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Fortaleça-se Ao Longo Do Caminho

530O Criador dá inspiração a uma pessoa, graças à qual ela vem à nossa comunidade, senta-se, escuta, arde de entusiasmo por dentro e olha para os outros: “Por que eles estão dormindo? Que tipo de grupo é este?”

Então, de repente, depois de algum tempo — um mês, dois ou três — a energia acaba, ela está exausta e, inesperadamente, começa a se ver como imperfeita, a sentir-se sem forças e incapaz de se mover a tal ponto que fica deitada na cama sem conseguir mexer um dedo. Ela também é incapaz de pensar; sua cabeça está vazia; não há um único pensamento nela, nem mesmo o menor.

Dessa forma, de cima, você percebe que toda a energia, toda a motivação, literalmente tudo, está sendo tirado de você. Então você recebe um espaço para o esforço, para o trabalho persistente. Isso significa que a pessoa vê onde começa seu próprio trabalho, quando deve se fortalecer ao longo do caminho, fazendo esforços colossais.

Interpretamos esses estados incorretamente. O Criador lhe deu algo no início; agora você deve retribuir. Surge então a questão: “Uma pessoa é capaz de retribuir ou não?” Somos incapazes de retribuir. Sabe-se que, num estado em que algo nos é tirado de cima, não podemos alcançar por nós mesmos a luz que nos vivifica.

Uma pequena gota que emanou de nós é essa mesma luz vivificante, a mesma luz de Hochma, porém muito fraca, apenas um pequeno brilho, uma tênue iluminação chamada de “vela tênue” (Ner Dakik). Essa é a razão de todas as decepções e depressões que observamos hoje em muitas pessoas no mundo. Nós não somos a fonte da luz; a fonte da luz é somente o Criador.

Portanto, naturalmente, num estado em que Ele nos retira até mesmo uma gota de luz, e nós, teoricamente, precisamos fazer esforços, somos incapazes de realizá-los. Contudo, como resultado disso, forma-se um Kli (vaso).

Mas depois de sairmos da descida e subirmos, possuindo o Reshimot que nos foi deixado, durante a subida, um acerto de contas é feito conosco. Durante a descida, não há nenhuma exigência sobre nós; simplesmente nos são mostradas nossas lacunas, os vazios que existem dentro de nós. Mas durante a subida, devemos já nos esforçar para nos fortalecer ainda mais neste caminho, para nos conectarmos mais com o grupo, para nos conectarmos com tudo o que é necessário para isso.

Ou seja, preservando a memória de como era o estado durante a descida, sou obrigado a trabalhar durante a subida. E aqui ocorre o teste: durante a subida, estou em uma espécie de nirvana onde me sinto bem, tudo está bem, o Criador é Bom e está fazendo o Bem por mim, não há nada a fazer e o bem-estar é garantido? Ou me relaciono com esses bons estados como uma oportunidade que me é dada para um maior progresso, e utilizo verdadeiramente os Reshimot do passado, de descidas anteriores, de forma eficaz e produtiva, como se os estivesse anexando ao AHAP de Aliyah? Isto é, à subida que o Criador está me enviando agora, a este espírito de vida, devo anexar, acrescentar de mim mesmo os estados anteriores.

Esse trabalho é feito durante a subida, e durante a descida, não há nada que eu precise fazer. Durante a descida, devo me colocar sob a influência do grupo da maneira mais simples possível para atravessar esse estado mais rapidamente. Fazer esforços, escolher e todo o trabalho em geral ocorrem durante a subida. Baal HaSulam escreve sobre isso no livro Shamati,  no artigo que se chama exatamente isso: “O Tempo da subida”.

Da Lição Diária de Cabalá 27/01/26, Rabash, “Lishma e Lo Lishma

Onde O Verdadeiro Poder Começa

214Pergunta: Ainda precisamos entender que, no plano terreno, neste mundo, não podemos fazer nada por nós mesmos com estas mãos ou com esta cabeça. É isso mesmo?

Resposta: Não podemos.

Comentário: E todas as nossas tentativas agora para tornar a sociedade melhor, para tornar o mundo melhor…

Minha Resposta: De novo, as mesmas palhaçadas de sempre.

Comentário: Os mesmos jogos que não levam a lugar nenhum. E a humanidade continua à procura de algum líder terreno que…

Resposta: Simplesmente não sabe como usar as forças da natureza! É isso que a Cabalá nos dá, o que a Cabalá nos explica. A Cabalá nos ensina como alcançar essa força positiva da natureza, como atraí-la constantemente para nós e, assim, transformar o mundo.

O que significa “mundo”? É tudo aquilo que vejo e sinto ao meu redor, seja com meu olho ruim ou com meu olho bom — é a isso que chamo de mundo.

Então, como posso mudar minha atitude negativa em relação ao mundo para uma positiva? Essa é toda a ciência da Cabalá, a ciência de receber, de perceber corretamente o lugar onde você está: este mundo.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 05/02/26

Substitua O Medo Animal Pelo Sofrimento Do Amor

276.02Esses dois tipos de medo — o medo da punição neste mundo e o medo da punição no outro mundo — não são a essência do medo e sua raiz” (Rabash, “Lishma e Lo Lishma”).

O medo é o que nos impulsiona para a frente. A medicina moderna lista 780 tipos de medo. Dizem que existem diversas técnicas que distinguem ainda mais esses tipos. Mas o que é o medo?

Em essência, o medo é um sentimento de insatisfação. Pode haver medo do passado, do presente e do futuro. O medo de me sentir mal agora e mais tarde, neste mundo e no mundo vindouro. O que mais poderia haver além disso? Apenas o medo da dor e do sofrimento.

No artigo “Lishma e Lo Lishma”, Rabash afirma que existe também outro medo: o medo não por si mesmo. Mas, mesmo assim, ainda tenho medo. Quando quero fazer algo de bom por alguém que amo, é como se eu estivesse comprando o desejo de receber dessa pessoa; ele se torna meu, e me preocupo em satisfazê-lo. Assim, tenho um medo relacionado ao desejo de receber que pertence a um ente querido, seja ele realizado ou não.

É semelhante ao medo de uma mãe por seus filhos. Ela se preocupa tanto com a sua própria felicidade, agora ou no mundo vindouro, quanto com a felicidade do filho, tanto agora quanto no mundo vindouro. O fato de uma pessoa se preocupar consigo mesma e com outro “animal” próximo, por ser parente e parte dela, é o mesmo tipo de medo.

No entanto, existe também o medo em relação ao Doador, ao Criador. Se eu adquirir o Seu desejo de dar, se eu O sentir, se eu tiver formado algum tipo de relacionamento com Ele, se eu começar a amá-Lo, começarei a me importar com o que Ele sente na mesma medida. Pelo que entendo, estou preocupado com o que será para Ele.

Claro, você pode dizer: “Este é o Criador, o que há para falar? O que significa ‘Como é para Ele?’ Ele é o único, o primeiro, o princípio de todos os princípios, Ele é perfeito, Ele é tudo!”

Mas, desde que compro Kelim Dele, sinto dentro de mim como se Ele dependesse de mim. E, uma vez que Ele depende de mim, preocupo-me em como satisfazê-Lo. Assim, tenho um tipo diferente de preocupação; em vez de me preocupar com o que acontecerá comigo agora e depois que esta vida terminar, preocupo-me com o que Ele recebe de mim.

Essas coisas se contradizem. Se penso no Criador, não penso em mim mesmo. Isso se chama substituir o medo animal, o medo humano, pelo medo do amor, chamado sofrimento do amor. Em vez de me preocupar com a minha própria realização, penso em realizar o Criador.

Da Lição Diária de Cabalá de 26/01/26, Rabash, “Lishma e Lo Lishma

O Mal Domina O Mundo

294.2O mal domina o mundo. E Deus nos livre, mas ainda assim podemos ver tudo isso.

Pergunta: E nenhuma proibição ajudará? Nenhum acordo ajudará? Absolutamente nada ajudará?

Resposta: Nada

Pergunta: A eliminação das armas nucleares também é impossível?

Resposta: É impossível. Como você pode eliminá-las? Você sabe quem as possui no mundo hoje?

Pergunta: Isso significa que o mundo está repleto de armas de destruição em massa?

Resposta: Claro.

Pergunta: Vai ficar ainda mais cheio?

Resposta: Ninguém nos impede. Quem pode nos impedir? Você não pode refrear o egoísmo, e é isso que você recebe em troca. Aqui, precisamos de uma esperança genuína em uma força superior que gradualmente nos trará de volta à realidade.

Pergunta: O que isso tem a nos dizer?

Resposta: Que não há outro caminho senão depor as armas e começar a estabelecer conexões positivas entre nós, nas possibilidades totalmente novas que se abrem para a humanidade.

Não podemos continuar trilhando os caminhos antigos, nem com o pensamento, nem com a mente, nem com os sentimentos, nem com nada! Tudo o que existiu no passado foi construído sobre o egoísmo absoluto. Não devemos mais nos apoiar nele.

Comentário: Só resta uma coisa: enxergar o ego como um inimigo e enxergar a outra pessoa como um amigo.

Resposta: Muito bonito.

De KabTV, “Notícias com o Dr. Michael Laitman”, 23/01/26