Textos na Categoria 'Espiritualidade'

Todos são Iguais Na Espiritualidade

Pergunta: Como pode uma pequena pessoa trazer muitas para a unificação da qual a sua correção depende? Será que ela realmente tem os instrumentos necessários para isso?

Resposta: Não há muita ou pouca gente. Nós residimos no mundo do Infinito, um sistema completo e integral. No entanto, se houver alguma falha no que é geral, não será completo por muito tempo, e a sua totalidade é quebrada. Portanto, todo mundo é tão importante quanto todos os outros.

Imagine que esse sistema tem uma entrada e uma saída, mas seu caminho conduz todos os seus elementos, sem exceção, que são ligados em uma cadeia. Neste caso, importa quantos elementos internos são falhos e estão rasgando a cadeia à parte, mil ou apenas um? [Leia mais →]

O Nível de “Virgindade”

Nos escritos do Rabash, o artigo 29, “Casar com uma Virgem”: Toda vez que uma pessoa recebe uma esposa, receberá uma virgem que nunca teve um marido. Em outras palavras, ela nunca usou Malchut e deve ser sempre uma nova mulher. No trabalho espiritual Malchut é chamado de “o reino dos céus”, que uma pessoa deve tomar sobre si todos os dias novamente. Ela tem que imaginar que está agora começando o trabalho espiritual e não se preocupa com tudo que veio antes.

O Criador criou a criação e existe na adesão e unidade com ele. Chamamos esse primeiro estado ou o mundo do Infinito. No entanto, a criação não percebe-se neste estado. Foi simplesmente criada dessa forma, mas não é permeada por detalhes de percepção além de uma sensação. Portanto, é como o nível inanimado, uma gota de sêmen que não possui auto-percepção.

O desejo do Criador é trazer a criação para a realização de quem Ele é e, assim, se tornará semelhante e igual a Ele. Portanto, o verdadeiro estado está oculto da criação e, em vez disso ela começa a perceber-se no estado oposto. Esta fase, por sua vez, se divide em várias: percebe-se que ela existe nos níveis de criação inanimado, vegetativo, animal, e falante. [Leia mais →]

Por Que a Cabala Foi Mantida em Segredo

Pergunta: Por que os cabalistas manteram a sabedoria da Cabala em segredo por muitos anos, logo se alguém não estvier pronto não pode usá-la?

Resposta: A ciência da Cabala estava aberta para quem quisesse estudá-la até a ruína do Templo. A destruição do Templo era a destruição da sensação espiritual do povo de Israel.

Assim como é perigoso revelar a ciência regular aos egoístas que não têm a visão correta do mundo e seus efeitos já que a disseminação do conhecimento os arma com as ferramentas que podem prejudicá-lo e aos outros também, da mesma forma, as pessoas que caíram do nível espiritual do amor fraterno ao ódio infundado foram proibidas de estudar a ciência da Cabala. Afinal, elas poderiam usá-la de forma incorreta e tornar-se confusas. [Leia mais →]

O “Despertar Do Alto” No Sábado

A cada dia existe uma iluminação completamente diferente, que vem em virtude da influência de Zeir Anpin, consistindo de 6 Sefirot, em cima da sétima, Malchut. No curso desses “6 dias” Malchut se corrige e se junta a Zeir Anpin.

Uma vez que todas as 6 Luzes – Hesed, Gevura, Tifferet, Netzah, Hod e Yesod influenciaram Malchut e a corrigiram, elas se uniram. Isso é chamado o sexto dia, Sexta-feira. Nesse dia vem uma iluminação que é composta de todas as Luzes que foram recebidas durante a semana. Isso é chamado Yesod (base), após a qual o Sábado começa.

No Sábado, todas as Luzes prévias brilham juntas como uma grande Luz e não há nada novo de nossa parte, desde o “despertar desde baixo”. Isso é por que não há trabalho, discernimentos, ou correções feitas no Sábado. Isso é o resultado do trabalho feito durante toda a semana, o resultado de todas as clarificações precedentes e correções. [Leia mais →]

Ficar À Frente Do Criador E Tornar-Se Como Ele

Dr. Michael LaitmanNo mundo, na realidade, existem apenas duas forças: a força do Criador e a “força” da criatura, que o Criador lhe deu intencionalmente na forma oposta. Esta força é oposta ao Criador, graças à qual a criatura avança para fora dos limites do Seu degrau e adquire a sua própria realidade. Senão, ela não seria capaz de existir.

No nosso mundo, a “criatura” é alguém que possui a matéria dos degraus imóvel, vegetativo ou animado. Se a existência espiritual significa uma realidade pessoal fora da força superior, então no nosso mundo, a força superior não se manifesta a nós abertamente, razão pela qual nós definimos a realidade pela existência da matéria.

Na espiritualidade, não é a matéria mas a autonomia que conta. De forma a ser uma criatura, a pessoa tem de se ser autónoma. O degrau de independência da criatura determina até que medida ela pode considerar a si mesma como um ser autenticamente existente.

No nosso mundo, não ligamos muito a bebés e crianças, porque elas ainda não ganharam independência. Apenas na fase adulta a pessoa se torna autónoma, e é aí que ela recebe uma resposta diferente.

Da mesma forma, na espiritualidade, independentemente do nível em que a criatura esteja (imóvel, vegetativo, ou animado), o factor determinante é se ela tem um status pessoal perante o Criador. E de forma a ficar à frente do Criador, a pessoa tem primeiro de tomar consciência que o Criador existe, isto é, que Ele existe à sua frente, e que eles são opostos um ao outro.

Então, no estado oposto, o trabalho começa. A pessoa divide a realidade inteira em dois: o Criador e eu, a realidade que eu observo. E depois, ela escolhe o que é mais importante.

De facto, de forma a dar independência à criatura, o Criador trouxe-a para forma de Si e deu-lhe uma sensação de existir por si mesma. E agora, a criatura deve fazer um uso correcto de se saber a si fora do Criador, como se Ele não existisse de forma alguma, como se Ele desaparecesse da sua vista, do seu desejo. Com a ajuda das forças e instrumentos que o Criador forneceu, a criatura deve encontrar a atitude correcta para com Ele. E isto significa que tem de aceitar o poder do Criador sobre si mesma, sobre a sua independência, sem a anular.

Então, por um lado, a criatura mantém o seu estado fora do Criador, isto é, continua a receber prazer no desejo de receber, sem se anular perante o Criador. Mas por outro lado, ao ser autónoma em relação ao prazer recebido e sobre ele, a criatura adquire equivalência com o Criador. Assim, a criatura recebe autonomia completa, total.

Contudo, isso só pode acontecer se a criatura obedecer a ambas as condições: deseja anular a sua atitude em relação ao Criador se não lesar o seu desejo (o desejo de receber). Assim sendo, a criatura evolui na linha média. Por um lado, ela mantém o desejo pelo prazer, enquanto que por outro, adquire a forma de doação que é o atributo do Criador. Desta forma, a imagem do homem, Adão, é formada nele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 14/2/11, Escritos do Rabash

Uma Pergunta Sobre “Cabalá Prática”

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que você acha da “Cabala prática”? Uma conexão com as Sefirot?

Resposta: Lamento ter que desapontá-lo, mas nada disso tem algo a ver com a verdadeira realização. Não há nenhuma corda vermelha, água benta, ou ações cerimoniais na Cabalá.

Qualquer pessoa no mundo com desejo de aprender, independentemente do seu sexo, religião ou nacionalidade, pode alcançar a realização através do estudo adequado, e apenas através dele. É como se ela não tivesse um corpo. Em outras palavras, roupas, hábitos e tradições não importam. Todas estas coisas não têm absolutamente nada a ver com a Cabalá.

A Cabala é uma ciência, e quando nós a estudamos, começamos a perceber o mundo como um mundo mais conectado e global. Isso nos dá uma nova perspectiva e uma nova vida. Nós subimos a partir de um nível onde tudo acaba dentro do meu corpo, para um nível global e externo, onde eu flutuo fora do tempo.

Isso precisa ser sentido. Eu prometo a você que se você começar a estudar e entrar nesta sabedoria, você sentirá que é assim que funciona. Uma pessoa do nosso mundo deve elevar-se ao nível da eternidade.

Tudo que a Cabalá previu tornou-se realidade. Há dois mil anos, os Cabalistas escreveram que o mundo entraria numa nova fase de desenvolvimento quando O Zohar fosse revelado, e que nós teriamos que começar a trabalhar na nossa correção. Eu não acreditava nisso quando comecei a estudar Cabalá, em meados da década de setenta, mas isso realmente aconteceu 20 anos depois, em meados dos anos noventa.

Da minha palestra em Paris 01/02/11

Toda A Verdade Sobre A Luz Circundante

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a Luz Circundante que estamos tentando atrair?

Resposta: A Luz é a Força Superior, a Única, Simples e Singular força existente no universo. Além desta Força existe apenas o desejo, que se revela para nós como o desejo de receber. Contudo, ao usar a força da Luz conseguimos tranformá-la para doar.

Não há nada além da Luz (o Criador) e o desejo. Nós apenas A chamamos por diferentes nomes (tais como Luz Circundante, Luz Interior, ou a Luz que Corrige) de forma a fornecer-lhe definições mais precisas.

A Luz Circundante influencia-me se eu aspiro à minha próxima forma. Muito embora eu não saiba exactamente que forma é essa, eu estudo-a através de um livro que descreve todos os tipos de Partzufim, mundos, e Sefirot. É assim que eu expresso o meu desejo de ascender lá e alcançar, e é assim que eu atraio este estado que quero alcançar para mim mesmo. Ela começa a influenciar-me na medida em que eu aspiro a ela.

Abro-me e torno-me mais sensível a esta influência, ao próximo estado que devo atingir. Eu simplesmente acelero o meu desenvolvimento, adicionando um pouco do meu próprio desejo à força natural que me desenvolve.

Recebo este desejo adicional do ambiente. É assim que percebo a minha liberdade de escolha e recebo do ambiente a sensação de que é importante avançar para o próximo estado. Afinal de contas, estar no estado seguinte significa estar mais conectado aos outros, anulando-me mais, e doando mais.

Eu recebo esta inspiração do grupo e depois trago-a comigo quando venho estudar e aspirar em atingir a forma futura, que é mais doação. Então sou influenciado pela Luz a desde lá, porque ela tem a mesma natureza de doar que eu quero adquirir. Nós temos o mesmo desejo, a mesma tendência, e portanto estamos próximos de acordo com a lei de equivalência de forma.

Sozinho eu não tenho qualquer desejo de doar ou de progredir espiritualmente. Eu não tenho nenhum desejo. Mas então volto-me para o grupo e dele tomo “10 quilos” de desejo para avançar à doação e à união entre nós, e com esse desejo venho estudar. Quero atingir o estado seguinte com a mesma força de 10 quilos. A minha equivalência em relação à Luz é medida por esta força de 10 qulios, e conforme isso ela influencia o meu desejo, tornando-o semelhante à Luz.

Esta é a mesma Luz que preenche o meu estado seguinte, porque ele já existe. Quando aspiro a esse estado futuro, a Luz começa a brilhar sobre mim. Por agora é chamada de“Circundante” porque deve primeiro corrigir-me e só então vestir-se em mim. Ela trabalha em duas fases, executando duas acções.

O mesmo fenómeno existe na física: se eu me aproximar de um magneto, eu entro no campo da sua atracção e influência. Mesmo você e eu influenciamo-nos um ao outro. Há um certo campo envolvendo cada pessoa. De facto, não existe um corpo físico que não seja circundado por um campo – nem mesmo uma pedra.

Tudo opera pelo mesmo princípio. O estado mais próximo ao qual você aspira (o seu próximo estado) é que o influencia. Contudo, existem vários campos à sua volta com os quais você nem sequer se relaciona. Você ainda não aspira a eles ou conhece algo sobre eles. Mais tarde, quando você revelar o mundo espiritual, você verá quantas coisas diferentes acontecem nele e quantas dimensões diferentes existem nele.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 15/2/11, Escritos do Rabash

Não Há Nenhum Esquecimento Na Espiritualidade

Dr. Michael LaitmanO Zohar, Introdução, “O Segundo Mandamento”, Item 203: … Então, o temor se agarra de ambos os lados, do lado do bem e do amor e do lado do Din (rigor) duro, e ele está incluído neles. Se o temor está incluído no lado do bem e do amor, ele é amor completo, como deveria ser. … uma vez que existe amor somente em dois lados – GAR e ZAT de Bina – e o amor está incompleto em qualquer dos dois lados, a menos que haja temor em cada um deles, já que não pode haver Hochma sem Bina, que é o amor sem temor.

Isso explica a conclusão de todo o nosso trabalho: como alcançar o amor nos Kelim ou desejos de doação, e também nos Kelim de recepção. Em essência, isso já é a correção completa da criação em Malchut, a qual se une à Bina de tal forma que atinge Keter, onde a sua doação é perfeita em todos os seus Kelim.

Pergunta: O que é o temor?

Resposta: O temor é o primeiro mandamento, ou seja, a primeira correção que temos que passar. É a preocupação e o temor da pessoa: será que ela é capaz de alcançar a doação para com o Criador? Este é o temor: “Será que eu atingirei isso? Eu sou capaz disso? Será que algum dia eu desejarei isso?”. Então, a pessoa tem um trabalho.

Como regra geral, o nosso trabalho visa manter o que alcançamos. O Baal HaSulam escreve sobre isso na Carta nº 2 de 1920:

A sabedoria só vem com a experiência. Eu lhe aconselho a despertar o temor interno, pois o amor entre vocês pode esfriar, mesmo que a mente rejeite esta visão das coisas. De qualquer, você deveria atravessar essa dificuldade. Se alguém tiver a oportunidade de acrescentar mais amor, mas não o faz, isso será considerado uma falha.

É semelhante à forma como a pessoa dá ao seu amigo um grande presente. O amor por seu amigo, que se revela no momento da ação no coração do receptor do presente, não é semelhante ao amor que permanece em seu coração quando a ação for concluída. Dia após dia ele esfria, até que ele possa atingir o esquecimento total do presente do amor. Isto é porque a pessoa que recebeu o presente tem que inventar truques de forma a olhar para ele com novos olhos a cada dia.

A Espiritualidade é construída sobre o fato de que nós não esquecemos a inspiração que alcançamos, e nós constantemente mantemos a mesma inspiração enquanto a expandimos cada vez mais.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 13/02/11, O Zohar

Poderes Sobrenaturais

Pergunta: Poderes sobrenaturais existem no nosso mundo?

Resposta: O natural e o sobrenatural são medidos em relação ao homem, segundo a sua natureza e o nível do seu desenvolvimento. Por exemplo, se a uma pessoa que vivia há 500 anos fosse lhe mostrada um avião,  ela ficaria muito assustada ao ver esse pássaro de metal voando pelo ar, sem sequer mover suas asas!

No entanto, o sobrenatural não representa nada mais poderoso do que eu. Agora há algo que me controla, mas amanhã vou controlar. Supernatural é algo “acima da minha natureza”, algo que eu nunca vou alcançar naturalmente.

A natureza do nosso mundo é completamente egoísta. É o desejo de receber o possível prazer de tudo, para se aproximar de coisas benéficas e ainda mais de coisas prejudiciais. O oposto da natureza, doação e amor, é acima deste nível. [Leia mais →]

Por Que Precisamos Da Linguagem Dos Ramos?

A linguagem dos ramos é entendida quando você ascende deste mundo e, então, no Mundo Superior, você revela as raízes de tudo que existe neste. Mas, a meta não é simplesmente conectar o ramo com a raiz. Essa linguagem não nos conecta com o mundo espiritual, mas com os nossos professores! Esses são os meios que os ajudam a nos ensinar.

Nós não entendemos a linguagem espiritual que eles falam e nós não a aprendemos. E não temos que conhecê-la porque nós já estamos familiarizados com ela desde o nosso mundo. Por isso nós podemos ouvi-la e aprender deles sobre o que acontece no mundo espiritual.

Você abre o livro no qual alguns tipos de palavras estão escritas. Se você não estava vivendo neste mundo, então você não entenderá nada. Mas, desde o nosso mundo, você já está familiarizado com o que os Cabalistas falam e seu desejo de alcançar a raiz, de descobrir o que eles estão apontando no Mundo Superior, uma vez que eles não dizem uma palavra sobre o mundo material.

Os Cabalistas não descrevem nosso mundo nem com uma palavra. A Torá não está conectada ao nosso mundo e a pessoa que a interpreta dessa maneira a materializa e comete o maior crime, criando “ídolos” para si mesma. Fala-se somente sobre o mundo espiritual. Mas, para falar a mesma linguagem que você, os Cabalistas descrevem o mundo espiritual usando palavras do nosso mundo para despertar algum tipo de conexão ou atitude para com elas dentro de nós.

Isso foi deliberadamente planejado no pensamento da criação para que assim nós começássemos a nos elevar do nosso mundo ao espiritual. Assim, temos que usar todos os meios para esta existência neste mundo.

[35004]
Da 4a parte da Lição diária de Cabala, 10/02/2011, “A essência da sabedoria da cabala