Os Amigos Nos Rodeiam
Temos uma regra de que tudo vem de uma única fonte: “para deleitar os seres criados”. Para atingir esse objetivo, devemos usar o que está diante de nossos olhos, o que nos rodeia.
E o que nos rodeia são os amigos. Tudo o que fizerem deve ser direcionado para alcançar o propósito da criação, o grau de “deleitar os seres criados”. Para isso, devem aproximar-se dos amigos através de 125 graus. Se o fizerem, ascenderão ao Criador através desses mesmos 125 graus.
Diz-se que os mandamentos entre uma pessoa e seu amigo precedem os mandamentos entre uma pessoa e o Criador. O Criador está oculto, enquanto o amigo está próximo. Se você realiza ações em relação ao amigo, isso o aproxima do Criador na mesma medida em que você se esforça em relação aos amigos.
Uma pessoa não sente em relação a quem está realizando a ação se esta estiver fora de seu corpo: “Quero estar conectado com o Criador porque tenho alguma esperança de receber algo Dele. Mas o que o amigo pode me dar?”
Com relação ao meu desejo de receber, há uma diferença entre o Criador e o amigo. Do Criador, espero receber prazer, mas do amigo, que prazer posso receber? No máximo, alguns pequenos prazeres corporais.
No entanto, se estivermos falando de doação, de deixar de lado o desejo de receber, então, com relação tanto ao amigo quanto ao Criador, é a mesma coisa.
Somente em relação ao amigo posso realmente perceber se abandonei o desejo de receber e deixei de pensar em mim mesmo. Em relação ao Criador, posso ter ilusões. Aí, posso me enganar completamente, pois não tenho controle real.
Mas em relação ao amigo, pode-se ver imediatamente se sou capaz de fazer algo ou não.
Da Lição Diária de Cabalá 24/02/26, Rabash, “Propósito da Sociedade – 2”