O Que É Livre Escolha?
Pergunta: Estudamos que o livre-arbítrio consiste na escolha da sociedade em que se vive. Essa é, essencialmente, nossa única escolha?
Resposta: Não somos precisos quando dizemos que nossa única escolha é a sociedade de que precisamos. É mais correto dizer não sociedade, mas meio ambiente, porque é um conceito mais amplo.
O ambiente inclui os livros, os sábios que os escreveram, os amigos, o professor e tudo mais, exceto o Criador e eu (se a pessoa acredita que existe algo nele).
Assim, devo dizer que as forças do Criador e a força dentro de mim são o mesmo Criador, apenas manifestando-se de maneiras diferentes. Portanto, se eu decido algo, ou se me parece que o Criador decide, trata-se, na verdade, da mesma fonte.
Se eu quiser adquirir alguma força que não seja o Criador que, segundo a minha percepção, está fora de mim, ou que não seja o Criador que está em mim, ou seja, diferente da natureza que Ele criou e com a qual me dotou, eu preciso de algo externo, algo exterior. Tudo o que está fora é chamado de ambiente.
Como Baal HaSulam escreve sobre uma semente de trigo que é colocada no solo no artigo “A Liberdade”, o que você tem além dessa semente e do ambiente em que ela é plantada?
O mesmo acontece conosco. Se quisermos nos armar com quaisquer forças adicionais — forças que, como explica Baal HaSulam, escolhemos — e nossa escolha independente constitui inteiramente nossa individualidade, a expressão do nosso próprio “eu”, acaba que nada mais resta.
Eu não devo me voltar para a minha própria natureza, porque tudo nela é o Criador, e não devo me voltar ao Criador. Entende o paradoxo? Eu não devo me voltar a Ele! Porque todo ato de se voltar a Ele é planejado por Ele; Ele o programa.
Então, o que devo fazer?! Se tenho o poder de me voltar ao Criador, Ele está se voltando para Si mesmo?! Então, quem sou eu aqui?! Um fantoche?! Ao cumprir o que o Criador colocou em mim, eu me volto a Ele.
A questão é que devo me voltar ao Criador com o que recebo de fora, por meio da minha própria livre escolha. Fora de mim, o Criador intencionalmente cria diversas fontes de inspiração, e cada uma delas me impressiona de maneiras diferentes. Para mim, a principal inspiração é aquela que me direciona ao Criador. Em princípio, o resultado dessa inspiração não importa; o que importa é o que eu escolho.
Agora surge a pergunta: “Afinal, o que estou escolhendo?” Afinal, o Criador colocou toda a minha natureza interior dentro de mim, então onde começa a escolha? Novamente, na própria força que Ele colocou em mim.
Como disse Baal HaSulam: “O Criador coloca a mão de uma pessoa sobre um bom destino e diz: Aceite-o”.
Significado: escolha este ambiente e não outro. E a pessoa deve se fortalecer nessa escolha. Em última análise, a escolha não está no ambiente em si (o Criador também me aponta para o ambiente), mas em fortalecer e se apegar àquilo que Ele revelou.
Você não deve ter a menor dúvida de que o livre-arbítrio existe! Ele existe! Contudo, você não o conquista por seu próprio poder, e o discernimento também não lhe pertence. O livre-arbítrio não se conquista buscando novos continentes. Mas, no momento em que você sente algo que o direciona para o Criador, deve aplicar todas as forças da sua alma para se fortalecer, permanecer no caminho certo e se agarrar à inspiração que já possui.
O resultado, é claro, não depende de você; isso é evidente. O resultado será o quanto você se mantiver no grupo.
Da Lição Diária de Cabalá 27/01/26, Rabash, “Lishma e Lo Lishma”
Está escrito: “Cuidado com os filhos dos pobres… deles surgirá a Torá”. Uma pessoa que se sente pobre, que não possui verdadeiros Kelim (vasos) para receber a luz da revelação do Criador, é chamada de pobre. Por exemplo, “pobre em conhecimento”.
Pergunta:
Pergunta:
Por que os Cabalistas escolheram a “linguagem dos ramos” para suas explicações?