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Líder Espiritual — Uma Ideia Comum

963.5Comentário: Como se sabe, alguém precisa estar à frente de uma organização — é impossível prosperar sem um líder. As pessoas precisam acreditar em alguém. Alguém que lhes dê o exemplo, assim como você dá o exemplo aos seus alunos.

Minha Resposta: Creio que meus alunos compreenderão que somente juntos, em um grupo poderoso que já inclui dezenas de milhares de pessoas, eles serão capazes de alcançar algo. Afinal, um líder espiritual não é um indivíduo isolado, mas uma força coletiva, uma ideia comum. Seu portador é o grupo que consegue unir e conduzir a todos adiante.

Neste caso, não estamos falando de um mundo egoísta, mas de um mundo de unidade, um mundo altruísta, no qual o líder é o Criador. Creio que sou o último que, de certa forma, pode ser considerado um líder espiritual na Cabalá — um professor e disseminador com muitos alunos.

Minha aspiração é levar meus alunos a um estado em que somente a união os conduzirá adiante. Somente a união!

E quando todos se tornarem um só e formarem um elemento que os guiará adiante, quando em sua unidade sentirem o Criador, então será Ele quem os guiará, e não alguma personalidade tangível com barba e óculos. Só assim! É por isso que estou tentando criar uma espécie de estimulador dentro da liderança espiritual.

Ou seja, tudo precisa ser organizado para que o grupo funcione! E se for apenas uma pessoa, logo aparecerá uma segunda, e uma terceira, e tudo desmoronará, como aconteceu no passado com os movimentos hassídicos e outros. Tudo isso levou ao caminho errado, e no fim tudo desapareceu.

Comentário: Mas você tem alunos muito bons.

Minha Resposta: Eles não são fortes em nada, absolutamente nada! São fortes e poderosos apenas do ponto de vista do egoísmo, e devem ser temidos. Precisamente aqueles que são considerados avançados não são, de forma alguma, mais espirituais do que os outros. No nível do nosso mundo, essas pessoas simplesmente têm uma maior capacidade de persuasão e de oratória.

Por isso, não se deve segui-los!

Eu avisando vocês: não deem ouvidos a nenhum dos meus alunos individualmente! Em vez de mim, só pode haver uma direção espiritual. Em nenhuma circunstância, nem os próximos de mim, nem os distantes. Só assim!

Quem quiser se organizar separadamente, quem tiver algum tipo de “desejo criativo”, que vá e abra novas comunidades. Numa sociedade Cabalística, isso não pode existir. Só existe uma assembleia geral, à frente da qual está a direção espiritual!

De KabTVEu Recebi uma Chamada. A Destruição de Laitman”, 18/09/10

Passado, Presente, Futuro

294.4No mundo corpóreo, existem três categorias de tempo: passado, presente e futuro. No mundo espiritual, porém, não existe tempo, mas sim uma ordem de ações, graus ou estados, nos quais a pessoa revela onde realmente se encontra.

Cada estado pelo qual uma pessoa passa faz parte desse estado eterno e perfeito em que de fato existimos. Mas a atitude em relação a um estado deve vir dos dois graus mais próximos: do grau anterior e do grau futuro. É o que se chama de “do passado e do futuro”.

Tudo depende da conexão que uma pessoa tem com os graus superiores e inferiores em relação ao seu estado atual, de modo que tudo se manifeste no presente. Ela extrai confiança do passado, constrói a fé no futuro a partir dele, regozijando-se no próximo estado, absorvendo a luz circundante do mundo futuro que brilha para ela no presente, e dessa forma constrói os estados pelos quais passa.

Portanto, quando não conseguimos enxergar o futuro, nem mesmo compreendemos o estado em que nos encontramos, e não sabemos como utilizar corretamente o passado, mas buscamos nos relacionar de forma intencional com esses três estados, com esses três tempos, então podemos estar sempre em ascensão, em inspiração, com a força para usar cada minuto unicamente em prol do objetivo, e assim encurtar o tempo.

Estamos constantemente sob o domínio das luzes ou dos vasos, o que significa que ou as Reshimot dos vasos se revelam em nós, ou as luzes que neles brilham. Quando as luzes brilham nos Kelim, não temos dificuldade em lidar com nossos estados, porque estes já são estados que merecemos após correções em cada nível.

Mas se ainda estivermos na iluminação de Malchut, esse estado ilumina para nós o vazio e a imperfeição, que se expressam como falta de confiança, sofrimento, medos e todos os tipos de deficiências de realização.

Contudo, se em vez de se apegar ao vaso, a pessoa se voltar para as luzes futuras que estão destinadas a se revelar neste Kli e tentar se conectar com o futuro, com as luzes circundantes, então elas brilharão imediatamente para ela em seu presente, e ela estará em comunhão com o Criador mesmo nos piores estados. Assim, em cada estado, temos a oportunidade de nos conectar com as luzes, com o doador, e não com os vasos, com as deficiências.

Portanto, seja qual for o meu estado, seja um estado de falta de perfeição e de plenitude, ou, ao contrário, de plenitude e trabalho na linha correta, cada estado é determinado por um único critério. Ele deve ser o mais elevado possível e permitir-me estar em adesão com o Criador. E se, apesar de todos os prazeres que me preenchem, eu também puder permanecer em adesão com o Criador, não há razão para que esses prazeres desapareçam.

Da Lição Diária de Cabalá 31/01/26, Rabash, “Três Tempos na Obra”

Elokim — A Atitude Do Criador Em Relação À Criação

 281.01Pergunta: Por que o Rabash chama a medida de julgamento de “Elokim” no artigo “O Que É, Sua Orientação É Oculta E Revelada?”?

Resposta: O Criador, em Sua governança, aparece para nós de diversas formas, mas não como Atzmuto; antes, como está escrito: “Por Tuas ações nós Te conhecemos”. Suas ações para conosco são as nove Sefirot relativas à Malchut.

Malchut, ao criar uma restrição, uma tela e uma luz refletida sobre si mesma, absorve as nove primeiras qualidades e deseja assemelhar-se a elas. Então, descobre-se que a tela e a luz refletida são o Kli de Malchut, sua atitude em relação ao superior, segundo o princípio “como Ele é misericordioso, seja você misericordioso”. Ou seja, na medida em que revelo como Ele se relaciona comigo, nessa mesma medida eu o aceito e me relaciono com Ele da mesma forma, e nada mais.

Uma das atitudes do Criador para conosco é chamada de “Elokim”. Diz-se que é a medida do julgamento. Como pode haver uma medida de julgamento nas primeiras nove Sefirot?

O julgamento é uma limitação da criação, que nem sempre consegue aceitar a governança do Criador como boa e, ao praticar o bem, não consegue percebê-la como tal. Portanto, essa doação se apresenta à criação como a categoria do julgamento. É isso que queremos dizer quando afirmamos que a luz constrói a escuridão. Se o Criador se revela à Malchut em um estado em que ela não consegue aceitá-Lo, ela O sente como escuridão.

O que é Elokim? Quando Malchut ascende à Bina, ela traz sua limitação para Bina e, de acordo com essa limitação, a doação de Bina é dividida em relação à Malchut em “Mi” e “Eleh” — “Elokim”.

Quando Malchut ascende à Bina, por um lado, ela eleva a medida do julgamento ali presente e, por outro, o desejo de adquirir as qualidades de Bina. Então, a própria Malchut começa a diminuir a medida do julgamento e, na medida em que adquire as qualidades de doação de Bina, ela pode realizá-las.

Então, este nome Elokim opera plenamente. “Mi” e “Eleh” se unem: “Mi” é Galgalta ve Eynaim, “Eleh” é AHAP. Assim, o nome Elokim é revelado.

Da Lição Diária de Cabalá 25/01/26, Rabash, “O Que é, Sua Orientação é Oculta e Revelada?”

Façamos Tudo O Que Estiver Ao Nosso Alcance

939.02Assim, por um lado, cada pessoa deve sentir-se humilde e, por outro, orgulhar-se de que o Criador nos deu a oportunidade… (Rabash, “Propósito da Sociedade – 1”).

De toda a humanidade, Ele escolheu um punhado de pessoas e desejou que elas se aproximassem Dele, O revelassem e ascendessem ao Seu nível enquanto ainda viviam neste mundo. Esta vida não nos impede de viver no mundo espiritual e sentiremos isso até o fim da correção.

o Criador nos deu a oportunidade de viver em uma sociedade onde cada um de nós tem apenas um objetivo: que a Shechina [Divindade] esteja entre nós (ibid.).

Em outras palavras, revelar a presença do Criador entre nós.

Disso decorrem vários princípios. Em primeiro lugar, precisamos de uma sociedade que permita a cada pessoa reconhecer a importância da vida espiritual.

Claro, soa maravilhoso falar sobre alcançar a eternidade, a perfeição e a liberdade; sobre não depender de ninguém; sobre ser capaz de conquistar tudo o que desejamos; sobre sucesso, saúde e prosperidade nos acompanhando; sobre compreender toda a realidade e toda a natureza. É fácil dizer, mas a pessoa ainda não sente isso.

Em um breve artigo intitulado “Ocultação e Revelação da Face do Criador – 2”, Baal HaSulam descreve até que ponto uma pessoa altera sua percepção da realidade ao sentir o mundo espiritual. Sua percepção do mundo se transforma em seu oposto.

Os problemas, o sofrimento e tudo de ruim que ela via nas pessoas e no mundo, de repente, aparecem sob uma luz oposta. Descobre-se que tudo é bom e maravilhoso, e o mundo inteiro está repleto da presença do Criador. A pessoa se sente no nirvana, em uma grande e eterna exaltação espiritual, e todo o seu mundo se enche da força da energia espiritual.

Isso depende de quanto valorizamos o objetivo em nosso ambiente. Podemos resistir ao nosso egoísmo, que sempre nos puxa para trás, somente se a sociedade “lavar” nossa mente e coração com a mensagem da importância do objetivo.

Além disso, isso precisa ser feito artificialmente. Da mesma forma, o mundo comum captura nossa atenção com coisas supostamente importantes que devemos comprar, discutir e sobre as quais devemos pensar. Por quê? Porque é importante e lucrativo para alguém, e assim essa pessoa preenche minha vida com suas preferências.

Portanto, preenchamos nossas vidas com aquilo que é importante para nós. Temos essa oportunidade. Como escreve Rabash, devemos agradecer ao Criador por nos ter colocado em um ambiente através do qual podemos revelar a dimensão espiritual.

Faça o que puder, e a salvação do Senhor virá num piscar de olhos (Baal HaSulam, Carta nº 10).

Não nos é exigido que façamos nada além das nossas capacidades. O problema é outro: não aplicamos o esforço que somos capazes de fazer.

Baal HaSulam continua: O mais importante para vocês hoje é a unidade dos amigos. Esforcem-se cada vez mais por isso, pois pode compensar todas as falhas. Em outras palavras, não há nada mais importante. “Compensar” significa preencher, encobrir todas as falhas. Como está escrito: “O amor cobre todas as transgressões”.

Na verdade, as transgressões não são nossas, o egoísmo não é nosso, o ódio não é nosso; tudo isso foi criado pelo Criador. Como se diz: “Eu criei a inclinação ao mal”. Mas, para revelar a conexão que transcende tudo isso, nós, e especificamente nós, precisamos fazer o esforço.

Ao transcendermos o ódio, alcançamos um poder que nos eleva em 125 graus ao Mundo do Infinito. Portanto, em outra de suas cartas, Baal HaSulam escreve:

Ordeno que comecem a amar uns aos outros como a si mesmos, com toda a sua força, a sentirem as dores dos seus amigos e a se alegrarem com as alegrias deles o máximo possível. Espero que guardem estas minhas palavras e cumpram esta ordem plenamente (Baal HaSulam, Carta nº 49).

Do Congresso “Nós” em Nova Jersey, 02/04/11, Lição 5

O Limite Do Egoísmo

582.01Pergunta: Você se cansa da pressão do egoísmo quando as pessoas lhe fazem perguntas? Você tem algum limite?

Resposta: Assim que a relevância das perguntas desaparece, paro imediatamente de responder.

Pergunta: Digamos que uma noite dure cinco horas. Você não consegue responder perguntas por cinco horas seguidas, consegue? Existe algum tipo de limite de recursos?

Resposta: Não! Normalmente, as perguntas terminam por si mesmas. Há um limite para o quanto os ouvintes podem absorver, e depois disso não há motivo para continuar.

O mesmo acontece com as aulas. Nossas aulas seguem um cronograma: três partes de 45 minutos cada. Mas, às vezes, quebro essa regra e, em vez de 45 minutos para uma parte, ofereço dois blocos consecutivos de 45 minutos, porque percebo que existe uma lacuna importante que pode ser preenchida.

Nos nossos congressos, eu primeiro ministro uma palestra de 40 a 50 minutos e depois dedico mais 40 a 50 minutos a responder a perguntas. Depois disso, os participantes já não conseguem absorver o conteúdo. Mesmo isso já é demais para eles. Em outras palavras, se eu ministrasse uma palestra de uma hora e meia, eles não conseguiriam absorver tudo.

Só não há problemas se formos treinados para estudar por três horas seguidas (é possível estudar por cinco ou seis horas, como eu mesmo já fiz com Rabash, que chegou a estudar oito ou nove horas seguidas, mas isso é outra história).

Quando você entra em seu próprio mundo e, dentro dele, desenvolve suas próprias qualidades e sentimentos, vive nele e se comunica com ele a partir de diferentes ângulos, é uma questão completamente diferente. Os Cabalistas podem permanecer nele sem limite: por dias, por uma vida inteira, pela eternidade.

De “KabTV, Eu Recebi uma Chamada. O Limite do Egoísmo”, 12/09/10

Suprimir Ou Usar?

571.01Em primeiro lugar, a pessoa precisa compreender o estado em que se encontra. Ela é relegada a uma condição muito baixa, até mesmo humilhante. Descobre que é uma criatura para a qual aparentemente não há necessidade alguma, e tal condição não é de forma alguma honrosa; não tem causa nem propósito.

É precisamente a partir deste momento que uma pessoa deve exercer sua liberdade de escolha. Ou seja, ela deve, ainda assim, encontrar força no ambiente, porque sem um ambiente somos como animais. Se não fosse pelo ambiente, eu viveria com minha esposa na floresta, teria filhos, obteria alimento para eles e para mim, como todos os animais e feras.

Mas, ao contrário dos animais e das feras, meu desejo de receber continua crescendo, enquanto o deles não aumenta. Diz-se: “Um bezerro de um dia já é chamado de boi”. Um bezerro recém-nascido já sabe andar; em um ou dois dias, ele se levanta e caminha, já sabe tudo o que precisa e nunca se machucará nem se ferirá. O bezerro ainda é pequeno em tamanho, mas sua mente é a mesma de uma vaca adulta.

Com um ser humano tudo é diferente. O desejo de receber cresce constantemente e transcende o nível animal. Não há nada que se possa fazer em relação a esse desejo.

Portanto, surgem métodos que afirmam que é preciso suprimir o desejo dentro de si, tornar-se como um animal, e então não se sentirá nenhum sofrimento. Viver como um animal.

Comida? Você sempre conseguirá um pouco de alimento. Abrigo? Precisa de um canto, uma cabana? Sem problema, você sempre encontrará um lugar para dormir. Família? Encontrará uma esposa adequada, terá filhos — tudo dará certo. Se você não exigir muito, descerá a um nível muito baixo. Dizem que fazer dieta é bom, respirar menos também. Em geral, reduza suas necessidades e você se tornará virtuoso.

Agindo dessa forma, você começa a se sentir bem. Você desce ao nível animal, limita-se estritamente ao necessário para a vida e não tem problemas. Um animal tem muito menos problemas do que um ser humano. Dizemos “vida de cão”. Mas é uma vida de cão para um ser humano, não para um cão.

No entanto, existe outro método: não suportar a privação, mas, ao contrário, aprender a usar o desejo de receber. Então, você deve acolhê-lo plena e completamente, não reprimi-lo, mas aprender a usá-lo corretamente. Para isso, você precisa de um método específico, não métodos de repressão, que geralmente incluem ensinamentos orientais ou diversas abordagens religiosas baseadas na supressão do desejo de receber, mas o método da Cabalá.

A Cabalá é o único método que afirma o contrário: não reprima o desejo de receber, mas use-o o máximo possível.

É verdade que o mundo sempre preferiu diminuir o desejo de receber apenas para não sofrer, pois isso é mais conveniente, tranquilo e fácil. Isso era possível em gerações anteriores, quando o desejo de receber não ardia com tanta intensidade no ser humano. “Quem aumenta o conhecimento aumenta a dor”; isso é compreensível.

Nos dias de hoje, quando o desejo de receber já arde tão fortemente em uma pessoa, e crescerá ainda mais nos próximos anos, ela não conseguirá restringi-lo e optará por um estilo de vida natural e simples como o proposto pela ioga e outros métodos que dizem: “Vá para um mosteiro, sente-se quieto e em paz em sua cela e contente-se com pouco”.

Vivemos em um período de transição no qual todos os métodos de supressão se tornam insustentáveis. Eles deixam de funcionar e, então, realmente não resta outra escolha senão recorrer ao método da Cabalá.

Da Lição Diária de Cabalá 26/01/26, Rabash, “Lishma e Lo Lishma

A Conexão Do Cabalista Com A Alma Comum

945Pergunta: Você acha que a pessoa faz a pergunta por si mesma, ou é como um mecanismo que precisa fazê-la?

Resposta: Claro que ela não está fazendo a pergunta por si mesma. Este é um grande desejo comum criado pelo Criador.

Assim como, digamos, você observa um mingau fervendo em uma panela enorme, borbulhando, fervendo e com camadas se movendo, também nós, todas as almas, estamos digerindo e nos conectando umas com as outras, e surgem perguntas; ou seja, novos vazios não preenchidos que são capazes de emergir, de vir à tona.

Em outras palavras, ao se elevarem, esses vazios estão tentando obter algum tipo de preenchimento, alcançar algum tipo de equilíbrio e, portanto, uma certa pergunta está sendo feita.

Por isso, sempre me conecto não apenas com aqueles que fazem perguntas ou mesmo com a enorme audiência que me ouve em todo o mundo, mas com a alma em sua totalidade. Afinal, estamos falando de seu equilíbrio, de sua plenitude, de levá-la à plena correção e de revelar o estado perfeito em que ela existe, oculto até mesmo para si mesma.

Sempre sinto o trabalho imenso que estamos realizando neste processo e como ele afeta toda a criação. Não é orgulho, arrogância ou vaidade, mas a sensação e a percepção da oportunidade de participar um pouco neste momento específico, na pequena parcela que nos foi dada no movimento rumo à perfeição.

De KabTV, Eu Recebi uma Chamada. Resposta a Qualquer Pergunta”, 12/09/10

Traga O Criador Ao Mundo

942Pergunta: Ao disseminarmos informações, tornamo-nos corretores do mundo?

Resposta: Claro que sim. É verdade. O que significa sermos corretores do mundo? O Criador nos deu um mundo corrompido, e ao trazermos o Criador a este mundo, nós o corrigimos.

O Criador criou um mundo incorrigível e egoísta. Se introduzirmos nele a qualidade de doação, o mundo será corrigido. Portanto, nossa ação é chamada de correção do mundo (Tikkun Olam). É isso que o Criador diz: “Eu fiz o mundo imperfeito, eu o estraguei, e Meus filhos o consertaram”, ou seja, “Meus filhos Me derrotaram”.

Pergunta: O que significa dizer que nada falta no mundo e que nada precisa ser mudado?

Resposta: Não há nada a mudar no mundo, exceto trazer a presença do Criador para ele. Com todos os outros, só pioramos ainda mais o mundo: acumulamos defeitos sobre defeitos e apenas agravamos nosso caminho. A única coisa que precisamos é revelar o Criador no mundo. Nada mais.

De uma Lição de Cabalá em Russo, 04/09/19

Ame O Grupo

938.07Ao construir o ambiente certo, há muitos detalhes a considerar, mas, em geral, essa ação é chamada de amor.

Por que não se chama autoridade, comando, compromisso ou acordo? Por que se chama amor? Afinal, esta é a menos concreta de todas as coisas às quais uma pessoa poderia se apegar.

Escolher um grupo para amá-lo? Não sinto que esteja fazendo algo predestinado, que através do amor eu possa de fato mudar meus amigos e influenciá-los para que eles me influenciem. O amor me parece uma força muito frágil para governar meu destino, minha vida.

Tudo isso porque não sabemos que não preciso governar nada além da minha atitude em relação às pessoas ao meu redor. E o controle preciso da própria atitude é exatamente o que chamamos de amor.

Isso é muito diferente do amor que nos é familiar neste mundo entre seres criados, nos planos animado e humano: entre pais, entre pessoas. Esse amor é completamente diferente e, portanto, não é sentido. Não vemos que um Cabalista sentado em algum canto nutre amor pela humanidade. Ele está oculto, assim como o Criador está oculto em relação à humanidade.

Essas qualidades são espirituais; elas só podem ser vistas quando uma pessoa se assemelha a elas. Qualquer fenômeno da natureza, material ou espiritual, só é percebido quando o receptor possui a mesma propriedade internamente. Na medida em que se assemelha ao que está presente no ambiente ao seu redor, ele o sente.

E se uma pessoa não tem conexão com um determinado fenômeno, ela não pode percebê-lo. Portanto, não percebemos as relações e as forças que existem acima deste mundo. Não entendemos o que significa que o Criador ama o mundo com amor absoluto. Não sabemos o que significa esta palavra “amor”.

Da Lição Diária de Cabalá 02/02/26, “Pois o Homem é a Árvore do Campo – 1”

O Mau-olhado Existe Ou Não?

245.02Pergunta: O mau-olhado existe ou não? Qual a sua opinião?

Resposta: Sim, existe. Mas não é aquele tipo de mau-olhado em que eu simplesmente olho para você assim.

Por meio de nossos desejos, estamos todos conectados a um único e imenso desejo comum, criado pelo Criador. Portanto, por meio de nossos desejos, podemos influenciar uns aos outros, cada um a partir de seu próprio nível, desde a raiz de sua alma. Assim, quando penso mal dos outros, prejudico a mim mesmo e os prejudico. Causei dano porque agi movido pelo meu desejo.

Pergunta: Isso acontece involuntariamente?

Resposta: Sim, claro.

Comentário: Não tenho livre escolha.

Minha Resposta: As pessoas não sabem disso. Mas por que nosso mundo é tão mau? Porque as pessoas pensam umas das outras dessa maneira!

Pergunta: Porque elas fazem como se estivessem lançando mau-olhado sobre outra pessoa?

Resposta: Claro! Alguém deseja o bem a outra pessoa?

Comentário: Essa é, obviamente, uma pergunta.

Minha Resposta: Não é uma pergunta!

Pergunta: Ninguém deseja o bem a ninguém?

Resposta: Claro que não! E acontece que o nosso mundo inteiro se baseia apenas no mau-olhado, na rejeição, nas pessoas que se repelem.

Pergunta: É assim que vocês chamam o nosso mundo, o mundo em que vivemos?

Resposta: Sim. O olho é o órgão mais elevado: visão, audição, olfato, paladar e tato.

Pergunta: Dos cinco sentidos, a visão é o mais elevado?

Resposta: O mais elevado. Portanto, devemos nos preocupar em olhar uns para os outros corretamente.

Pergunta: Quando você usa a expressão “olhar”, o que você quer dizer com isso?

Resposta: Relacionar-se.

Comentário: O que você acabou de afirmar — que todo o nosso mundo é construído sobre o mau-olhado — é uma afirmação bastante forte. Ele é construído sobre o mau-olhado.

Minha Resposta: Onde você já viu uma atitude normal de uma pessoa em relação a outra?

Comentário: Bem, não a esse ponto.

Minha Resposta: Não importa a extensão, contanto que seja em uma direção negativa!

Pergunta: Será que isso acontece porque eu existo? Porque meus pensamentos são apenas sobre mim mesmo?

Resposta: Desde o início, não somos direcionados para o bem. Desde o início, não somos direcionados para uma atitude correta uns para com os outros. Estabelecemos isso apenas sob certas condições — se ele se comportar de tal maneira, eu também me relacionarei com ele corretamente, e assim por diante. Mas, inicialmente, não tenho nenhuma bondade para com o outro. Por que deveria ter?

Pergunta: O que você quer dizer com “Por que eu deveria?”

Resposta: Como isso seria possível? Por que eu deveria me relacionar bem com os outros? Pergunto isso como uma pessoa normal neste mundo. Tal coisa não pode existir!

Comentário: Mas, no fundo, discordo completamente da sua ideia de que todos os meus pensamentos visam apenas causar mal.

Minha Resposta: Você é um voluntário da Komsomol da década de 1920!

Comentário: Sim, mas ainda assim, a gente quer acreditar que a pessoa pelo menos se esforça.

Minha Resposta: O ser humano nasce mau! O ser humano é mau! Não há como fugir disso. Só a educação pode tirá-lo desse pântano egoísta e invejoso — puxá-lo pelas orelhas, lavá-lo, secá-lo bem, pendurá-lo pelas orelhas ao sol para que a umidade o evapore completamente. E só depois disso é que se pode começar a preenchê-lo com algo bom.

Pergunta: Então, toda essa ciência da correção, chamada Cabalá, trata de como transformar esses pensamentos malignos, esse olhar maligno que permeia nosso mundo, em um olhar bom?

Resposta: Sim.

Comentário: Ou seja, como elevar uma pessoa deste mundo para um mundo de bom olhar, bondade e assim por diante.

Minha Resposta: Sim. Esse já será o mundo espiritual, o mundo superior, o mundo espiritual.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 21/01/26