Textos arquivados em ''

Onde Podemos Encontrar Forças Para Viver?

527.03Pergunta: Como conectamos nossos corações?

Resposta: Através da aspiração. Quando você sente que está se aproximando dos outros e também recebe uma resposta deles — “Ah!” — então você sente que um coração realmente se abriu, e depois outro; um espaço comum começa a surgir entre eles.

Nesse espaço comum, o amor já é sentido, com a compreensão, a reciprocidade e a conexão. Há uma carência de força vital, mas não de natureza animal; trata-se de força vital espiritual. Só consigo senti-la se me conectar com outra pessoa dessa maneira.

Pergunta: Então, quando uma pessoa diz: “Não tenho forças”, mesmo tendo comida e dinheiro, ela diz: “Não tenho forças, simplesmente não tenho forças para viver”, isso significa que ela está buscando outro coração?

Resposta: Sim! Inconscientemente, ela sente que não tem ninguém por quem viver. Afinal, a vida se constrói dando à luz, criando filhos, doando aos outros e recebendo o mesmo em troca. Essa realização mútua — isso é a vida. É impossível dar a alguém sem receber algo em troca. E assim continua.

Pergunta: Esses tempos estão se aproximando?

Resposta: Espero que sim.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 22/06/26

O Plano Para Criar A Si Mesmo

243.04Um ser criado é algo que existe no mundo espiritual, porque o nosso mundo corpóreo existe apenas na nossa imaginação.

O ser criado nasce da linha média, do ponto onde duas forças opostas estão presentes: recepção e doação.

Sabe como combinar essas duas forças de forma a utilizar a força da recepção, que é oposta à do Criador. Isso foi deliberadamente criado assim para dar ao ser criado independência e a capacidade de se opor livremente ao Criador. Dessa forma, podemos construir nossa própria identidade independente que incorpora ambas as forças.

A cada passo, o ser criado deve combinar corretamente essas duas forças e verificar o processo etapa por etapa para cada nova porção de desejo egoísta que se revela dentro dele. Assim, o ser criado cresce, constrói-se a partir de sua própria matéria com a ajuda da força de doação, que extrai da linha direita.

Em essência, todo o trabalho é realizado pela força de doação, a força da luz, o Criador. Mas o ser criado deve preparar tudo o que for necessário para isso. Assim como em nosso mundo utilizamos todos os meios disponíveis nos níveis inanimado, vegetativo, animado e humano, com todas as faculdades de nossos sentimentos e mente. Mesmo assim, ainda dizemos que nós mesmos realizamos o trabalho, porque somos nós que executamos essas ações utilizando os materiais deste mundo e nossas próprias habilidades.

A construção corpórea e espiritual procede da mesma maneira: primeiro há um plano e, em seguida, utilizando os materiais disponíveis, começamos a construir diferentes formas. Assim também é no mundo espiritual. Através do nosso desejo e compreensão, nós mesmos construímos as “formas do Criador”, a nossa atitude para com Ele, que se assemelha à Sua atitude para conosco.

Por um lado, esta é a nossa própria obra, como está escrito: “Trabalhei e encontrei”. Mas, por outro lado, é a obra do Criador, porque aprendemos com Ele, com os Seus exemplos, e pedimos-Lhe que a realize. Somos verdadeiros parceiros Dele, porque nós mesmos sabemos exatamente o que queremos e devemos preparar tudo o que for necessário!

Em outras palavras, buscamos a linha média em nossa intenção, unindo desejo e intenção, e decidindo por nós mesmos como unir corretamente as forças da santidade e da impureza, as linhas esquerda e direita.

Construímos também a linha média ao nos conectarmos com o grupo através da luz. Desejamos ser incluídos no grupo e encontrar nele o nosso anseio de contribuir, mas esse anseio só pode ser criado pela luz, pelo Criador, que está oculto nela. Assim, incorporamos essas duas forças: a força do grupo e a força do Criador dentro de nós, enquanto permanecemos na linha média.

Em muitos outros exemplos também, vemos que operamos na linha média, porque devemos combinar essas duas forças — recepção e doação — para adquirir liberdade de escolha e nos construirmos independentemente a partir delas.

Da Lição Diária de Cabalá de 28/03/11, “Preparando-se para a Convenção de Nova Jersey”

A Raiz Da Tela

276.02A raiz da tela é a minha atitude em relação ao Criador; é o que chamamos de grandeza do objetivo, a grandeza do Criador. Embora ainda seja para fins de recepção, constitui a essência da tela.

Quando posso dizer que a possuo? Quando estou na escuridão, precisamente quando a luz circundante não brilha sobre mim. A luz circundante não é a luz que me corrigirá. É a luz que mais tarde me revestirá por dentro como a luz interior.

É especificamente durante a escuridão que uma pessoa percebe que está em um estado animal, e o humano dentro dela não está sendo despertado por aquela força superior. Tudo depende de como ela mesma é capaz de se tornar humana, de despertar em si o desejo pelo Criador.

Da Lição Diária de Cabalá 29/06/26, Rabash, “A Grandeza da Pessoa Depende da Medida da Sua Fé no Futuro”

A Medida Das Subidas E Descidas

232.09Nossa percepção de subidas e descidas não se alinha com o verdadeiro estado das coisas, mas sim com o que o desejo de receber sente. Quando a luz me influencia, experimento uma subida, e se não influencia, experimento uma descida, e caio em depressão.

Ou seja, verifico de acordo com o quanto o meu estômago está cheio ou vazio, ou o quanto o meu bolso está cheio, com base em meus vasos (Kelim) de recepção. Mas, de um ponto de vista espiritual, isso não constitui nem uma descida nem uma subida.

Como posso realmente medir minhas subidas e descidas? Somente quando a luz não brilha sobre mim. Exalto o Criador por mim mesmo e não apenas quando recebo Dele? Louvo-O porque Ele é grande aos meus olhos? Posso exaltar o Criador em 10%, em 10 ou 20 gramas, ou talvez seja completamente incapaz disso. Essa é a medida.

É impossível determinar isso enquanto se desfruta de prazer, pois a luz anula o Kli (vaso). Tal medição só é possível em um estado de escuridão, quando me imponho uma restrição e digo que o que está acontecendo não importa. O principal é que não quero que a presença ou ausência de luz me influencie. Quero me relacionar com o Criador como Ele é, sem que isso tenha qualquer relação comigo.

Se sou capaz de lidar com estados de escuridão, então pode-se dizer que estou, como que, num estado de restrição, não querendo que a luz brilhe sobre mim. Não quero avançar em direção ao propósito da criação por meio do combustível que o Criador me dá, pois quando Ele me dá luz, eu avanço, e quando Ele não me dá, eu não avanço. Quero progredir por meio da minha própria luz; num estado de escuridão, o objetivo é importante para mim e isso me serve de combustível.

Somente eu mesmo posso desenvolver dentro de mim a sensação da importância do objetivo, e precisamente quando estou na escuridão.

Isso é o que se chama fé. E se eu me sinto bem ou não depende de eu poder seguir em frente com a luz da fé. Se a luz da fé me serve em vez da iluminação que vem do alto, eu me sinto bem. E se a luz da fé não me serve, ou é fraca, ou não há o suficiente dela, isso significa que eu ainda não alcancei o estado descrito acima.

Da Lição Diária de Cabalá 29/06/26, Rabash, “A Grandeza da Pessoa Depende da Medida da Sua Fé no Futuro”

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 165

Palestras sobre os Degraus da Escada, Parte 165

O que a pessoa deve fazer para que o apelo ao Criador esteja desvincule de si mesma?

Para que um apelo ao Criador esteja desvinculado de nós mesmos, devemos examinar nossa atitude em relação a Ele.

É relativamente fácil para uma pessoa imaginar “Eu existo”. Também não é tão difícil imaginar “meu desejo por Ele”. No entanto, não conseguimos manter essa sensação por muito tempo. De alguma forma, captamos uma imagem interior que nos diz que este é o Criador, mas essa imagem muda constantemente, porque não sabemos o que o Criador é em Sua última forma ou em Sua sensação interior.

Podemos, de certa forma, posicionar esses dois pontos, “Eu” e “Ele”, em cada estado em que nos encontramos. No entanto, uma vez presentes esses dois pontos, o desafio é examinar até que ponto nossa atitude está dirigida a nós mesmos e até que ponto imaginamos que ela esteja dirigida ao Criador.

Ao concluirmos essa análise, recebemos o próximo estado, e o processo continua de acordo.