Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 161
Palestras sobre os Degraus da Escada , Parte 161
O que devemos fazer no próximo instante?
No instante seguinte, devemos nos unir mais profundamente às nossas sensações, aguçar ainda mais nossos sentidos e desenvolver maior acuidade interior em nosso contato com o Criador. Essa busca, essa conexão, essa descoberta do contato, nos é dada ao aumentar a iluminação sobre nós. Essa é a recompensa.
Precisamos entender que o progresso rumo à correção final, mesmo que inclua vários estados alternados de luz e escuridão, é em si a recompensa. Quando nos é dada uma deficiência e a capacidade de reconhecê-la, essa é a nossa recompensa. Como poderia ser algo diferente de recompensa?
O castigo é quando nos sentimos abandonados, quando sentimos que não estamos sendo atendidos, como se estivéssemos em suspenso. Não há castigo maior. “Por que me abandonaste?” Esse sentimento em si já é o castigo.
Os Cabalistas são pessoas que anseiam pela divindade e que, de fato, como está escrito, são “judeus”, ou seja, descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Em que Abraão se diferenciava das outras nações? Porque ele era um Cabalista. Ao reconhecer seu Criador e desejar unir-se a Ele, ele se diferenciava de seus vizinhos persas.
Para esclarecer, a nação israelense não é única por seus genes biológicos, mas sim por ser um grupo de Cabalistas que se separou do povo persa. Por isso, eles se autodenominavam “judeus” (Yehudim) ou “hebreus” (Ivrim). “Judeus” porque buscam a unificação (Yichud) e “hebreus” porque atravessam (Laavor) a barreira (Machsom) entre o nosso mundo e o mundo espiritual. Essa é a nossa nação. Quando deixamos de ser Cabalistas, passamos a ser chamados de “gentios”.