Textos com a Tag 'Egoísmo'

Veneno Na Ponta Da Espada

Dr. Michael LaitmanBaal HaSulam, “Introdução ao Livro, Panim Meirot uMasbirot“, Item 19: O anjo da morte vem com uma espada desembainhada com uma gota de veneno em sua ponta, a pessoa abre a boca, ele joga a gota dentro, e ela morre.

O anjo da morte é o nosso ego que nos isola e nos afasta da espiritualidade o tempo todo. Obviamente, ele faz isso de acordo com esse método, de acordo com o plano geral pelo qual precisamos avançar. Ele tem que crescer para justificar o seu nome, o anjo da morte.

Atualmente, nós vemos que uma crise mundial foi revelada. A humanidade está gradualmente começando a entender que o problema não está numa economia ruim, nem na família quebrada, mas sim na própria natureza humana. Isso significa que não vamos sair da crise através de uma simples mudança do sistema externo. Finalmente, nós chegamos a um entendimento de que o anjo da morte vive dentro de nós e está nos matando. Nós devemos matá-lo nós mesmos, antes que ele nos mate. Com frequência, ele intencionalmente nos isola cada vez mais da boa vida, para que possamos sentir que temos que matá-lo.

A espada do anjo da morte é a influência da Sitra Achra, chamada de “Herev” por causa da separação que cresce de acordo com a medida da recepção, e a separação a destrói.

A pessoa não está preparada para se abster de utilizar o seu ego. Nós vemos que as pessoas continuam a se comportando egoisticamente, mesmo que saibam que estão prejudicando a si mesmas. No entanto, elas são obrigadas a usar o seu desejo de receber e, finalmente: a pessoa é obrigada a abrir a boca, já que é preciso receber a abundância para o sustento e persistência de suas mãos.

Portanto, nós estamos nos matando de geração em geração, retornando repetidamente a este mundo com um desejo cada vez maior por prazer e, novamente, engolindo aquela gota mortal: No fim das contas, a gota amarga na ponta da espada a alcança, e isso completa a separação até a última centelha do seu espírito da vida.

As pessoas devem finalmente entender que usar o desejo de receber as mata. Não importa o quanto nós ardemos com uma nova esperança de explorá-lo, procurando diferentes formas e tentando superá-lo, apesar de tudo isso, nós entendemos que a nossa natureza está nos obrigando a matar a nós mesmos.

O anjo da morte se mata, mostrando-nos o que está nos fazendo morrer. Ele nos desperta para lutar contra ele. Isso lembra a história do exílio do Egito. No começo, parecia que o Faraó era bom! Com sete anos de fartura, abundância absoluta, parecia que tínhamos conseguido controlar o anjo da morte, e ele estava do nosso lado.

No entanto, no final, nós começamos a sentir os sete anos de fome. Este não era mais o mesmo Faraó. O anjo que nos levou durante toda a vida de repente se tornou cruel. Nós costumávamos pensar que tudo na vida está na nossa frente: com todas as oportunidades do “sonho americano”, vamos continuar progredindo, recebendo mais e mais da vida. Parecia-nos que o mundo inteiro se abria diante de nós para o nosso benefício.

De repente, nós descobrimos que estamos presos dentro deste mundo. Cada dia se torna mais e mais escuro, apertado e horrível, ameaçando nos matar, e por fim, percebemos que o problema não está no mundo. Pelo contrário, está em nós, na natureza egoísta que se encontra dentro de nós e nos inspira a vida, no nosso anjo, ou seja, o nosso poder interno.

Assim, ele está, basicamente, cumprindo o seu papel, como o Faraó que aproximou os filhos de Israel do Criador. Este é o anjo que, por meio da oposição, realiza seu trabalho fiel. Um anjo é uma força da natureza que não tem escolha, uma parte do programa global que age até que, finalmente, sentimos que não temos escolha, e devemos fugir dele.

Da Convenção dos Homens “O Próximo Passo” 26/4/13, Lição 1

Doação Virtual

Pergunta: O que obriga uma pessoa a sair do estado de Bina, de Hafetz Hesed?

Resposta: Nós nunca deixamos o estado de Bina, ou Hafetz Hesed, mas somente o acrescentamos. Na espiritualidade nunca perdemos um estado, mas sempre subimos mais alto na escada. Se eu permanecer no estado de Hafetz Hesed, “ doar a fim de doar,” Eu vou cair na intenção de “a fim de receber” para mim. “Doar a fim de doar” é o nível mínimo que eu tenho que estar.

Eu construo estados mais elevados de “Hafetz Hesed” , acima deste com cada vez maior espessura (Aviut) do desejo até ao estado infinito de doar para doar. Eu começo a arranjar doação adicional sobre este estado de Hafetz Hesed em que eu não preciso de nada e estou feliz de estar a viver na floresta, não me preocupando com nada e sem mesmo uma camisa.

No estado de Hafetz Hesed eu não doou de forma alguma. Isso é chamado de “doar a fim de doar”, mas eu não tenho nada para doar. É como se eu ao doar desse modo estivesse a desistir do meu ego, o que faz de mim aquele que doa. É como uma mãe que pede à criança ” Faz-me um favor, para de fazer tanto barulho” Ela não produz nada de benéfico, ela não dá nada aos outros, ela só se acalma. Isso significa que ela está fazendo o favor à sua mãe.

Este é o estado de Hafetz Hesed, que significa que eu paro de brincar com o meu egoísmo, eu não quero isso, eu quero ficar totalmente despido e me dedicar totalmente à minha mãe, ouvindo tudo o que ela me diz. Eu não faço nada de bom ainda, como ela pode esperar de mim, mas eu já parei de fazer coisas ruins, como ela me pediu. Isso é chamado de “doar a fim de doar”.

No geral, eu não lhe dou nada exceto por prazer “virtual”. Eu parei de fazer barulho, de quebrar coisas, de gritar e de ser selvagem, e é isso. Isso significa que eu alcancei o estado de Hafetz Hesed, que só é possível por cima da espessura mínima do desejo até Ein Sof (Infinito).

Mas acima disso eu já começo a receber a fim de doar, para fazer algo que a mãe deseja: ajudá-la com o trabalho doméstico. Isto já é acima de doar a fim de doar, isto é doação real.

Da 3ª parte da Lição Diária da Cabala 08/04/13, O Estudo das Dez Sefirot

A Revelação Do Egoísmo É O Maior Presente Do Criador

Dr. Michael LaitmanPergunta: Eu estou muito animado com a sua declaração às mulheres e eu acho que está certa, especialmente depois da experiência que eu tive como resultado do exercício que você sugeriu: tentar se aproximar da unidade e se vocês acharem que criticam suas companheiras, atribuam isso ao Criador.

Como resultado deste exercício, eu descobri que a minha atitude não só em relação aos meus amigos, mas em relação a absolutamente todos (exceto meus filhos), é crítica. É como um instinto, como respirar, que você não percebe. E quanto mais você faz isso, mais ele persiste. Apesar do fato de que eu continuo a atribuir isso ao Criador, ele está crescendo, e eu simplesmente não tenho força até ter nojo. Às vezes há um desejo de ter alguém me limpando.

O que eu posso fazer com isso, se é a minha natureza? Os homens não têm isso; eles são muito mais puros. Como nós, mulheres, podemos ajudar uma a outra a encontrar e corrigir essa qualidade?

Resposta: Somente quando a pessoa se esforça em se unir no grupo de acordo com o método da Cabalá é que ela descobre em si mesma as forças que se opõem a isso. Essas forças são chamadas de egoísmo. E todos os outros desejos para “pegar” mais para si mesmo existe em todos, mesmo nos animais, e do ponto de vista da Cabalá não são considerados egoísmo.

O que fazer? O mesmo que os homens fazem, que também têm isso, mas de uma forma diferente. A revelação do egoísmo (o Faraó) é o maior dom do Criador, porque isso traz a necessidade de recorrer a Ele por ajuda! E voltar-se a Ele leva a Sua revelação!

Salto De Nachshon

Pergunta: O povo de Israel estava com medo de pular para o mar Vermelho (Yam Suf – Mar Final) até Nachshon decidir fazer isso. Parece que não foi fácil de fazer.

Resposta: Isso realmente não foi fácil. Vemos que as dificuldades aparecem em todas as fases do processo espiritual. Sempre há aqueles que estavam prontos para voltar atrás. O nosso ego é tão multifacetado que não é imediatamente possível abandoná-lo, afastar-nos dele, ou pelo menos constatar que este é ruim.

É difícil para uma pessoa anular-se perante os outros. Se eu não agir primeiro, isto quer dizer que eu preferiria que fosse alguém a fazê-lo. Será que isto é um desejo por amor e união? É verdade que, naquele momento, este assunto ainda não estava claro. E percebemos isso depois do “bezerro de ouro” e muitos outros problemas que haveriam de aparecer.

Pergunta: O que representa ” o salto de Nachshon”?

Resposta: Em uma pessoa há uma característica que representa prosseguir com fé acima da razão: “Minha morte é melhor para mim do que a minha vida”. Então, a pessoa pula ao mar e o que será, será. Certo é que não se está falando sobre o nosso estado presente. A ação que é chamada “salto de Nachshon” exige preparação.

Ela é necessária a fim de se passar para a próxima fase, mas estamos nós preparados para realizá-la? Entretanto, estamos longe de compreender isso embora esse momento se aproxime rapidamente. Não há dúvida de que nos encontramos em estádios de rendição. Na conexão dos corações está a ideia de paz e plenitude, nesta está a nossa salvação, isto precisa de vir como uma alternativa para a atual situação no Egito. Portanto todo o nosso trabalho, aprendizagem e divulgação são direcionados para a conexão e unidade. Só com a ajuda da conexão e de uma boa relação mútua podemos ser salvos.

De KabTV de “Cabalistas escrevem: A Noite da Páscoa Seder” 04/03/13

Sob O Jugo Do Ego

Pergunta: Será que o povo de Israel já sabia que estavam sob o domínio do ego?

Resposta: Certamente. O grupo de Abraão, Isaac, Jacó e seus filhos sabiam. O povo de Israel realizou um trabalho espiritual grande durante todas essas gerações a partir de Abraão quando deixou a Babilônia e entraram no Egito.

Hoje não é só o povo de Israel, mas sim o mundo inteiro também, que estão começando a descobrir que eles estão no Egito.

Mas isto não significa que o mundo está andando para trás. Não faz diferença o que aconteceu antes, pois na Torá não existe o conceito de “antes” ou “depois”. Hoje, o mundo compreende que é encontrado sob o jugo do ego, que está nos destruindo, levando a um abismo e destruição. O mundo inteiro já sente isso. Os “sete anos de abundância” terminaram, durante o qual o ego jogou a nosso favor.

Queríamos prosperar em uma sociedade de consumo, e constantemente aumentámos a taxa de crescimento. De ano para ano, celebrámos o sucesso, mas hoje tudo está terminado. A descida começou, tudo está desaparecendo. Mesmo que os líderes e os banqueiros tentem com todas as suas forças segurar o passado, de dia para dia a condição se torna mais grave. As pessoas entendem que o problema está na pessoa.

Progressos no desejo de adquirir e ser bem-sucedido se tornou impossível, porque o desejo em si mudou. A moda tornou-se repulsiva para nós; ficamos cansados de propaganda irritante que nos convida a comprar coisas desnecessárias. Bens duráveis, como frigoríficos, ar condicionados e televisores, estragam-se rapidamente, pois os fabricantes beneficiam de nossas compras de novos produtos, permitindo-lhes lucros à nossa custa. Através disto, somos arrastados para um ciclo interminável de trabalho, e por isso trabalhamos 10 a 15 horas por dia.

Aos poucos, está se tornando claro que esta abordagem à vida é inaceitável. Nosso ego está nos destruindo e quando entendermos isso, vamos sentir que estamos no Egito, a serviço do ego. Mas isso ainda não é tudo. A sensação de que o ego está a destruir-me e não me deixa viver não é suficiente. Eu preciso pensar em como superá-lo e organizar minha vida de uma forma diferente, não na recepção, mas em doação e em relação a outras pessoas. Uma vez que esta ligação está sendo revelada hoje em todo o mundo, devo estar incluído nela, caso contrário, vou ser encontrado em conflito com o desenvolvimento natural.

Através da conexão com outras pessoas em todo o mundo e tornando-se um sistema unificado integral, fico incluído nele e começo a existir dentro de si harmoniosamente. Caso contrário, vou estar perdido e vou ter que suportar todos os tipos de golpes.

Mas como eu posso deixar o ego e conectar bem com as pessoas? Através do meu desejo por isso, eu começo a sentir o quanto ele trava-me, me puxa para trás. E aqui a luta entre mim e meu ego começa. Eu torno-me como Moisés, meu ego torna-se como Faraó, e começamos a lutar sobre o resultado.

Do programa da KabTV: “Cabalistas escrevem: A Noite da Páscoa Seder” 04/03/13

O Que Me Detém?

Baal HaSulam “Introdução ao Livro do Zohar,” Item 10: É assim porque Ele não tem interesse na receção, somente na doação, enquanto que as Klipot não querem nada de doação, mas apenas para receber para si mesmas, para seu próprio prazer, e não há maior oposição do que isso.

Pergunta: O que é um Klipa?

Resposta: A Klipa é algo que me impede de ficar mais perto do Criador. Eu reconheço-a como a força que coloca obstáculos na minha frente.

Na verdade, o que me pode impedir?

Eu quero aproveitar, e isso significa todos os tipos de prazeres me impedem, eles distraem-me, levam-me para longe da semelhança com o Criador, e impedem-me de avançar em direção à unidade e doação. Estes são os prazeres que são chamados de “sujeira”.

Assim, a Klipa é algo extremamente agradável. Vamos dizer, eu gosto de relaxar em casa mais do que para participar do encontro de amigos. É mais agradável para mim não pensar sobre o mundo e a correção, mas sobre o que vai acontecer comigo pessoalmente. É mais gratificante para mim cuidar dos meus filhos do que dos meus vizinhos.

Mas a Klipa real é quando eu sinto que avanço em direção ao Criador ao longo de um determinado caminho e, assim, posso trazer-lhe prazer, mas de repente eu descubro que é mais agradável e confortável desviar-me em algum lugar, distrair-me com alguma coisa. Isto é o que a Klipa é: parece segurar-me pela minha roupa e puxar-me de volta.

Nós não podemos entender tudo isto até adquirirmos a intenção acima do desejo, até que saiamos do desejo e comecemos a agir na base da intenção.

Para agir em função da intenção significa aplicar a restrição (Tzimtzum) ao desejo de receber. Eu devo ser independente dele e estar completamente livre para escolher. Por outras palavras, independentemente do desejo, eu posso decidir por mim mesmo que vou trabalhar com ele a fim de receber. Eu tenho a oportunidade de trabalhar a fim de doar, mas eu decido o contrário. Isto é o que é sujeira. Por outro lado, se eu não tenho escolha, não há nada para me perguntar. Receber com a intenção egoísta é a Klipa que atravessa todas as nossas subidas até o fim da correção. E nós estamos sempre obrigados a tomar uma decisão difícil de como agir, a fim de receber ou para doar?

Nós estamos a falar sobre o trabalho com as Luzes e os vasos do desejo egoísta, não apenas sobre a rejeição dos “pequenos” prazeres do nosso mundo. Eu sou obrigado a tomar uma decisão de uma ordem elevada, quando eu começo a sentir que há um rei, egoísta por natureza. Este é o outro lado do Criador, e eu acho que ele domina o mundo. Assim deve ser, e eu decido nestas condições.

Além disso, a decisão só é possível se eu subir acima da restrição, se eu for independente. Isto é quando eu decido aproveitar para o bem da recepção e transformando-a numa Klipa.

Em geral, as forças de imundície energicamente propulsionam uma pessoa para a meta. Elas despertam-na de tal forma que, como um alpinista, ela deve subir acima delas, superá-las e subir até o cume para o palácio do rei. E cada movimento seu é um degrau acima de sujeira.

A Klipa é a essência do material de criação, o desejo de receber, que toma a sua forma egoísta e aparece-nos deste modo. É por isso que é impossível dar um passo para a frente sem estar conectado à Klipa.

Mas, claro, nós mesmos não conectamos a estas. Nós devemos sempre manter-nos na linha direita, e então as forças de sujeira virão na hora e na forma certa.

Da 4ª parte da Lição Diária da Cabala 05/03/13,”Introdução ao Livro do Zohar

A Ressurreição Dos Mortos

Baal HaSulam, “Introdução ao Livro do Zohar “, item 3, Consulta n º 5 : A questão da ressurreição dos mortos: Uma vez que o corpo é tão desprezível, que, imediatamente após o nascimento está condenado a perecer e ser enterrado. Além disso, O Zohar disse que antes do corpo apodrecer totalmente, a alma não pode ascender ao seu lugar no Jardim do Éden, enquanto ainda há restos dela. Portanto, por que deve retornar e subir na ressurreição dos mortos? Não poderia o Criador encantar as almas sem ele?

Na verdade, por que “o corpo” deve renascer? E sobre a alma? Será que vai descer do Céu de novo?

Ainda mais desconcertante é o que nossos sábios disseram, que os mortos estão destinados a aumentar com suas falhas, de modo que não será confundido com outro, e depois Ele irá curar as suas falhas.

Nada resta do corpo depois que apodrece. Então, por que tem que reviver? Que diferença faz se alguém diz alguma coisa?

Devemos entender por que Deus deve preocupar-se de que ele não possa ser confundidos por outro, que para isso Ele iria recriar suas falhas e depois teria que curá-las.

“O corpo”, que significa o desejo de receber, sempre foi santo e sempre esteve em adesão. A rodada que todos nós fazemos só é necessária, a fim de subir mais alto em direção ao Criador para que possamos sentir todos os 125 graus, de modo a alcançar a fineza e a sensibilidade que irá esclarecer e avivar a nossa percepção para sentir o Criador, e subirá a partir do nível do ser criado para o nível do Criador por nós mesmos.

Portanto, o desejo de receber tem que passar por todo este ciclo e no final de correção para voltar e adquirir todas as falhas. Em seguida, será capaz de comparar o que foi no início da criação, e que ela se tornou no final da criação após ter passado por todos os níveis e apodreceu.

Tudo isso é cumprido pelo nosso trabalho no final do qual, após a “ressurreição dos mortos”, adquirimos um novo discernimento do desejo e com isso podemos aderir ao Criador.

Da 4ª parte da Lição Diária de Cabala de 27/02/13, “Introdução ao Livro do Zohar

Uma “Reinicialização” Dos Desejos No Nível Do Egoísmo Desenvolvido

Dr. Michael LaitmanPergunta: As estatísticas mostram que boas relações no trabalho aumentam a lealdade dos funcionários à sua empresa e até mesmo evitam o risco de uma morte prematura. No entanto, colegas continuam a brigar, a ficar nervosos uns com os outros, a sustentar seus territórios e a lutar por seus interesses. Porque é impossível neutralizar esses conflitos?

Resposta: Tudo o que o mundo moderno tem experimentado nos últimos 20-30 anos é de alguma forma uma tentativa de conectar tudo em um todo, para dar às pessoas a sensação de suavidade, harmonia, cooperação, para levar a equipe a um determinado terreno comum, planos e soluções comuns, de modo a acender uma chama em seu trabalho. Mas tudo sem resultados.

Antes, quando um gerente “lançava” uma ideia, as pessoas ficavam animadas e o seguiam, mas agora ninguém quer nada, mesmo por dinheiro.

As pessoas vêm para o trabalho como “zumbis”, só porque têm que ganhar a vida e para não se tornar um sem-teto no futuro. Elas não são capazes de se comunicar umas com as outras. Meio dormindo, elas gastam o seu tempo no trabalho e saem no final do dia.

As pessoas perderam o gosto pelo trabalho; elas não têm nenhum propósito. Não há ninguém e nada para incitar; já não existem grupos sociais produzindo grandes ideias novas como antes, quando o egoísmo estava ainda no processo de desenvolvimento.

Mas agora é a vez da fase avançada do egoísmo, que está se tornando integral. É por isso que estamos perdendo as metas, a satisfação e os interesses que antes possuíamos. Não há nada disso hoje.

Eis porque é muito difícil para os patrões e gestores manter seus empregados interessados. Eles não são capazes de fazê-lo porque têm que forçá-los a trabalhar. E isso continua a cair e regredir dia após dia, de ano para ano.

A pessoa não tem nenhuma motivação para fazer qualquer coisa: para quê? — eu me obrigo a trabalhar. É claro que eu ficaria feliz em receber meus patéticos “tostões”, e nada mais me preocuparia. Não me preocupo com a produção, a equipe, o trabalho em si, a posição ou o chamado interno. As pessoas perderam qualquer motivação para trabalhar; elas nem mesmo se preocupam com a recompensa monetária.

É só porque nossos desejos, que são nosso próprio material interno, estão passando por uma grave “reinicialização” (reset). Eles estão mudando de pessoais para coletivos. Mas nós não sabemos como satisfazer os desejos coletivos.

Além disso, não percebemos que estes desejos são coletivos, mas continuamos sentindo uma crescente dependência um do outro, e tentamos escapar dela, cada um para seu próprio nicho. Uma pessoa se aproxima de mim, e eu já estou pronto para queimá-la com meus olhos. Antecipadamente, estou preparado para afastar essa pessoa.

Este é um problema universal, mas não é culpa nossa. Os gerentes precisam entender isso e ao mesmo tempo lutar contra estes problemas dentro de si.

A única solução é explicar este estado aos colaboradores da empresa, mostrar-lhes as estatísticas e explicar um pouco o método da educação integral. Quando nós envolvemos as pessoas nos workshops, elas desenvolvem desejos completamente novos: coletivos e redondos, não individuais e lineares, integrais em vez de separados. E nós adquirimos uma pessoa completamente diferente.

Essa pessoa percebe a si mesma e à equipe como um todo. Ela começa a ver que quando se envolve com sua equipe, começa a respirar, abrir os olhos, consegue pensar mais claro, começa a ouvir, tudo se torna mais nítido: ela desperta. Ela começa a sentir que a vida tem uma centelha; há entusiasmo.

Uma vez que explicamos que a união com os outros é necessária para revelar um novo desejo comum, coletivo, onde a pessoa vai experimentar entusiasmo, vida e satisfação comum, apesar da dependência da equipe, a pessoa vai se divertir, porque essa dependência é redonda e abrangente. Todo mundo precisa dela, porque nós nos sentiremos livres e leves, a vida vai ser um prazer, e nós vamos subir como se tivéssemos asas.

Hoje, as pessoas estão prontas para qualquer coisa, porque este é o maior problema no mundo. Suicídio, drogas, depressão, divórcio, criminalidade, terrorismo e tudo mais acontecem por causa do vazio; não temos aonde nos esconder de nós mesmos. Dê às pessoas satisfação e tudo isso vai embora.

De Kab TV “Segredos Profissionais” 08/02/13

Lutar Contra Seu Próprio Egoísmo

Dr. Michael Laitman with StudentsPergunta: Eu me formei no curso online (Centro de Educação) e, atualmente, pertenço a um grupo virtual. É necessário que eu vá para um grupo de físico?

Resposta: Eu entendo que a pessoa já se acostumou a estudar online. Ela tem amigos, instrutores e rede lá – tudo ao que ela está conectada e com quem está constantemente em contato.

No entanto, um grupo físico leva a pessoa a um novo nível de relações, uma vez que mostra que ela está cheia de egoísmo de uma forma mais clara, poderosa e efetiva do que qualquer grupo virtual. Portanto, a pessoa deve se juntar a um grupo físico percebendo de antemão que está indo lá não para lutar contra outras pessoas, mas contra seu próprio egoísmo, de modo a compreendê-lo, para ver a cobra sentada dentro dela e como deve tirá-la de lá.

Da Lição Virtual sobre Fundamentos da Cabala, 03/02/13

Estou Grávida Com O Mundo Inteiro E O Mundo Está Grávido De Mim

Rabash, “O que é um cálice de bênção deve estar cheio no trabalho”: Mas antes da Yenika (sucção), há a fase de Ibur (gestação), o que significa que a parte superior o corrige a ele. Isso pode ser quando uma pessoa é como um embrião no ventre de sua mãe, como o embrião se anula a si mesmo ante da mãe e não tem mente própria, mas como dizem os sábios, “Um embrião é parte de sua mãe e come o que sua mãe come “, e não tem entidade própria para fazer qualquer pergunta, mas ele não se levanta como um nome. Isso é chamado de que ele é mudo e não tem boca para fazer perguntas.

Este é o momento em que uma pessoa pode ir acima da razão, com os olhos fechados, e acreditar na fé dos sábios e ir até o fim. Isso é chamado de Ibur, que ele não tem boca, Ibur significa (TES, parte 8)) “o nível de Malchut que é a pequenez mais restrito chamado Ibur, que decorre de Evra e Dinin, como se diz”, e o Senhor tornou-se impregnado de você. ”

E a questão de Evra e Dinin deve ser explicada, já que o corpo resiste ao trabalho que uma pessoa deve ir acima da razão, com os olhos fechados, é assim que uma pessoa deve superar constantemente, o que é chamado de “a ira, raiva e problemas”, uma vez que é trabalho duro para avançar constantemente pela superação e auto anular-nos nós proprios diante do superior, de modo que a parte superior vai fazer o que quer com uma pessoa. Isto é chamado Ibur, que é a pequenez mais restrita.

Esta é uma situação difícil, já que a pessoa não está habituada a tal atitude. Para se anular a si mesma completamente é ainda mais difícil do que simplesmente reduzir-se, e estar na pequenez. Nós já temos os preparativos para a pequenez por natureza, mas o estado de um Ubar (embrião), o que significa que a transição (mesma raiz em hebraico) de um mundo para o outro no que diz respeito ao uso de nossos desejos, os discernimentos interiores, é um processo muito difícil.

Aqui somos obrigados a anular -nos totalmente na fé acima da razão, a fim de elevar-nos acima de todos os discernimentos e os desejos que são evocados em nós. Não é um estado passivo, como pode parecer. Uma pessoa tem de participar e de fazer seus maiores esforços a fim de superar os obstáculos que encontra. Caso contrário, será impossível anular o nível anterior.

Ele é chamado de embrião uma vez que não pode trabalhar com os discernimentos e a intenção de e em ordem de doar, ainda. E então ele anula-se perante a doação do superior e permite o superior fazer tudo o que faz consigo aceitando tudo como bom, abençoado, e em total consentimento, compreensão e delícia. Nesse caso ele é chamado de embrião espiritual.

Disto devemos entender como nos devemos preparar e ao grupo de forma a entrar no estado de um embrião espiritual e no mundo espiritual. Temos já falado um bom pedaço acerca disto e agora devemos tentar realizar isto.

É um estado no qual a pessoa sente pressão, o Dinim que encontra. Ele não compreende porque é que isto acontece no mundo à sua volta, e qual é a atitude do mundo em relação a este processo, mas eventualmente ele vê como todo o mundo começa a entrar no estado de Ibur na preparação do novo nascimento.

É porque o mundo inteiro está em uma pessoa e assim a pessoa vê como o mundo inteiro, todos estes discernimentos, entram no estado de Ibur. Na medida em que ele anula a sua atitude anterior a tudo o que acontece, ele descobre que o mundo inteiro em torno dele se torna a realidade do embrião espiritual. Quando ele anula-se, ele vê que o Criador opera em tudo ao seu redor.

Da preparação para a Lição Diária de Cabala 07/02/13