? Ou não? Aqui está o problema que está escondido na humanidade. 

Quando eu venho para a Cabalá, quando eu finalmente tento usá-la para descobrir o significado da vida, quando eu, não só na teoria mas na prática, busco entender a profundidade, os fundamentos do mundo, entender o que o dirige, como participar nisso e tornar-me como o mundo inteiro em minha mente: perfeito, eterno, infinito, então eu descubro que estou confuso. 

Essa confusão acontece porque precisamos constantemente conectar os dois extremos opostos do universo: nós que estamos na parte inferior e recém começamos a fazer perguntas, e o ponto mais perfeito e elevado: o Criador, ou seja, a força fundamental do mundo que criou tudo. 

Entre esses dois pontos há um espaço do qual não sabemos nada. Se encontrássemos este elo, se o preenchêssemos com o entendimento correto do que está acontecendo neste espaço, saberíamos tudo. 

Da Convenção na Carcóvia  “Unindo para Ascender” 17/08/12, Workshop 3

O Ponto De Liberdade: O Começo Da Alma

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde está o ponto a partir do qual começa o meu livre arbítrio? O que ele inclui? Como vejo o mundo através dele? Como eu divido as coisas em importantes e sem importância, principais ou triviais, como organizo minhas prioridades?

Resposta: O livre-arbítrio começa a partir de um ponto chamado de “raiz da alma”. É aí que a alma começa. Portanto, a busca por este ponto é a coisa principal e nós vamos passar por isso e aprender durante o período de preparação.

O esclarecimento do ponto do livre-arbítrio só é possível quando podemos alcançar o primeiro nível de doação, o mais baixo. Então começamos a compreender o que nós temos que escolher e a partir de quê. Afinal, nós sempre escolhemos entre duas opções. Se tivéssemos que escolher entre duas coisas idênticas não seríamos capazes de escolher. Seria difícil fazer uma escolha, então nós não decidimos. Nós temos que encontrar um defeito ou uma vantagem de uma em relação à outra.

Assim, o livre arbítrio só é possível se eu escolher o atributo de doação em vez do atributo de recepção. Se eu puder fazer a diferença entre esses dois atributos e decidir que definitivamente prefiro o atributo de doação em vez do atributo de recepção, então, de acordo com essa escala, já poderei começar a esclarecer o que é melhor e o que é pior em todos os aspectos.

Isso significa que, primeiro, a fim de escolher livremente, eu tenho que ser livre de meu desejo de desfrutar e saber o que escolher: o atributo de doação, e saber que eu deveria escolhê-lo a cada momento. Isso determina o meu nível. Assim, toda vez que eu escolher o atributo de doação em vez do atributo de recepção, eu avanço. Esta é a única coisa que eu deveria fazer.

Mas, o primeiro ponto do livre-arbítrio, no qual saímos do exílio e nos tornamos “uma nação livre em nosso país”, o que significa em nosso desejo, livre de nosso ego, surge no momento que a pessoa transcende a Machsom, a barreira para o mundo espiritual. Até então, estamos no tempo de preparação.

Depois de transcendermos a Machsom, nós avançamos também num “caminho não semeado” que atravessa o deserto e escolhemos a Terra de Israel, o que significa que queremos alcançar o desejo que aponta diretamente ao Criador (Yashar El) e é totalmente para a doação. Mas, nós ainda não sentimos benefício e avanço. Estes são os “quarenta anos vagando no deserto”, embora, pareça que é possível atravessá-lo a pé numa semana, como o deserto do Sinai. Por que nós devemos vagar nele por quarenta anos?

Este momento é essencial até que a pessoa atinja todos os discernimentos dentro dela e possa escolher o desejo de doar chamado “a Terra de Israel”, em vez do desejo egoísta chamado “Egito”, em um estado que é chamado “deserto” para ela. Enquanto isso, nada a atrai para doação. Depois que ela entra na Terra de Israel, encontra problemas maiores. Afinal, o desejo de desfrutar começa a receber prazeres espirituais lá e ela tem que superá-los, para que possa receber a fim de doar.

Resumindo, o livre-arbítrio significa até que ponto a pessoa sempre prefere a “fé acima da razão”, ou seja, o atributo de doação sobre o atributo de recepção.

Na corporalidade isso é expresso em ver constantemente a revelação do Criador em cada estado que eu passo. Afinal, Ele me deu estes sentimentos e me apresenta o mundo ao meu redor. Ele joga comigo de ambas as direções, tanto de dentro como de fora e me deixa apenas um ponto de livre arbítrio para que eu estabilize corretamente a minha atitude no mundo interno que Ele imprimiu em mim com relação ao mundo externo, para que Ele possa ser revelado. No final, eu tenho que me conectar com o mundo externo a fim de chegar a uma única forma chamada “Não há ninguém além Dele”.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 27/07/12, Shamati #113

E O Que Você Faria No Palácio Do Rei?

Dr. Michael LaitmanA fim de levar a pessoa à realização da verdadeira realidade que está fora dos limites da sua percepção, compreensão e sentimentos comuns, o Criador nos coloca num processo gradual de desenvolvimento. Portanto, nós temos a oportunidade, enquanto vivemos neste mundo, de nos prepararmos para a percepção da verdadeira realidade. Se nos prepararmos, então, de acordo com o plano da criação que age em nós, que nos traz cada vez mais perto desta verdadeira realidade, nós finalmente a descobrimos, o que significa que alcançamos a revelação do Criador à Suas criaturas.

Mas se não nos preparamos corretamente e não usamos a nossa vida a fim de corrigir nossa percepção, mas tentamos aproveitá-la diretamente no nosso ego, nós sentimos a dor assim que Criador se aproxima de nós. Onde quer que operemos usando o nosso ego, nós sentimos a crise geral mundial e diferentes problemas em todas as áreas da vida.

Sempre que usamos o nosso ego, que não está pronto para a correção e para uma mudança, sentimos uma crise: na educação, na cultura, na economia, nas finanças, na ecologia, na dissolução da família, no terrorismo e no abuso de drogas. Se examinarmos os pontos dolorosos no retrato imaginário do nosso mundo e tentarmos descobrir de onde vem o sentimento de crise e dor, ou seja, o gosto amargo das bebidas na mesa do Rei, nós vemos que toda a amargura brota do nosso ego crescente.

Em qualquer lugar que o nosso ego (que deveria ser corrigido, mas não estava preparado para isso) está envolvido, nós nos deparamos com uma crise e todos os problemas que estão sendo revelados no mundo agora. Portanto, a conclusão é que temos que nos preparar com a ajuda de todas as oportunidades que temos.

Se trabalharmos seriamente no grupo, no estudo e na disseminação, usando todos os meios que foram dados a nós pelo Criador, vamos sentir um gosto bom e doce por nos aproximarmos da revelação do Criador, e não da amargura. Tudo depende unicamente da nossa preparação, do trabalho que é aparentemente o nosso livre arbítrio.

Você foi trazido para o estudo, para o grupo e foram dadas todas as explicações sobre o que você deve fazer; agora decida! Você é livre para fazer o que considera adequado no palácio do Rei, mas se você se esquecer que chegou lá para se preparar para a refeição festiva, você vai sentir um gosto horrível quando chegar, pois você não está preparado para isso. Então, tudo está em suas mãos e tudo depende da preparação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/7/12, Escritos do Baal HaSulam

Prepare-se Seriamente Ou Divirta-se, Você Decide!

Dr. Michael LaitmanTudo depende da preparação e há a questão do grupo aqui, pois a conexão é a expressão da aquisição do atributo de doação, a aproximação, a adesão entre aqueles que trabalham juntos e seguem um caminho; é uma expressão de o atributo de amor que eles adquirem.

A unidade entre eles é semelhante à unicidade do Criador, pois se eles querem ser “como um homem em um só coração”, que significa estar mutuamente incorporado em pensamento e desejos, sem quaisquer diferenças entre si, como um sistema integral, eles anseiam se assemelhar ao Criador que é Um.

Assim, eles se preparam, todos eles juntos e cada um por si, para sentir o verdadeiro sabor da refeição que foi preparada pelo Criador.

É por isso que nos foi dado o livre arbítrio em nosso mundo, a fim de nos permitir chegar à refeição dos ímpios ou à refeição dos justos. Você decide se você se prepara a sério, ou se você brinca com os brinquedos!

Nós falamos daqueles que alcançaram a sabedoria da Cabalá. Nós não podemos exigir nada de quem ainda não chegou a ela. Eles simplesmente continuam a sofrer com a crise general que os empurra a se corrigir debaixo. Estas pobres pessoas não entendem o que está acontecendo. Elas esperam a salvação, mas a salvação só pode vir daqueles que se prepararam corretamente para a refeição do rei. Então, através deles, a refeição vai chegar a todos os outros que ainda não começaram a se preparar.

Portanto, todo o nosso trabalho está no grupo, na reciprocidade, “como um homem em um só coração”, como se diz: “Cada homem deve ajudar o seu irmão”, “não faças aos seus amigos o que você odeia”, “Ama o amigo como a ti mesmo” e “Do amor dos seres criados ao amor do Criador”.

Todos estes princípios só podem ser preenchidos através de uma conexão, uma vez que esta é a preparação para a revelação de nosso relacionamento com o Criador, para que Ele seja revelado dentro de nossa preparação, dentro da conexão. Isso significa que o atributo de doação e amor se revela nos vasos que preparamos e corrigimos, a fim de revelar esse atributo de acordo com a lei da equivalência de forma.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 13/07/12, Escritos do Baal HaSulam

Ajuda Ao Confuso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se eu ficar confuso, como posso verificar se avanço corretamente?

Resposta: É impossível ficar confuso nas ações: é óbvio se eu faço alguma coisa para beneficiar os outros ou eu mesmo. Todos os esclarecimentos estão na intenção e são realizados com a ajuda do grupo.

Se você está no grupo e realiza ações nele, como se diz: “Faça-se um professor, compre um amigo e tente justificar cada um”, e tudo isso com a intenção de alcançar o Criador, então você não pode errar. Se você se separa do grupo, então certamente você já não está no caminho correto.

É por isso que todo o nosso livre arbítrio reside apenas na escolha do melhor e mais forte ambiente. Caso contrário, todas as nossas ações serão realizadas no nível animal subconsciente, e não haverá liberdade nelas, como se você não existisse como uma pessoa independente, mas obedecesse completamente a seus impulsos e instintos internos.

Somente se você se doar ao grupo e concordar com sua influência, você pode avançar desta forma.

Da Convenção em Miami 23/06/12, Lição 3

Nós Temos 228 Anos Para Pensar?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Será que o mundo tem a chance de chegar à correção nos 228 anos que nos restam até o fim dos 6.000 anos que nos foram dados para isso, e como é que vamos sentir isso?

Resposta: Ninguém pode dizer quanto tempo nos resta até o Gmar Tikkun (fim da correção). Isso foi falado tanto pelos profetas, que falaram sobre isso em alusões ocultas. Isso significa que eles também não sabiam quando isso iria acontecer porque se relaciona com o nosso livre arbítrio. O Baal HaSulam pensava que o Gmar Tikkun viria amanhã, se não hoje, já que tudo está pronto para ele de Cima!

Nós também achamos que isso vai acontecer em breve. Nós podemos basear a nossa crença no que está acontecendo no mundo hoje, embora ninguém saiba nada ao certo. Diz-se que a correção levará 6.000 anos, o que significa que há 228 anos restantes. Mas será que é realmente este o período de tempo que temos para alcançar o Gmar Tikkun, de uma forma boa ou má?

De uma forma boa, nós pudemos alcançar a correção amanhã, ou mesmo hoje. Não há limites aqui. Se quisermos ser corrigidos, o nosso desejo imediatamente evocará sobre nós a influência do campo superior. Nenhum acordo especial por parte do Criador é necessário. Nosso desejo é o suficiente para evocá-lo. Nós somos os mestres dos estados em que nos encontramos.

Não podemos saber quando isso vai acontecer, mas como estamos perto do Gmar Tikkun, após a revelação do mundo superior, que é chamado de nascimento espiritual, continuamos a sentir este mundo em todos os 125 graus da ascensão espiritual. No momento em que atingimos a correção geral e todo mundo está corrigido, há uma conexão de todos os vasos, de todos os desejos espirituais individuais. Então, o nosso mundo desaparece, uma vez que existe um vaso geral para todos os desejos de receber.

Quando sua última partícula se move para a doação, não resta um único desejo que não esteja corrigido para doar. Portanto, o sentimento deste mundo, que só existe dentro do desejo egoísta sem uma Masach (tela), desaparece! E só o mundo superior permanece!

Uma vez que todos os desejos estão conectados, todos os mundos se unem e se tornam um mundo superior geral, no nível de Ein Sof (Infinito). Então, ao atingir o Gmar Tikkun juntamente com todo o mundo, você deixa de sentir o mundo. Você não vai precisar dele! Além disso, você não terá vasos para percebê-lo, visto que você corrigiu o seu último desejo egoísta. Então, essa realidade irá desaparecer da sua sensação.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 21/06/12, Shamati # 30

O Criador Está Oculto No Mundo

Dr. Michael LaitmanEstá escrito: “Não há coerção na espiritualidade”, ou seja, que o progresso só acontece através do nosso livre arbítrio. E nós temos uma única opção a este respeito e nada mais. Portanto, não devemos relacionar coisas ao livre arbítrio das quais não estamos completamente livres.

A liberdade foi dada a nós apenas na união com o grupo ou a humanidade, com todo o mundo, com partes de minha própria alma, que só na minha imaginação parecem externos e estranhos, odiosos e distante espiritual e fisicamente. É nas ações onde eu tento aproximá-los de mim que reside o livre arbítrio. Isso porque, basicamente, esta é a única coisa que tenho a fazer. Não há nada além de corrigir o vaso da minha própria alma, cujas partes eu devo aproximar de forma a percebê-las como minhas.

Eu tenho que sentir o mundo inteiro, tudo o que parece estar do lado de fora, como partes minhas, ainda mais perto do que meu próprio corpo. Afinal, o corpo é apenas um animal que vive e morre. Mas as partes que agora sinto fora de mim são os níveis inanimado, vegetal, animal e humano da minha alma.

Agora, o mundo inteiro ao meu redor são os quatro níveis do vaso da minha alma, e por isso eu os vejo por enquanto fora. Meu corpo é um produto da minha imaginação. Só me parece que eu existo nele. Portanto, enquanto eu estou neste corpo imaginário, eu tenho que tentar aproximar de mim todas as partes da minha alma no 1º, 2º, 3º e 4º níveis. Eu tenho que me relacionar com eles de forma amorosa, visto que é tudo que tenho, todo o meu tesouro.

Quanto a este corpo, ele é uma ilusão; ele vive e morre na minha imaginação. Ele não pertence ao mundo espiritual. Todo mundo que eu agora vejo ao meu redor – eles são a minha espiritualidade. Se eu aproximá-los de mim, esses desejos corrigidos e minha atitude corrigida para com eles se transformam em meu corpo espiritual. Neles eu revelo o Criador.

É por isso que está escrito: “O Criador está oculto no mundo”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/06/12, Shamati

Sob o Comando de Ocultação

Estamos sob o controle de ocultação, o que significa que nós não sentimos o Único operando e nos gerenciando, Aquele que desperta nossos pensamentos e desejos. Assim nos sentimos como se nós mesmos estivéssemos operando a partir de dentro de nossos pensamentos e desejos.

Isto significa que se eu faço alguma coisa e consigo, então isso é o meu sucesso. Se eu não conseguir, então a culpa é minha ou do meu ego, eu começo a culpar o meu destino, ou o que me rodeia.

A ocultação é dada a nós para superá-la e descobrí-la. Aquele que nos está operando e não apenas opera em nós, mas nos opera amavelmente. Isto significa que a ocultação tem vários tons, e precisamos descobrir a força que nos opera. Assim, se queremos a liberdade de escolha em nossos esforços, empenhos e ações que estão sendo nossos, só é possível se agirmos para a revelação do Criador.

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Meu Eu Na Verdade Não É Meu

Dr. Michael LaitmanPergunta: Diz-se na Torá: “Eu sou o teu Senhor”, o que isso realmente significa?

Resposta: Significa que o Criador controla tudo. Se você considerar todos os pensamentos ou desejos que você tem, ou ações que você executa como suas, isso só ocorre porque você está confuso e tem a ilusão de que é você. Na verdade “você” não existe de todo.

Pergunta: Então, quando posso ser eu mesmo?

Resposta: Se eu me tornar igual a Ele, então, Ele e eu “soamos” em uníssono. Meu eu realmente não existe. Meu livre arbítrio, a minha independência, é apenas para realizar de forma consciente e voluntária o que o Criador faz comigo.

Eu sou apenas um “zumbi”, mas me foi dada a chance de desenvolver uma “cabeça”, um mecanismo, uma compreensão e um reconhecimento para que eu entenda onde estou, quem me criou e quem realiza todas essas ações. Eu recebo isso para que eu possa concordar ou discordar de Suas ações, para que eu possa aceitá-Lo e senti-Lo como bom, identifique-me com Ele e só queira seu controle total. Então, eu vou ver que Ele se retira e não quer me controlar, porque agora eu quero me controlar exatamente como que Ele me controlava e não de outra maneira.

Isso significa que estou aderido a Ele. Ele abre espaço para mim na medida em que concordo com Ele. Ele me criou, eu estou totalmente sob Seu controle, e Ele só quer construir essa “cabeça” a partir de mim, a compreensão e o reconhecimento, para que eu possa me assemelhar a Ele, ser como Ele.

Com este objetivo eu posso entrar no jogo: eu sempre concordo ou discordo Dele, alternadamente, a fim de compreendê-Lo através destas mudanças e, no final, querer apenas o controle Dele sobre mim com meu coração e alma.

De qualquer forma, nós nunca estamos separados do Criador – Ele é o primeiro e Ele é o último, e não há outro além Dele. A única coisa que falta é o nosso reconhecimento da força que nos controla.

Pergunta: Mas o pai não quer o seu filho seja independente? Será que ele não solta a sua mão para deixá-lo sozinho por um momento? Será que não podemos agir por conta própria, mesmo em doação?

Resposta: Se o Criador nos deixasse, nós desapareceríamos de HaVaYaH, deixaríamos de existir. Ele cria a ilusão de eu concordar ou discordar de Suas ações, a fim de permitir o crescimento de uma “cabeça” além do “estômago”. Primeiro você se preocupava com a satisfação de seus desejos, e agora você tem  dúvidas, e um espaço é aberto, a partir do qual Ele parece estar ausente. Assim, o Criador lhe forma em pequenas porções de independência imaginária, embora você possa estar satisfeito ou insatisfeito com o Seu controle.

Assim, em contraste com as religiões, nós chegamos a um esclarecimento e análise crítica, e finalmente chegamos a um acordo, do qual alcançamos a equivalência quando o controle do Criador sobre nós é sentido como indivisivelmente bom e absoluto. Este fato decorre do desacordo inicial e da minha rejeição de Suas ações. “Como o benefício da Luz a partir da escuridão” – eu sempre tento esclarecer as coisas, tenho dúvidas e me ofendo com o Criador, discordo Dele e o amaldiçoo, até chegar à adesão com Ele.

É por isso que se diz que “a opinião da Torá é o oposto da opinião dos latifundiários”. Uma pessoa que se desenvolve com a sabedoria da Cabalá parece ser um verdadeiro “transgressor”, já que passa por tais dúvidas e questões graves, mas sem isso ela não pode chegar a adesão.

Da 3a parte da Lição Diária de Cabalá 25/05/12, Escritos do Rabash