Textos com a Tag 'Luz'

Mais Sombra Do Que Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a cabana do feriado, a Sucá, simboliza a alma de uma pessoa. Como entender isso?

Resposta: A pessoa sentada numa Sucá simboliza o desejo. As medidas da Sucá simbolizam as qualidades da alma humana, e seu telhado simboliza o Masach (tela).

Ou seja, eu não quero receber a Luz para meu próprio prazer, então deve haver mais sombra do que Luz numa Sucá. Isto simboliza a minha disponibilidade de estar satisfeito com as mínimas necessidades, com tudo o resto para a doação.

É como o nível de Tzadik (justo), doação em prol da doação. Primeiro de tudo, é necessário chegar a isso para atingir o início de semelhança e equivalência com o Criador. Existem algumas etapas de aproximação do Criador, e este é o estágio inicial.

A alma é o nosso desejo de receber, de desfrutar, que é organizado desta forma pelo ambiente certo, a integração de forças, de preparação, como se estivessem dentro de uma Sucá. Certamente, isso não se refere a uma Sucá material, mas a essa integração dos meus desejos dentro do ambiente que torna possível para eu corrigi-los gradualmente para o bem dos outros.

Em todos os dias do feriado de Sucot, nós recebemos uma Luz nova, com cuja ajuda examinamos os nossos desejos e os corrigimos. A iluminação que chega até nós é chamada de Ushpizin (convidados). Nós recebemos convidados de honra na nossa Sucá nesta ordem: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Arão, José e David. Eles representam sete Luzes, cada uma delas corrigindo em nós uma parte específica da alma: Hesed (a característica de Abraão), Gevura , Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut .

Assim, durante todo o feriado de Sucot, nós corrigimos a nós mesmos, organizando refeições festivas para os Ushpizin. Costuma-se comer e beber apenas numa Sucá, porque só lá é possível fazer uma correção.

Durante Sucot nós fazemos bênçãos com quatro símbolos: Lulav (palmeira), Etrog (cidra), murta e salgueiro. Sua forma é semelhante às características inatas das quatro partes da alma humana: Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut, que juntas compõem um HaVaYaH completo.

Portanto, há uma tradição de escolher o Etrog com cuidado para que não haja quaisquer defeitos, pois ele simboliza Malchut, a base da criação, a base da alma. Todos esses símbolos devem estar conectados entre si, e assim é possível abençoar, ou seja, atrair a Luz.

De fora, este processo pode parecer algum tipo de cerimônia idólatra. A pessoa sacode os ramos simbólicos que são reunidos algumas vezes, movendo-os em todas as direções da Luz: direita, esquerda, centro, acima, abaixo, para frente e para trás. No entanto, se lermos a explicação do ARI no livro, Shaar HaMitzvot, então ficará claro que atividades espirituais elevadas são escondidas por trás disso.

Na verdade, a pessoa deve realizá-las dentro de si mesma. As ações externas são apenas uma tradição, enquanto que o mais importante é essa agitação que ela realiza dentro de sua alma, corrigindo-a. A correção da alma é o propósito da vida de uma pessoa.

Durante cada um dos sete dias de Sucot, é necessária a realização de atividades internas como estas numa Sucá que é construída dentro de nós, atraindo Ohr Makif lá. Se organizarmos todas as partes da alma para se assemelhar aos quatro símbolos de Sucot e soubermos como abençoá-los em todas as direções do nosso desejo: direita e esquerda, com doação e com recepção, então, no final do feriado de Sucot, nós chegamos ao feriado de Simchat Torá.

De KabTV”Uma Nova Vida” 02/10/14

Lágrimas É Excesso De Luz

laitman_572_03Pergunta: Foi-nos dada a oportunidade de estar num bom Grupo de Dez. Durante os três dias da Convenção, entendemos quão fortemente nos amamos. Por que choramos quando confessamos nosso amor para com os outros?

Resposta: Este é um sentimento muito bom. Há uma série de artigos sobre este assunto na sabedoria da Cabalá que explicam quando e por que são criadas lágrimas de felicidade ou de tristeza pelos amigos, emoções e tudo o resto. A pessoa não consegue conter o excesso de emoção dentro de si, e isso se torna lágrimas.

Na seção 13 do Estudo das Dez Sefirot é explicado de onde vêm as lágrimas, de que maneira elas são criadas. Lágrimas representam um excesso de Luz que entra no Kli que não pode aguentá-la, e a Luz aparentemente transborda para além dos limites do Kli.

Da Convenção em São Petersburgo 21/09/14, Lição 6

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 6

Laitman_006Pergunta: O que os antissemitas de todas as gerações querem dos judeus?

Resposta: Eles querem parar de sentir que os judeus “mandam” neles; eles se esforçam em acabar com a sensação de que os judeus são a razão de todos os seus problemas. Suas reivindicações para com os judeus são muito naturais e corretas.

Pergunta: Corretas?!

Resposta: Sim! De acordo com a natureza, tudo o que eles dizem é certo. Os judeus são os portadores da ideologia que prejudica todo o mundo.

“O que há de errado conosco? Nós não prejudicamos ninguém”, os exclamam os judeus. Na verdade, sem saber, eles estão mentindo. Eles são culpados. Hoje, eles trazem desastres ao mundo porque estão separados. Assim, se eles conseguirem mudar, eles vão atrair imensa felicidade a este mundo.

O mundo pensa que pode se livrar dos judeus, mas isto é um erro de pensamento. Nós temos que mostrar ao mundo a verdadeira saída deste problema.

O antissemitismo, a questão da atitude em relação aos judeus, e tudo relacionado com esta questão, continuarão a se expandir, a se tornar mais forte, e em breve irão substituir todos os outros problemas mais óbvios e evidentes em todo o mundo. Aconteça o que acontecer, seja qual for o problema ou desastre – guerras, aflições – tudo será culpa dos judeus. “Se não há água na torneira, os judeus beberam a água…” (canção satírica da Rússia). Nada pode ser feito; é uma lei da natureza.

Por quanto tempo vai durar esta situação? Ela vai continuar até que nós, judeus, mudemos a tendência das coisas, de modo a que todos atinjam equilíbrio completo com o Criador e subam para seu nível. Até lá, suas acusações, de fato, serão naturais e corretas.

Eles só têm que entender exatamente o que exigem dos judeus. Assim que nós compreendermos essas questões e começarmos a nos mover na direção certa, eles vão entender isso através de nós e nos ajudar. Desta forma, nós vamos atingir o nível que Abraão queria chegar na antiga Babilônia.

Por isso, atualmente nós estamos no ponto mais crítico. Aqui está! Está bem em frente de nós! Isso está acontecendo enquanto nós falamos! Deste ponto em diante, nós temos que começar a crescer muito rapidamente. Em outras palavras, nós vamos ter que nos conectar e mostrar ao mundo inteiro o caminho para alcançar a paz definitiva, o melhor estado eterno e benevolente.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 6

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 5

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como ocorreu o exílio das duas tribos? Elas estavam “ligeiramente em contato” com a “Babilônia”, sem “dissolver-se” completamente nela?

Resposta: Sim. Este estado das coisas continuou por dois mil anos. Se elas vivessem totalmente separadas, isoladas do resto da humanidade, ninguém jamais iria “pegá-las”. No entanto, isso é impossível por razões espirituais. Elas tiveram que se conectar com outras nações, levando a humanidade à futura subida, à próxima “iluminação”.

É por isso que o governo superior “prolonga” as coisas de forma que elas involuntariamente fossem forçadas a viver em outras nações e, de certa forma, transferissem a sabedoria a elas. Os judeus sempre eram médicos, funcionários, etc. Eles iniciaram o sistema bancário e várias tecnologias. Tudo começou com eles.

Pergunta: E enquanto eles estavam num estado de unidade, eles não estavam no exílio?

Resposta: Isso mesmo. Eles entravam em um ou outro país pobres e maltrapilhos, amontoados. Eles eram aceitos dessa “forma”. Por ora, tudo corria bem e eles levavam uma vida tranquila e pacífica.

No entanto, tão logo eles se estabeleciam e, mais importante, ficavam cada vez mais ricos, a distância entre eles crescia. O nível de igualdade e fraternidade entre eles rapidamente diminuía. Havia judeus ricos e pobres. O “bisturi” que os separava aprofundava ainda mais a lacuna criada entre eles. Os problemas então surgiam e eles imediatamente se tornavam odiados até serem expulsos dos países em que viviam.

Nós podemos traçar um paralelo com o exílio egípcio. Em primeiro lugar, os judeus receberam a terra de Goshen, um pedaço de terra fértil e começaram a desenvolver o país. Este período é descrito como “sete anos de saciedade”

Então, por que os “sete anos de fome” vieram? Por que o novo governante do Egito os intimidou? Por que os egípcios odiavam os judeus e os forçaram a sair do país?

Isso aconteceu porque os judeus ficaram “gordos”. Foi resultado de sua “conformidade” com o egoísmo durante os “sete anos de saciedade”, no momento em que a influência judaica era muito alta no Egito. Eles “se venderam” ao egoísmo. Assim que chegaram ao nível máximo de egoísmo, “sete anos de fome”, o período de supressão e subjugação começou. Este período terminou com a “expulsão” dos judeus do Egito.

Em essência, os mesmos processos ocorreram em outros países. O último exemplo, o mais marcante, é a Alemanha. Lá, os judeus realmente se esforçaram em ser como os alemães. Eles eram advogados, médicos, políticos. Um deles tentou seriamente se tornar chanceler. Nós todos sabemos o resultado.

Pergunta: Como as duas tribos sobreviventes expulsas viviam na Babilônia? Em essência, o antissemitismo que acompanha os judeus até hoje não nasceu naquela época?

Resposta: De modo geral, o antissemitismo teve origem na antiga Babilônia, a partir do momento em que grupo de Abarão pretendeu sair, ficar longe de lá. Assim, a mesma situação repetiu-se no Egito e, mais uma vez, durante o exílio babilônico. Trata-se do mesmo estado de equilíbrio ou ausência de equilíbrio entre a Luz e o desejo.

No entanto, a primeira manifestação aberta de antissemitismo aconteceu na Babilônia na época de Nabucodonosor, após a perda do Templo. A verdade é que os judeus não foram expulsos de lá; em vez disso, os termos do exílio expiraram. Depois que Hamã fez uma tentativa frustrada de exterminar todos os judeus do país, o novo rei Ciro, filho de Ester, patrono dos judeus, chegou ao poder. A propósito, durante o exílio babilônico a rainha da Babilônia era uma mulher judia. Então, seu filho Ciro ajudou os judeus a retornarem a Israel e deu-lhes tudo o que precisavam para ressuscitar o Templo.

Era o tempo dos profetas que compartilharam o exílio com seu povo e saíram do exílio com eles. Naquela época, as pessoas estavam num nível espiritual, não no poder da escuridão total, como aconteceu mais tarde.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 5

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma parcela significativa das fontes originais surgiu durante o “vago” período da destruição do Templo. Assim, os livros que apareceram naquela época tinham que ser muito elevados, porque eles foram escritos entre a queda e a próxima subida. É isso mesmo?

Resposta: É claro! Foi o momento em que o grande Talmude foi escrito e também um número enorme de outros livros foram criados nesse limite, incluindo o Livro do Zohar.

Aqueles que escreveram esses livros sabiam que as pessoas iriam cair na escuridão absoluta e ressuscitar depois de muitas gerações. Eles sabiam que, após séculos, esses livros viriam à tona novamente, a fim de permitir que as pessoas implementassem o conhecimento no próximo nível superior, juntamente com toda a humanidade, todos da Babilônia.

Antes, era proibido colocar esse conhecimento por escrito. Tudo tinha que viver numa pessoa, e as pessoas trabalhavam internamente. Por que alguém iria documentar algo se esta sabedoria já estava escrita nos anais de suas almas? Absolutamente todos os bits de conhecimento foram inscritos na memória do “computador espiritual”. No entanto, quando as pessoas começaram a perder a conexão com o computador, elas obtiveram permissão para escrever o conhecimento no papel. Elas começaram a escrever livros, rezão pela qual nós temos o Talmude Babilônico, Mishná, Gemarah, e O Livro do Zohar.

Ainda hoje, depois de centenas de milhares de anos, há dezenas de volumes restantes, embora muitas partes do Livro do Zohar não tenham sobrevivido! Você consegue imaginar o quanto eles escreveram?

É por isso que o “Talmude” se tornou uma palavra comum que denota algo enorme e abrangente. Nós estamos falando de um número incrível de textos canônicos que ninguém nunca teve a permissão de corrigir. Mesmo que algumas linhas pareçam erradas para nós, elas ainda devem ser deixadas intactas. É bem possível que mais tarde nós descubramos que estas linhas estão corretas. Nós devemos saber o que está escrito lá.

É por isso que o Antigo Testamento, ou seja, a Torá, se manteve intacto desde então. Todas as outras edições são idênticas aos achados arqueológicos, não importa o quanto eles são velhos.

Pergunta: Portanto, os textos originais carregam alguma haste central?

Resposta: Sim. Mesmo agora, nós continuamos estudando as leis que explicam como devemos nos relacionar com esses textos. Nós não podemos mudar uma coisa neles! Não importa o que nós pensamos sobre os textos, nós somos estritamente proibidos de mudá-los.

No entanto, é aceitável fazer adaptações com referências ao texto original. Neste momento, nós processamos ​​ um pouco O Livro do Zohar e o tornamos mais acessível ao público em geral. Caso contrário, é extremamente difícil e praticamente impossível de entender o que está escrito nos livros, uma vez que eles foram feitos para um tipo diferente de inteligência ou percepção.

Pergunta: Se assim for, os textos são escritos à beira da luz e da escuridão, no limiar da luz e do exílio. Será que eles carregam o feto da nossa próxima subida?

Resposta: A Mishná, o Talmude, o Schulchan Aruch e muitos outros textos foram escritos e estudados durante as várias fases do exílio. Começando com o século XVI, a partir da época do ARI, o principal livro que adquiriu a maior popularidade entre os estudiosos é, sem dúvida, O Livro do Zohar.

As duas tribos do grupo de Abraão levaram os livros com elas durante todo o exílio e continuaram observando o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

O resto das tribos desapareceu. Elas não levaram os livros com elas porque eram descendentes do Primeiro Templo, durante o qual a escrita era completamente proibida.

Pergunta: Será que isso significa que durante exílio o povo estava unido em torno desses escritos? Eles foram escritos para alcançar a unidade?

Resposta: Sim. Sua tarefa era guardar a sabedoria ao longo da história. No final da descida, o Livro do Zohar teve que ser revelado. Ele foi concebido para ajudar as pessoas a sair do exílio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/06/14, Parte 6

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 2

Laitman_115_04Pergunta: O que significa “partida” da Babilônia e a construção do Segundo Templo?

Resposta: Essas noções representam a construção de pontes positivas entre as duas tribos remanescentes de acordo com o princípio “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. É um nível espiritual que existia há centenas de anos até que entrou em colapso.

Pergunta: Em outras palavras, a mensagem de Abraão nos guia para cima, mas o caminho que buscamos é cheio de “solavancos”, que muitas vezes nos levam para baixo. Isso é verdade?

Resposta: O caminho não é fácil. Depois da ascensão espiritual inicial, eles caíram para o Egito. De lá, eles subiram para o nível do Primeiro Templo, e depois caíram para a Babilônia. Depois, eles subiram ligeiramente ao nível do Segundo Templo, e depois desceram até a destruição interna. Em outras palavras, eles inclusive perderam o nível de “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. Eles simplesmente não foram capazes de continuar a implementar este princípio por mais tempo, já que seu egoísmo crescente quebrou os restos de seu amor anterior.

Assim, no início do primeiro século de nossa era, o amor desapareceu completamente.

Comentário: Eles até começaram a brigar e se matar.

Resposta: Essas coisas começaram na época do Primeiro Templo. Depois que ele entrou em colapso, diversos segmentos, tais como capitães, comerciantes, autoridades, administradores, etc., surgiram entre o povo. Eles exibiram enorme egoísmo, apesar de estarem em níveis elevados.

É muito diferente de construir relacionamentos em níveis mais baixos, como em pequenas aldeias ou entre aqueles que possuem uma vaca ou uma ovelha ou um cavalo. Para sobreviver, eles tiveram que emprestar o seu gado um para o outro.

No entanto, quando você e eu temos bilhões, e os outros também têm tanto quanto nós, guerras e batalhas são inevitáveis. Cada um possui seu próprio exército e se agarra firme a seus interesses. É por isso que os problemas surgem.

Pergunta: Portanto, cair do nível espiritual nos leva profundamente à manifestação do mal. É isso mesmo?

Resposta: Sim, é verdade. Por outro lado, é um fenómeno natural. Esses problemas acontecem em todos os países que estão passando pela fase de declínio. O mundo moderno enfrenta a mesma ameaça: russos, europeus e americanos ricos em breve criarão seus próprios exércitos e lutarão uns contra os outros.

Para os judeus, esses períodos geralmente acabam muito mal, já que na época do colapso espiritual, os conquistadores aparecem e destroem os templos.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 1

Dr. Michael LaitmanVamos entrar em mais detalhes sobre o período da destruição do Primeiro Templo. Em essência, foi uma descida do nível de amor, a obliteração do “Templo do Amor” entre as pessoas.

Anteriormente, todas as doze tribos de Israel observavam o princípio “amem ao próximo como a si mesmos”. Depois, essa noção entrou em colapso. Como resultado, dez das doze tribos desapareceram. Em outras palavras, elas foram espalhadas por todo o mundo.

Anteriormente, elas existiam no nível do “amem ao próximo”. Após a sua descida para um nível mais baixo, elas não tinham nada a fazer na terra de Israel, uma vez que não estavam mais conectadas com os desejos gerais que tiveram que ser corrigidos, a fim de atingir outros níveis. As duas tribos bastavam para atingir o nível mais baixo e permanecer neste nível.

Vamos colocar assim: todas as doze tribos caíram do nível do amor para o menor nível. Na verdade, a diferença entre esses dois níveis compreende as dez tribos. É por isso que elas desapareceram.

Depois, elas levaram a humanidade ao período contemporâneo: o beco sem saída final, a crise que hoje engloba o mundo inteiro.

Pergunta: O que você quer dizer com “elas levaram”?

Resposta: Muitos personagens históricos importantes vieram das dez tribos. Depois de verificar esse fato, as pessoas vão culpar os judeus por “estragar” tudo. Elas vão acusá-los de levar intencionalmente a humanidade inocente para a crise mundial ao longo da história.

Pergunta: É verdade que todos os líderes que dirigiram os maiores e mais significativos processos históricos e os influenciaram vêm das dez tribos?

Resposta: Sim, é verdade. A maioria deles é simplesmente parte das dez tribos.

Pergunta: Será que eles ainda dirigem a humanidade à crise, ao impasse em que nos encontramos?

Resposta: Sim.

Pergunta: O que aconteceu com as outras duas tribos?

Resposta: Elas caíram do nível do Primeiro Templo. Razão pela qual elas perderam a guerra com os babilônios, os seus “vizinhos” (próximos), que eram governados por Nabucodonosor. Depois que ele conquistou os judeus, ele levou alguns deles para o cativeiro e deixou alguns na terra de Israel.

Apenas um número muito pequeno do povo judeu voltou e se reconectou com seus irmãos mais tarde. Assim, as duas tribos começaram a construir o próximo templo.

Pergunta: Será que eles ainda têm uma centelha vivendo neles?

Resposta: Não apenas uma centelha! Eles nunca chegaram até o fundo. Eles caíram do nível do “ame ao próximo” até o nível de uma boa conexão entre eles, o chamado “nível de Hassadim“, que em essência é sobre “não prejudicar o outro”, o estabelecimento de boas relações e ser cortês com seu próximo: “Eu não sou contra você; você não está me enfrentando”. Este também é um nível espiritual, uma vez que é construído acima do ego.

É por isso que depois que os judeus retornaram da Babilônia, eles construíram o segundo templo, que foi construído sob a orientação e supervisão direta do tsar babilônico Cyrus, filho de Esther. É uma história “distorcida” de relacionamentos “familiares”…

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 6

Reguladores Da Luz

Dr. Michael LaitmanVenham, imaginemos um componente técnico, um gatilho, como num computador, um “0” ou “1”, ou uma pequena torneira que abre e fecha algo.

É a mesma coisa com a gente. Quando nos conectamos, nós abrimos uma válvula e algo se move dentro. E, quando nos separamos, a válvula é fechada. É assim que funcionamos e é assim que todo o sistema funciona. A Luz de uma parte entra em outra parte ou não. Tudo funciona apenas com base nesta atividade única de conexão ou separação, e nada mais.

Isto significa que quando nos conectamos, podemos influenciar todo o sistema da criação, todos os mundos, o nosso mundo, a natureza do inanimado, vegetal e animal, nossa saúde, todo o possível. Nós nos movemos ou acionamos a Luz. Não há mais nada no mundo, só essa energia. Ou ela se move e anima tudo, ou não tem acesso por causa de algumas dobras no sistema.

Como podemos criar de alguma forma um sistema como este entre nós, onde a Luz fluirá em circuitos dentro de nós, aumentará e crescerá o tempo todo para que possamos trabalhar constantemente na descoberta de válvulas cada vez mais novas?

Na verdade, estas são chamadas de Sefirot. Como sabemos, há um Masach (tela), Ohr Hozer Luz de Retorno), e um Zivug de Haka’a (acoplamento de golpe) na Luz e sua extensão de um segundo Partzuf a um terceiro e assim por diante.

Desta forma, nós regulamos a direção para a qual a Luz será estendida e para que sistemas. Da mesma forma, nós regulamos a sua intensidade. Nós podemos ativar correntes paralelas, todos os tipos de Partzufim e assim por diante. Podemos estudar a sua essência, sua intensidade, suas características, bem como a qualidade, de acordo com a qual nós ligamos e bloqueamos.

Este é um trabalho criativo, na medida em que você está envolvido no estudo do Criador, nesse sistema, que Ele fez e deu a você para que você começasse a estudá-lo a partir de seus encontros: Seus pensamentos e ideias, e, claro, o propósito.

De eu para nós, do mal para o bem, da separação para o desenvolvimento do bem e da Luz. É assim que nós evoluímos.

E nós sempre precisamos avaliar nossas ações e influências de Cima apenas de acordo com as abordagens qualitativas e as conexões. Este é o único caminho. Caso contrário, estamos enganados e não entendemos o Criador. Mas se olharmos especificamente a partir deste ponto de vista, geralmente nós começamos a ver os seus pensamentos e ideias, suas ações, e começamos a trabalhar em conjunto com isso. Ele evoca todos os tipos de estados, e nós reagimos a eles corretamente e vamos em conjunto com Ele.

Da Convenção em São Petersburgo 20/09/14, Workshop 4

O Interruptor Para A Luz Superior

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa para dar prazer ao Criador com a intenção correta? “Dar prazer ao Criador” soa um tanto abstrato.

Resposta: Suponha que nós tenhamos o privilégio de trabalhar com os outros. Nós temos que nos tornar amigos. Eu devo chegar a um estado onde sinto que você está tão perto de mim que parece que uma parte aparece entre nós como um todo, como se fôssemos gêmeos siameses. Poderia haver um fígado ou um coração e todo o resto é diferente.

Algo em comum aparece entre nós, e nesta comunhão, eu sinto o Criador que está nos conectando juntos. Ele deliberadamente fez uma separação entre nós e agora está nos conectando. Em última análise, nós nos tornarmos conectados como um todo.

Pergunta: Então, para quem estou dando prazer?

Resposta: Você descobre na conexão entre nós uma força comum chamada de “Criador”, e sente como Ele está feliz com o estado em que nos fundimos e nos tornamos “Um”. Ao nos fundirmos num único conjunto, nós O sentimos lá, porque Ele é Um. Esse já é um único Kli (vaso), que pode sentir sua fonte superior, o Criador.

Esta é uma atividade precisa e não há nada parecido na natureza. Como na matemática, há o zero e algo diferente de zero. Tudo o resto é construído apenas nisso. Portanto, quando você alcança o Um, quando você e um amigo se fundem, sua fonte espiritual, o Criador, revela-se nele. Todo o esforço que você investiu em sua conexão torna-se agora a felicidade que você descubra nele.

Nisso reside o esforço correto, de se conectar entre si, “como um homem com um coração”. “Com um só coração” significa que vocês têm os mesmos desejos, uma única intenção, os mesmos pensamentos e os mesmos anseios de ajudar e se completar. Isto é o que você deve atingir aqui, pelo menos em algum lugar particular nestas condições.

Comentário: Eu não entendo no que eu devo me conectar.

Resposta: A Luz Superior vai influenciá-lo. Você deve fazer isso! Somente você pode invocá-la. Há um tipo de interruptor, e quando você o liga, a Luz Superior age.

Pergunta: Onde se encontra esse interruptor, na mente ou no coração?

Resposta: No coração. A mente é necessária para entender o que fazer com o coração. O interruptor se encontra no coração, ou seja, os desejos. Para onde os desejos são dirigidos, no sentido de que estados? “O próximo estado que eu quero receber emocionalmente indica a direção do coração”.

Comentário: Eu não entendi nada.

Resposta: É bom que você entenda que não entendeu nada. Isso significa que já há em você um conjunto interno muito bom de características e sentimentos. Você entende que isso não é simples, que tudo se esvai, que o nosso ego se torna um obstáculo para nós. O que você pode fazer com ele? É precisamente porque você quer sentir tudo profundamente que você diz que não entendeu nada. O coração compreende, a mente não faz, e não precisamos ficar confusos com isso. A mente nos é dada somente para examinar e analisar os nossos estados.

Eu só estou tentando responder-lhe emocionalmente, mas eu poderia transmitir tudo por meio de diagramas, como os Cabalistas fazem. Quando os meus alunos não têm estados espirituais, eu faço esboços para eles. Então, quando há um estado interior, eu dirijo especificamente isso. Basicamente, como isso poderia ser retratado? Cada pessoa já atrai isso para si em seu coração.

Ligue o interruptor, para que a Ohr Makif (Luz Circundante) o influencie. Nada mais vai ajudar! Somente a Luz! Mas você deve saber sua direção e imaginar isso corretamente dentro de si mesmo.

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 2

Semelhante À Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que significa ser semelhante à Luz?

Resposta: A Luz é a característica de doação que se realiza em nós apenas numa forma, a conexão mútua. Portanto, o que eu devo doar, dar, e para quem? Como? O que eu tenho? Suponha que eu lhe dou o meu café ou uma fatia de pão…

Não. O meu dar não se refere a dar algo externo, mas sim, eu me dou. Isso significa que eu realizo uma adesão com você, com seus desejos, aspirações e anseios. Com isso eu me torno um completo ajudante para você. Nós produzimos a característica de doação desta maneira, ou, uma característica ainda maior, o amor. É assim que a nossa semelhança e equivalência com o Criador é realizada. Como Ele está dentro de nós, Ele quer ser descoberto. Isso também é o que queremos em relação a cada amigo.

Por isso, é impossível tornar-se semelhante ao Criador antes de se transformar em ser como Ele com a ajuda da doação superior aos seus amigos, ou pelo menos um deles; isso não importa. Quando você não trabalha para o seu próprio bem, você está completamente indiferente ao resto do mundo, você não o sente e ele não tem gosto. E se você consegue se conectar com ele, você se torna semelhante ao Criador.

Todo o mundo externo é a revelação do Criador numa forma que é o nosso oposto. No momento em que atraímos este mundo até nós e nos tornamos aderidos a ele, com amor por todos, pelos nossos inimigos, nossos adversários, as massas de milhões de pessoas que são completamente sem importância para nós, de forma gradual, em círculos, desenvolvemos uma relação idêntica com o Criador. O Criador se encontra neles, e nós O descobrimos neles. Isso é chamado de: “Eu habito no meio do meu povo” (II Reis 4:13).

Da Convenção em Sochi 25/08/14, Lição 2