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Lança O Teu Pão Sobre As Águas

608.02Pergunta: Estou completamente desapontado, qual deve ser o meu próximo passo?

Resposta: Já não tenho mais decepção alguma. Já me decepcionei e já me libertei até da própria decepção. O que me resta? Nada. Apenas estar no mesmo estado do Criador. Ou seja, doar tudo, devolver tudo, acertar todas as contas, estar vazio, absolutamente livre.

E depois disso, se eu tiver sorte, poderei começar a pensar em como praticar a doação, como pedir ao Criador a capacidade de doar livremente, altruisticamente, sem esperar nada em troca. Por quê? Com ​​que propósito? Não há resposta. Para quem? Não há resposta. Simplesmente como está escrito: “Lança o teu pão sobre as águas”.

Pergunta: Isso é verdadeira liberdade?

Resposta: Sim. Não há estado melhor do que este.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 29/06/26

De Acordo Com Os Pensamentos De Uma Pessoa

249.03No artigo “Um Discurso para a Conclusão do Zohar”, Baal HaSulam escreve que a diferença nas qualidades em relação ao Criador é verificada, antes de tudo, pelos pensamentos da pessoa. Se uma pessoa pensa em si mesma, faz perguntas como: “Eu existo ou não? O que acontecerá comigo? Qual é o sentido da vida?”, e assim por diante, a partir das quais tudo começa, significa que ela está imersa em si mesma, fechada em sua casca, como se diz, voltada “para si mesma”.

Então, é claro, ela fica separada do Criador, já que o Criador não tem pensamentos sobre Si mesmo que sejam voltados para dentro, para Si mesmo. Ele tem apenas o pensamento de doar, de fazer o bem, voltado para fora. Portanto, esses pensamentos, mesmo os mais gerais, como “eu existo?”, separam uma pessoa do Criador.

Pergunta: Mas esses pensamentos não vêm também do Criador?

Resposta: Naturalmente! Todos os pensamentos vêm Dele. Eles surgem para que você lhes preste atenção. Ninguém jamais é punido por quem é em determinado momento.

Somente em nosso mundo, se uma pessoa rouba, ela é enviada para a prisão. Na Torá, não é assim! Se você rouba, o próprio ato é chamado de punição, e agora você deve cumprir as correções. O ato em si é a recompensa ou a punição.

Mas punição não significa que uma pessoa está sendo punida; ela simplesmente, de acordo com suas ações, chega a outro nível, a partir do qual começa a progredir novamente.

Da Lição Diária de Cabalá 05/07/26, Rabash, “O que significa, ‘Tudo o que se torna holocausto é masculino’, na Obra?”

Esclarecer Os Estados

231.01Estudamos que existem várias ações realizadas pelos Kelim (vasos) através da tela e por meio de discernimentos. Se realmente esclarecermos a essência dessas ações, veremos que se trata, primeiramente, de uma consciência do que está acontecendo comigo, quem está fazendo isso comigo, por quê e o que se espera de mim.

Após discernirmos todos esses estados, eles são substituídos por novos e melhores estados. Ou seja, a pessoa não tem controle sobre as ações; o Criador as realiza. Mas a pessoa, sendo o elemento sensorial, deve discernir, dentro de suas sensações, o que realmente lhe acontece. E assim que se discerne um determinado estado, ele é substituído por outro. Discerne-se outro estado, e mais uma vez ele é substituído por um novo.

O discernimento inclui os seguintes elementos: o que eu sinto, quem me enviou a mensagem e com que propósito. Isso é chamado de trabalho de correção da percepção.

Na realidade, já nos encontramos no estado corrigido, no Mundo do Infinito, e tudo o que precisamos é corrigir a obscuridade (a névoa) em nossos órgãos de percepção. Aliás, nem preciso corrigi-los. O importante é estar constantemente consciente de que estou na escuridão, e então a escuridão se dissipa.

Na medida em que compreendo a negatividade do estado de escuridão, revelo os Achoraim, o lado oposto. Então, os Achoraim (ocultação) são substituídos pelo estado de Panim (revelação). Assim, todas as ações consistem apenas em nosso esforço interior.

Devemos nos esforçar para encontrar uma maneira de unir o meu “eu” (o meu ser) e o Criador em um só todo. Como Baal HaSulam escreve em uma carta: “Somente neste ponto devo concentrar meus esforços, aguçando meu foco cada vez mais”.

E se eu fizer isso, essa é a minha ação. Então toda essa névoa se torna cada vez mais clara até que eu me descubra em meu estado original corrigido. Revelarei que já estou no estado da correção final.

Da Lição Diária de Cabalá 03/07/26, Rabash, “O que é: ‘Não há ninguém tão santo quanto o Senhor, pois não há ninguém além de Ti’, na Obra?”

Cumprir Os Mandamentos “Na Prática”

243.01Pergunta: O que significa cumprir os mandamentos “na prática”?

Resposta: “Na prática” significa realizar uma ação espiritual concreta, quando você estabelece o fundamento de um Masach (tela) sobre o seu desejo. Em seus artigos, Rabash não está falando sobre mandamentos como colocar Tefilin todas as manhãs, mas sobre corrigir o desejo.

Por que você chama o ato de colocar o Tefilin pela manhã de um “mandamento na prática”, em vez da ação interior de corrigir seu desejo? Dentro de você existem 613 desejos, e são esses que você deve corrigir. É para esse propósito que você passou por muitas reencarnações.

Você gostaria de outra reencarnação? Muito bem. E outra depois dessa? Você também terá. Mas, no fim, terá que corrigir os 613 desejos da sua alma. É precisamente sobre eles que a Torá fala. Ao mesmo tempo, você deve praticar as ações correspondentes neste mundo, ou seja, observar os mandamentos como eles existem neste mundo. Mas o que você realmente deseja é se corrigir em relação ao mundo espiritual.

Comentário: Parece haver uma certa distinção aqui.

Minha Resposta: De fato, existe uma distinção, mas ela não deve lhe levar ao erro. Em que consiste essa distinção? A culpa é minha por não ser um Cohen ou um Levita? É verdade que não posso cumprir os mandamentos que se aplicam especificamente aos Cohanim ou Levitas neste mundo. Mas, espiritualmente, devo cumpri-los.

A culpa é minha por, por exemplo, não ser primogênito ou mulher? Uma mulher tem mandamentos que eu não tenho. Graças a Deus, não sou viúvo nem divorciado, mas eles também têm mandamentos que se aplicam especificamente a eles.

Espiritualmente, porém, você é obrigado a cumprir todos esses mandamentos, de “A” a “Z”. Você deve passar por cada estado correspondente a todos os seus 620 desejos.

No mundo corpóreo, é diferente. Por exemplo, hoje não temos um Templo, e eu não sou agricultor. Você sabe o que significa, segundo a Torá, ser agricultor quando o Templo existe? Você conhece todas as leis e ordenanças que se aplicam? Eu também não sou servo no Templo, nem ofereço sacrifícios. Não sou o Sumo Sacerdote, com tudo o que isso implica.

Neste mundo, recebemos apenas sinais e indícios. Uma pessoa pode observá-los ou não, e isso não determina o caminho espiritual. Na espiritualidade, porém, você tem a obrigação de corrigir todas as 620 partes da alma, ou seja, os 613 mandamentos com os sete mandamentos dos sábios.

Da Lição Diária de Cabalá de 02/07/26, Rabash, Artigo 21, 1988 “O que significa que a Torá foi dada a partir da escuridão na Obra?”

Palestras Sobre Os Degraus Da Escada, Parte 179

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 179

O que devemos fazer contra a calúnia?

Está escrito: “Quebre-lhe os dentes”, porque não há provas factuais que possam refutar quem profere calúnias. Quem calunia aparenta estar certo. Fala de fatos visíveis, apoiando-se no ego e na realidade que o cerca. Baseia suas palavras na própria vida, na situação presente: “Você é uma pessoa fraca. Você tem família. Sofre muitas pressões. Está cansado das lutas da vida”. Dirá mil e uma coisas, e tudo o que disser parecerá certo e justificado. O problema é que, de acordo com o nível em que se encontra, está certo.

Quem profere calúnias é como uma mãe que diz ao filho, preocupada: “Você está doente. Você está fraco. Você tem filhos, uma família. Sinto muito por você. Cuide da sua saúde. Como você consegue não dormir à noite?”. São todas afirmações verdadeiras, e a lista é interminável. Nesse nível, ela está dizendo coisas corretas e justificadas, exceto por uma: a existência de um objetivo espiritual. Ela não fala a partir do ponto no coração. Ela simplesmente fala a partir do coração, da mente humana, ignorando a mente racional.

O único recurso para se opor à calúnia que enfraquece as nossas forças é, como está escrito, “Quebre-lhe os dentes”.