Textos com a Tag 'Egoísmo'

Uma Oportunidade É Do Alto, A Realização Cabe A Nós

Baal HaSulam, “Shofar do Messias”: Saiba que este é o significado de que os filhos de Israel são resgatados somente após a sabedoria do oculto ser revelada em grande medida, como está escrito no Zohar, “Com esta composição, os filhos de Israel são resgatados do exílio”.

“Na minha avaliação, estamos em uma geração que está no limiar da redenção, se soubermos apenas espalhar a sabedoria do oculto para as massas. Somos demandados disseminar a sabedoria secreta ao público. Mas o que vai ficar do mistério, se o revelarmos? O fato é que nesta fase estamos falando com as pessoas sobre boa interconexão com base no princípio do ama ao próximo como a si mesmo, sobre a unidade em prol da correção da humanidade.

Através de inúmeros fenômenos incrementais que se somam ao desenvolvimento evolutivo histórico, nossos vasos, desejos, estão preparados para o momento em que há uma geração que é capaz de trazer intenção em sua vida e que existe na Terra não porque foi colocada nesta “célula”, neste “celeiro”, nesse “canil”, mas porque as pessoas querem saber o porquê e para quê esta situação ocorreu e que estado elas estão destinadas a alcançar. [Leia mais →]

Egoístas Unidos Em Grilhões Integrais

Dr. Michael LaitmanNós não podemos influenciar a descoberta das conexões gerais no mundo moderno. Este processo continua enquanto nós fracassamos como peixes numa rede, necessariamente sentindo a nossa maior dependência mútua.

Por outro lado, internamente, nós estamos cada vez mais separados e dispersos. É assim que deve ser; caso contrário, nós perderíamos a nossa liberdade de escolha.

Este processo envolve muitos fatores e é contínuo. Ao mesmo tempo, essa conexão continua a crescer, o nosso ego se torna mais forte. Hoje, o derramamento de sangue em várias partes do mundo e o assassinato de mulheres e crianças já não despertam compaixão como antes. Nós pensamos que nos tornamos mais sensíveis e cultos, mas, na verdade, nos tornamos mais violentos e não consideramos a conexão entre nós.

Algum tipo de véu a esconde de nós; nós vemos a mesma imagem falsa da separação coletiva. Além disso, mesmo se eu estou ciente de que dependo dos outros, eu não estou preparado para considerar isso. Os resultados são muito tristes. Será que é possível explicar o que está acontecendo no mundo de forma lógica? Se alguém nos olhasse de fora, não iria encontrar qualquer lógica: “O que eles estão fazendo? Por que eles estão fazendo todos os esforços para destruir a vida um do outro?”.

A natureza humana é contrária à natureza do inanimado, vegetal e animal. O animal e o vegetal são um único complexo que constitui a vida, imersa na preocupação com o futuro. O principal desejo dos animais é reproduzir e alimentar a prole. Esta é uma lei imutável da natureza. Nós, ao contrário, desconsiderando a próxima geração, destruimos o mundo em que eles terão de viver. Não importa para nós o que será deixado para as nossas crianças. Os recursos estão se esgotando, o clima está cada vez pior, há falta de água e ar limpos, as árvores estão sendo cortadas… E daí? Nós estamos inclusive dispostos a fazer a guerra; agora nós temos arsenais nucleares para isso.

Na verdade, a nossa abordagem é irracional, desafiando toda a lógica. E aqui há uma necessidade de dar a resposta certa, de tomar uma decisão. Uma vez que na lógica e na compreensão nós estamos mais fortes do que nunca, vamos separar a mente do ego e nos tornar responsáveis pelo que está acontecendo. Como pode ser que a humanidade, embora esteja pronta para escolher uma maneira completamente diferente de ser, continue avançando em direção ao abismo?

A idéia é que, hoje, o verdadeiro inimigo é o nosso ego. Descaradamente e de uma maneira sem precedentes, ele nos engana em todos os sentidos possíveis, tanto que não há nada na vida que possa ser apreciado, que possa confortar e ser gratificante.

Vamos torcer para que possamos descobrir o verdadeiro estado das coisas o mais rápido possível e parar a espiral descendente até a guerra mundial. Vocês podem ver, hoje, que mesmo esta ameaça não tem a mesma força de dissuasão que tinha no passado. “Está tudo bem”, o ego nos diz: “Vamos lutar um pouco. Havia sete bilhões, sete milhões permanecem. Acontece…”. Nós não podemos nos controlar e já podemos vislumbrar que este cenário é bastante provável.

Enquanto isso, nós estamos descobrindo uma rede de conexão geral ao longo deste processo. Ela é descoberta na forma de duas forças: uma vem do Criador, nos ligando e juntando. A segunda força origina-se no ego, nas Reshimot (genes espirituais) quebradas. Ela nos divide e separa. A Luz Circundante que vem de um “círculo” completo nos influencia mais, mostrando-nos que também somos “redondos”. Apesar disso, sob a sua influência, o ego entra em erupção cada vez mais e, finalmente, nós estamos divididos entre essas duas forças opostas, fazendo-nos sofrer duplamente. Através do ego atual, nós poderíamos ser bem sucedidos, mas isso seria revelado como oposto a rede mundial global e nós já não extrairíamos benefícios dele. Você vê, a fim de ser bem sucedido na rede global, eu devo estar bem relacionado com todos corretamente. Isto é o que a rede exige de nós, mas ela esbarra na oposição da nossa natureza. Enquanto isso, a natureza egoísta fica mais forte.

Se eu experimento muito sofrimento por causa do meu ego, que ferve e borbulha dentro da rede coletiva que conecta todos nós firmemente, pode ser que eu mude. A experiência não impede este sofrimento; até o último momento eu vou tentar fugir e ficar longe dele. Somente através da educação integral, onde se encontra a Luz que Reforma, eu poderei elevar meus olhos e ver o que está esperando por mim com antecedência. A educação integral torna possível ligar o ego à rede global e nos mostra como usá-lo de acordo com as regras dessa rede.

Geralmente, eu preciso encontrar uma resposta para mim mesmo: o que mais pode ser feito? Para isso, cabe a nós primeiro entender aonde nós chegamos. Nós chegamos a um mundo de egoístas que estão acorrentados um ao outro. Nós queremos nos espalhar tanto quanto possível; algo interno nos atrai para fora, nos separa, mas, em contrapartida, a rede mundial nos engloba. Então, o que há para fazer? De onde você tira forças para o equilíbrio, para a calma?

Isto é o que a educação integral precisa explicar para as pessoas: você pode se tornar sereno, relaxar num sentimento de perfeição que é difícil até de imaginar. Como podemos fazer isso? Nós não somos donos do nosso ego. Nós não podemos diminuí-lo; até mesmo no futuro ele vai continuar a crescer. Mesmo com a rede, é impossível fazer qualquer coisa; ele nos empurra para mais perto um do outro.

Somente a Luz que Corrige pode corrigir a conexão entre nós e nos levar ao equilíbrio. Ela nos eleva acima do ego e nos transforma para que possamos usá-lo de acordo com as regras da rede e ser incorporado nela.

É possível expressar isso de outra forma: quando nós começamos a nos conectar artificialmente, em última análise descobrimos que podemos fazer isso de verdade. Dentro desta unidade, nós descobrimos uma nova vida, um novo espírito, novos poderes e uma nova realidade. Na verdade, esta é a sabedoria das massas, a unidade que eleva todos a uma boa conexão. Quando nós aspiramos a unir em igualdade de condições, nesta aspiração coletiva, encontramos um poder sobre o qual não tínhamos idéia anteriormente. Isso funciona para todos, crianças e adultos, jovens e velhos, mulheres e homens. Todos podem compreender um único mosaico.

Ao mesmo tempo, cada um de nós se transforma para ser cada vez mais complexo. Nosso “quebra-cabeça” comum é realmente um sistema complexo. Mas não há nada com que se preocupar aqui; no momento em que aspiramos à unidade, os componentes do sistema começam imediatamente a revelar diante de nós um quadro geral de integração e plenitude mútua.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabalá 06/05/13, “A Garantia Mútua”

Algemados

Dr. Michael LaitmanNosso problema é que nós estamos “algemados”, capturados na rede que nos une, que nos encerra e determina todos os nossos valores. Nós só precisamos nos vestir de certa maneira, comer determinado alimento, trabalhar como prescrito, nos comportar como é aceito e aderir ao modo padrão de pensamento.

Nós não temos nossos próprios gostos, mas temos esses hábitos que a sociedade nos “alimenta com uma colher”. Ela nos dá nossas crenças e ações; ela nos afeta agora através de seus canais, alguns dos quais não podem ser reconhecidos nem rastreados. Nós não podemos bloqueá-los por nenhum mecanismo de proteção que bloqueie os pensamentos e desejos de um grande ambiente.

Como resultado, a pessoa não sabe quem ela é. Afinal, ela é colocada no sistema, programada e preenchida com mensagens que inicialmente não têm nenhuma relação com ela. Não há nada que você possa fazer sobre isso, você não pode eliminar ou removê-las de si mesmo. Mesmo o desejo de escapar dessas garras também é implantado em nós por este sistema. Acontece que eu tenho acumulado pensamentos e desejos que não são meus, e eu mesmo não existo.

Embora eu não seja livre e seja “criado” pelo ambiente, apenas o ponto no coração, se ele desperta em mim, me dá a oportunidade de construir em mim algo que não depende de nada nem de ninguém, algo causado por outro mundo.

No meu mundo, eu já estou “acabado”, “preparado”. Aqui, eu nunca vou alcançar meus próprios sentimentos, razão, e ações independentes. Eles inicialmente não podem ser meus, porque tudo que eu tenho, eu recebi de outro, do mundo.

No entanto, este “macaco” é capaz de assumir uma forma diferente: a forma do ser humano (Adão), semelhante (Domeh) ao Criador. Se o ponto despertou no meu coração, eu posso desenvolvê-lo pelos meus próprios esforços num ambiente especial, eu posso construir um mundo completamente diferente. Eu crio uma “bolha” no meio do nosso mundo, e me desenvolvo livremente nela somente se realizo o meu livre arbítrio.

No entanto, eu também obedeço, mas obedeço por minha própria vontade, de acordo com minhas próprias decisões, entregando-me diante do meu novo e singular ambiente, com seus valores únicos. Esta é a única forma. Eu não possuo nada.

Assim, ao aceitar a influência do ambiente externo, eu estou no “exílio”. Por outro lado, colocando-me sob a influência do ambiente especial, eu me esforço para sair do exílio e, finalmente, me livro da influência da sociedade externa e egoísta do “senhorio”.

Entende-se disso que o exílio para o povo de Israel significa recuar sob a influência do vasto mundo externo e da assimilação de costumes estrangeiros, dos valores externos, substituindo pelo ama ao próximo como a si mesmo. Por outro lado, ao tentar sair do exílio, nós estamos construindo o ambiente que será impregnado com os valores de amor e doação. Isso é possível por meio da sabedoria da Cabalá ou por meio da educação integral. De qualquer maneira, há apenas um meio: o ambiente que coloca a unidade acima de tudo.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabalá 12/08/13, Escritos do Baal HaSulam

Egoístas Requintados

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Paz no Mundo”: A verdade é que a raiz de toda essa desordem dentro de nós não é mais do que o atributo acima mencionado da singularidade, que existe dentro de cada um de nós, seja mais ou menos.

E apesar de termos esclarecido que se trata de uma sublime razão, que este atributo se estende a nós diretamente do Criador, que é único no mundo e a Raiz de todas as criações, ainda assim, como resultado da sensação de singularidade, quando ela se assenta dentro do nosso egoísmo estreito, ela influi ruína e destruição até se tornar a fonte de todas as ruínas que houve e haverá no mundo.

Ninguém vai fazer qualquer progresso até que nós percebamos o grau de nossa singularidade que nos foi dado pela natureza. Todos devem ver plenamente seu egoísmo em sua forma autêntica. Isto é, neste plano material, neste mundo (a maneira como o percebemos) antes de tudo, nós devemos compreender os fundamentos e perceber a magnitude do nosso desejo de agir exclusivamente por nossa própria causa.

No final, nós vamos descobrir que nós somos os únicos a quem levamos em conta e que nunca hesitamos quando se trata de “negligenciar” os outros; nós sempre fazemos o que queremos com os outros, se isso nos traz inclusive uma pequena gota de prazer. Quando analisamos os nossos cálculos, nós vemos que não nos importamos com nada além de nós mesmos, e que, aos nossos olhos, uma partícula mínima do nosso prazer é igual às aflições de todo o mundo. Deixe este reino desaparecer, queimar ou continuar sofrendo para sempre!

A menos que nós descubramos esta condição internamente, nós não nos “familiarizamos” conosco mesmos. Na verdade, é a realização do atributo de singularidade, ou seja, a realização da inclinação ao mal.

É extremamente difícil revelar isto dentro de nós mesmos. Mesmo se admitirmos a nossa maldade, ainda assim não concordamos com ela internamente. A inclinação ao mal não nos permite atravessar o processo de autoanálise, nem nos deixa visualizar ou sentir a nossa natureza, nosso egoísmo requintado, nosso “eu-ismo”, que nos obscurece a imagem inteira do mundo, nem deixa qualquer espaço para outra coisa. É como se os outros simplesmente não existissem; nós somos simplesmente incapazes de levá-los em consideração. Eles estão fora do nosso alcance de percepção. Este tipo de consciência é um passo essencial no caminho para a correção.

Pergunta: Por que o nosso egoísmo oculta a verdade de nós?

Resposta: É uma defesa natural. Nosso egoísmo não quer que soframos. Se nós víssemos todo grau de maldade que temos, nos esforçaríamos em nos livrar dela. É por isso que o nosso egoísmo esconde a verdade de nós: ele mostra um pouco a borda da tampa e depois volta a cobri-la. Isso é organizado desta forma para nos fazer afundar cada vez mais fundo, até que atinjamos o fundo, a realização máxima. Nesse momento, nós estamos prontos para a ajuda da Luz.

Até então, nós não estamos “equipados” para isso; nós só iríamos resistir ao nosso desejo de autocorreção, fugiríamos no último momento. Se nosso egoísmo não nos protegesse das sensações negativas que experimentamos por causa da nossa consciência de nossa essência egoísta, não seríamos capazes de continuar o nosso trabalho.

Isto explica por que um processo cognitivo acontece em “solavancos”. Há pouco nós fomos surpreendidos por nossas iniquidades, mas a cortina se fecha, e mais uma vez nos pegamos tendo pensamentos vis sobre os outros: “quem me dera que ele estivesse morto! Por que eu preciso dele afinal? Ele está no meu caminho…” E mais uma vez ficamos chocados com nossa malevolência, mas nos esquecemos disso novamente. Geralmente, cada atributo é emparelhado com o seu oposto. Caso contrário, não seríamos capazes de penetrar na profundidade.

De qualquer forma, se não aspirarmos ao bem, nunca vamos reconhecer nossa malevolência. É uma regra universal que funciona em todos os estados que atravessamos. Nós buscamos benevolência e doação; nós queremos ficar com nossos amigos; nós levamos a cabo nosso grande objetivo sem hesitação, sem olhar ao redor, sem “rodeios”. No entanto, em vez de benevolência, nós descobrimos solidão, destruição e caos.

Diz-se: “Faça o que puder”. Isso significa que o indivíduo deve ser um “bom menino” e aspirar ao objetivo teimosamente e firmemente. Neste caminho, a pessoa aprende muitas coisas e se torna mais inteligente, mas o principal é continuar avançando e agindo.

Pergunta: Nós podemos nos preparar com antecedência para a revelação do mal, , para que possamos corrigi-la imediatamente?

Resposta: Não, nós nunca devemos nos preparar para o mal. Uma pessoa que trabalhou num circo me disse uma vez que os acrobatas têm uma regra muito importante: antes da apresentação, eles verificam onde poderiam cair. Eles sabem de antemão onde aterrissarão se caírem, e que posição vão manter enquanto caem.

Na espiritualidade, há um análogo para este treinamento. No entanto, nós trabalhamos para não cair. Nós sempre devemos aspirar a avançar. Sim, nós temos que preparar a “retaguarda”, mas nossos olhos devem ver o objetivo à frente. Nós ão temos a intenção de recuar.

Por Que A População Mundial Cresce?

Dr. Michael LaitmanPergunta: Qual é a maneira mais fácil de explicar às pessoas que estão distantes da Cabalá que a alma é eterna e imutável, apesar do fato da população mundial estar crescendo?

Resposta: A população mundial aumenta como resultado da maior fragmentação da alma comum. Visto que nós estamos caindo o tempo todo, perdendo cada vez mais o apoio espiritual, o egoísmo torna- se maior. Para que possamos corrigi-lo de uma maneira mais fácil, as partículas da alma são cada vez menores. Caso contrário, nós não seremos capazes de lidar com esse enorme egoísmo.

A alma é uma para todos, e nós somos todas as suas partículas. Na medida em que podemos nos adequamos, nós descobrimos essa propriedade, este vaso, que é chamada de “alma”.

Da Convenção em Krasnoyarsk 14/06/13, Lição 2

Jogue Todo O Poder Para A Matéria Principal

Dr. Michael LaitmanA primeira vez que houve uma alienação verdadeiramente egoísta entre as pessoas – o desejo de separar-se – foi na antiga Babilônia. O egoísmo cresceu, e esta foi a razão pela qual as pessoas começaram a se distanciar entre si. Como se costuma dizer, elas já não se entendiam. Foi então que a sabedoria da Cabalá surgiu.

Ela foi revelada a um dos sacerdotes na Babilônia antiga, Abraão, que descobriu a nossa dependência do egoísmo e entendeu que este egoísmo começou a se desenvolver de propósito. Foi quando ele apareceu abruptamente, fazendo com que todas as nações da antiga Mesopotâmia se dispersassem por todo o mundo.

Então, a sabedoria da Cabalá foi revelada, que basicamente dizia que as pessoas devem se unir, apesar do egoísmo. Isso é muito difícil e além das capacidades humanas, mas nós precisamos entender que esse é o desafio da natureza, e nós precisamos agir desta forma. “Se nós nos unirmos e mantivermos a mesma unidade que tínhamos antes da eclosão do egoísmo”, Abraão pregou, “então, o tempo todo, vamos subir acima do egoísmo. À medida que ele crescer, nós vamos manter a unidade e subir mais alto”.

Portanto, diz-se nas fontes principais que no passado todas as pessoas eram como uma família. Todos falavam a mesma língua, todos se entendiam, e todos estavam perto um do outro. Eles viviam uma vida simples e comiam a mesma comida. Mesmo que alguém fosse mais rico e outro mais pobre, isso não se refletia muito em seu modo de vida. Todos comiam peixe seco (era em abundância na Mesopotâmia), pão, cebola, alho, e alguns produtos lácteos. Isso é tudo em geral. Isso era tudo o que tinham, mas todo mundo tinha. Ou seja, as pessoas tinham pouca preocupação sobre como se alimentar. A terra era fértil, tudo era bom, e todos viviam da mesma forma até o surto de egoísmo.

É por isso que a sabedoria da Cabalá, revelada por Abraão, baseia-se no fato de que as pessoas praticamente têm que viver da mesma forma, satisfazer as suas necessidades naturais na forma que o corpo exige, isto é, normalmente, de forma racional, e tudo mais, todas as outras forças, deve ser aplicado em subir acima do seu egoísmo.

Abraão falou sobre o egoísmo, que começou a aumentar e crescer rapidamente. Ele atraiu alguém ao negócio e outro em outra coisa. Todos queriam ser mais do que os outros, melhor do que os outros, mais forte, mais importante, e assim por diante. “Devemos, ao contrário, permanecer no mesmo nível”, disse Abraão, “ou, muito possivelmente, subir, mas, ao mesmo tempo, a fim de melhorar a nossa vida, mas também para ser uma comunidade, como uma família”. Numa família, as pessoas cuidam de todos igualmente, para que todos tenham o que precisam em relação às suas necessidades, e, para o restante, as forças devem ser aplicadas apenas para elevar-se acima do egoísmo. Esta atitude para com o nosso desenvolvimento é a base da Cabalá.

No entanto, a maioria não deu ouvidos a Abraão e eles seguiram o caminho egoísta do desenvolvimento, com exceção do grupo de pessoas que ele havia reunido. Ele era governado pelas leis de doação. As pessoas proviam as necessidades básicas umas às outras e, ao mesmo tempo, todo mundo ascendia de acordo com suas habilidades, e todas as outras forças eram investidas em estar conectados. Se as pessoas agem dessa forma, a força superior da natureza (podemos chamá-la de Criador) começa a ser revelada nas relações entre eles, e eles sentem o próximo nível de existência, e não a natureza inanimada, vegetal e animal que sentimos hoje, constantemente se preocupando com o bem-estar do corpo, seus prazeres, satisfação, conforto, mas o próximo nível.

Este nível é chamado de “ser humano” ou “Adão”, da palavra “similar” (Domeh), similar ao Criador, à força superior, à força de doação e amor, que na verdade está dentro natureza que gere, governa, e desenvolve-o. Isto é o que foi descoberto e o que estava escondido há milhares de anos e está começando a ser revelado novamente hoje.

Os últimos Cabalistas do nosso tempo são Baal HaSulam, Rabash, você e eu. Além disso, nós não estamos apenas mostrando como eles fizeram. Nós estamos começando a perceber isso, e, é claro, a realização é feita não a partir do nível da antiga Babilônia, onde as pessoas eram como uma família no mesmo nível. Então, talvez tudo era simples, mas obviamente a história posterior seria diferente.

A humanidade precisa desenvolver o seu egoísmo e desenvolvê-lo bem até a percepção de que ele realmente está nos arruinando. Em vez de todos os bens que ele tinha nos prometido, nós nos encontramos perdidos, imperfeitos, não tendo conseguido nada. Nós tentamos viver melhor e, no final, passamos todos esses anos nisso, todas essas oportunidades que temos neste estado, em nossas vidas.

Portanto, hoje nós começamos um nível completamente diferente, o nível final, egoísta e completo do desenvolvimento do mundo. Na verdade, o egoísmo vai crescer muito mais, mas no próximo nível, as pessoas já começarão a se ocupar com a unidade e avançar para a próxima fase de desenvolvimento.

Da Palestra antes da Convenção em Krasnoyarsk 12/06/13

Contra O Anseio Egoísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Você diz que toda a humanidade é um sistema fechado que não pode ser despertado. Em seu tempo, um homem da Academia Bridanski e seus seguidores escreveram sobre isso. Hoje, isso se tornou claro para todos, mas você ainda tem a sensação de que é possível lidar com o sistema como ele é, para corrigir sua orientação.

Resposta: Eles estão tentando fazer isso com a União Europeia, mas será que estão conseguindo? E os norte-americanos também estão tentando agir, de uma suposição de que o mundo está mutuamente ligado. Mas tanto na América quanto na Europa eles não entendem este sistema de ligação mútua. Os norte-americanos têm perdido bilhões de dólares no Iraque, e o que isso trouxe? Nada, eles só têm destruído a nação, as conexões, e nada mais do que isso. E agora, a América precisa sair calmamente.

O que aconteceu na Europa? Eles já não transformaram o Mercado Comum num “mercado coletivo?” Eles decidiram unilateralmente “ligar” todos com todos. Certamente isso só levou a uma crise descoberta numa forma ainda maior. Não se sabe se eles podem simplesmente desconectar filiações anteriores.

Pergunta: É possível gerenciar o sistema de alguma forma?

Resposta: É impossível se as pessoas não mudarem. A pessoa precisa mudar. Ela precisa pensar de forma diferente, sentir o mundo como parte integral e ela própria como parte do mundo integral. Isso não existe nas pessoas. Nós ainda somos egoístas e ninguém pensa que o mundo inteiro depende dele, e que ele depende de todo o mundo. Isto não aparece em nós.

A ideia é que regras gerais operam aqui, leis e tendências totalmente diferentes. Nós subimos a tal nível do desenvolvimento humano, onde as leis integrais operam. Estas são leis de um sistema analógico, onde todo mundo depende de todos. O início, o fim, o meio, tudo está mutuamente ligado, e em cada momento tudo se encontra em equilíbrio, como um sistema auto-regulador que suporta e estabiliza a si mesmo.

Toda a natureza é assim e nós precisamos nos tornar como ela para estar dentro dela: Para começar a sentir toda a natureza, a comunicação, a harmonia, a integralidade, e a nós mesmos como parte inseparável dela. Por causa disso, nós precisamos mudar a nós mesmos completamente, e não entrar com nossas “botas” egoístas. Nós precisamos alcançar constantemente o nível de uma vida de participação social, de igualdade, o nível de reciprocidade. Isto não é encontrado em nós, e este é um trabalho que precisamos fazer contra nossas inclinações egoístas.

De KabTV “Através do Tempo” 17/03/13

Se Eu Ficar Doente Eu Recorro Aos Amigos

Rabash, “Faça de si um Rav e compre para si um amigo – 2”: Foi escrito no livro Matan Torah (A Entrega da Torá), que uma pessoa não se impressiona com a sociedade ou toma sua apreciação de algo, a menos que ele olhe a sociedade como sendo maior do que ele próprio. Esta é a razão pela qual cada um deve sentir que ele é o menor de todos eles, uma vez que quem é grande não pode receber de alguém que é menor do que ele, e muito menos ficar impressionado pelas suas palavras. Pelo contrário, é apenas o menor que se impressiona através da apreciação do maior.

Esta é uma das recomendações de como uma pessoa tem de organizar os seus pensamentos, os seus desejos e as suas atitudes, a fim de alcançar o objetivo. Naturalmente o objetivo final está no pensamento inicial, mas, para que uma pessoa o alcance, tem de o construir do ponto final para o começo.

O conselho pode ser geral e individual. O conselho geral é, desde a fundação para o conselho do indivíduo, e é nossa obrigação de seguir o espírito do conselho geral. O conselho individual refere-se a pensamentos específicos que, de repente uma pessoa tem, mas a base tem de ser sólida e comum a todos.

É por isto que é necessário sentir a importância do grupo e tem de ser tão forte e grande quanto possível, o que significa grande em quantidade e qualidade. É porque uma pessoa é um desejo de receber. Tudo começa a partir do ego que deve de ser corrigido. Então, temos que pensar sobre o que funciona de forma mais eficaz sobre o meu ego, no meu desejo de receber, que membros da sociedade.

Alguns podem influenciar-me, e alguns não podem. Eu preciso de ser como um médico objectivo, um estranho que está a cuidar deste paciente, a cuidar do meu desejo de receber, que eu tenho de curar. Então, eu preciso de conferir que sociedade é que eu preciso para isto e quais as pessoas que me impressionam, e que as ações, e que doação deveria eu pedir dos amigos. Quando eu estou doente é-me autorizado a pedir ajuda aos amigos, uma vez que é dito: “Eles devem de se ajudar uns aos outros”

Quando nos reunimos, nós temos que louvar a sociedade e falar da sua grandeza, e de seguida, falar sobre as medidas necessárias, pelas quais alcançamos o amor dos amigos, e do amor dos seres criados nós alcançamos o amor do Criador. Então eu posso aconselhá-los e pedir-lhes para realizarem tais ações que eu acredito que irão afetar o meu desejo de receber de forma mais eficiente.

Devemos de ter esperança, esperar, espectar, e verificar, se o nosso sentimento perante o amor dos amigos e proximidade uns dos outros está em crescimento constante, e se eu sinto ajuda de cima com isto significando, a doação da Luz que Corrige. Devemos de nos verificar constantemente a nós mesmos: que mudanças ocorrem de um dia para o outro, de uma semana para a outra, e se sentimos as mudanças à medida que se nos aproximamos dos amigos, a crescente importância, a necessidade e o fortalecimento das nossas ligações. Eu verifico as minhas subidas e descidas de acordo com este critério e não de acordo com o meu estado de humor. Assim, nós avançamos.

Da Preparação da Lição Diária de Cabalá 23/5/13

A Tecnologia Da “Sabedoria da Multidão”: Uma Imagem Unificada

Pergunta: Num grupo integral todos precisam ser humildes para com os outros e ao mesmo tempo estar acima de todos. O que é que isso significa?

Resposta: Quando discutimos algo, unimo-nos entre nós, nutrimo-nos uns aos outros. Suponha que o nosso amigo está falando. Assim, por um lado, aparentemente tentamos compreendê-lo, senti-lo, estar junto com ele. Por outro lado, quando estou falando, então todos estão incluídos dentro de mim.

Acontece que quando o meu amigo se expressa, eu me anulo completamente e tento absorver tudo o que ele está a sentir e a pensar, no coração e na mente. E quando é a minha vez, eu trago tudo de mim, e todos estão incluídos em mim de forma idêntica. Este é a primeira e a mais pequena condição.

Adicionalmente, as pessoas precisam entender que eles têm de subir acima do ego e não olhar para os rostos dos outros: Eu não gosto dos teus óculos, eu não gosto do nariz dele, do seu cabelo, e assim por diante. Isto significa, que me despojo completamente, na minha participação na conversa, da aparência externa. Nós tentamos reunir nossas emoções, coração e mente juntos. E quando este coração partilhado e esta mente partilhada, ou seja, os sentimentos e pensamentos que representam cada indivíduo se unem, isto cria uma imagem unificada, que é chamada de “multidão” ou um “grupo”, caso contrário, isto não é nenhuma multidão.

No nosso mundo, consideramos como uma multidão a população que se reúne na praça da cidade para bater em alguém. É muito fácil de influenciar uma multidão comum. Isto não é assim na sociedade integral. Neste grupo de pessoas, uma proteção clara aparece. Na verdade, nenhuma força externa pode- lhes fazer alguma coisa, porque eles sobem para um outro nível, trabalhando numa outra frequência.

Quando as pessoas criam uma imagem unificada, todos os nossos estereótipos terrenos usuais, perturbações e influências não os afetam – eles têm outro nível de percepção.

Do programa “A Sabedoria da Multidão” 06/05/13 de KabTV

Substituição Para A Dependência Egoísta

Dr. Michael LaitmanPergunta: Onde as pessoas podem encontrar força para fazer a transição para a motivação integral? Nós costumamos falar da crise e de outros problemas, o que nos empurra para a unidade, mas talvez haja um toque suave ou uma transição em fases para o sistema integral?

Resposta: Na verdade, isso não pode ser feito mecanicamente. Esta é a primeira vez que a natureza se expressa muito nitidamente como uma única lei de um único sistema em relação à humanidade.

Nós chegamos a um estado em que crescemos egoisticamente. Nós temos nos desenvolvido como egoístas ao longo de muitos anos, e, desta forma, a natureza estava nos empurrando para frente.

É por isso que em vez de exibir a integralidade, a rede de conexão comum sempre mostrou sua interdependência egoísta: um queria ganhar mais dinheiro, ter uma vida melhor, outro queria governar, conquistar alguém, e assim por diante. E nós percebemos todas essas coisas. Esta rede de conexão sempre aparecia entre nós, e à medida que ela manifestou através da comunicação humana, novas nações e continentes se juntaram a ela, mas nada disso era integral. Não havia nenhuma dependência mútua entre elas.

Considerava-se que quando eu conquisto alguém, este se torna dependente de mim, e vice-versa, e isto se aplica a tudo: arte, ciência, tecnologia, guerra e política. O egoísmo sempre nos controlou de uma forma simples e direta. Eu pressiono e recebo o que preciso.

Esta rede consiste de uma combinação de forças egoístas que estavam numa luta constante entre si, desta forma; elas controlavam nações, a humanidade e a civilização num certo grau.

No entanto, a partir do século XX, uma dependência completamente diferente começou a se manifestar: especificamente a dependência entre essas forças, e não simplesmente uma inclinação para estar uns contra os outros que força a humanidade a combater sem piedade. De repente, nós começamos a entrar em sintonia com o outro de alguma forma.

Acontece que você não pode simplesmente destruir uma pessoa, porque ao fazê-lo, você destrói uma parte de si mesmo, um potencial do seu próprio desenvolvimento e existência. Em outras palavras, nós descobrimos uma forte necessidade de cada nação em cada elemento da rede comum.

Isto pode ser muito bem visto utilizando o exemplo da ecologia. O que nós receberíamos se destruíssemos as moscas? Qual seria a consequência da destruição dos lobos? No entanto, esta não é a forma como as coisas costumavam ser. Acontece que nós não tínhamos tanto poder sobre a natureza. Nós não tínhamos a capacidade de fazer com ela o que quiséssemos.

Principalmente, não havia integração. Não havia manifestação de qualidade dela. Nós só começamos a descobrir esta mútua dependência no início do século XX. Vladimir Vernadsky começou a escrever sobre isso naquela época.

A integralidade está aumentando e continuará a se manifestar. É por isso que precisamos pensar sobre como podemos ajudar a humanidade a perceber isso.

De KabTV “A Sabedoria das Massas” 06/05/13