Textos na Categoria 'Formação Integral'

Veja-se De Fora

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que filmemos uma classe de educação integral. Será que os instrutores, assistirão a si mesmos no trabalho?

Resposta: Eu acho que isso é o que mais importa, o instrumento principal. É por isso que nós introduzimos a gravação de vídeo em toda parte. Quando uma pessoa olha para si mesma de fora, é muito mais fácil para ela ver seus “pontos cegos”, as falhas em seu comportamento, que ela geralmente não consegue perceber.

Comentário: Mas nós devemos tratar isso com cuidado.

Resposta: Como regra geral, nós não costumamos apontar diretamente para o “ponto cego”. Isso não funciona, pois só pode quebrar a pessoa. Nós temos que levar a pessoa à percepção de que ela deve subir acima de si mesma (fazê-lo por conta própria, de forma independente), mas também fazê-lo com a ajuda de outros, extraindo o exemplo deles, sempre sentindo que está debaixo deles.

Neste caso, não há professor e estudante. Aqui, o estudante pode parecer maior do que o professor aos olhos do professor. Na realidade, o professor vai sempre sentir como ele é menor do que os alunos. Todo aquele que realmente está um grau mais elevado do que os outros vai sentir como é menor do que os outros. E isso vai ajudá-lo a elevr-se e ser maior. Assim, aqui o egoísmo trabalha para nós, ele começa a nos ajudar.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 27/02/12

O Método Para Revelar O “Ponto Cego”

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando especialistas trabalham com pessoas, eles frequentemente encontram qualidades numa pessoa que é óbvia para todos, mas que a própria pessoa não percebe que as tem. Em psicologia, este fenômeno é referido como um “ponto cego”. Essas qualidades podem ser discutidas e reveladas para as pessoas nos grupos de educação integral?

Resposta: Isto não vai funcionar. Você só pode falar sobre isto de uma forma totalmente indireta, dizendo que todos nós experimentamos este estado, e não você ou eu.

Está escrito em todos os artigos sobre educação integral, que durante o processo de transição de um estado egoísta para um estado altruísta, nós começamos a entender, perceber e compreender que há coisas que atualmente não percebemos, certos “pontos cegos” peculiares. Mas eles realmente existem. As pessoas à nossa volta os vêem em nós; elas entendem que, até agora, não percebemos que nós existimos nestes “pontos cegos”. É como se uma grande luz estivesse me cegando e eu não fosse capaz de ver nada, mas os outros pudessem ver muito bem a mim e tudo à minha volta.

Geralmente, a pessoa sempre existe num estado como este, mas nós só podemos falar disso de acordo com o nível da pessoa. Não podemos apontar diretamente para esse “ponto cego”, mas podemos guiá-la indiretamente a este estado, levando-a a uma rota alternativa. Mas nunca diretamente, isso não vai funcionar; pelo contrário, só vai piorar o estado.

Ela deve perceber isto através dos outros, indiretamente, e experimentá-lo. Primeiro, ela deve encontrar os sentimentos necessários para este estado. Ela precisa aprender que não entende coisa alguma aqui, que há algo que ela não sente, e isso precisa doer.

Uma vez que isto começar a doer dentro dela, ela vai se sentir decepcionada, como se não entendesse coisa alguma, estivesse desorientada, e visse que algo está acontecendo em outras pessoas e ainda não está acontecendo nela; em outras palavras, ela deve começar a sentir inveja, ciúmes e orgulho. São esses sentimentos que normalmente a cegam, não a deixam ver. Todo mundo tem esses estados. Eles acompanham as pessoas até a completa correção. Sempre!

Mas nós devemos entender que esses “pontos cegos” são os estados que devemos corrigir. Este “ponto cego” deve sempre nos guiar para frente como a luz de uma lanterna. É por isso que o grupo e todos devem de alguma forma usar suas qualidades, atitudes e relacionamentos para descrever-me a sensação do “ponto cego”, que eu falho em perceber em mim, e o fato de que estou cego pelo meu orgulho, meu egoísmo tolo e minha limitação, e é aqui que eu tenho que me elevar acima de mim mesmo.

Este é um método muito complicado. Nós falaremos sobre isso no futuro e discutiremos as diferentes abordagens e soluções para ele. Nós temos que ajudar cada pessoa e toda a humanidade a ver este “ponto cego” diante deles. Em outras palavras, devemos ajudar a todos a perceber que esta “área ainda não ativada de compreensão” é o seu próximo grau; é através da compreensão do mal, da compreensão do bem, que você começa a perceber a bondade por trás do mal.

Mas, em geral, o “ponto cego” é simplesmente o nosso egoísmo óbvio, que não nos permite sentir que estamos nele. Acreditamos que tudo é normal e certo, e não sentimos que parecemos tolos e limitados aos olhos dos outros. Se nós estivéssemos sentindo isto, estaríamos ardendo de inveja, ciúme e orgulho, que nos forçaria a sair do egoísmo.

É por isso que devemos explicar com muito cuidado a uma pessoa o método complacente de revelar o seu “ponto cego”.

Da “Discussão sobre Educação Integral” 27/02/12

Uma Transição Verdadeira

Dr. Michael LaitmanPergunta: Que parte da população precisa participar da educação integral, a fim de mudar a consciência de toda a sociedade?

Resposta: Eu acho que quando 20 a 30% da população se inspirar com a ideia anticrise – eu a chamaria inclusive de ideia da nossa salvação de um estado crítico – isso automaticamente se espalhará para os outros, que também vão se interessar, entender e compreender a necessidade de estudar o método integral. Além disso, à medida que as empresas e a demanda por determinados serviços continuarem a cair como consequência do esgotamento das capacidades materiais da população, as pessoas vão entender que realmente precisam pensar em certa transição.

Se houver um sério trabalho explicativo na população com relação à crise, suas causas, curso e consequências, e as formas de resolvê-la em escala local, regional e mundial, as pessoas vão realmente escutar. É por isso que, quando for oferecido às pessoas um método de educação integral como um meio para sair da crise, as pessoas vão leva-lo bastante a sério.

É necessário organizar discussões interessantes, convidar pessoas com pontos de vista diretamente opostos, onde elas vão tentar descobrir coisas durante o debate.

De KabTV “Cidade Experimental – Solução para a Crise” 02/03/12

Peculiaridades Da Percepção

Dr. Michael LaitmanPergunta: Suponha que um professor cai em seu “ponto cego” e não percebe que revela seu poder sobre as pessoas e começa a abusar dele. Neste caso, devemos esperar pacientemente que estes estados passem ou devemos limitá-lo?

Resposta: Quando isso acontece num grupo psicológico normal, não devemos impedi-lo, em vez disso, devemos trabalhar com ele como com qualquer outra pessoa. Mas se estamos num grupo avançado, que já está além das simples relações e atitudes egoístas, então temos que entender que o professor pode aparecer como um egoísta, uma pessoa muito estranha, mal-humorada e ditatorial. Ele pode aparecer dessa forma para os alunos, porque ele realmente está num nível elevado, e é por isso que ele se comporta dessa maneira. Está escrito: “Não julgue seu amigo antes de alcançar seu nível”.

É por isso que devemos sempre entender que quando se trata de amigos, é fácil de responder, já que podemos mais ou menos entender seus estados. Mas quando se trata do professor, não podemos compreender seus estados; ele pode parecer egoísta, ditatorial, mal-humorado, e voluntarioso. É possível que os estados só apareçam desta forma para nós porque seu nível é maior que o nosso, e nós não percebemos adequadamente cada estado subsequente.

Da “Discussão sobre a Educação Integral” 27/02/12

O Critério Do Sucesso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando uma pessoa estuda de acordo com o método integral, como ela pode depois avaliar se os seus estudos foram bem sucedidos?

Resposta: Se a pessoa foi capaz de estar em contato constante com seu ambiente, seja ele virtual ou físico, e se esse contato lhe serviu como forma de sair de si mesma em direção à sensação e o sentimento comum, o pensamento e o movimento comum, na busca da meta e da análise, então seu tempo definitivamente não foi em vão. Em outras palavras, sair de si mesmo para “fora de si mesmo” deve ser uma aspiração constante, o movimento da pessoa. Assim, a vida será diferente.

Da Palestra Introdutória “Para Ser um Homem, o Futuro da Educação” 27/02/ 12

Andando Com A Natureza

Dr. Michael LaitmanÉ impossível resolver os problemas da sociedade moderna sem a educação, a qual ensinará a pessoa a viver num mundo integral, ajudará a reconstruir as conexões que perdemos com nossos filhos, nosso cônjuge, o chefe no trabalho, as autoridades, o mundo e toda a natureza, incluindo os animais de estimação em casa. A pessoa deve aprender a estabelecer laços externos, o que significa que deve aprender a sair de si mesma e começar a se conectar com alguém de fora, mesmo com o seu gato de estimação.

Nosso futuro depende de como aprendemos a estabelecer as conexões certas entre nós, de modo que todos, ao manter sua singularidade, aprendam a expressar-se na sociedade. Primeiro temos que parar de culpar a vida e reclamar do que está acontecendo. Todos os fenômenos negativos na sociedade e na família, que assistimos nos dias de hoje, são resultado do nosso desenvolvimento. Nós devemos parar, fazer um corte na situação atual e estudá-la cuidadosamente, levando em conta todas as estatísticas.

Depois, devemos estudar a história que nos trouxe a esta situação. A partir deste momento, aprendendo sobre os acontecimentos que levaram a este ponto e examinando as estatísticas sobre o estado atual, vamos continuar a estudar a tendência futura. Nós temos que entender que esse desenvolvimento vai ocorrer de uma forma ou de outra, quer gostemos ou não. Se resistirmos, a natureza vai nos forçar a seguir esta trilha. Mas, se aspiramos a este desenvolvimento por nós mesmos, vamos avançar de forma rápida, fácil e agradável.

A tendência natural do desenvolvimento é a conexão geral, a integralidade mundial. Portanto, nós temos que aprender a nos adaptar por nós mesmos a todos os eventos futuros que nos levam a tal conexão integral, a fim de passar por eles de forma fácil e com sabedoria. Da mesma forma que preparamos as crianças para a vida, temos que nos preparar agora para a nova vida futura. Isso envolve todos os aspectos da nossa vida, as relações na família, com nosso cônjuge, com as crianças, e com o mundo inteiro. Desejo-lhes toda a sorte!

Da “Discussão sobre uma Nova Vida ” # 19, 2/02/12

A Extraordinária Leveza Do Ser

Dr. Michael LaitmanO divórcio tornou-se muito comum hoje em dia. Há um aumento no número de casais divorciados recentemente e sua idade está caindo. Alguns casais se divorciam nos primeiros anos de casamento. Há uma teoria de que o casamento pode estar acabando. Afinal, a vida é cheia de tentações e é muito difícil viver com a mesma pessoa uma vida inteira.

Uma mulher que tem uma família e filhos, de repente sente que não ama mais seu marido. Ele pode ser um bom marido e bom pai, mas não importa, ela simplesmente não o ama. Há um novo fenômeno natural que é comum entre muitas mulheres que, de repente, perdem o sentimento de dependência interna e conexão com seu marido.

Isso nunca foi típico das mulheres. Uma mulher que vivia com o marido sempre se acostumava a ele e sentia que pertencia a ele. De repente, tudo isso se foi. Este é o resultado natural do nosso desenvolvimento. Não devemos culpar as mulheres se este é um fenômeno natural. Primeiro temos que estudar o fenômeno e ver o que fazer em relação a isso.

Isso é resultado do nosso desenvolvimento: nós deixamos o nível animal e subimos ao nível humano (Adão), que se assemelha (Domeh, em hebraico) à Natureza global. Uma vez que agora temos que nos conectar com esta Natureza geral, com toda a humanidade, isso quebra as nossas conexões pessoais. A Natureza quer “abrir nossos olhos”, para nos tirar do quadro familiar para que possamos voltar a ele mais tarde, porém num nível diferente.

Todo mundo se lembra da sensação de estar apaixonado, das emoções fortes e incomuns, do entusiasmo, da inspiração e da plenitude, pelos quais vale a pena estar juntos e construir uma família. Porém, com o tempo, esse sentimento desaparece. Então, por que naturalmente nos apaixonamos, e mais tarde isso desaparece, obrigando-nos a olhar para isso todas as nossas vidas?

A Natureza quer que alcancemos o amor verdadeiro e rompamos o amor egoísta animal que não dura. Nós temos que mudar a atração instintiva pelo sexo oposto, causada pela paixão natural e os hormônios, para uma conexão mais proposital.

A conexão normal é formada porque estamos vivendo pelos filhos ou por uma casa compartilhada. Além disso, é conveniente estar juntos, já que podemos ajudar uns aos outros e apoiar-nos mutuamente quando envelhecermos. Mas hoje nós temos que encontrar uma maior conexão interna. É impossível manter uma pessoa nos quadros antigos: ela pode jogar fora tudo e ir embora. Os filhos crescem e saem de casa e não há nada que nos mantenha juntos; por isso nós dividimos tudo o que temos e nos divorciamos. Vemos isso em toda parte.

A fim de manter a unidade familiar, nós precisamos de um motivo mais sublime. É assim que temos que alcançar a paz e a compreensão em todo o mundo, uma vez que não sobreviveremos de outra forma. Mas quando nos conectamos com o mundo todo, porque não temos escolha, de repente descobrimos que o lucro principal não é o sucesso econômico! Ele foi apenas a desculpa para nos forçar a construir melhores conexões.

De repente, nós realmente descobrimos que há um sentimento totalmente novo nessa conexão, que nos desprende da vida corpórea. Nós sentimos uma vida mais plena, mais espiritual. De repente, nós descobrimos uma satisfação que não sentimos em toda a nossa vida. Nós simplesmente flutuamos no ar, sentindo a extraordinária leveza do ser sem sentir a morte.

Antes, eu tinha que me conectar sob as pressões da Natureza, que definia a condição: “Você se conecta ou aqui será seu local de sepultamento”. Porém, depois eu me surpreendia ao descobrir que essas relações são totalmente diferentes. Eu simplesmente não podia imaginar que isso daria uma maior satisfação, acima de toda essa vida.

Não importa o quanto você diga a uma pessoa sobre isso, ela não vai entender. Portanto, a Natureza nos empurra por trás pelo sofrimento, obrigando-nos a conectar antes de nos destruir. Nós nos conectamos porque não temos escolha, exceto descobrir no final a beleza nessa conexão.

A mesma coisa acontece na família. Agora, nós nos odiamos e não queremos estar juntos; queremos nos divorciar. Mas se cada um de nós descobre no mundo a falta de amor, a necessidade e o desejo de amar, e se cada um de nós entende que satisfação sublime o amor traz, nós vamos querer ter essas relações em nossa família. Nós vamos voltar para a família depois que aprendermos a amar o mundo inteiro! Então, vamos querer chegar a uma conexão interna e pessoal com o cônjuge.

Portanto, não importa que nos tornemos velhos após vários anos e não sejamos tão atraentes quanto antes. Não vamos nem prestar atenção nisso. Vamos sentir o primeiro amor, mas de uma forma totalmente diferente, e só depois aprenderemos a construir relações internas, conectando-nos com o mundo inteiro.

Da “Discussão sobre uma Vida Nova” # 19, 02/02/12

Ser O Meu Próprio Instrutor

Dr. Michael LaitmanNós esperamos que gradualmente alcancemos um nível de concordância na sociedade (no Estado), e entre as pessoas, quando elas começarem a entender que ninguém pode mudá-las, exceto elas mesmas, e que não serão capazes de mudar o mundo sem mudar a si mesmas; que o mundo é a percepção da pessoa, o seu próprio reflexo, e é por isso que é necessário jogar como se estivesse no futuro, de modo que este futuro se torne o presente. Como Kozma Prutkov disse uma vez: “Se você quer ser feliz, seja feliz”. Em geral é assim que é.

É por isso que um instrutor deve ser também um tipo de psicoterapeuta. Ele deve entender as pessoas muito bem e saber tudo sobre isso. Os instrutores devem concluir cursos e terem muita experiência. Eles precisam estudar fórmulas exatas de comportamento, mudança e reações humanas. Em outras palavras, o fundamento da sua experiência deve conter cenários específicos com entradas e saídas apropriadas. Eles devem entender o que estão fazendo com as pessoas e os tipos de reações que as pessoas podem ter, e precisam saber exatamente o que precisam para alcançar a saída.

Além disso, ao trabalhar com um grupo de adultos, também temos que transformá-los em instrutores enquanto trabalhamos com eles, porque cada pessoa, em geral, é seu próprio instrutor. E quando ela interage com os outros, verifica-se que todos estão instruindo uns aos outros. Em outras palavras, este trabalho tem dois lados, é o trabalho da parceria entre todas as pessoas.

E mesmo que no início haja instrutores, educadores, professores e metodólogos trabalhando com o grupo, o grupo recebe todo o método deles, toda a cadeia de mudanças que deve experimentar, todo o programa, todas as leis exatas de comportamento, as leis de influência e de permuta entre si. No final, todos no grupo chegam a um ponto em que podem aplicar este método em si e nos outros, e ativamente interagir com o restante, tendo compreensão exata de como se transformar sob a influência do grupo.

Em outras palavras, quando uma pessoa termina em qualquer cenário, ou até mesmo num cenário ocasional, ela sente exatamente como se comportar e corrigir esta situação para que ela possa influenciá-lo e fazê-lo ter uma influência correta sobre ela. Desta forma, ela sempre será capaz de trabalhar corretamente com o ambiente e, simultaneamente, torná-lo um instrumento para si e para o grupo que ela influencia.

Da “Conversa sobre Educação Integral” 27/02/12

Ensine Mas Não Quebre

Dr. Michael LaitmanQuando eu estou incluído na sociedade, eu quero doar a todas as outras almas todos os desejos que estão fora de mim. Mas o que eu posso doar a elas? Então Eu (I) recebo uma Luz muito grande do Criador, a Luz de Ein Sof (Infinito) (∞) que passa através de mim para os outros.

No final, cada um de nós se torna semelhante ao Criador em sua relação com os outros -Aquele que doa, que se sente todos e os preenche.

Ao mesmo tempo, nós somos todos diferentes e ninguém pode tomar o lugar do outro. Todo mundo tem suas próprias habilidades especiais que lhe permitem se juntar a outros e dar-lhes algo que só ele pode dar. É essa capacidade que torna uma pessoa semelhante ao Criador em sua atitude para com os outros.

A sabedoria da Cabalá nos diz que uma pessoa não deve ser pressionada ou oprimida. A educação deve ser gratuita: nós ensinamos às pessoas a garantia mútua, as conexões mútuas, a ajuda e satisfação mútua, mas sem coerção. Se ordenarmos a uma pessoa qualquer outra coisa que não isso, vamos privá-la da capacidade de se conectar com os outros corretamente e trazer sua contribuição única em benefício de todos. Ela não será capaz de ser como o Criador em sua atitude para com o mundo e não será capaz de elevar-se ao nível do Criador, ao nível Daquele que doa.

“Doação” é quando eu recebo do Criador e passo através de mim a Luz que serve aos outros. A fim de permitir que uma pessoa faça isso, nós temos que lhe dar a educação correta, sem qualquer pressão ou opressão, de acordo com o princípio: “Educar a criança a sua própria maneira”. Em outras palavras, desenvolva seus atributos, mas não pressione, obrigue ou quebre.

Este é um método especial e nós temos que aprender a usá-lo. Se nós educarmos nossos filhos dessa maneira, eles se tornarão pessoas íntegras e bem sucedidas. Isso porque nós vamos ensiná-los a se conectar facilmente com os outros e, assim, proporcionar-lhes os meios para se aproximar da Luz. Graças a isso será mais fácil para eles identificar a força geral que está oculta  na natureza. Esta é a singularidade de nossa educação.

A uma pessoa nesse mundo falta-lhe apenas uma coisa: saber como se conectar com as outras pessoas. Ao aprender como se conectar, ela vai, sem dúvida, ter sucesso em tudo. Esta é a correção do mundo. Todas as nossas outras negociações são apenas mentiras. Nós nos confundimos com sucessos imaginários, após os quais há sempre decepções, e as crises e os nossos problemas só continuam a crescer.

Da Convenção no Brasil 5/05/12, Lição 4

A Solução Encontra-se Na Educação Das Mulheres?

Dr. Michael LaitmanOpinião (Ashok Gadgil,Diretor da Divisão de Tecnologias em Energia Ambiental do Laboratório Nacional Lawrence Berkeley): “Somos uma civilização global, temos operações globais, atividades econômicas globais, e somos dependentes dos recursos do planeta. Nossa civilização é tão grande e poderosa que podemos estupidamente destruir uma fina película de vida em nosso planeta…

“Como resultado, a tarefa principal, na minha opinião, é descobrir quais devem ser as leis da nova economia: consumo, população, indústria, gestão da sociedade.

“Estudos mostram repetidamente que a melhor maneira de controlar a população é educar as mulheres. A educação para a opressão da mulher e resolve um monte de problemas sociais.

Na natureza, toda espécie quer multiplicar e prosperar, mas todos os tipos convivem em harmonia com outras espécies, das quais dependem. Apenas o ser humano quer tomar tudo.

“Este comportamento não pode ser um padrão de comportamento a longo prazo. Nós temos que evoluir, em vez de aumentar o consumo, destruindo o mundo. Hoje, poucas pessoas pensam nas futuras gerações, todo mundo pensa no momento atual”.

Meu comentário: A Cabalá diz que se liberássemos as mulheres do trabalho e as enviássemos para os “cursos de educação e formação integral”, teríamos:

– nos libertado do fardo do desemprego;
– deixado de produzir bens indesejados,
– parado de esgotar os recursos,
– parado de poluir o planeta.

E as mulheres, livres do trabalho desnecessário, e com base no conhecimento adquirido, cuidariam da educação e formação de seus homens e filhos, e teríamos encontrado uma solução para a crise em todas as áreas.