Textos na Categoria 'Amor'

A Fórmula Interna Do Sistema Integrado

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a lei do sistema da Arvut (garantia mútua)?

Resposta: A lei do sistema é a reciprocidade absoluta. É assim que é descrito na Torá: “Como um homem com um coração”. Isto significa que o único desejo de todo o sistema, a doação mútua, é realizado na adesão com o Criador. A lei é definida pela palavra “um”, como em “união”.

Poderia ser dito que a união de “um” não pode ser uma lei. Mas a definição de “um” contém muitas propriedades diferentes, conectadas umas com as outras acima do ódio e da rejeição, através de relações de amor e doação. Esta é a fórmula interna do sistema: qualidades opostas em sua natureza estão conectadas acima desta oposição, pela lei da equivalência de forma.

É assim como o nosso corpo e qualquer sistema integrado é construído. Para que tal sistema exista, ele deve ser construído de formas diferentes e partes opostas, sobre as quais opera uma lei universal: a existência em prol de um propósito unificado.

Da Lição Diária de Cabala 15/10/10, “A Arvut”

Medo e Amor

Há duas correções seqüenciais: 1. Retorno através do medo e 2.Retorno através do amor. Na primeira fase do trabalho eu trabalho contra o meu egoísmo, construindo a minha atitude para com o vizinho acima dele. Não importa quão grande é o meu egoísmo e prazeres que são revelados no mesmo, estou sempre por cima.

Minha atitude para com o próximo é medida pela minha capacidade de ascender ao longo de um certo grau de egoísmo. É por isso que essa correção é chamada de “retorno através do medo’’.  Subo a escada pela qual minha alma desceu e, assim que eu volto ao mundo do Infinito. Isso acontece por medo ou temor, porque o meu desejo egoísta se enfurece dentro de mim e me tira do caminho, enquanto eu construo a minha subida com medo, preocupação e oposição a ela.

Na segunda fase, o retorno através do amor, o meu egoísmo não resiste mais a ele. Eu não combato os receios de cair, mas pelo contrário, eu adquiro os desejos do meu vizinho como se fossem meus. Este trabalho também tem lugar acima dos desejos, mas eles são os desejos dos outros, que eu percebo como o meu.

Por exemplo, você costumava odiar os outros, mas agora você descobre que eles estão ainda mais perto de você do que seu próprio ser, como seus filhos por quem você estaria disposto a desistir de sua vida inteira. Você mais uma vez percebe que é o seu egoísmo falando dentro de você, embora seja agora destinada aos outros. Isso porque eles são você, e mais do que isso.

Assim, o processo de correção ocorre sempre acima do desejo de prazer. O discernimento só acontece com relação aos tipos do desejo: seu ou ‘’outros’’. Trabalhamos sempre pelo caminho da fé (doação) acima do conhecimento (recepção).

Da 1 ª parte da Lição Diária de Cabala de 7/10/10,  “O Virtuoso Sente-se Bem e o Virtuoso Se Sente Mal”

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Contator Espiritual

A espiritualidade não existe em alguma distância no espaço, mas está escondida entre os nossos relacionamentos egoístas. Tão logo conseguimos conectar-nos,  no ponto de contato entre nós, vamos descobrir a espiritualidade; todo o sistema vai começar a trabalhar, a Luz será revelada, e ela irá criar uma imagem espiritual em você.

Este é exatamente o que deveríamos pensar ao ler o Livro do Zohar .

Da 2a. parte da Lição Diária de Cabala de 7/10/10, o Zohar

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Isso Não É Apenas Um Jogo

Dr. Michael LaitmanO Criador se oculta de nós; se não fosse assim, nós nunca sairíamos de nosso egoísmo. Nós nos sentiríamos orgulhosos de nossa conexão puramente egoísta com Ele. É por isso que Ele nos deu este mundo em Seu lugar.

Ele diz: “Aprenda a amá-los, e isso indicará que você Me ama! Então, nós nos tornaremos um, você e eu, e desfrutaremos um ao outro! E saiba que eu estou dando a você este jogo, de modo que você possa perceber grandes meios de avanço nesses relacionamentos com as demais pessoas, os quais você e eu não podemos ter!

Afinal, Eu sou eterno e perfeito: você não pode vir a Mim com uma atitude hoje e outra amanhã. Eu sou a lei de doação absoluta, e hoje você não está adequado a ela. Portanto, você não tem chance de se aproximar de Mim, e nós não podemos estar juntos!

Mas, enquanto isso, brinque com este mundo. Eu o preparei de modo que você acreditasse que as pessoas e você mudam. Eu estou dando a você amigos que desejam o mesmo objetivo e o desejo de vir até Mim. Isso pode ser um jogo, mas eles são capazes de despertar em você o desejo por Mim. Você brincará com eles, e eles brincarão com você, e se você organizá-los de modo que eles Me procurem, isso indicará que você mesmo está no caminho que conduz a Mim.

Comece corrigindo a sua conexão com os outros e alcance o amor por eles; de repente, você perceberá que isso é o mesmo que amar o Criador. Eu mesmo não posso brincar com você do modo que você é hoje. Mas Eu estabeleci o mundo para você no seu nível! Tudo foi concebido para isto!”.

Se eu percebo o mundo como tal, todo ele se transforma no meio para eu alcançar o Criador! De qualquer forma, não importa qual seja a minha atitude para com o mundo, este será cada vez pior. Ele ainda tentará despertar-me a fim de dirigir-me ao Criador.

No entanto, em vez de ser meu amigo e andar até o Criador comigo, o mundo agirá contra mim. Afinal, ele terá que revelar-me até que ponto eu não tenho conexão com o Criador e não quero usar este mundo em conformidade.

A vida continuará golpeando-me a fim de sacudir-me e dizer: “Que diabos você está fazendo? Comece usando-me corretamente!”. Assim, nós percebemos que todas as tentativas de corrigir este mundo a nível corpóreo o tornam ainda pior.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 7/10/10 “O Amor pelo Criador e o Amor pelos Seres Criados”

Sobre o Amor e o Ódio

Pergunta: O que significa “ama o teu próximo como a ti mesmo”? O que eu realmente tenho que fazer?

Resposta: Amar o próximo como a ti mesmo significa que o nosso mundo inteiro (do nível inanimado, vegetal e animal, os níveis da natureza, assim como a humanidade) e o nosso universo inteiro tornam-se parte integrante de voc,ê “como um homem com um coração”. Você conecta tudo consigo mesmo e percebe como o seu “eu”. Caso contrário, você não existe!

Nosso egoísmo nos separa, mas acima dele, devemos receber uma força do Alto, o desejo e a capacidade de sentir todas as pessoas como eu e até mesmo mais que isso. Eu tenho que sentir que tudo isso é eu. No entanto, esse “eu” não é um sentimento egoísta, porque o ódio entre nós ainda continua crescendo. Uno-me a outros, precisamente acima desse ódio, e nesse caso eles são chamados de meus “próximos”, ou as pessoas próximas a mim.

O “próximo” é uma pessoa que eu odeio, mas, ao mesmo tempo eu tenho que “amá-lo como a mim mesmo”. “O amor vai abranger todos os pecados” significa que o ódio anterior permanece, mas o amor é adicionado acima dele.

No nosso mundo tudo é impulsionado por um desejo egoísta, quer na recepção ou doação. No mundo espiritual, porém, encontramo-nos entre duas forças opostas: doação e recepção. O egoísmo cresce, mas a qualidade de doação surge em paralelo a ele.Essas duas qualidades permitem-me chegar a sensação de que estou diante de uma montanha de ódio (Monte Sinai, que vem da palavra Sinah – ódio). No entanto, antes eu tenho que passar pelo “Egito” – da escravidão do egoísmo, do Faraó. Eu tenho que vir a odiá-lo e, em seguida, fugir dele, buscando a força para corrigir isso.

Quando eu fico no pé da montanha do ódio oposto  ao meu próximo, eu tenho que dizer se eu realmente estou pronto para me unir com outros, para amá-los acima do meu ódio, e tornar-me como um homem com um coração. Se eu tiver passado por todos os golpes e pragas do egoísmo (o Faraó) e eu sentir que eu tenho sofrido bastante, então eu concordo com ele! Isso é porque eu odeio o meu egoísmo ainda mais do que eu odeio meu próximo.

Eu concordo, pensando que isto irá permitir-me revelar o Criador. Eventualmente, porém, entendo que o amor e doação ao próximo é o que me satisfaz. Eu não tenho nada mais a pedir, mas isso. Essa ação em si me satisfaz, e é assim que eu me torno igual ao Criador.

Da  parte 4 da Lição Diária da Cabala de 3/10/10,  “O amor Pelo Criador e o Amor Pelos Seres Criados”

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A Essência da Correção

Pergunta: Se toda a Torá (Cabala) só fala sobre o amor pelos outros, então por que devemos nos corrigir? Não é suficiente simplesmente ter uma boa atitude com o outro? Por que temos que nos preocupar com alguma coisa?

Resposta: Nós existimos no nível mais baixo animado; nós simplesmente vivemos e morremos (“animal”, significa criatura “viva, animada”). A nossa tarefa, no entanto, é ascender ao nível do homem, para se tornar “semelhante” ao Criador.

Mas como faço para ascender os 125 níveis espirituais para chegar a este estado? Para este fim, há uma força especial escondida: a Torá, a Luz. Se ela nos afeta, nós evoluímos e subimos a partir do nível animado que nos percebemos como o ódio para com os outros o grau humano de amor pelos outros, o que equivale ao amor do Criador.

O início (1) e o estado final (125) espiritual já foram estabelecidos, eu estou certo sobre onde estou neste momento e onde estarei. Assim, não há nenhum porque em pensar sobre as condições que são dadas a mim, neste momento, ou sobre a minha natureza. Nada é para mim, e tudo isso já foi gravado dentro da raiz da minha alma.Devo simplesmente me concentrar em como avançar e corrigir-me.

Preciso focar menos nos próprios estados, quer eles me maltratem ou sejam bons, já que um instante é mais do que suficiente para isso depois eu tenho que aspirar imediatamente para cima. Não podemos nos corrigir com “um comportamento educado” ou “boas maneiras”. Mesmo no menor grau, nós nos corrigiremos apenas com o “amor” pois, caso contrário, não é uma correção considerada como “mandamento”.

Assim, diz-se que a regra principal da Torá e todos os seus mandamentos é amar, e cada correção em qualquer parte do desejo de receber é uma pequena realização desse amor. Não há nada além de amor e ódio: o desejo quebrado para receber egoísticamente e corrigido para doar.

A partir da quarta parte da Lição Diária de Cabala de 9/27/10 , “O amor Pelo Criador e o Amor Pelos Seres Criados”

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Conectando Todos Os Mundos

Pergunta: A esposa de um homem é um dos seus “vizinhos” ou “amigos” que ele precisa “amar como a si mesmo”?

Resposta: Nossa vida nesse mundo está organizada de forma que nós temos que nos conectar para o bem da meta espiritual em nossas famílias também. Essa é a consequência da raiz espiritual mais alta e mais brilhante, e se aplica a cada pessoa nesse mundo.

Como resultado da ruptura, nossas almas se separaram e se tornaram opostas umas às outras. Isso se aplica não somente ao “homem – Criador” ou “grupo – Criador”, mas também ao par “marido – esposa”. Temos que chegar a um estágio de ruptura da união da família, assim cônjuges, também, terão que concretizar o princípio de “ama teu próximo como a ti mesmo”.

Ele funciona entre o marido e a esposa da mesma forma como entre outras pessoas. E quando o marido e a mulher forem dignos dessa conexão, Shechina, o Criador, habitará entre eles. Isso significa que em todas as suas ações da mais material à mais espiritual, eles se empenharão em permanecer em uma intenção: estar conectados somente através da doação mútua, o Criador.

Cada pessoa pode revelar isso, e isso é precisamente porque o Criador dividiu o primeiro homem em duas partes; Adão e Eva. Essa oportunidade já está presente em cada casal nesse mundo. Eu estou convencido de que precisamos corrigir essa área. Depois de tudo, até que tragamos todas as correções à sua finalização no grau mais baixo, as conexões não irão existir também Acima.

Não é suficiente sentir como se estivéssemos conectados. Nesse mundo, temos que nos conectar em todas as nossas coisas materiais em perfeita forma, como no Mundo da Infinidade. E, então, esses dois vértices, nosso mundo e o Mundo da Infinidade, serão conectados e tudo irá retornar a seu estado perfeito. Precisamos conectar esses dois mundos: o mais alto e o mais baixo.

Por essa razão, tudo precisa acontecer de acordo com as leis espirituais na vida familiar e na atitude em relação às crianças e aos adultos. E, claro, quando o marido e a mulher ambos estudam Cabalá e são capazes de alcançar esse tipo de atitude e intenção um para com o outro, isso revela a oportunidade de fazer um tipo de trabalho que é possível somente ser feito com o cônjuge.

Eu não posso me voltar diretamente para o Criador uma vez que o Criador é a força que existe na vasilha (Kli) corrigida. Ou eu peço por força para ser corrigido junto com todos os demais, ou se eu já ganhei a conexão como os outros, então, eu me volto para o Criador. Não há Criador sem a criatura, e não há Força Superior que eu possa encontrar sem o Kli.

Amor No Sentido Mais Elevado

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que me motiva a manter a aliança que eu fiz com o Criador?

Resposta: Nada! Suponha que eu me apaixonei por uma moça. Um mês depois, eu não quero mais ela. O que eu devo fazer? As pessoas me dizem: “Você tem que ficar com ela por toda a vida”. Mas por que eu deveria? Seria uma mentira, não o desejo do meu coração. Se eu a odeio agora, como serei capaz de viver toda a minha vida com ela? Como, então, nós nos comprometemos a casar? Nós percebemos que não seremos capazes de viver com o mesmo sentimento de paixão para sempre e isso será uma mentira.

O casamento tem uma Raiz Superior: a união do Criador e da criatura, baseada na realização do Objetivo Mais Elevado, não o amor corpóreo. O amor é definido como o apoio e a assistência mútua para alcançar este objetivo.

Se eu entender esse princípio, eu posso elevar o meu desejo de receber prazer e viver a minha vida por meio da doação. Eu não assino uma promessa dizendo que amarei a doação por toda a minha vida; isso é impossível e, portanto, nós não podemos sequer falar sobre isso. Pelo contrário, eu assino a promessa dizendo que sempre tratarei o Criador como Grande, e que desejo alcançá-Lo fazendo uma aliança com Ele. É por isso que está escrito: “Marido e mulher, e o Criador entre eles”. Caso contrário, não existirá um casamento.

É o anfitrião que me importa, não Sua mesa repleta de delícias que se encontra entre nós. As “delícias” servem como o primeiro contato entre nós, até que eu seja capaz de construir uma conexão maior com o Anfitrião, a fim de alcançar essa conexão maior. Em outras palavras , a aliança que nós fazemos com o Anfitrião não acontece no nível do amor entre nós, ou porque ele fornece “delícias” para mim, como no caso de dois jovens que se casam por causa do amor vivaz entre eles. Pelo contrário, nós nos valorizamos porque a conexão entre nós permite-nos alcançar a Raiz Superior, o objetivo espiritual elevado.

Agora, surge uma questão: Como nós podemos nos manter focados neste objetivo elevado? É por isso que nós precisamos do grupo. Ele é o lugar onde vocês têm a garantia, e ele pode lhes dar a força da fé que sempre servirá como sua “energia”. Vocês não podem fazer isso sozinhos. Até mesmo o Criador não os apoiará se vocês não se esforçarem.

Da 1a parte da Lição Diária de Cabala 17/09/10,  Uma Transgressão Não Apaga Uma Mitzva”

Os Mundos Entre Nós

Dr. Michael LaitmanÀs vezes, a linguagem do Zohar parece muito estranha, mas, na verdade, a história por trás dela é extremamente simples. Existe “eu” e o meu “próximo” (semelhante). Existe uma distância entre nós, dividida em cinco partes. A parte mais distante é sentida como “este mundo”. Se eu me conecto com o meu próximo de forma plena e alcanço a união total com ele, eu sentirei o “Mundo do Infinito”.

A minha aproximação em relação ao meu próximo ocorre em cinco etapas: eu ascendo aos mundos de Assia, Beria, Yetzira, Atzilut e Adam Kadmon. Cinco mundos com 25 níveis em cada resulta em 125 níveis de nossa aproximação. Antes de começar este processo, enquanto eu ainda estou neste mundo, eu tenho que entender que estou separado do meu próximo (a compreensão do mal).

Eu percebo a mim mesmo e o mundo à minha volta na conexão entre eu e o meu “próximo”. O Zohar fala exclusivamente sobre o que está acontecendo entre nós: os níveis inanimado, vegetativo, animado e falante da natureza descritos no Zohar, representam, na verdade, os meus desejos dos níveis inanimado, vegetativo, animado e falante em relação ao meu próximo (as outras almas).

Toda a Torá fala somente sobre as formas de se construir a conexão entre eu e o meu “próximo”. É o que se chama de “método da correção”.

A Torá é a Luz que está oculta no texto, e eu posso extraí-la à medida que desejo unir-me com o outro. No momento que eu me conecto com o outro, eu revelo o Mundo Superior dentro desta conexão e existo na espiritualidade, conforme essa conexão.

Da 2ª parte da Lição Diária de Cabala 17/09/10, O Zohar

Nós Podemos Evitar Todo Sofrimento

Dr. Michael LaitmanPergunta: Se tudo no mundo depende das pessoas que se dedicam ao desenvolvimento espiritual, isso significa que nós somos responsáveis por todo sofrimento que ocorre no mundo?

Resposta: Não, nós não causamos o sofrimento no mundo. Pelo contrário, nós atraimos a Luz e transferimos o sofrimento do nível corporal para o nível do sofrimento espiritual. Como resultado, em vez de sofrermos devido às guerras, doenças e todos os outros problemas, nós sofremos com o fato de que nos falta a espiritualidade. É isso que a ciência da Cabala dá à pessoa. A pessoa “sofre”, mas esse não é um sofrimento verdadeiro, já que é o sofrimento do amor.

Se eu fosse convidado para uma refeição daqui a algumas horas, eu evitaria comer agora para guardar o meu apetite para a refeição. Da mesma forma, o entendimento de que eu preciso preparar os meus Kelim espirituais é chamado de sofrimento do amor. No entanto, mesmo quando nossos Kelim estão vazios, nós somos capazes de sentir antecipadamente uma ligeira iluminação do nosso próximo encontro com as pessoas que amamos. É isso que nós precisamos trazer para a humanidade: nós precisamos mostrar-lhe que existe uma solução para os golpes que ocorrem na natureza.

Agora mesmo nós estamos entrando num período de problemas ecológicos que podem causar sofrimento e morte para milhares de pessoas. Nós somos testemunhas de catástrofes naturais que surgem em todo o mundo, incluindo China, Europa, Rússia e Estados Unidos. A única maneira de nos salvarmos destes desastres é prepararmos nossos Kelim espirituais. Nós não precisamos preparar nossos Kelim em um sentido corporal, esperando por décadas de sofrimento antes de finalmente percebermos que há uma razão e um propósito para o sofrimento, e que temos uma escolha. Há dois caminhos que levam ao mesmo objetivo, o caminho da Luz e o caminho do sofrimento.

Por que nós devemos sofrer em vão? Se nós atrairmos a Luz, esta revelará o quão oposto nós somos em relação a ela, e que nós sofremos ao percebermos um estado melhor em comparação com o que estamos agora. É isso que a ciência Cabalística oferece à pessoa: o caminho da Luz, em vez do caminho do sofrimento.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 01/09/10, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot