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Sinta-se No Centro Do Círculo

942Eu sinto que estou participando de um congresso. Só no primeiro dia, 3.000 pessoas compareceram, 800 delas vindas de diferentes países, e outras 3.500 se conectaram virtualmente. Todas dizem que o congresso tem um ar excepcionalmente sério e responsável.

Portanto, o mais importante é manter a concentração para que cada aspiração seja feita com a intenção de alcançar o objetivo em sua verdadeira essência.

Eu desejo que todos os participantes sintam uma conexão no centro do encontro, no centro do congresso. Espero que todos sintam isso e que isso nos conduza adiante, passo a passo.

É muito simples: basta anular a si mesmo e elevar todos os participantes ao céu. Não há dúvida de que o Criador ficará satisfeito conosco.

Quando eu estudava com meu professor Rabash, jamais imaginei um movimento mundial tão amplo como o Bnei Baruch, envolvendo milhares de pessoas. Não sinto que isso tenha sido obra minha; tudo veio do Alto. Não há outro além Dele. Devemos ver o Criador no centro da nossa unidade e desejar apenas uma coisa: agradecer-Lhe por tudo o que Ele fez por nós.

Por um lado, fico feliz com o que está acontecendo hoje, mas, por outro, tenho certeza de que alcançaremos uma unidade tal que cada pessoa revelará que está no centro do círculo, conectada com todas as outras. Dentro dessa conexão, receberemos tudo o que nos foi destinado.

Este é o ápice do desenvolvimento: trabalhar por muitos anos, da manhã à noite, e, no fim, sentir que você não fez nada, mas o Criador fez tudo. Afinal, você permitiu que o Criador realizasse toda a obra por meio de você. A pessoa se entrega ao Criador e permite que Ele faça tudo pelo desenvolvimento do mundo através dela. Em última análise, a pessoa deve perceber que, na realidade, ela não fez nada, mas o Criador fez tudo, e tudo o que lhe acontece, ela deseja devolver ao Criador.

Você faz tudo o que o Criador quer que você faça, mas tudo isso se deve ao Criador. E o mérito de uma pessoa é apenas este: tornar-se um Kli digno do Criador.

De uma Conversa durante uma Refeição em 19/02/26

Quem É O Amigo?

938.05Pergunta: E se eu tiver investido demais em um amigo?

Resposta: Você fala como se tivesse conquistado um amigo, como se tivesse investido esforços nele e agora ele o tratasse bem. “Eu lhe dei um doce e agora ele é meu amigo”.

Mas, em nossa compreensão, um amigo é alguém que me ajuda a conectar-me com o Criador. Um amigo é uma força adicional através da qual me aproximo do Criador, que é essencialmente meu amigo. E invisto meus esforços no grupo precisamente para receber dele a força necessária para me conectar com o Ser Superior.

Assim, não preciso manter constantemente boas relações com todos para que sejam todos meus amigos no sentido físico, onde as pessoas me tratam bem e eu as trato bem.

No grupo, estados muito difíceis são possíveis, estados enviados pelo Criador. Não podemos medir nosso verdadeiro estado pelo que acontece nele. Podemos passar por turbulências e convulsões onde todos estão em estados de incompreensão e ódio, quando um não consegue entender o outro, etc., e ainda assim esses estados são benéficos, e estamos falando verdadeiramente de um grupo de amigos.

Eles são chamados de amigos porque cada um quer dar a si mesmo e ao outro para se aproximar do Criador, e todos entendem que esse é o sistema.

A questão de sermos ou não amigos não é verificada pelos sentidos humanos: olho e não vejo ninguém aqui que seja amigo no sentido corpóreo; a única coisa que é real é o objetivo compartilhado.

Da Lição Diária de Cabalá 16/02/26, Rabash, “Faça para e Si um Rav e Compre um Amigo – 1”

Líder Do Povo

232.01Pergunta: Como você pode ajudar um amigo que se meteu em apuros no sentido concreto?

Resposta: Suponha que um amigo venha até mim e me conte sobre algum problema que está enfrentando. Não importa exatamente qual seja; digamos que ele não esteja se sentindo bem. Relacionando-me com ele como alguém do grupo, como uma força com a qual avanço em direção ao Criador, eu assumo seu problema e começo a orar ao Criador por seu desejo não realizado (Hisaron). Isso é chamado de: “Aquele que ora por seu amigo é atendido primeiro”.

Devo assumir o Hisaron dele e os problemas dele em vez dos meus e me voltar ao Criador com eles como se eu não tivesse problema algum. Se eu realmente não tivesse nenhum, haveria pouca sabedoria nisso.

Mas se eu também tiver problemas muito grandes, e ainda assim assumir os problemas do amigo em vez dos meus, mantendo a consciência do que estou fazendo, ou seja, deixando de lado um pouco o meu ego e trabalhando em direção ao Criador com o Hisaron do amigo, isso é um trabalho puramente espiritual.

Pergunta: E quanto à direção do trabalho do próprio amigo?

Resposta: Qual é a minha preocupação? Peço ao Criador que melhore a sua situação, ou seja, que o avance em direção ao objetivo, pois a falta de progresso nessa direção lhe traz esses infortúnios. Isso pode se manifestar em qualquer coisa, desde uma dívida de 10.000 dólares até doenças ou desastres.

Devo aceitar o nível corpóreo do meu amigo como meu próprio nível espiritual. O que isso significa?

Ao suprimir meu próprio desejo de receber, acolho o desejo do meu amigo e trabalho com ele. Isso significa que trabalho espiritualmente; trabalho em doação a outra pessoa. Se eu tomar quaisquer problemas materiais de um amigo, por mais banais que sejam, em lugar dos meus próprios problemas, dos meus próprios pedidos, e os organizar de tal forma que eu realmente peça ao Criador por eles, isso é chamado de ser “o líder do povo”.

Um líder do povo é aquele que assume todos os problemas do povo em vez de todos os seus próprios e se volta ao Criador com eles, desejando que sejam plenamente realizados, e não ele mesmo, que recebam tudo, desde seu estado atual até a correção final, e ele não. E ele está pronto para isso.

Da Lição Diária de Cabalá 16/02/26, Rabash, “Faça para e Si um Rav e Compre um Amigo – 1”

Sob A Influência Do Grupo

942Comentário: Uma pessoa que está em estado de descida sente como se ela e seu desejo de receber fossem uma só coisa.

Minha Resposta: Em um estado de descida, a pessoa se identifica verdadeiramente com o desejo de receber. Ela está imersa nele, completamente sob seu controle, e nem sequer percebe que é algo ruim. É semelhante a como o povo de Israel não se sentia mal no Egito. Eles se sentiam bem lá e não percebiam o peso do trabalho.

“E os filhos de Israel suspiraram de cansaço”, isso aconteceu mais tarde, quando veio outro Faraó, que se tornou mau. Antes disso, ele era bom: trabalhamos, mas também desfrutamos do nosso esforço. É assim que uma pessoa se sente.

Pergunta: Se tal situação existir, o grupo deve ir até a pessoa e descrever a sua situação? Ou a pessoa deve ir até o grupo e pedir ajuda?

Resposta: O grupo pode oferecer diversas coisas a uma pessoa, incluindo conselhos gerais, pois é por meio disso que a pessoa se desenvolve.

Por exemplo, somos afetados ao ler artigos sobre estados que ainda não alcançamos, ou em que talvez já estivemos, ou que talvez venhamos a alcançar mais tarde. Precisamos despertar a luz interior para que ela nos conduza constantemente a novos estados. O grupo pode discutir isso.

Como isso influencia você? Será que você se lembra da grandeza do Criador? Mas outras pessoas também proclamam algo semelhante à sua maneira. Como isso pode influenciá-lo?

O grupo deve transmitir, por meio de diversas impressões, a compreensão de que alcançar o estado eterno e perfeito é a única coisa que se apresenta diante de vocês.

Você tem um ponto no coração; você chega ao grupo sem saber nada. Mas se você se conectar com ele através desse ponto central, o grupo age sobre você como o útero materno age sobre um embrião. Ele desenvolve você. E tudo o que você precisa fazer é se anular, se anular diante dele.

Há pessoas que vêm e, não importa quanto tempo passem nas aulas, não entendem nada. Então, vão trabalhar na cozinha por um ou dois meses, e isso se torna sua forma de autoanulação perante o grupo. De repente, começam a sentir que o grupo as está influenciando. Isso acontece sob a influência da luz.

Da Lição Diária de Cabalá 13/02/2 , Rabash, “Qual é a preparação para receber a Torá no trabalho?-2”