Textos com a Tag 'Desejo'

O Sol Nunca pára de Brilhar

A sabedoria da Cabala fala exclusivamente sobre o desejo. Quanto à Luz, não há muito a dizer. É estática e existe em repouso absoluto. Ela só dá e só tem essa propriedade única de doação. Se desejar receber a partir dela, então suas ações devem ser semelhantes a Ela. A Luz não muda, ao contrário, é seu desejo que a faz agir de acordo com você.

É semelhante a uma fonte de energia. Eu posso chegar mais perto dela ou me afastar dela, abordando-a de uma ou outra direção. Tal como acontece com o sol, que podemos ser queimado por ele ou usá-lo para nosso benefício. E como o sol, a Luz é absolutamente constante. Você pode rezar ou gritar com ela, mas isso não vai mudar.

Todas as transformações ocorrem apenas dentro de você, independentemente de você lamentar-se ou agradecer. De acordo com as suas alterações, você receberá resultados diferentes dos seus efeitos. A Luz não muda. Você descobre um campo, fixo, imóvel. Na medida de suas mudanças internas, você discerne o que sentir em seus diversos estados. E, no entanto, é você que sente as diferenças, ao passo que a Luz continua a mesma. [Leia mais →]

Entendendo Os Limites Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanPor que depois que a alma (Nukva) completa uma etapa do seu desenvolvimento, ela ainda recebe limitações? A análise dos desejos (realização do mal) ocorre em todos os desejos (Kelim), e a correção, isto é, a aplicação dos desejos em prol da doação, ocorre quando esta for possível, ist´é, apenas em alguns desejos. A Nukva restringe os outros desejos, limitando-se.

Nós sabemos que alguns desejos pertencem ao “coração de pedra” (Lev HaEven), e eles não podem ser usados para se receber em prol da doação até o fim da correção (Gmar Tikkun). No entanto, por que é necessário esperar? Por que este “coração de pedra” não pode ser corrigido agora, juntamente com os outros desejos?

O fato de nós sempre corrigirmos apenas parte do desejo (deixando de lado o “coração de pedra”), nos impulsiona a obter um desejo adicional e, portanto, essa limitação age em nosso benefício. A pessoa é forçada a separar seus desejos, tomando uma decisão em relação a cada desejo e cada detalhe. Onde está GE (Galgalta ve Eynaim)? Onde está o AHP? Qual desejo é para a recepção em prol da doação, e qual desejo é para a doação em prol da doação?

A pessoa percebe tais diferenças em todos os desejos, exatamente devido ao fato do “coração de pedra” estar parcialmente presente nos mesmos, e isso ajuda a pessoa a determinar os limites do desejo. Exatamente no limite de esclarecermos nossas capacidades é que adquirimos a sensação, o contraste das qualidades, de acordo com a lei do “preferir uma Luz na escuridão”.

Estas limitações, quando nós sentimos que só conseguimos prosseguir até este limite e não conseguimos atravessá-lo, dá-nos a capacidade de perceber as diferentes qualidades e suas combinações (inclusões). Nós revelamos novas qualidades, o Criador acima da criação, no limite entre os desejos.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 21/09/10, Talmud Eser Sefirot

Fé Constante

Dr. Michael LaitmanPergunta: O que é a fé constante?

Resposta: A fé é a força que eu recebo do Criador. Ela me ilumina, mantendo-me acima dos meus desejos, da minha natureza, como um ímã que mantém um pedaço de metal no ar, contra a gravidade.

Existem duas forças: a força da gravidade (o desejo de receber prazer) e a força de doação (o poder da fé, o imã) que atrai para cima um “pedaço de metal”. Estas duas forças se opõem entre si. Se a força da fé que o Criador irradia sobre mim eleva-me acima do meu desejo de sentir prazer, eu sou o “justo”. Se o Criador desiste de mim, eu caio imediatamente no egoísmo, e então eu sou o “ímpio”.

O que significa a fé constante? Eu atinjo o estado em que a minha conexão com o grupo fornece a aspiração constante para a doação, como se eu fizesse um pacto com o grupo em relação ao nosso apoio mútuo, e o Criador se tornasse a testemunha disso, prometendo sempre nos iluminar, mantendo-nos na doação acima do desejo de receber (fé acima da razão).

Da Lição sobre o Artigo do Rabash , 17/09/10

O Dia Do Perdão É Um Dia De Alegria

Dr. Michael LaitmanO Yom Kippur, o Dia do Perdão, é um estado onde é revelado o Kli (desejo) que precisamos corrigir. O Rabash escreve em muitos artigos que a pessoa chega ao Dia do Perdão de acordo com seu estado interior, o qual pode ser revelado sem qualquer conexão com o início do feriado conforme o calendário.

Cada um de nós atravessa esses estados em nosso desenvolvimento, incluindo ascensões chamadas Rosh Hashaná (Ano Novo), Yom Kippur (Dia do Perdão) e outros. Yom Kippur é um estado muito elevado. Uma grande Luz deve nos influenciar a fim de revelarmos esse nível em nós; toda uma sequência de ações é necessária. A pessoa deve se esforçar muito dentro do grupo, em nossa união, onde ocorreu a quebra. O local da quebra é dado a nós para que possamos corrigí-lo. Assim, nós entenderemos o que é chamado de correção, o que significa a estrutura deste lugar, e como a Força Superior criou e continua a apoiá-lo. Como resultado, nós descobrimos o Criador.

Para alcançar isso, nós nos esforçamos de acordo com a principal regra da Torá: “Amarás ao próximo como a ti mesmo”. Conforme os Cabalistas nos aconselham, primeiro nós a percebemos em um ou vários grupos pequenos em vez de toda a humanidade, visto que seria impossível de outra forma. Ao tentarmos perceber esta regra na união entre nós, de acordo com o método dos Cabalistas, nós vamos do amor pelas criaturas ao amor pelo Criador, e descobrimos até que ponto não estamos na qualidade de amor e doação.

Nós não estamos falando sobre a vida neste mundo e quão bom ou ruim nos sentimos. Nós não verificamos o bem e o mal de acordo com isso, nem chegamos ao Dia do Perdão dessa maneira. Somente estando em um grupo, aspirando à conexão entre nós, e despertando a Luz que Corrige, é que eu percebo como sou consumido pelo ódio e a rejeição em relação aos meus amigos, que estão tentando se unir a fim de revelar o Criador no grupo.

Eu revelo a força de separação, a força da quebra em mim, e somente em relação a essa força é que eu posso dizer que revelei o mal. Então, com esse mal, eu posso me dirigir ao Criador e exigir Dele a correção. Assim, o Dia do Perdão torna-se um dia de alegria, porque eu revelo a aflição do egoísmo, a minha própria natureza, que precisa ser corrigida. Eu revelo a condição, “Eu criei o egoísmo”, e agora eu posso pedir ao Criador pela Torá, que é a força para corrigí-la. Está escrito: “Eu criei o egoísmo e criei a Torá para a sua correção, porque a Luz nela devolve a pessoa à fonte” (ao Criador).

Primeiro, nós devemos trabalhar muito duro na união entre nós; então, a Luz Superior brilha sobre nós desde o nível de ELUL (que significa “Eu sou do meu Amado e meu Amado é meu”). Depois nós chegamos à Rosh Hashana, o estado onde desejamos um novo começo, novas mudanças no caminho, a união entre nós, o nascimento de um novo sistema ou de um novo ser humano (Adão) em nós. Somente depois de passar por tudo isso nós chegamos ao estado onde verificamos todas as nossas dez qualidades. No 10º dia após o Ano Novo, o qual marcou o início do novo caminho, nós chegamos ao Dia do Perdão.

Nesse momento, por um lado, nós estamos realmente em um estado de completo desespero e falta de força, e, por outro lado, sentimos uma grande alegria, porque agora podemos finalmente gritar ao Criador pedindo-Lhe que nos ajude, com a total confiança de que Ele nos ajudará. Nós temos esta confiança, porque já nos analisamos e chegamos a compreensão de que só vivemos no mal, incapazes de fazer qualquer coisa em relação a isso. Mas agora, por força da conexão entre nós, nós temos a confiança de que o Criador está nos ajudando e está apenas esperando por esse momento especial.

O Baal HaSulam escreve que “Não há momento mais feliz na vida de uma pessoa que aquele em que ela descobre que é totalmente impotente e perde a fé em sua própria força, uma vez que esforçou-se o máximo possível, mas não alcançou nada. Isto ocorre porque exatamente neste momento, durante este estado, ela está pronta para a oração completa e clara ao Criador!”. Este momento é chamado de Dia do Perdão. Deste momento em diante, a pessoa pode ter certeza que receberá a Luz de Correção.

Da 4a parte da Lição Diária de Cabala 15/09/10, “Yom Kipur”

Viajando No Mundo Dos Desejos

Dr. Michael LaitmanPergunta: É possível manter a Luz Circundante (Ohr Makif) durante o dia, quando eu saio do grupo e da lição para o mundo exterior?

Resposta: A lei de qualquer campo físico declara que a intensidade (da luz ou de qualquer outro estímulo) diminui de forma proporcional à distância da fonte ao quadrado. Quando você se move duas vezes mais longe da fonte, a intensidade diminui quatro vezes. Mas se você se aproximar duas vezes mais, então a intensidade aumenta quatro vezes.

No mundo espiritual não há nenhuma fonte de Luz, porque a Luz preenche o universo inteiro. Portanto, sua influência é a mesma, não importa onde você esteja. Você acha que sai da aula e entra no mundo exterior, mas, na verdade, todas as mudanças espaciais ocorrem dentro de você. Você vai de um desejo ao outro. Todos os “lugares” são os seus desejos. Você está viajando dentro de si mesmo.

Portanto, tudo depende do quanto você desperta a Luz dentro dos desejos. A Luz está presente neles de forma igual e plena. Não importa onde você esteja – na rua ou na lição do grupo. Eu poderia estar fisicamente presente no grupo, mas estar longe em meus pensamentos. O grau da minha conexão com a Luz depende apenas da intenção: Quanto eu desejo estar conectado a ela?

Nós Já Temos O Primeiro Desejo Espiritual!

Dr. Michael LaitmanPergunta: Por que depois de cada Convenção, onde experimentamos uma grande ascensão e inspiração, nós sempre experimentamos uma queda?

Resposta: Este é um processo espiritual. Durante a convenção nós recebemos um grande “Kli” (vaso espiritual ) e nos conectamos a um desejo novo e maior. No entanto, se nós não adicionarmos nada a este novo desejo, nos sentimos vazios.

Ao longo da Convenção eu me conecto com os desejos de milhares de pessoas e sinto que nós somos um homem com um coração. Eu sinto a nossa garantia mútua, como se eu me perdesse e me dissolvesse nelas. Eu me entrego em suas mãos! Mesmo que esse sentimento esteja lá apenas por alguns instantes e, inconscientemente, ele ainda aconteça. Assim, pela primeira vez, eu já me conecto com os outros e revelo um desejo espiritual, um Kli, que eu não tinha anteriormente.

Anteriormente, eu só tinha desejos materiais que eu desejava para satisfazer o egoísmo. Isto é chamado de nível animal do desejo. Agora, entretanto, mesmo sem saber como isso ocorreu, eu me juntei a algo muito grande. Esta conexão é a falta de espiritualidade ou doação. É um desejo espiritual que não estava presente em mim antes.

Agora eu preciso trabalhar com ele. No entanto, em vez disso, eu o abandono, desejando voltar para o meu desejo antigo, e aguardar novamente as satisfações egoístas habituais. Mas o que dizer desse novo desejo espiritual? Em comparação com os desejos materiais, esse enorme desejo espiritual permanece vazio!

É por isso que eu perco o gosto pela vida e não entendo como eu posso me satisfazer. A “carne e o vinho” habituais não me trazem prazer como antes. Assim, à luz da próxima Convenção de novembro, onde nós revelaremos um desejo espiritual ainda maior e mais forte, nós precisamos preparar a resposta certa para ele agora, com antecedência.

Onde Começa A Liberdade

Dr. Michael LaitmanHá duas etapas ao longo de nossa ascensão ao mundo espiritual, e a primeira é a obtenção de um desejo (Hissaron). Em nosso mundo corpóreo, nós nascemos com o desejo de revelar este mundo, para governr, tirar vantagem e conectar-se a ele. Porém, no mundo espiritual, é diferente, pois precisamos ganhar esse desejo.

É a Luz que nos ajuda com isso. Nós a usamos para organizar o nosso desejo egoísta de uma forma oposta e altruísta, que nos permita obter o desejo de doação, ou seja, um Kli (o vaso espiritual é o desejo de doar) espiritual.

Em nosso mundo, nós é dado o desejo de receber, entender e sentir. Da mesma forma, no mundo espiritual, há o desejo de doar, amar, conectar e unir-se. Como nós podemos obtê-lo? Evidentemente, nós só podemos recebê-lo da Luz que Corrige e nada mais. Para isso nós precisamos, pelo menos, de algum desejo inicial de receber o impacto da Luz. Este minúsculo desejo inicial é chamado de livre arbítrio, o qual nos é dado de uma forma muito simples e distinta: como um único ponto que podemos encontrar e discernir dentro do nosso estado atual.

Isto só pode ser alcançado através da conexão entre nós e do nosso esforço coletivo, com a condição de que tenhamos o desejo de nos unirmos e dependermos uns dos outros. Se tais relações são encontradas entre as almas (ou pessoas que as carregam), então, de acordo com os nossos esforços, a Luz se revela, começa a nos dar um novo desejo, e passa seu próprio desejo para nós.

Este é o único trabalho verdadeiro que a pessoa tem, como o Baal HaSulam explica em seu artigo “A Liberdade”: Nós precisamos fazer o mínimo esforço, num sentido seletivo, estreito, e claro em relação ao ambiente, e como resultado da medida deste esforço, a Luz desce sobre nós. Ela purifica nossos desejos (seu lado oposto), nos dá a sensação de carência, de acordo com o qual nós revelamos todos os nomes sagrados do Criador até a plena revelação da Luz (todos os nomes do Criador).

Assim, a pessoa alcança o estado espiritual em que “Israel (o desejo da alma pelo Criador), a Torá e o Criador e se tornam um”, isto é, todos os desejos do homem tornam-se equivalentes à Luz que os corrigiu. Através destes nomes sagrados a pessoa atinge toda a Luz geral chamada a Torá e o Criador (o propósito da criação “deleitar as criaturas”), que é revelada nesta Luz.

Tudo isso é revelado no desejo da pessoa. A Torá é a revelação do mundo espiritual alcançada através da revelação individual e parcial da pessoa dos nomes do Criador.

Da 1ª parte da Lição Diária de Cabala 11/08/10, “Você Sempre Deve Discernir Entre a Torá e o Trabalho”

Quer Um Milhão de Dólares? Aqui Vamos Nós

Pergunta: Eu sou uma pessoa normal e só quero viver em paz. Recebo golpes da vida de vez em quando, mas nunca penso sobre o propósito da vida. Vejo pessoas estudando Cabala e lhes faz bem. Mas eu só quero viver em paz. Tenho que estudar Cabala também?

Resposta: Sim, você tem. É porque a sabedoria da Cabala irá dizer-lhe como alcançar uma vida pacífica. Você não tem que procurar o Criador, o mundo do futuro, ou o mundo espiritual. Mas aqueles que procuram isso irá recebê-los. Se você deseja apenas o conforto, você vai tê-lo.

Já que a sabedoria da Cabala leva uma pessoa a harmonia com todos, todos receberão o que desejam de tal estado. É chamado de “Man (manna)  que “sustenta no deserto” (desejo vazio de receber), e todos obtém  os gostos desejados nele.

Você deseja uma vida tranqüila? Aqui você vai ter! Se você deseja o contrário, uma vida cheia de aventuras, você vai tê-la também!

Continuação da  pergunta.: E se eu quero um milhão de dólares?

Resposta: Um milhão de dólares é uma sensação de prazer, não a quantidade “verde” de notas de papel. Você receberá o prazer igual ao de  um milhão apenas na medida do ponto que estamos realizados.

Da 4a. Parte da Lição Diária De Cabala de 10/08/10, Uma Aula sobre Assuntos Atuais

O Que É Gematria?

Pergunta: O que é Gematria na espiritualidade?

Resposta: Gematria é um estado interior específico de uma pessoa ou de sua alma, composta de desejo (de um vaso, kli) e Luz, plenitude. A soma de todas as sensações, impressões, estados, lembranças e intenções, o estado geral da alma, expresso na forma de letras ou uma seqüência de letras, é chamada de Gematria. É uma maneira de descrever um determinado estado da alma.

Suponhamos que eu poderia tocar uma melodia ou cantar uma canção que expressa o meu estado. Isso é a Gematria. Eu posso desenhar uma letra ou símbolo, o que também será Gematria. Eu posso transmitir a minha sensação ou o meu estado gravando-o. É semelhante ao Reshimo, um registro de informações sobre o estado.

Na espiritualidade não existe nada além do estado da Luz e do desejo (kli), esse estado de equivalência entre a Luz e desejo com a ajuda de uma tela ou intenção. Tudo o resto são meios ou formas de expressar esse estado.

Da 2a. parte da Lição Diária de Cabala de 15/8/10, O Zohar

A Ciência Mais Difícil e Mais Fácil

Dr. Michael LaitmanSabe-se que o Criador criou apenas o desejo de desfrutar. Esse desejo, “o corpo”, desenvolve-se e produz uma mente ou “cabeça” dentro de si para ajudá-lo a alcançar o que deseja. Toda a mente ou “cabeça” trabalha para o desejo de desfrutar, o “corpo”. Se o desejo ou “corpo” precisa de alguma coisa, a mente ou a “cabeça” começa a atuar a fim de atingir a coisa desejada. Se o corpo não precisa de nada, é como se não houvesse nenhuma mente ou “cabeça”. Assim, a presença da mente ou da “cabeça” é definida pelo tamanho e o nível do desejo.

Quando nós estudamos o Talmud Eser Sefirot tentando compreendê-lo mentalmente, estamos tentando entender algo que ainda não existe em nosso desejo. Isso porque o Talmud Sefirot Eser só fala sobre as ações de doação, as quais estão acima de nossos desejos egoístas. É por isso que é impossível compreender o significado das ações espirituais; a cabeça (mente) só pode pensar no nível dos desejos corporais. Ela só pode perceber o que o desejo entende. E se algo está ausente do desejo, também está ausente na cabeça. É assim que a natureza material é construída, bem como a espiritual. O corpo e a cabeça se referem a um “Partzuf” ou estado.

Portanto, se você vê uma pessoa que é muito hábil em conhecer a estrutura dos mundos superiores, então ela já está no mundo espiritual ou está estudando isso de forma puramente mecânica, e não por uma questão de correção do desejo. Ela pode estudar e conhecer um monte de teoria, como os “Cabalistas” que o Baal HaSulam encontrou uma vez em Jerusalém.

No entanto, é impossível para uma pessoa que veio corrigir o seu desejo compreender a estrutura do Mundo Superior, até que o fenômeno que ela lê no livro comece a ser revelado em seu desejo pelo menos um pouco. Com essa revelação inicial, ela já terá a capacidade de lembrar de algo, falar sobre isso, e imaginá-lo de alguma forma.

Portanto, não é uma coisa ruim se a pessoa estuda durante muito tempo e ainda não sabe nada. Na verdade, este é um sinal de que ela está avançando corretamente. Seu desejo e a mente estão interligados, e sua mente funciona apenas na medida em que ela corrige seu desejo. Esta é a forma mais saudável de desenvolvimento.

Da 3ª parte da Lição Diária de Cabala 02/08/10, Talmud  Eser Sefirot