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A Resposta da Força Superior ao Homem

202.0O mundo se tornou árido. Não existe literatura nem arte como antigamente. Tudo o que restou nos vem dos séculos XVIII e XIX. Não há nada parecido hoje em dia.

Pergunta: Por quê? Será que não queremos aproveitar a vida?

Resposta: A pessoa está se tornando mecânica.

Pergunta: Por que a força superior está fazendo essas coisas conosco? Qual é o propósito?

Resposta: Falarei em nome da força superior. “Primeiro, para que vocês percebam a negatividade e a insignificância da sua existência e queiram mudá-la”.

Pergunta: Posso falar com a autoridade superior em nome da humanidade?

Resposta: Pode prosseguir.

Comentário: Mas você, a força superior, no criou assim. Você fez isso!

Minha Resposta: “Isso mesmo. Eu criei você. Eu o criei de tal forma que você escolheria o caminho certo na vida”.

Pergunta: Não seria possível nos colocar imediatamente no modo de vida correto?

Resposta: “De jeito nenhum!”

Pergunta: Por quê?

Resposta: “Porque você seria um autômato. Mas agora, você tem uma escolha entre isto e aquilo. E eu quero que você exista precisamente dentro dessa escolha e, gradualmente, escolha a existência ideal para si mesmo, na qual você será semelhante a Mim”.

Comentário: Significa que a força superior tem…

Minha Resposta: Existe um programa, existe um objetivo! Tudo está preparado, é claro.

Pergunta: Ele é tão egoísta: “Então você se tornaria semelhante a Mim”?

Resposta: Talvez você possa dizer assim. No entanto, tornar-se semelhante ao Criador significa tornar-se totalmente bondoso, totalmente amoroso com todos, e assim por diante. Aqui, ao contrário, uma pessoa deve desenvolver qualidades antiegoístas.

Pergunta: Isso significa que você, a força superior, quer exatamente isso de nós? Esta é a única e mais importante coisa?

Resposta: A única coisa! Discordamos completamente disso.

Comentário: Certamente, eu não concordo com o sofrimento.

Minha Resposta: Sim, mas, se eu pensar de forma sensata, provavelmente não terei outra escolha senão concordar com você.

Pergunta: Você está falando com a força superior em nome da humanidade?

Resposta: Sim

Pergunta: Então, devemos concordar?

Resposta: Em última análise, sim. Se criarmos uma sociedade e conexões entre nós que apoiem essa ideia, será muito fácil para nós e alcançaremos esse estado rapidamente.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 12/03/26

Em Primeiro Lugar — Unidade

749.02O povo de Israel não se forma simplesmente pela união de indivíduos comuns. Eles se tornam um povo porque, juntos, se unem a Moisés.

Moisés é chamado de “pastor fiel”, ou seja, o emissário do Criador no meio do povo. E o conceito de “povo de Israel” significa que eles estão ligados a Moisés.

Moisés representa a essência de Israel (“Yashar El” – direto ao Criador), aquele que aponta o caminho. Os outros, como um rebanho, simplesmente o seguem, e ele os conduz para fora do Egito.

Mas se cada um dos três milhões de judeus que estavam no Egito na época tivesse se conectado individualmente com Moisés, isso não teria sido suficiente? Por que eles precisavam se unir para se conectar com Moisés e, por meio dele, com o Criador? Por que a união deles era uma condição necessária?

A necessidade de unir-se a Moisés significa a anulação do egoísmo, do amor-próprio. E o resultado disso é o amor ao próximo. Portanto, primeiro o povo se une entre si, isto é, anula seu egoísmo, seu amor-próprio, e somente então é capaz de receber a mensagem de amor ao Criador de Moisés e, por meio de Moisés, conectar-se com o Criador.

Nem todos devem atingir o nível de Moisés, mas todos devem aceitar a tarefa de “amar o próximo” no nível apropriado ao povo comum de Israel.

Da Lição Diária de Cabalá 08/04/26, Rabash, “Venha a Faraó – 2”

A Raiz Espiritual Manifestada Em Forma Material

767.2Pergunta: Se o povo de Israel já saiu do Egito uma vez, por que precisamos repetir isso agora?

Resposta: No processo histórico de seu desenvolvimento, o povo de Israel realizou o êxodo do Egito há cerca de 4.000 anos; portanto, não precisamos passar por isso novamente no nível material agora.

Não precisamos viajar até Ur dos Caldeus e depois nos mudar para Israel, descer de Israel para o Egito, retornar de lá para a Terra de Israel novamente, construir o Primeiro e o Segundo Templos e passar por todo esse processo mais uma vez.

Os corpos materiais em encarnações passadas cumpriram o que lhes era exigido no nível das raízes espirituais; eles o realizaram na matéria. Contudo, nada foi alcançado na espiritualidade, visto que a alma ainda não havia atingido esse nível.

Na época em que todos esses eventos ocorreram no plano material, o povo, no sentido espiritual, estava em seu nível habitual, no nível das massas. Tanto o êxodo do Egito quanto a entrada na Terra de Israel ocorreram exclusivamente no plano material.

Tudo o que eles possuíam no nível espiritual naquele momento era apenas um vislumbre do nível de Nefesh, ou seja, uma sensação de que estavam próximos da espiritualidade, do Criador, e uma percepção da importância de suas ações, como uma pessoa que está sob a influência do espiritual.

Mas, como existe uma raiz espiritual específica, ela necessariamente se estende ao mundo material e se manifesta aqui. É precisamente por isso que percorremos todo esse caminho no plano terreno uma única vez, com exceção da correção final.

Já estivemos no Egito, saímos de lá, conquistamos a Terra de Israel, construímos o Primeiro Templo no nível de Mochin deHaya, apenas para vê-lo destruído, depois construímos o Segundo Templo no nível de Mochin deNeshama, e este também foi destruído. Fomos para o exílio. Passamos por vários exílios e agora retornamos do último.

Agora devemos construir o Terceiro Templo, um no qual Mochin deHaya e Mochin deNeshama estarão presentes juntos como Mochin deYechida, para que o Terceiro Templo abranja a essência de seus predecessores combinados.

Isso significa que, no mundo material, já percorremos todo o caminho até o fim da correção. Mas, na espiritualidade, ainda não conquistamos nada. Acabamos de chegar ao nosso estado atual, o período de preparação. Agora, devemos realizar o êxodo do Egito, entrar na espiritualidade e, então, percorrer todo esse caminho espiritual.

A nossa era atual é o tempo em que, num futuro próximo, todas as almas estão destinadas a completar a sua fase preparatória e a entrar no mundo superior; começarão a ascender a escada espiritual e, passando por todos os 125 graus, alcançarão o fim da correção.

No material, praticamente nada nos resta a realizar, exceto o que ainda precisa ser feito antes da construção do Terceiro Templo. O resultado, se encontraremos mais sofrimento ou bondade, será revelado a nós para que possamos chegar à nossa correção final, dependendo do nosso trabalho interior, das nossas ações.

Da Lição Diária de Cabalá 08/04/26, Rabash, “Venham ao Faraó – 2”

Não É O Inimigo Que Está Diante De Nós, É O Criador

252Pergunta: O que precisamos esclarecer? O que está diante de nós? O que é isso?

Resposta: É o Criador! Nada mais! Ele nos apresenta constantemente tais cenas e visões para que permaneçamos em estado de temor o tempo todo e, gradualmente, pouco a pouco, cheguemos a compreender essas miragens.

Pergunta: Então, minha inclinação ao sofrimento deveria se transformar na compreensão de que o que realmente está diante de mim é…?

Resposta: Uma miragem. No momento em que você começa a sofrer, isso assume a forma de várias ações e cenas corporais.

Comentário: Guerras e coisas do gênero.

Minha Resposta: Sim, mas se você não se permitir sofrer, tudo se resolve.

Pergunta: Então, lentamente, começo a perceber o Criador?

Resposta: Sim.

Pergunta: Quando você diz “o Criador”, o que quer dizer? O que está diante de mim, diante de nós?

Resposta: É a força que governa o mundo e nos governa; a força que deseja nos levar à consciência do estado correto da natureza e de nós mesmos.

Pergunta: Que estado é esse?

Resposta: Alegria!

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 26/03/26

Construir Um Ambiente Melhor

963.7Pergunta: O que significa construir um ambiente melhor a cada vez?

Resposta: Construir um ambiente melhor significa que me dedico a ele com a intenção de que ele se fortaleça e me apoie quando eu precisar. Eu invisto nele na medida em que tenho algo a investir. E, ao ajudar os outros, essencialmente expresso amor pelos amigos.

O grupo pode apresentar a você um desejo novo e mais forte pelo Criador a cada vez, e se você se anular diante disso, poderá receber disso.

Você transforma o grupo investindo constantemente nele, fortalecendo-o; e você se anula diante dele cada vez mais, e ele se torna cada vez mais generoso com você. Isso se chama “um ambiente diferente a cada vez”.

Às vezes ouço pessoas dizerem que querem mudar de um grupo para outro. Não há necessidade disso, por que fazer isso? Pelo contrário, se você se sente desconfortável no seu grupo, significa que existe um lugar ali onde você deve investir seus esforços. Aliás, não importa em qual grupo você esteja. Se a pessoa estiver disposta a se doar e a se humilhar perante ele, o grupo pode até ser composto por iniciantes.

Quando chega uma pessoa nova, ela arde de desejo, querendo constantemente sentar-se bem ao meu lado, até mesmo brigando por isso. Mas, depois de algum tempo, ela se afasta e me “chama” à distância, como se fosse por controle remoto. Eu me dava melhor com elas quando eram apenas iniciantes, o desejo delas me inflamava. E agora, onde estão? Parece que elas já sabem tudo, entendem tudo. E assim é com cada um de vocês.

Da Lição Diária de Cabalá de 22/03/26, Rabash, “O que é o ‘Pão do Homem de Mau Olhado’ na Obra?”

Por Que O Criador Precisa De Mim?

237Pergunta: O Criador sempre dá e a criação sempre recebe. Como podemos distinguir entre os dois?

Resposta: É muito simples; em vez de me relacionar com o Criador como um bebê com sua mãe, eu mesmo quero me tornar como ela.

Pergunta: Mas por que ela precisa que eu seja como ela? É claro que eu preciso Dele, mas por que Ele precisa de mim?

Resposta: De fato, a mãe não precisa de nada, e o Criador se revela sem nenhuma carência (Hisaron).

Diante do Machsom, jamais revelamos uma carência no Criador. Ele não pode revelá-la num momento em que o ser criado está oculto. Como se diz, a pessoa deve crer que seu anseio pelo Criador provém do anseio inicial do Criador por ela e lhe é dado por Ele. Basta crer que “o Criador é a sua sombra”.

Contudo, não possuímos essa sensação até que estejamos verdadeiramente prontos para fazer algo: Primeiro você adquire os vasos de doação e, em seguida, revela Nele uma carência. Mais precisamente, Ele revela a Sua carência a você, correspondente à medida em que você é capaz de doar a Ele.

Da Lição Diária de Cabalá de 28/03/26, Rabash, “O que significa, ‘Se ele engolir a erva amarga, não sairá’, na obra?”

A Livre Escolha Da Criatura

120A luz é chamada Shochen, e o Kli onde a luz está envolta é chamado Shechina (Rabash, “O que significa, ‘Quando Israel está no exílio, a Shechina está com eles’, na obra?”).

A Criação consiste em duas partes: o Criador e a criatura. A Shechina é a revelação do Criador, a presença do Criador dentro da criatura. Mas se a Sua presença desaparece da nossa percepção, pode haver duas razões para isso: ou o Criador se oculta, isto é, expulsa a Shechina da criatura e não se revela a ela, ou a própria criatura provoca isso, seja por sua própria vontade ou não.

Isso acontece porque a luz é superior e governante, enquanto o corpo deseja desfrutar da luz e senti-la como plenitude. Assim, o corpo torna-se dependente da luz. Para que não dependa da luz e se realize por sua própria vontade, em igualdade de condições com a luz e não em subordinação a ela, é necessário remover a grandeza da luz, remover a presença do Criador e, assim, dar ao corpo a possibilidade do livre-arbítrio.

Mas para isso, é preciso dar-lhe os meios de escolha. Por esses meios, referimo-nos à capacidade dp vaso de distinguir uma coisa da outra segundo um determinado critério.

O Criador baixa a Shechina para dentro do vaso até o nível do pó; o vaso se quebra e centelhas de doação são incrustadas nele. Então a Shechina se retira e se mostra corrompida e quebrada, ou seja, o Criador mostra ao vaso que Ele reside em um desejo não realizado (uma carência) e que Ele requer o surgimento da atitude da criatura em relação a Ele.

Todas essas diversas relações entre o Criador e a criatura devem, em última análise, levar a um estado em que a criatura adquire todas as condições necessárias para o livre-arbítrio, de modo que, posteriormente, ao retornar ao infinito, ela recriará o estado de infinito por sua própria força.

Da Lição Diária de Cabalá 24/03/26, Rabash, “O que significa ‘Quando Israel está no exílio, a Shechina está com eles’, na Obra?”

Tudo Depende Da Luz

600.01Como uma pessoa pode empreender a implementação de algo artificial, algo que lhe parece sem sentido? De onde vai tirar forças para isso? Ao refletir sobre isso, devo, antes de tudo, compreender que me foi revelado de cima, como um conselho do Criador.

Em segundo lugar, qualquer estado, mesmo um artificialmente direcionado ao Criador, é preferível a um estado em que estou mais distante do Criador, mas ainda preservo meu próprio senso de verdade. Como posso mentir para mim mesmo como se estivesse em ascensão e O amasse, quando agora estou em um estado miserável e O amaldiçoo, embora O amaldiçoe do fundo do meu coração? Certamente, isso parece mais necessário, verdadeiro e precioso.

Não, não é mais precioso, pois todos somos regidos por realizações que vêm de fora. A luz desperta o vaso. Portanto, o vaso nunca tem uma sensação própria; em vez disso, o vaso percebe a si mesmo de acordo com o que a luz desperta nele. Não se deve imaginar que se possua qualquer valor intrínseco em si mesmo. Num instante, a intensidade da luz circundante pode mudar e, de acordo com essa mudança, eu, com meus pensamentos e desejos, serei lançado ao extremo oposto e quem sabe para onde mais.

Portanto, devemos compreender a importância de nos transformarmos artificialmente. Suponha que eu me sinta miserável sob a influência da luz ambiente, mas nesse exato momento começo a dançar. Ao fazer isso, suplemento efetivamente aquilo que a luz ambiente não conseguiu evocar em mim, ou seja, o ato de dançar. Por ora, não altero meu humor com isso, apenas executo artificialmente o que pode ser executado. Isso é algo que posso fazer: simplesmente pular e gritar, mesmo que lágrimas estejam escorrendo pelo meu rosto. Posso rir enquanto choro, fazendo isso tão artificialmente quanto um ator no palco.

Ao fazer isso, não apenas influencio o corpo, mas também, como que despertando a luz circundante, faço com que ela atue sobre mim e transforme minha plenitude interior. A influência sobre o plano superior também se realiza por meio do meu corpo. Se eu salto, a questão não é meramente o fato de meu corpo saltar, mas sim que internamente pareço saltar e emitir um comando para mim mesmo, fazendo com que o corpo salte. É precisamente esse comando, esse esforço, que invisto no corpo que provoca uma mudança na luz circundante.

Da Lição Diária de Cabalá de 28/03/26, Rabash, “O que significa, ‘Se ele engolir a erva amarga, não sairá’, na obra?”

O Mundo Inteiro É Um Palco

962.7Pergunta: Antes, para mim, era claro: existe um “eu” e existe um ponto obscuro. Então, tudo se inverteu e eu perdi esse ponto, me perdi em tudo. O que devo fazer?

Resposta: Ontem você estava em um estado em que sabia o que devia fazer, e hoje você está em um estado em que não sabe onde está, quem você é e o que deve fazer. Isso significa que você entrou em ocultação.

O que fazer, como sair dessa situação? Comece a questionar, a implorar. Comece a se pressionar artificialmente: “Para quê? Por quê?” Torne-se um ator que interpreta como se fosse real. E você verá como seus desejos despertam e sua memória ganha vida. Você receberá novas forças vitais e, pelo menos, voltará a ser você mesmo.

Na vida, temos que fazer muitas coisas artificialmente. Quando escrevo um livro, às vezes caio em estados de espírito como se não tivesse nada e não quisesse nada. Mas começo a escrever, ou seja, a falar com outra pessoa.

E quando é “com outra pessoa”, tudo retorna a mim, porque o desejo de receber já não interfere tanto. Desta forma, você avança cada vez mais, mergulha em vários estados, esclarece sobre eles e atravessa. É preciso usar todos os meios.

Da Lição Diária de Cabalá de 28/03/26, Rabash, “O que significa, ‘Se ele engolir a erva amarga, não sairá’, na obra?”

Em Busca Da Linha Direita

938.07Pergunta: A comunicação em um grupo deve ser baseada na linha direita?

Resposta: Em grupo, devemos constantemente buscar a conexão com a linha direita. É um estado em que todos despertam a consciência da grandeza do Criador, da importância da meta e da natureza especial e singular do grupo.

Após o esforço de todos, a distância entre nós e a luz circundante se revela. Se investirmos nossas forças corretamente, começaremos a sentir a necessidade do Criador e, então, quando Ele se revelar, sentiremos grande alegria.

Então, todos percebem como é gratificante compartilhar com outra pessoa a grandeza da meta alcançada, e desejam ouvir o mesmo de seus amigos para perceberem o quanto estão distantes dela. Esses dois pontos opostos devem estar sempre diante de nossos olhos: o quanto sou pequeno e o quanto o Criador é grande.

Mas esse sentimento deve ser criativo e construtivo para se transformar em uma ação útil. Somente coisas positivas devem ser reveladas no grupo.

Da Lição Diária de Cabalá 07/05/26, Rabash, “A Conexão entre Pessach, Matza e Maror”