Textos na Categoria 'Globalização'

A Crise Do Egoísmo

182.02Comentário: O conhecido romance 1984 de George Orwell fala sobre a utopia da ideia do comunismo na Rússia. Os comunistas não compreendiam que era impossível mudar a natureza humana e dominar o pensamento das pessoas.

Minha Resposta: Devo dizer que Karl Marx escreveu suas obras de acordo com os princípios Cabalísticos, mas ele foi mal compreendido.

Primeiro precisamos chegar a tal estado onde extraímos energia altruísta da natureza, e então podemos nos reconstruir. Será lucrativo para nós, será bom para nós.

Hoje estamos em um estado em que o mundo inteiro começa a descobrir uma crise universal em tudo o que uma pessoa faz, ou seja, uma crise de egoísmo. O ego se esgotou. Não tenho mais nada para perseguir, não quero mais nada. Quero me esquecer e não pensar em nada. É isso! Este é o estado mais pacífico porque a humanidade começa a sentir o vazio. A depressão ocupa o primeiro lugar no mundo em sua ocorrência.

Então o que acontece? Chegamos a um estado em que o egoísmo está se matando e ainda precisamos entender para onde estamos indo. As famílias estão se separando. O terror está florescendo. Vemos um emaranhado de contradições. A humanidade está se aproximando de algum tipo de barreira. Portanto, é necessária uma consciência absoluta e plena do mal de nosso egoísmo.

De KabTV, “Close up. Gene do Altruísmo”, 19/09/10

A Empatia Ajuda Na Correção

560Pergunta: Qualquer pessoa no mundo sentada em casa pode ver na TV ou na tela do computador como a guerra está acontecendo. Isso é bom do ponto de vista do desenvolvimento espiritual?

Resposta: Eu acho que isso é bom porque ajuda a pessoa a ser um participante direto de todos os eventos e, como resultado, procurar ter sua influência no curso dos eventos e no seu resultado.

Em geral, a empatia ajuda na correção.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 01/03/22

A Vida Não É Um Conjunto Aleatório De Eventos

760.2Pergunta: O que está acontecendo no mundo pode ser chamado de teatro do absurdo. Mas a humanidade não compreende a ideia do produtor principal. O que é ele de acordo com a Cabalá?

Resposta: O produtor principal é, de fato, a natureza que nos controla.

Ao estudar a natureza, especialmente a cibernética, a biocibernética, os sistemas globais e a geosfera da Terra, vemos que tudo está interligado e está em algum tipo de plano de desenvolvimento.

Além disso, esse plano diretor é dividido em subpartes, que, por sua vez, são coordenadas entre si. Nada acontece em vão, tudo é predeterminado.

Mesmo que não conheçamos esse plano, ele ainda existe. Exatamente como antes não podíamos prever o tempo com antecedência de uma semana ou um mês, mas hoje podemos. É a mesma coisa com o nosso estudo, praticamente não fazemos correções em nada, apenas revelamos que esse programa existe no mundo.

A vida não é um conjunto aleatório de eventos. Vemos isso em todas as nossas pesquisas. Portanto, surge a pergunta: “Se sim, então eu, como a coroa da natureza, certamente tenho algum propósito. A natureza não me criou em vão. Se há grande sabedoria, desenvolvimento causal e assim por diante em cada pequena partícula, em cada átomo e molécula, qual é o meu desenvolvimento causal? Que resultado é esse que eu tenho que chegar”?

Tais questões, por um lado, nos levam a um beco sem saída. Por outro lado, precisamos entendê-las; caso contrário, não há sentido em viver. Esta é a nossa geração onde as pessoas começam a sentir que é necessário revelar este plano porque sem perseguir algo e sem qualquer perspectiva a vida simplesmente esvazia e priva uma pessoa do desejo de viver.

De KabTV, “Close-Up, Teatro do Absurdo”, 18/07/10

Crime E Punição

278.02Pergunta: Por que todo o sistema de nossas atividades da vida diária é baseado em punição? Por exemplo, as regras de trânsito são construídas de tal forma que se uma pessoa cruzar alguma linha, ela deve ser punida.

Resposta: Nosso egoísmo não entende nada de outra forma. De que outra forma ele pode entender o que está acontecendo? Se não for punido, não saberá onde estão seus limites e fará o que puder para se machucar ainda mais.

Comentário: Mas se mandarmos pessoas para as prisões, elas se tornam pessoas ainda piores lá.

Minha Resposta: De acordo com a Torá, não deveria haver prisões. Não existe punição como prisão. Os judeus nunca as tiveram. Todos os países tinham punições diferentes, mas os judeus não. Eles só tinham a reeducação compulsória, não detenção ou deportação para lugares remotos. Isso não vai melhorar as coisas. Podemos ver isso.

Uma pessoa não deve ser isolada da sociedade. Se a sociedade pode corrigir tudo, por que isolar uma pessoa?! É por isso que nunca tivemos isso. Somente as nações que não conhecem a sabedoria da Cabalá e o que está acontecendo com a humanidade e com o mundo tiveram isso.

Pergunta: Como as pessoas eram punidas na Judeia antes?

Resposta: Elas não eram punidas! Havia seis cidades de refúgio no país (Arei Miklat), onde aqueles que cometiam homicídio involuntário poderiam fugir da vingança. Em princípio, ninguém iria se vingar deles porque as pessoas de então viviam de acordo com as leis espirituais.

Nas cidades de refúgio tudo era como nas cidades comuns. Havia o que se chama de “lavagem cerebral” intensa, que significa educação intensa realizada com eles.

Pergunta: Então, de onde veio a prisão como tal?

Resposta: Para o egoísmo, a prisão, no sentido literal da palavra, é o castigo mais fácil que pode existir. Acabamos de nos livrar de uma pessoa. Basicamente, é como a morte, mas muito mais doce.

Digamos que você executasse um criminoso, mas qual é a utilidade disso? Aqui, porém, ele está sozinho, morrendo aos poucos, percebendo o que você fez com ele. Ou seja, a sociedade trata as pessoas com uma crueldade especial.

Mais importante ainda, prisão não é correção. Portanto, não deve haver tal condição. As pessoas saem da prisão como pecadoras e monstros ainda maiores do que quando entraram.

Isso se deve ao fato de que, por um lado, elas são libertadas da prisão de acordo com o tempo de reclusão, e não de acordo com a vontade de uma pessoa de estar na sociedade. Afinal, o que importa a pena de prisão? Se uma pessoa melhorou depois de um ano, deixe-a voltar à liberdade. Se ela não melhorou em dez anos, não a liberte em nenhum caso, ela só fará mal. O que a prisão dá? Bem, ela cumpriu formalmente sua sentença. É feio, é estúpido e não faz nenhum sentido.

Digamos que um juiz proferir uma sentença, então o que acontece? Se eu fosse condenado à prisão, a punição deveria me purificar, me corrigir de alguma forma. Se eu saí depois de algum tempo e não me corrigi, e fiz algo de novo, o que você quer de mim? Coloque o promotor e o juiz na cadeia! Foram eles que me deram esse tipo de correção que não deu certo.

Eu sou apenas um ser humano. Significa que fui detido injustamente, mandado embora para algum lugar, e algo foi feito comigo. Erroneamente! Portanto, aqueles que me atribuíram esse tipo de punição deveriam ser presos. A punição deve ser uma correção! E não há nada disso.

Do ponto de vista das leis espirituais, nosso mundo é totalmente pequeno e completamente irracional.

Não deve haver punição, deve haver correção. A punição é que uma pessoa cometeu um crime. Este é o seu castigo. Agora ela deve alcançar um nível corrigido diante de si mesma, da sociedade e de tudo.

Pergunta: A sociedade do futuro será uma sociedade sem prisões?

Resposta: Sem dúvida! Sem nenhuma prisão. Qual é o sentido de manter as pessoas nelas se elas não corrigem uma pessoa?

Da Palestra, “Recebi uma ligação. Crime e Punição”, 21/01/14

Para Onde Foram As Perspectivas Rosadas?

531.03Pergunta: O Teatro do Absurdo ou drama absurdo surgiu como um conceito no século XX. Nas peças absurdas, o mundo é apresentado como algo existente sem sentido ou lógica e nossas ações ou palavras ditas não levam a nada.

Existe muita sobreposição entre o teatro absurdo e nossa vida?

Resposta: Muito provavelmente, é por isso que nasceu a ideia de retratar o que está acontecendo em nosso mundo no palco. O teatro de alguma forma reflete nossos pensamentos sobre o mundo, nossas aspirações, decepções e esperanças.

O século XX é caracterizado por isso. Em meados do século XX, a humanidade começou a sentir que estava entrando em algum tipo de período de existência sem sentido. Surgiu o Clube de Roma, depois o Clube de Budapeste, e assim por diante.

Cientistas, cientistas sociais e cientistas políticos começaram a perceber que o mundo está perdendo sua perspectiva rosada que as pessoas tinham. Eles sempre tentaram imaginar um futuro mais feliz, melhor e mais fácil.

Se eles não estavam interessados na realização espiritual, pelo menos estavam interessados na realização material. As pessoas tinham alguns interesses artísticos e culturais. Elas tentavam ou esperavam mudar a ordem social, para salvaguardar seu futuro e velhice.

Em outras palavras, elas tinham algumas necessidades desta vida, deste mundo. Elas acreditavam que um dia seriam realizadas e, o mais importante, seriam felizes como resultado.

Enquanto o egoísmo estava em constante crescimento, elas estavam constantemente tentando satisfazê-lo. Então, elas corriam como um cachorro atrás do rabo. Mas agora, as perspectivas rosadas se foram. O rabo desapareceu do campo de visão do cão, ele não sabe mais para onde correr, está confuso – esta é a nossa humanidade, este é o nosso estado atual.

De KabTV, “Close-Up. Teatro do Absurdo”

Punição Não É O Que Pensamos

627.2Pergunta: Hoje todos estão exigindo punição; este grito vem de todos os lados. O que realmente é punição?

Resposta: Eu não acho que haja um entendimento de punição em nosso mundo, como as pessoas pensam. Não existe tal coisa.

Acredito que uma pessoa deve alcançar tal estado de empatia, empatia crítica, de modo que todas as suas aspirações e orações sejam apenas para se tornar semelhante ao Criador. Com relação a essa semelhança, ela se mediria. E a revelação da diferença do Criador causaria nela um estado de arrependimento, e somente isso ela gostaria de destruir.

Pergunta: Então a punição é que eu não me aproximo da equivalência de forma com o Criador? Que não estou indo nessa direção? Essa é a punição?

Resposta: Sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 07/03/22

Preencha O Vazio Com Conteúdo

961.2De acordo com o projeto da criação, as pessoas constantemente desempenham alguns papéis sem perceber. O homem segue automaticamente o que a natureza evoca nele.

Este tem sido o caso ao longo da história, e este paradigma está terminando hoje. Hoje temos que entrar em um estágio de desenvolvimento completamente diferente e começar a avançar percebendo, compreendendo e envolvendo-se neste processo. É aqui que está o problema.

Ao receber tais chamados da natureza, isto é, vazio, eu mesmo devo preenchê-lo com conteúdo, por que estou fazendo isso, em nome de quê? Eu devo revelar todos os planos da natureza, talvez concordar com eles, talvez não, mas explorá-los e agir de acordo.

Hoje a natureza exige que eu intervenha conscientemente, participe e faça parceria com ela. Acontece que eu não sei o que fazer. Eu tenho que lidar com isso de alguma forma.

É por isso que a ciência da Cabalá está sendo revelada agora; ela explica o programa da natureza para nós: o fluxo predeterminado de toda matéria, informação e energia em um vasto espaço ao nosso redor que não entendemos e ainda não sabemos com o que está preenchido. Ainda temos que revelar isso.

De KabTV, “Close-Up. Teatro do Absurdo”, 18/07/10

Quanto Mais Você Sabe, Mais Você Duvida

592.04Pergunta: Os psicólogos dizem que o sentimento de nosso próprio poder nos torna mais determinados e nos permite tomar decisões de forma autônoma. Você concorda com isso?

Resposta: Não. Quanto mais alto alguém está em suas realizações científicas, mais duvida, mais faz todo tipo de perguntas, tem muitos conceitos que não consegue conectar uns com os outros de forma alguma e não está confiante em si mesmo.

Se ele está confiante em si mesmo, não é um verdadeiro pesquisador, não é um verdadeiro cientista e especialista. Quanto mais alguém sabe, mais ele duvida.

Comentário: As pessoas investidas de poder têm menos dúvidas sobre a correção de suas ações, mesmo que condenem outras pela mesma ação.

Minha Resposta: Sim, isso está correto. O poder destrói tudo o que há de lógico em nós. Poder é supressão, poder é controle.

Se eu tenho poder sobre alguém, esse alguém não tem livre-arbítrio nem liberdade de pensamento. Não é mais possível pedir conselhos a ele, ele não tem dúvidas porque é obrigado a me obedecer.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 22/03/22

Governado Pelo Egoísmo

115.06Pergunta: Os psicólogos dizem que as pessoas dotadas de poder pronunciaram tirania, teimosia e desequilíbrio mental. Os cientistas descobriram que o poder muda a estrutura do indivíduo e até mesmo seu cérebro. Você concorda com isso?

Resposta: Concordo totalmente. O fato é que todos nós estamos dispostos de tal forma que estamos entre duas forças da natureza (recepção e doação, pressão e libertação), que devem estar constantemente em equilíbrio.

Toda a natureza consiste em duas forças opostas e, seja qual for a maneira que elas se revelam, elas devem ser equilibradas. Somente neste estado podemos alcançar resultados corretos. Precisamos das duas forças. Não há escuridão sem luz e não há luz sem escuridão.

Devemos escolher o meio-termo dourado em tudo. Se uma pessoa perde a oportunidade de manter isso e recebe a permissividade: faça o que quiser sem limites, então a desfiguraremos. Ela não vai crescer para ser o que precisa ser. Ela deve necessariamente estar dentro de uma estrutura e sentir que lhe é dada a oportunidade de agir em uma faixa estreita, no equilíbrio de duas forças.

Um animal não tem problemas a este respeito. Ele entende o que precisa e não come demais, bebe demais ou dorme demais. Ele faz o que seu corpo exige. O organismo no estado animal sempre exige as coisas mais normais e racionais.

Não é assim em uma pessoa. O problema é que uma pessoa é sempre governada por seu egoísmo.

Pergunta: Como isso se encaixa com o que Baal HaSulam escreve: É necessário dar liberdade ao indivíduo?

Resposta: A liberdade do indivíduo está justamente no fato de que não o forçamos, mas o ensinamos. Na medida desse aprendizado, ele ganha liberdade, sabe se restringir corretamente, como se limitar e como fazer de si um homem.

Ou seja, a liberdade é uma restrição consciente do próprio egoísmo, quando a pessoa entende como deve se educar, ou seja, estar “acima de si” e de “acima de si mesma” para controlar sua natureza animal.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 22/03/22

O Mecanismo De Governo No Israel Antigo

570Pergunta: Dizem que existe um paradoxo do poder: assim que o ganhamos, perdemos algumas habilidades. Digamos que os empáticos se tornam insensíveis, pessoas honestas se tornam ladrões e profissionais se tornam incompetentes. Mesmo estando no poder por apenas quatro ou cinco anos já é muito. Por exemplo, na Roma e na Grécia antigas, os governadores eram trocados todos os anos.

Como era tratado no Israel antigo? Havia alguma restrição aos que estão no poder?

Resposta: No antigo Israel, isso estava em constante mudança. Uma pessoa não podia estar no poder se não provasse aos outros que usava o poder corretamente e que era moral e mentalmente superior aos outros. Portanto, seu trabalho era demonstrar suas habilidades superiores o tempo todo.

Por exemplo, um rei tinha que ensinar, ser juiz, emitir decretos e justificá-los perante a assembleia. E a assembleia consistia de 120 sábios que não o obedeciam simplesmente; eles se opunham e votavam livremente “a favor” ou “contra”. Tudo isso era muito complicado.

Além disso, havia uma limitação de poder tanto ao longo dos anos quanto em diversas áreas.

De KabTV, “Estados Espirituais”, 22/03/22