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Um Ponto Negro É Um Ponto Para Se Esforçar

Dr. Michael LaitmanDo artigo do Rabash “A Questão da Luz de Retorno”:

Um aluno que é exilado, seu professor é exilado com ele. Por isso, quando o inferior não vê qualquer grandeza no superior, o inferior não tem sequer pequenez.

Assim, o inferior primeiro tem que acreditar que há um superior na realidade, e que ele não se sente o superior porque o inferior não vê a grandeza do superior.

Portanto, quando a pessoa começa a observar que a grandeza do superior (que é chamada de AHP do superior) sobe, o inferior também sobe e começa a atingir o sentimento de piedade.

A pessoa tem que se sentir constantemente e imaginar que está no AHP do superior. A altura de uma pessoa é medida de acordo com a conexão entre o nível inferior e o superior. Nós não sentimos a presença do nível superior, como se todos nós estivéssemos sozinhos no mundo. Isto é chamado de existência inconsciente sem qualquer reconhecimento espiritual, sem o reconhecimento do superior.

Nós estamos no superior, mas não o conhecemos ou sentimos. Portanto, nós temos que fazer diferentes esforços para sentir o nível superior. Nós temos que estar incorporados nele pelo menos como um ponto negro, que, por enquanto, não tem nenhuma sensação, mas se esforça ao tentar sentir o superior.

A principal coisa é fazer um esforço. O problema é que nós estamos esperando que a revelação venha de cima. Mas como ela pode vir de cima, se toda a criação intencionalmente desceu e se espalhou de cima para baixo através de diferentes níveis, de modo que tenhamos a oportunidade de nos esforçar.

No entanto, nós esperamos que o Criador se esforce. Isso não pode ser! Assim, nós estamos prolongando o tempo de espera por algo que não vai acontecer. Dias e anos se passam até que, no ritmo humano mais lento da evolução natural, todos os Reshimot (reminiscências) tenham que se acumular corretamente e agir em nós na forma de golpes e problemas, e então nós finalmente despertamos.

Mas esta já é o caminho comum, natural, “em seu tempo” (o caminho do sofrimento), ao passo que “eu vou apressá-lo” (o caminho da Luz) significa que nós mesmos procuramos e tentamos localizar o AHP do superior em que nos encontramos.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 17/11/14, Escritos do Rabash

Despertar Pela Luz

laitman_749_01O processo através do qual o povo de Israel avança é diferente do processo através do qual as nações do mundo avançam. Nos dias do Primeiro Templo, Israel alcançou sua correção individual, e desde então tem estado numa descida constante, porque a intenção da criação reside no fato de que ela é dividida de acordo com a quebra dos vasos espirituais.

Como resultado, os vasos foram misturados; o povo de Israel foi para o exílio por um período indefinido de tempo. No nosso caso, é por 2000 anos; no entanto, em essência, o exílio foi concluído durante o tempo do Ari. Aqui há também uma abundância de cálculos, mas eles não são tão importantes. Fosse o que fosse, este exílio estava prestes a acontecer, e foi falado sobre ele com antecedência.

Agora o povo de Israel precisa, antes de tudo, despertar, e fazer as nações do mundo segui-lo.

Em geral, nós estamos falando de duas partes de um único desejo de receber. Uma parte já experimentou uma ascensão espiritual e caiu, e como resultado adquiriu um desejo egoísta ainda mais forte e cruel. Mas hoje, diante da necessidade de corrigir a si mesmo da queda e da quebra, ele tem um grande potencial, de tal forma que é capaz de liderar as nações do mundo, realmente convencê-las neste mundo, beneficiá-las.

O povo de Israel viveu entre as nações do mundo e misturou-se com elas. Devido a isso, agora que ele é despertado e atraia as Luzes circundantes, essas Luzes vêm também para as nações, mas causam uma reação adversa, as opõe ao povo de Israel. As nações ainda estão no mal, e não têm nenhum desejo próprio de vir para o bem.

No entanto, elas sentem sua dependência do povo de Israel, que se expressa no antissemitismo: as nações afirmam que os judeus causam todo o mal no mundo.

É realmente assim: o mal só pode ser causado pela pessoa que pode, mas não traz a Luz para o mundo, em outras palavras, o povo de Israel, porque só ele pode levar a Luz.

Portanto, as alegações das nações são verdadeiras, o que, em princípio, são reduzidas ao fato de que todo o mal é causado pelo povo de Israel e elas dependem dele, e se ele quiser, elas vão ficar bem. Nestas circunstâncias, a atitude das nações parece justificada.

O povo de Israel tem que entender que a explosão de emoções negativas contra ele é para incitá-lo à correção, que ele é obrigado a trazer para o mundo todo.

Vamos torcer para que o povo de Israel finalmente entenda isso e dê ao mundo a correção.

O esquema geral é bastante simples e claro: o desejo geral é dividido em duas partes -interno e externo, Israel e as nações do mundo – cada uma das quais tem a mesma divisão. Disto se segue que Israel (Galgalta ve Eynaim) é capaz de atrair a Luz que Reforma, e as nações (AHP) são incapazes. Esta é a razão para o que está acontecendo.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabalá 12/11/14, Escritos do Baal HaSulam

O Kit De Ferramentas Da Luz

Dr. Michael LaitmanA sabedoria da Cabalá, em contraste com outras sabedorias, investiga a matéria interna mais elevada, o desejo que está no nível humano.

Desejos nos níveis inanimado, vegetal e animal aparecem para nós neste mundo. Nós podemos investigar, entender e usá-los. Ao investigá-los, nós criamos uma ciência.

Mas não há ciência que investigue o desejo no nível humano. A psicologia tenta chegar a isso, mas sem sucesso. Por quê? Porque o investigador deve estar num nível superior ao objeto, o sujeito, que está sendo investigado.

Sendo uma pessoa neste mundo, eu posso explorar a matéria inanimada (física, química e afins), vegetal (botânica) e animal (biologia, zoologia, etc.). Afinal, eu estou num nível superior.

No entanto, a matéria do nível humano, o nosso mundo interior, não pode ser investigada a partir do nosso nível. Assim, a psicologia e a psiquiatria são desprovidas de uma base sólida, real e científica.

Mas, com a ajuda da sabedoria da Cabalá, nós podemos criar esta base, e graças a isso, podemos investigar de forma mais verdadeira e objetiva todo o resto das camadas inferiores dos níveis inanimado, vegetal e animal. Por enquanto, nós temos a oportunidade de levar em conta os erros nas investigações da natureza desses níveis inferiores, onde fazemos as distorções geradas pela nossa própria natureza humana.

Portanto, a sabedoria da Cabalá é especificamente uma ciência no sentido pleno da palavra, e é muito mais precisa do que outras ciências, pois com ela nós investigamos a substância da criação, o desejo de receber, nos níveis inanimado, vegetal, animal e falante, e usamos um aparato exclusivo chamado Luz Superior.

Quando os físicos estudam a matéria num acelerador de partículas, eles induzem colisões e observam os resultados.

Conosco é a mesma coisa: a Luz vem e faz uma colisão, ou seja, ela realiza um Zivug de Hakaa (acoplamento de golpe). Primeiro a colisão é feita e depois o acoplamento. Com a ajuda deste experimento, nós analisamos e aprendemos sobre o que está acontecendo no encontro entre o desejo de receber e o desejo de doar, entre o Criador e a criação.

Do Congresso em Los Angeles 02/11/14, Lição 3

Eu Desejo, A Luz Corrige

Pergunta: É dito no Shamati # 5 que as propriedades de Lishma (em prol da doação aos outros e ao Criador) são despertadas de Cima. Se esta propriedade aparece em nós “por si só”, sem a nossa participação, por que nós precisamos nos esforçar, ou seja, tentar despertar esta propriedade desde baixo?

Resposta: A questão é que sem a nossa participação nenhuma mudança vai acontecer com a nossa natureza egoísta de receber. Não vamos começar a nos preocupar com os outros, nem vamos nos orientar a servi-los.

Esta missão é impossível neste mundo material. Qualquer sistema, ainda que puramente mecânico, requer um pouco de energia para executar o trabalho. Ele sempre perde certa quantidade de energia.

As únicas exceções a esta regra são os sistemas supercondutores de baixa temperatura, onde sob certas condições surge uma propriedade que não permite que o sistema consuma energia para seu próprio benefício, mas o faz liberar energia. Este exemplo lança alguma luz sobre o que “agir em prol dos outros” significa.

Nós somos construídos de uma forma que sempre temos que ganhar alguma coisa. Sem este sentimento, não podemos fazer nada. É por isso que mudar a nossa natureza em seu oposto (doação) parece inviável e incrível para nós.

Nós devemos aprender a sentir os desejos dos outros e como satisfazê-los. Nós temos que nos ver como um remédio que preenche os outros. Isso não é natural neste mundo, nem existe nos níveis inanimado, vegetal, animal ou falante.

É por isso que o Baal HaSulam levanta uma questão sobre como adquirir a propriedade em prol do Criador, ou seja, como nós podemos começar a nos preocupar com pessoas totalmente estranhas, com as quais não temos nada em comum e por quem não temos os menores sentimentos, que sequer remotamente nos lembram, digamos, a relação entre uma mãe e um filho. Esta situação implica um entendimento totalmente claro de que estamos agindo sem qualquer possibilidade viável para obter algo em troca.

A menos que nós reconheçamos que a nossa natureza é totalmente egoísta, nunca vamos entender como é possível passar por essa inversão. O cérebro humano é incapaz de compreender como esse tipo de inversão pode ocorrer neste mundo material.

Qualquer coisa que aconteça conosco nos ensina que o trabalho que realizamos em nós mesmos e as coisas que estamos tentando conseguir no grupo sempre se faz exclusivamente com o objetivo de obter uma recompensa. Pode ser uma “restituição” que nos compense apenas 1% dos nossos esforços; os outros 99% de nossas atividades nós fazemos para o benefício dos outros. Ainda assim, qualquer coisa que fizermos é feito somente por causa deste 1%.

Por exemplo, muitos motores mecânicos e a vapor têm uma eficiência inferior a 3-5%, mas foram criados especificamente para funcionar com este nível de eficiência. É por isso que para nós, 1% tem um enorme significado. Tudo o que fazemos é apenas por esse 1%. Se não fosse por este 1%, não seríamos capazes de dar 99% aos outros.

A pergunta é: Será que realmente trabalhamos para obter 1%, e por este tipo de recompensa nós involuntariamente damos 99%? Digamos eu tenha um chefe que me explora e me paga um salário mínimo, mas este salário de alguma forma provê a minha existência. Além disso, o trabalho que eu faço para o meu patrão é igual a 99%, e eu recebo em troca apenas 1%, mesmo que eu não aprove este estado das coisas. No entanto, eu não vou ser capaz de existir sem esse 1%. Se eu não entender esse “plano”, eu não vou ser capaz de trabalhar para o meu chefe.

Se nós explorarmos profundamente a nós mesmos o suficiente, veremos que para conseguir a doação completa sem receber nada para o nosso próprio benefício, nós somos incapazes de fazer um único movimento, nosso corpo simplesmente não vai nos deixar! Portanto, nós só podemos chegar a um estado de doação absoluta sob a influência especial do Alto.

Aqueles que estão sujeitos a esse tipo de impacto passam pelo processo de inversão interna e se relacionam com si mesmos de uma maneira totalmente diferente. É por isso que se diz: “Experimente e veja como o Criador é belo” já que a propriedade de doação completa “fora de nós” é uma qualidade do Criador.

Se for assim, então nós só temos que entender por que devemos aplicar todos os tipos de esforços, seguir inúmeras dicas, tentar chegar à propriedade da doação completa, mesmo se soubermos que nenhum conselho pode nos ajudar a nos reorganizar, a menos que a força superior desça e nos corrija, dando-nos assim a oportunidade de trabalhar para o benefício dos outros.

Neste caso, por que devemos continuar tentando? A questão é que cada um de nós tem a responsabilidade de aplicar esforços máximos e se esforçar para se corrigir utilizando quaisquer recursos que estejam disponíveis para nós. Os esforços que fazemos são chamados de “uma oração”. Em outras palavras, a oração é uma demonstração de nossas intenções e desejos. A oração é uma manifestação do que de fato estamos aspirando.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabalá 08/10/14, Shamati # 5

Mais Sombra Do Que Luz

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você disse que a cabana do feriado, a Sucá, simboliza a alma de uma pessoa. Como entender isso?

Resposta: A pessoa sentada numa Sucá simboliza o desejo. As medidas da Sucá simbolizam as qualidades da alma humana, e seu telhado simboliza o Masach (tela).

Ou seja, eu não quero receber a Luz para meu próprio prazer, então deve haver mais sombra do que Luz numa Sucá. Isto simboliza a minha disponibilidade de estar satisfeito com as mínimas necessidades, com tudo o resto para a doação.

É como o nível de Tzadik (justo), doação em prol da doação. Primeiro de tudo, é necessário chegar a isso para atingir o início de semelhança e equivalência com o Criador. Existem algumas etapas de aproximação do Criador, e este é o estágio inicial.

A alma é o nosso desejo de receber, de desfrutar, que é organizado desta forma pelo ambiente certo, a integração de forças, de preparação, como se estivessem dentro de uma Sucá. Certamente, isso não se refere a uma Sucá material, mas a essa integração dos meus desejos dentro do ambiente que torna possível para eu corrigi-los gradualmente para o bem dos outros.

Em todos os dias do feriado de Sucot, nós recebemos uma Luz nova, com cuja ajuda examinamos os nossos desejos e os corrigimos. A iluminação que chega até nós é chamada de Ushpizin (convidados). Nós recebemos convidados de honra na nossa Sucá nesta ordem: Abraão, Isaac, Jacó, Moisés, Arão, José e David. Eles representam sete Luzes, cada uma delas corrigindo em nós uma parte específica da alma: Hesed (a característica de Abraão), Gevura , Tiferet, Netzach, Hod, Yesod e Malchut .

Assim, durante todo o feriado de Sucot, nós corrigimos a nós mesmos, organizando refeições festivas para os Ushpizin. Costuma-se comer e beber apenas numa Sucá, porque só lá é possível fazer uma correção.

Durante Sucot nós fazemos bênçãos com quatro símbolos: Lulav (palmeira), Etrog (cidra), murta e salgueiro. Sua forma é semelhante às características inatas das quatro partes da alma humana: Hochma, Bina, Zeir Anpin e Malchut, que juntas compõem um HaVaYaH completo.

Portanto, há uma tradição de escolher o Etrog com cuidado para que não haja quaisquer defeitos, pois ele simboliza Malchut, a base da criação, a base da alma. Todos esses símbolos devem estar conectados entre si, e assim é possível abençoar, ou seja, atrair a Luz.

De fora, este processo pode parecer algum tipo de cerimônia idólatra. A pessoa sacode os ramos simbólicos que são reunidos algumas vezes, movendo-os em todas as direções da Luz: direita, esquerda, centro, acima, abaixo, para frente e para trás. No entanto, se lermos a explicação do ARI no livro, Shaar HaMitzvot, então ficará claro que atividades espirituais elevadas são escondidas por trás disso.

Na verdade, a pessoa deve realizá-las dentro de si mesma. As ações externas são apenas uma tradição, enquanto que o mais importante é essa agitação que ela realiza dentro de sua alma, corrigindo-a. A correção da alma é o propósito da vida de uma pessoa.

Durante cada um dos sete dias de Sucot, é necessária a realização de atividades internas como estas numa Sucá que é construída dentro de nós, atraindo Ohr Makif lá. Se organizarmos todas as partes da alma para se assemelhar aos quatro símbolos de Sucot e soubermos como abençoá-los em todas as direções do nosso desejo: direita e esquerda, com doação e com recepção, então, no final do feriado de Sucot, nós chegamos ao feriado de Simchat Torá.

De KabTV”Uma Nova Vida” 02/10/14

Lágrimas É Excesso De Luz

laitman_572_03Pergunta: Foi-nos dada a oportunidade de estar num bom Grupo de Dez. Durante os três dias da Convenção, entendemos quão fortemente nos amamos. Por que choramos quando confessamos nosso amor para com os outros?

Resposta: Este é um sentimento muito bom. Há uma série de artigos sobre este assunto na sabedoria da Cabalá que explicam quando e por que são criadas lágrimas de felicidade ou de tristeza pelos amigos, emoções e tudo o resto. A pessoa não consegue conter o excesso de emoção dentro de si, e isso se torna lágrimas.

Na seção 13 do Estudo das Dez Sefirot é explicado de onde vêm as lágrimas, de que maneira elas são criadas. Lágrimas representam um excesso de Luz que entra no Kli que não pode aguentá-la, e a Luz aparentemente transborda para além dos limites do Kli.

Da Convenção em São Petersburgo 21/09/14, Lição 6

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 6

Laitman_006Pergunta: O que os antissemitas de todas as gerações querem dos judeus?

Resposta: Eles querem parar de sentir que os judeus “mandam” neles; eles se esforçam em acabar com a sensação de que os judeus são a razão de todos os seus problemas. Suas reivindicações para com os judeus são muito naturais e corretas.

Pergunta: Corretas?!

Resposta: Sim! De acordo com a natureza, tudo o que eles dizem é certo. Os judeus são os portadores da ideologia que prejudica todo o mundo.

“O que há de errado conosco? Nós não prejudicamos ninguém”, os exclamam os judeus. Na verdade, sem saber, eles estão mentindo. Eles são culpados. Hoje, eles trazem desastres ao mundo porque estão separados. Assim, se eles conseguirem mudar, eles vão atrair imensa felicidade a este mundo.

O mundo pensa que pode se livrar dos judeus, mas isto é um erro de pensamento. Nós temos que mostrar ao mundo a verdadeira saída deste problema.

O antissemitismo, a questão da atitude em relação aos judeus, e tudo relacionado com esta questão, continuarão a se expandir, a se tornar mais forte, e em breve irão substituir todos os outros problemas mais óbvios e evidentes em todo o mundo. Aconteça o que acontecer, seja qual for o problema ou desastre – guerras, aflições – tudo será culpa dos judeus. “Se não há água na torneira, os judeus beberam a água…” (canção satírica da Rússia). Nada pode ser feito; é uma lei da natureza.

Por quanto tempo vai durar esta situação? Ela vai continuar até que nós, judeus, mudemos a tendência das coisas, de modo a que todos atinjam equilíbrio completo com o Criador e subam para seu nível. Até lá, suas acusações, de fato, serão naturais e corretas.

Eles só têm que entender exatamente o que exigem dos judeus. Assim que nós compreendermos essas questões e começarmos a nos mover na direção certa, eles vão entender isso através de nós e nos ajudar. Desta forma, nós vamos atingir o nível que Abraão queria chegar na antiga Babilônia.

Por isso, atualmente nós estamos no ponto mais crítico. Aqui está! Está bem em frente de nós! Isso está acontecendo enquanto nós falamos! Deste ponto em diante, nós temos que começar a crescer muito rapidamente. Em outras palavras, nós vamos ter que nos conectar e mostrar ao mundo inteiro o caminho para alcançar a paz definitiva, o melhor estado eterno e benevolente.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 6

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 5

Dr. Michael LaitmanPergunta: Como ocorreu o exílio das duas tribos? Elas estavam “ligeiramente em contato” com a “Babilônia”, sem “dissolver-se” completamente nela?

Resposta: Sim. Este estado das coisas continuou por dois mil anos. Se elas vivessem totalmente separadas, isoladas do resto da humanidade, ninguém jamais iria “pegá-las”. No entanto, isso é impossível por razões espirituais. Elas tiveram que se conectar com outras nações, levando a humanidade à futura subida, à próxima “iluminação”.

É por isso que o governo superior “prolonga” as coisas de forma que elas involuntariamente fossem forçadas a viver em outras nações e, de certa forma, transferissem a sabedoria a elas. Os judeus sempre eram médicos, funcionários, etc. Eles iniciaram o sistema bancário e várias tecnologias. Tudo começou com eles.

Pergunta: E enquanto eles estavam num estado de unidade, eles não estavam no exílio?

Resposta: Isso mesmo. Eles entravam em um ou outro país pobres e maltrapilhos, amontoados. Eles eram aceitos dessa “forma”. Por ora, tudo corria bem e eles levavam uma vida tranquila e pacífica.

No entanto, tão logo eles se estabeleciam e, mais importante, ficavam cada vez mais ricos, a distância entre eles crescia. O nível de igualdade e fraternidade entre eles rapidamente diminuía. Havia judeus ricos e pobres. O “bisturi” que os separava aprofundava ainda mais a lacuna criada entre eles. Os problemas então surgiam e eles imediatamente se tornavam odiados até serem expulsos dos países em que viviam.

Nós podemos traçar um paralelo com o exílio egípcio. Em primeiro lugar, os judeus receberam a terra de Goshen, um pedaço de terra fértil e começaram a desenvolver o país. Este período é descrito como “sete anos de saciedade”

Então, por que os “sete anos de fome” vieram? Por que o novo governante do Egito os intimidou? Por que os egípcios odiavam os judeus e os forçaram a sair do país?

Isso aconteceu porque os judeus ficaram “gordos”. Foi resultado de sua “conformidade” com o egoísmo durante os “sete anos de saciedade”, no momento em que a influência judaica era muito alta no Egito. Eles “se venderam” ao egoísmo. Assim que chegaram ao nível máximo de egoísmo, “sete anos de fome”, o período de supressão e subjugação começou. Este período terminou com a “expulsão” dos judeus do Egito.

Em essência, os mesmos processos ocorreram em outros países. O último exemplo, o mais marcante, é a Alemanha. Lá, os judeus realmente se esforçaram em ser como os alemães. Eles eram advogados, médicos, políticos. Um deles tentou seriamente se tornar chanceler. Nós todos sabemos o resultado.

Pergunta: Como as duas tribos sobreviventes expulsas viviam na Babilônia? Em essência, o antissemitismo que acompanha os judeus até hoje não nasceu naquela época?

Resposta: De modo geral, o antissemitismo teve origem na antiga Babilônia, a partir do momento em que grupo de Abarão pretendeu sair, ficar longe de lá. Assim, a mesma situação repetiu-se no Egito e, mais uma vez, durante o exílio babilônico. Trata-se do mesmo estado de equilíbrio ou ausência de equilíbrio entre a Luz e o desejo.

No entanto, a primeira manifestação aberta de antissemitismo aconteceu na Babilônia na época de Nabucodonosor, após a perda do Templo. A verdade é que os judeus não foram expulsos de lá; em vez disso, os termos do exílio expiraram. Depois que Hamã fez uma tentativa frustrada de exterminar todos os judeus do país, o novo rei Ciro, filho de Ester, patrono dos judeus, chegou ao poder. A propósito, durante o exílio babilônico a rainha da Babilônia era uma mulher judia. Então, seu filho Ciro ajudou os judeus a retornarem a Israel e deu-lhes tudo o que precisavam para ressuscitar o Templo.

Era o tempo dos profetas que compartilharam o exílio com seu povo e saíram do exílio com eles. Naquela época, as pessoas estavam num nível espiritual, não no poder da escuridão total, como aconteceu mais tarde.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14, Parte 5

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 4

Dr. Michael LaitmanPergunta: Uma parcela significativa das fontes originais surgiu durante o “vago” período da destruição do Templo. Assim, os livros que apareceram naquela época tinham que ser muito elevados, porque eles foram escritos entre a queda e a próxima subida. É isso mesmo?

Resposta: É claro! Foi o momento em que o grande Talmude foi escrito e também um número enorme de outros livros foram criados nesse limite, incluindo o Livro do Zohar.

Aqueles que escreveram esses livros sabiam que as pessoas iriam cair na escuridão absoluta e ressuscitar depois de muitas gerações. Eles sabiam que, após séculos, esses livros viriam à tona novamente, a fim de permitir que as pessoas implementassem o conhecimento no próximo nível superior, juntamente com toda a humanidade, todos da Babilônia.

Antes, era proibido colocar esse conhecimento por escrito. Tudo tinha que viver numa pessoa, e as pessoas trabalhavam internamente. Por que alguém iria documentar algo se esta sabedoria já estava escrita nos anais de suas almas? Absolutamente todos os bits de conhecimento foram inscritos na memória do “computador espiritual”. No entanto, quando as pessoas começaram a perder a conexão com o computador, elas obtiveram permissão para escrever o conhecimento no papel. Elas começaram a escrever livros, rezão pela qual nós temos o Talmude Babilônico, Mishná, Gemarah, e O Livro do Zohar.

Ainda hoje, depois de centenas de milhares de anos, há dezenas de volumes restantes, embora muitas partes do Livro do Zohar não tenham sobrevivido! Você consegue imaginar o quanto eles escreveram?

É por isso que o “Talmude” se tornou uma palavra comum que denota algo enorme e abrangente. Nós estamos falando de um número incrível de textos canônicos que ninguém nunca teve a permissão de corrigir. Mesmo que algumas linhas pareçam erradas para nós, elas ainda devem ser deixadas intactas. É bem possível que mais tarde nós descubramos que estas linhas estão corretas. Nós devemos saber o que está escrito lá.

É por isso que o Antigo Testamento, ou seja, a Torá, se manteve intacto desde então. Todas as outras edições são idênticas aos achados arqueológicos, não importa o quanto eles são velhos.

Pergunta: Portanto, os textos originais carregam alguma haste central?

Resposta: Sim. Mesmo agora, nós continuamos estudando as leis que explicam como devemos nos relacionar com esses textos. Nós não podemos mudar uma coisa neles! Não importa o que nós pensamos sobre os textos, nós somos estritamente proibidos de mudá-los.

No entanto, é aceitável fazer adaptações com referências ao texto original. Neste momento, nós processamos ​​ um pouco O Livro do Zohar e o tornamos mais acessível ao público em geral. Caso contrário, é extremamente difícil e praticamente impossível de entender o que está escrito nos livros, uma vez que eles foram feitos para um tipo diferente de inteligência ou percepção.

Pergunta: Se assim for, os textos são escritos à beira da luz e da escuridão, no limiar da luz e do exílio. Será que eles carregam o feto da nossa próxima subida?

Resposta: A Mishná, o Talmude, o Schulchan Aruch e muitos outros textos foram escritos e estudados durante as várias fases do exílio. Começando com o século XVI, a partir da época do ARI, o principal livro que adquiriu a maior popularidade entre os estudiosos é, sem dúvida, O Livro do Zohar.

As duas tribos do grupo de Abraão levaram os livros com elas durante todo o exílio e continuaram observando o princípio do “ama ao próximo como a ti mesmo”.

O resto das tribos desapareceu. Elas não levaram os livros com elas porque eram descendentes do Primeiro Templo, durante o qual a escrita era completamente proibida.

Pergunta: Será que isso significa que durante exílio o povo estava unido em torno desses escritos? Eles foram escritos para alcançar a unidade?

Resposta: Sim. Sua tarefa era guardar a sabedoria ao longo da história. No final da descida, o Livro do Zohar teve que ser revelado. Ele foi concebido para ajudar as pessoas a sair do exílio.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/06/14, Parte 6

Exílio: À Beira Da Luz E Da Escuridão, Parte 2

Laitman_115_04Pergunta: O que significa “partida” da Babilônia e a construção do Segundo Templo?

Resposta: Essas noções representam a construção de pontes positivas entre as duas tribos remanescentes de acordo com o princípio “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. É um nível espiritual que existia há centenas de anos até que entrou em colapso.

Pergunta: Em outras palavras, a mensagem de Abraão nos guia para cima, mas o caminho que buscamos é cheio de “solavancos”, que muitas vezes nos levam para baixo. Isso é verdade?

Resposta: O caminho não é fácil. Depois da ascensão espiritual inicial, eles caíram para o Egito. De lá, eles subiram para o nível do Primeiro Templo, e depois caíram para a Babilônia. Depois, eles subiram ligeiramente ao nível do Segundo Templo, e depois desceram até a destruição interna. Em outras palavras, eles inclusive perderam o nível de “não faça aos outros o que não deseja para si mesmo”. Eles simplesmente não foram capazes de continuar a implementar este princípio por mais tempo, já que seu egoísmo crescente quebrou os restos de seu amor anterior.

Assim, no início do primeiro século de nossa era, o amor desapareceu completamente.

Comentário: Eles até começaram a brigar e se matar.

Resposta: Essas coisas começaram na época do Primeiro Templo. Depois que ele entrou em colapso, diversos segmentos, tais como capitães, comerciantes, autoridades, administradores, etc., surgiram entre o povo. Eles exibiram enorme egoísmo, apesar de estarem em níveis elevados.

É muito diferente de construir relacionamentos em níveis mais baixos, como em pequenas aldeias ou entre aqueles que possuem uma vaca ou uma ovelha ou um cavalo. Para sobreviver, eles tiveram que emprestar o seu gado um para o outro.

No entanto, quando você e eu temos bilhões, e os outros também têm tanto quanto nós, guerras e batalhas são inevitáveis. Cada um possui seu próprio exército e se agarra firme a seus interesses. É por isso que os problemas surgem.

Pergunta: Portanto, cair do nível espiritual nos leva profundamente à manifestação do mal. É isso mesmo?

Resposta: Sim, é verdade. Por outro lado, é um fenómeno natural. Esses problemas acontecem em todos os países que estão passando pela fase de declínio. O mundo moderno enfrenta a mesma ameaça: russos, europeus e americanos ricos em breve criarão seus próprios exércitos e lutarão uns contra os outros.

Para os judeus, esses períodos geralmente acabam muito mal, já que na época do colapso espiritual, os conquistadores aparecem e destroem os templos.

De KabTV “Babilônia Ontem e Hoje” 03/09/14