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O Que É Mais Importante Para Mim?

231.01Pergunta: O que significa superar os desejos?

Resposta: Nossos desejos são organizados de modo que, inicialmente, a intenção deles é a recepção para si mesmo, o que me proporciona apenas a sensação de prazer e não a sensação de quem o proporciona. Para alcançar a sensação de quem o proporciona, devo impor uma restrição ao desejo, ou seja, tornar-me dependente não do prazer em si, mas de quem o proporciona.

Por exemplo, se eu me sentar diante de um refresco ao lado do anfitrião, devo atingir um estado em que a conexão com o anfitrião seja mais importante para mim do que o refresco. Se eu conseguir, isso é chamado de ultrapassar a restrição (Tzimtzum). Tudo depende do meu desejo.

Se meu desejo por refresco não for muito grande, a conexão com o anfitrião é importante para mim; mas se eu estiver com muita fome, vejo apenas o que está à minha frente.

Ou seja, meu desejo determina o que é mais importante para mim: os prazeres ou o anfitrião. Através dos meus esforços, por meio de diversas táticas, devo retratar uma situação em que o anfitrião seja mais importante do que a comida.

Os instrumentos, como diz Rabash, são o professor, que dá a direção, os livros e o grupo. Com a ajuda do grupo, a pessoa alcança uma forte aspiração, um desejo, e com a ajuda dos livros, ela recebe a luz que corrige os Kelim e a retorna à fonte.

Da Lição Diária de Cabalá 23/03/26, Rabash, “A Medida da Prática dos Mandamentos”

Até Que A Luz Nos Transforme

938.01Pergunta: Se eu tentar transmitir a um amigo a consciência da importância da meta, do Criador, o que estarei realmente fazendo?

Resposta: Você chega ao grupo e diz: “Amigos, vocês precisam me transmitir constantemente a grandeza do Criador”. Dizer isso não é difícil e não custa nada. Você os pressiona a partir do seu ego. Eles são uma força externa da qual você pode exigir.

De si mesmo você não pode exigir, mas deles você pode. “Quero que vocês me deem a consciência da grandeza do Criador”. Eles começam a lhe dar essa consciência, e você se rende à influência deles.

Pergunta: Mas então, eu estou novamente me movendo em direção ao prazer?

Resposta: Sim, porque o grupo o convence, já que você é constituído de tal forma que se submete à opinião da sociedade. Naturalmente, você sente prazer em aderir à opinião comum. Isso lhe dá confiança, um senso de pertencimento, mas tudo isso ainda é medido dentro dos vasos de recepção.

Então você começa a se esforçar para alcançar a grandeza do Criador: “Vale a pena eu estar perto Dele”. Mas você não vê esses prazeres, porque se os visse, você mesmo se esforçaria para alcançá-los. Já que você não os vê, precisa que o grupo lhe diga que vale a pena.

Gradualmente, por meio disso, você evoca a luz circundante, que de fato o transforma. A ação não é realizada por nós, mas devemos fornecer os meios para que ela aconteça. O Criador está oculto e não é necessário para mim, contudo o grupo afirma que Ele é necessário, e parece-me que assim seja. Não sei quem Ele é ou o que Ele é, mas de alguma forma, realizo uma ação, segundo a qual a luz circundante vem até mim, e é ela que realiza a obra.

Tudo é feito desvinculado do desejo de receber, que, durante essas ações, nada sente. Não há benefício concreto. Se alguém de fora lhe perguntar: “O que você ganha com isso?”, você pode responder: “Sua vida não melhora”. Ou dizer: “Eu sinto prazer em explorar a realidade. Tenho algo além do seu nível animal”. Mas você tem algo tangível? Não.

Este é um sinal de que estamos avançando corretamente, sem a interferência do desejo de receber, até que a luz circundante nos transforme. Não há outro caminho, nenhum outro meio. Portanto, cada vez que nos encontramos em uma espécie de desespero, não temos nada de que nos orgulhar, o fim é desconhecido e onde está esse Machsom, permanece incerto.

Por um lado, acumulamos alguma experiência, mas, por outro, isso não nos dá nenhuma base. E tudo isso é necessário para dissociar o desejo de receber do resultado, que, na verdade, não lhe pertence.

E assim, continua até que eu me satisfaça com a existência de um certo “encanto de santidade”, recebido da luz circundante. Não posso fazer de outra forma; eu o quero. A luz alimenta esse anseio dentro de mim.

Da Lição Diária de Cabalá 19/03/26, Rabash, “Sobre Chesed [Misericórdia]”

Relações Mútuas

962.3Pergunta: O que significa o Kli (vaso) entre nós?

Resposta: O Kli entre nós é a relação de uma pessoa com outra, a cola que as une. Se tal cola existe, ela é construída a partir da intenção em prol de doar.

Como posso me unir a você para que nos tornemos um só Kli? Minha intenção de lhe doar algo e sua intenção de me doar algo nos aproximam e nos unem para que nos tornemos um só Kli.

Essa intenção entre todos nós deve ser pedida do alto; devemos receber a luz que nos corrigirá e nos será dada. Então, ao nos unirmos, nos tornaremos um só Kli. É precisamente nessas intenções de cada um para com o outro que a luz habitará, pois essas intenções são semelhantes à luz, e não os Kelim (vasos) em si.

Os próprios Kelim existem apenas para gerar intenções uns em relação aos outros. Isso pode ser imaginado da seguinte forma: todos nós estamos dentro de um Kli, e cada um de nós é Malchut. E se alguém, em relação a outro, trabalha com uma intenção em prol da doação, essa relação em si se torna o Kli. É nisso que a luz entra de acordo com a equivalência de forma.

Assim, em nossas Malchut (minha e suas), jamais recebemos a luz, visto que são vasos de recepção. Sabemos que a recepção ocorre nas nove primeiras Sefirot, que são os atributos do Criador.

Se houver uma relação entre nós, seus desejos se tornam minhas nove primeiras Sefirot, e meus desejos se tornam suas nove primeiras Sefirot. Nessas relações mútuas construímos o Kli.

Da Lição Diária de Cabalá 11/03/26, Rabash, “O que são o dia e a noite na Obra?”

Será Que A Humanidade Se Tornou Mais Feliz?

626Pergunta: O engenheiro de software Steve Wozniak, que junto com Steve Jobs criou o império Apple, ao responder à pergunta “O ser humano se tornou mais feliz após a invenção do computador pessoal?”, disse: “Essa é uma pergunta muito complexa. Houve um tempo em que eu pensava que, se tornássemos a vida das pessoas mais fácil, isso lhes traria felicidade. Elas trabalhariam menos. No entanto, elas começaram a trabalhar ainda mais. Hoje em dia, uma família precisa ser sustentada por duas pessoas trabalhando, não apenas uma. Acho que, se nos compararmos com os povos primitivos em termos de nível de felicidade, será aproximadamente o mesmo”.

Houve uma época em que Steve Jobs e eu sonhávamos em criar um dispositivo que permitisse aos cegos enxergar. Mas agora, quando entro no metrô e vejo que todos estão sentados com os rostos enfiados em seus celulares, entendo que tornamos todas as pessoas que enxergam cegas”.

Você concorda que somos uma humanidade cega?

Resposta: Ainda precisamos perceber que todas as inovações na eletrônica visam apenas nos limitar em termos de sensações, na percepção do mundo, na sensação da vida.

Olho para uma pequena tela que cabe na palma da minha mão, e para mim nada mais existe. Através dela, supostamente, me conecto com o mundo. Mas com quem eu realmente me conecto? Com ​​algum escritório, algum intermediário que me “empurra” tudo o que deseja. A pessoa não se tornou livre, mas sim mais dependente. Estamos nos tornando escravos cada vez maiores.

Além disso, com o auxílio da eletrônica e de tudo o mais, muitas profissões tradicionais desapareceram. Uma profissão não é apenas algo que proporciona às pessoas a oportunidade de ganhar dinheiro. O mais importante em uma profissão é que a pessoa sinta que é adequada para conviver com os outros. Uma profissão é um meio de comunicação entre as pessoas. Eu sou alfaiate, você é sapateiro, médico, advogado, e assim por diante.

Não importa quem ou como, mas nos comunicamos; precisamos uns dos outros.

E se não precisarmos mais uns dos outros e ficarmos apenas olhando para celulares, será o mesmo que aplicar uma injeção ou um comprimido. As pessoas vão adormecer, e todo tipo de filme vai passar pela cabeça delas, ou elas simplesmente se desligarão da vida.

Pergunta: Que cenário é estabelecido pela força superior?

Resposta: Este cenário é muito simples; chama-se “reconhecimento do mal”.

Seremos obrigados a reconhecer a maldade do nosso desenvolvimento egoísta e a compreender que ele nos conduz a um beco sem saída, e que devemos nos livrar dele, romper com ele num salto, fugir dele a toda a velocidade, para qualquer lugar. Espero que um dia façamos isso.

Por enquanto, estamos tentando explicar isso às pessoas. Mas o quanto elas vão ouvir, é uma incógnita. Mesmo assim, aqui e ali, os primeiros sinais já começam a surgir.

Pergunta: Ou seja, avançaremos cada vez mais nas tecnologias apenas para entender que elas não nos levarão a nenhum lugar?

Resposta: Sim.

Pergunta: É por isso que elas estão se desenvolvendo?

Resposta: Não, o desenvolvimento deve ser interno. O desenvolvimento externo não é necessário.

Mas se não nos desenvolvermos internamente, o desenvolvimento eletrônico externo revelará o vazio e, ainda assim, nos fará retornar ao início.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 09/01/25

Exija A Propriedade De Doação

213Pergunta: Eu devo exigir constantemente vasos (Kelim) de doação?

Resposta: Em última análise, sim: é preciso exigir vasos de doação, para ser semelhante ao Criador. Uma pessoa precisa chegar a esse desejo. No entanto, não basta simplesmente exigir doação.

Até mesmo os grupos de proteção ambiental exigem altruísmo. Nós, por outro lado, devemos exigir a doação especificamente porque ela é um atributo do Criador, pois os meios de dar são os que nos permitem estar em comunhão com o Criador. O desejo de receber e o desejo de dar são dois anjos, o da direita e o da esquerda. Então, devemos nos apegar apenas ao da direita?

Eu desejo ser semelhante ao Criador e, portanto, quero adquirir Kelim de doação. Caso contrário, será uma doação apenas para receber. A oração deve ser expressa em agradecimento à grandeza do Criador. Grandeza!

Baseado no fato de que Ele é grande, todas as outras coisas que me vierem serão corretas. Mesmo que a princípio sejam egoístas, a atitude será correta a partir da realização da grandeza.

Da Lição Diária de Cabalá 21/03/26, Rabash, “Devemos sempre discernir entre Torá e Trabalho”

“Combustível” Para O Trabalho Espiritual

276.04Pergunta: Dar em prol de receber é o ato mais egoísta? O que significa “dar em prol de receber”?

Resposta: Nós avançamos da intenção “Lekabel al menat Lekabel” (receber em prol de receber) para “Lehashpia al menat Lekabel” (dar em prol de receber), e depois para “Lehashpia al menat Lehashpia” (dar em prol de dar), e finalmente para “Lekabel al menat Lehashpia” (receber em prol de dar). Esses são os estágios de avanço.

Se você gosta do que faz, a questão é: que tipo de prazer é esse? Você o usa como energia, como “combustível” para o trabalho (caso contrário, não conseguirá fazer nada) ou o prazer é o seu objetivo final?

O prazer é um meio ou um fim? Se o prazer for apenas um meio, então é claro que você precisa dele, caso contrário não conseguirá avançar de forma alguma, já que desde o início toda a sua estrutura precisa de energia, e esse prazer é o “combustível”.

Portanto, você pede ao Criador: “Conceda-me a possibilidade de realizar um ato de doação”. No entanto, implícito nas palavras “concêda-me a possibilidade” está o pedido: “Permita-me obter prazer com o ato de doação de tal forma que eu não o faça para meu próprio deleite, mas apenas para que o deleite me permita realizar este ato”.

Da Lição Diária de Cabalá 21/03/26, Rabash, “Devemos sempre discernir entre Torá e Trabalho”