Textos na Categoria 'Livre Arbítrio'

Duplo Controle De Um Poder Único

Dr. Michael LaitmanComo resultado do nosso trabalho em grupo, no estudo e na disseminação, nós precisamos chegar a um estado tal em que sentimos que estamos sob o controle de duas autoridades, duas forças. Um controle é o  do nosso ego, a inclinação ao mal, o rei do Egito (o Faraó) que nos mantém na escravidão.

Mas, às vezes, mais ou menos, dependendo do avanço da pessoa, outro controle também é descoberto: a inclinação ao bem, o poder de doar, o desejo de sair de si mesma em direção ao outro, aos amigos, à unidade, à conexão, e assim por diante.

A pessoa está no meio de tal dualidade de poderes, sob o controle de dois anjos: a inclinação ao bem e a inclinação ao mal, que a prendem pelas mãos de ambos os lados e a guiam para frente em direção ao objetivo da criação. Certamente, a inclinação ao mal também age de acordo com o programa do Criador e ajuda a pessoa a avançar de forma independente, exercendo o seu livre arbítrio.

Se ela não tivesse o livre arbítrio, ela seria como um animal e não um Adam (ser humano). Ao esclarecer para si mesma como usar a inclinação ao mal e a inclinação ao bem, o poder da recepção e o poder da doação, e escolher a forma de avançar com a mistura certa entre eles, ela constrói a si mesma como um Adam à semelhança do Criador.

A conexão entre a inclinação ao mal e a inclinação ao bem começa a partir da primeira aproximação do Faraó juntamente com o Criador. A pessoa começa a estabelecer estas duas forças uma em relação à outra. As duas forças estão sob a sua autoridade. Ela se decide de acordo com seu estado interior, qual das duas forças a governa agora, e pode até passar de um controle para outro, onde ela escolhe quem tem o controle sobre ela e por que, se ela é capaz de fazê-lo ou se requer a ajuda da força superior.

O Faraó quer controlar, e se a pessoa concorda com a inclinação ao mal a separando do Criador, então ela realmente está no exílio do Egito. Isto é, a pessoa atribui algum tipo de controle independente à sua inclinação ao mal e diz que não está pronta para resistir a ela e está em completa servidão a ela.

Claro, se a pessoa pensa dessa forma, é sinal de que ela é um escravo. Mas tudo depende da própria pessoa. Ela decide e determina de que forma o Faraó vai usá-la ou se ela vai usar o Faraó.

E todo esse trabalho foi para revelar que não há nenhuma outra força envolvida, como está escrito: “Eu, eu mesmo, e não um mensageiro”. A pessoa esclarece que o Criador está acima das duas forças, além de ambas a inclinação ao bem e a inclinação ao mal. Estas duas forças vêm do Alto. Através das duas forças, a inclinação ao bem e a inclinação ao mal, que são reveladas a ela alternadamente, a pessoa chega à conclusão final e à decisão de que há uma única força além delas que joga com ela através desses dois anjos: a inclinação ao bem e a inclinação ao mal.

Às vezes, uma delas vem até a pessoa e, às vezes, a outro, razão pela qual a pessoa sente que é jogada de um extremo ao outro em duas direções. Assim, forma-se uma relação tanto com essa força quanto com aquela força e, finalmente, com o poder superior, o Criador.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 02/04/14, Escritos do Baal HaSulam

A Fonte Do Movimento Espiritual

Dr. Michael LaitmanO Livro do Zohar, “Pekudei“, Item 3: Diz-se quanta bondade Tu preparaste para aqueles que Te temem, e agiste por aqueles que encontram abrigo em Ti contra as pessoas. Quanto os seres humanos têm para ver e aprender sobre os caminhos do Senhor, uma vez que todos os dias uma voz decreta e diz: cuidado com os moradores do mundo, feche as portas dos pecados, abandone a rede que caça pessoas que diante de seus pés estão presas nessa rede.

Há uma perpétua roda de fiar no mundo, o que significa que Din (julgamento) de Cima sobe e desce, levantando e baixando as pessoas. Ai daqueles cujos pés foram rejeitados pela roda, uma vez que eles caem na profundidade preparada para os ímpios do mundo.

Nós aprendemos sobre duas formas de evolução aqui, porque uma pessoa recebe o livre arbítrio, mas este é muito limitado, uma vez que o plano da criação deve ser realizado e está sendo executado. O livre arbítrio está em realizar este plano de forma independente e da melhor maneira possível, e executá-lo voluntariamente.

Mesmo que nós vejamos como este plano é realmente benéfico e essencial, o nosso ego ainda se opõe a ele, e não nos deixa realizá-lo. E isso foi feito originalmente de propósito, porque as duas forças, positiva e negativa (negativa dentro de uma pessoa e positiva fora) agem em nós e nos influenciam; entre elas nós descobrimos o nosso livre arbítrio.

Se uma pessoa é criada pela natureza, pelo Criador, pela força superior, pela Luz, ela não pode ser totalmente livre; ela está sob a influência desta força como tudo na natureza.

Como nossos pensamentos e desejos podem ser livres, de modo que seremos capazes de existir independentemente do Criador? Nós recebemos duas forças que descem de Cima simultaneamente: o ego e o atributo de doação que aparece em nós; ambas estão sob o controle da força superior e se desenvolvem em paralelo. Entre elas há uma luta comum, rejeição, conflito.

Se nos colocarmos entre elas, podemos escolher um estado em que a atração de um lado e a atração do outro lado se equilibram. O ponto de equilíbrio entre essas duas forças é a linha do meio, e estando nela nós sentimos que estamos totalmente livres de toda a natureza egoísta e da natureza superior.

No entanto, há um problema aqui: como podemos escolher alguma coisa? Uma pessoa não pode agir como um burro. Se houver dois objetos totalmente idênticos diante dela, ela não sabe o que escolher. No momento em que ela sente um anseio por um deles, há um anseio idêntico e imediato pelo outro, e ela está entre ambos, sentindo-se dividida sem saber o que escolher.

Assim, nós experimentamos sentimentos muito desagradáveis: por um lado, nada parece funcionar para nós aqui, e, por outro lado, não sabemos o que fazer. É neste estado que a pessoa tem a opção de criar a fonte de um novo movimento dentro dela. Este ponto é o ponto de partida a partir do qual a pessoa pode elevar o ser humano em si. Antes ela era como um fantoche que a Providência superior operava puxando suas cordas.

Somente elevando o ser humano em nós é que vamos começar a sentir como fluxos de Luz descem de Cima e correm para o mar, para Malchut do mundo de Atzilut, e isso nunca é preenchido, mas, na verdade, leva-nos para frente.

De KabTV “Segredos do Livro Eterno” 16/10/13

Encolher O “Eu” E Expandir O “Nós”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se leis claras e absolutas estão agindo num sistema, como uma pessoa pode desequilibrar o sistema? A menos que ela se encontre fora da natureza?

Resposta: Todo o sistema está conectado e funciona de acordo com leis absolutas. Mas neste sistema integral existe uma camada única que começa a crescer, e se chama “homem”.

Esta camada tem a capacidade de sacudir o sistema, de desequilibrá-lo e cada vez restaurar o equilíbrio e, novamente, desequilibrá-lo ainda mais e restaurá-lo para um maior equilíbrio. Para esta camada chamada “homem” há constantemente tais possibilidades. Afinal, esta é a forma como esta camada adquire um sentimento e inteligência de todo o sistema, por desequilibrá-lo e restaurá-lo, uma e outra vez.

Certamente essa camada não faz isso com seus próprios poderes: O sistema perde o equilíbrio através de um programa único para essa camada chamada “homem”. Há poderes únicos e fórmulas que desequilibram o sistema com relação aos seres humanos. O mundo superior não é alterado, apenas a sua imagem em relação a nós, no que diz respeito à bolha em que nos encontramos, as mudanças.

Isto é feito para que nos familiarizemos com o sistema e exijamos que ele volte ao equilíbrio. Através da nossa conscientização da falta de equilíbrio e exigindo que ele volte a um estado de equilíbrio, nós adquirimos inteligência e emoção, nos familiarizamos com o programa geral de todo o sistema. Então, nós começamos a encolher e expandir, a inspirar e expirar, e, desta forma, nos familiarizamos com o sistema.

Pergunta: Então, a pessoa tem liberdade de escolha ou não?

Resposta: A liberdade de escolha da pessoa está em se reunir com pessoas como ela neste sistema e, juntas, exigir equilíbrio, querer voltar o sistema ao equilíbrio. Esta é a liberdade exclusiva de uma pessoa. Isso ocorre apenas através do trabalho em grupo com pessoas como ela. Ela pode expandir gradualmente a camada e incluir toda a humanidade, conectando-se com eles e exigindo equilíbrio e harmonia. Esta demanda é chamada de oração ou elevar MAN.

Nós devemos nos esforçar por mudança. Na medida em que você se equilibrar com o sistema, você vai começar a senti-lo. Na medida em que você pode reduzir o seu “eu”, desta forma você se expande e estende o “nós”, e nessa área você vai sentir o equilíbrio e a harmonia de todas as forças que estão trabalhando lá na verdadeira natureza. Só então você será capaz de entender o que está acontecendo.

Não há alegria maior do que a resolução de dificuldades. Precisamente por sua inclusão num estado de equilíbrio e harmonia onde tudo é equilibrado, a Luz vem de cima e preenche todos os Kelim, e isso produz a verdadeira alegria.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 21/03/14, Escritos do Baal HaSulam

Onde O Ser Humano Começa?

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar“, Item 17: Portanto, a pessoa não deve se impressionar com o modo como a escolha foi tirada de nós, uma vez que devemos ser preenchidos e chegar ao terceiro estado, pois ela já está presente no primeiro.

O primeiro estado e o terceiro estado estão ambos em plenitude, mas no primeiro estado nós ainda não existimos, não temos conhecimento, sentimento, nem realização pessoal. Não há ser humano (Adão) criado como tal e que se destaca em sua existência. Ele ainda está, em teoria, nos discernimentos que deve adquirir.

É como uma gota de sêmen que ainda não é um ser humano. Então, onde ele começa? Nós ainda não sabemos exatamente quando um embrião no ventre de sua mãe pode ser chamado de ser humano que tem um corpo e uma vida própria. Talvez seja a partir da primeira divisão de uma célula em duas, ou talvez seja no momento em que o embrião começa a sentir. Mas isso não resolve todos os problemas. A humanidade ainda está muito longe de determinar ou definir o que significa um ser humano independente, livre. No entanto, nas primeiras fases de nossa existência no mundo do Infinito nós não existimos de forma independente.

Portanto, quando nós realmente começamos a sentir e a nos tornar nós mesmos? Foi quando descemos das árvores e evoluímos para uma criatura que é um pouco mais do que um macaco? Podemos chamar toda essa evolução histórica o processo de se tornar um ser humano? O ego simplesmente nos empurrou para frente e exigiu que nos beneficiássemos em detrimento de outros. Será que alguém realmente sabia o que estava fazendo? Se todo mundo é conduzido pelos instintos do desejo de receber, onde está o verdadeiro “nós”? Por enquanto, nós falamos de criaturas que são constantemente operadas por diferentes fatores. Sim, nós sofremos um pouco, mas a dor em si ainda não é um sinal de independência.

Na verdade, o ser humano em nós começa a se desenvolver a partir do ponto de conexão, e até um pouco na preparação para ele. Se voltarmos ao exemplo do embrião: a gota de sêmen do pai entra no útero da mãe e se adere à parede do útero e começa a se multiplicar, devido à conexão entre a mãe e o pai. Uma célula comum começa a se desenvolver entre a brancura do pai e a vermelhidão da mãe e esta é uma conexão. A brancura do pai é o Criador e a vermelhidão da mãe é o ser criado, e agora há contato entre eles.

Assim, Bina trabalha com Malchut e nós temos que aceitar esta forma de desenvolvimento. No momento em que eu posso me anular e o outro pode se anular, nós nos conectamos, ou eu posso me conectar ao grupo, e esse momento é o início do ser humano em mim.

Claro, tudo está no primeiro estado, no mundo do Infinito, e nós alcançamos tudo isso na prática, o terceiro estado. Mas o segundo estado é o estado intermediário necessário para que possamos ter o livre arbítrio, para que possamos desenvolver e compreender qual é o segredo do nosso desenvolvimento. Ao passar pela sequência destes estados nós aprendemos sobre o sistema chamado Criador, sobre Seus atributos e Suas ações. Nós aprendemos sobre a criação, que é algo que não podíamos fazer antes.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/01/14, Escritos do Baal HaSulam

Escolha Quem Vai Liderar

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Liberdade”: Mas, como vimos, é uma coisa simples, e deve ser observada por todas. Pois, embora todo mundo tenha “a sua própria fonte”, as forças são reveladas abertamente somente através do ambiente que a pessoa se encontra…

Assim os nossos sábios advertiram: “Faça um Rav para si, e compre um amigo para si”. Há também a escolha dos livros, como já mencionado, pois apenas nisso a pessoa é repreendida ou elogiada: na sua escolha do ambiente. Porém, uma vez que ela escolheu o ambiente, ela está em suas mãos, como o barro nas mãos do oleiro.

A possibilidade de escolher o ambiente certo é dada apenas para aquelas pessoas que têm o ponto no coração. Na verdade, elas agora devem se desenvolver ao grau do ser humano (Adão), semelhante (Domeh) ao Criador. São as pessoas em quem este ponto foi despertado, a raiz de sua alma, que recebem o impulso para entrar no ambiente correto. Então, elas devem decidir por si mesmas se vão fazê-lo ou não.

Esta é a liberdade de escolha entre o desejo de receber e o ponto, o “rudimento” do desejo de doar, não ele mesmo, mas o seu lado oposto. Eu posso escolher quando tenho esses dois “polos”. Como? Eu me fortaleço no ambiente correto. Por isso, quero reforçar um fator em oposição ao outro.

Mas se eu não tenho o segundo ponto, se sou apenas o desejo de receber, ele não influencia a minha “escolha”. Neste caso, eu persigo o interesse próprio como um cão que fareja algo na rua; isso é tudo.

Pergunta: Mas, ao mesmo tempo, no âmbito da educação integral, nós sugerimos que as pessoas criem um ambiente melhor para si mesmas.

Resposta: É verdade, para criar um melhor ambiente para o seu desejo de receber, mas não para o ponto no coração. De modo que a pessoa saiba que é possível melhorar a sua vida em um círculo comum, em unidade.

No entanto, todos têm o ponto no coração, que é inerente a cada desejo nesta ou naquela profundidade. Diz-se: “Todos Me conhecerão, do menor ao maior”. É por isso que ao organizar, reunir pessoas, e levar a Luz que Reforma a elas, nós forçamos o despertar deste ponto para que ele começa a “emergir”. Depois que a pessoa passa pelo método integral, ela nos diz que quer estudar a sabedoria da Cabalá. Por quê? Ela não sabe, simplesmente quer.

De qualquer forma, os grupos integrais não são um ambiente Cabalístico, porque eles não têm linha esquerda. Nós cuidamos deles como um dos nossos dependentes, ensinando-lhes bons relacionamentos, simpatia e unidade, mas sem perturbações internas do lado do egoísmo que “sente” o que está por vir. Nós falamos de um trabalho mais sério em nosso ambiente.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/12/13, Escritos do Baal HaSulam

Faça A Escolha Certa E Você Será Abençoado

Pregunta: Então, quando é que uma pessoa sai do deserto , se é tudo o desejo do Criador ?

Resposta: Nem tudo depende do Criador , pois se assim fosse, por que Ele teve que criar toda a criação ? Uma pessoa é dado um elemento chamado livre arbítrio e usando- o ser criado determina que ele é independente. Esta é a razão para toda a criação, apenas para este momento, para este discernimento. Todo o nosso trabalho é para desenvolvê-lo e tudo o resto não conta nada , já que tudo é realmente por causa do Criador. O Criador joga com diferentes condições ao nosso redor , mas tenta levantar o ser criado , de modo que ele vai ser como ele.

Assim , por um lado ,é claro que o o Criador controla cada estado . Por outro lado , o seu domínio é até um ponto em que temos de escolher . No momento em que chegar a essa linha e passar por quatro fases de desenvolvimento , uma vez que cada estado tem seu próprio HaVaYaH , tudo depende da nossa resposta , por se usamos todos os meios que nos foram dadas para crescer mais fortes com o apoio do grupo , que significa “, ele que escolhe um ambiente cada vez melhor. ”

Devemos crescer mais fortes com o apoio do grupo, para exigir que os amigos me impressionam mais, e para penetrar -los mais profundamente. Se eu fizer isso , significa que eu cumpri o meu livre arbítrio e que eu sou digno de avançar . Assim, na conexão que é alcançada entre nós, eu descubro o sistema e entendo-o, me entendo em conjunto o sistema como um todo. Até o sentimento de unidade com o sistema , na verdade eu chego mais perto do sentimento do Criador.

Ao trazer para mais perto e conectar dois opostos – todo o sistema e eu em um todo – preparo -me para sentir os seus discernimentos , que são todos chamados o Criador. É porque o Criador é sempre revelado entre dois pontos diametralmente opostos , acima deles , o conector geral a partir de dentro deles .

Eu sempre tenho o livre arbítrio ! Mas se eu não usá-lo no momento certo , a força da natureza, chamado que o plano natural de evolução ( em seu tempo ) começa a operar e organiza condições diferentes para mim. Então eu perco o livre arbítrio que eu tinha antes e eu já entro em diferentes condições. Isso significa que o Criador tenha retirado uma determinada letra, um anjo que foi enviado para mim, e colocou outra letra em vez disso, outro anjo mais difícil.

Então eu avanço de acordo com um novo padrão , em diferentes quadros . O Criador ilumina para mim um novo padrão , uma letra diferente, e então eu estou sob o domínio de uma nova providência em que eu também tenho que fazer minhas próprias escolhas livres . Isso acontece de tempos em tempos .

Eventualmente, depois de todas as letras , eu tenho que chegar a letra Bet que significa uma bênção. Isso significa que eu tenho que entender que eu preciso da força superior para trazer a paz entre nós.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala, 25/11/13 , Escritos do Rabash

Caso Contrário A Natureza Não Tem O Direito De Existir

Todas as nossas leis e ações: “Faça aos outros o que gostaria que fizessem a você”, “Ama o teu próximo como a ti mesmo”, os 613 mandamentos estão incluídos na lei comum da garantia mútua. Isso porque esta lei é de um sistema complexo, que consiste de uma infinidade de detalhes, onde cada detalhe precisa ser sua parte integrante e trabalhar para o bem de todo o sistema. Isto é o que será a sua vida. Ele só precisa basear-se em como ele beneficia todo o sistema.

Estes sistemas, onde a lei da garantia mútua opera, também existem em nosso mundo.

Lá não há a liberdade de vontade na natureza inanimada, vegetal e animal. O homem também não tem essa liberdade. Mas uma vez que subimos acima de nossa natureza egoísta e olhamos para esses sistemas naturais de uma forma real, independente do nosso ego, veremos que eles operam de acordo com a lei da garantia mútua. Caso contrário, a natureza não tem o direito de existir.

E só as pessoas cujo ponto no coração foi revelado adquirem a oportunidade de sair dessa lei comum e universal da garantia mútua, que elas observam inconscientemente, e podem alcançar o nível em que começam a observá-la com seu próprio livre-arbítrio, com seus próprios esforços. Mais tarde, toda a humanidade receberá esta oportunidade.

Assim como em um organismo humano, os sistemas de apoio à vida mais importantes, conscientemente, existem em garantia mútua, enquanto outros órgãos e células simplesmente anulam-se e observam a garantia mútua como uma lei, concordando com ela; da mesma forma, a humanidade irá gradualmente começar a implementar esta lei.

Toda a criação observa a lei da garantia mútua em toda sua extensão. Somente as pessoas despertam individualmente, gradualmente, de acordo com um processo e ordem específica, a fim de realizar a sua participação neste sistema comum, conhecido como “o corpo de Adão”,com a sua livre escolha.

Assim, não se deve pensar que o mundo carece de algum tipo de lei. Simplesmente, em relação a nós, isto se torna revelado como uma oportunidade para assumir a observância consciente da lei da garantia mútua.

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A partir da 4º parte da Lição Diária de Cabalá 15/10/10, “O Arvut (Garantia Mútua)”

Material Relacionado:
Amor Como A Lei Da Natureza
A Simples Lei da Garantia Mútua

O Mundo Infinito Da Liberdade

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa “ver o mundo espiritual”?

Resposta: Nós não conseguimos ver o mundo espiritual com os nossos olhos normais. O mundo espiritual é percebido em sensações internas.

Embora nestes sentidos nós o percebamos como algo ilimitado e infinito, isto não é determinado pelas medidas geométricas do nosso mundo, mas por nossas propriedades, nossos novos sentidos, a visão interior.

E quando nós adquirirmos estas propriedades, tudo se torna mais simples e fácil. Nós começamos a ver as forças que estão por trás de cada ação, cada objeto.

Tudo é muito preciso, claro e específico. Nós entendemos que somos todos controlados de cima e que o homem só tem uma ação livre: querer ver o mundo espiritual, a fim de identificar-se com essas ações.

Ele mesmo não executa qualquer ação; ele só se identifica com elas. Mas ele se sente livre fazendo isso, porque se eleva acima de sua natureza egoísta e, em vez de involuntariamente realizar todas as leis, como antes, ele começa a fazer isso por sua própria vontade, ele as sente e vê. E este é um caso totalmente diferente, que dá ao homem uma sensação de liberdade.

Aos poucos, ele começa a equiparar-se à força superior a tal ponto que não só a justifica, mas pede que ela execute todas as ações que essencialmente fazem parte de seu programa, antes mesmo dela pensar em executá-las. Ele é como uma criança que corre em frente ao adulto exigindo que ele faça alguma coisa.

Assim, a união completa entre o Criador e a criação ocorre.

De KabTV “Cabalá para Principiantes” 01/12/10

Um Encontro Com O Anjo Raziel

Dr. Michael LaitmanÉ fácil trabalhar em uma linha, seja a linha esquerda ou a linha direita. É mais difícil permanecer no meio e conectar essas duas linhas em uma única autoridade e permanecer lá, no meio, entre a Klipa (casca) e a Santidade. Estar no meio significa atrair tanto quanto possível a casca e adicioná-la à Santidade. Assim, você permanece constantemente sob uma autoridade e avança; você satisfaz sua autoridade e procura um novo lugar onde pode ser livre, a fim de preferir mais uma vez a Santidade. Assim, uma linha é criada por esses pontos de unidade do próprio livre-arbítrio.

Por um lado, tudo é feito pelo Criador, pela Providência privada (HaVaYaH), que desce do Alto, o que significa que ocorre internamente. A supervisão privada é o controle mais interno (a supervisão de HaVaYaH), que está mais próximo da doação. Por outro lado, a pessoa diz: “Se eu não fizer, quem fará por mim”, o que significa que ela complementa as duas linhas, adicionando todos os seus esforços à providência superior e aderindo-se a ela internamente. A linha do meio expressa adesão e doação mútua entre a pessoa e o Criador.

A pessoa entende que tudo vem do Alto, mas ainda assim anula o domínio do Criador, e diz que vai fazer o mesmo de acordo com o seu livre-arbítrio. Ela não faz isso porque está sob o domínio da providência superior, mas por sua própria vontade, por querer identificar-se com o Criador. Embora seja claro para ela que ninguém tem a chance de evitar a providência superior e fazer alguma coisa por si mesmo, ela ainda tenta cumprir o pensamento que o Criador lhe deu, como se fosse pelo seu próprio livre-arbítrio, sendo totalmente independente. Esta é a forma como ela avança.

Não é um jogo, já que o Criador concorda com sua decisão de realizar uma ação específica e dá a ela uma ilusão da vida e da morte. Não é uma piada, mas sim uma questão de vida ou morte, que é uma questão muito séria para ela. Mas a pessoa recebe esse livre-arbítrio e pode mudar o seu destino de grandes sofrimentos no caminho “em seu tempo”, para uma grande alegria no caminho do “eu vou apressá-lo”. Isso significa que ela pode mudar totalmente a sua vida inteira do pior para o melhor estado.

É através da criação de um espaço onde ela pode ser uma pessoa independente, que a pessoa estabelece a forma de Adão (ser humano), pois se ela não cria um espaço onde pode ter livre-arbítrio e acredita que tudo é gerenciado pelo Alto, e diz “obrigado Deus” para tudo como pessoas ortodoxas dizem honestamente, então não há nada que ela possa acrescentar. Ela coloca tudo sob o domínio do Criador.

Se a pessoa não é religiosa, ela age de acordo com seus instintos naturais e o Criador a maneja totalmente sem Se revelar. Mas se a pessoa não aceita qualquer uma destas opções e quer cumprir o seu livre-arbítrio, ela abre espaço para a sua própria autoridade, de acordo com o seu livre-arbítrio. Então, nessa autoridade independente ela descobre ambos os lados, bom e ruim, e estas duas autoridades colidem e lutam entre si. O papel da pessoa é organizá-los na linha média para que eles se complementem.

A conexão entre este espaço de livre-arbítrio e as forças que agem nele é que a pessoa alcança por seus esclarecimentos, análise e síntese, e se transforma na imagem de um ser humano, Adão, que em hebraico significa “semelhante ao Criador”. Esta forma humana é estabelecida de baixo para cima e é gradualmente revelada. Ao atingir esta adesão com o Criador, a pessoa descobre que a linha do meio também foi gerida pela força superior, e ela chama esta revelação de “Anjo Raziel”.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 25/10/13

A Livre Ação De Doação

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como a pessoa reconhece que está num ponto de escolha?

Resposta: Se você percebe claramente o que é melhor, isso não é uma escolha: é conhecimento. E se você não entende o que é melhor, isso também não é uma escolha, é falta de conhecimento.

A escolha é possível quando você vê dois componentes iguais a sua frente, mas é impossível resolver qualquer coisa com eles ao preferir um sobre o outro. Você vê que tanto o desejo de receber como o desejo de doar são igualmente necessários, você não pode passar sem nenhum deles. Você está bem no meio deles e está confiante de que deve usar ambos.

Afinal de contas, como eu posso doar se não uso o meu egoísmo? Eu posso realizar algumas ações só devido ao meu desejo de desfrutar. No entanto, como eu posso doar se não uso o desejo de doar? É impossível agir sem qualquer um desses desejos. Então, como vamos usá-los juntos?

Eu preciso primeiro construir a atitude de amor para com aquele a quem esta ação é direcionada. Na medida do meu amor, eu vou sentir o seu desejo, aceitá-lo e torná-lo meu, e vou ser capaz de usar os meus dois desejos, duas forças, a fim de preencher o seu desejo em mim, como uma mãe preenche um embrião (Ubar) em seu ventre. Então eu o torno mais externo a mim, e isso é chamado de “alimentação” (Yenika) ou um estado grande (Gadlut).

Esta é a forma como esses estados são construídos devido a uma terceira força que os elucida. Então, onde está essa terceira força? É aquele a quem eu gostaria de doar.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 19/10/10, Escritos do Baal HaSulam