Textos na Categoria 'Economia'

Os Resultados do G20

Parecer (MichaelKhazin, um economista, do odnako.org): “O resultado foi tão insignificante que eu realmente não sei o que escrever. Primeiro de tudo, nenhuma medida específica para salvar a Grécia foi anunciada; o referendo escandaloso que poderia ter levado a Grécia sair da zona do euro foi cancelado.

“Na verdade, o fato de que a mídia dedicou mais tempo a este cancelamento do que a cúpula é muito significativo. Como a Grécia poderá pagar a dívida reduzida é ainda uma questão. Após o alívio da dívida, o nível da dívida continuará a ser o mesmo que no início da operação de “resgate” da Grécia.

“A mídia relatou que na reunião de cúpula, que durou dois dias, os países dedicaram mais tempo à questão do estimulo econômico e o crescimento em uma escala global, ao invés de problemas específicos. Mas, a partir das conclusões do encontro não é óbvio como manter a demanda agregada sem cair e se isso poderá mesmo ser feito.

“Como alguém pode falar de estimular a economia, sem formular a razão para este estímulo,qual deverá ser efeito da estimulação, qual é o custo dessa estimulação e, finalmente, quando isso vai se completar? Mas estas questões são um completo mistério para aqueles que seguem os líderes políticos do mundo.

“O anfitrião da cúpula, Sarkozy, anunciou um aumento nos recursos do FMI para ajudar a crise da dívida. Mas a quantidade de dinheiro necessário para resolver todas as questões não foi especificada. E aqui estamos falando de trilhões por ano, que são inexistentes e, portanto, não há nada para se alegrar com ainda. Mas já que os representantes do G20 não discutiram este tema, não há ninguém para argumentar com ele.

“Outra declaração importante foi feito por Obama, que disse que ele foi capaz de negociar a flexibilidade de yuans com a China. Se é bom ou ruim essa é a questão porque a China não é geralmente inclinada a compromissos e a concessão poderia significar que a economia da China não esteja tão bem assim e o yuan pode começar a depreciar.

“É importante notar que, além de Grécia , o encontro também discutiu a questão da dívida pública italiana, que ultrapassou 120 por cento do seu PIB, e o fato de que a situação na Itália está rapidamente caindo como a da Grécia. Na verdade, eu realmente não sei mais o que escrever.

“A crise está se desenvolvendo em silêncio, a demanda agregada está caindo, os riscos no setor financeiro estão crescendo, o desemprego está aumentando, e a agitação social está aumentando. O G20 se comporta como se tudo estivesse quieto e calmo, e apenas alguns pequenos borrões no contexto geral da economia global que exigem pouco esforço para corrigi-los.

“O espetáculo é bastante patético e triste. Não é interessante discutir o assunto. Eu tenho escrito várias vezes que esses caras não podem ser reformados: Não só eles não querem, mas também não podem fazer nada, pois eles não têm alavancas de controle, mesmo a linguagem que pode descrever os problemas atuais. A ciência não sabe o que fazer com eles. Mas enquanto eles estão no poder, vamos ver nada além de demagogia. E a crise vai continuar !”

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Os Temores Dos Dirigentes Da UE

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Vasily Koltashov, chefe do centro de investigação econômica do Instituto de Globalização e Movimentos Sociais, do vz.ru): “Cortar a dívida de um país se tornará uma forma de pressão sobre a dívida de outros países europeus.

“As tentativas do governo grego em se salvar à custa dos cidadãos causaram um forte protesto. Mas isso não fez com que as autoridades buscassem um acerto. Sob o impacto desses pesados protestos ​​sociais, a União Européia (UE) decidiu amortizar a dívida, porque temia o desenvolvimento de um crise sociopolítica na Grécia.

“A anulação da dívida grega ocorrerá não como sinal de um novo curso, mas para manter a estabilidade de outras dívidas e de todo o sistema do capital financeiro”.

Meu comentário: O estúpido pingüim covardemente esconde gordura nas rochas … (“A Canção do Brigão”, de M. Gorky)

A Europa Não Tem Estratégia Para Sair Da Crise

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Robert Zoellick, presidente do Banco Mundial): “‘Há uma falta total disso [de liderança] agora, e quanto mais tempo isso continuar, mais dinheiro vai custar e menos opções permanecerão’…

 “‘A questão chave é se as pessoas e os governos na Europa querem estabelecer uma união política e financeira para complementar a união da moeda’…

“Zoellick pediu que os líderes do continente dotem a Europa de uma direção política à medida que continuam a dialogar”.

Meu comentário: O seguinte é claro:

  • A Europa ainda não tem uma estratégia para sair da crise;
  • A questão crucial é: Será que a Europa consegue criar uma verdadeira união?

Quando falamos com políticos, economistas e sociólogos sobre como resolver a crise através da integração da sociedade, trazendo-a para um consumo razoável, liberando a maioria das pessoas do trabalho e atraindo-as para a educação e o treinamento global e integral obrigatório, eles argumentam que isso é demasiado geral. Eles querem ouvir sugestões concretas de como superar a crise, como os países e as pessoas podem se aproximar, na prática, o que pode ser mudado nas relações sociais e industriais, nas relações entre uma pessoa e o Estado, e assim por diante.

Mas esses planos devem ser desenvolvidos por especialistas nestas áreas. Nós explicamos a ideologia de uma sociedade integral. A ideologia não completa o processo de desenvolvimento de uma nova direção, mas apenas define uma nova direção, e então os “tecnólogos” entram em ação. Para resolver os desafios da crise, é necessário organizar grupos de trabalho onde economistas, empresários, planejadores e assim por diante, trabalharão em conjunto com nossos especialistas sobre a integralidade do mundo.

Como nós ainda não começamos a mudar nossas relações sociais, econômicas, industriais, familiares, etc., o mundo continua deslizando numa crise mais profunda. Portanto, talvez seja hora de sermos chamados e respondermos ao chamado para trabalhar em conjunto na criação do know-how da transição – a transição do mundo para uma forma perfeita e unificada.

O Plano De Sete Pontos Para Salvar A Zona Do Euro

Dr. Michael LaitmanOpinião: (George Soros, investidor bilionário): “Meu plano de sete pontos para salvar a zona do euro…”.

Meu comentário: Obviamente, especialistas como ele discutirão, criticarão e aprovarão esses pontos. Mas mesmo se eles forem totalmente aceitos, isso só acelerará o declínio econômico da Europa, porque eles não contêm uma única palavra sobre como corrigir a causa real da crise: a discrepância entre o homem, a sociedade e o mundo unificado.

Nem Mesmo O Céu É O Limite

Dr. Michael LaitmanA economia é a área mais importante para uma pessoa. Na verdade, ela é uma marca, um reflexo de todas as outras áreas da vida. É impossível construir uma economia correta se não levarmos em conta a educação, relações familiares e o humor de uma nação. Todas estas áreas têm impacto na economia.

É semelhante a uma união espiritual (Zivug), através da qual o Partzuf espiritual se preenche (satisfaz). Tudo está incluído nessa união: todos os desejos, todos os pensamentos, todas as qualidades e todas as interações entre todos. Tudo isso junto entra em contato com a Luz, com a satisfação. Isto é o que significa a economia correta!

Em nossa economia normal nós separamos uma pequena parte e lidamos com ela – nós somos simplesmente incapazes de fazer um cálculo global correto, embora eu tenha ouvido dizer que já há tentativas em passar simples números e fórmulas para diferentes avaliações que levem em conta o fator humano.

No entanto, a economia correta para mim é o “acoplamento de golpe” (Zivug de Hakaa), onde você consegue receber a satisfação ideal para o seu estado atual, e o caminho para chegar a uma satisfação ainda maior se abre diante de você. Como numa elevação espiritual, você nunca vai perder ou cometer um erro, você nunca vai acabar numa crise.

Novas “áreas vazias”, as oportunidades de satisfação, se abrirão para você. Basicamente, é exatamente com isso que a humanidade está sonhando. Nós queremos ter a cada momento novas oportunidades para uma maior satisfação, para nos satisfazer infinitamente, sem quaisquer limites. Como se costuma dizer: “Nem mesmo o céu é o limite”.

Da Lição Diária de Cabalá 09/10/11, Escritos do Rabash

A Composição Do Movimento “Ocupe Wall Street”

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Yury Rubinsky, Diretor do Centro de Estudos Franceses do Instituto Europeu da Academia Russa de Ciências, do beta.tvc.ru): “O Movimento ‘Ocupe Wall Street’ não é o começo da revolução proletária mundial, que Marx sonhou. Por outro lado, eles não são vagabundos, ralé, ou antissociais. Eles não são sem teto ou proletariado. Eles são a geração mais jovem da classe média

“Como resultado da crise econômica global, em termos reais, os jovens ganham menos do que seus pares ganhavam após a Segunda Guerra Mundial. A muitos deles estão sendo negados pacotes de benefícios básicos e verbas indenizatórias. Nos EUA, a taxa de desemprego para os jovens menores de 25 anos é de 17%, na França é de 20%, enquanto na Espanha é de 46%

“Esta é uma bomba-relógio. Percebendo isso, as autoridades começaram a flertar com o movimento dos “ocupantes”. …Obama e Soros expressam sua simpatia, mas não há solução!

Meu comentário: O governo precisa se preparar para a onda de demissões e decidir o que fazer com as pessoas que não têm trabalho, e por um longo prazo. Até que todos aprendam a viver em um mundo novo totalmente conectado, este não se tornará melhor. Pelo contrário, ele estará constantemente se deteriorando para nos forçar a mudar, como acontece de acordo com a lei normal da evolução.

O Mundo Sem O Euro

Dr. Michael LaitmanOpinião: (John Kornblum, Conselheiro Sênior, Noerr Stiefenhofer Lutz, Berlim e ex-embaixador dos EUA para a Alemanha): “Para os pais do euro, o fim da Guerra Fria, em 1990, foi um tempo de preocupação, bem como de celebração. À medida que eles olhavam para o futuro, eles também estavam obcecados com o passado sangrento do continente. Será que uma nova Europa, especialmente a Alemanha reunificada, despertaria antigos sentimentos nacionalistas e traria novamente o perigo da guerra?

“O alemão Helmut Kohl e o francês François Mitterrand – praticamente todos os líderes europeus desde então – viram uma moeda comum como um projeto essencialmente político, destinado a consolidar a união européia e eliminar esse perigo. Para eles, um mundo sem o euro teria sido um mundo cada vez mais ameaçado por conflitos e mesmo guerras.

“Por causa desses temores, o projeto euro foi feito às pressas, sem o acordo chave das instituições políticas comuns, que teria transformado a Europa numa zona econômica realmente unificada. Como resultado, cada país segue sua própria política econômica; a Grécia gasta, enquanto a Alemanha economiza. E os mercados têm sido rápidos em focar o elo mais fraco, ameaçando o euro ao quase conduzir países como Grécia e Portugal à bancarrota.

“Em vez de agir de forma decisiva, …Os governos europeus sentem-se limitados por seu compromisso com a ‘Europa’ em dar pequenos passos que não prejudiquem o equilíbrio dentro da União Européia (UE). Este medo avassalador de conflitos internos é o verdadeiro legado da Segunda Guerra Mundial, que tem sobrecarregado a UE desde o seu nascimento em 1957. Os políticos europeus podem não ser especialistas em finanças, mas eles conhecem seus eleitores. Não fazer nada é melhor do que arriscar a estabilidade duramente conquistada.

“Porque no final, tais decisões ainda são sobre a guerra”.

Meu comentário: Em todo o caso, até que as pessoas se tornem conscientes de sua total dependência mútua, o medo da guerra não vai desaparecer de suas consciências. Apenas a garantia mútua vai salvar o mundo do medo da guerra e elevar-nos à sensação de eternidade.

A Cúpula Da União Européia Evitou Uma Catástrofe

Opinião (François Fillon, primeiro-ministro francês, de itar-tass.com): “A cúpula em Bruxelas levou a um compromisso. A rejeição definitiva da possibilidade de excluir qualquer país da zona euro está entre as suas realizações. Mas a aceitação de um plano anti-crise é um passo para a união da UE, a primeira convergência das economias francesa e alemã”.

Não Uma Crise Financeira, Mas Uma Crise Global

Dr. Michael LaitmanOpinião: (Alexei Kudrin, ministro de Economia da Rússia): “A economia mundial enfrenta uma década perdida de crescimento baixo, mesmo que ainda seja possível evitar uma nova recessão global, disse o ministro de economia da Rússia, no sábado. ‘Provavelmente estamos diante de uma década perdida. Já é evidente que as taxas de crescimento serão baixas”, disse Alexei Kudrin a jornalistas russos à margem do encontro de ministros de Economia do G20 reunidos em Washington. ‘A luta contra o enfraquecimento do crescimento levará muitos anos, provavelmente 5 a 10 anos’, acrescentou Kudrin”.

Meu comentário: Se não houver eventos extraordinários, guerras ou desastres, a economia nunca crescerá de novo, e o mundo gradualmente perceberá que o homem não foi criado para a busca desenfreada de felicidade enganosa em termos de riqueza, poder e fama, mas para o consumo limitado e razoável, e o crescimento espiritual ilimitado.

Em nome de que devemos esperar pelo crescimento contínuo? Os ricos ficam mais ricos, os pobres mais pobres! A crise não é financeira, mas do mundo que criamos. Ou o ministro da Economia não o compreende, ou ele está distorcendo a verdade…

O Instituto De Pesquisas ARI Dirige-se Aos Formadores De Opiniões


Nos últimos dias, o Instituto de Pesquisas ARI,  nossa filial, enviou cartas a todos os formadores de opinião que lidam com os problemas econômicos da crise. A intenção do Instituto ARI foi  lembrar que a crise e a sua resolução não se fundamentam na política financeira e econômica, mas sim numa dependência cada vez mais forte de toda a humanidade. Nós somos incapazes de influenciar essa crescente interconexão. A única solução é educar as pessoas, apoiar esta rede “involuntária” de conexão, vê-la como uma oportunidade para nossa prosperidade futura, e ensinar o público sobre o comportamento integral.

A carta é apresentada abaixo.

Prezados Senhores,

As ramificações da escalada global da crise financeira minam a estabilidade econômica e social, e até questionam a sustentabilidade de governo em muitos países. Muitos dos que perderam seus empregos e/ou suas poupanças estão começando a perder a fé em sua capacidade como líderes em proporcionar-lhes segurança financeira ou até mesmo soluções viáveis ​​para o futuro. No meio da incerteza global, a união exemplificada pelos vários movimentos de protesto consola temporariamente os insatisfeitos. Ao mesmo tempo, ela cria uma dinâmica perigosa que, sem pausa, levará à expansão e intensificação da agitação.

Além disso, a interdependência global e décadas de excesso econômico tornaram as soluções fiscais e monetárias convencionais ineficazes. Como resultado, a dívida nacional está implacavelmente inflada, prejudicando sua capacidade de continuar a oferecer soluções significativas para os desafios sociais e econômicos que enfrentamos.

Em tal realidade, as taxas de desemprego subirão drasticamente, levando a uma maior agitação social e protestos, que por sua vez representam uma ameaça real para a estabilidade dos países e de todos os sistemas internacionais (sociais, econômicos e políticos).

Para manter a estabilidade do governo, nós acreditamos que o desemprego deve ser tratado como uma questão que requer atenção imediata e específica. Nós também sugerimos que agora é necessaria uma ação corajosa, de modo a conter o ciclo de declínio em que nos encontramos. Para conseguir isso, nós propomos que um mecanismo de emergência nacional seja estabelecido, com os seguintes objetivos:

  • Integrar pessoas desempregadas numa estrutura contínua de estudo (a ser detalhada abaixo), que será considerada como “emprego”;
  • Previnir a exibição pública de ociosidade, amargura, e manifestações/protestos em massa;
  • Fornecer aos desempregados ferramentas para restituição da força de trabalho;
  • Conceder  bolsas que cubram as necessidades básicas e uma vida digna, sujeitas à  participação na estrutura de estudo;
  • Restabelecer a dignidade dos desempregados através da “atualização” do status social dos desempregados, de “párias” para pessoas que exerçem “aprimoramento” das suas habilidades sociais e profissionais;
  • Aumentar a empatia com o Estado e a coesão social, principalmente agora em tempos de crise.

O conteúdo, na estrutura do estudo [1] para os desempregados, incluirá entre outros tópicos:

  • Finanças pessoais. Isto permitirá a subsistência digna em virtude das possibilidades que a bolsa de estudos para desempregados permite.
  • Aprender a viver em condições de incerteza. Isso incluirá manter a solidez da união familiar, com ênfase especial na paternidade (ou maternidade), reforço e manutenção da solidez mental e emocional, e o desenvolvimento e aperfeiçoamento de habilidades sociais.
  • Educar as pessoas sobre as conseqüências das fortes conexões entre os indivíduos, empresas e países, como isso afeta as necessidades básicas das pessoas e a nossa realidade diária nos níveis nacional e internacional. Será esperado que cada pessoa  perceba que na era global, todos nós (cidadãos comuns, ricos e poderosos, e formadores de opinião) estamos no mesmo barco.
  • Fornecer as habilidades sociais necessárias para uma existência sustentável num mundo interconectado: a solidariedade social, a consideração pelos outros e pelo meio ambiente, e o consumo equilibrado e racional.

Tal mecanismo de educação gerado pela crise aliviará a mente das pessoas, proporcionando assim ao governo tempo necessário para lidar com os desafios globais, e garantirá a estabilidade nacional e internacional.

Como uma organização educacional que coopera com organizações no mais alto nível, nós gostaríamos de uma oportunidade de consultá-lo, a fim de fornecer as ferramentas necessárias e o conhecimento para implementar o nosso plano.

Atenciosamente,

Instituto ARI

www.ariresearch.org

[1]Todo o conteúdo será ministrado de forma envolvente, através de um ambiente virtual, utilizando jogos, quizzes, atividades sociais e assim por diante.