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Dia Internacional Em Memória Do Holocausto: Unindo O Mundo

052O Dia em Memória do Holocausto é um dia especial e muito triste na história do povo judeu e de toda a humanidade, pois estamos todos interligados. Num dia como este, devemos falar sobre as causas desta tragédia e as suas lições, para que “os atos dos pais sirvam de exemplo para os filhos”.

Não existe nada além da força superior, o bem e a prática do bem, que nos governa o tempo todo. Não há uma única ação que ultrapasse essa boa governança.

Portanto, se em nossa análise não nos elevarmos acima de nossa natureza egoísta e não começarmos a julgar o Criador, duvidando de Sua boa orientação, nos enganaremos. Então, toda a nossa investigação será inútil e nos conduzirá à mesma amarga realidade da qual somos obrigados a falar hoje.

O Criador sente as nossas sensações. Se estarmos unidos e nos alegramos com isso, o Criador se alegra. Ele não tem sensações próprias; Ele reside dentro de nós, tal como uma mãe que vive através do seu amado filho. Através da nossa conexão uns com os outros, criamos um lugar para o Criador, um lugar onde Ele pode existir.

E se não estamos conectados, não há lugar para o Criador; consequentemente, sentimos Suas ações de forma distorcida e invertida, como se não viessem Dele. Cada ação é experimentada em nós em proporção direta ao grau de nossa unidade ou desunião.

O Criador reside em nossa conexão uns com os outros. Essa conexão deve estar em constante desenvolvimento, desde a quebra inicial realizada pelo Criador até a correção final, a adesão completa. Enquanto não ficarmos para trás em nosso progresso pelas etapas de correção que estamos destinados a percorrer, tudo estará bem conosco. Mas se ficarmos para trás, nos encontraremos em uma situação terrível, criada por nós mesmos.

Se a cada instante não corrigirmos a conexão entre nós, sentiremos a diferença entre o estado desejado e o real. Suponha que hoje eu precise corrigir em 20% minha conexão com toda a humanidade e tenha alcançado apenas 15% de conexão.

Consequentemente, os 5% que faltam se revelam para mim como pressão, problemas. Em essência, essas são as forças que visam acelerar meu progresso, compensar o atraso, extinguir a lacuna entre o desejado e o real.

Essas forças não testemunham a bondade ou maldade do Criador, mas são simplesmente uma consequência natural do funcionamento do sistema, como se diz: “Uma lei foi dada e não pode ser transgredida”. Ou seja, devemos avaliar não pelo quanto nos é doloroso ou prazeroso, mas sim pelo quanto essas forças, que nos são reveladas como boas ou más, nos ajudam a progredir corretamente.

O Criador não nos deseja o mal, mas existe uma lei da natureza, e ao cumpri-la sentimos nossa conexão, enquanto que ao violá-la sentimos dor, a tal ponto que hoje somos obrigados a recordar o Holocausto, o evento mais doloroso da história do povo judeu.

Claro, isso não foi causado pelo Criador, mas por pessoas que tinham a obrigação de corrigir a conexão entre si e não a corrigiram. A demora na correção foi tão grande que resultou em sofrimento terrível.

Que lições podemos tirar disso? Ao longo da jornada desde a antiga Babilônia até os dias de hoje, muitos eventos trágicos ocorreram, e todos por uma única razão. Como o Criador representa a lei geral da natureza, o sistema nos mostra a necessidade de conexão. Mas não o ouvimos e não nos apressamos em corrigir a demora, e consequentemente recebemos as consequências correspondentes. Na verdade, nós mesmos as causamos e não podemos culpar o Criador.

Estamos cientes das condições necessárias, mas não as cumprimos; ao fazê-lo, invocamos forças que nos impulsionam em direção ao nosso objetivo final com maior severidade e determinação. Ao longo da história, tensões e dificuldades nos perseguiram: exílios, escravidão no Egito, peregrinação no deserto e a destruição do Templo. Mas o Holocausto é uma situação de natureza inteiramente singular.

Ao longo de seu desenvolvimento histórico, o povo de Israel já havia alcançado o ponto em que o quarto grau de conexão com a alma de Adam HaRishon se tornou uma necessidade, mas não conseguiu concretizá-lo. Mesmo hoje, não estamos cumprindo esse objetivo. Então, o que podemos esperar? Apenas estados ainda piores do que aqueles que já suportamos. Devemos aprender com a história para não repetirmos os mesmos erros.

Depois da Babilônia e do Egito, os golpes nos perseguem um após o outro a cada instante em que não criamos a conexão necessária entre nós. O castigo será coletivo para todo o povo de Israel. E hoje somos responsáveis ​​não apenas por nós mesmos, mas pelo mundo inteiro.

Em certo momento, foi possível realizar a correção em um grupo limitado, dentro da comunidade judaica europeia. Os próprios nazistas queriam ajudar os judeus a reconstruir o Estado de Israel. Inicialmente, eles atuaram como forças que auxiliavam a correção. Mas, se não aproveitarmos a oportunidade que nos foi dada, essas forças se transformarão em forças negativas.

E hoje, se não utilizarmos as forças que nos despertam, forças que já se manifestam negativamente, elas se transformarão em algo muito mais terrível do que qualquer coisa que tenhamos testemunhado antes. O Holocausto de hoje seria de uma escala completamente diferente, não se restringindo à Europa, mas abrangendo o mundo inteiro. Portanto, é imperativo que compreendamos essa realidade e nos apressemos a realizar as correções necessárias antes que seja tarde demais.

Se nos unimos, a força superior flui através de nós para todas as nações do mundo, para toda a realidade, e gradualmente o mundo inteiro atinge um estado de unidade. Nesse ponto, toda a turbulência se acalma, o Criador começa a se revelar aos seres criados, e o mundo alcança a correção que lhe foi destinada.

Se, porém, nós, o povo de Israel, não nos unirmos uns aos outros, ao menos dentro de Israel, onde existem as melhores condições para a união, se não nos tornarmos um só homem com um só coração, se não amarmos o nosso próximo como a nós mesmos, se não nos tornarmos uma luz para as nações do mundo, demonstrando um exemplo de unidade para o mundo, passaremos por situações tão terríveis que os horrores do Holocausto empalidecerão em comparação.

Méritos podem se transformar em falhas e falhas em méritos. Portanto, devemos acreditar que atualmente temos a oportunidade, o tempo, o lugar e todos os meios necessários para evitar repetir o erro cometido pelo povo judeu há quase cem anos.

Não devemos desperdiçar a oportunidade de nos unirmos para nos conectarmos com a força superior, inerentemente boa e fonte de toda bondade. Através de nós, essa força, que deseja se revelar a todos os habitantes deste mundo, poderá se manifestar. Devemos auxiliá-la nesse processo e nos tornar um canal entre ela e a humanidade.

Não repitamos os erros do passado. A sabedoria da Cabalá descreve as leis da natureza, leis que operam independentemente de as considerarmos agradáveis ​​ou desagradáveis, leis que não levam em conta os interesses partidários ou econômicos de ninguém. Não há dúvida de que, se o povo judeu tivesse se comportado de maneira diferente naquela época, o mundo hoje seria completamente diferente.

Tudo está em nossas mãos; determinamos nosso destino e o destino do mundo inteiro. A lei da natureza é uma lei imutável que deve ser cumprida. O Criador não tem piedade de nós nem nos pune, Ele simplesmente executa esta lei universal. O Criador é a natureza e, de acordo com o programa da natureza, somos obrigados a nos unir em um só desejo, em uma só intenção, segundo uma única fórmula de doação mútua. Devemos levar essa unidade ao mundo: esta é a nossa missão.

Que não repitamos os amargos erros do passado; em vez disso, neste dia solene, resolvamos assumir o sagrado dever de conduzir o mundo rumo à verdadeira unidade.

Da Lição Diária de Cabalá de 09/05/19 sobre o tema “Dia em Memória do Holocausto”

Por Que O Maror (Erva Amarga) Deve Ser Mastigado

628.2Está escrito em Shaar Hakavanot [Portão das Intenções]: “Este é o significado de Maror [erva amarga], que é ‘morte’, em Gematria. É também por isso que ele deve provar o amargor, e se o engolir, não cumprirá seu dever … (Rabash, “O que significa, se ele engolir a erva amarga, não sairá, na obra?”)

Existem três estados no universo. O primeiro estado é o estágio do infinito (Ein Sof), que inclui as almas antes de deixarem o controle direto do Criador. Este estágio é como Ele o criou; Ele confere a tudo as qualidades da perfeição e da eternidade. Como Ele é, assim são elas.

No entanto, isso é feito por Ele. Portanto, as almas que sentem a presença do Criador experimentam o que é chamado de “vergonha”.

Elas precisam ser libertadas da vergonha e, assim, levadas a um estado em que não apenas recebam Dele, como um feto no útero, em perfeição devido aos Seus esforços, mas adquiram seu próprio nível, seu próprio sentimento, sua própria consciência, de modo que realmente se elevem ao nível do Criador, se tornem semelhantes a Ele em qualidades e não sejam compelidas por Ele.

Então surge o segundo estado, o estado de trabalho e esforço, durante o qual passamos pelo processo de correção e instalação dos Kelim para vivenciar o primeiro estado em sua totalidade. Nós mesmos o desejamos e o conquistamos; ele é nosso. Quando isso acontece, o segundo estado se transforma no terceiro.

Portanto, o maror (erva amarga) não deve ser engolido, mas sim mastigado. De acordo com as leis de Pessach, um certo tempo, uma certa medida, é reservado para isso.

E então, se “mastigássemos” bem, se analisássemos todos os atributos das propriedades no desejo de receber em relação ao desejo do Criador de dar, compreendêssemos qual é a nossa natureza e, então, conseguíssemos usar a intenção para o bem de dar, ou seja, como se diz, “engolíssemos” o Maror, realmente sairíamos através do trabalho de adquirir novos vasos e mereceríamos “sair do Egito”.

Na própria obra, existem três etapas especiais: fé, oração e esforços (em hebraico: “Emuna”, “Tefila”, “Igiya”, cujo acrônimo das primeiras letras é “Iti”, que significa “comigo”).

O “lugar”, o estado que temos de alcançar, chama-se “comigo” (“Iti”): “Aqui está o lugar [ao lado de] Mim”. Este é o lugar do Criador, e você pode chegar a este estado “comigo” através da fé, da oração e do esforço.

Essas etapas estão presentes em cada fase do nosso trabalho, em cada estado. Consequentemente, o processo geral do nosso progresso divide-se principalmente nestas três partes: fé, oração e esforço.

Da Lição Diária de Cabalá de 28/03/26, Rabash, “O que significa, se ele engolir a erva amarga, não sairá, na obra?”

Tudo Já Foi Preparado Para Nós

263A respeito do Maror, está escrito na Hagada: “Este Maror que estamos comendo, para que serve? Pois os egípcios tornaram a vida de nossos pais amarga no Egito, como foi dito: ‘E eles tornaram a vida deles amarga com trabalho árduo… com o qual os fizeram trabalhar arduamente’”.

Devemos compreender o significado de “E eles tornaram as vidas deles amargas com trabalho árduo”. O que isso representa na obra do Criador? (Rabash, “ A Conexão entre Pessach, Matza e Maror”)

Por um lado, está escrito na Torá que o povo de Israel é “de dura cerviz”, obstinado, relutante em ouvir qualquer pessoa; é difícil impor-lhes qualquer coisa ou obrigá-los.

Por outro lado, diz-se que isso é feito pelo Criador. Ele coloca Israel nessas condições, impõe-lhes todo tipo de obstáculos, endurece seus corações para que não possam ouvir e cumprir o que Ele exige, e para que sintam a necessidade Dele com toda a profundidade do seu desejo de receber, e então, dentro deles, surge o anseio pela redenção.

O que se exige do povo de Israel se o Criador endurece assim o seu coração?

No artigo “A Liberdade”, aprendemos que nada precisa ser feito. Não há nada de novo a ser construído, tudo já está construído. Todos os graus estão ordenados, e se uma pessoa ascende de um grau para o outro, é, naturalmente, porque recebe a força, a mente e o desejo de cima. Se ela tem um despertar de baixo, significa que possui o desejo e a sensação de necessidade de ascensão, e não pode deixar de avançar para o próximo grau.

Então, qual é o lugar para o nosso trabalho?

Nosso trabalho está no meio, no constante “e eles clamaram…”, ou seja, em uma verificação rápida e independente: Podemos nos voltar ao Criador?

Nosso trabalho reside na consciência do estado. Assim que uma pessoa toma consciência do seu estado, este é imediatamente alterado por uma força superior para um estado mais avançado. Ela toma consciência do próximo estado, e este é novamente substituído por um ainda mais avançado. E assim, a cada ciclo.

Toda a hierarquia de estados já havia sido criada antecipadamente no processo de expansão da luz de cima para baixo. Não há nada de novo aqui, tudo já foi preparado para nós.

Uma pessoa deve entender que, se deseja melhorar sua situação (e isso também se aplica à sociedade e ao nosso povo nestes tempos difíceis), não tem possibilidade de fazê-lo permanecendo no mesmo nível, pois o nível em que se encontra determina sua condição.

Se desejamos nos sentir melhor, devemos nos aproximar um pouco mais da luz; lá nos sentiremos melhor. E se quisermos nos sentir ainda melhor, seremos obrigados a nos elevar ainda mais.

Da Lição Diária de Cabalá 07/04/26, Rabash, “A Conexão entre Pessach, Matza e Maror

O Que Determina A Velocidade De Ascensão?

209Como podemos ascender nos degraus da elevação espiritual? Os cabalistas respondem que é por meio da luz que retorna à fonte.

Durante o estudo das fontes Cabalísticas com a intenção correta, despertamos as luzes circundantes e, como está escrito na “Introdução ao Estudo das Dez Sefirot”, a luz circundante que surge desperta a pessoa, dá-lhe força e ela ascende de um nível para um superior e desse nível para um ainda mais elevado.

Não se deve esperar que, no meu estado atual, eu me sinta melhor; isso não acontecerá! Pelo contrário, se uma pessoa não avança em direção à luz circundante e fica para trás em relação ao “tempo geral”, ela desce e começa a se sentir cada vez pior, até que o sofrimento a leve a compreender que deve começar a ascender, pois mudar de estado significa ascender.

E pode-se ascender por meio da luz que retorna à fonte. Este é o princípio fundamental para a realização da “escada de Jacó”. É imutável e todos nós estamos nela.

Portanto, é necessário tomar consciência do estado em que nos encontramos, compreender a razão pela qual nos sentimos mal e como podemos ser salvos, e colocar em prática os meios de libertação: o estudo da Cabalá com a intenção de ascender. E quanto mais próxima a pessoa estiver da luz circundante em sua intenção durante o estudo, mais fortemente essa luz a influencia e, consequentemente, mais rapidamente ela ascende.

Sabemos que a conexão no plano espiritual é determinada pela equivalência de qualidades. Quanto mais próximas as intenções de uma pessoa estiverem da doação e mais distantes do seu próprio ego, mais forte será a influência da luz sobre ela. Portanto, ao iniciar os estudos, é necessário munir-se de tal intenção, e então seremos capazes de ascender pelos níveis espirituais e alcançar uma sensação de bem-estar.

É precisamente isso que o Criador deseja: que cada um de nós encontre um grau de bem-estar. Então, a pessoa descobrirá que isso não lhe basta e que existe um prazer ainda maior. E assim por diante, até o fim da correção, quando perceberá que está em absoluto bem.

Da Lição Diária de Cabalá 07/04/26, Rabash, “A Conexão entre Pessach, matza e Maror

Nem Todo Fermento É Igual

599.02Pergunta: O que é o “fermento” (Chametz) que removemos com tanto cuidado antes da festa de Pessach?

Resposta: O fermento antes de Pessach representa a inclinação ao mal que tínhamos no Egito e que usávamos para brigar uns com os outros.

Mas o fermento ao qual retornamos após Pessach é usado de maneira diferente. Nós o usamos para nos presentearmos. Afinal, sem os relacionamentos ruins que tínhamos antes, não saberíamos como construir bons relacionamentos. Ou seja, usamos o oposto: onde havia ódio, agora haverá amor.

Contudo, este novo fermento não é o mesmo que o fermento anterior, porque eu o uso para fins de doação, por amor.

Por exemplo, antes eu constantemente pegava seus brinquedos quando brincava com você, e me divertia vendo você chorar, gritar e correr para reclamar com sua mãe. Agora decidi que não farei mais isso. Então, do que me alimento? Do “pão da aflição”, o matza. O que ganho com isso? Que prazeres existem na vida? Nenhum! Por sete dias permaneço nesse estado.

Então eu passo como que por uma pequena abertura, do exílio para a redenção. Isso se chama a travessia do mar final (Mar Vermelho). Ou seja, eu saio do estado em que usei meu ego e desfrutei do meu próprio poder, como Faraó.

E depois, quando tomo a decisão de me tornar diferente, esse mesmo fermento, ou seja, esses mesmos brinquedos que tirei de você e me diverti com seu choro, eu retorno a você, e agora me alegro com o fato de você sentir prazer.

Este é o pão depois do êxodo do Egito, não o “pão da aflição”, nem mesmo um pão comum, mas um bolo luxuoso, 620 vezes mais rico, que chamamos de “pão do amor”.

Transformamos todo o mal que tínhamos no Egito em bem. Foi por isso que o povo de Israel chorou durante os quarenta anos de peregrinação no deserto. Eles clamavam: “Onde está o nosso Egito?!” porque o incluíam dentro de si mesmos e, então, o corrigiam repetidamente.

De KabTV “Nova Vida 539 – Cultura Judaica: Entre o Chametz (Pão Fermentado) e o matza”, 24/03/15