Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Persistência Em Ninharias Valiosas

Nosso trabalho principal é a persistência. Não negligencie qualquer momento ou a menor oportunidade em que o princípio do “eu tenho trabalhado e encontrado” é baseado.

Uma pessoa geralmente começa a pesar as coisas e fazer cálculos egoístas, assim como na vida cotidiana. Vale a pena se levantar e ir trabalhar agora? E ela decide que, por 200 dólares está pronta para se levantar, mas por 50 dólares não há nenhum ponto em se levantar e fazer um esforço.

Talvez a partir da perspectiva do ego este seja um cálculo correto, mas se falarmos de trabalho, a fim de dar, então temos que ter em conta que o nosso lucro é em quanto damos, em quanto nós avançamos em direção ao Criador! E aqui, mesmo um centavo pode nem valer um centavo, mas bilhões de dólares. Tudo depende de quão grande é aquele que doa.

Assim, a conta deve ser uma de doação e não uma de recepção. Na conta da doação, o mais insignificante e sem importância que o trabalho possa parecer, o mais gratificante ele pode ser. Isso ocorre porque nosso esforço e superação do desrespeito faz deste trabalho menor muitas vezes mais importante.

O que parece tão pequeno e sem importância na minha perspectiva egoísta se torna uma grande oportunidade que recebo em troca de um pouco de esforço, mas isso é se eu mudar tudo para doação. Afinal tudo será esclarecido em pensamento. Eu tenho que fazer um pouco de esforço para superar as minhas dúvidas; devo lidar com algo que parece sem importância? Mas se eu fizer isso e começar a trabalhar naquilo que parece aos meus olhos corporais como sem importância, eu já executo uma ação espiritual.

Assim, embora no nível egoísta parece que eu fiz algo pequeno e sem importância, no nível espiritual tem grande valor. Se eu começar a pensar a quem eu dou, eu vou ser capaz de valorizar o meu lucro. A principal coisa é a grandeza do Criador. Meu desejo não é para alcançá-Lo, mas sim sua grandeza. Isto revela-o e me permite a alcançar revelação.

A diferença entre a ocultação do Criador e Sua revelação é determinada por apenas uma coisa somente: Será que O desrespeitamos ou vamos tentar sentir a Sua grandeza? Esta é a única coisa que muda o nosso vaso e nos traz a revelação.

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A partir da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala7/3/12, Escritos de Baal HaSulam

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A Alma É Uma Ferramenta Para A Revelação Do Criador

Dr. Michael LaitmanNossa sensibilidade à revelação do Criador depende de nosso desejo para a revelação de Sua grandeza. É como elevar a sensibilidade de um detector 10 vezes mais, 100 vezes mais, 1.000 vezes mais, 10.000 vezes mais.

Eu ajusto o detector aumentando seu nível de sensibilidade e, portanto, ele me ajuda a descobrir o que estou procurando. Aumentar a sensibilidade significa aumentar a importância de tal fenômeno em relação a outros fenômenos.

Suponha que eu estou num determinado espaço onde diferentes fenômenos ocorrem: campos elétricos e magnéticos, e muitas ondas de rádio e televisão passando por ele em diferentes frequências. Eu me ajusto (sintonizo) a um fenômeno especial e minha sensibilidade aumenta especificamente a ele. Concentro-me nele e o escolho dentre todos os outros processos.

Nosso mundo está cheio de ruídos diferentes em diferentes freqüências. Suponha que eu queira saber o que está sendo dito num determinado telefone celular. Eu tenho que ajustar o meu detector especificamente a essa freqüência. Da mesma forma, eu tenho que concentrar toda a minha atenção na grandeza e importância do Criador e aumentar a minha sensibilidade nisso, tanto quanto puder. Ser persistente nisso me permite descobrir o fenômeno chamado Criador, que é a força ativa geral no mundo, a “freqüência geral”.

É como a frequência fundamental ou células-tronco, que são os fenômenos básicos em nosso mundo. Eu tenho que descobrir a força que está na base de toda a realidade.

Quando falamos sobre grandeza, importância e respeito, nós queremos expressar a nossa maior sensibilidade a este fenómeno especificamente e, assim, revelá-lo. Assim, a pessoa que tenta achar que ‘Não há outro além Dele’, o Criador bom e benevolente agindo nos bastidores e, geralmente, se escondendo atrás dos amigos e do grupo, essa pessoa vai sempre aumentar a sensibilidade de seu detector, de sua alma, e dessa forma vai avançar.

Isto é porque a alma é a ferramenta para a revelação do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/12, Escritos do Baal HaSulam

Transformando O Medo Em Progresso

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu sinto fome, por exemplo, eu tenho que me encher. O que eu posso fazer se tenho medo de não ser capaz de fazer isso, se sinto a falta de preenchimento?

Resposta: O medo de estar com fome, de ficar doente ou velho e o medo da morte representam o medo da derrota do ego. O medo da falta de preenchimento, da falta de satisfação, já está num nível mais elevado, mas ainda é um medo egoísta. Porém, será que podemos lutar contra isso; por que nos foi dado isso?

É impossível fugir dos medos, desde o medo mais primitivo da morte até os outros medos que se transformam em terror. Eles foram dados a nós para que, fugindo deles, como não temos outra escolha e vendo que não há para onde correr e que não podemos compensar a nós mesmos, de repente descobrimos: “Se eu subir acima deles, se eu viver num sistema de doação e amor, fora de mim, eu não vou temer nada.

Pode ser que, se eu sair de mim mesmo, ou seja, dos meus desejos e pensamentos, serei capaz de imaginar que não existo, pois não tenho desejos ou pensamento sobre mim mesmo. O que eu tenho? Eu tenho pensamentos sobre os outros, sobre tudo que não seja eu. Portanto, isso provavelmente é uma boa coisa. Com isso eu não sofro com nada. Mas se eu não sofrer, eu não sinto nada. Assim, pode muito bem ser que ao me livrar de mim mesmo, dos meus medos, eu estarei cheio de sofrimento dos outros e viverei nestes medos. Assim eu vou ter a sensação e serei capaz de preenchê-los.

Isto significa que todos estes pensamentos são essenciais para empurrar a pessoa para frente. Ela não deve se livrar deles, não deve evitá-los; pelo contrário, tentar apenas apontá-los corretamente.

Nós somos constantemente geridos pelo medo (temor) até o fim da correção (Gmar Tikkun): ou o medo de nós mesmos ou o medo dos outros, o qual depende de quão distante as pessoas que temo e me preocupo estão de mim; é assim que a altura da pessoa é medida.

Em que sentido? Se nós dizemos que tudo está conectado num sistema único, então eu penso naqueles que estão mais próximos de mim, já que dependo deles, e penso naqueles que estão distantes de mim não porque dependo deles, mas porque simplesmente penso no sistema e talvez no Criador, visto que já posso agir Nele através deste sistema. Eu posso levar o sistema a um estado onde ele pode ser revelado e, portanto, causar-Lhe prazer, etc. Isso significa que eu me torno um parceiro ativo compartilhando Sua obra no mundo.

Há sempre preocupações, sofrimentos e medos, e isso é bom. Por sua intensidade, eu meço o meu grau, minha ascensão espiritual: o quanto eu transforma o medo em avanço.

Ao mesmo tempo, não pensem que quando vocês estão avançando espiritualmente os seus medos mudam drasticamente. Vocês podem receber temores mundanos mais simples, embora possam estar num nível espiritual elevado.

Tudo isso vai continuar até o término da correção. De que outra forma a pessoa pode ser empurrada para frente se não pelo medo? O medo é um sentimento de um desejo que não é completo.

Da “Conversa durante a Refeição em Toronto” 19/06/12

Um Diapasão Para O Violino De Davi

Dr. Michael LaitmanEu não consigo me sintonizar com o Criador sem primeiro me ajustar corretamente com a ajuda dos meus amigos. Não tenho qualquer outra ferramenta para verificar a mim mesmo: nem a sua base, seus limites, suas qualidades de referência.

Eu primeiro devo chegar à configuração correta, como a lente na câmera ou a afinação inicial de qualquer instrumento. Eu preciso me conectar a determinado sistema de informação.

É o mesmo em relação ao Criador, porque eu não tenho quaisquer pontos de referência quando se trata Dele. Cada religião e crença lhes dão sua própria definição; há uma abundância de opiniões, todos imaginam o que gostam.

Por isso a quebra dos desejos nos dá a oportunidade da verificação, de modo que nós não vamos ficar confusos. Eu sou capaz de me ajustar perfeitamente com um diapasão em relação a um grupo de amigos. Eu preciso de pelo menos mais uma pessoa (dois é o número mínimo) que eu possa usar para determinar a direção correta e o ponto de partida para o avanço, combinando “Israel, a Torá e o Criador”.

Mas eu devo começar a trabalhar, transformando-me num instrumento devidamente ajustado, tão preciso quanto possível. Toda a escada dos graus espirituais onde estou trabalhando constantemente em maior adesão, a união de todas as almas, todas as pessoas, representam uma melhor qualidade e um ajuste mais fino em relação a algo chamado Criador até eu me concentrar num único ponto, que aponta na direção absolutamente precisa.

Todas as minhas qualidades, todos os meus desejos, se conectam neste ponto, dando um som puro, como o do violino de David. Isso significa que estou atingindo a verdadeira adesão, revelando este fenômeno chamado Criador em todas as minhas qualidades.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabalá 03/07/12, Escritos do Baal HaSulam

Iluminados Pela Luz Da Unidade

Dr. Michael LaitmanA unidade e a coesão no Superior representam a Luz para o inferior. Não há Luz como tal; a realização é criada por essas qualidades adicionais que desenvolvemos: a tela, a nossa atitude e nossos valores. Tudo isso nos preenche e serve como Luz para nós. Na realidade, tudo é determinado por nossa atitude.

Como nós podemos sentir o Criador, Sua atitude? A Luz superior não é uma lâmpada de Luz, mas sim as impressões dentro de uma pessoa. É por isso que um grupo que está se tornando gradualmente unido e passa por todas as fases revela o Criador, o estágio mais elevado, a quarta etapa de sua unidade. Nossa conexão máxima é o estado de prontidão final em que descobrimos a centelha espiritual, a força que veio a nós do Criador. Nele nós atingimos esse ponto que chegou indiretamente Dele.Tudo isso é realizado dentro do grupo, como se diz, “O Criador reside em Seu povo”. É por isso que, por um lado, o avanço é impossível sem a unidade no grupo, e por outro lado, sem estudos e disseminação. Por essas duas ações, nós realizamos a correção geral.

Da “Discussão sobre Questões Gerais” 29/06/12

Rédeas Para O Ego

Dr. Michael LaitmanO desejo de receber não pode ser estimulado sem o “freio e as rédeas” de seu cavaleiro. Ele deve estar sob o controle de alguém, como um burro que recebe um saco de grãos, com os olhos vendados, e é levado numa direção. Só então o desejo de receber age.

O nosso avanço e a nossa correção ocorrem apenas pela Luz. A Luz nos controla, às vezes aumentando sua pressão e às vezes deixando-nos sentir um pouco de liberdade. Mas nós temos que sentir e entender onde exatamente nos é dada esta liberdade. É possível que, quando pensamos que somos livres, não somos livres de forma alguma. Se entendermos onde podemos reagir e de que maneira exatamente, nós cumpriremos a nossa participação em nosso desenvolvimento independente.

Mas antes de podermos fazer isso, nós temos que descobrir como a Luz cria constantemente e revive o nosso desejo de receber, diretamente gerenciando-o e mantendo-o numa rédea curta. Todas as suas ações são destinadas para que o desejo se impressione com as ações da Luz sobre ele, e ao invés de simplesmente sentir-se bem ou mal, ele vai começar a descobrir: “Por que me sinto bem e porque é que eu me sinto mal, por que uma mudança de um sentimento para o outro, o que é exigido de mim, e como posso evitar o sentimento ruim e atrair a sensação boa?”.

Isso significa que eu tenho que saber o que é bom ou ruim para mim, e qual é o plano Daquele que muda meus sentimentos de um extremo ao outro. Como posso encontrar e percebê-Lo, como posso descobrir o Seu plano e entender a Sua intenção? No conjunto, todas estas questões egoístas derivam do fato de que eu me sinto mal nesta vida, pois, caso contrário, o desejo de receber não seria evocado. O sentimento ruim é um sentimento de deficiência que requer um preenchimento.

No começo eu só não me sinto tão bem quanto antes. Então, torna-se cada vez menos agradável, até que finalmente o nível de prazer acaba. Então, torna-se cada vez pior, até que se torna insuportável. Isto significa que o estado em que me encontro pode variar bastante, de muito ruim a muito bom.

Assim, a Luz joga com o meu desejo de receber e causa mudanças o tempo todo, de modo que o desejo vai aprender sobre si e sobre os diferentes preenchimentos (satisfações). Depois de ter percebido suficientes discernimentos internos, a pessoa pode estabilizar a sua atitude para com Aquele que os envia e quer descobri-Lo. Isto porque Ele é a fonte de todo o bem e o mal na vida do desejo de receber. Assim, nós podemos avançar.

Da 1ª parte da Lição Diária da Cabalá 18/06/12, Shamati # 8

Nascido De Uma “Sombra De Santidade”

Dr. Michael LaitmanQuando começamos a sentir algo em relação à fonte da Luz e a Luz em si, este é um nível avançado. Nós queremos descobri-la, percebê-la, controlá-la. É um nível elevado no desenvolvimento do ego chamado de “Faraó”, que pergunta: “Quem é o Senhor a quem eu deveria ouvir? Eu quero controlar minha própria vida!”.

Eu concordo que o Criador existe e que Ele gere o mundo, mas eu quero controlá-lo no Seu lugar! Depois de muitos golpes, quando vejo que não posso fazê-lo, eu começo a descobrir o que está acontecendo, o verdadeiro objetivo de que o gerente, o que ele quer, e qual a finalidade.

Então eu sinto que a ocultação do Gerente é por causa do meu desejo de revelá-Lo, a fim de controlá-Lo. É por isso que o gerente se oculta até eu começar a sentir que não há escolha e desisto – eu decido começar a conhecê-Lo. Assim, uma atitude especial para com o Criador nasce na criatura que quer tomar seu lugar. Agora ela muda de atitude, a tal ponto que quer se parecer com o Criador. Ela então começa a descobrir o plano do Criador. Até então, ela esperava ter a chance de gerir o mundo, para conhecer suas leis e transformá-lo como o desejo de receber se satisfaz.

Mas depois ela começa a entender que isso é impossível e que é melhor entrar em contato com o Criador, a fim de conhecer Seu plano e tentar segui-Lo, o qual se chama “manter as leis da natureza”. Agora ela entende que existem regras em todo o caminho que experimentou. Tudo está sujeito a uma fórmula especial e é pela ocultação que a pessoa tem a chance de participar do seu próprio crescimento.

Apesar do vazio que ela sente em seus vasos de recepção, ela pode se elevar acima deles e se identificar com o plano superior, com o Gerente. Então, seu desejo de receber não fica em seu caminho, mas sim o oposto, o sentimento ruim empurra a pessoa a sair de si mesma, a sair do seu ego, já que ela só sente dor nele. Neste caso é mais fácil para a pessoa se elevar acima dessa dor, acima de seu desejo de receber, e se aderir ao plano superior, a fim de avançar de forma consciente, conhecendo o Gerente.

Então ela vê que a sombra que ocultava os prazeres e o Criador realmente agia em seu favor. Ela diz: “Agrada-me sentar na Sua sombra e Seu fruto é doce ao meu paladar”, o que significa que ela já recebe o prazer da ocultação, pois vê que nasceu de novo a partir dela. Isto porque nunca o Criador quis causar-lhe dor; o Criador é bom e benevolente. O útero da mãe (Rechem em hebraico) vem da palavra hebraica Rachman (misericordioso) e, embora o nascimento de uma pessoa esteja sob grande pressão e com as dores de parto, isso vem do amor e da misericórdia que o Criador demonstra pela pessoa.

A pessoa deve verificar constantemente a si mesma e ver em que sombra ela está, se está na “sombra de Santidade” ou na “Sombra de Sitra Achra” (o outro lado). Isso é determinado pela maneira como a pessoa sai de cada situação, e para onde esta sombra a leva, para que ações ela a conduz, e como ela determina seu estado. Se ela sente que a sombra lhe ajuda a se aproximar do Gerente, o que significa que o Gerente parece brincar com ela, chamando a sua atenção e chamando-a a conhecê-Lo. Depois, ela vê que a sombra não era do Gerente, não do Criador, mas sim do seu próprio ego.

Mas a pessoa pode não entender tudo isso e exigir apenas uma coisa: que a sombra desapareça do mundo. Aqui a questão principal é resolvida: Pode a pessoa atribuir todas as sombras ao seu desejo de receber e compreender que é assim que o Criador lhe ajuda a restringir o seu desejo, criar uma Masach (tela) e a Luz de Retorno, e se aproximar do Criador?

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 18/06/12, Shamati # 8

Um Cabalista E O Mundo

Dr. Michael LaitmanPergunta: Podemos dizer que só a minha atitude separa meu estado atual do próximo estado?

Resposta: A atitude determina tudo, ou em outras palavras, a intenção. Quando você muda sua intenção, você muda os mundos na sua percepção. A diferença entre este mundo e o mundo de Ein Sof (Infinito) está na intenção. Todos os estados diferem apenas de acordo com sua atitude, a sua intenção. Na verdade não há nada, exceto o estado de Ein Sof. Tudo o resto é uma imagem que retrata a nossa intenção.

Pergunta: Hoje eu odeio e não gosto das pessoas com que entro em contato durante o dia. Por outro lado, se eu as respeitasse, qualquer contato com elas poderia me trazer prazer e eu ficaria feliz em ajudá-las durante todo o dia. É uma boa conexão que eu preciso ou é a força que será revelada o fator importante aqui?

Resposta: É a coisa principal. A questão não é ser “bom” ou “suave”. Você tem que se unir com os outros, porque na união você descobrir o Criador. Na Cabalá, isso é chamado de Mitzva (mandamento): você está cumprindo um mandamento.

No geral, o propósito de todas as nossas ações é tal que nós vamos nos tornar iguais a Ele, como um hóspede que se torna igual ao anfitrião. Em outras palavras, para dar alegria ao Criador, assim como Ele nos dá. Assim, a atitude correta para com os outros deve ser destinada a alcançar uma boa atitude para com o Criador. Sem isso, por que eu preciso ter boas relações com os que me rodeiam? Para o meu próprio bem? Isto é absolutamente contrário ao que é esperado de mim.

Então, diz-se: “O final da ação está no pensamento inicial”, e “Israel, a Torá e o Criador são um”; é sobre este princípio que devemos estabelecer tudo.

Um Cabalista usa qualquer contato com outras pessoas apenas para avançar. Ele faz ações físicas necessárias, a fim de ganhar a vida, mas ele sempre calcula que energia, que atenção é exigida dele, a fim de realizar ações espirituais e, assim, dar alegria ao Criador. Assim, o Cabalista usa o mundo para agradar o Criador.

Pergunta: Será que ele gosta de fazer isso?

Resposta: Sim, não para desfrutar, mas para executar as ações necessárias. O prazer não é mais a razão para suas ações.

Tal atitude muda tudo e graças a ela você vê o mundo espiritual. Afinal, suas relações com os outros e com o Criador se tornam mais claras e você descobre a rede de forças, a rede de relações, a rede de pensamentos, a rede de intenções, e a rede de operações. Isto é o que realmente existe. Então, o nosso mundo gradualmente se torna menos importante para nós, assim como sua forma, à medida que ele “evapora” nesta rede, uma vez que ela se torna sem sentido.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 01/07/12, Introdução ao Livro do Zohar”

Três Passos Para O Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando falamos de diferentes Luzes e sobre como elas trabalham juntas, nós nos referimos à direção do vaso que determina as sombras da Luz que está num estado de repouso absoluto?

Resposta: A Luz é o nível de doação que se revela na criatura. O nível de doação que é revelado durante a restrição do desejo de receber é chamado de Luz de Hassadim. O nível de doação que é revelado quando o desejo de receber participa do processo é chamado de Luz de Hochma.

Não há nada novo aqui, nós sempre desenhamos três níveis: o tempo de preparação, o nível de Bina e o nível de Hochma ou Keter, e todos eles trabalham acima da correção do desejo de receber.

Isto significa que não há nada, exceto doar em vez de receber. Quando você restringe os seus desejos, isso significa que você doa, embora na verdade você não doe, mas com isso você só quer se equivaler de alguma forma ao atributo de doação. Portanto, quanto mais você pode permite que o atributo de doação se vista em você, mais você está no nível de Hassadim, o nível de Bina.

Se você pode doar enquanto revela o vaso para a Luz de Hochma com o seu desejo de receber, isso significa que você atinge o nível de Hochma.

Da 2a parte da Lição Diária de Cabalá 28/06/12, O Zohar

Fique Firme Diante Da Grandeza

Dr. Michael LaitmanPergunta: Quando eu recebo para doar, a abundância flui através de mim. Eu posso desfrutá-la?

Resposta: Você não desfruta a abundância que passa por você. É um tipo completamente diferente de abundância, não como a satisfação egoísta. Você, como um convidado, quer provar um delicioso bolo para fazer um favor ao anfitrião que o preparou. Aparentemente o bolo deveria ter o mesmo sabor, mas não tem.

Pergunta: Mas, quando eu amo alguém de todo o coração, esquecendo-me de mim mesmo, esse sentimento, no entanto, surge em mim. O amor é direcionado para o outro, mas sou eu que o sente.

Resposta: Sim, o sentimento surge dentro de você; no entanto, ele consiste de vários parâmetros. Afinal, você recebe o prazer de querer dar à pessoa amada.

Imagine isso. Há o desejo de receber do Criador e o desejo de receber da criação, que é o que você é. Você deve senti-Lo recebendo o desejo, sentir como Ele quer doar a você,  assimilar esse desejo de receber dentro de si mesmo e agradá-Lo.

E o principal, você está experimentando prazer na “cabeça”, ou seja, no desejo que você recebeu Dele. Assim, verifica-se que lá, dentro do desejo Dele, você faz o cálculo: “Como posso satisfazê-Lo?” – pelo menos na medida do quanto você vai envolver a sua recepção do desejo. Em outras palavras, em seu desejo você sente o quanto está satisfazendo-O, e esta já é a vestimenta da Luz de Hassadim.

Como resultado, nós estamos falando sobre o prazer de um tipo muito diferente.

Pergunta: Então, como é que a separação emerge se tudo está dentro de mim?

Resposta: A intenção estabelece a diferença entre um e outro. Quando o desejo de doar ao Criador reina em sua “cabeça”, os prazeres também se tornam diferentes.

Pergunta: Nós podemos comparar isto com o amor para com o nosso próprio filho? Eu lhe dou um bolo sem sequer ter provado?

Resposta: Não, o prazer passa por você, mas agora tudo é definido pelo desejo Dele, não o seu.

Pergunta: Como eu posso fazer essa diferenciação interna entre eu e Ele?

Resposta: Na primeira etapa, nós subimos acima do nosso próprio desejo e só na segunda fase somos capazes de perceber algo estranho, tornando-o nosso.

Para agradar o Anfitrião, eu devo sentir Seus prazeres, sentir o quanto Ele gosta de doar para mim e que prazer eu devo receber Dele. Eu devo sentir que este prazer veio Dele e é dotado de amor, e não razão.

Por meio deste amor, Ele me transmite o sentimento de vergonha, que agora me ajuda a lidar com a situação e a compreender isto a fim de construir uma relação diferente. Eu aproveito Seus prazeres, eu os recebo para Ele, mas eu não faço o cálculo pelo “bolo”, mas especificamente para esta doação. O “bolo” é o nível mais baixo, Nefesh de Nefesh, e o prazer, que eu dou para Ele, é todo o NRNHY.

Aqui é onde a pessoa deve tomar cuidado para não considerar a si mesma: “Visto que estou dando prazer ao próprio Criador! Basta olhar como Ele gosta de mim!”. É aqui que se encontra o cálculo principal, e não no “bolo” em si, que lhe foi dado simplesmente como um meio, que lhe permite construir a conexão com todos os mundos. O cálculo na cabeça do Patzuf é voltado para as relações com o Criador.

É por isso que você precisa saber quem é o Criador, como Ele age e como agradá-Lo, já que Seus vasos, desejos, são infinitos. Então, como proteger a si mesmo em tal situação? Comparado a isto, os prazeres diretos não são mais do que uma centelha que criou o desejo, enquanto todo o resto é condicionado pela grandeza do Doador.

Da 4a parte da  Lição Diária de Cabalá 27/06/12, “Introdução ao Livro do Zohar”