Textos na Categoria 'Equivalência com o Criador'

Leis sem falhas

Pergunta: Ao descrever nossa condição, Baal HaSulam cita o exemplo de um verme vivendo em um rabanete que, eventualmente, sai para a luz. Suponha que dois vermes decidem sair, mas no caminho um deles se desespera,  por que isso acontece?

Resposta: Isso acontece porque o Criador traz o “endurecimento do coração” e o verme não concorda: “Como assim? Por que alguém não pavimentou a estrada? Por que é todo assim esse caminho e não diferente?” Orgulho é o que humilha a pessoa e a leva fora da pista.

Pergunta: O que deve fazer o outro verme nesta situação?

Resposta: Tente ajudar tanto quanto pode. Mas não está no nosso poder fazer o trabalho de outro.

A questão principal aqui é baixar a cabeça, para abaixar o nariz e aceitar as rígidas leis da natureza. Hoje, você não as entende, e não importa o quão alto você grite, nada vai mudar. Você pode amaldiçoar a lei da gravidade, da mesma forma, ela vai ficar “melhor” como resultado, vai parar de afetar você? [Leia mais →]

Doação Em Duas Fases

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar,” Item 32: E quando a pessoa é recompensada em estar totalmente no desejo de doar e de forma alguma para si mesma, ela será recompensada com a obtenção da equivalência de forma com seu NRNHY Superior, que estende-se desde sua origem em Ein Sof, no primeiro estado, através de ABYA puro e imediatamente se estende e a veste de forma gradual.

Nós temos um desejo de receber muito grande que cresce à medida que subimos os níveis de correção. Este processo começa a partir do momento que ansiamos pela conexão.

O desejo é revelado gradualmente. Primeiro nós podemos corrigi-lo no nível de “doar a fim de doar”, que em termos Cabalísticos é chamado de Hafetz Hesed, o nível de Bina, Hassadim. Depois, nós corrigimos o desejo no nível de “receber a fim de doar”, que já é o nível de Hochma.

No nível de Bina, toda a nossa inclinação ao mal parece estar corrigida, já que pelo menos ela não tem a intenção “a fim de receber”. Depois os erros se transformam em méritos e os males se transformam em erros. Nós atingimos uma espécie de neutralidade: agora o nosso desejo de receber não mais é mal.

Então, nós continuamos nosso trabalho até que toda a inclinação ao mal se torna bem, o que significa que ela recebe em rpol da doação. Esta é a razão porque os Cabalistas, por vezes, dividem o processo em dois, a correção do desejo e sua reforma final para a doação.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 10/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Por Que A Ética É Irrelevante

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar, “Item 28: … Então embarcarmos num novo tipo de trabalho: inserir todo aquele excessivo desejo de receber na forma de doação. Daí, ele está curado, porque agora obteve equivalência de forma. …. Só que, ao mesmo tempo, ele tem sido dado às Klipot para a purificação. Mas no final, não deve ser um corpo diferente.

Há um desejo de receber que foi criado pelo Criador. Não é o desejo que todos temos para sustentar nosso corpo animal, mas um desejo que está fora deste mundo que nos foi dado para corrigi-lo, para corrigir nossa atitude para com os outros.

Tudo que está fora da atitude para com os outros não conta. Nossa parte “animal” é caracterizada por desejos por comida, sexo, família, dinheiro, respeito e conhecimento. Não importa a forma que eles tomam, pois eles não contam.

Educação, cultura, ética e outros valores só fazem parte do nosso mundo porque nós pensamos em como corrigir a atitude de uma pessoa com essas coisas, atribuindo alguma importância a elas. Mas nós inicialmente recebemos certa instrução clara: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Este é um princípio abrangente, universal. Esta é a única coisa que temos que corrigir e a única direção que devemos visar, independentemente de todos os outros desejos. É na atitude para com os outros que a “quebra dos vasos” ocorreu, e é aí que descobrimos a Luz superior, a adesão, através da correção.

Os Cabalistas dizem que nós temos que descobrir o desejo egoísta nas relações recíprocas com os outros e reconhecer o fato de que tudo é para o nosso próprio benefício, em vez do benefício para os outros. Tudo é medido em relação aos outros, e é de acordo com este critério que chamamos de desejo de receber de “inclinação ao mal”, como os Cabalistas o definem.

Se minha força destina-se ao meu próprio benefício e não em benefício dos outros, ela é chamada de “inclinação ao mal”. Agora eu preciso transformá-la numa inclinação ao bem, de modo que a mesma força, o mesmo desejo, não será para meu próprio benefício, mas para o benefício dos outros. Por que isso? Porque com isso eu dou alegria ao Criador.

Se eu trabalho dessa forma, eu atraio a Luz que Reforma, a força que me corrige através de subidas e descidas. Agora eu considero minha boa atitude para com os outros como uma “subida”, enquanto que numa “descida” eu vejo que ainda sou contra a doação aos outros.

Eu continuo estes esclarecimentos até que todo o meu desejo de receber esteja realmente “morto” e seja  incapaz de qualquer coisa. Então, a partir do estado de morte, eu o revivo e alcanço a “ressurreição dos mortos”, e assim alcanço o Gmar Tikkun (a correção final).

Portanto, tudo ocorre dentro do meu desejo de receber que é destinado a outros: individualmente e em relação ao ambiente e, geralmente, em relação ao Criador. Nós devemos estar cientes disso, de uma maneira forte e clara.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Nem Tudo Tem Um Preço

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que a qualidade é mais importante que quantidade na espiritualidade?

Resposta: Porque a realização da Divindade é qualitativa e não quantitativa. Na verdade não existe uma quantidade; é tudo um. Há um desejo e uma Luz e a conexão entre ambos os torna um. Todo o nosso trabalho é qualitativo.

Graças a sua correção, a criatura aprende a essência do Criador e a atitude em relação a Ele dentro da Luz superior. Tudo o que foi inicialmente criado dentro do desejo de receber, de acordo com o desejo do Criador, foi para revelá-Lo em certa medida. Ele mesmo, Atzmuto, ainda é inatingível, mas o Criador dedicou uma parte de si mesmo para a criação. Assim, o desejo de receber que deve ser preenchido ao máximo foi criado a fim de descobrir quem o criou. Nós não podemos fazer mais que isso. Os Cabalistas afirmam que há subidas adicionais, mas não sabemos nada sobre isso.

Assim, toda a nossa realização é qualitativa, e não há cálculos nela. Apesar de usarmos números, nós realmente contamos revelações qualitativas. Mesmo em nosso mundo, se checarmos as coisas com cuidado, veremos que existem apenas parâmetros qualitativos e não quantitativas. Se entendermos que as coisas não são exatamente as mesmas, os cálculos quantitativos tornam-se impossíveis.

Mas o nosso discernimento e a nossa realização são fracos: Nesse meio tempo, nós não discernimos parâmetros qualitativos e não sabemos como abordá-los. Só mais tarde, a partir do vaso cheio, eu serei capaz de descobrir a qualidade das coisas e defini-las com precisão, uma vez que tudo será parte de mim. Enquanto isso, nós trabalhamos de acordo com a quantidade.

Pergunta: Então, como podemos medir a qualidade?

Resposta: Ela só é revelada na profundidade do desejo. Mas já que não temos outra escolha, nós a descrevemos em termos quantitativos: “125 graus”, “6000 anos”, “600.000 almas”, etc. Toda a nossa linguagem egoísta se baseia em conceitos quantitativos, e a qualidade não importa. No passado ela era importante, mas desde a Idade Média e mesmo algum tempo antes, nós começamos a nos desenvolver apenas quantitativamente, enquanto a qualidade tornou-se menos importante.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 09/07/12, “Introdução ao Livro do Zohar

Como O Aço Foi Temperado

Dr. Michael LaitmanDe um artigo do Rabash: “A contradição dos velhos: uma construção; a construção dos jovens: uma contradição”. “Os velhos” são aqueles que são usados ​​para a obra de Deus, “Jovens” são aqueles que estão apenas começando seu trabalho. Uma contradição é uma descida ou uma queda, o que significa que primeiro houve uma ascensão no trabalho que é considerada uma construção, ou seja, que eles consideravam as subidas, mas a contradição é quando eles sentiram uma queda, que vem da ocultação do Criador, ou seja, que o Criador Se oculta deles, e isso é chamado de uma contradição. A contradição dos velhos é quando dizem que o Criador enviou-lhes a ocultação, então se verifica que eles já estão em construção, uma vez que acreditam que o Criador está cuidando deles e disso recebem meios de subsistência.

“Os velhos” são aqueles que já estão acostumados com o trabalho espiritual, sabendo como interpretar cada estado, como abordá-lo e como torná-lo benéfico. Assim, mesmo a sua “contradição” é uma construção. Isso é porque eles não se esquecem e se seguraram à intenção de que tudo vem do Criador, mesmo a descida. Por isso, é durante as descidas, permanecendo leais, apegando-se a sua fé, com a intenção “para doar” mesmo nas descidas, que eles constroem as subidas. A descida em si se transforma em uma subida.

A subida não vem após a descida, mas é a mesma descida se a pessoa a atribui ao Criador, à meta da criação, e entende que a sente no desejo de receber e acrescenta a intenção correta a ela: a própria descida se torna uma subida.

A pessoa imediatamente sobe através da descida que é sentido no desejo egoísta, pela revelação do vaso corrompido. Então, ela para de se mover para cima e para baixo numa onda de subidas e descidas. Ela está sempre feliz com as descidas, porque não é depois delas que se acaba, mas ainda nelas, que ela se adere ao Criador. Assim, a contradição que os velhos sentem vai para a sua construção, pois a partir dela eles constroem uma adesão ainda mais intensa com o Criador.

Os “jovens” são aqueles que ainda não têm poder, não têm apoio suficiente do ambiente que possa estabilizá-los, que permite a virada da descida para a subida, para a adesão. Então, eles sequer começam a usar suas subidas egoisticamente e desfrutam a sensação boa, esquecendo assim da intenção. Então, a subida se transforma numa descida, e a construção se transforma em destruição. O estado é determinado pela intenção da pessoa.

Da Preparação para a Lição Diária de Cabalá 08/07/12

À Luz Da Convenção

Dr. Michael LaitmanEste congresso não foi só união, mas também divisão entre aqueles que cumprem as exigências do grupo (estudos sistemáticos, disseminação e Maaser) e aqueles que não os cumprem.

Nós devemos chegar ao estado em que o centro do nosso grupo, os amigos mais constantes, vão ao encontro das exigências do Criador para se tornar semelhantes a Ele no primeiro (1/125º) degrau da escada da Sua revelação. Neste caso, eles serão capazes de se tornar parte do grupo mundial do Bnei Baruch através do qual a Luz passa para o resto (Ver “A Introdução ao Livro do Zohar“).

Então, em torno desta parte, outras serão formadas, como ondas de propagação, de acordo com o cumprimento das regras de equivalência com o Criador, a qualidade de doação.

As regras não são inventadas por mim, mas definidas pelos Cabalistas; nós as conhecemos bem, mas não achávamos obrigatório realizá-las com precisão, pensando que elas não eram necessárias para a revelação do Criador. Agora, nos foi dada esta compreensão, pela primeira vez.

Refiro-me aqueles que não estão satisfeitos com estas exigências para com o Criador; talvez, Ele possa mudar as condições para se firmar contrato com elas: “A Lei da equivalência de forma” (vasos espirituais comunicantes /propriedades).

Aqueles que reconhecem a necessidade dessas condições podem escolher onde querem estar, em que círculo: o central ou externo. No futuro, vamos especificar as condições de cada círculo.

Eu amo todos vocês, e todo mundo é querido para mim, e tudo isso é feito para empurrar todos à meta e eliminar a confusão terrena no caminho espiritual.

Abraços,

Rav

Pequenas Quantidades Se Acumulam Numa Grande Quantidade

Dr. Michael LaitmanNós somos o resultado da quebra. Se quisermos nos aproximar da Luz, a vida espiritual, de modo a nos assemelhar ao Criador, isso só é possível através da união. Assim, nós somos levados a muitas situações nas quais temos que aprender que sem a união não vamos encontrar a força, os esforços, os pensamentos ou os desejos corretos.

Muitas vezes na vida, o homem diz que isso é suficiente, e decide que daquele dia em diante vai se levar a sério e dedicar cada momento ao desenvolvimento espiritual, para aproveitar todos os meios possíveis, para parar de desperdiçar sua vida e jogar fora as oportunidades que são dadas de Cima.

Mas já no momento seguinte, ele se esquece desses pensamentos. Ele vê que, se os obstáculos vêm, ele não é capaz de ir contra eles. Isto é feito de propósito, a fim de ensinar-lhe que se ele quiser se unir ao caminho e tomar a decisão correta de cada vez, ele deve receber a força do ambiente.

Ele pode receber essa força se considerar o ambiente como maior do que ele. Se ele tem um amigo que ele considera um nível acima de si mesmo, então ele é como um diante de um zero. Isso significa “10”. Se ele tem vários amigos, então este número cresce de acordo.

Tanto quanto ele for capaz de se anular diante dos outros, mais ele os verá como maiores e poderá receber deles maiores impressões, ou seja, a força de oração, união, e todo o trabalho espiritual.

Afinal, ele já está realmente se anulando diante deles e, assim, a força espiritual chega até ele. Enquanto isso, esta força espiritual, a auto-anulação e o mesmo campo em que ele atua, juntamente com os amigos, são egoístas, “Lo Lishma” (Não para Seu nome). De qualquer forma, estas são ações corretas, e é por isso que eles trabalham.

Nós não devemos degradá-los. Afinal de contas, todas essas pequenas quantidades se acumulam numa grande Luz. Seus esforços se acumulam de modo a elevar seus amigos cada vez mais, e esse é o objetivo da criação que ele quer atingir com a ajuda deles.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 04/07/12, Escritos do Rabash

Detector Para O Criador

Dr. Michael LaitmanNós estamos todos “flutuando” no campo informativo. Ele está acima do tempo, espaço e movimento. Ele é constante. Mas nós não estamos sentindo este campo porque temos propriedades diferentes. No entanto, se nós nos unirmos, nós nos tornamos, conforme o nosso grau de interconexão, semelhante a este campo: nos tornamos unificados como ele e começamos a captar suas informações.

Quando todos existem no estado de separação, sem união entre si, eles sentem neste campo informativo apenas uma pequena parte informativa que é sentida por todos como “nosso mundo”, isolado deste campo informativo e que pode ser detectado somente nessa pessoa, em sua parte egoísta individual.

Assim que nos unimos, o mínimo de muitos é dois (“Miut HaRabim – Shnayim”), então nós imediatamente começamos a corresponder a esse campo informativo e começamos a senti-lo no nível mínimo chamado “Nefesh de Nefesh ” e assim por diante. Isso significa que de acordo com a lei da equivalência, nós sentimos este campo, o Criador, conforme o grau de nossa conexão. Por isso, nós estamos criando um órgão sensorial fora de nós mesmos.

Eu Escolho Vocês, Irmãos!

Dr. Michael LaitmanSe a pessoa compreende a natureza de seu trabalho, ela começa a tratar o seu ambiente de maneira diferente, porque vê que não tem vontade própria e que tudo vem do Criador. É por isso que ele não permite que ela seja considerada uma criatura.

Ela será chamada de criatura quando se virar para o ambiente e receber o desejo dele. Então esses desejos serão registrados em sua conta.

Ou seja, ela precisa abaixar a cabeça e entender que apenas os desejos que recebe do ambiente são chamados de Shechiná, o lugar para a revelação do Criador, que é chamado Shochen (Morador). É por isso que a inclusão no grupo é totalmente obrigatória para o avanço espiritual.

Diz-se que é necessário amar os amigos: “Ama o teu próximo como a ti mesmo”. Afinal de contas, nessa conexão mútua, chamada de amor, a pessoa revela o mundo espiritual, o Criador.

Na verdade, eu não escolho os amigos. Minha escolha vem depois. No início, o Criador me traz ao grupo, e eu não tenho qualquer liberdade aqui. Minha escolha inicia mais tarde, quando eu realmente me conecto com eles e devo responder a pergunta: Por que eu preciso e o que quero receber deles?

Assim, eu avanço, cada vez escolhendo os amigos, porque tenho que ver todos eles como grandes, apesar do fato deles parecerem para mim cada vez mais insignificantes e vazios. Isso significa que eu os escolho, porque agora eu escolho precisamente esses amigos que o Criador me deu para o avanço espiritual.

Desta forma, eu avanço e construo sozinho um novo desejo. Este próprio desejo que recebo do ambiente e no qual quero me tornar semelhante ao Criador, para revelar a força de doação, é chamado de ser humano.

Todo mundo é obrigado a mostrar o seu amor pelo grupo, porque nós temos que apoiar uns aos outros, que é chamado de garantia mútua. Todo mundo se torna uma garantia para o resto, que todos eles terão força o suficiente para revelar a força de doação e atingir equivalência com o Criador. É por isso que eu sou responsável por todos, eu assinei a sua garantia. Sua espiritualidade está em minhas mãos, assim como a minha espiritualidade está em suas mãos. E se um de nós fizer um buraco no barco comum, todos nós vamos nos afogar em nosso egoísmo, nossas intenções egoístas, e não seremos capazes de revelar o Criador.

É por isso que, quanto mais avançamos em direção à revelação do Criador, mais rigorosas e exigentes se tornam as condições. Nós precisamos entender que estamos diante das leis da natureza da Luz e do desejo, e não pode haver compromissos e concessões. Tudo é feito de acordo com as leis das relações entre essas duas forças.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 05/07/12, Escritos do Rabash

Mudando A Odiada Pele Da Serpente

Dr. Michael LaitmanApós toda a preparação de cima, a quebra e as descidas, o nosso desejo de receber prazer é dividido em três partes: a parte interna adequada para a correção e as duas partes externas que podem ser corrigidas se pararmos de usá-las Estas duas partes são chamadas de “Klipa (casca) Noga” e “pele da serpente”.  Mas, a parte interior é chamada de “corpo interno”.

Toda a correção que a pessoa tem que realizar ocorre no pensamento. Se ela pensa nisso, ela está fora de seu corpo, o que significa que aspira a doar aos outros: aos amigos, ao grupo e ao mundo, como está escrito, “Do amor do homem ao amor do Criador; do amor das criaturas ao amor do Criador”; então ela não nutre seu ego, e, como resultado, seu desejo egoísta morre. Afinal, ele não pode existir sem comida, por isso desaparece!

No entanto, a pessoa deve sempre se proteger, já que as tentações da “pele da serpente” e da “Klipa Noga” constantemente a atrairão, tentando se agarrar a ela, em pensamentos de inveja, ambição e dominância. Elas fazem isso astuciosamente, e, graças a isso, cada vez a pessoa pode decidir que não quer esses pensamentos, que quer trabalhar fora de seus próprios interesses, sem qualquer benefício próprio, mas apenas para doar.

Se ela esclarece as coisas o suficiente, através de certo número de ações, ela separa o corpo interno, a alma de santidade, do corpo externo onde nenhuma intenção de doar pode ser vestida. Se ela para de pensar nelas, a alma de santidade é vestido com o corpo interno no qual está escrito: “Da minha carne verei a Deus”. Isso significa que a pessoa começa a descobrir a Luz, o Criador, a Divindade e a revelação do Criador, na sua carne, em seu corpo, em sua pele.

É tudo graças ao fato de que ela conseguiu se manter em pensamentos e esclarecimentos que estavam fora de seu corpo, o que significa fora de seu benefício próprio. Ela se amarrou ao Criador para poder ter certeza de que tudo vem Dele e que não há outro além Dele. O Criador dispôs tudo isso para que ela fosse capaz de esclarecer os três corpos após o pecado da Árvore do Conhecimento.

Como resultado dos persistentes esclarecimentos, a pessoa gradualmente priva seus dois organismos externos, a Klipa Noga e a pele da serpente, de sua comida, e eles partem dela e desaparecem. Quando a diferença entre o corpo interno e os dois organismos externos torna-se bastante evidente, a Luz no primeiro nível pode ser vestida em seu corpo interno, o que significa nascer no mundo espiritual.

Se a pessoa constantemente aspira doar aos outros: aos amigos, ao grupo e ao Criador, o que significa que quer estar “fora de sua pele”, fora do seu desejo de desfrutar, então é nesse desejo que a Luz superior é vestida, como está escrito: “De minha carne verei a Deus”.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 29/06/12, Shamati # 36