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Um Momento Decisivo Na História

Dr. Michael LaitmanOs tempos estão mudando cada vez mais rápido e a cada dia apontam mais e mais para a meta. O mundo está começando a perceber a situação em questão, que consideramos ser uma transição de um nível para outro, de um degrau da escada para outro no nosso desenvolvimento.

Baal HaSulam escreve em seu artigo “A Paz” que cada vez, com a subida para o próximo nível, a humanidade precisa descobrir a vaidade e nocividade do estado atual, a incapacidade tanto de avançar como de permanecer no local. Quando o mundo inteiro, assim como o homem, grupo ou país, sofre nas atuais circunstâncias, isso se torna o combustível, a motivação, para a transferência ao próximo nível. As pessoas estão prontas a abrir mão do estado atual, que anteriormente parecia bom para elas, mas agora veem o mal nele. Enquanto que o próximo nível, que anteriormente parecia ser irreal e mau, elas estão prontas para aceitar como bom.

Isso é como o desenvolvimento prossegue. O homem muda, seus desejos mudam, e, em seguida, expondo o passado, o presente e o futuro à reavaliação, ele passa à próxima fase. Forçando o seu próprio desenvolvimento, avaliando seus estados mais corretamente, o homem poupa tempo e também internamente se identifica com a tendência, graças à qual o processo passa por ele mais facilmente, suave e positivamente. Isso é porque ele entende as razões do que está acontecendo e age conscientemente, olhando para frente com antecedência.

É assim que o homem ajuda as forças da natureza que o estão influenciando. Elas são convocadas pela negatividade para empurrá-lo ao longo do caminho, mas ele está tentando passar para o próximo nível, por si mesmo, usando a atração pela frente e não o impulso por trás.

Hoje, nós entramos na última fase do período atual de desenvolvimento. Os Cabalistas começam sua contagem regressiva a partir do século XV, desde os tempos do Ari. Nós entendemos que o processo flui lentamente, fase por fase, passando pelos os cinco níveis de HaVaYaH, desde a fase da raiz até a quarta fase. Baal HaSulam, o último grande Cabalista, preparou a metodologia de correção para nós. Ele também queria acelerar o tempo e foi relativamente bem sucedido. Quem sabe como nós iríamos avançar sem suas revelações.

Sobre a situação atual, ela é especial no modo como o mundo em si, mesmo sem as várias explicações, começa a perceber que está agora numa importante fase de transição. Claro, nem todo mundo entende isso. Há sempre pessoas que não percebem a questão principal, ou se fazem de surdas à chamada do tempo.

Há razões para isso, já que aqueles que basicamente provocaram a atual crise econômico-financeira ainda estão escondendo a verdadeira situação, preferindo viver em euforia, em suas fantasias. No entanto, a cada dia, eles compreendem mais claramente que a situação é crítica e não há nada que possa ser feito. Independentemente das somas gigantescas de dólares e euros lançadas na economia, não há dinheiro para pagar as contas e não há nenhum meio que permita pagar a dívida de alguma forma.

Hoje, voltando para a caixa registadora, eles percebem que ela não está simplesmente vazia, mas chegou a um valor negativo sem esperança. Por isso, tudo o que está sendo feito hoje não se destina a corrigir a situação, mas atrasar o fim inevitável por mais alguns meses. Finalmente, torna-se claro que um enorme “tsunami” está esperando por nós, um golpe que o mundo não será capaz de suportar. A sociedade ainda não está ciente do que está acontecendo, mas é simplesmente uma questão de tempo.

Como consequência, as elites estão planejando várias etapas e desenhando cenários para o desenvolvimento de eventos globais e locais. Quais as opções que elas têm? Claro, seria melhor para elas cancelar tudo e recomeçar o jogo. Mas como podemos fazer isso? A partir daí, o padrão de vida das pessoas irá diminuir em 50% ou mais. Os mecanismos sociais e econômicos anteriores deixarão de funcionar. Quem costumava se sentar no alto vai cair. Não haverá nada para os bancos, que costumavam ficar por trás deste jogo. No final, uma grave incerteza encontra-se à nossa frente.

Como regra em tais situações, sob a pressão das circunstâncias, não vendo outra saída, a humanidade começará guerras e rebeliões. Possivelmente, tempos difíceis nos esperam.

Isto é especialmente verdadeiro para o povo Judeu, uma vez que, como Baal HaSulam escreve no final da “Introdução ao Livro do Zohar” e em outros lugares, toda a correção é colocada sobre Israel. Os eventos que estão acontecendo nos bancos europeus e em outras organizações econômico-financeiras são certamente direcionados pelo Criador, que, por esses meios, nos conduz à realização do mal no mundo egoísta e nos obriga duramente a nos livrar da abordagem atual que se destina somente ao benefício material. Ele nos conduz à realização de que é necessário alterar os valores. De agora em diante, o espiritual deve se tornar a meta para nós e o material deve se tornar o meio.

É impossível imaginar quanto sofrimento é necessário para alterar os valores de cada um separadamente e da humanidade como um todo. Isto é porque o homem não está pronto, não entende e não sente o que é exigido dele. Quanto mais a pressão deve aumentar? Que terrível sentimento de desamparo e confusão deve haver para enlouquecê-lo? Que problemas e sofrimento ele deve experimentar e ainda continuar vivo? Em toda essa loucura, como alguém pode perceber que só uma coisa é necessária, sustentar aquele pouquinho que é necessário para o corpo e dar o resto para a alma?

O que está sendo falado aqui é da mudança dos grandes valores egoístas em toda a humanidade, a fim de elevá-la do estado atual para onde ela vai desejar apenas uma coisa: viver em doação. No entanto, não é pela força que o homem vai desejar isso por si mesmo, percebendo, compreendendo, e sentindo que eis a grande meta desejada por todos, elevando-se acima da vida e da morte, acima de tudo.

Portanto, como o homem pode chegar à doação e união? Como pode sair do egoísmo, do próprio corpo e se conectar aos outros? Como pode se juntar aos outros completamente, de modo a sentir o mundo inteiro como seu e com o desejo de cuidar de todos, sentir tudo isso em vez das atuais relações e valores? Nós estamos falando de uma transformação radical, de um extremo ao outro da escala. Nós não entendemos como tal coisa pode acontecer. A humanidade preferiria acabar com sua vida suicidando-se.

É exatamente aqui que a força superior é revelada: a Luz que Reforma, que implementa sua ação de uma maneira boa ou ruim. No entanto, é necessário um grande sofrimento para isso, quando as pessoas realmente sentem, e não apenas dizem, que a morte é melhor do que esta vida. Somente quando o homem se eleva acima do limite da vida e da morte, é que a força superior é revelada e controla a ação. Um breve choque não será suficiente aqui; esses estados devem ser sentidos profundamente até a morte, o que não é a própria vida, mas sua base atual, o desejo egoísta.

Estágios críticos estão agora diante de nós, que irão se desenvolver exatamente desta forma, se não os adoçarmos com a metodologia da correção, a ciência da Cabalá. Hoje é a primeira vez na história que ela está se revelando diante de todos em várias formas, para mostrar à humanidade, e primeiro para toda a nação de Israel, a possibilidade de passar do caminho do sofrimento para o caminho da Torá.

Para que isso aconteça, nós explicamos às pessoas sobre a evolução movida pelo desenvolvimento do egoísmo, a transferência entre os níveis, o livre-arbítrio que já está acessível a nós e nos ajuda a medir o caráter da transformação de um estado para outro. Um momento decisivo na história está chegando. O egoísmo tem se desenvolvido por centenas de anos, mas hoje chegamos ao estado do mal comum e devemos perceber o bem comum. Isso já é uma nova etapa da humanidade: a vida em doação em vez de recepção.

Se não adoçarmos os estados de transição através da ciência da Cabalá, com as explicações que ajudarão a compreender, percebendo o desenvolvimento e cooperando com ele, se não atrairmos a Luz que Reforma e passá-la à humanidade, tornado-se “Luz para as Nações”, então a transição para o próximo estado será muito difícil.

Nós já vimos a crise econômica e a ameaça de uma guerra. Muitas coisas ainda estão para ser reveladas a nós no futuro. E tudo isso não vai acontecer em algum momento no futuro, em algum lugar além do horizonte, mas aqui e agora, e mais adiante no cronograma. Claro, os problemas só vão continuar a crescer e o mundo inteiro vai se render à luta e à guerra. Apesar de levar o mundo ao fracasso econômico seja feito pela vontade do Criador, as organizações simplesmente não veem outra saída. É impossível liquidar as dívidas atuais. É por isso que todos os meios conhecidos, tais como a guerra, o protecionismo e o fascismo, estão se armando e parecem ser a solução para os problemas.

Nestas circunstâncias, uma poderosa campanha de disseminação é exigida de nós, não uma explosão de curto prazo, mas uma onda interminável, movendo-se como uma parede e desmoronando em todo o mundo. Esta é nossa tarefa exata: organizar a pressão por meio da explicação, e até mesmo por meio da propaganda sobre o que a metodologia de correção oferece.

Chegou a hora de começar. Precisamos nos preparar o mais rápido possível para criar vários tipos de cobertura: ampla, afiada, decisiva, sem esconder nada, e ativá-los primeiro em Israel, no lugar mais importante do mundo, de onde a notícia irá fluir para toda a humanidade em todos os canais. Além disso, precisamos disseminá-los através de nossos grupos ao redor do mundo.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 11/08/12, Escritos do Baal HaSulam “A Nação”

O Capitalismo Quer Que Nos Divorciemos

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do The Guardian): “Gostamos de pensar que somos livres no mercado livre; que estamos para além das forças da publicidade e manipulação social através das forças de mercado. Mas existe uma nova tendência social – a ascensão da “pessoa solteira” como modelo consumidor – que nos apresenta um paradoxo. O que antes pensávamos como sendo radical – ficar solteiro – pode agora ser reacionário.

“As relações de longo prazo, como o trabalho para toda a vida, estão a ser rapidamente desregulamentadas no curto prazo: os arranjos temporários sem promessa de compromisso, como o sociólogo Zygmunt Bauman nos têm alertado por mais de uma década. É difícil para duas pessoas estar auto empregadas, sem uma promessa de um futuro estável. O capitalismo quer que sejamos solteiros.

“Ser solteiro, tem sido visto desde os anos 60 como uma escolha radical, uma forma de rebelião contra o conformismo capitalista burguês. Como o sociólogo Jean-Claude Kaufmann diz, a mudança da vida familiar para estilos de vida sozinhos no século 20 foi parte de um “irresistível ímpeto de individualismo”. Mas esta “liberdade” parece muito menos glamorosa quando vista através da perspectiva das mudanças de consumismo planeadas.

“Agora faz sentido económico convencer a população para viver sozinha. Os solteiros consomem 38% mais produtos, 42% mais empacotamento, 55% mais eletricidade e 61% mais gasolina per capita que famílias de quatro pessoas, de acordo com um estudo feito por Jianguo Liu da Michigan State University. Nos EUA, solteiros nunca-casados na faixa dos 25 aos 34 anos, ultrapassam as pessoas casadas em 46%, de acordo com o Population Reference Bureau. E o divórcio é um mercado em crescimento: uma família quebrada significa que duas casas têm de comprar dois carros, duas máquinas de lavar, duas TVs. Os dias da família nuclear como unidade de consumo ideal acabaram….

“O consumismo agora quer que você seja solteiro, então vende isto como sexy. A ironia é que agora é mais radical tentar estar numa relação de longo prazo e num trabalho de longo prazo, para planear o futuro, talvez até tentar ter filhos, do que ser solteiro. Casais e ligações de longo prazo com outro numa comunidade, parecem agora a única alternativa radical às forças que irão reduzir-nos ao isolamento, nômades alienados, procurando cada vez mais ligações temporárias “de arranjo rápido” com corpos que transportam dentro deles a compreensão da sua própria obsolescência interna”.

Meu Comentário: É assim que o capitalismo olha para a sociedade, apenas como um consumidor dos seus produtos. É esta atitude de egoísmo em relação à humanidade e à natureza que nos levou a uma confrontação com a natureza, à crise, e agora podemos ver a inutilidade do egoísmo para a nossa existência. Para sair da crise, precisamos começar a corrigir a nossa natureza egoísta.

O desejo de escravizar toda a gente e o mundo inteiro é um desejo natural do egoísmo em nós. Mas a natureza tem um plano: levar-nos a todos ao equilíbrio, à igualdade, e unidade. Se não reconhecermos esta necessidade, então através da crise este plano irá ainda ser implementado. É realmente uma pena para as vítimas.

As Características Do Emprego Futuro

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “A Última Geração”: O desempregado receberá suas necessidades igualmente com o empregado.

Em princípio, esta é a forma como deve ser hoje. Afinal, aqueles que vivem em cidades, tendo perdido uma fonte de renda, são incapazes de se alimentar. Eles não têm gado e terras, e não sabem como cultivar a terra. No entanto, uma pessoa, em qualquer caso, deve ter algo para comer: é a sua necessidade natural urgente.

Pergunta: Se estamos falando de um sistema único da humanidade, cada um deve realizar alguma tarefa, como uma célula no corpo. Então, de onde virão os desempregados?

Resposta: Portanto, nós temos que organizar a sociedade de tal forma que todo mundo tenha algo a fazer. Mas, na realidade, nós estamos falando do “emprego” espiritual. Quanto à sua contraparte material, pode ser mínima.

Nas gerações passadas as pessoas viviam de maneira muito simples. Por exemplo, um vendedor no mercado poderia vender uma panela durante o dia todo e isso era o suficiente para ele. Não havia carros, automação, a produtividade era baixa, e mesmo assim as pessoas trabalhavam algumas horas por dia e não precisavam de mais. Hoje em dia, não há necessidade de tantos trabalhadores. Em vez disso, as pessoas vão estudar, e no restante vão ajudar e apoiar umas às outras.

Nossa tarefa é preencher o tempo livre das pessoas de forma produtiva. Hoje, cerca de 90% de vários tipos de atividade laboral são redundantes. Se você estourar essa bolha e reduzir tudo ao nível da vida boa, saudável e racional, não haverá trabalho para todos. Afinal de contas, nós iremos produzir produtos confiáveis com durabilidade muito maior, em vez de produtos de curta duração que necessitam ser reparados ou substituídos. Acontece que, no máximo, 10% da população trabalhadora terá que trabalhar.

Hoje, a superprodução de coisas extras, que são impostas aos consumidores pela publicidade, está bem estabelecida, de modo que essas coisas são despejadas e abrem caminho para as novas. Isto se aplica à indústria de transformação e à medicina, e tudo mais. O que quer que uma pessoa faça, ela faz em seu próprio detrimento. A indústria farmacêutica produz medicamentos extras, a indústria da defesa produz armas militares; em suma, tudo está invertido em relação à forma como deve ser.

Portanto, no final, meio bilhão de pessoas vão trabalhar, ou nós vamos dividir o trabalho entre todos para que cada um possa trabalhar, por exemplo, duas horas por dia. E o resto do tempo será dedicado ao trabalho espiritual: as pessoas vão estudar e aprender a ajudar umas às outras, etc. É necessário garantir o mesmo nível de vida para todos, independentemente de saber se a pessoa trabalha ou não, porque a questão não é se ela trabalha, mas se você pode fornecer-lhe trabalho. Se você culpar alguém, não a culpe, mas culpe a si mesmo.

Desta forma, você tem que criar o mesmo padrão de vida para todos. Você pode adicionar a ele o respeito dos outros, a competição de dar em benefício da comunidade. A pessoa pode e deve competir em contribuição à causa comum, pelo serviço meritório à sociedade:

– Veja como as pessoas estão felizes em meus shows!

– Veja como eu administro perfeitamente a empresa!

Além disso, não é apenas o diretor, mas o proprietário de uma empresa. Nós não precisamos desapropriar nada, como foi feito na União Soviética. Se um homem é dono de uma fábrica, ele cuida da produção ininterrupta e das condições dignas de trabalho para os seus funcionários, e, ao mesmo tempo, exige que eles desempenhem suas funções de forma perfeita. Ele tem orgulho do que faz e recebe o mesmo salário que os seus subordinados ou os desempregados. A parte restante da escala de prazer é preenchida pelo respeito dos outros e nada mais.

Na verdade, será que o corpo do diretor precisa mais do que os corpos dos outros? Não. Ele tem um carro da empresa e um motorista, mas isso é para o trabalho. Em tudo mais, ele é como o resto.

Assim, nós utilizamos o potencial de todos na medida do possível. Neste caso, no nível “animal”, todos recebem igualmente, mas ganham honra e respeito no nível humano. Tudo isso só funcionará se as pessoas se envolverem no sistema da educação integral.

Desta forma, nós vamos realizar o curso correto e nos esforçar pela correção geral, porque o nosso objetivo não é uma existência “animal”, mas o pico de desenvolvimento humano.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 27/08/12, Escritos do Baal HaSulam, “Última Geração”

Fome No Horizonte

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (do NYDailyNews): “Há milhares de trabalhadores de baixa renda que mal sobrevivem e 1,5 milhões de pessoas – a maioria mulheres, crianças, idosos, trabalhadores pobres e pessoas com deficiência – forçados a confiar em sopões e distribuição de alimentos para colocar comida na mesa.

“Desde 2003, o número de nova-iorquinos que têm problema em dar comida para si e suas famílias aumentou 60%, para gritantes 2,9 milhões”.

“No entanto, apenas no ano passado, a distribuição de alimentos e sopões nos cinco bairros perderam 11 milhões de refeições devido a cortes federais no Programa de Assistência de Emergência Alimentar (TEFAP), disse Purvis. Isso significa 40% menos alimento disponível para nova-iorquinos de baixa renda num momento em que a demanda continua crescendo aos trancos e barrancos”.

“Ruim agora, piorar poderá ficar muito em breve”.

“Por mais difícil que seja de acreditar, algumas pessoas em Washington têm a intenção de privar 46 milhões de pessoas no país de sua tábua de salvação para manter a comida na mesa. Mais de 1,8 milhão de pessoas na cidade iria sofrer”.

Meu comentário: A falta de educação integral não permite que as pessoas entendam como podem se unir e se ajudar, sem qualquer ajuda do estado.

“Como o Google Pode Evitar A Próxima Crise Financeira”

Dr. Michael LaitmanNas Notícias (da Bloomberg): “A intuição matemática que transformou o Google Inc. numa empresa de bilhões de dólares tem o potencial de ajudar o mundo a evitar a próxima crise financeira. Se apenas os bancos tornassem públicos os dados necessários para fazer o trabalho.

“Dezesseis anos atrás, os fundadores do Google – os cientistas da computação Larry Page e Sergey Brin – introduziram um algoritmo para medir a “importância” das páginas da Web em relação a qualquer conjunto de palavras-chave.

“Conhecido como PageRank, ele se baseia na noção de que as páginas da Web efetivamente elegem outras páginas ligando-se a elas. As mais importantes, Page e Brin justificaram, devem ser aquelas que atraem links de muitas outras páginas, especialmente de outras realmente importantes.

“Se esta definição parece circular, realmente é. Ela também captura uma realidade autêntica, razão pela qual respeitá-la gera resultados muito superiores. …

“O que isso tem a ver com as finanças? Muito. O risco sistêmico que transformou a crise de empréstimos subprime nos EUA num desastre global também é circular. Nós não podemos identificá-lo simplesmente buscando bancos com a maioria dos ativos ou os maiores portfólios de empréstimos de risco. O que importa é quantos links um banco tem com outras instituições, quão fortes são esses links e quão arriscados são os outros bancos, não menos porque também tenham links com outros bancos de risco.

Algo como o PageRank pode ser apenas a coisa certa para encurtar o caminho. Esse é o argumento, pelo menos, feito por uma equipe de físicos europeus e economistas economistas num novo estudo. Seu algoritmo, o DebtRank, procura medir o valor econômico total que seria destruído se um banco ficasse em apuros ou entrasse em falência. Ele faz isso indo de um banco para fora através da rede de links no sistema financeiro, para estimar todas as consequências que poderiam advir de um fracasso. Bancos conectados a mais bancos com escores elevados do DebtRank teriam naturalmente maior pontuação no escore do DebtRank.

“Como demonstração, os pesquisadores calcularam o DebtRank com base na conhecida rede de investimentos de capital entre as instituições – praticamente o melhor que podem fazer com os dados disponíveis publicamente. Se o Banco A possui ações do Banco B, os dois estão ligados. Esta rede, é claro, reflete apenas um subconjunto dos muitos links criados por derivativos e outros instrumentos, de modo que o cálculo é um pouco como desenvolver a melhor rota de condução de Nova York a Los Angeles, ignorando dois terços de todas as estradas. No entanto, é útil demonstrar o que pode ser possível com dados mais completos. …

“Um algoritmo sozinho não pode salvar o mundo, e esta não é a palavra final sobre a melhor maneira de medir o risco sistêmico. No entanto, a aparente superioridade da abordagem DebtRank ressalta como a nossa capacidade de monitorar o sistema financeiro depende inteiramente da disponibilidade de dados. Atualmente, a maior parte da informação que seria necessária para calcular o DebtRank ou qualquer outra medida similar é simplesmente não pública. …

“Imagine um mundo em que os bancos e outras instituições financeiras fossem legalmente obrigados a divulgar absolutamente todos os seus ativos e passivos dos bancos centrais, que por sua vez tornaria pública essa informação num site. Os reguladores – na verdade, qualquer um – seriam capazes de ver toda a rede e avaliar a situação de um banco com total clareza. Qualquer pessoa disposta poderia calcular medidas como o DebtRank e avaliar o quanto um banco particular está contribuindo para uma potencial instabilidade financeira”.

Meu comentário: Isto irá mostrar somente a seqüência de falências, mas não vai eliminar a sua inevitabilidade, porque não vai reestruturar o sistema de crédito financeiro. Até que a sociedade chegue a um completo equilíbrio interno igual ao nível de existência, a pressão no sentido de correção não vai parar.

Economia Da Sociedade Do Futuro

Pergunta: Poderia dar um exemplo para mostrar como a economia da sociedade do futuro deve ser, o que precisamos para chegar lá?

Resposta: Isto é muito simples, e não há realmente muito a pensar aqui. Para começar, temos de tomar tais coisas tangíveis que, gradualmente, nos vão ajudar a chegar a uma comunicação e definições mais abstratas.

Vemos que nossa economia está passando por uma crise séria. É preciso “esvaziar”, tornar-se uma economia de consumo razoável. Isso vai acontecer quer nós queiramos ou não. Se realmente quisessemos, poderíamos começar a restringi-lo gradualmente e libertar-nos de excessos e coisas que não precisamos.

Em primeiro lugar, gostaríamos de eliminar toda a publicidade. Não deve haver nenhum publicidade, mas anúncios razoáveis, sobre coisas úteis que as pessoas precisam para que as pessoas saibam que aqui estão as coisas normais que tornam a vida mais fácil.

Mesmo agora, cada país e cada sociedade tem um perfil de consumo necessário que cada pessoa deve ter para se sustentar, como alimentos, medicamentos, acessórios necessários, e assim por diante. Nós também devemos manter um perfil como este, mas não um mínimo, uma perfil de consumo alargado para uma existência normal e razoável. Toda a produção fora disto precisa ser restringida.

Gradualmente restringindo a produção desnecessária, antes de tudo, vamos receber uma abundância de energia, que é uma coisa muito boa. Por que desperdiçá-la? Vamos ter uma abundância de recursos naturais. Vamos deixá-los para os nossos filhos e netos. Em outras palavras, chegaremos a praticamente um ponto em que será capaz de se vestir, alimentar, e equipar toda a humanidade em um nível razoável.

Esta é a economia do futuro que gradualmente tem vindo a avançar, por outras palavras, por um lado, a deflação do consumo excessivo e, por outro lado, o aumento de toda a humanidade ao nível de existência normal. Alcançar esse nível é o nosso objetivo inicial. Desta forma, nós cuidamos da nossa existência animal, certificando-nos de que ela é igual para todos.

Imagine a revolução psicológica que devemos criar nas pessoas, mas isso não pode ser feito sem a educação integral das pessoas. Antes de cuidar da economia, é necessário mostrar para as pessoas a necessidade de subir para o próximo nível. Este próximo nível onde nós formamos uma sociedade que chamamos de nível humano, homem, Adão, determina a descida voluntária para o nível de consumo razoável.

É necessário criar um programa de transição gradual para isso porque o principal não é o resultado final, mas uma transição suave e multi-nível. Aqui, ao mesmo tempo, deve existir educação integral, formação integral e redução gradual da produção desnecessária, bem como um aumento gradual em servir a população com educação e formação integral; em outras palavras, a reestruturação de todos os meios de comunicação para fazer o trabalho educacional. Quando a humanidade está ocupada em transformar-se, é como uma enorme máquina mundial.

Finalmente, a humanidade estará ocupada consigo mesma, mas não preocupada em mostrar ao seu vizinho se tem um bilhão a mais ou humilhando mostrando que é mais forte, mas sim com o objetivo de alcançar a integração.

Da “Discussão sobre Formação Integral” 29/02/12

O Segredo Para Uma Vida Feliz

Dr. Michael LaitmanNas notícias (do Daily Mail): “Ter relações íntimas com amigos e familiares como uma criança torna as pessoas mais felizes no futuro, descobriu um novo estudo.

“Os cientistas não sabem muito sobre como os aspectos da infância e desenvolvimento do adolescente – tais como função acadêmica e sócio emocional – afetam o bem-estar dos adultos.

“Eles definem o bem-estar como uma mistura de senso de coerência, estratégias positivas de enfrentamento, relacionamentos sociais e forças de auto avaliação.

“Os pesquisadores analisaram dados de 804 pessoas, acompanhadas por 32 anos, que participaram do Dunedin Multidisciplinary Health and Development Study (DMHDS) na Nova Zelândia.

“Eles mediram a relação entre os níveis de desvantagem familiar na infância, conectividade social na infância, desenvolvimento da linguagem na infância, conectividade social na adolescência, formação acadêmica na adolescência e bem-estar na idade adulta…

“Os resultados mostraram que há um caminho forte da conectividade social infantil e adolescente até o bem-estar dos adultos – mostrando a importância de relacionamentos sociais positivos ao longo da expectativa de vida até a idade adulta.

“Além disso, a pesquisa do Journal of Happiness Studies revelou que o caminho do desenvolvimento precoce da linguagem – por meio da realização acadêmica do adolescente – até a felicidade dos adultos era fraca”.

Dica: Liderem pelo exemplo e ensinem a criança a construir relacionamentos com os outros.

Tudo Começa Na Europa

Dr. Michael LaitmanNas notícias (de Finmarket.ru): “Existe um acordo unânime entre os banqueiros norte-americanos que a sua maior ameaça é o resultado da crise financeira da zona do euro, porque os governos europeus começam a economizar juntamente com os consumidores europeus.

Isso é facilmente explicado: o desemprego na Europa bate recorde após recorde, à medida que a recessão continua a se aprofundar. Como resultado, os cidadãos da UE têm que mudar hábitos de consumo – que pode ter um impacto duradouro sobre a economia e os lucros corporativos. Mudanças nos hábitos de consumo têm afetado o rendimento de empresas europeias.

Meu comentário: Nós estamos diante da falência das corporações, o desaparecimento da classe média, o surgimento de centenas de milhões de desempregados, tumultos por comida, etc., onde a responsabilidade mútua, a preocupação mútua e a doação não são alcançadas através da unidade. A educação integral deve nos ensinar como criar, passo-a-passo, uma administração única, tanto para a UE como o mundo inteiro.

A Onda Da Crise Da China

Dr. Michael LaitmanOpinião (Larry Lang, professor de finanças na Universidade Chinesa de Hong Kong): “Larry Lang foi entrevistado pelo The Epoch Times dizendo que a economia da China está à ‘beira da falência’ e que ‘cada provincia é uma Grécia.’ …

“De acordo com o site do governo Chinês (www.gov.cn), a auditoria encontrou 10.7 triliões de yuan de divida do governo local no fim de 2010, um resultado de empréstimos fáceis tornados realidade pela injecção de estímulo governamental de 2008-2009. …

“A auditoria descobriu que 1033 tais empresas têm problemas tais como falso financiamento, o capital social não ser remunerado, fornecimento ilegal de fundos e a retirada deles pelos governos locais e departamentos, envolvendo uma soma de 244.15 biliões de yuan,” a auditoria disse nos seus achados. …

“Numa controversa série de reinvindicações, Lang disse que a dívida geral na China foi de tanto quanto 36 triliões de yuan ($5.68 triliões de dólares americanos), a inflacção oficial percebe que 6.2% eram tão elevados quanto 16%, o consumo doméstico representava apenas 30% da actividade económica e houve ‘séria capacidade excessiva.’ Ele acrescentou que apesar dos principais números de 9% de crescimento em PIB, a produção na realidade diminui na China.

“‘Assim que o tsunami económico começar, o regime perderá a credibildiade e a China se tornará o país mais pobre no mundo,’ Lang concluiu na palestra.”

O Meu Comentário: Tudo se está simplesmente a revelar, mas dado que o roteiro ainda está aberto, não faz sentido se falar sobre isso. Enfrentamos juntos ou um novo entendimento e correcção das pessoas e relações humanas ou uma guerra mundial, após a qual repetiremos a evolução e independentemente chegamos à correcção.
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“O Mundo No Limite”

Dr. Michael LaitmanOpinião (Lester R. Brown, presidente do Earth Policy Institute, Washington, Mundo no Limite: Como Evitar O Colapso Ambiental e Econômico ): “No verão de 2010, altas temperaturas recordes queimaram Moscou do final de Junho até meados de agosto. … O calor recorde encolheu colheita de grãos da Rússia de cerca de 100 milhões de toneladas para 60 milhões de toneladas. Esta queda de 40 por cento, associada à proibição de exportação de grãos, ajudou a elevar os preços do trigo mundial em até 60 por cento em dois meses, elevando os preços do pão em todo o mundo. …

“Se a temperatura de Julho em Chicago estivesse em média 14 graus acima do normal, como aconteceu em Moscou, seria o caos nos mercados mundiais de grãos. Os preços dos cereais subiriam rapidamente às alturas. Os preços dos alimentos disparariam em todo o mundo. Muitos países exportadores de grãos, tentando segurar para baixo os preços dos alimentos domésticos, restringiriam ou mesmo proibiriam as exportações, como fizeram em 2007-08.

“Países exportadores de petróleo tentariam trocar óleo por grão. Importadores de grãos de baixa renda perderiam. Em vez de ser dominado por cenas de fumaça e fogo em Moscou, o noticiário da TV passaria imagens ao vivo de distúrbios alimentares em países de baixa renda importadores de grãos, reportagens da fome se espalhando, governos caindo e estados fracassando. Com os governos em colapso e com a confiança no mercado mundial de grãos quebrada, a economia mundial poderia começar a desalinhar”.

Meu comentário: A Natureza nos força para o canto, e ela vai fazer isso até que percebamos que temos que mudar a nós mesmos ao invés do mundo.